quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Como Ensinar às Nações e Ser um Pregador Reconhecido

(Reflexões para mestres e leitores do MDA)

Você ama ensinar a Palavra de Deus? Sente muito amor pelas almas e sofre vendo tantos perdidos? 


Nos dias de Cristo e dos profetas que o antecederam, houve muito trabalho da parte dos enviados de Deus, como também muita falta de apoio e reconhecimento. Entretanto, eles operarm as maravilhas que até hoje nos inspiram a tentar seguir nossa jornada. Muitos foram mortos, perseguidos e maltratados insistindo em tais trabalhos.

Venha conosco fazer algumas auto-avaliações e reflexões às portas de um novo ano. Veremos alguns itens que nos são bastante difíceis e indispensáveis:

EBD Editora Betel - Três Jovens e o Milagre da Fornalha

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 12 – 21 de dezembro de 2014
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Graça e Paz!

Amado leitor, 

Estamos totalmente dificultados em prosseguir nosso trabalho. Possivelmente haja um cessar em janeiro/2015. Tentaremos terminar amanhã bem cedo. 
Temos apresentado isto diante do Senhor e de irmãos em Cristo. Há tempos que pedimos auxílio aqui no site, mas ninguém se voluntaria. Ore por nós...

Shalom

Texto Áureo

“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” Tg 2:14

É o que os gregos chamavam de diatribé, isto é, “questões e objeções que são postas na boca de um crítico imaginário” (F.F. Bruce); recurso literário que Paulo usou muito na carta aos Romanos. Leia este versículo em outra versão: “Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé, e eu tenho ações.” E eu respondo: “Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações” (NTLH). Tiago não está simplesmente desafiando alguém de maneira inconsequente, ele só declara que a fé sem obras não é uma fé genuína e não pode ser provada.
Por toda a epístola de Tiago fica claro que o problema dos irmãos destinatários não era a ortodoxia (doutrina correta), mas a ortopraxia (prática correta). Eles não tinham problemas com o “crer”, mas com o “fazer”. É um desafio para todos nós, que enfatizamos tanto a salvação pela fé em Cristo Jesus, e constantemente nos esquecemos que nossas obras serão julgadas.

Fé e Obras – José Humberto de Oliveira


Verdade Aplicada

Jamais saberemos o alcance da nossa fé até que sejamos postos diante de uma escolha que peça a renúncia daquilo que mais estimamos e revele quem somos diante da circunstância.

Objetivos da Lição

Deixar evidente que a fidelidade é inegociável mesmo diante da opressão e das ameaças;
Mostrar que ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha;
Ensinar que todo aquele que é forjado no calor da provação torna-se puro e flexível.

Textos de Referência

Dn 3.13-16


Introdução

Poucas pessoas podem compreender até que ponto a Fé pode ser capaz de renunciar. A magnífica história de Sadraque, Mesaque e Abednego nos ensina que quando o assunto é fidelidade ao Senhor, nem mesmo a Morte poderá amedrontar aos que nele estão alicerçados. (Sl 125:1).

Impressiona-nos a maneira que alguns servos de Deus procederam no passado, mesmo sofrendo ameaças não negaram a fé no Deus Todo Poderoso; quando questionados pelo rei a respeito do livramento da fornalha, responderam que a confiança que tinham no Deus que tudo pode, não estava baseada em resultados, e sim no que Deus significava para eles; certamente poderiam ser salvos, mas se isso não ocorresse, não iria interferir no relacionamento que mantinham com o Pai Eterno.
Em certas ocasiões em nossa vida, o Senhor não nos livra da fornalha, mas do fogo; não nos livra do deserto, mas no deserto, não nos livra das provações mas nas provações. Cabe a nós permanecermos fiéis, independente da situação e resultados.
A fidelidade de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, fez com que o rei Nabucodonosor confessasse que “não há outro Deus que possa livrar como este” (Dn 3:29). Temos a oportunidade de glorificarmos a Deus em nossa vida, demonstrando fidelidade a Ele nos momentos difíceis.
Como foi dito por Calvino: “Deus não nos pede resultados, Deus nos pede fidelidade”. Deus continua sendo Deus, independente de opiniões de reis e adversários, pois nada o abala. Estejamos certos de Sua presença constante na vida daqueles que o temem.

Fidelidade a Deus – Ismael D. C. Junior 



1. Fiéis não se vendem nem retrocedem diante do fogo

Nabucodonosor era um rei sagaz que oferecia aos príncipes escravos uma faculdade gratuita, uma posição de destaque no reino, e um salário digno. Esse tipo de persuasão fazia com que os cativos se esquecessem de sua terra e vivessem sob a égide de seu domínio, abandonando suas raízes e se tornando parte de seu reino.

1. Ergue-se majestosa a grande Babilônia de Nabucodonosor. É a maior e mais soberba cidade do mundo. O império da Babilônia alarga suas fronteiras, domina as nações. Até mesmo os judeus são subjugados. Toda a terra está sob o domínio desse arrogante e truculento império.
2. Nabucodonosor era um homem embriagado pelo poder. Estava cego pelo próprio fulgor da sua glória. Ele não se contentou apenas em ser rei e o maior rei da terra. Ele quer ser adorado. Ele quer ser Deus. Ele quer que os seus deuses sejam adorados. Edifica uma estátua de ouro e ordena que todos os súditos a adorem. A vontade do rei era lei absoluta. Ninguém podia recusar a obedecer suas ordens. Ele era um homem mau, truculento e sanguinário.
3. O poder dos tiranos e dos déspotas poderosos sempre encontram seus limites em pessoas fiéis a Deus. Os três jovens hebreus provocaram uma nota dissonante no meio daquela sinfonia de servilismo. Eles se recusam a pecar. Eles são ameaçados. Distoam da multidão. São intransigentes. São inconformistas. A verdade é inegociável. Não transigem com os absolutos de Deus. Não vendem a consciência. Preferem a morte que a infidelidade a Deus. Estão prontos a morrer, mas não a pecar.

O Quarto Homem da Fornalha – Hernandes Dias Lopes


1.1 Nabucodonosor e seu inferno particular

Nabucodonosor usou o poder para produzir mais poder. Construiu uma estátua pessoal. Decretou adoração a si mesmo. Todas as vezes que vejo a palavra poder no Novo Testamento, inclusive o poder espiritual, principalmente quando usada por Jesus, vejo que esse poder tem sempre um fim, um propósito. Em Atos 1.8 o poder visa um fim: o testemunho às nações; Em Lucas 19.10 o poder visa um propósito: pisar serpentes e escorpiões etc. O poder nunca é um fim, ele é apenas um meio, um meio de realizar a obra de Deus, de glorificar a Deus, de fazer o bem etc. A grande pergunta então é por que e para que alguém quer poder, quer autoridade, quer um cargo, uma posição. Qual sua motivação. Os que só almejam o poder, quando o possuem geralmente se isolam numa torre de vidro, num escritório etc. O poder é só um meio, o fim é glorificar a Deus e ganhar almas para Jesus. O fim é maior que o meio. O líder maduro é motivado pela missão, o imaturo pela posição, pelo cargo, pelo poder. Qual sua motivação maior? Pense ao responder, você será testado mais cedo ou mais tarde.
Nabucodonosor simplesmente desejou que todos se ajoelhassem aos seus pés. Fez uma estátua, mandou a banda tocar e todos tinham que adorá-lo como a um deus. Não se trata aqui de honrar o rei, respeitar e obedecer aos detentores de autoridade, isto é correto e até bíblico (Romanos 13.1,2; I Ts 5.12). A questão aqui é que o líder usou o poder para se tornar um deus, para brilhar e se tornar o centro de todas as atenções. Queridos jamais nos esqueçamos que Jesus é o centro. Respeito sim, obediência a liderança sim, mas adoração só a Deus, só a Jesus. Se você é líder saiba elogiar, saiba reconhecer o brilho do outro, promova novos líderes, e as,  vezes até mesmo lave seus pés (João 13).

As 5 Tentações do Poder: Nabucodonosor e Daniel – Anderson Caleb

Conhecer a Cristo não é tudo: Nabucodonosor já havia reconhecido o Senhor como um grande Deus (Dn 2:47). Ele continuou com coração obstinado. Contruiu um ídolo (estátua de ouro) para o louvor de si mesmo; forçou seus súditos a adorá-lo. Os desobedientes seriam mortos (lançados na Fornalha de Fogo Ardente). Quando o coração humano não glorifica a Deus, passa a glorificar a si mesmo (também tenta fazer com que todos o adorem), ou adora a ídolos falsos ou a outros homens.
A Bíblia aconselha aos cristãos a obedecerem aos governos e às leis (Rm 13:1-8). Todavia, também deixa muito claro que os cristãos não podem desobedecer a Deus a fim de obedecer ao governo terreno (At 4:19; 5:29). Quando o governo tenta controlar nossa consciência e nos dizer como adorar, nós obedecemos a Deus em vez de submetermo-nos aos seres humanos, sem levar em conta o preço a pagar por isso.


1.2 Sadraque, Mesaque e Abedenego

A verdade é que não sabemos onde estava Daniel, por ocasião da adoração da estátua. Conhecendo bem o caráter desse profeta, como é mostrado no livro que leva seu nome, podemos estar certos de uma coisa: se ele estivesse presente àquela cerimônia, também não teria se prostrado. Ele era tão fiel às suas crenças que preferiu morrer devorado por leões a negar a fé (Dn 6). Só não morreu porque Deus o protegeu miraculosamente, fechando a boca daqueles animais (Dn 6:22).
A seguir, eis algumas hipóteses sobre o não comparecimento de Daniel à adoração da imagem de Nabucodonosor:
1. Poderia estar enfermo. Que geralmente Daniel tinha boa saúde pode ser inferido do cuidado que ele tinha com sua alimentação (Dn 1:8,11-15). Mas ele não estava totalmente imune à doença, como pode ser visto em Dn 8:27: “Eu, Daniel, enfraqueci e estive enfermo alguns dias…”
2. Poderia ter recebido uma missão especial do rei e, assim, estaria em viagem pelo reino. Um exemplo de viagem pelo reino é encontrado em Daniel 10:4, 7, quando o profeta teve uma visão “à margem do grande rio Tigre”, no tempo do rei Ciro.
3. Poderia ter sido dispensado daquele ato de adoração pelo próprio Nabucodonosor.

Adoração da Estátua: Onde estava Daniel? – Ozeas C. Moura

Nem todos, porém se prostraram diante da estátua. Dentre aquela multidão, apenas três hebreus descumpriram a ordem do rei. No entanto, alguns ambiciosos caldeus, líderes de um grupo étnico dominante, movidos provavelmente por inveja por causa das honras e posições de responsabilidade dadas aos três hebreus: Sadraque, Mesaque e Abednego, alegremente aproveitaram a oportunidade para denunciá-los ao rei (Dn 3:8-12).
Eles tinham fortes motivos de não abrirem mão dos seus princípios neste assunto de curvar-se diante da imagem de ouro. Eles aprenderam que só existe um Deus que deve ser adorado (Is 45:5) e que deviam adorar somente o Deus Criador (Is 64:8; Ap 14:2). Os três amigos de Daniel recusaram quebrar a lei de Deus (Ex 20:3-5), que proibia adoração aos ídolos. Era mais importante para eles obedecer a Deus do que aos homens. Não se importaram se Deus os livrasse ou não. Eles decidiram não prestar culto de adoração aos deuses da Babilônia. Hoje, infelizmente, bilhões de cristãos sinceros adoram um deus dual ou mesmo aquele deus triúno criado pela Babilônia apocalíptica. Há, porém, uma minoria espalhada pelos quatro cantos da Terra, que está decidida em atender as orientações de nosso Senhor Jesus . Ele disse que “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem” Jo 4:23.

A História de um Orgulhoso Rei – verdadeemfoco.com.br

Não foi fácil para Sadraque, Mesaque e Abedenego permanecerem de pé enquanto todas as outras pessoas “dançavam conforme a música”. Não tiveram medo de negar adoração a outro deus e, assim, desobedecer ao Rei Nabucodonosor. Tiveram que enfrentar Nabucodonosor afirmando que Deus era o único que poderia livrá-los da Morte, por isso a Fornalha foi aquecida sete vezes mais (Dn 3:13-19).
Três amigos e servos de Deus foram lançados ao fogo. O Rei não esperava o que aconteceria: estava vendo ver quatro homens passeando pelo fogo, sem nada acontecer (Dn 3:20-25). Eles desafiaram o Sistema. Estavam alicerçados nos ensinos de nação, família, e, embora, fosse a Babilônia ostentadora (e tentadora), eles não trocariam a comunhão com Deus por nada. Um fato curioso que mostra o poder envolvente da Babilônia e que alguns judeus já haviam se vendido, é a qualidade dos instrumentos que deveriam tocar para que todos se curvassem, entre eles estavam alguns de ordem semita como: a Flauta, a Harpa, e o Saltério (Dn 3:5).
Tal firmeza em não se deixar levar por ordens contra Deus, os fez passar por uma experiência geradora de fé às gerações futuras. Se houvessem desistido, não teriam sido testemunhos vivos do poder da salvação de Deus.
O medo de sofrer preconceito, represálias ou mesmo enfrentar a Morte não deixa que as pessoas reconheçam quem é Deus e seu poder. Este testemunho de gerou salvação, vida e livramento. Estejamos firmes na fé em Jesus, para poder viver grandes experiências.


1.3 Babilônia, o sistema de Satanás

Foi precisamente naquele tempo que os sacerdotes começaram a usar mitras em forma de cabeça de peixe, em honra e veneração a Dagom, deus dos peixes e senhor da vida.
Durante os séculos, esses costumes pagãos influenciaram aquela que se denominava igreja cristã. Diversas práticas pagãs foram absorvidas pelos líderes, baseados em interesses políticos e/ou financeiros, gerando um processo gigantesco de apostasia.
Por isso, acreditamos haver uma íntima relação entre a apostasia e o surgimento da grande Babilônia como sistema religioso mundial dos últimos tempos. 
A grande Babilônia, esse sistema religioso maligno que tem atuado durante séculos e que nos últimos tempos alcançará o clímax, está relacionado na Bíblia à prática da prostituição.
O termo usado no Apocalipse é porne, palavra grega derivada de pernemi, que significa "vender". A prostituição espiritual ocorre quando o relacionamento com o Pai é deturpado pelas alianças humanas em torno do dinheiro, do poder e do engano espiritual.
Nem sempre caracteriza-se por "negar" abertamente o nome do Pai e o relacionamento com Ele, mas aplica-se a deturpar com sutileza os direcionamentos divinos, buscando relacionar-se com o Eterno de uma forma falsa, de acordo com os próprios interesses e ganância, chegando até mesmo a mercadejar princípios espirituais.
Eis aí a grande diferença entre a noiva (igreja) e a prostituta (Babilônia). Enquanto que a noiva se mantém pura à espera do amado noivo (Cristo), a prostituta se relaciona espiritualmente com todos os segmentos malignos, buscando a realização de seus próprios interesses. Se prostitui a nível político e a nível religioso

A Grande Babilônia – Jesisel Rodrigues

Na Bíblia, “Babilônia” é mais que uma cidade ou império; ela representa um sistema Satânico. Babilônia se iniciou através da obra de Ninrode, que com um audacioso projeto, desejava conquistar o mundo através do esforço humano, sendo impedido por Deus, que confundiu às línguas e dispersou seu reino pelo mundo afora por causa da sua arrogância (Gn 10:8-10; 11:1-9). Nabucodonosor desejava fazer o mesmo, ele possuía um esquema centrado no homem, que tentava conquistar o coração, a mente, e o corpo das pessoas, e nesse sistema não havia espaço para Deus. O nome “Babel” significa: “portão de Deus”. Ela finge ser o caminho para o céu. No entanto, é o caminho para o inferno.
Os verdadeiros crentes não participam desse sistema mundano (Ap 18:4-5). Como os três jovens hebreus, devemos permanecer firmes contra a Babilônia e testemunhar a verdade da Palavra do Senhor, mesmo que isso custe nossa segurança.



2. As promessas de uma fornalha em chamas

O Rei ficou enfurecido ao saber que seu decreto foi desobedecido. Ele deu outra chance aos jovens. Mas eles preferiram antes enfrentar o fogo a ter que se curvar a seu ídolo. Assim, eles foram lançados na fornalha amarrados com as próprias vestes. Três promessas se destacam nessa história. Vejamos:

A Fornalha de Fogo simboliza as dificuldades, sofrimentos, tribulações, momentos de adversidades, ninguém quer entrar na fornalha, mas todos nós passamos por ela. Quando Nabucodonozor observou que na Fornalha não tinha apenas os três jovens, mas havia quatro e um tinha a semelhança do Filho dos Deuses, amados quando passamos pela Fornalha o Senhor está conosco, ele nunca nos desamparará e o fogo não nos queimará pois fazemos a diferença porque o Senhor está conosco, ele disse: “Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

As 5 Tentações do Poder: Nabucodonosor e Daniel – Anderson Caleb

Continua...

2.1 Seguir ao Senhor não nos isenta de uma fornalha

Vos foi concedido poderia ser mais literalmente traduzido para vos foi graciosamente concedida (karizomai é a forma verbal de karis, "graça"). "O privilégio de sofrer por Cristo é o privilégio de fazer o tipo de serviço que é bastante importante para merecer o contra-ataque do mundo". Sofrer por Cristo (no interesse de sua causa) é um favor só concedido àqueles que crêem nele.

Comentário Bíblico Moody

No texto bíblico, Jesus avisou seus discípulos que eles se deparariam com tempos difíceis. Logo eles ficariam desnorteados! Jesus preparou os discípulos para essa dolorosa experiência de várias maneiras. Primeiramente, ele disse que quando o mundo os odiasse, deveriam se lembrar de que o Mundo O odiou primeiro (15:18). Por serem Seus discípulos, poderiam esperar pelo mesmo tratamento que ele recebeu (15:20). Se o Mundo tivesse escutado a Jesus, escutaria os discípulos também. Todavia, como o Mundo em geral perseguiu a Jesus, eles podiam esperar que o Mundo fizesse a mesma coisa com eles.
A perseguição por parte do Mundo, disselhes Jesus, não seria “pessoal”, mas sobreviria porque eles eram Seus seguidores (15:21). Ele queria que os discípulos soubessem que os que odiavam Jesus e os discípulos também odiavam o Pai (15:23). Jesus sabia que o que seria mais frustrante na perseguição que se aproximava era que ela não fazia sentido! Ele previu que a perseguição seria “sem motivo” (15:25). Ele esperava que o fato de os discípulos saberem isso de antemão tornaria de alguma maneira tudo mais suportável para eles.

Eu Sou a Viodeira, “João: A jornada da Fé”, Bruce McLarty (editado)

Não existe evangelho fácil. Ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha. Todo aquele que se dedica ao Senhor não está isento da provação. Nós estamos no mundo, mas não somos amigos dele, somos a contramão de um sistema que a cada dia tenta nos absorver e nos desvincular de nossa profissão de fé (Jo 15:18-20; Fp 1:29). Esses três jovens desafiaram o sistema, envergonharam o rei diante de todos, eles preferiram morrer a negar seu Deus. Eles são um exemplo para todos aqueles que creem; que ainda não se deixaram levar pelo sistema; que não negaram a fé. Mesmo sabendo que a fornalha seria aquecida além do normal, eles confiaram no Senhor, acreditaram que pela vida ou pela morte o Senhor não os deixaria.
Esses três jovens destilaram uma mescla de fé unida a uma audaciosa coragem. Eles enfrentaram a morte e como prêmio encontraram a vida. É o medo de perder que nos impede de conquistar grandes vitórias e altos níveis de comunhão como o nosso Deus.

Continua...

2.2 O Senhor jamais nos abandona durante a provação

Há dias em que tudo parece dar errado, mas isso não significa que você esteja longe de Deus; afinal, as provações vêm sobre todos. Algumas vezes, decisões erradas que tomamos nos afastam do Senhor; em outras ocasiões, atitudes do inimigo nos levam a crer que fomos desamparados pelo Pai e, por isso, desta vez, não haverá ajuda. Mas não se esqueça de que o Senhor é fiel.
Além disso, é importante saber que, para quem vive da fé em Jesus, não existe azar. Deus nos ordena que vivamos da fé (II Co 5:7); assim, veremos que, quando a provação vem, mostramos em Quem cremos. Ora, a pessoa que crê no Senhor jamais se deixa levar pelas mentiras diabólicas; por outro lado, quem acredita mais no demônio do que no Altíssimo se desespera e apela para todos os lados, sem obter nenhum amparo.
O Diabo sempre aproveita os maus momentos para atacar, e muitos são derrotados, pois não percebem que foi a falta de fé deles que os impediu de serem abençoados. Os que estão firmados na Rocha jamais desistem de confiar no Senhor, ainda que tudo prove que não há mais nada a se fazer. Eles sabem que Deus é fiel e de modo algum negará a si mesmo, ainda que sejamos infiéis (II Tm 2:13).

Deus é o seu Amparo – R.R. Soares

Fogo que Deus se faz presente sempre tira de nós o que nos impede de caminhar. Eles foram lançados no fogo amarrados, de repente, foram vistos passeando dentro do fogo. O que nos prova que somente as cordas se queimaram (Dn 3:25). Nabucodonosor avistou uma pessoa a mais com eles a passear, Deus nunca abandona os seus quando passam por provações aterradoras. Ele pode não impedir que entremos na fornalha, mas entrará conosco e nos preservará para sua glória (Is 43:2). Os homens que lançaram eles no fogo morreram queimados instantaneamente, eles, porém, além de não sofrerem nenhuma lesão, nem cheiro de fogo passou sobre eles (Dn 3:22 e 27). Deus sabe preservar os que lhe são fiéis (Hb 11:30-34).


Continua...

2.3 A fornalha produz um nível de crescimento

O Rei se enraiveceu e não pôde acreditar, 3:13-15.
3:13-14 – “É verdade?” O Rei pergunta a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Pode ter sido inacreditável para o Rei que alguém ousasse rejeitá-lo. Seguramente, ele pensou que estava mal informado; ninguém ousaria discutir a palavra do Rei ou desobedecer sua ordem.
3:15 – O Rei mostra sua imparcialidade dando-lhes outra oportunidade para provarem sua lealdade. Além do mais, qual deus poderia livrá-los das mãos de Nabucodonosor?
Não precisamos responder-te, 3:16-18.
3:16 – Estes judeus fiéis não precisavam de mais consideração ou discussão: – Não precisamos dar-te resposta a respeito disto. Em outras palavras, – Não temos que pensar mais sobre isso. Não nos curvaremos!
Muitos poderiam ter raciocinado sobre sua situação e mudado de opinião. Eles poderiam ter argumentado: 1) é inútil resistir; 2) por que jogar fora oportunidades de subir de cargo? 3) ídolo nada é, apenas um símbolo de homenagem política; 4) isto é somente uma vez, e não por muito tempo; 5) poderia fazer melhor vivendo do que morrendo; ou 6) morte numa fornalha ardente é pedir demais da minha fé.
3:17-18 – A resposta deles declarava implicitamente sua fé no Deus Todo-Poderoso que poderia livrá-los de Nabucodonosor. E mesmo se ele não os tirasse do fogo, eles ainda se recusariam a adorar os deuses de Nabucodonosor ou a imagem de ouro.

Daniel – Robert Harkrider

Somente quando atingimos o fogo é que nos tornamos cônscios da presença do companheiro Divino andando ao nosso lado, mostrando aos nossos inimigos Sua grandeza. Que privilégio para esses jovens! Eles receberam uma revelação pessoal de Cristo Salvador antes mesmo dele revelar-se para o mundo. O que uma fornalha não pode nos revelar? O fogo os livrou de suas amarras da mesma forma que sofrer por Cristo, hoje, nos liberta jubilosamente do pecado e do mundo. A experiência deles glorificou a Deus diante dos outros (I Co 6:19-20), e o rei os promoveu e deu-lhes honras. Primeiro, o sofrimento; depois, a glória (I Pe 5:1,10-11).
Esses moços não poderiam ter permanecido de pé, se não fossem sustentados por uma fé inabalável e sobrenatural. Eles não pensaram em si defender, estavam prontos a morrer se Deus assim desejasse. Eles tomaram uma atitude de fidelidade ao Deus soberano e a mantiveram independente de qualquer expectativa de libertação (Dn 3:16-18).

Continua...


3. forjados pelo fogo da provação

Nabucodonosor foi publicamente envergonhado, mas também ficou maravilhado com o que viu na vida desses três jovens. Ele se aproximou da fornalha e não se queimou (Dn 3:26), uma prova real de que a confiança em Deus nos exalta diante dos nossos inimigos. Vejamos três aspectos importantes desse capítulo.

3.1 Somos mais que vencedores

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8:37). Como podemos nos tornar tão grandes vencedores? Quando durante os conflitos de nossas vidas adquirirmos uma disciplina que não somente fortaleça a nossa fé, mas que consolide nosso caráter espiritual. A tentação se faz necessária para firmar e confirmar nossa vida espiritual, ela é como fogo para o metal mais precioso, que além de purificá-lo, o torna flexível. Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, porque neles aprendemos que o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota (Dn 3:28-29).
Nosso Salvador já experimentou todas as dificuldades que agora nos impede para enfrentar, e não nos pediria para atravessá-las, se não estivesse certo de que não são difíceis demais para nós, nem estão além das nossas forças.

Em elaboração

3.2 Deus age no meio do fogo

“Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedenego, que enviou seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, se não o seu Deus” (Dn 3:28). Em todos os lugares difíceis a que Deus nos leva, ele sempre está criando oportunidades para que nossa fé possa ser exercitada. Esses jovens pareciam iminentemente derrotados enquanto os inimigos observavam para vê-los arder naquelas chamas. Ao fim da provação nem um fio de cabelo foi atingido (Dn 3:22-27). Eles sacrificaram seus corpos, demonstrando aos seus algozes que sua fé era coerente e sua fidelidade inegociável, que lição para aqueles que sacrificam o sagrado!

3.3 A última fornalha

O capítulo três de Daniel é uma tipologia profética de Israel nos dias da Grande Tribulação (II Ts 2:1-12; Ap 13:1-18). Nabucodonosor simboliza o anticristo; sua estátua representa a imagem do anticristo que será erigida; e os três hebreus representam os crentes judeus que serão protegidos durante a tribulação. O milagre da fornalha tipifica um retrato dos eventos nos últimos dias. Daniel não estava presente quando essas coisas aconteceram. Em sua ausência o rei confeccionou seu perverso ídolo. Isso ilustra o arrebatamento da Igreja: quando a Igreja estiver fora da terra, então Satanás poderá levar avante seus planos diabólicos a fim de escravizar a mente e os corpos das pessoas.
“A vinda do Senhor está próxima”. Nós, cristãos, temos que atravessar a “fornalha de fogo” antes do retorno de Jesus. Mas não temos nada a temer, pois Ele estará conosco. E é muito melhor atravessar uma fornalha de fogo que viver em um lago de fogo por toda a eternidade.

Em elaboração


Conclusão

A Fornalha não trouxe morte, mas libertação das amarras, revelação pessoal de um Deus justo, e honra diante dos inimigos. A Tribulação produz sempre paciência, experiência, esperança (Rm 5:3-4). Parece incrível, mas esses jovens estavam mais seguros dentro da fornalha do que fora dela. Deixemos o fogo cortar nossas cordas impeditivas!


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 12
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os Milagres na Bíblia ser interpretados Literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
O Quarto Homem da Fornalha (link)
Fidelidade a Deus (link)
João: A jornada da Fé (link)
Daniel (link)
Deus é o seu Amparo (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Integridade em Tempos de Crise (link)
Como Ser um Cristão Fiel até a Morte (link)
O Tijolo de Nabucodonosor (link)
Onde Deus Está Quando as Tragédias Acontecem? (link)

Pontos Relevantes no Livro de Jó (link)

domingo, 7 de dezembro de 2014

EBD Editora Betel - Obede-Edom, O Milagre da Presença de Deus

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 11 – 14 de dezembro de 2014
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto Áureo

“O Senhor é quem dá pobreza e riqueza; ele humilha e exalta” I Sm 2:7

Os fortes logo são debilitados e os fracos logo são fortalecidos, quando a Deus lhes apraz. Somos pobres? Deus nos fez pobres, o qual é uma boa razão para que estejamos contentes, e aceitemos nossa condição. Somos ricos? Deus nos fez ricos, o qual é uma boa razão para que estejamos agradecidos, o sirvamos jubilosamente e façamos o bem com a abundância que ele nos dá. Ele não respeita a sabedoria do homem nem suas supostas excelências, senão que escolhe aos que o Mundo considera néscios, e lhes ensina a sentir sua culpa e a valorizar sua salvação preciosa e gratuita.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Verdade Aplicada

Conhecer a Deus e não reverenciar as coisas sagradas pode ser tão perigoso quanto ignorar sua presença.

Objetivos da Lição

Ensinar que a irreverência às coisas sagradas pode trazer juízo e morte;
Revelar os benefícios produzidos pela presença de Deus na casa de Obede-Edom;
Mostrar o paulatino crescimento espiritual de Obede-Edom e suas lições espirituais.

Textos de Referência

I Cr 13:10, 12, 13; II Sm 6:11


Introdução

A Arca da Aliança era feita de Acácia, a madeira mais nobre¹ e mais resistente, e de ouro, o metal mais precioso, símbolos da Eternidade e da Glória de Deus. Em toda batalha travada por Israel, a Arca ia adiante como um símbolo de que Deus estava presente e que garantiria a vitória.

A Bíblia apresenta a Arca como uma das mais claras tipificações de Jesus Cristo, assim como eram o Altar de Bronze, a mesa do Pão da Proposição, e o Altar de Incenso. A madeira de Acácia representava a vida e o Ministério do Senhor. A Madeira de Acácia era muito dura, quase que indestrutível, e cresce em meio ao Deserto do Sinai.
A Acácia falava da humanidade de Cristo, que era como a "raiz de uma terra seca" (Is 53:2), e que resistiu aos efeitos de deterioração da Cruz e da Sepultura. O Ouro simbolizava a Divindade de Jesus. Era Deus que se vestiu da forma humana e habitou entre nós.

A Arca da Aliança, Arca do Concerto – www.rudecruz.com

¹ Nota: Não se pode confundir madeira nobre com madeira forte. Madeira boa não é a que é nobre ou muito cara, mas considera-se a facilidade de manejo e resistência. Geralmente quanto mais dura, mais forte. Selecionamos dois artigos de fontes tarimbadas. O primeiro diz que é fácil de ser serrada (Acacia mangium). Nem mesmo sobre esta é dito ser madeira nobre.
Na maioria dos estudos consultados é citado a quantidade de nós, espinhos (dificuldade para trabalhar com ela) e resitência ao apodrecimento da Acácia do Deserto (a que foi usada por Bezalel).



1. A Arca do Senhor, a Irreverência e o Juízo

A história de Obede-Edom é riquíssima, ela apresenta a transformação de um homem que aparece do nada, e que é favorecido pela presença da Arca em sua casa. Ela mostra um contraste gigantesco do agir de Deus, onde uns em nada são abalados, e outros são extremamente transformados e abençoados.

A Arca era o centro e o coração do Tabernáculo. Ela ia á frente de Israel enquanto marchavam (Nm 10:33 e 35) e em algumas vezes ela foi reverenciada de maneira supersticiosa (I Sm 4). Ela deveria ser coberta para não ser vista quando carregada (Nm 4:5-6). Ninguém podia tocar na Arca (Nm 4:15) pois tão transgressão era punida com a morte (I Sm 6:19-20, II Sm 6:6-7). A Arca foi a única peça da mobília utilizada tanto no Tabernáculo como no Templo de Salomão, pois os outros foram substituídos com novas peças de mobília. Como já notamos a descrição do tabernáculo começa com a Arca (Ex 25:10-22). Por que a Arca tinha tamanha posição de importância?

A. A Arca era o local onde Deus habitava e falava com o Seu povo (Ex 25:22, I Sm 4:4).
B. A Arca e o Propiciatório eram uma figura maravilhosa de Jesus Cristo e Sua morte expiatória.

A Arca da Aliança, “Um Guia de Estudo para o Livro de Êxodo”, Ron Crisp

Uzá demonstrou descuido com a Santidade expressa de Deus. Teria confundido convívio costumeiro (a Arca ficou na casa de Abinadabe, seu pai, por vinte anos) com intimidade com Deus? Certamente, ele foi descuidado para com o conhecimento de Deus. Mesmo que ele não conhecesse a Lei, deveria tê-la estudado ou questionado aos sábios, por ter visto o que aconteceu aos filisteus e a Dagom. Os filisteu tiveram que prestar adoração por meio de presentes e ofertas para devolve-la (I Sm 6). Como ignorar tantos fatos assombrosos! Teria temido mais os planos do Rei Davi (ele organizou o transporte – I Sm 6:1-3) que o Mandamento Divino?


1.1 A trajetória da Arca do Senhor

Segundo o Historiador Josefo, a Arca da Aliança provavelmente se perdeu durante a destruição de Jerusalém pelos caldeus, em 587 a. C., pois na construção pós-exílica do segundo templo (c. de 537 a. C.) a Arca já não fazia parte dos utensílios do Santuário, o que deveras surpreendeu Pompeu quando em 63 a. C. insistiu, pela força, entrar no Lugar Santíssimo. F. F. Bruce lembra: "No Lugar Santíssimo pós-exílico a posição da Arca estava marcada por uma plataforma chamada 'a pedra de fundação' (heb. 'eben shattiyyãh)".
Jeremias profetizou o fim da Arca da Aliança (como objeto e símbolo) assim: "Sucederá que, quando vos multiplicardes e vos tornardes fecundos na terra, então, diz o Senhor, nunca mais se exclamará: A arca da aliança do Senhor! ela não lhes virá à mente, não se lembrarão dela nem dela sentirão falta; e não se fará outra" (Jr 3.16). Comentando esta passagem de Jeremias, R. K. Harrison diz: "A presença de Deus em Sião fará desnecessária a Arca e outros objetos de culto com sua majestade, porque estes são somente símbolos da realidade de Deus. Na Jerusalém celestial de Ap 22.5 o sol também estará fora de moda. Até esta época ainda precisamos de alguns lembretes materiais da atuação de Deus, para auxiliar a fé".

A Arca da Aliança: História e significado – Roberto Fernandes

A mais ilustre caixa de madeira de todos os tempos, era levada diante de Israel do Sinai até Cades, indo ao seu lugar de descanso. Representava o Senhor à frente de seu povo; o pastor à frente do rebanho. Ele nos conduz no caminho a seguirmos durante nossa peregrinação no 'deserto' deste mundo.
A Arca figurava da Kavod (a presença de Deus). Deveria sempre ser levada nos ombros dos sacerdotes e guiou a travessia do rio Jordão, na entrada da Terra Prometida. Sob o comando de Josué, os pisaram na margem do Jordão e as águas se abriram em ambos os lados, dando passagem em seco.
Ela também seguiu adiante dos israelitas ao redor dos muros de Jericó. O Senhor à frente se lançando na peleja. Ele luta as batalhas conosco!
Explique aos seus alunos que a arca de Deus se tornou um símbolo de tragédia na vida de pessoas que jamais puderam entender seu verdadeiro sentido. Uns ela feriu, outros ela matou. Enfim, ela encontra um local preparado para habitar, onde a ira do Senhor foi aplacada. Todavia, durante o período que passou na casa de Abinadabe nada aconteceu além de um silêncio profundo.


1.2 Davi e a Arca do Senhor

Tal severidade serviu ao propósito de enfatizar a todas as futuras gerações a necessidade de reverência e conformidade obediente para com os objetos sagrados de Deus. Duas diferentes transgressões combinaram para produzir a situação: 1) A Arca não deveria ter sido colocada sobre um carro em primeiro lugar, mas sobre os ombros (Nm 4:15; os filisteus tinham realmente usado um carro, mas por ignorância, I Sm 6:11); e 2) não deveria ter sido tocada; mesmo aqueles que estavam autorizados a carregá-la, os levitas do Clã de Coate (do qual Uzá e Aiô não se sabe se pertenciam), foram advertidos contra isto sob pena de morte (Nm 4:15). As intenções de Uzá, contudo, foram boas; e sua salvação individual não foi necessariamente envolvida.

Comentári Bíblico Moody

Vamos analisar como Davi começou errado na sua busca da presença do Senhor:

1. Davi chamou primeiramente as pessoas importantes de Israel. "Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes"(I Cr 13:1). As pessoas "importantes" – os ricos, os políticos, e outros de alguma influência entre o povo – freqüentemente são as menos interessadas em fazer a vontade do Senhor, pois acham que já têm tudo de que precisam sem o Senhor. Por exemplo, um jovem rico perguntou a Jesus o que era necessário para ele ser salvo. Quando Jesus mandou que ele tomasse uma decisão entre seguir Jesus ou seguir a riqueza, o jovem decidiu ficar com sua posição e seu dinheiro (Lc 18:18-23). Devemos consultar primeiramente o Senhor – não há ninguém mais importante do que ele!
2. Davi queria saber a opinião da congregação do povo. Disse Davi, "Se bem vos parece" e depois, "Se vem isso do Senhor... tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela" (I Cr 13:2-3). Davi colocou a opinião do povo acima da opinião do Senhor. Na verdade, se a coisa "vem do Senhor", já não é preciso mais saber "se bem vos parece". Uma vez que o Senhor falou sobre a coisa, é a opinião dele que devemos seguir.
3. Davi se agradou com a opinião do povo. "Toda a congregação concordou" e "isso pareceu justo aos olhos de todo o povo" (I Cr 13:4). Quando o povo deu seu apoio, Davi não queria saber mais "se vem isso do Senhor". Infelizmente, quando vêem que algo agrada "toda a congregação" ou "todo o povo", muitos líderes esquecem do que agrada ao Senhor! Muitas igrejas de hoje erram da mesma maneira, fazendo de tudo para agradar a congregação, mas nada fazendo para agradar ao Senhor.
Em todos estes casos, Davi errou porque ele começou buscando pessoas em vez de buscar o Senhor. Devemos começar sempre com o Senhor. Deus procura pessoas que o adorarão "em espírito e em verdade" (Jo 4:23-24). Deus revelou esta verdade na sua palavra, a fim de santificar e unir os seus adoradores (João 17:17-21). Então, para buscar o Senhor devemos consultar a palavra dele, ouvir a opinião dele, e fazer o que lhe é agradável.

Quando os Bois Tropeçaram –  Carl Ballard

Davi planejou trazer de volta a Arca da Aliança com grande pompa e um solene e gigante ajuntamento de trinta mil escolhidos. Entendemos que ele organizou tudo (II Sm 6:1-3). Era um ambiente festivo e empolgante, possivelmente de muita alegria: a Arca seria levada para Jerusalém! Como os levitas não tinham mais um tabernáculo a ser transportado, Davi reorganizou os levitas dando-lhes varias funções (porteiros, ajudantes nos sacrifícios e cantores).
Selecionou os melhores cantores. Organizou a adoração por meio do Louvor em Israel; até os filhos de Coré (o responsável pela rebelião no Deserto), foram postos no coral. O regente do primeiro coro foi Hemã, filho de Joel, da linhagem de Corá (Nm 16:32). Lembremos que os filhos de Corá que não pertenciam à rebelião do pai, e permaneceram vivos como consta no Capitulo 26:11 do mesmo livro de Números. Será que ele considerou a Lei para isso? Teria buscado a supervisão de um sacerdote? Compare como tudo foi feito em I Cr 15:1-27.


1.3 O toque irreverente de Uzá

A Arca de Deus era  uma das coisas sagradas que pertenciam ao santuário do Tabernáculo. O Senhor proibiu fortemente que alguém além dos consagrados sacerdotes a tocasse ou até olhasse para ela (Nm 4:15-20). Porém, quando os bois tropeçaram, Uzá viu a Arca, com toda a sua glória e santidade, caindo para o chão onde seria profanada! Então, a reação natural dele era de estender a mão e segurá-la para proteger a santidade dela. Mas quando ele decidiu tocar na Arca, Uzá desprezou o Mandamento de Deus.
Estes homens tomaram decisões sem pensar na vontade do Senhor. Davi estava preocupado mais com a aprovação do povo do que com a vontade de Deus. A reação de Uzá mostra que ele estava preocupado mais com a Arca (um objeto) do que com a vontade de Deus (um ser divino). Quem busca a Deus tem que estar preparado para tomar decisões baseadas na palavra dele, as quais muitas vezes não vão agradar aos outros (Gl 1:10-12). Quem busca a Deus tem que cultivar pelo estudo da sua palavra uma mente renovada, a qual vai agir de acordo com os desejos do Senhor em vez de reagir de acordo com as circunstâncias do momento (Rm 12:1-2).

Quando os Bois Tropeçaram –  Carl Ballard

Dentre os levitas cantores, estava Uzá, que pertencia ao clã dos meraritas (I Cr 6:29 e 30). Os meraritas transportavam os objetos sagrados em carros de bois, e não havia proibição alguma sobre o tocar nos objetos que eles transportavam. No entanto, dois erros foram cometidos aqui, não somente por Davi, mas também por seus assessores: 

1° Uzá não pertencia ao clã dos coatitas, portanto, não era o levita mais indicado para conduzir a Arca até Jerusalém.
2° A Arca não deveria ser transportada em carros de bois, mas sobre os ombros dos coatitas.

Esses foram os erros principais da causa da morte de um levita que intentou agir corretamente mas que acabou cometendo um dos  mais graves sacrilégios dos tempos da Lei Mosaica, tocar em um objeto que aos judeus comuns, nem mesmo era permitido olhar.  
Pobre Uzá, errou querendo acertar; transportou o utensílio errado no seu correto carro de boi. 

O que Houve de Errado, Uzá? – Antônio Cruz

Muitos indagam sobre Uzá, um levita, ter sido punido por tocar na Arca da Aliança, que tombava devido ao tropeço dos bois indo a Jerusalém, no Reinado de Davi.  Diversas justificativas são criadas, devaneios (“conjecturemos, irmãos...”, “quem sabe se isso ou aquilo...”) e tentam aplicar tais raciocínios (forçados e desonestos com os ouvintes) nos fatos ocorridos. Porém, boa parte destas justificativas e aplicações mirabolantes desconsideram fatos altamente relevantes no contexto histórico. Um deles: qual era o clã levítico de Uzá? Não bastava ser levita para transportar a Arca. Tinha que pertencer ao clã próprio para essa função, o clã dos coatitas.
O resultado de conduzir a presença erroneamente é “morte” e não “vida”. A presença de Deus também mata. Mata quem? Quem está fora de seu padrão tentando segurá-la. Uzá Pagou um alto preço, morte tragicamente. O texto diz que ouve uma rachadura em seu corpo, que ele caiu fulminado. Tudo isso por causa de uma coisa: “a falta de reverência” (I Co 11:29-30). Ele havia esquecido que a arca só poderia ser transportada nos ombros dos sacerdotes (I Cr 15:13-15).



2. A Arca na casa de Obede-Edom

Abalado pela morte de Uzá, Davi temeu e disse: “Como trarei a mim a arca de Deus?” (I Cr 13:12). Sua preocupação era: se Deus está matando o que vamos fazer? Então, guiado por Deus, ele conduz a Arca para a casa de Obede-Edom e volta com sua comitiva frustrada para Jerusalém.

Que o pecado de Uzá advirta a todos para cuidar-se da presunção, a pressa e a irreverência ao tratar das coisas sagradas; e que ninguém pense que um bom fim justifica uma má ação. Que o castigo de Uzá nos ensine a não atrever-nos a brincar com Deus quando nos aproximamos a ele; mas que através de Cristo vamos diretamente ao trono de graça. Se o Evangelho é para alguns sabor de morte para morte, como a Arca foi para Uzá, que nós o recebamos com amor por ele e seja para nós um sabor de vida para vida.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry


2.1 Obede-Edom, um homem especial para Deus

Obede-Edom = Que serve a Edom.

1. Nome de um homem de Gate, talvez um dos soldados da guarda de Davi, ou um dos moradores da cidade levítica Gate-Rimom, da tribo de Dã. Este homem residia entre Quiriataim e Jerusalém, perto do lugar onde Oza pereceu por haver tocado a arca, quando ia para a casa de Obede-Edom, por ordem de Davi, e aí permaneceu durante três meses, recebendo assinaladas bênçãos para si e para sua família, 2 Sm 6:10-12; 1 Cr 13:13, 14; 15:25. Se este homem era levita talvez seja o mesmo Obede-Edom, filho de Coré, porteiro da arca de que fala o número 3 abaixo. Estes filhos de Coré eram uma divisão da família de Coate, à qual pertencia a cidade de Gate-Rimom. Dizendo o texto que Deus o abençoou, 1 Cr 26:5, parece referir-se à 1 Cr 13:14, e 2 Sm 6:11.
2. Nome de um levita de segunda ordem que serviu de porteiro da arca e que tocava harpa, acompanhando a arca para Jerusalém, onde ficou investido nas mesmas funções, 1 Cr 15:18, 21; 16:5.
3. Nome de um levita que marchou à frente da arca quando era levada para Jerusalém, 1 Cr 15:24. Parece que é o mesmo Obede-Edom, filho de Iditum, porteiro da arca em Jerusalém, 16:38, e que se julga ser a mesma pessoa mencionada na cláusula precedente do v., ainda que sem bases seguras. Este Obede-Edom parece ser o mesmo filho de Coré, 26:1-4; comparar  v. 10 com cap. 16:38, cujos filhos e netos, com seus irmãos em número de sessenta e dois, estavam entre os noventa e três de que se formavam os grupos no reinado de Davi, 26:8, e estacionavam na porta do sul, 26:8. Esta família ainda exercia o seu ofício no tempo de Amazias, 2 Cr 25:24.

Dicionário Bíblico Davis – John D. Davis

A Bíblia nos relata que Obede-Edom morava na beira da estrada que levava a Jerusalém. Mas quem realmente era este homem? Então vejamos: OBEDE significa servo, que é o mesmo que escravo, e EDOM denota que este homem era um descendente dos Edomitas, que eram descendentes de Esaú, sendo estes um povo inimigos de Israel, não bastasse ele era geteu, ou seja, de Gate, a terra de um dos maiores inimigos de Israel, Golias.
Então estamos falando de alguém rejeitado pela sociedade da época, humilhado pelos chamados "povo de Deus", os Israelitas, desprezado por todos, que tinha uma esposa estéril, animais estéril, não morava na cidade, mas em uma tapera na beira de uma estrada, descendente dos inimigos de Israel, natural da cidade de Golias, mas veremos que era alguém que orava e buscava ao verdadeiro Senhor dos senhores.

O Segredo de Obede-Edom – Alexandre Augusto

Aquele era um momento de grande responsabilidade e extrema oportunidade. A presença do Senhor que por tanto tempo estivera longe, agora estava ali, disponível. Um avivamento estava prestes a acontecer em Jerusalém, mas quem pagaria o preço por ele?

Nota: Queremos frisar que não obtivemos concenso quando à linhagem de Obede-Edom. Enquantos muitos dizem que ele vem de Esaú (Edom), outros afirmam que ele era filisteu da linhagem de Golias.
A Bíblia nos diz que ele era um “geteu”. Talvez isso se refira a Gate, terra dos filisteus (como Golias) ou, mais provavelmente, a Gate-Rimon, cidade levítica na Terra de Dã. Convergindo estas informações: ele era um cananeu sem raiz espiritual, ou um levita sem a presença do Senhor? Sendo Obede-Edom um pagão sem herança de fé ou um religioso sem experiências ou sem a glória de Deus, decide não perder a chance de mudar suas condições de vida! 


2.2 Obede-Edom assumiu os riscos da presença de Deus

Hoje, muitos estão no papel de Uzá, ou seja, estão em busca de um evangelho “light”, sem peso nos ombros, sem sacrifício, sem observância dos Princípios estabelecidos pelo Senhor. As pessoas querem a presença de Deus, mas erram ao buscá-la segundo seus próprios métodos, construindo para si carros novos, pagos com ofertas negociadas, em campanhas que confundem espiritualidade com supersticiosidade, onde se trata o Shekiná como um amuleto. Os cristãos, assim como Uzá, são mal orientados por seus líderes a criar métodos para conduzir a Presença do Senhor, ao tempo em que ela deve ser levada sobre os ombros daqueles que trocaram seus fardos pesados pelo fardo leve e suave do Bom Pastor...
Voltando para a história, aquele era um momento de grande responsabilidade e extrema oportunidade, a presença do Senhor que por tanto tempo estivera longe, agora estava ali, disponível. Um avivamento estava prestes a acontecer em Jerusalém, mas quem pagaria o preço por ele? A notícia da morte de Uzá fez todo o Israel e seu rei temerem, agora seria necessário alguém com coragem suficiente para receber a arca.
É nesse ponto que começa a história de Obede-Edom, um homem disposto a não perder aquele momento. Quando ninguém queria arriscar-se num compromisso tão radical com Deus, ele abre as portas de sua casa e decide ser o modelo que aquela nação precisava...
Apesar da Bíblia não falar muito sobre Obede-Edom, há uma pergunta que não se cala em meu coração: Por que Deus o abençoou tanto, a ponto destas notícias chegarem até o temeroso Rei Davi, que após o episódio com Uzá, lamentava dizendo: Como virá a mim a Arca do Senhor? (II Sm 6:11)
Outra pergunta relacionada é sobre a casa de Abinadabe que guardou a Arca por vinte anos, mas não se menciona qualquer benção especial sobre ela, todavia, sobre a casa de Obede-Edom um curto espaço de três meses foi suficiente para o Senhor abençoar Obede-Edom e toda a sua casa. Não é intrigante? Obede-Edom era alguém cujo nome apontava para uma vida de problemas. Seu nome significa “servo de Edom” e os edomitas eram um povo amaldiçoado, descendentes de Esaú, que vendera seu direito de primogenitura por um prato de repasto. Mais que isso, a Bíblia diz que ele era um “geteu”, referência feita a Gate, terra natal dos filisteus, ou mais provavelmente a Gate-Rimon, uma cidade levítica da terra de Dã.
Logo, ou ele era um cananeu sem raiz espiritual, ou um levita sem a presença do Senhor. De todo modo, fosse ele um pagão sem herança de fé, fosse um religioso sem a glória de Deus, ele atraiu para si a benção do Senhor! Mas como? O que diferia Obede-Edom de Abinadabe, o que esse homem tem a nos ensinar?

Casa de Obede-Edom: Um Lugar para Presença de Deus! – Agenino Gomes de Araújo Filho

Note que a Arca ficou na casa de Abinadabe e nada de extraordinário é relatado durante vinte anos. Talvez Abinadabe apenas “tolerava” a presença da Arca em sua casa? Na casa de Obede-Edom a bênção chegou muito visível em apenas três meses.
Ele recebeu a Arca sabendo correr riscos. “Como trarei a mim a arca de Deus?”, disse o Rei. Havia muita justificativa para não hospedar a Arca do Senhor. E se uma criança tocar na Arca ou se algum parente distante ou uma visita desatenta esbarrasse nela?
Obede-Edom pagou o preço (risco) para ter a Arca em sua casa mesmo sem ter ouvido sobre garantias de benção (Mt 10:41): Serviu ao Senhor no momento certo, da maneira certa! A bênção de ceder sua casa para a glória de Deus trouxe o nome de Obede-Edom até nossos dias. 
Ele estava capacitado para abrir a sua casa para acolher a Arca pois ele era um levita, por isso manusea-la, conduzi-la e ministrar ao Senhor diante dela. Cada um de nós é um sacerdote do Senhor (I Pe 2:9); se formos fieis e cuidadosos, poderemos conduzir a Arca e recebê-la em sua casa.


2.3 Obede-Edom teve a rotina de sua vida alterada

Notamos que a revista seguiu muito de perto o o artigo de Alexandre Augusto no site Webartigos (O Segredo de Obede-Edom). Nos pontos firmes e claros, quanto nos questionáveis e dúbios. Se a Arca ficou apenas três meses na casa de Obede-Edom, como é que sua vida íntima fora abençoada ao ponto de ter tido filhos (nove meses de gestação)? Houve muita especulação sem aparato bíblico. Observe atentamente: “... E o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha.” Não há o que acrescentar (I Cr13:14). Não inventemos o que não consta ou o que não possui fundamentos! Pedimos que os leitores examinem atentamente os comentários feitos no citado artigo, na Internet.
A escolha de Deus foi perfeita, Ele viu algo no coração daquele simples homem que vivia à beira do caminho. O que jamais aconteceu na casa de Abinadabe, e que havia sido maldição para todos, se revela como bênção frutífera na casa de Obede-Edom. Não basta estar na presença, é preciso desfrutar da presença!



3. Obede-Edom, um homem sedento pela presença de Deus

Enquanto Davi se preocupa em descobrir a maneira correta para trazer a arca para Jerusalém, a notícia da prosperidade de Obede-Edom se estende por toda a cidade (II Sm 6:12). Porém, Obede-Edom toma uma grande decisão, deixar tudo para seguir a arca por onde quer que ela fosse, e se torna uma figura de destaque na história de Israel.

A Arca do Senhor deveria ser levada nos ombros dos sacerdotes. Isso representa que a vida com Deus obedece aos princípios que ele estabeleceu em sua Palavra e não da maneira como os homens querem que seja. Uzá morreu porque não respeitou as Escrituras, ainda que tivesse boas intenções. Muitos hoje estão cheios de boas intenções, mas não querem levar suas vidas da maneira correta como manda a Bíblia, e isso é muito perigoso. Diante desse fato, o rei Davi tomou a decisão de não se comprometer mais e abriu mão da Arca, mas Obede-Edom decidiu que queria compromisso, de cuidar da Arca da maneira que agradava a Deus, e por isso abriu sua casa para a presença do Senhor e o resultado foi que ele acabou sendo muito abençoado. Deus sempre nos dá a oportunidade de escolher entre o que achamos melhor e o que ele diz que é o correto, porem não nos livra das conseqüências de nossa escolha. Veja como Deus fala com seu povo através de Moisés lendo Deuteronômio 30:15-20. Veja também como Josué, o sucessor de Moises falou para o povo em um momento de decisão " (Js 24:14-16).
Ao aceitar receber a presença do Senhor em sua casa, sabendo do que havia acontecido com Uzá por sua irreverência, Obede-Edom demonstrou estar disposto a fazer as coisas à maneira de Deus e organizar a sua casa de acordo com os princípios bíblicos. Está implícito que, se Deus o abençoou com prosperidade é porque se agradou dele e aprovou o seu comportamento. Sempre que desejarmos algo de Deus devemos seguir o princípio de moldar nossa vida conforme a vontade dele (Sl 37:1-5 e 128:1-4).

Receba Prosperidade – pibnovoprogresso.com.br


3.1 O crescimento espiritual de Obede-Edom

Quando o Rei Davi soube que a casa de Obede-Edom e tudo o que lhe pertencia haviam sido abençoados, se inspirou e foi buscar a arca da aliança para levá-la a Jerusalém. Assim, Obede-Edom não pode manter a arca em sua casa, mas certamente manteve a presença de Deus com ele. E por que? Porque decidiu seguir servindo ao Senhor. Quando estudamos a história bíblica, o encontramos lá na frente servindo ao Senhor no templo. (I Cr 26:13-15. Ele tomou a decisão de não ficar com a bênção de Deus apenas por três meses, mas de prosseguir crescendo na fé e envolvendo-se cada vez mais com o Senhor e sua obra. E nós? Vamos seguir o caminho de Obede-Edom? As oito semanas da aliança estão acabando. Vamos parar por aqui ou vamos perpetuar a presença de Deus em nossas casas, avançando em nosso crescimento espiritual? Uma boa decisão é fazer o que está escrito em Oséias 6:3 e imitar a atitude do apóstolo Paulo em Filipenses 3:13-14.

Receba Prosperidade – pibnovoprogresso.com.br

Estar junto à presença de Deus era mais importante do que as bençãos derramadas em sua casa. Ele segue para Jerusalém e se torna porteiro do Santuário (I Cr 15:17-18). Podemos ver um contínuo desejo de entrar mais nessa presença, pois ele se tornou músico (I Cr 15:19-21), depois um guardião da Arca. Queria mais e mais de Deus (I Cr 15:24). Seguiu tornando-se um ministro de adoração, liderado por Asafe (I Cr 16:4-5), chegando a ser um líder de sessenta e oito pessoas (I Cr 16:37-38).
No crescimento espiritual e pessoal de Odebe-Edom, podemos extrair alguns degraus da Bíblia:

1. Se tornou um porteiro do Santuário do Senhor (I Cr 15:17 e 18)
2. Músico que tocavam diante da Arca do Senhor (I Cr 15:21)
3. Um Guardião da Arca do Senhor (I Cr 15:24)
4. Ministro de Adoração, liderado por Asafe (I Cr 16:4 e 5)
5. Passa a ser um líder de sessenta e oito pessoas (I Cr 16:37 e 38)
6. Se tornou um tesoureiro do ouro e da prata que pertenciam ao Santuário (II Cr 25:24)
7. Foi abençoado com oito filhos (II Cr 26:6-8)

Acrescentemos que sua descendência de sessenta e dois homens eram homens de destaque, “...valentes de força para o ministério” (I Cr 26:4-8).
O que mais nos chama atenção na vida desse simples homem é o desejo de querer sempre crescer na presença do Senhor. Isso deveria ser lição de vida para muitos cristãos que a semelhança de Abinadabe, nada de novo acontece em suas vidas, e que em vez de ao menos se manterem, declinam na vida espiritual a cada dia que passa.


3.2 Obede-Edom, um homem de confiança do Rei

Davi designou a Arca para a casa de Obede-Edom. Após isto ele viu as confirmações da mão do Senhor na casa deste, o promove como homem de confiança do tesouro do Santuário (II Cr 25:24). Aprendemos uma grande lição da presença de Deus na vida desse homem que se conduziu na presença do Pai de maneira excelente. Tenhamos a certeza da riqueza que é estar na presença de Deus. Que esse seja um caminho para um avivamento em nossos dias.


3.3 Os marcos da gratidão de Obede-Edom

Todo o Israel, desde o seu rei até o menor dos servos, estavam atentos ao que acontecia na casa de Obede-Edom, e ao final de três meses, todos ouviam falar de sua prosperidade por causa da presença da arca. Sabe por que isso aconteceu? Porque este homem conheceu e aceitou as implicações de ter a glória de Deus dentro de sua casa. Ele organizou o seu ambiente familiar e pessoal em torno da Arca, submetendo-se às regras de Deus para ser abençoado. O caso de Uzá, tão recente, demonstrava que o Senhor não se amolda à maneira dos homens de tentarem servi-lo ou manipulá-lo. Podemos deduzir que, a mesma Presença de Deus que destruiu Uzá, também abençoou a Obede-Edom, e uma das razões pela qual isso aconteceu está relacionada ao desejo pela Presença de Deus.

Fome e Sede de Deus – Thiago Lima

Qual a diferença entre nós e Obde-edom? Também estávamos como ele à beira do caminho, e o Senhor resolveu parar e entrar em nossa casa. Não podemos deixar que essa oportunidade passe e que nada de novo deixe de acontecer em nossas vidas. É impossível ter o Senhor e nada ser transformado.



Conclusão

Hoje em dia, muitas pessoas com ainda menos poder do que Deus concedeu a Davi guardam e ensinam suas próprias maneiras e doutrinas como se fossem iguais às do Senhor. Negando e às vezes contrariando a própria palavra de Deus, muitos líderes religiosos seguem a sua própria autoridade, mudando a lei de Deus para seu próprio benefício, e enganando um povo simples que não tem a prática de buscar a vontade e a autoridade do Senhor nas Escrituras. Mas o erro de Davi e Uzá nos ajuda a ver algumas aplicações práticas:

1.  Líderes erram: Até líderes bons que realmente desejam fazer a vontade do Senhor são capazes de errar. Davi era um homem "segundo o coração de Deus" (At 13:22). Todos confiavam na grande visão dele para trazer de volta a arca do Senhor. Mas ele deixou de confirmar na Palavra de Deus o que estava fazendo.
2. O que parece certo nem sempre é: Toda a congregação se alegrava e dançava ao lado da arca no carro novo. Mas Uzá morreu por causa da falta de respeito pela palavra do Senhor. Ou ninguém sabia (porque não estudavam a palavra) ou ningúem ousava dizer que era errado levar a arca daquela maneira.
3. Devemos respeitar a autoridade de Deus: Davi e Uzá conheceram a Palavra de Deus, mas deixavam de segui-la à risco. Assim, num momento de pânico, Uzá reagiu errado e morreu. Muitos seguem a palavra de Deus somente nas coisas "convenientes”.

Quando os Bois Tropeçaram –  Carl Ballard (editado)

Da mesma forma que muitas pessoas estão abrindo suas portas para a presença de Deus, e sua sede por Ele tem produzido mudanças generalizadas, alguns estão enveredando pelo caminho de Abinadabe, não passando o temor divino aos seus filhos, e permitindo que morram não somente de forma espiritual, mas literal (Pv 22.6). É tempo de buscar ao Senhor (Is 55:6).


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 11
Merece Confiança o Antigo Testamento? – Gleason L. Archer Jr. – Ed. Vida Nova
Todos os Milagres da Bíblia – Larry Richards – Ed. Hagnos
Milagres – C.S. Lewis – Ed. Vida
Milagre (vários autores)
A Outra Face dos Milagres (ebook)
Os Milagres Posteriores à Morte de Jesus (link)
A Pessoa de Jesus no Antigo Testamento – Jair José Rodrigues – CPAD
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Milagres do Antigo Testamento (link)
Devem os Milagres na Bíblia ser interpretados Literalmente? (link)
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
Um Guia de Estudo para o Livro de Êxodo – Ron Crisp (link)
A Arca da Aliança, Arca do Concerto (link)
O que Aconteceu com a Arca da Aliança? (link)
A Arca da Aliança: História e significado (link)
Quando os Bois Tropeçaram (link)
O Segredo de Obede-Edom (link)
O que Houve de Errado, Uzá? (link)
Fome e Sede de Deus – Thiago Lima – Ed. Agbook

Bibliografia Indicada (estude mais)

As Duas Igrejas: A de Abinadabe e a de Obede-Edom (link)
A Dança de Davi Diante do Senhor em II Sm 6:14 (link)
Davi e a Arca da Aliança (link)

Tabernáculos, A Arca e o Desejo de Davi de Construir o Templo (link)