segunda-feira, 29 de junho de 2015

EBD Editora Betel - Os Milagres do Novo Testamento



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de julho 2015
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Texto Áureo

“E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.” I Co 15:14

Verdade Aplicada

A Obra Redentora de Cristo repousa sobre sua ressurreição, pois se Cristo não ressuscitasse, o Cristianismo seria como qualquer outra religião.

Textos de Referência

Ef 2:1-3 e 6


Introdução

Uma nova dispensação para a Humanidade é inaugurada em Jesus. Sem Ele nada do que foi feito se fez (Jo 1.3). Sua ressurreição redime o pecador, traz esperança e cura toda sorte de males através de sua graça infinita.


1. O significado dos milagres de Jesus

Deus é a fonte de todos os milagres. No Novo Testamento, essa fonte encarna na pessoa de Jesus Cristo e, a partir de sua chegada a este mundo, todas as coisas passam a ter um novo sentido, inclusive, a experiência sobrenatural, onde milagres são acontecimentos cotidianos na vida daqueles que o servem.

1.1 O poder milagroso da pregação de Jesus

Embora a pessoa de Jesus Cristo seja muito maior que Seus feitos, Seu milagroso agir jamais poderá ser desvinculado de Seus ministério porque Seus milagres são a confirmação e a definição de Sua pregação (Mt 9.32; 12.22). Os milagres realizados por Jesus inauguram o tempo escatológico que os profetas anunciaram (Lc 12.20). Eles são a manifestação do Reino de Deus que está chegando, revelando o “novo” dentro do mundo antigo. Se desconsiderarmos os milagres onde predominam as curas e a libertação, mutilaremos a proclamação de Sua Palavra.
Apresente para os alunos a evidência de que existe um vínculo indissolúvel entre a vinda do reino de Deus e os atos prodigiosos de Jesus. Os milagres realizados por Ele devem ser entendidos como sinais e não apenas como obras maravilhosas. Mostre para eles a necessidade de se ter discernimento espiritual para reconhece-los como tal, pois, sem a iluminação que acompanha o compromisso cristão, os milagres serão reconhecidos apenas como grandes feitos.

1.2 Os milagres anunciam a chegada do reino de Deus

Os milagres realizados por Jesus trazem o Reino futuro de Deus para o presente (Mc 1.14, 15). Pouco a pouco, Jesus vai inserindo no contexto humano a manifestação do reino que veio nos anunciar (Lc 19.10). Duas coisas se tornam muito evidentes através de Seus feitos milagrosos: a destruição do reino de Satanás (Mt 8.29; Lc 4.41; 12.20); e a implantação do poder salvador de Deus (Jo 1.12; 3.16; Ef 2.8, 9; 1Tm 1.15). Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos, e Lucas) usam o termo “dynamis” para a designação dos milagres operados por Jesus. Esse termo não ressalta o caráter milagroso das obras realizadas, mas o poder que nelas se manifesta. O poder de um Deus cujo nome Jesus está falando e agindo, não para despertar a atenção ou promover-se, mas para ser compreendido como veículo pelo qual Deus traz salvação à humanidade.
Merece ser especialmente ressaltado para os alunos que os milagres de Jesus, em sentido exclusivo, possuem caráter salvífico. Assim como Ele não praticou milagres que fossem meros espetáculos, assim também faltam milagres de castigo ou de maldição. Não há sequer um exemplo em que o milagre fosse usado para impor às pessoas sanções ou penas e lhes evidenciar a sua condenação. É extremamente necessário entender que, em Sua infinita misericórdia, Deus se compadece de Sua criatura e não quer aniquilar, mas sim salvar vidas (Mc 3.1-12; Jo 3.16).

1.3 Os milagres de Jesus ilustram a realidade do Reino

Na pessoa de Jesus Cristo, o próprio Reino de Deus exerce uma função criteriosa que distingue um milagre divino de outros acontecimentos, dos quais podemos negar a existência. Todavia, estes acontecimentos jamais poderão recuperar o homem para Deus. A presença do reino é real em nosso mundo, não é algo indescritível nem uma vaga esperança utópica (Lc 17.20, 21). O Reino de Deus é uma realidade documentada onde a doença é superada, o sofrimento amenizado, o pecado e a morte são vencidos e o homem é liberto dos poderes maléficos que aprisionam sua alma.
O Reino de Deus determina o qual vem a ser um milagre porque nem todo fenômeno ou acontecimento extraordinário pode ser enquadrado como uma manifestação divina, uma vez que Satanás também se manifesta com prodígios de mentira (Êx 7.11; 2Ts 2.8-12; Ap 16.14). Em um sentido bem autêntico, o milagre acontece quando o homem volta a ser o homem que Deus quer que ele seja, onde o indivíduo é colocado na esfera da soberania de Deus e é, por conseguinte, curado em sentido mais amplo.


2. A multiforme sabedoria de Deus

Deus nunca teve a intenção de impressionar os homens com Seu poder. Sua vontade será sempre conquistar o homem através do amor, por esta razão estendeu Sua graça sobre toda a humanidade para que através dela, o homem possa se voltar para Ele em gratidão (Rm 11.32; Ef 2.8,9).

2.1 Os efeitos milagrosos da Graça

Milagres não são unicamente os que rompem com as leis da natureza. Eles podem ser vistos de várias formas como, por exemplo: o perdão dos pecados (Mc 2.5; Lc 7.48); a pregação do evangelho aos necessitados (Mt 11.5; Lc 4.18; 7.22); a transformação de uma vida (Lc 19.1-5); a libertação do poder das riquezas e da ansiosa solicitude pela vida (Mt 6.24; Lc 12.22). Os milagres realizados por Jesus jamais ocorreram dissociados de Sua Palavra. Através dela, Jesus perdoa os pecados e cura o paralítico (Mc 2.1); os demônios são expelidos (Mc 5.8; 9.25); Ele convoca Seus seguidores (Mc 1.16). Assim, podemos concluir que seus atos poderosos são efeitos da exousîa de Sua Palavra (Mc 1.21-27), da Sua flagrante autoridade doutrinária (Mt 7.28) e do anúncio da chegada do Reino de deus (Lc 11.20).
Esclareça para os alunos que a palavra grega exouîa é geralmente traduzida como “autoridade” e, as vezes, como “poder”. A origem da palavra está na ideia do “poder da escolha”, a “liberdade de agir” e da “permissão”. A partir disto vem a ideia do poder físico ou mental. Mas ainda, a habilidade ou força que se recebe para exercer sobre outros.

2.2 A relação entre a Fé e o Milagre

Existe uma relação muito estreita entre a fé e o milagre. Na verdade, a fé jamais foi premissa para que Jesus operasse um milagre. Todavia, mesmo não sendo premissa, a fé tanto pode gerar o milagre quanto o milagre gerar a fé. Quando o homem entende o agir milagroso de Jesus, o resultado é a valorização das coisas da vida e uma gratidão que se constituirá em um chamado para a fé (Ef 2.8, 9; Tt 2.11; 3.3-7).
Não se esqueça de ressaltar para os alunos que o milagre da graça de Deus pode ser experimentado de muitas formas. Mostre para eles que a fé jamais foi premissa para que Jesus operasse um milagre. Pergunte a eles que fé possuía Lázaro em seu túmulo ou ainda o filho da viúva de Naim. Tenha certeza de que eles responderão “não”. Entretanto, mesmo não sendo premissa, a fé tanto pode gerar o milagre, quanto o milagre gerar a fé. Sendo Evangelho devidamente anunciado e ouvido, a sensibilidade para o imerecido brotará no coração humano. É preciso entender que uma vez compreendido o verdadeiro significado do perdão divino, ali também se enxergará os benefícios da graça divina, ainda que estes pareçam normais e sejam recebidos por vias naturais. Por exemplo, os dez leprosos foram curados todos, mas apenas um, o samaritano, experimentou verdadeiro milagre ao voltar a Jesus, dando glória a Deus em alta voz (Lc 17.11-19).

2.3 O alcance dos atos milagrosos

Os milagres realizados por Jesus Cristo não se restringem apenas a esfera espiritual. A “dynamis” divina opera com efeitos transformadores tanto na esfera do corpo quanto na sociedade. Temos o claro exemplo dos leprosos que, após a cura, voltam a ser reintegrados à sociedade da qual foram afastados (Lc 17.17-19). Na ressurreição do filho da viúva de Naim não é citada a compaixão de Jesus para com o morto, mas sim para com a viúva (Lc 7.11-15). Do mesmo modo que o pecado prejudica e destrói a comunhão entre os seres humanos, a doença, a possessão e a morte completam este ciclo de destruição. Em Seus atos milagrosos. Jesus sempre expressa os propósitos da salvação tanto em relação ao indivíduo quanto em relação à sociedade e ao mundo (Mc 2.9-12; Lc 19.10).
Informe para os alunos que, se fizermos uma composição ou análise de todos os milagres realizados por Jesus (curas, expulsão de demônios e etc.) veremos que a rigor nada mais são do que variantes daquele único e grande milagre, a saber, a revelação da graça de Deus para o homem pecador e possesso, doente e faminto, medroso e cativo. Não que deus deixasse de ser juiz, mas o juízo se torna ameaça apenas se a graça for rejeitada. Deste modo, os milagres de Jesus estão a serviço do reino de deus e, simultaneamente, a serviço do homem, de sua vida e salvação.


3. Ressurreição, o pilar da Fé Cristã

A realidade e historicidade da ressurreição são os pilares mais importantes do Cristianismo. Tudo o que somos e cremos está firmado nela (1Co 15.14).

3.1 A realidade da ressurreição

O Pecado exigia um alto preço: a morte. No entanto, qual seria o homem que cumpriria a exigência divina, visto que o mesmo possui natureza pecaminosa? A missão de Cristo só foi completada após sua ressurreição. Morrer resolveria apenas a questão da justiça. Todavia, continuaríamos subjugados pelo poder do pecado e da morte (1Co 15.22). Era necessário que ele vencesse a morte e nos desse a possibilidade de vencer juntamente com ele (Fp 2.8; Cl 2.13-15).
Esclareça para os alunos que, com a ressurreição, o poder salvífico de Deus, que já estava em evidência através dos milagres de Jesus, se tornou para a cristandade a realidade determinante. Desse modo, os milagres de outrora passaram a ser vistos como protótipos e ilustrações daquilo que é possível se experimentar através da fé (Mc 9.23; Jo 14.12).

3.2 O grande milagre da Cruz.

O grande milagre da cruz fez recair sobre nós a graça, que nos permite resistir e vencer esses poderes, dando-nos capacidade para viver em obediência a Deus e em liberdade num mundo da morte. Somente sob a cruz de Jesus Cristo pode ser experimentado também o poder de Sua ressurreição (2Co 4.6-12; Fp 3.9, 10). É por esse motivo que a graça, favor imerecido, nos basta (2Co 12.7). Milagre é o poder da graça que, embora não satisfaça sempre os desejos subjetivos, fornece a energia para resistir à morte, à lei e ao pecado.
Dessa forma, para o apóstolo Paulo, milagre não é preterição da morte, do pecado e do sofrimento. Explique para os alunos que a ressurreição de Jesus não eliminou todos os poderes malignos de uma vez por todas. Argumente que eles ainda existem. Nós, cristãos, ainda vivemos expostos a estes poderes, porém, em Cristo Jesus, somos mais que vencedores (Rm 8.37). Milagre é o poder da vitória sobre os mesmos. Milagre é a força para resistir e a capacidade para viver em nova obediência a Deus e em liberdade num mundo da morte. Somente sob a cruz de Jesus Cristo pode ser experimentado também o poder de Sua ressurreição (2Co 4.8; Fp 3.10).

3.3 O poderoso efeito da Ressurreição

A mensagem dos apóstolos estava alicerçada única e exclusivamente na ressurreição de Cristo (1Co 15.13; Fp 3.9, 10). Mesmo sofrendo perseguição, eles afirmavam que jesus era a esperança da humanidade. Propagando a fé, tudo o que esses homens esperavam era o desprezo, as prisões, os tormentos e a morte. No entanto, com uma fé heroica, esses homens suportaram firmes todas estas misérias. É magnífico perceber que eles viram coisas espetaculares porque jamais retrocederam. Eles foram expostos a mortes miseráveis, contudo, os sobreviventes prosseguiram com maior vigor e determinação.
É extremamente importante lembrar que toda fé cristã tem por conteúdo básico a ressurreição de Jesus dentre os mortos. O poder vivificador de Deus salvou Jesus da morte e O entronizou como Senhor. Por esta razão, diante dEle todo joelho se dobrará nos céus, na terra e debaixo da terra e toda língua confessará que Ele é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.10, 11).


Conclusão

O poder de Deus está a disposição de todos nós (Jo 14.12). Milagres não são coisas do passado. Eles são e sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê. Um dos propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos tornar testemunhas do seu poder (At 1.8; Mc 16.17).

Questionário

1. O que o Novo Testamento inaugura a partir de Cristo?
R: Uma nova dispensação para toda a humanidade (Jo 1.3).
2. Em quem encarnou a fonte dos milagres no Novo Testamento?
R: Na pessoa de Jesus Cristo (Jo 1.14; Cl 2.9).
3. O que os milagres realizados por Jesus anunciam?
R: A presença do reino de Deus (Mc 1.14, 15).
4. Em quais esferas os milagres de Cristo operam?
R: No corpo e na sociedade (Lc 17.17-19).
5. Em que estava alicerçada a mensagem dos apóstolos?
R: Na ressurreição de Cristo (1Co 15.13).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 3º Trimestre 2015 – Lição 01

sexta-feira, 26 de junho de 2015

EBD Editora Betel - Aspectos da Vida de Moisés


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 13 – 28 de junho 2015
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Texto Áureo

“Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, admirável em louvores, operando maravilhas?” Ex 15:11

Verdade Aplicada.

Todo ser humano é dotado de heroísmo e fragilidade, a diferença está na capacidade de escolha. As oportunidades de uma vida poderosa sempre aparecerão, basta apenas ter coragem para crer e vivê-las intensamente.

Textos de Referência

Salmos 40:5-8


Introdução

Nesta lição, extrairemos algumas importantes verdades da história de vida do grande homem que foi Moisés. Sua vida nos faz lembrar que as providências divinas são sempre sobrenaturais, estranhas e inesperadas para nós. Como Moisés, somos tentados a sentir-nos desencorajados e até com o pensamento de que o Senhor se esqueceu de nós (Ex 3:7-10).


1. As qualidades de um homem trabalhado por Deus

Algumas atitudes tomadas por Moisés em seu tempo nos levam a crer que ainda precisamos melhorar bastante em nossa vida de comunhão com Deus. Entre elas, estão sua renúncia, seu amor à justiça e sua paciência em meio à obscuridade. Vejamos:

1.1 Um homem de renúncias

Vivemos em um tempo em que as pessoas busca, a todo custo, a satisfação, o prazer e o status. A atitude tomada por Moisés seria tão ignorada hoje quanto foi em seu tempo. Quando se inteirou que os escravos que trabalhavam sob o jugo do Faraó eram o seu verdadeiro povo, Moisés rejeitou tudo que possuía de melhor e, pela fé, aceitou seu destino. Somos informados que Moisés rejeitou um trono, deixando para trás todo o preparo e investimento feitos em sua vida, porque viu uma maior recompensa (Hb 11.23-26). Moisés trocou a luxúria pelos maus tratos, a comodidade de um palácio pela escassez de um deserto. Isso somente a fé pode explicar. Ele fez os cálculos de sua decisão, ele sabia o que estava perdendo e o que ganharia (Hb 11.25, 26).
A maturidade de Moisés é destacada no momento de sua decisão. Foi nesse tempo que seu coração foi atraído em uma direção distintivamente diferente que, de forma muito consciente, trouxe-lhe à razão pela qual nasceu. Moisés fez tudo isso sem intenção alguma de recompensa. Ele tinha tudo, mas por amor a seu povo resolveu renunciar.

1.2 Um homem de sensibilidade e justiça

O amor pela justiça sempre foi uma atitude comum em sua vida. Vemos isso em três acontecimentos: primeiro, ao defender o hebreu que estava sendo ferido pelo egípcio. Depois, quando partiu em defesa das filhas de Jetro no poço de Midiã (Ex 2.11, 17). Todavia a maior de todas foi quando pediu para ser riscado do livro, arriscando sua própria vida para que o0 senhor não destruísse o Seu povo (Ex 32.32). Era uma qualidade sua defender o desfavorecido, mesmo que isso lhe trouxesse perdas e danos. Havia em Moisés uma combinação de força e gentileza de caráter. Não temos dúvidas que fora treinado para a guerra no Egito, mas era, acima de tudo, um homem sensível ao sofrimento alheio, gentil e prestativo.

1.3 A paciência na obscuridade

Moisés deixou de ser príncipe para ser pastor, uma profissão desprezada pelos egípcios. Foram quarenta anos sem visão, sem revelação, sem altares, sem voz profética, sem nada, apenas no silêncio. Nossa maior pergunta no silêncio divino é se o Senhor ainda conta conosco, se ainda se interessa por nós. Moisés soube esperar, aliás, tinha que esperar, mas aprendeu que Deus não nos usa por um tempo e depois abandona. Ele não toma posse parcial de nossas vidas, Ele nos compra em sua totalidade. Mesmo com todos os nossos defeitos e pecados devastadores, Ele não perde o interesse por nós. Deus não nos apaga da história quando erramos, nosso maior problema é que nós mesmos não queremos obter o perdão e ter os pecados perdoados. Quando o silêncio rompeu, Moisés já tinha oitenta anos, estava vazio de si e pronto para ser cheio de Deus.
Todos os diplomas de Moisés eram nada diante de Deus. Mesmo assim, Moisés aceitou a humilhação que o Senhor colocou em sua vida por providência. Moisés se tornou tão humilde que se achou incapaz e, quando pensava que nada aconteceria, Deus resolveu fazer dele o herói que todos conhecemos.


2. Moisés, um homem de feitos extraordinários

Cada praga derramada no Egito tinha um objetivo: inutilizar e envergonhar a potência dos deuses ali existentes. Com isso, Deus se apresentava não somente como o Criador de todas as coisas, mas como aquele que é Onipotente.

2.1 Trevas palpáveis

A nona praga tinha um significado especial, pois se tratava de um ataque direto a Faraó, que se intitulava “filho do sol”, o qual era iluminado por Rá, o deus-sol. Todos os dias, nas casas e nos campos, à margem do Nilo, havia pessoas, desde cedo, em atitude de adoração, voltadas para o nascer do sol. A praga da escuridão demonstrava que o Deus de Moisés era mais poderoso que o deus de Faraó. As escrituras nos afirmam que as trevas eram tão espessas que eles podiam sentir; os egípcios não viram um ao outro durante três dias. Porém, algo nos chama atenção: por maior que fosse a escuridão do Egito, os hebreus reluziam como uma cidade edificada sobre um monte (Ex 10.23). Essa é a diferença entre o justo e o ímpio, entre estar ou não debaixo da proteção de Deus.
O Egito estava praticamente destruído, os deuses de Faraó inertes, nada mais restando, a não ser se entregar. Mesmo assim, o coração de Faraó continuava a recusar a supremacia divina. Ele rejeitou os apelos, ignorou as advertências, zombou da Palavra de Deus e endureceu seu coração, seguindo seus próprios caminhos, sem se importar com nada. Faraó é símbolo de pessoas negligentes, que lutam contra a verdade por orgulho ignorante e se esquecem que o dia do juízo um dia chegará.

2.2 O sangue nos umbrais da porta

Aquela noite foi a mis marcante da história dos hebreus, a noite que ninguém dormiu. Ela nos recorda o sacrifício do Cordeiro, o poder do sangue e o início de uma nova vida. Porém, para os egípcios foi a noite do acerto de contas. A morte passava por toda a terra e só havia um critério para que ela não devastasse a vida de um filho primogênito: o sangue do cordeiro nos umbrais da porta (Ex 12.7, 12-14). A Bíblia nos diz que foi à meia noite, na hora da paz, do descanso e do silêncio que houve um grande clamor e não houve casa que não houvesse um morto (Ex 12.30). A porta deveria estar trancada, mas selada com o sangue da aliança. O que para uns foi a liberdade e a alegria, para outros foi derrota, aflição e tristeza (Ex 12.33).

2.3 O dedo de Deus

Duas pragas puderam ser reproduzidas pelos magos de Faraó, mas essa terceira foi humilhante. Deus usou algo pequeno, insignificante, mas preciso e poderoso (1Co 1.27, 28). Piolhos é uma palavra que descreve insetos que sugam o sangue das pessoas. Os egípcios eram um povo muito higiênico. Os seus sacerdotes ufanavam-se por usarem roupas limpas, de linho puro também a sua higiene pessoal. Eles tomavam banhos frequentes e raspavam todos os pelos do corpo. Para eles esses insetos eram considerados imundos. Havia milhares deles e penetravam em todos os lugares, roubando a paz de todos, inclusive dos animais. Os mágicos reconheceram que estava atuando algum poder divino, superior a tudo quanto já tinham visto, que não se submetia ao controle deles, então confessaram: “Isto é o dedo de Deus” (Ex 8.19). Se o dedo de Deus pode fazer isso ao inimigo, o que poderá fazer a mão?


3. Moisés, apenas um homem

Não há dúvida de que a vida de Moisés foi totalmente guiada por Deus. Mas Moisés era um ser humano igual a qualquer um de nós, que viveu os altos e baixos da fé, que desejou parar em razão das lutas, que errou, acertou e que muitas vezes se descontrolou.

3.1 Os descontroles emocionais de Moisés

Sempre analisamos os sucessos de Moisés e achamos que era tão perfeito que sequer se aborrecia. O título de manso não o isentou de perder a linha algumas vezes. Deus não mandou Moisés matar o egípcio, o plano de Deus não era matar pessoas para salvar Israel. Também não trabalhou quarenta dias para que Moisés quebrasse o documento que escreveu a dedo. Mas o ponto culminante de seu descontrole foi quando faltava apenas um ano para possuir a Terra Prometida e o povo o encurralou junto com Arão para pedir água. Moisés ficou furioso, voltou para a tenda, foi orientado por Deus a falar à rocha. Mas Moisés ignorou a ordem divina e fez um discurso terrível, trocou a mensagem e maltratou o povo (Nm 20.10). Irado, ele fere a rocha e, desta vez, Deus não deixou passar e, por isso, ele ficou de fora da Terra Prometida.
Achamos a maior injustiça Moises ter sofrido tanto e não poder entrar na Terra Prometida, mas, por trás de suas atitudes nervosas, Moisés desfazia o que Deus estava construindo. Ele era humano e seres humanos falham, não são perfeitos, mesmo em comunhão, mesmo íntimos de Deus. Falar à rocha santificaria o nome do Senhor, feri-la O envergonhava. Esse foi o motivo de ficar de fora (Nm 20.10, 11).

3.2 O sábio sabe o limite do tempo

Um momento de ira fez com que Moisés jogasse fora o sonho de toda uma vida. O que não faria Moisés para retroceder aquele momento? Infelizmente, não foi possível. Por um só momento, ele perdeu tudo. O que daria Eva para ter outra oportunidade no Eden? E Davi? Será que não fugiria do palácio para não ter que ver Bate-Seba? Quem sabe Judas pensasse melhor em vender o Mestre ou não? Ou talvez Salomão não fosse tão excêntrico e mulherengo como foi? Infelizmente, voltar é impossível. Não podemos desfazer palavras ou atos pecaminosos. Não podemos recuperar os momentos em que fomos possuídos pela ignorância, cobiça, crueldade ou orgulho. Precisamos aprender que a vida será repleta desses desejos e momentos. E o que fazer então? Podemos aprender a andar mais perto do senhor, a confiar no Senhor e permitir que o Espírito Santo ilumine nossas almas e nos instrua.

3.3 Toda capacitação vem de Deus

Deus esperou oitenta anos para poder usar a vida de Moisés. Embora Moisés conhecesse estratégias de guerra e toda a ciência de seu tempo, Deus não lhe deu um poderoso canhão, nem tampouco um exército. A arma que deus lhe deu foi uma vara e mais nada! Parece incrível como as armas divinas fogem de todas as estratégias humanas. Parece que nos esquecemos por um tempo que deus é sobrenatural, que para agir devemos estar no mesmo nível que Ele está. Quando Deus pediu para Moisés confeccionar o Tabernáculo, Moisés não sabia nem o que significava (Ex 25). Deus lhe deu o desenho, a maneira como fazer e ainda derramou do Seu Espírito sobre Bezalel e Aoliabe, graduando-os como artífices para ajudar na confecção (Ex 31.1-6). Moisés era um homem, mas um homem que não se movia sem a revelação de Deus.


Conclusão

A vida de Moisés nos apresenta a combinação perfeita para grandes feitos. A unidade da pessoa divina com a humana. Deus liberou o seu poder para operar miraculosamente através de um simples instrumento humano. Moisés se tornou um exemplo a ser seguido e as mesmas palavras ditas a Josué se dirigem também a nós: “Como fui com Moisés também serei contigo” (Js 1.5).


Questionário

1. Baseado em que Moisés abandonou tudo para servir a Deus?
R: Na fé (Hb 11.23-26)
2. Qual a qualidade mais comum da vida de Moisés?
R: O amor à justiça (Ex 32.32)
3.Em que horário começou a ocorrer a morte dos primogênitos?
R: à meia noite (Ex 12.30)
4. Por que Moisés não pode entrar na Terra prometida?
R: Porque feriu a rocha (Nm 20.10)
5. Sem o que, era Moisés um homem que não se movia?
R: Sem a revelação de Deus, ele não se movia (Ex 33.15)


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 12

sexta-feira, 19 de junho de 2015

EBD Editora Betel - O Último Encontro de um Grande Herói


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 12 – 21 de junho 2015
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto Áureo

“E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel”.  Dt 34:12

Verdade Aplicada

A maneira como vivemos é que dirá como as pessoas se lembrarão de nós. Cedo ou tarde, a morte chegará para todos. Não temos controle sobre a morte, mas podemos viver de maneira especial até que deixemos esse mundo.

Textos de referência

Dt 34:5-8


Introdução

Moisés é um dos tipos que mais se assemelham a Cristo, principalmente na morte. Até hoje não se sabe onde ele foi sepultado. Em comparação com o Senhor Jesus Cristo, ninguém vai adorar junto ao túmulo do mediador do antigo concerto nem do Mediador do novo porque seus corpos não estão lá.


1. A última visão de Moisés.

A história de Moisés começou com o Senhor e com Ele também terminou. Moisés subiu ao monte Nebo, ao topo da cordilheira serrilhada de Pisga, a 1371 metros de altura para ver a Terra Prometida e ser sepultado pelo Senhor. Vejamos algumas poderosas lições de sua morte.

1.1 Morte, a recompensa para Moisés.

O espaço da trilha para o cume de Pisga é para apenas uma pessoa; Moisés caminhou só em direção à morte e sabia muito bem disso. Ele também já havia nomeado um substituto Josué (Dt 31.7). Deus já havia preparado tudo. Todos morremos, a vida é assim, mas, no caso de Moisés, não havia motivos para fugir da morte ou odiá-la. A morte traz medo, pânico e a dor da separação. Porém nesse dia, Moisés teve o privilégio de subir ao monte sem o fardo de cuidar daquela nação e com sentimento de missão cumprida. A morte que teve Moisés foi um prêmio concedido por Deus. A glória que desejava ver, agora lhe estava sendo concedida (Êx 33.18-20). Moisés foi para casa acompanhado e, o amigo que antes lhe falava cara a cara, ele agora vê pessoalmente, por completo.
A terra que Moisés avistava por inteiro era a terra prometida aos patriarcas. No pensamento hebraico, olhar era símbolo de aquisição, cujo ato significava que a propriedade se tornava legal a quem a olhasse (Gn 13.14, 15). Desta forma, Moisés estava aceitando de Deus a propriedade da terra Prometida em nome de todo o povo de Israel.

1.2 Pessoas especiais deixam marcas indeléveis

Quando convivemos longos anos, nos apegamos às pessoas, pois elas passam a fazer parte de nós. O lado humano não quer se despedir e o desejo da carne é guardar para sempre, é agarrar e não largar. Todos queriam que Moisés ficasse, mas Deus disse: “chegou o tempo, ele agora é meu”. Deus o escolta até o alto e lhe apresenta uma visão abrangente de toda a terra da promessa (Dt 34.1-3). Com certeza, Moisés se foi feliz. Podemos dizer que essa é a maior representação da morte de um cristão. Unido a Deus, caminhando para o alto, ele vê o que ninguém ainda possui (1Co 2.9).

1.3 A segurança da morte

A grande maioria dos seres humanos gasta a maior parte de suas vidas em trabalho, relacionamentos e entretenimentos. Todavia, Moisés tanto viveu quanto morreu diferente de muitos de nós. Sua vida foi dedicada totalmente a Deus e sua partida reflete isso. Ele morreu no alto, do jeito que sempre viveu. Porém, com um detalhe muito marcante: morreu segundo a Palavra do Senhor (Dt 34.5). Tudo terminou como Deus havia providenciado. Deus não só conhece nossos dias, como também o fim deles. Tudo só acontece na hora prevista e, mesmo que não aceitemos a morte, ela não vem por acaso, pois Deus tem consigo a chave que ativa ou desativa seu poder (Fp 1.20, 21). A morte é solitária. Todavia, no cume daquele monte, Moisés estava sem a companhia dos humanos, mas na companhia de deus. Ele morreu seguro e bem acompanhado.
A Morte só amedronta aquele que não está em paz com Deus. Moisés subiu sem medo, sabia que não ia ser julgado como um ímpio, mas sim ser galardoado como um herói.


2. A mensagem da vida vitoriosa de Moisés.

Devemos procurar fazer as escolhas certas durante a vida para que, após nossa partida, as pessoas tenham leitura correta de quem nós fomos. O Talmud declara o seguinte: “o homem nasce com o punho fechado, mas morre com as mãos abertas”. Concluímos que ninguém leva nada desse mundo, mas pode deixar lições sobre o que viveu. Aprendamos com Moisés:

2.1 Moisés, um jovem de cento e vinte anos

Não é comum sepultar um jovem de cento e vinte anos em nossos dias. Moisés nunca precisou de óculos ou muletas (Dt 34.7). Era ativo, pois nunca se entregou à velhice. Em seus últimos momentos de vida, vemos uma cena rara: um homem com uma idade bastante avançada escalando uma montanha sem qualquer pessoa para impulsionar-lhe. A mensagem aqui é não se entregar a idade. A vida de Moisés nos ensina que nunca é tarde para se realizar algo para Deus, pois ele foi chamado aos oitenta anos, e para si mesmo.
Nossos olhos não devem se escurecer para ver possibilidades e nosso vigor não deve se abater. Avida é uma grande oportunidade. Esse é um recado amoroso de que a idade não é obstáculo para o contato com Deus.
E você? Irmão e irmã? Já se aposentou do livro? Da leitura e do estudo da Palavra? Da oração? Da sua caminhada com deus? Quando chegamos à velhice, acreditamos na mentira de que não somos mais úteis à sociedade. Porém a vida de Moisés nos dá provas de que isso não é verdade.

2.2 O nível de vida vivido por Moisés

Tão importante quanto o aspecto físico de Moisés foi sua vida de comunhão com Deus. Observe o que Deus escreveu em seu túmulo quanto a categoria de vida de Moisés: “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o senhor conhecera face a face” (Dt 34.10). Moisés recebia de deus, passava para Arão, que passava para o povo. Só aqui podemos observar três esferas de nível espiritual. Agora quem lhe sucede é Josué que, para obter direção de Deus, deveria ir ao sumo sacerdote. Moisés não. Ele recebia instruções por contato visual direto. Ele não somente viveu, mas desfrutou de uma maravilhosa intimidade com o Senhor. Ver Moisés com cento e vinte anos de idade e com total intimidade com Deus é uma tremenda e linda inspiração. Acredite! Você ainda pode produzir muito para Deus.

2.3 O sepultamento de Moisés

A declaração de Deuteronômio 34.8 desfaz todo o pensamento de que aquele povo cheio de intemperança e murmurador fosse incapaz de expressar sentimentos pela vida de seu líder. Moisés deixou um legado e marcas na lembrança que até hoje são inesquecíveis. Seu ministério havia impactado suas vidas de tal maneira que foi necessário um mês para prantear sua memória. Moisés é a única pessoa na Bíblia que Deus sepultou pessoalmente. Depois, Ele escondeu sua sepultura para evitar que erigissem um momento. Se isso não acontecesse, hoje haveria um santuário no Monte Nebo, com ambulantes de todas as espécies, turismo e diversas caravanas. O assunto é tão sério que o corpo de Moisés chegou a ser disputado pelo próprio Satanás. Judas relata que houve um confronto angelical (Jd 9). Satanás tinha propósitos para o corpo de Moisés, mas Deus bradou forte e disse: “Não. O corpo e alma dele me pertencem e vou ficar com tudo”. Aleluia!
O epitáfio da vida de Moisés descrito em Deuteronômio 34.10-12 é colossal. Moisés era um homem sem igual, que venceu grandes obstáculos e chegou a uma intrínseca comunhão com Deus. No entanto, não devemos jamais nos esquecer de que ele era, acima de tudo, um serviço de Seu Senhor. Isso prova que qualquer um de nós, mesmo os de idade mais avançada, pode ser capaz de fazer o mesmo.


3. Da glória transitória à gloria permanente

Moisés morreu de forma ímpar. Ele foi informado sobre o fim de seus dias, soube a quem deixar a continuidade do seu ministério e caminhou para encontrar o Senhor sem medo algum de qualquer resposta negativa. Sua história foi grande, mas a Bíblia ensina que a nossa é ainda maior e mais poderosa.

3.1 O ministério do espírito é mais excelente que o ministério de Moisés

Ao imprimir essa mensagem, descrita por Paulo em 2 Coríntios 3.7, 8, o Espírito Santo deseja nos informar que, do mesmo modo como agiu poderosamente na vida de Moisés, pode agir através de qualquer um de nós. Temos a possibilidade de conhecer o Senhor de um modo que o próprio Moisés não podia. Paulo afirma que toda aquela glória que ficou impregnada no rosto de Moisés foi passageira e revela que o ministério do Espírito Santo é mais poderoso. Ele chama o período de Moisés de “ministério da morte” e todos sabemos que o ministério do Espírito traz vida; esse tempo retrata uma Lei escrita em pedras. Hoje, o Espírito escreve uma nova lei em nossos corações (Gl 5.25; Jo 3.6; 6.63). Deus descia até o cume das montanhas para falar com Moisés. Agora o Espírito habita dentro de cada um de nós. Como não será de maior glória?

3.2 O ministério de Moisés era uma figura do que havia de vir

Dois pensamentos permeiam nossa mente após ler a declaração de 2 Coríntios 3.10: ou amamos demais nossas vidas e conquistas para temer deixá-las ou desconhecemos realmente o sentido dessa afirmação. Paulo está dizendo que a grandeza da glória de Deus foi retida no tempo de Moisés, porque era prevista para o nosso tempo. Isso é terrível, mas verdadeiro. Quando pensamos nas proezas realizadas por Moisés e todos aqueles milagres, sentimo-nos incapazes até de pensar em produzir dez por cento do que fez. No entanto, o apóstolo Paulo está afirmando que tudo foi sombra, que o ministério do Espírito é mais poderoso e que até a natureza espera que tomemos uma posição de fé (Rm 8.19).

3.3 Devemos brilhar com rosto descoberto

No interessante texto de 2 Coríntios 3.13, 14, o apóstolo Paulo faz um contraste maravilhoso, dizendo que o povo de Israel não entendeu o significado do véu no rosto de Moisés, que era uma figura do véu do santuário que limitava o acesso à presença de Deus. Por isso, Paulo afirma que o ministério do Espírito tem mais excelente glória. Porque Cristo rompeu a limitação humana, dando acesso a quem desejar se aproximar de Sua Presença. Paulo fala de um ministério poderoso, que age de dentro para fora, que em vez de fazer reluzir o rosto, torna o homem a cada passo parecido em palavras e obras com aquele que por ele deu a vida. Ele diz que somos transformados de glória em glória, a cada dia, “na mesma imagem”, por obra do Espírito Santo (2Co 3.18).
Moisés foi um homem de intrínseca comunhão com Deus, que realizou coisas assombrosas na terra dos viventes. No entanto tudo não passou de um sinal de que Deus planejava algo maior para Sua posteridade. Sabemos que o problema não está em Deus, Ele mesmo já deixou muito claro que é possível ir além. O quanto iremos realizar está na prontidão do coração e na simplicidade de deixar-se moldar segundo a vontade daquele que nos comprou.


Conclusão

Moisés mostrou apenas uma parte do que Deus é capaz de realizar e Cristo deixou claro que o homem poderia fazer coisas ainda maiores (Jo 14.12). Nada nos foi omitido, basta apenas descobrir como alcançar. Que o Senhor nos dê a planta do caminho e a sede necessária para beber dessa água tão salutar.

Questionário

1. O que significava esse tipo de morte para Moisés?
R: Um prêmio concedido por Deus (Êx 33.18-20).
2. Qual a semelhança da morte de Moisés com a de Jesus?
R: Ninguém sabe onde seus corpos se encontram (Dt 34.6).
3. De que maneira a morte de Moisés representa a morte de um cristão?
R: Ele morreu unido a Deus, caminhando para o alto e vendo o que ninguém ainda possui (1 Co 2.9).
4. Quem sepultou Moisés?
R: O próprio Deus (Dt 34.5, 6).
5. O ministério de Moisés foi maravilhoso. No entanto, o que Deus preparou para nós?
R: Um ministério mais excelente e mais poderoso: o ministério do Espírito (2 Co 3.7-18).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 12

sexta-feira, 12 de junho de 2015

EBD Editora Betel 3º Trimestre de 2015 - Sinais, Milagres e Livramentos do Novo Testamento




 O PODER DE JESUS CRISTO E O SEGREDO DO SUCESSO APOSTÓLICO
Abner Ferreira


SUMÁRIO
Lição 01 Os milagres do Novo Testamento
Lição 02 O milagre produzido por um toque especial
Lição 03 O milagre da cura da mão mirrada
Lição 04 O milagre da filha de Jairo
Lição 05 O milagre do perdão
Lição 06 O segredo dos milagres apostólicos
Lição 07 O milagre da Porta Formosa
Lição 08 A unção que produz milagres
Lição 09 A irreverência destruiu Ananias e Safira
Lição 10 O milagre da liberdade de Pedro
Lição 11 O milagre da ressurreição de Dorcas
Lição 12 O milagre do livramento no naufrágio
Lição 13 O milagre do livramento da serpente em Paulo 


Palavra do Comentarista
Ao estudarmos sobre os milagres acontecidos no Novo Testamento, observamos que eles credenciavam a pregação da Palavra de Deus e a ela estavam vinculados (Mc 16.17, 18). Ainda hoje esse poder está à nossa disposição. Milagres não são coisas do passado. Eles sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê. Os milagres nunca aconteceram para que Deus ostentasse Seu poder diante dos homens. Eles sempre trouxeram consigo uma mensagem especial e tornaram possível a compreensão do reino anunciado por Jesus Cristo. Um reino que não podo ser visto som a compreensão do sobrenatural. Outro fato importante é que um milagre não salva a alma, mas é essencial à fé, pois sem ele a Igreja não se difere das domais religiões. Uma Igreja sem milagres é como um mar sem peixes ou um céu sem estrelas. Não há como separar o Evangelho do sobrenatural porque ele é o poder de Deus para a salvação todo aquele que crê (Rm 1.16).



Abner de Cássio Ferreira, Presidente da CONEMAD/RJ (Convenção Estadual Ministério de Madureira no Estado do Rio de Janeiro); Presidente da Catedral Histórica das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira; 3° Vice-presidente da CONAMAD; Pastor Evangélico; Bacharel em Teologia; Advogado; Escritor; Articulista e Conferencista.

EBD Editora Betel - A Fé Heroica de Moisés

Texto Áureo

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vos, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”. Dt 30:19
Verdade Aplicada
 
A fé é a chave que nos abre o portal eterno e nos permite ver de forma cristalina aquilo que ainda não tomou forma no mundo físico.
Textos de referência
 
Hebreus 11.23-26


Introdução
 
O escritor do livro de Hebreus destila grandeza quando revela as renúncias de Moisés pela fé. As decisões tomadas pelo patriarca apresentam o alcance do poder divino. Sabemos que a graça cobre o mais vil entre os pecadores, mas a história de Moisés nos ensina que Deus também salva nobres, príncipes e cultos.
 
1. A decidida ação de fé tomada por Moisés.
 
Pela fé, Moisés foi capaz de ver através da eternidade o que todos em seu tempo duvidaram. Ele recusou a nobreza, foi contado como um louco ao escolher os desfavorecidos e discerniu de modo singular a verdadeira riqueza do universo. Vejamos:
1.1 A fé que recusa a nobreza.
 
Durante seus primeiros quarenta anos de vida, Moisés se tornou um dos homens mais sábios e mais poderosos do Egito, uma figura importante, o filho único e herdeiro do trono de Faraó. Estevão diz que ele era: “instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras” (At 7.22). Moisés era capaz de governar uma nação. Somente um louco poderia desprezar um palácio, a posição e a nobreza para dedicar sua vida a pessoas desconhecidas e pensamento escravo. O desprezo com que foi valorizada sua decisão e as acusações e escárnio que acumulou sobre si lhe acrescentaram o título de “louco”. Quando chegou a uma idade suficiente madura para saber qual era a plenitude da verdade, desprezou todo compromisso e se apresentou audazmente como um servo do Deus vivente. O escritor aos hebreus destaca que sua decisão não foi por sentimento pátrio, e sim por fé. Essa fé que lhe fez perder tudo foi a mesma que o fez ser o que é (Hb 11.24).
Além de ser um varão de alto nível cultural, Moisés era o filho adotivo de Termutis, a filha de Faraó. Embora a história não nos assegure, é possível que fosse o herdeiro da coroa egípcia por adoção. Diz-se que, na época, o rei do Egito não tinha um herdeiro e Moisés era o herdeiro direto da coroa.
1.2 A fé que prefere o sofrimento ante o gozo.
 
Moisés foi criado no luxo como herdeiro do reino. Até que chegou um dia em que se decidiu aliar aos oprimidos israelitas e dizer adeus ao futuro de riqueza, tranquilidade, comodidades e domínio real (Hb 11.25). Devemos ter em mente aspectos importantes como: o tipo de sociedade que Moisés se sentiu compelido a deixar; a separação dos mais estimáveis amigos; o rompimento com todas as honrasse a nobreza com que sempre viveu para ser maltratado com um grupo sem prestígio e prestes a ser devastado. Ele pode não ter convivido com o pecado, mas sempre teve a seus pés os tesouros do Egito. Moisés sempre soube quem era e, quando descobriu o que deveria fazer, teve honra em decidir pelo que é correto, mesmo que desagradasse aos demais.
1.3 A fé que proclama a Cristo como sua maior riqueza.
 
A causa que Moisés abraçou trazia como prêmio uma abundante tribulação (Hb 11.26). Não havia recompensa presente, senão o que perder; deveria agir motivado apenas por um puro princípio, amor a Deus e convicção da verdade. Tudo o que o povo iria lhe oferecer era aflição em lugar de riqueza e honra. Ainda hoje a recompensa é a mesma, é preciso calcular o custo antes de dizer que realmente se serve a Deus. Se servir ao Senhor não for suficiente recompensa, aqueles que esperam maiores coisas sigam seu caminho egoísta. Se a eternidade não for suficiente, os que almejam reconhecimento busquem aqui mesmo na terra o seu galardão. Moisés atuou de maneira totalmente desinteressada, sem receber promessa alguma, sem qualquer ajuda em troca.
Por causa da verdade e pelo Senhor, Moisés renunciou a tudo, contentando-se apenas em ser contado com o oprimido povo de Deus. A verdade não oferece nenhum dote, exceto a si mesma, a quem desejar abraçá-la. Moisés pertenceu a mais nobre classe de homens e sua maior grandeza foi a simplicidade.
2. Fé, a fonte das decisões de Moisés.
 
Durante toda sua infância, Moises foi influenciado por sua mãe Joquebede e certamente sabia ser ele o libertador de Israel, pois cuidava que seus irmãos também entendessem (At 7.24). Mesmo sendo o detentor de tal verdade, algo o deveria impulsionar a prosseguir, a fé foi a força motriz que alavancou sua vida e lhe fez ver coisas inefáveis. Vejamos:
2.1 Pela fé, Moisés viu a recompensa do sofrimento.
 
Em comparação com a luz eterna da Palavra de deus, o conhecimento dos homens nada mis é que uma escuridão visível. Os grandes sábios não se dispõem a reconhecer o Deus vivo. Em todas as épocas, os sábios desprezaram a sabedoria do infinito (1Co 1.18-21, 26). Moisés conheceu toda a ciência egípcia, conhecia cada um deus existente ali, mas sabia em seu coração que havia somente um Deus. Os instintos da natureza hebreia e a morte do egípcio muito contribuíram para uma mudança na vida de Moisés, mas o texto indica que a razão principal de seu rompimento foi a fé e, através dela, viu tanto o sofrimento quanto a recompensa (Hb 11.26). A fé mostrou a Moisés o que havia dentro da eternidade, daí em diante, qualquer grandeza que visse no mundo se tornava nada diante do que a fé lhe revelara (Rm 8.17, 18).
2.2 Pela fé, Moisés viu um galardão.
 
Moisés descartou a possibilidade das riquezas humanas por uma recompensa na eternidade. Embora perdesse, esperava se tornar um vencedor. Sabia que, no dia do julgamento, veria a balança imparcial, sabia que não havia trocado um galardão incorruptível por um “mísero prato de lentilhas” como fazem os que se vendem na casa de Deus. Era isso o que Moisés via e nada poderia persuadir sua mente. Moisés se dispôs a seguir a estrela e, mesmo que andasse através das chamas e das inundações, o que importava era o que via pela fé. Ele sabia que sua causa era a causa de Deus e, portanto, essa era a única verdade que impulsionava sua vida a queimar todos os arquivos do passado e seguir em frente, sem pestanejar.
2.3 Pela fé, Moisés viu o Cristo.
 
A fé de Moisés também descansa em Cristo. Ele ainda não havia vindo, mas ele o viu através da eternidade (Hb 11.26). Ele conhecia a promessa dos patriarcas que, na semente de Abraão, seriam benditas todas as nações da terra e estava disposto a assumir o vitupério para participar da promessa. Ele não conhecia tudo o que conhecemos hoje, mas tinha fé no Messias que havia de vir. Mais adiante, ele próprio anuncia o Cristo que havia visto pela fé (Dt 18.18). E, como prêmio por seu trabalho e por sua fé, ele volta após a morte, já glorificado, juntamente com o profeta Elias, para testificar daquele a quem havia anunciado, como sendo a única voz a ser ouvida pelos discípulos e a única autoridade na terra outorgada pelo Pai (Lc 9.30, 31).
“Cabe ressaltar que Moisés e Elias falavam (Lc 9.31). As aparições de Moisés e Elias junto a Jesus são para esclarecer as dúvidas dos discípulos quanto a quem Jesus era (Mt 16.13, 14); para firmar sua fé sobre em quem acreditar; e apresentar que tanto os mortos (Moisés) quantos os que serão arrebatados (Elias) serão glorificados (Lc 9.30). Moisés e Elias no monte da transfiguração representam a ressurreição dos mortos e o arrebatamento dos vivos”. (Extraído do livro “Inferno, uma eternidade sem Deus” - Editora Betel).
3. Perder para ganhar: uma lição de fé.
 
Escolher servir a Deus é inimizade declarada contra o mundo (Hb 11.27). Moisés se tornou inimigo de todos para se fazer amigo de Deus. O que viu afinal? O texto é muito claro: ele viu o invisível.
3.1 A fé que moveu Moisés.
 
O maior obstáculo que um servo de Deus pode ter na vida é criar raízes em algum lugar. Qualquer pessoa que está, há muito tempo, fixo em algum trabalho ou lugar ficará inseguro em deixar o comodismo de sua situação. Moisés poderia ter gostado de ser o filho da filha de Faraó, ele sabia que chegaria um tempo em que não iria mais retroceder por causa de sua posição e que prejudicaria tanto a nação quanto sua própria alma. A palavra traduzida por “escolhendo ou preferindo” no versículo 25 vem do grego “tomar uma decisão”. E, logo em seguida, o texto diz que ele “abandonou, deixou o Egito” (Hb 11.27). Como um míssil que persegue um jato inimigo, Moisés viu o que estava à frente, olhou para além da encruzilhada do caminho das decisões e permitiu que sua fé comandasse suas atitudes.
Grande parte dos erros que cometemos está em não estabelecer as prioridades da vida. Moisés sabia que nasceu para ser um libertador e que um dia deveria escolher entre a luxúria do Egito e o sofrimento de um deserto escaldante. Ele refletiu sobre a sua posição, chegou a uma conclusão e fez sua escolha. Todos nós temos a mesma opção.
3.2 A dura missão de fé de Moisés.
 
A causa pela qual Moisés renunciaria sua coroa incluía como galardão terreno um grupo de escravos quebrantados e oprimidos pela sociedade. A escravidão tanto desumaniza quanto incapacita, impedindo por gerações o gozo da própria liberdade. Está comprovado que, mesmo que os escravos recebessem liberdade, eles jamais atuariam como os que nasceram livres, porque a escravidão é como um ferro que espeta a alma e amarra o espírito. Está claro que a missão de Moisés exigia muito mais que deixar tudo. Ele deveria se ajustar aquele povo; deveria descer a seu nível; conviver com eles; suportá-los e amá-los como o povo escolhido de Deus.
3.3 O galardão da fé.
 
Devemos considerar o que Moisés deixou e o que recebeu em troca. Não houve um monumento para esse homem tão dedicado e tão altruísta. Não houve uma esfinge, nem tampouco uma pirâmide. O Egito estava mais que disposto a esquecer que tal homem existiu um dia. Esse grande herói morreu em um cume solitário, nas encostas áridas do monte Pisga, sem receber ao menos uma flor em sua sepultura. Moisés trocou voluntariamente os monumentos e a aclamação, os incentivos, o poder e os prazeres terrenos por uma recompensa num reino invisível. Ele deu tudo o que possuía por um relacionamento com Deus. Foi o maior negócio que alguém poderia ter feito. O que perdeu não teria condições de guardar, mas o que ganhou jamais poderia perder.
A fé de Moisés ultrapassou a visão do mundo físico e, como recompensa do Senhor, foi-lhe dado o privilégio que homem algum jamais teve em toda a história da humanidade: ver a Deus face a face, falar com Ele boca a boca, ver a glória de Jeová passar diante de si e estar com o Cristo. Ele recusou o material, o visível e o passageiro, mas pode ver o espiritual, o invisível e o eterno.
Conclusão.
 
Moisés percebia que os prazeres do pecado eram passageiros (Hb 11.25). Vendo que o tempo havia chegado, teve coragem para renunciar. Ele sabia que a vida não era longa o bastante e não queria comparecer diante de Deus como alguém que rejeitou o direito de servir (Lc 14.33).
 
Questionário.
 
1. Se servir ao Senhor não for suficiente recompensa, o que deve fazer os que esperam maiores coisas?
R: Seguir seu caminho seu egoísta (Hb 11.26).
2. O que a fé proporcionou que Moisés visse na eternidade?
R: Ver tanto o sofrimento quanto o galardão (Hb 11.26).
3. Por que Moisés descartou a possibilidade das riquezas humanas?
R: Por causa da recompensa na eternidade (Hb 11.26).
4. Qual o maior obstáculo que um servo de Deus pode ter na vida?
R: Firmar suas raízes em algum lugar (Hb 11.27).
5. O que ganhou Moisés por dar tudo em troca de seu relacionamento com Deus?
R: Ganhou o que jamais poderia perder (Hb 11.25).