segunda-feira, 27 de outubro de 2014

EBD Editora Betel - Mefibosete e o Milagre da Restituição e da Honra

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 05 – 02 de novembro de 2014
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Texto Áureo

“E Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés; era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jônatas vieram de Jizreel, e sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo; e o seu nome era Mefibosete” II Sm 4:4

Verdade Aplicada

A Graça Divina não mira nossos defeitos nem tampouco nossas impossibilidades, ela não pede nenhum outro esforço que não seja a fé para que a aceitemos em nossas vidas.

Objetivos da Lição

Esclarecer que Mefibosete era o filho de um rei que vivia no anonimato;
Destacar o poder da graça divina quando existe uma aliança feita por Ele;
Ensinar que Mefibosete tipifica uma geração que Deus deseja honrar em nossos dias.

Textos de Referência

II Sm 9:6, 10-12


Introdução

A história de Mefibosete traz um misto de fracasso e de sucesso. Ele era o filho de Jonatas, o amigo de Davi. Jonatas era um homem sábio, que viu em Davi a unção de rei, sabia que seu próprio pai estava reprovado por suas ações e vida de desonra a Deus, e mesmo sendo o sucessor ao trono, renunciou porque via em seu amigo o homem escolhido para liderar os exércitos e a nação de Israel (I Sm 18:3-4).

Em elaboração


1. Mefibosete, o filho de Jonatas

Antes da morte de Saul, Jonatas e Davi firmaram um pacto entre famílias. Jonatas o protegia das loucuras de seu pai Saul e se um dia ainda vivesse, Davi tornando-se rei cuidaria dele e de seus descendentes (I Sm 20:13-17).

Em elaboração

1.1 Um trágico acidente

Existem momentos em nossas vidas que tudo parece piorar. Pois, tentando salvar o menino, a mulher piorou sua situação. Existem certos tipos de ajuda na hora da aflição que somete pioram aquilo que já está ruim. Devemos ter o cuidado com alguns tipos de boas intenções, é bom sempre discernir o que está a nossa volta. Nesse caso, ele tinha apenas cinco anos, era imaturo, e não podia agir por si mesmo.

Em elaboração

1.2 Mefibosete, o príncipe que vivia em Lo-Debar

Em elaboração

1.3 Toda promessa tem um tempo para se cumprir

Quem era Ziba afinal? Ziba era o homem que passou a cuidar dos bens de Mefibosete e se apropriou de tudo o que possuía. Ziba sabia que o retorno de Mefibosete seria o final de seu império e o princípio de seu retorno a servidão. Por isso, faz questão de frisar para Davi que Mefibosete era coxo, e como tal, ele sequer poderia entrar no palácio.

Em elaboração


2. Do deserto à mesa do rei

Existem pessoas que são mal intencionadas. Ziba não nega a existência, mas faz questão de apresentar o defeito, ele sabia que uma pessoa deficiente não poderia entrar no palácio, só não sabia que aquele estava marcado com o selo real e com o pacto da promessa. Na verdade, não importava o que Ziba via, mas o que o rei estava vendo.

Em elaboração

2.1 Quando a surpresa bate à porta

A quem diga que o Deserto é terrível e doloroso. Todavia, o deserto é lugar de grandes manifestações e milagres também. Deserto não é moradia, é lugar de passagem, e o tempo de seguir adiante na vida de Mefibosete estava apenas começando. A partir dali, ele comeria de contínuo à mesa do Rei (II Sm 9:13).

Em elaboração

2.2 Quando a visão do rei prevalece

Em elaboração

2.3 Os humilhados serão exaltados

Um dia como outro qualquer trouxe a Mefibosete o cumprimento de uma promessa a seu respeito. Que possamos descansar no Senhor porque ele é justo e o que foi prometido a cada um de nós, não tardará, chegará no tempo certo (Hc 2:1-3).

Em elaboração


3. Jerusalém o lugar dos príncipes de Deus

A vida de Mefibosete vai de um extremo ao outro, ele começa no deserto, na sequidão, e no anonimato, e termina no palácio real assentado à mesa do rei. A graça Divina é assim, ela tem o poder de nos transportar e nos elevar de uma posição a outra (Ef 2:6).

Em elaboração

3.1 Quem Mefibosete tipifica em nossos dias?

Mefibosete representa os filhos do Rei que serão restituídos. Ziba teve que devolver tudo: tudo o que trabalhou, plantou, e tudo o que colheu; representa aqueles que saem do nada, e mesmo não sendo dignos, se sentam à mesa do Rei.

Em elaboração

3.2 Na mesa do rei todos são iguais

Em elaboração

3.3 Ele começou em Lo-Debar, terminou em Jerusalém

Em elaboração


Conclusão

Mefibosete era um filho de rei que vivia num lugar obscuro, com medo e sem nada. É tempo dos filhos do Rei saírem do deserto do anonimato, serem honrados, e terem suas vidas transformadas. Até mesmo a criação espera por esse momento em nossas vidas (Rm 8:19).


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH

Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 05

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

EBD Editora Betel - Ana e o Milagre da Cura da Esterilidade

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 26 de outubro de 2014
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Graça e Paz!

São 22h de sábado e iremos parar por hoje... Falta apenas alguns links e pequenos ajustes. Tentaremos acrescentar mais amanhã cedo. Ore por nós.

Shalom

Texto Áureo

“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera”. Ef 3:20

Ele é poderoso não só para fazer tudo o que pedimos ou pensamos, mas para fazer tudo além do que pedimos ou pensa­mos, para fazer tudo muito mais abundantemente além do que pedimos ou pensamos.
O final do verso 20 mostra ainda como recebemos a resposta de nossas petições, conforme as palavras ali indicam: "segundo o poder que em nós opera". Que poder é esse? Não é poder intelec­tual ou físico, nem poder moral. É o poder do Espírito Santo que opera a partir da obra de regeneração. É o poder que nos coloca acima dos poderes de Satanás, do Mundo e do Pecado. É o poder para testemunhar de Cristo (At 1:8). É o poder que nos torna capazes de alcançar a plenitude de Deus.

Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral

Verdade Aplicada

Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

Objetivos da Lição

Ensinar sobre a necessidade de Ana e o projeto de Deus para sua vida e sua nação;
Falar acerca da entrega de Ana, e o que a conduziu a um voto tão audacioso;
Mostrar como Ana obteve respostas que lhe foram além da importância de ser mãe.

Textos de Referência

I Sm 1:1-5


Introdução

Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.

Quando Deus quis dar um salvador a Israel, escolheu Ana. Quando quis dar o Salvador ao mundo, escolheu Maria. Ana era temente a Deus e desejava ser mãe, mas era estéril e sofria as injúrias da sua rival. Mas o Senhor ouviu sua oração e lhe deu um filho que se tornou um tipo de Jesus em seu triplo ministério: sacerdote, profeta e rei. Samuel foi o último juiz em Israel e julgou o povo durante toda sua vida (1 Sm 7:15).

A Oração de Ana – www.montesiao.pro.br



1. Ana, uma mulher atribulada

Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (I Sm 1:15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.

Em seu íntimo ela ora silenciosamente, enquanto Eli, sentado junto à porta, observa com interesse. Ele vê o movimento de seus ombros, enquanto ela soluça em grande aflição e chora amargamente (1:10). Não ouvindo suas palavras, Eli tira a conclusão errada, presumindo que ela tenha festejado demais e que sua alegria seja pura embriaguez. Ele a repreende pela embriaguez e lhe diz para abandonar a bebida (1:13-14).
Rapidamente Ana lhe assegura que não está embriagada, mas que está derramando sua alma perante o Senhor (1:15). Ela suplica que ele não a julgue como filha de Belial (1:16). Ironicamente, a expressão usada por Ana (“filha de Belial”) é o mesmo termo usado pelo autor no capítulo 2 (verso 12) para descrever os dois filhos de Eli. Ela lhe diz que, até agora, esteve expressando a agonia de sua alma. 
Todos sabemos, como talvez Eli também soubesse, que entre as palavras soluçadas por Ana está um voto. Ela promete a Deus que, se Ele lhe conceder um filho, ela o devolverá a Ele como nazireu (1:11, ver Nm. 6:1-21; Jz. 13:2-7). Eli lhe assegura que Deus lhe concederá seu pedido e a abençoará (1:17). Desse momento em diante, Ana já pode participar da cerimônia de adoração. Ela faz a refeição e seu rosto agora irradia alegria e não tristeza.

I Samuel – Bob Deffinbaugh


1.1 Ana, Penina e Elcana

Através da vida de Ana, mãe do profeta Samuel, aprendemos alguns segredos importantes para ter uma vida feliz e abençoada. Nesta história, O Senhor nos mostra que se quisermos uma vida cheia de anos alegres e prósperos, é preciso passar pelo “tempo da mudança”, sem o qual, nossa vida se limitará a uma repetição contínua das mesmas tristezas e fracassos. Abra a sua Bíblia em I Samuel 1:1 a 28 e abra também o seu coração para compreender as três fases na vida de Ana: os anos da tristeza, o ano da mudança, e os anos da alegria.

Ana, uma Mulher Disposta a Mudar a Vida – Elton Melo

Deus honra esse tipo de fé diante dele e amor a sua causa, então, abençoou Ana e ela concebeu e teve um filho, o qual chamou Samuel, que significa "ouvido pelo Senhor," pois ela sabia que esse filho era a resposta a sua oração.
Depois do nascimento de Samuel, Ana não foi a Siló no tempo de costume, mas disse que iria esperar até desmamar sua primeira criança. Então, levaria ele consigo e o apresentaria a Deus, como havia prometido em sua oração. Depois que Samuel foi desmamado, levou-o à casa de Deus, em Siló, e deixou-o lá para servir o Senhor.
Isso pode parecer muito estranho para nós, mas agradou ao Senhor, porque tinha grandes planos para Samuel. Tornar-se-ia um grande profeta de Deus. Quanto a Ana, Deus a abençoou muito por sua devoção e obediência. Mais tarde, teve três filhos e duas filhas. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, Ele sempre resolve nossos problemas melhor do que podemos fazer.

Ana – Forrest Keener

Penina exibia-se como mãe para Ana (I Sm 1:1-2) por esta não poder dar herdeiros a Elcana, marido de ambas (I Sm 1:6-7). Não pensava em como Ana se sentia: triste por não conseguir engravidar e ver outros filhos do seu marido nascerem e crescerem.
Deveria ajudar Ana, tornar-se sua amiga! Mas não: zombava e agredia verbalmente por estar precisando de ajuda.
Quem sou eu e você? Temos usado nossas bênçãos para agredir ou mexer com o moral de alguém? Temos humildade e desprendimento em ajudar o próximo?
Muitas mulheres são peninas: agressivas, não pensam nos semehantes, ciumentas, rancorosas, e estão sempre prontas a atacar. Deviam se colocar no lugar do outro!
Elcana amava mais a Ana, mesmo não lhe dando filhos. Adianta ser fértil, ter bênçãos e não conseguir conquistar o amor do seu marido? A exibida e inescrupulosa Penina afastava relacionamentos de amor e amizade (I Sm 1:5). Deus é nosso Elcana. Temos bençãos para ajudar os perdidos ou para destruí-los?
Sua miséria era dupla: Ela não tinha filhos em uma cultura que venerava as mulheres fecundas e considerava a esterilidade uma maldição; além disso, Penina, sua rival também lhe provocava com severidade. Em Siló Ana se derramava, seu sofrimento era tanto que Eli chegou a pensar que estivesse embriagada.


1.2 O Senhor lhe havia cerrado a madre

A Ana, porém, dava porção dupla. Muitos comentários acusam Elcana de favoritismo para com Ana. Esta falsa interpretação surgiu na tradução da Bíblia de Genebra de 1560, que diz: uma porção digna, com base na tradução do Targum da difícil palavra hebraica ‘apayim’ ("de duas faces"?) para excelente. A LXX diz ‘epes-ki’, "mas", dando a entender que Elcana dava a Ana apenas uma porção, embora a amasse. O favoritismo de Elcana consistia não em sua discriminação na mesa da refeição, mas em amar Ana mais do que amava Penina.
A sua rival a provocava. Ka'as, a palavra traduzida para "provocar", indica o sentimento despertado por causa de tratamento não merecido. Usa-se em relação ao sentimento divino de triunfo sobre os inimigos de Israel (Dt. 32:27). Para a irritar. Literalmente, para fazê-la trovejar. A palavra ra'am significa provocar intimamente, perturbar, despertar comoção íntima. Mais tarde, a Versão Siríaca traduziu esta palavra para "lamento, queixa, murmuração".
Melhor do que dez filhos. Dez é um número redondo usado para expressar um grande número. "Não te sou melhor que uma grande família?" é o significado.

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular

O seu nome, assim como o seu modo de ser, nos apresenta uma mulher "graciosa" amável, mansa e generosa.
Apesar de possuir estas tão boas características, ela vivia triste.
A Bíblia nos diz que ela e Penina eram esposas de Elcana. Mas enquanto "Penina tinha filhos" ela "Ana não os tinha".
Num lugar mais profundo do seu coração, estava o imenso desejo de ser mãe. A sua alma ansiava por um filho mas a Bíblia diz que "o Senhor lhe tinha cerrado a madre" (I Sm 1:5b).
O seu desejo não estava coincidindo com o desejo de Deus na sua vida naquele momento. O tempo de Deus era diferente do seu tempo, assim como foi o tempo de Sara, o de Rebeca e o de tantas outras mulheres que amavam ao Senhor mas tinham também suas madres cerradas.

Ana, Mãe de Samuel – www.igrejadafamiliaemsantos.com.br

O Senhor deixara Ana estéril (I Sm 1:5), portanto, impedida daquilo que ela tanto queria: filhos. Ela unia em si dois sofrimentos: não ter filhos e com o fato de Penina, sua rival, ter os filhos que ela tanto desejava. Não receber seu milagre é diferente de ver outros recebendo bençãos e você ficar para depois.
Neste período de sua vida, Ana sofria contínua afronta de Penina que sempre a lembrava do que o Senhor fizera na vida delas, entristecendo-a. Ana ficou extremamente desgostosa (I Sm 1:15), ao ponto de não comer, não sorrir, e só reclamar e chorar dia e noite (I Sm 1:17 e 18).
Nestes tempos de tristeza, nada mudava. Ano após e nada mudava em sua vida. Todos os anos era sempre o mesmo sofrimento (I Sm 1:7 e 8).


1.3 A lâmpada de Deus se apagava

O verso um se refere a Samuel como “jovem”, um termo de uso bastante flexível, podendo se referir a um recém nascido ou a um garoto. Aqui em nosso texto, entendo que se refira a Samuel como um garoto de uns 12 anos de idade. Parece que muitos anos se passaram desde o final do capítulo 2 e que o capítulo 3 encontra Samuel em sua adolescência.
O escritor nos informa que “Naqueles dias, a palavra do SENHOR era mui rara; as visões não eram frequentes” (verso 1). Naquela época, os homens não escutavam a Deus e Deus não falava com muita freqüência. Este “silêncio” quase sempre era uma forma de juízo divino e, se não fosse quebrado, significava a ruína de Israel (ver I Sam. 28; Sl. 74:9; Is. 29:9-14; Mq. 3:6-7; também Pv. 29:18). Está escrito que a profecia era rara para que vejamos o chamado de Samuel como o fim do silêncio de Deus (ver I Sam. 3:19-21).

I Samuel – Bob Deffinbaugh

A geração de Eli deixou a lâmpada de Deus se apagar no Tabernáculo. Deus havia ordenando aos filhos de Arão que dessem manutenção diária ao candelabro, sempre repondo o óleo, para que a lâmpada não se apagasse nunca.
  Mas o sacerdócio se tornou relapso. O povo passou a distanciar-se de Deus e naqueles dias a lâmpada veio a apagar-se.
“...antes de ter-se apagado a lâmpada do Senhor” (I Sm 3:3)
O Candelabro fala do Espírito Santo de Deus. Esta figura fica claramente comprovada em duas outras porções da Bíblia: no capítulo quatro de Zacarias, quando o profeta tem uma visão do candelabro e o Senhor aplica-a ao Espírito Santo, dizendo: “não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos (Zc 4:6). E também em I Tessalonicenses 5:19 quando o Apóstolo Paulo fala que não devemos “apagar” o Espírito, o que é uma alusão ao Candelabro no Tabernáculo de Moisés que nunca deveria se apagar.
  Ora, se o Candelabro é figura do Espírito Santo e seu agir na igreja, e esta geração de Eli permitiu que ele se apagasse, então estamos diante de um fato: esta geração perdeu o mover de Deus. Como diz a Escritura: “Estas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos”. (I Co 10:11 - NVI).
No capítulo seguinte, lemos que a Arca de Deus foi tomada, e foi dito: Icabode - que significa: foi-se a glória de Israel. Esta foi uma geração que perdeu a presença do Senhor. Eles se esfriaram a tal ponto, que os sacerdotes se envolviam em prostituição na porta do templo de Deus!
Esta geração de Eli é um exemplo a não ser seguido, pois pecaram terrivelmente contra o Senhor e por isso Deus os julgou.

A Outra face dos Milagres – Luciano Subirá

            Quando a provação é intensa e tudo parece estar fechado, este é um bom sinal de que o Senhor está preparando algo muito grandioso em nossas vidas. Os filhos de Eli estavam manchando o Sacerdócio, já não tinham mais a noção do profano e do sagrado, e Ana surge no cenário para se tornar a mãe de um sacerdócio santo e incorruptível.

Antes que a Lâmpada se apague – vídeo (I) (II)


2. Ana entrega ao Senhor seu bem precioso

Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante, consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos:

Ela fez uma promessa a Deus. No verso 11, vemos a Ana dizendo a Deus que a benção que ela tanto desejava serviria para a glória dele mesmo. Antes de perguntarmos a Deus o que ele vai nos dar, nós é que devemos dizer a Deus o que daremos a ele. Ana redirecionou sua motivação para a benção. Qual a real motivação por trás das bênçãos que você pede a Deus? Ana mostrou ao Senhor que seu Samuel, na verdade seria o Samuel de Deus, pois ele seria do Senhor assim que fosse desmamado. Sua vitória é também de Deus ou só visa seu próprio benefício e alegria?
Ela creu na palavra de fé dada pelo profeta de Deus. Diz o verso 17e 18 que Ana creu na palavra de Eli, e a prova disso é que ela tocou a vida, voltou a comer, tirou a cara emburrada e triste, e foi para casa aliviada. Foi este verso que também impactou e mudou a vida de Martinho Lutero quando este estava no auge de suas crises e lutas. Ela redirecionou sua fé por acreditar que aquelas simples palavras do profeta de Deus era, na verdade, tudo que ela precisava para obter seu milagre. Portanto, creia na palavra de vida dada todos os dias pelos imperfeitos profetas de Deus que tem ministrado sobre sua vida!
Ela agiu. Diz o verso 19 e 20 que Ana fez sexo com seu marido e então o Senhor se lembrou dela e operou o milagre. O texto não diz que Deus se lembrou de Ana e então Ana fez sexo com seu marido, mas foi exatamente o contrário. Sabe o que isto nos ensina? Faça o possível, pois só assim Deus operará o impossível em sua vida. Apesar de crer que seu milagre já estava a caminho, Ana não deixou de fazer o que podia, e assim recebeu a benção de Deus.

Ana, uma Mulher Disposta a Mudar a Vida – Elton Melo

Continua...

2.1 Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado

E fez um voto. Seu voto foi duplo: a) serviço de levita para toda a vida; b) voto de nazireu para toda vida. Nenhuma dessas posições era necessariamente permanente entre os hebreus. Um levita servia até a idade de cinqüenta anos; o voto de nazireu era tomado por período de tempo específico (veja Nm. 6:2 e segs. com referência à Lei dos nazireus). Sansão, Samuel e João Batista foram dedicados a um nazireado perpétuo desde o nascimento.

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular

            Que deus tremendo! Ele sempre tem uma forma de nos atrair, e quando pensamos que a razão de nossas vidas é um determinado propósito, ele se revela sempre com algo maior e mais profundo. Deus sempre nos atrairá para certos fins, mas esses podem ser apenas a porta pela qual nos levará a realização de coisas que jamais pensamos em ser ou realizar.

Continua...

2.2 Nasce Samuel

Todo incremento de sabedoria e graça deve-se à presença de Deus junto a nós. Deus repetirá bondosamente suas visitas aos que as recebem bem. A piedade precoce será a maior honra da juventude. Deus honrará aos que o honram.
Que a gente jovem considere a piedade de Samuel e dele aprendam a lembrar-se de seu Criador nos dias da juventude. As crianças pequenas podem ser religiosas. Samuel é a prova de que agrada ao Senhor que os meninos o escutem e esperem nEle. Samuel é um padrão de todos os temperamentos amáveis que são o ornamento mais esplendoroso da juventude, e fonte segura de felicidade.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Por que ficar triste? Por que não confiar? Regozijemo-nos e confiemos que o Senhor é quem controla a nossa vida e é Ele quem deseja o melhor para nós!
A fé depositada por Ana no Senhor, finalmente foi concretizada. Ela teve um filho! Samuel nasceu e ficou com ela apenas dois ou três anos.
Ela amamentou seu filhinho e o preparou para entregá-lo a Deus.
Ela foi fiel no que havia prometido ao Senhor. Ela ensinou os primeiro passos a Samuel mostrando que havia um Deus que ela amava de todo o seu coração. Com ela ele...
1- aprendeu os caminhos de Deus, certamente, vendo o exemplo dela e sua devoção a Aquele que o trouxe ao mundo (Deus);
2- aprendeu os caminhos de Deus ao ouvi-la falar do Senhor, contando-lhe como ela conseguira engravidar;
3- aprendeu os caminhos de Deus vendo-a corrigindo-o e instruindo-o na Palavra de Deus.
Irmã, sigamos estes passos de Ana quando estamos educando os nossos filhos. Não deixemos que eles decidam que caminhos irão seguir quando já estiverem adultos. Ensinemos HOJE e AGORA os caminhos do Senhor usando a Bíblia como nossa bússola.
Entreguemos cada filho nas mãos do Senhor.
Oremos pedindo proteção espiritual para cada um deles e confiemos no amor de Deus que será derramado em suas vidas.
Agora, confiantemente, coloquemos o Senhor no centro de nossa vida e, com fé, façamos como Ana que" foi o seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste" (I Sm 1:18).

A Vida de Ana, seus Sofrimentos e Alegrias – Valdenira Nunes de Menezes Silva


Continua...

2.3 Ana deixou de chorar para cantar

O coração de Ana se regozijava, não em Samuel, senão no Senhor. Ela olha além da dádiva e louva o Doador. Se regozija na salvação do Senhor e na expectativa de sua vinda, a daquele que é toda a salvação de Seu povo.
Os fortes logo são debilitados e os fracos logo são fortalecidos, quando a Deus lhes apraz. Somos pobres? Deus nos fez pobres, o qual é uma boa razão para que estejamos contentes, e aceitemos nossa condição. Somos ricos? Deus nos fez ricos, o qual é uma boa razão para que estejamos agradecidos, o sirvamos jubilosamente e façamos o bem com a abundância que ele nos dá. Ele não respeita a sabedoria do homem nem suas supostas excelências, senão que escolhe aos que o mundo considera néscios, e lhes ensina a sentir sua culpa e a valorizar sua salvação preciosa e gratuita.
Esta profecia olha para o Reino de Cristo, esse reino de graça do qual Ana fala, depois de ter falado longamente do reino da providência. E aqui é a primeira vez que nos encontramos com o título Messias ou seu Ungido. Os súditos do Reino de Cristo estarão a salvo e seus inimigos serão destruídos, pois o Ungido, o Senhor Jesus, é capaz de salvar e destruir.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Do verso 5 em diante, vemos uma vida de irritações e tristezas (v 5 e 6), chorava e perdia o apetite mesmo em períodos festivos (v 7) e se lamentava com quem não podia ajuda-la (v 8). No verso 9 começamos a ver mudança de atitudes e a buscar ao Senhor. Ana passou a chorar no ombro certo! Após mais um período de festejos ao Senhor, diferente do costume (chorar e reclamar com seu marido), ela com amargura chora muito (v 10). O Sacerdote imaginou que suas ações fossem devido à bebida, já que haviam comido e bebido (v 9 e 13). Ana responde que nem bebia de tão triste e atribulada (v 15). Ela redirecionou suas tristezas, sofrimentos e decepções e passou a buscar socorro em quem realmente poderia mudar sua história, o Criador, que a responde pelos lábios de Eli (v 17 a 19).
A vitória de Ana foi muito maior que sua vergonha, o que prova que Deus sempre nos surpreende além daquilo que imaginamos (Sl 40:1; Ec 3:4). Ana pode contemplar a reversão de sua esterilidade, de sua vergonha, e da frieza de sua nação.


Continua...


3. As lições do inesperado

Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (I Sm 2:21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo.

Aprendi que Deus não transforma em bela a feia realidade ao nosso redor. O que Deus muda são os nossos valores. O que é feio não é o que está ao nosso redor, mas sim o que está dentro de nós. Somos capazes de ver inúmeras coisas e situações ao mesmo tempo. No entanto, apenas algumas imagens e sons nos chamam realmente a atenção. Imagine fazer um passeio por um local recentemente demolido acompanhado de um skatista, um artista plástico e um arquiteto. O primeiro sonharia com as possíveis manobras que realizaria, o segundo voltaria para o seu ateliê cheio de “sucatas” que poderia transformar em ricas esculturas e o terceiro desenharia em instantes  um condomínio de luxo. 
Aprendi que não somos capazes de imaginar o que Deus vai fazer. As vezes perdemos, pelo uso comum e corrente, o valor de alguns valiosos e simples fragmentos da Palavra de Deus. Decoramos que Deus faz infinitamente mais do que podemos imaginar, mas não conseguimos alcançar  em nossas expectativas a profundidade deste texto. Vi, durante o retiro do qual participei, Deus agindo acima do impossível, pois o impossível pode ser produzido pela nossa imaginação. Nosso anseio era sim por Deus. Entretanto, nem de relance poderíamos imaginar o que o Pai realizaria na comunhão dos seus santos. Não éramos capazes de perceber que desde o início Deus estava interferindo para quebrantar corações e produzir frutos eternos. Eu mesmo seria criativo o bastante para pintar a cena de um lindo quebrantamento e de desenhar o roteiro ideal para uma celebração de intenso louvor e adoração. Mas, graças a Deus, eu nunca teria condições de criar a cena na qual os meus joelhos enfraquecidos se dobrariam e, prostrado, cairia diante da sua presença entendendo apenas que o seu poder é soberano e que ele, apesar do que dizem por aí, ainda age.

O Inesperado Deus – Daniel Bravo


3.1 Voto cumprido é recompensa certa

O início do capítulo 8 fala de como devemos nos comportar diante do rei, e é possível interpretar esses versículos como sendo o rei o próprio Deus. De fato, um rei (aqui com um significado bem abrangente, de líder, presidente, governador, etc.) deve se cercar de homens sábios como conselheiros, mas o Pregador coloca um juramento divino como garantidor da fidelidade a Deus, juramento este que mostra o rei (no caso, Salomão) como alguém ungido por Deus para esta função e este domínio sobre o povo. A Bíblia de Jerusalém entende este juramento como uma possível interpolação do texto por alguém da época em que os Ptolomeus dominavam o Egito e a Palestina (séc. II a. C.), mas isso é mera suposição, sem nenhuma evidência mais concreta. O fato é que, a meu ver, este juramento se encaixa dentro do propósito do Pregador, que no começo do capítulo 5 já havia advertido quanto às palavras e aos votos feitos ao Senhor. Assim como não devemos nos apressar a pronunciar palavra alguma diante de Deus (5:2), não devemos nos apressar em deixar a presença do rei (8:3), pois ele faz o que bem entende. Já o homem tem que carregar uma espécie de "peso do mal" sobre ele (v. 6), "porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare" (v. 7). Este deve ser um versículo que todos os clarividentes e prognosticadores certamente não gostariam de ler, pois aí está bem claro que não existe adivinhação do futuro mediante uma bola de cristal (pelo menos que seja aprovada e atestada por Deus).
Não podemos oferecer "sacrifício de tolos", na expressão do v. 1, sacrifícios esses "que fazem mal". O silêncio, a prudência, o compromisso e a reverência são qualidades indispensáveis para aproximar-se de Deus em contemplação (v. 2), como o salmista já dizia: "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!" (Salmo 19:14). A tradução da Bíblia do Peregrino para o v. 2 (que nas Bíblias católicas corresponde ao v. 1) é muito interessante: "Quando apresentares um assunto a Deus, que teus lábios não se precipitem, nem o pensamento te arraste". Quantas vezes temos essa experiência, de que nos apresentamos diante de Deus em oração e pensamentos errantes nos arrastam para longe de Sua presença. Deus requer de nós inteireza de coração, e, como o salmista diz, "sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus" (Salmo 51:17). Assim, tolo é aquele faz um voto e não o cumpre, melhor é não fazê-lo do que desagradar a Deus (vv. 4-6).

Eclesiastes - ocontornodasombra.blogspot.com

Ana jamais pode imaginar que sua renúncia afetaria gerações futuras, que em suas entranhas estava sendo gerada a solução de uma nação que estava prestes a naufragar sem a presença do Senhor. Quando tudo estava se apagando, Ana trouxe luz a uma nova realidade, tanto em sua vida quanto na vida de seu povo.


Continua...

3.2 Ana, uma mulher de oração

E fez um voto. Seu voto foi duplo: a) serviço de levita para toda a vida; b) voto de nazireu para toda vida. Nenhuma dessas posições era necessariamente permanente entre os hebreus. Um levita servia até a idade de cinqüenta anos; o voto de nazireu era tomado por período de tempo específico (veja Nm. 6:2 e segs. com referência à Lei dos nazireus). Sansão, Samuel e João Batista foram dedicados a um nazireado perpétuo desde o nascimento.
Seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma. Oração silenciosa não era característica dos antigos hebreus. A oração fora do comum de Ana levou Eli a pensar que estivesse embriagada.
Filha de Belial. Belial foi usado em literatura pós-bíblica como substituto para Satanás. Aqui significa "mulher indigna".
O Deus de Israel te conceda a petição. Comentadores judeus oferecem uma alternativa de tradução que faz Eli predizer que Deus daria a Ana um filho. O texto hebraico implica em desejo piedoso, não em predição profética.
A mulher se foi seu caminho. A LXII diz: voltou ao seu alojamento e comeu. Ambas as traduções, a E.R.A. e a LXX, dão a entender que Ana interrompeu sua rejeição para orar pedindo um filho.

Comentário Bíblico Moody – Ed. Batista Regular

A Angústia de Ana

a - "Orou ao Senhor" (v.10). "Com amargura de alma... chorou abundantemente". Era sincera e fervorosa (v.13,15). Às vezes, temos de chorar como Ana para receber a resposta de Deus.
b - "Amargura". Com aflição, pediu um filho. Agar e Léia também (Gn 16.11; 29.32). Hoje, muitas estão evitando ter filhos e deixando de cumprir um propósito de Deus na terra.
c - Não era uma oração vingativa. Penina tinha muitos filhos e escarnecia de Ana e a irritava (v.6), mas Ana não pediu vingança contra ela.
d - Sua oração foi definida e clara (v.11). Não perdeu tempo com pedidos confusos. Pediu uma só coisa: um filho.
e - Não foi uma oração interesseira (v.11). Pediu um filho para consagrá-lo ao Senhor.
- Ana pediu Samuel a Deus, e ele livrou seu povo da decadência espiritual.
- Com três anos de idade, Samuel já adorava a Deus (v.28), e na adolescência era sacerdote (1 Sm 2.18,19)
f - Oração perseverante (v.12). Não desanimava do propósito.
- Analise as instruções de Jesus na Parábola da Viúva Persistente em Lc 18.1-8, quando Ele diz da necessidade de orar sempre e nunca desanimar.

A Oração de Ana – www.montesiao.pro.br

Continua...

3.3 Buscar ao Senhor de forma deleitosa

Ana misturava as lágrimas com suas orações; considerava a misericórdia de nosso Deus que conhece a alma atribulada. Deus nos dá permissão, em oração, não só para pedirmos coisas boas em geral, senão para mencionar aquilo que em especial mais necessitamos e desejamos. Falava baixinho, ninguém podia ouvi-la. Com isso testemunhava de sua fé no Deus que conhece o coração e seus desejos.
Eli era sumo sacerdote e juiz de Israel. Não nos corresponde ser rudes e precipitados para censurar o próximo, e pensar que a gente é culpada de coisas más enquanto o assunto seja duvidoso e estiver sem demonstrar.
Ana não respondeu a acusação nem recriminou a Eli a má conduta de seus próprios filhos. Em qualquer momento em que nos estejam censurando injustamente, devemos pôr dupla guarda na porta de nossos lábios para não devolver a repreensão com outra repreensão. Ana pensou bastante para ter todo claro, e assim devemos agir nós.
Eli ficou disposto a reconhecer seu erro. Ana foi embora satisfeita. Em oração ela tinha encomendado seu caso a Deus e Eli tinha orado por ela. A oração é a calma do coração para uma alma bondosa. A oração suavizará o rosto; deve ser assim. Ninguém continuará entindose desgraçado por muito tempo se usar o privilégio de ir até o trono de misericórdia de um Deus reconciliado em Cristo Jesus.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Ao final da provação de Ana nos resta uma pergunta: o que aconteceu com Penina? A partir de Samuel Penina é quem passou a ser ignorada. Ana sempre sofreu calada, e o Senhor respondeu por ela não somente com filhos, mas com honra, tornando-a a mulher mais importante da região, a mãe do maior profeta daquela época.

Continua...


Conclusão

Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se ele fechou algo para que venhamos a sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.

As personagens da vida de Ana sempre aparecerão nas nossas vidas:
Penina - Ela é ruim, mas se não fosse as afrontas dela, Ana teria morrido sem filhos. Portanto, não reclame dos problemas da vida, pois são eles que nos aproximam de Deus e fazem os milagres virarem realidade em nossas vidas.
Elcana - Ele é o pior de todos, pois segundo ele, Ana não precisava de ter filhos e poderia viver como estava. Não podemos aceitar a mesmice e as bênçãos do passado. Recuse-se a viver sem o seu Samuel.
Samuel - Ele é o milagre recebido e imediatamente consagrado a Deus (reconhecer que é dele, por ele e para ele). Consagre a Deus todas as suas vitórias.
Os filhos de Penina - Eles são aqueles que temos a tendência de invejar, mas que no fundo não tem nada demais. Eles acabaram sendo irrelevantes. Não se prenda às inutilidades, futilidades e embaraços da vida. Não inveje ninguém.
Eli - O profeta de Deus, mesmo sem qualquer emoção, ofereceu a Ana tudo que ela precisava: uma simples palavra de fé! Creia na palavra de Deus. Sem isso, você já era.

A Oração de Ana – www.montesiao.pro.br


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 04
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os Milagres na Bíblia ser interpretados Literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
A Oração de Ana (link)
Descobrindo Deus Nos Lugares Mais Inesperados – Philip Yancey – Ed. Mundo Cristão
O Inesperado Deus (link)
Ana (link)
É Correto o Cristão Fazer Promessas? (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Mães Dignas de Serem Imitadas (link)
Em Parte o Futuro dos Filhos Depende do Compromisso Espiritual dos Pais (link)
As 7 Virtudes de Ana X Os 7 Inimigos de sua Alma (link)
O Deus do Inesperado (link)
O que Samuel Estava Fazendo na Cama de Eli, quando Deus o Chamou para ser profeta, se aquele Lugar era o Santo dos Santos? (I) (II)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

EBD Editora Betel - O Milagre do Maná, o Suprimento Divino

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 12 de outubro de 2014
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Texto Áureo

“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” Jo 6:32

Em todas as ocasiões Jesus confirmou com fé indubitável a história de Deus na Escritura Sagrada. Para ele Moisés foi, como Abraão, um personagem honorável com incumbência divina. Ele não visa diminuir a “Moisés” com sua afirmativa. Contudo, precisa dirigir o olhar dos galileus dos instrumentos humanos, aos quais glorificam de forma errada, para Aquele a quem unicamente cabe a honra. Afinal, não foi Moisés pessoalmente que lhes deu o maná. O maná era dádiva de Deus. E acontece que Israel, que o ser humano ainda precisa de um pão bem diferente, que transcende em muito o maná. Ele é o pão “verdadeiro”, i. é, o “pão do céu” essencial e real. Esse não é dado por Moisés, ele é dado apenas pelo Pai de Jesus, que o dá em Jesus, o Filho.

Comentário Esperança – Werner de Boor

Verdade Aplicada

Jesus é o alimento essencial sem o qual a vida não pode nem começar, nem continuar, e Sua salvação nos confere dois grandes privilégios: vida no presente, e no futuro.

Objetivos da Lição

Oferecer aos alunos uma dimensão espiritual do milagre do maná;
Demonstrar os principais ensinos que esse milagre nos revela;
Comentar acerca da relação entre Cristo e o maná na Escritura.

Textos de Referência

Ex 16:14-18


Introdução

O Milagre do Maná no Deserto do ponto de vista humano é o maior e mais extraordinário milagre de provisão Divina. Além do escopo pessoal de saciar a fome daqueles hebreus recém saídos do Egito, em tal milagre residem verdades análogas mais profundas, com preciosas lições como veremos a seguir.

Em Êxodo 15:1-2, encontramos os filhos de Israel cantando cânticos para Deus pela grande libertação do Egito. Somente três dias depois os encontramos murmurando contra Moisés (Ex15:22-24). Esse parece ser o modelo constante para eles e sua descendência.
É apenas um mês e meio depois que eles entram no deserto de Sim, próximo ao monte Sinai, e lá os encontramos dizendo: "Quem dera tivéssemos morrido no Egito" (Êxodo16:1-3). É nesse ponto que Deus lhes dá o maná do céu e codornizes para que comam tanto quanto possam; ainda assim, os murmúrios nunca parecem cessar. Considere o testemunho sobrenatural que deve acompanhar o pão vindo do céu e codornizes sendo trazidas pelo vento; eles ainda murmuraram. Considere que conheciam a obra sobrenatural de Deus ao mover o coração do faraó para retirá-los do Egito e em conduzi-los através do Mar Vermelho, ainda assim acusam Moisés por guiá-los pelo deserto (Êxodo 16:2-3). O milagre do maná foi uma mensagem diária e semanal de Deus. Recebiam-no durante apenas 6 dias e, nos 5 primeiros, não deveriam armazená-lo, ou cheiraria mal e criaria bichos. Entretanto, no sexto dia, colheram o dobro, para ninguém abater no sábado, e a porção extra que colheram para o sábado não cheirou mal nem criou bichos. Além de reclamarem, agiram como se Moisés os tivesse conduzido para o deserto e Deus nem sabia que estavam lá. Observe Êxodo 16:6-8. Conforme se mudam, enfrentam a necessidade de água, mas buscam a Deus? Não, novamente, murmuram e acusam Moisés. 

Israel no Deserto! Parte 1 – Forrest Keener



1. A grandeza do Suprimento Divino

Quando o povo saiu do Egito não demorou muito para ter necessidade de comida e água. Isso para Moisés representou um teste de confiança na provisão de Deus, ele, porém, não vacilou em sua fé, e o milagre de provisão foi realmente grande em relação ao seu povo.

E aconteceu que no dia em que o povo chegou à terra produtiva de Jericó, pôde se alimentar do fruto da terra, então não precisava mais do Maná. Quando precisamos de uma intervenção sobrenatural, o milagre é um, quando podemos produzir, o milagre é outro. Tão divino quanto receber integralmente dos céus a nossa provisão como num milagre, é nossa capacidade e possibilidade de produzir o que precisamos, com os recursos que recebemos de Deus. Desprezar nossa capacidade, inteligência, força física e todos os recursos naturais que Deus disponibilizou é um desrespeito, e toda vez que tais elementos estão disponíveis Deus não intervém de modo sobrenatural. É preciso sacralizar o natural e não banalizar o sobrenatural.
Este também é um princípio espiritual. Deus sempre nos sustenta, algumas vezes de modo unicamente sobrenatural, que costumamos chamar de milagre, na maioria das vezes através de nosso trabalho, esforço e sabedoria em utilizarmos os recursos naturais que nos são disponibilizados.
Portanto, trabalhe, estude, melhore, produza, se esforce, alegre-se com o resultado de seu trabalho, tenha prazer em sentir-se útil no mundo, compartilhe do fruto de seu trabalho com outros e descanse, porque se o resultado de seu esforço não for natural, Deus mandará Maná.

O Milagre que não Cai do Céu – Alexandre Robles

A Provisão de Deus (com vídeo)

1.1 O significado do maná, uma figura de Cristo

Maná, o alimento provido sobrenaturalmente a Israel durante a jornada no deserto (quanto a detalhes, veja Ex 16 e Nm 11). O equivalente hebraico é dado em Ex 16:15 manhu (man-ha). As traduções são: “o que é?”; “é maná”. Nenhuma das substâncias naturais, chamada de maná deve ser identificada com o que deus proveu para Israel. (Dicionário Vine – CPAD [editado])

Mas o benefício que ele tão mal reconhecia não deixou de cair do céu, durante o tempo de sua peregrinação de 40 anos pelo deserto, Êx 16:35; Dt 8:3, 16; Ne 9:20; Sl 78:24, e somente parou no dia em que atravessaram o Jordão e se acamparam em Gilgal, quando começaram a se alimentar dos frutos de Canaã, Js 5:10-12. O maná foi uma substância criada especialmente para o povo no deserto, ou seria ele um produto natural, miraculosamente multiplicado? Há várias plantas que produzem uma substância semelhante ao maná, emanação espontânea da planta, ou resultante de uma operação realizada por um inseto. Estas planta é conhecida técnicamente por Tamarix mannifera, variedade de Tamarix gallica, que se encontra na península do Sinai, e entre uma substância amarela que passa a ser branca, quando cai sobre as pedras e que se derrete ao calor do sol. A sua produção é de seis a  dez semanas durante a metade do ano, sendo o mês de junho o de maior colheita. Alhagi maurorum e A. desertorum são duas espécies de espinhos de camelo que também fornecem uma substância parecida com o maná, e assim diversas outras plantas. Os Árabes usam os produtos da planta maná em lugar de manteiga e de mel. Atualmente a colheita anual em toda a península é menos de meia tonelada nos melhores anos. Nunca usam este maná em lugar de pão. Tomado em dose um pouco elevada, tem efeito purgativo. Mesmo que fosse abundante, seria difícil identificá-lo com o maná das Escrituras.

Dicionário Davis – John Davis

Observe isto. Em Deuteronômio, vemos que as Escrituras dizem que o homem não vive de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor. E segundo o texto, o que saía da boca do Senhor? O Maná! Agora veja, Jesus usa estas mesmas palavras ao ser tentado pelo Diabo no deserto, e o interpreta ao dizer: Nem só de pão viverá o Homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus. Ele substitui a expressão “maná” por “Palavra de Deus”, que era o significado desta figura, que não tinha a imagem exata, mas era sombra de um bem vindouro.
O Maná, portanto, é um tipo da Palavra de Deus: é o alimento que vem do Céu para o sustento do seu povo. E qual é a figura da Arca da Aliança? Ela representa a presença de Deus no meio dos homens. Veja os textos bíblicos que autenticam esta afirmação: Quando, pois, a arca partia, dizia Moisés: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam. E quando ela pousava, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel. (Nm 10.35-36). Quando a arca partia, Moisés dizia: “Levanta-te ó Deus…”, e quando ela pousava, dizia: “Volta, ó Senhor…”, porque a Arca representava a presença de Deus que estava entre os querubins, como ele mesmo dissera a Moisés. Vemos também que em Primeira Samuel 4.21-22, quando os filisteus tomaram a Arca, dizia-se em Israel: “Icabode – de Israel se foi a Glória!”
Se a Arca representava a presença de Deus no meio dos homens, então ela figura Jesus! No Novo Testamento, é Ele quem é chamado EMANUEL, que traduzido é “Deus conosco” (Mt 1.23). E dele escreveu João, o apóstolo do amor, dizendo: E o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do pai. [...] Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer. (João 1.14, 18.) A Arca, portanto, é figura de Cristo, a presença de Deus no meio dos homens.

O Significado do Maná – Luciano Subirá

No Santo Lugar ficavam três objetos revestidos de ouro: a mesa dos pães da proposição (25:23-30; 37:10-16), um candelabro com sete hastes (25:31-40; 37:17-24) e o altar de incenso (30:1-10; 37:25-29). Estes três objetos são associados a conceitos do NT. JESUS se refere a si mesmo como pão da vida (Jo 6:32 e 35) e luz do mundo (Jo 8:12) e sumo-sacerdote que apresenta nossa oração ao pai, nosso intercessor(Rm 8:34). Também a oração (representada pelo incenso) deve ser o modo de vida do cristão (I Ts 5:17).
O Santo dos Santos abrigava a arca da aliança que simbolizava a presença de DEUS (25: 10-22; 37:1-9) e continha as duas tábuas da lei, um pote de maná e o bordão de Arão que havia florescido (cf. Ex 16:33; Nm 17:10; tb. Hb 9:4). O maná e o bordão de Arão eram uma lembrança de como DEUS havia conduzido os israelitas e provido suas necessidades. Esses objetos serão descritos em detalhes mais adiante.

Comentário Bíblico Africano - Editora Mundo Cristão

Alguns intérpretes veem nas tábuas da Arca da Aliança que estas representavam Deus Pai, que deu a Lei aos israelitas por mão de Moisés, o medianeiro; o Maná representaria Jesus Cristo, o pão descido do Céu e a vara de Arão que floresceu seria a representação do Espírito Santo, que dá vida e revelação a tudo que o Pai projeta e o Filho executa tornando relidade.
Por quase quarenta anos, foi satisfatório e fortalecedor para a Nação alimentar-se do Maná (Jo 6:48-50). Tudo que precisamos como alimento espiritual é Jesus Cristo, o Pão Celestial enviado por Deus. Devemos nos banquetear com o pão que nunca nos deixará famintos.


Nota MDA .: Não somos acordes com a revista ao dizer (sobre o Maná) que “era redondo, símbolo da eternidade de Jesus”. Sabemos que o Senhor é eterno. Ele é o próprio Criador! Entendemos que isto nos remeteria ao fato do Senhor Jesus abranger toda a Humanidade, toda a Terra, até mesmo o Universo (por igual; esférico), mas não sobre eternidade.

1.2 A continuidade do milagre

No que se referia à geração sobrevivente, a peregrinação do deserto fora planejada como um período de exame para te provar – (v. 2b; cons. 13:3) e de instrução necessária (v. 3c). Fora uma disciplina paternal e contribuíra para suas bênçãos definitivas (v. 5 ; cons. 16c).
E te sustentou com o Maná. O significado da humilhação de Israel, por Deus (v. 2), é ilustrado pela referência à sua extraordinária provisão de cada necessidade durante os quarenta anos (vs. 3:4; cons. 29: 5,6), particularmente enviando o Maná (veja Ex. 16, esp. v.4). A humilhação consistiu da privação e então da provisão do "o que é isto?", o desconhecido, o sobrenatural pão do céu, que compeliu o povo a reconhecer sua dependência de Deus (cons. Dt. 8:16a,b).
A moderna exegese naturalista identifica o maná bíblico com excreções de cochonilhas semelhantes ao mel encontradas em moitas de tamargueiras na região do Sinai. Seja qual for o papel explícito que foi ou não foi representado por essas excreções, o pão do céu era, nada mais nada menos que um produto claramente miraculoso em sua natureza e maneira de provisão. Mais ainda, uma simples mudança de um gênero de alimento normal e apetitoso para outro, por mais exótico que fosse, jamais teria humilhado Israel nem lhe teria ensinado a verdade que o maná ensinou: não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem.

Comentário Moody – Ed. Batista Regular

Ver milagres acontecerem não é tudo. Aquela geração que saiu do Egito certamente foi a geração que mais viu a manifestação de milagres em todos os tempos. Viram os sinais e pragas sobre o Egito. Viram o Mar Vermelho se abrir diante deles, e depois afogar os egípcios que os perseguiam. Foram guiados quarenta anos por uma coluna de nuvem de dia e por uma coluna de fogo de noite. Viram água sair da rocha.
Comeram o maná, o pão do céu, por quarenta anos. Todos os dias quando se levantavam, Deus estava com eles. Suas vestes não se envelheceram, nem tampouco as suas sandálias. Foram guardados e curados de enfermidades. Viram Deus enviar uma "chuva" de codornizes quando queriam comer carne. Viram a terra engolir os rebeldes que se levantaram contra Moisés. Viram o Monte Sinai tremer e fumegar por causa da glória de Deus ali manifestada. Viram a vara de Arão florescer.
Esta geração viu TANTO da parte de Deus! Nunca antes e nem depois uma geração viu o Senhor fazer tantas coisas, mas isto não é tudo. É preciso corresponder com Deus e sua vontade, e trilhar seus caminhos.

A Outra Face do Milagre – Luciano Subirá

Esta provisão divina durou 40 anos. Atendia as necessidades diárias e cessou um dia depois de o povo comer do fruto de Canaã-a terra de leite e mel (Js 5: 10-12). Vemos uma continuidade totalmente recionada. Contínua, mas racionada. Tanto que, uma vez que a necessidade dele findou, de repente deixou de cair. O Criador nunca desperdiça seu poder! De idêntico modo, Cristo é o Maná Celestial. Nós, seu povo, nos alimentaremos até chegarmos ao nosso descanso prometido (Mt 28:19 ).
            Examinando os relatos durante a jornada no Deserto, vemos que havia outros tipos de alimentos disponíveis, ao menos para sacrifícios, é fato inegável. Carne de gados e de aves (Lv 1:1-17; 17:3; 24:5), Pães, Farinha de Trigo e Azeite (Lv 2:1; 24:2, 5), Mel, Sal e Fermento (Lv 2:5, 11 e 13). Possuiam dinheiro (talvez Prata e Ouro) para comprar comida – seriam outros alimentos variados? (Dt 2:6; Js 1:11).


1.3 A quantidade do milagre

Não estou de forma alguma desmerecendo os feitos, pois falar contra eles é falar contra o Deus que os fez. Creio nos milagres e precisamos deles mais do que nunca. Mas a presença deles em nossas igrejas não deve nos roubar da progressão natural que Deus espera: que após experimentarmos os seus feitos, andemos em seus caminhos. Ver milagres não justifica deixar de lado os caminhos do Senhor.
Deus faz. Ele opera milagres, faz maravilhas, atende orações, age poderosamente em favor dos homens. Mas porque Ele faz? Qual é o propósito dos seus feitos? O propósito dos feitos de Deus é revelar o caminho. Deus nos atrai mediante seus feitos, e quando chegamos a Ele, nos mostra o seu caminho. Os feitos divinos não apenas atraem aqueles que foram diretamente tocados, mas servem para apontar o caminho a outros também.

A Outra Face do Milagre – Luciano Subirá

Queremos dar outro enfoque ao tema quantidade vinculando ao anterior, continuidade: Deus não os empanturrou de comida, mas dava-lhes o suficiente diário conforme ao comer de cada um. Ao cessar com o Maná (ao comerem do fruto da Terra de Canaã), o Senhor estava desenvolvendo o potencial humano de seu povo. Veja:

A Bíblia enfatiza a oportunidade, ao contrário do assistencialismo. O socorro é reservado àqueles que se encontram numa situação em que, absolutamente, não possuem forma alguma de prover para eles mesmos e até morreriam se não recebessem auxílio. Israel estava certamente nessas condições no deserto - e Deus proveu para os israelitas. No entanto, é interessante observar que, no dia em que pisaram a terra prometida, o auxílio cessou. No dia em que tiveram condições de suprir suas próprias necessidades, Deus encerrou o maná. Eles não tinham mais dinheiro no dia em que o maná que tinham no dia anterior foi cortado, mas agora, eles tinham a oportunidade de prover para si mesmos o sustento. A capacitação, ou o empoderamento, é um dos principais temas da Economia nas Escrituras.
Em tudo o que Deus fez com Israel, Ele estava desenvolvendo, não somente as suas circunstâncias externas, mas também, sua visão sobre eles mesmos e sobre Seu caráter. Ele queria que se tornassem autoconfíantes, não dependentes. Ele queria que eles enxergassem o que eram capazes de fazer, criar e construir. Deus estava trabalhando para o desenvolvimento de sua Economia, assim como de sua auto-imagem e caráter. A essência do discipulado é o desenvolvimento do homem interior e, quer Deus esteja desenvolvendo um Governo ou uma Economia, Ele estará trabalhando no desenvolvimento das pessoas, em como elas se enxergam e pensam. Isso nos leva ao próximo princípio.

Modelo Social do Antigo Testamento – Landa Cope

Alguns afirmam que o Maná teria sido o primeiro alimento racionado por medida diária. Os cálculos contantes na revista nos falam de uma multiplicação por 4. Não conseguimos compreender a origem deste valor, entretanto mesmo que o Senhor direcionasse ventos ou mesmo algum outro tipo de transporte que trouxesse algum alimento existente na terra de então, convenhamos, por si só seria espantoso devido ao número de pessoas (muita quantidade de comida/produção) e ter sido diário por quarenta anos. Não há plantação que desse tal vasão! Mesmo que fosse algum tipo de fruto nascido na terra, já seria extremamente impossível para o Homem natural ou para a Ciência.
Muito maior que a quantidade desse milagre, era a sua qualidade, ele veio do Céu, direto da mesa do Senhor (Sl 78:23-25). Como os judeus tinham acesso fácil ao Maná! Eles não tiveram de escalar uma montanha nem atravessar um rio profundo. O Maná caiu onde eles estavam (Rm 10:6-8).



2. A instrução pelo suprimento divino

O Maná foi concedido ao povo ao longo dos quarenta anos. O milagre da provisão pelo Maná era transitório e apontava para algo futuro dentro do Plano Divino, tais coisas eram carregadas de lições espirituais para o povo de Deus de todos os tempos.

A Sociologia diz que as necessidades do Homem basicamente são estas: a alimentação, a defesa contra intempéries, a luta contra perigos e inimigos, o trabalho em sociedade, descanso e diversão. E Deus vai usar a necessidade de Israel para lhe ensinar a Doutrina da Providência.
Eram cerca de 2 milhões de pessoas andando pelo deserto. Pergunta: Quanto de alimento e de água potável seriam necessários para alimentar diariamente aquela multidão? Sabemos que o povo possuía algum dinheiro, mas, no deserto, não havia supermercados, restaurantes ou qualquer outro lugar onde se pudesse comprar mantimentos.
Deus resolve então suprir a necessidade do povo de maneira miraculosa. Ele enviou pão e carne para o povo (Ex 16:4-8).

Alimentados no Deserto – Igreja Rio da Vida


2.1 Qualidade do maná

No Deserto de Sim, Deus providenciou miraculosamente o Maná. Maná significa “Que é isto?”, na língua dos hebreus. Era um alimento misterioso, nutritivo e concentrado, que seria o alimento diário do Povo de Israel, até encontrar a Terra de Canaã. Foram fornecidas codornizes em abundância, quando os israelitas desejaram comer carne, como comiam no Egito.

História da Fé e da Adoração, “Tendas, Templos, e Palácios”, Rick Howard

Como era este pão do céu? Não era exatamente um pão prontinho, era o material do qual eles preparariam os bolos, que era o pão da época. Maná significa deleite, prazer e o que acontecia era o seguinte, após a evaporação do orvalho formado durante a madrugada, aparecia uma coisa miúda, flocosa, como a geada, branca e descrita como uma semente de coentro, e como o bdélio, que lembrava pequenas pérolas.
Os hebreus moíam, coziam, e assavam, transformando aquelas sementes doces em bolos. Dizem que seu sabor lembrava bolachas de mel, ou bolo doce de azeite. Esta descrição passou de geração em geração no meio dos filhos de Israel.
Pois bem. Moisés e Arão não ficaram nada contentes com os seus compatriotas, afinal, eles eram apenas instrumentos de Deus e os hebreus agiam como se tivessem feito um favor para Deus, quando concordaram em sair do Egito, só pode. Os escravos eram eles, quem precisava de libertação eram eles, mas a dureza de seus corações impediu que fossem gratos ao Senhor, ao contrário, tudo era motivo para lamentar as “delícias” do Egito. É por isso que ficaram quarenta anos no deserto.

O Maná do Deserto –  sombradoonipotente.blogspot.com.br

Na revista lemos que o único alimento disponível era o Maná, mas isto não é fato incontestável (vide 1.2). Entretanto, nada podemos dizer contra a qualidade tanto do milagre, nem sobre as propriedades do Maná. A bem da verdade, como é que poderíamos aferir algo sobrenatural: Fraco, médio, excelente? Alimento calórico, danoso ou transgênico?Mesmo não podendoafirmar que era a única comida, supomos ter sido a mais consumida e por mais tempo. Logo, se fosse algo fraco ou incompleto teria dizimado o povo. Usando de uma comparação, se o Maná prefigurava Cristo (veremos no item 3), não poderia nunca ser de qualidade comum, se não sobre-excelente (Jo 6:49-51; Ap 2:17).
De nossos dias (com 24 horas), gastamos boa parte dormindo. Alguns gastam 1/3 (8h). Em transportes, procurando vaga para estacionar, em filas, lendo mensagens eletrônicas ou a correspondência, ouvindo discursos, criando desculpas, papeando, mercadejando. Quando estamos realmente fazendo algo, várias vezes sai tudo errado!
Acostumados que estamos aos dejetos, mesmo se recebermos algo que é 100% puro ouro, tentaremos separá-lo, vendo alguma provável impureza para jogar fora. Investigamos falhas na alma de um ente querido, por agendas ocultas nas amizades mais bonitas, pelo "outro lado" na mais íntegra das causas. Muitos julgam a bondade em si como boa demais para ser de verdade. Com tais mentalidades e formas de agir é normal desconfiar da qualidade do Maná. Até o povo de Deus o desprezou (Nm 21:5).
O milagre do Maná nos ensina a como depender de maneira única e exclusiva do Senhor. No deserto eles tinham pão, mas não havia mistura. Deveriam contentar-se e adequar-se aquele novo sistema de vida, crendo que o mesmo Deus que os libertou, também cuidava deles e sabia o que precisavam dando-lhes apenas o necessário e não o desejado.


2.2 Disciplina espiritual

O Deserto é o lugar onde Deus leva seus filhos para os ensinar. Deserto é escola de Deus. É necessário que reconheçamos a providência de Deus em nossas vidas e saibamos quem ele é. Seus atributos. ou suas perfeições nos levam a adorá-lo e serví-lo. Seus planos para nós são perfeitos e seus propósitos eternos são para nos fazer bem e glorificar Seu nome.
É necessário que entendamos que somente Deus sabe o que é melhor para nós. Ainda que isto signifique ter que nos repreender ou nos enviar para o deserto, a fim de nos humilhar e provar, para que nos voltemos para ele e assim tenhamos plenitude de alegria nele.
Deus tem o melhor para você. Porém, não na sua perspectiva limitada e temporal, mas sob a perspectiva eterna visando o bem da sua alma. Confie nele, pois é perfeito em todos os seus atributos.

Alimento Diário: O Deserto e a Providência Divina – Dani Simoncelos

O povo estava não só distante do Egito, como muito mais distante do momento glorioso que o Senhor prepara. Estavam livres, guiados por Deus e rumo a um novo lar. Entretanto, seus corações, mentes e estômagos estavam enrraizados ao cativeiro. Estavam ainda cheios dos costumes antigos e não faziam a menor questão de esconder isto (Nm 11:4-6). Neste texto vemos queixas do povo sobre os atos Deus (como que dizendo: “os tempos passados no Egito eram melhores”). Chegaram até a reclamar sobre não terem sepulturas e que preferiam servir como escravos! (Ex 14:11 e 12).
Os israelitas precisavam atender as instruções de Deus. A cada manhã haveria maná suficiente para o dia inteiro; crendo, teriam o que comer. Moisés disse que no dia sexto (o equivalente à nossa sexta-feira) colhessem maná para dois dias, (Deus não enviaria maná nos sábados). Muitos não obedeceram, pois vendo que todas as outras noites o maná que sobrava se estragava, elas concluiram que ele também se estragaria na ‘sexta’ à noite.
Porém, na noite do sexto dia não se estragou e no sábado caiu sobre a terra. Quem não colheu maná suficiente para dois dias, passauo o sábado com fome!
Após a primeira semana, todos tiveram que obedecer às instruções de Deus. Se colhessem a cada manhã o suficiente, teriam o que comer o dia inteiro.
Na véspera do sábado, tinham de colher duas vezes mais. Ao seguirem as orientações de Deus teriam alimento fresco todos os dias. Deus supriu todas as necessidades deles. Deu-lhes abundância de alimento para comer no deserto.  E Deus também supre todas as nossas necessidades.


2.3 É necessário curvar-se

Se o meu povo ... se humilhar ... e se converter dos seus maus caminhos, então eu ... sararei a sua terra. Este grande versículo, o mais conhecido de todo o livro das Crônicas, expressa mais do que qualquer outra passagem das Escrituras, as exigências divinas para uma bênção nacional, quer na terra de Salomão, na de Esdras, ou em nossa própria. Aqueles que crêem devem abandonar seus pecados, abandonar a vida que se centraliza no ego e submeter-se à Palavra e vontade de Deus. Então, e somente então, os céus enviarão o reavivamento.

Comentário Moody – Ed. Batista Regular

Há uma humilhação preparatória que acontece antes de uma transformação salvífica, que não deve ser desprezada, visto que nos aproxima de Deus, mas que, contudo, não consiste numa total submissão a Ele.
Esta humilhação preparatória, a qual muitos vêem fenecer, consiste principalmente nas seguintes coisas: em primeiro lugar, ela reside principalmente no temor de ser condenado - este temor se assemelha mais à sensação de medo. Consiste também em uma certa apreensão da grandeza dos nossos pecados, da ira de Deus que ameaça cair sobre nossas cabeças, e do perigo em que nos encontramos de sermos condenados para sempre. Ela consiste ainda em certa compreensão da loucura da qual somos culpados ao pecar, e de algum arrependimento por ter um dia cometido tais coisas, e algum remorso de consciência por isto. A isto pode se unir um certo sentimento de tristeza, sendo este expresso através de gemidos e lágrimas. Isso tudo pode ser acompanhado com confissões de pecado a Deus e a homens, lamentações por nossa miséria; em alguns, isto precede o próprio desespero. E, finalmente, isto pode levar a uma indignação contra nós mesmos, e à adoção de uma atitude de severa vingança sobre nós mesmos; sim, mais do que Deus levaria o homem a adotar; como Judas fez em se autodestruir. Este desespero e auto-execução não são parte da humilhação preparatória, mas o excesso, o seu erro, e a entrada do Inferno.

Quebrabtamento, Espírito de humilhação – Richard Baxter

Destaque para seus alunos que essa é uma clara mensagem para todos nós. Que embora não estejamos no deserto, assim como eles deveriam confiar que teriam a provisão e o cuidado alimentar de Deus a cada dia, devemos confiar que Deus cuidará, a cada dia, de todos nós! Mesmo quando hoje trabalhamos com nossas mãos para o nosso sustento, por trás de tudo, é ele quem nos dá saúde, nos preserva e nos sustenta.



3. Cristo, o Alimento Divino

Existe uma relação muito forte entre o maná do deserto e o Salvador do mundo. Cristo é o pão da vida, o alimento sem o qual a vida não pode continuar (Jo 10:10b). A vida é a nova relação com Deus, que só é possível graças a Jesus Cristo. Sem Ele e separados dele ninguém pode entrar nessa nova relação com Deus.

Cristo oferece muito mais que uma simples refeição, Ele nos proporciona um banquete com o que existe de melhor, Ele próprio: Jesus Cristo, o pão da vida.
Infelizmente a fome é uma dura realidade no mundo que vivemos. Há milhões de pessoas que vão para a cama com o estômago roncando de fome. Milhões de crianças disputam com os urubus, nos lixões, restos de comida. A fome é cruel; tortura e mata. 
Mais severa, do que a fome física é a fome espiritual. Mas onde encontrar o verdadeiro alimento para a alma? Jesus é o Pão da Vida! Somente Ele pode matar sua fome espiritual. Só Ele pode nos satisfazer!
Nenhuma religião, filosofia ou doutrina pode fazer isso. Nenhuma obra de caridade pode satisfazer sua alma. Só Jesus satisfaz seu coração. Lembre-se: Em Cristo, Deus oferece um banquete espiritual para você!

Eu Sou o Pão da Vida – www.videirario.com.br


3.1 Cristo, o Maná que dá a Vida

O Mestre explicava que o maná do deserto foi um alimento perecível, que sustentou apenas a vida corporal, mas as suas palavras eram o alimento incorruptível, que dá a vida eterna, o Pão da Vida.
E Jesus se declara o novo Maná, o verdadeiro Pão da Vida Descido do Céu.
O pão da vida foi um dia partido por nós. A sua carne foi rasgada na cruz do calvário em favor de muitos. Assim como no princípio, a morte entrou no mundo por se comer o fruto proibido, assim também a vida eterna é alcançada ao se comer do corpo e do sangue de Cristo.
Hoje esse pão é oferecido. O filho tem a vida em si mesmo. Quem dele comer, nunca morrerá.

Jesus o Pão da Vida Descido do Céu

A palavra "pão" vem dos termos hebraico "lechem" e grego – "artos", que significam "um composto de farinha, água e fermento, assado no forno", "alimento", "comida", "pão". Devido à sua grande utilidade, o pão era servido nas festas, nos banquetes reais, etc. Foi também um dos elementos utilizados na instituição da Ceia do Senhor, I Co 11:23-24. Seu formato era arredondado, apresentando a forma de um prato, e para ser servido, deveria ser partido com as mãos e não cortado com facas como é o nosso costume.
Ao utilizar a expressão "Eu Sou o Pão da Vida", Jesus queria que seus discípulos vissem nele a única fonte de alimento para a alma. Assim como o pão era o principal alimento material dos judeus, Jesus é único alimento espiritual para o homem. Sem Jesus, a alma perece de fome espiritual! Hoje, queremos analisar o simbolismo do pão aplicado ao Filho de Deus.

Eu Sou o Pão da Vida – José Antônio Corrêa

Vemos que há muitas pessoas buscando a Jesus com ideais, desejos e interesses totalmente terrenos. Isto é algo muitíssimo antigo. Já no Novo Testamento, quando Jesus operava sinais e maravilhas, especialmente quando realizou a multiplicação dos pães e peixes ou nas pescas milagrosas, muitos o buscavam, apenas por interesses materiais (Jo 6:14 e 15, 26 e 27). Cristo é mais do que pão! Nos desertos por onde passarmos, seguindo e segundo a vida cristã, temos que depender da Providência Divina. Creiamos sempre que ele nos sustentará de forma miraculosa.    
            Muitos cristãos em vez de começar o dia se incinando em busca do alimento espiritual, esperam que o pastor ou professor da Escola Bíblica Dominical recolha o maná para eles e os alimente. Este é o teste de nossa caminhada espiritual: eu tenho Cristo e sua palavra em alto apreço, a ponto de iniciar meu dia recolhendo o maná?


3.2 A satisfação eterna do verdadeiro maná

O Maná, um símbolo de Cristo, produzia vida apenas temporária naqueles que dele se alimentavam, v.49, "Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram". Observe a frase "... e morreram". Mesmo sendo o maná, um tipo de Cristo, não podia garantir vida permanente, vida eterna. É por esta razão que mesmo utilizando o maná como ração diária, os filhos de Israel de toda uma geração, com exceção de Calebe, Filho de Jefoné e Josué, foram enterrados no deserto, (Nm 32.11-12), Não era este alimento, diferente de outros alimentos que comemos hoje em dia para nos manter vivos!
Porém, Cristo, o maná verdadeiro dá vida ao mundo, e vida eterna, vs.32-33, "32 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo". Ver ainda o v.54, "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia".
Esta é a grande diferença entre o maná no deserto e Jesus Cristo, o verdadeiro Pão dos Céus! Somente nos alimentando de Jesus, é que podemos garantir a vida eterna. Quando Jesus disse aos seus discípulos que "comessem a sua carne e bebessem o seu sangue", v.54, não estava falando em termos literais, mas sim figurativos, representativos.

Eu Sou o Pão da Vida – José Antônio Corrêa

Jesus é o Pão da Vida. Qual vida? Aquela de Deus, a vida espiritual; aquela vida eterna. Essa vida espiritual é unicamente pela fé em Cristo.
Nicodemos foi ensinado que o espiritual é pela fé em Jesus (Jo 3:3-8). Pela ignorância Nicodemos achava que o nascimento físico traria o espiritual. Jesus explicou que não era necessário o nascimento físico, mas a fé em Cristo que a Palavra de Deus pelo Espírito Santo manifesta. Este nascimento espiritual levará a Vida Eterna. O natural não produz o espiritual. O espírito traz a benção espiritual!
Também Jesus lhe ensinou que a vida eterna é pela fé nEle e para ensinar isso, usou a serpente de metal na haste. Nisso Ele afirma que o literal apontava ao espiritual, ou seja, ao Salvador Jesus Cristo levantado na cruz para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna (vs. 14-17). Seria ignorância entender que a serpente era Cristo, ou que o literal trouxesse o espiritual. A Vida Eterna está em Cristo qual foi levantado na cruz. 
A Mulher Samaritana foi ensinada que o espiritual é pela fé em Jesus (Jo. 4.10-14, 24-26). Usando a água literal para ensinar o espiritual Jesus ensinava que a água que Ele dá satisfaz o coração, ou seja, é espiritual, é vida eterna (v. 13-14). Seria ignorância entender que a água do poço era Cristo. Não a água, mas fé em Cristo é a vida eterna. 

O Maná Verdadeiro – Calvin Gardner


3.3 Jesus, o maná essencial para a vida

A Arca figura Cristo e o Maná a Palavra de Deus. E o Maná encontrava-se escondido dentro da Arca, do mesmo modo que os tesouros da Sabedoria e da Ciência – os Mistérios do Reino, a Palavra de Deus – estão escondidos em Cristo. É importante ressaltar a expressão “escondido”. O Maná não estava apenas guardado na Arca, mas escondido! A Arca não tinha janela nem vitrine; era um baú coberto pela tampa do propiciatório sobre o qual estavam os querubins. O que se colocava dentro dela não era visto por ninguém. Jesus mesmo autentica esta verdade ao dizer à Igreja de Pérgamo “ao que vencer lhe darei do maná escondido…”, sabe o que isto significa? Se alguém olhasse para a Arca não veria o Maná escondido, exceto se fizesse um exame mais cuidadoso, abrindo a Arca para examinar seu conteúdo. 
Da mesma maneira, se você tiver um contato apenas superficial com Cristo jamais descobrirá os tesouros da Sabedoria e da Ciência! Jamais poderá conhecer os Mistérios do Reino! Do mesmo modo como ao se examinar a Arca de maneira superficial não se encontrava o Maná, assim também, um contato distante com Cristo jamais lhe revelará os tesouros escondidos! E, infelizmente, esta é a realidade da maioria dos cristãos que, servindo a Jesus por anos e anos, jamais chegam a experimentar do maná escondido. 

O Significado do Maná – Luciano Subirá

A primeira preocupação dos filhos de Israel logo ao saírem do Egito, foi saber o que haveriam de comer no deserto, e é impressionante como a memória deles era curta, pois Israel havia visto o poder de Deus através das dez pragas; viram também como Deus tocou no coração do povo do Egito para que desse tudo o que os israelitas pedissem, e o povo saiu do Egito carregado de bens e tesouros. Uma observação atenta da maneira como Deus tirou Israel do Egito, mostra que tudo o que seria necessário já estava preparado por Deus, mas também que Ele não revelou seus planos de imediato, mas foi revelando seu poder e seus planos à medida que as providências iam sendo necessárias. Cada praga veio ao tempo exato e na sua ordem; o maná veio no tempo certo e não antes; o Mar Vermelho se abriu no momento exato em que foi necessário, e nem um minuto antes; a água saiu da rocha no momento exato em que o povo precisava dela. Cada providência de Deus veio na hora exata em que o povo tinha a necessidade, e de forma alguma o povo ficou desamparado. 

O Sustento de Deus e as Novidades da Terra (2) – Otoniel M. Garcia

O sustento enviado por Deus durante os quarenta anos, cessou quando Israel atingiu a terra prometida (Js 5:10-12). Durante todo este espaço de tempo colheu e comeu das novidades da terra. A provisão de Deus nos acompanhará até entrarmos na Glória (Fp 4:19). Naquele mesmo dia comeremos das novidades da Terra Prometida (Ap 21:3 e 4)
Nós comeremos das novidades da Terra Celestial. O fruto da terra que Israel comeu já era conhecido pelos povos de Canaã. Já o que nós havemos de comer, nenhum homem jamais experimentou! Sabemos que não há nada na presente vida que se possa comparar com as novidades da terra que encontraremos na Eternidade junto de Deus.
Professor(a) você pode usar o Hino 328 de Harpa Cristã como ilustração para concluir a lição.



Conclusão

O grande privilégio de servir a Cristo é que Ele oferece: primeiro, uma nova satisfação em vida. Onde o coração humano se harmoniza e a vida deixa de ser uma mera existência tornando-se algo que é motivo de excitação e de paz. Segundo, Ele nos garante estarmos seguros até além da vida. Ou seja, Ele nos oferece vida no tempo presente, e vida na eternidade.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 03
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os milagres na Bíblia ser interpretados literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
O Significado do Maná (link)
Alimento Diário: O Deserto e a Providência Divina (link)
Deserto, a Escola Divina do Aperfeiçoamento (link)
Tendas, Templos, e Palácios (link)
Modelo Social do Antigo Testamento – Landa Cope – Ed. Jocum Brasil
Submissão à Disciplina de Deus (link)
Êxodo 16, “Um Guia De Estudo Para O Livro De Êxodo” (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Projeto Maná (vídeo)
Maná, O Pão do Céu (vídeo)
O Tabernáculo (link)
Chorando pelas Cebolas (link)
A Incredulidade do Povo (link)
A Provisão de Deus Através do Maná (link)
Lições de Êxodo 16 a 20. (1ª parte)