quarta-feira, 4 de março de 2015

EBD Editora Betel - Dimensões da Fidelidade



Texto Áureo

“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” I Ts 5:23

Verdade Aplicada

Como cidadão do Céu, o cristão tem obrigações para com Deus e os homens, que se evidenciam no viver fiel em todas as dimensões.

Objetivos da Lição

Explicar o que é fidelidade;
Estabelecer a diferença entre fidelidade espiritual e social;
Mostrar os benefícios para quem vive uma vida de fidelidade.

Textos de Referência

I Co 4:2; Ap 2:10; Mt 25:21


Introdução

Fidelidade, do latim “fidelitate”, significa qualidade ou atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. Nesta lição, estudaremos sobre as duas dimensões da fidelidade: a espiritual e a social. Ambas são importantes e necessárias ao crente, pois a Bíblia diz que o salvo deve viver de maneira fiel e digna diante de Deus e dos homens (Rm 14:18).


1. Dimensão espiritual

O Homem foi criado um ser racional, moral e espiritual, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1:26 e 27). Ele foi dotado de intelecto, emoções e vontades, para que pudesse conhecer, amar e obedecer a Deus. A Fidelidade, na dimensão espiritual, se evidencia em atitudes que expressam nosso relacionamento e comunhão com o Senhor.

1.1 Crer e obedecer a Deus

Crer não é um mero assentimento intelectual (Ef 2:8). É uma operação do Espírito Santo mediante a qual a pessoa tem certeza na existência de Deus, o criador e sustentador do universo (Gn 1:1). Mas apenas crer em Deus não é suficiente (Tg 2:19), é necessário responder a Êle em ação de obediência e fidelidade, ou seja, a atitude de crer precisa acompanhada da obediência. A nossa maior ação para com Deus é a obediência, um aspecto fundamental da fé cristã (I Sm 15:22). Fé e obediência são inseparáveis entre si (Rm 1:5; 16:26). Qualquer forma exterior de culto a Deus sem obediência não passa de hipocrisia e de ritual religioso vazio (Is  1:11-17).

1.2 Amar a Deus

A fidelidade de Deus é uma forma positiva de demonstrarmos o nosso amor a Ele. O amor a Deus é a base do nosso relacionamento com Ele. A verdadeira fidelidade a Deus somente é possível quando brota de uma fé genuína em Deus e de um coração que O ama (Mt 10:37). Amar a Deus implica em amar também ao próximo e guardar Seus mandamentos (Mt 22:39; Jo 14:15, 23 e 24). Esse amor deve abranger a totalidade do nosso ser e tudo o que possuímos e deve também nos capacitar a buscar a glorificação do seu nome e a realização da sua vontade aqui na terra (Jo 21:17).

1.3 Confiar nas promessas de Deus

A verdadeira fidelidade não se caracteriza apenas pela fé na existência de Deus, mas também pela fé que Ele cumpre as Suas promessas. Nestes tempos de tantas incertezas e instabilidade, nós temos uma esperança que brota de uma fé vital no Cristo ressurreto (I Pe 1:3). O cristão deve andar por fé e não pelo que vê (II Co 5:7; Hb 11:1). Deus, por Sua própria natureza, é fiel às Suas promessas e tem poder para cumprir integralmente tudo aquilo que prometeu.SE alguém crê na existência de Deus, mas ao mesmo tempo duvida de Sua Palavra, O imputa como mentiroso (Nm 23.19; Tg 1:6, 7). Portanto para alcançarmos as Bençãos de Deus é necessário crer que ele é fiel para cumprir as suas promessas (Hb 10:23; 11:6: Jó 13:15).


2. Dimensão social

A Bíblia diz que tudo o que fizermos, devemos fazê-lo para a glória de Deus (I Co 10:31). Partindo dessa premissa, entendemos a dimensão social da fidelidade, caracterizada como fruto da obediência às leis e normas humanas, como atitudes que qualquer pessoa pode realizar. Para o cristão, entretanto, essa dimensão da fidelidade é também expressão de espiritualidade, pois, se evidencia em práticas que têm fundamentação bíblica. Existem muitas ações, contidas dentro dos princípios ético-cristãos, que devem ser praticadas pelo crente, pois são compatíveis com a dignidade da vida cristã: a obediência às autoridades constituídas, preocupação com o bem-estar do próximo, cuidado com o meio ambiente, etc.

2.1 O cristão e a obediência ao governo humano

A base de toda autoridade humana procede de Deus, de modo que o cristão deve prestar obediência às autoridades constituídas (Rm 13:1). Assim sendo, desobedecer às autoridades constitui-se desobediência ao próprio Deus, visto que foi Ele quem as estabeleceu (Rm 13:2). O próprio Senhor Jesus Cristo, como perfeito homem, submeteu-se ao poder do estado (Mt 17:24-27). As escrituras Sagradas nos levam a compreender que a presença da autoridade secular é necessária e indispensável na ordem das coisas aqui na Terra (Pv 8:15 e 16). O único limite dessa obediência está na sujeição absoluta que o cristão tem com Deus, pois a lealdade a Ele é sempre prioritária sobre qualquer autoridade humana (At 5:29). A sujeição às autoridades legais faz parte de um elenco de princípios que devem ornar o caráter do crente como reflexo de sua obediência ao Senhor. Adoremos, pois, a Deus e sujeitemo-nos às autoridades constituídas por Ele (I Pe 2:13-17).



2.2 O cristão e a Solidariedade

O cristão é também chamado a ter solicitude e responsabilidade social. O descuido com as necessidades sociais representa o abandono de inúmeras recomendações bíblicas dirigidas ao povo de Deus. A Bíblia declara que a salvação do homem é dádiva de Deus mediante a fé, e não fruto de obras meritórias (Ef 2:8 e 9), mas as boas obras são uma consequência natural da salvação (II Co 9:8; Ef 2:10). A dimensão da fidelidade do autêntico cristão não se esgota na verticalidade espiritual, mas se estende na horizontalidade que alcança seus semelhantes em atitudes que tenham como base o pulsar de um coração transformado pela Palavra de Deus e enriquecido pela presença do Espírito Santo. Quem usa a preocupação vertical como meio de esquivar de suas responsabilidades está negando o amor de Deus pelo mundo. A solidariedade não é outra coisa senão o cumprimento da lei do amor. Aliás, todas as obrigações morais da Lei cumprem-se na lei do amor (Rm 13:10). O cristão, como ser social, deve denunciar as injustiças sociais, bem como agir com sabedoria, buscando cooperação e bom relacionamento com todos, sempre objetivando servir ao próximo, usando inclusive dos seus próprios recursos, ajudando a minorar o sofrimento das pessoas, principalmente os domésticos da fé (Gl 6:10; Tg 2:17).
“Cristo instrui a agir com preocupação social. Aqui estão os princípios pelos quais os homens serão julgados: como tratam os famintos, os sem lar, os pobres, os doentes e os presos. A preocupação social não pode ser biblicamente separada da vida cristã. Jesus iguala a forma como tratamos os desprovidos com a forma como tratamos a Ele. O que fazemos por eles, fazemos por Ele. Não devemos permitir que a vida cristã seja apenas um empreendimento espiritual, sem ligação com o serviço da humanidade”. (Bíblia de Estudo Plenitude- Sociedade Bíblica do Brasil – 2001. P. 986. Comentário de Mt 25:37. 40).

2.3 O cristão e o Meio Ambiente

A primeira ordem de Deus ao homem foi para cuidar da natureza (Gn 2:15). Essa incumbência retrata não só a necessidade do homem preservar o objeto do seu usufruto próprio, mas também a criação de Deus. Embora o homem seja coroa da criação (Gn 1:26-28). Deus não lhe deu o direito de abusar da natureza e nem dos animais. Pelo contrário, Ele atribuiu ao homem a responsabilidade pela utilização adequada dos recursos naturais e pela preservação das espécies. A Bíblia apresenta várias passagens nas quais vemos Deus instruindo o homem a lidar adequadamente com a Sua criação (Ex 22:6; Lv 25:1-7; Dt 22:6; Is 45:18). Nessa perspectiva, o cuidado com o meio ambiente é uma exigência divina, sendo responsabilidade de cada Cristão o cuidado com a manutenção da vida na Terra (Gn 1:26). Para o crente, preservar a natureza não é apenas uma questão de sobrevivência. É também reconhecer que Deus é o Senhor da criação, pois, só Ele é soberano sobre todas as coisas (Sl 24:1). A visão bíblica de como devemos nos relacionar com a natureza é uma visão equilibrada, ou seja, não devemos deificá-la, como os panteístas o fazem (Rm 1:15), agentes de destruição daquilo que Deus criou.
“Quando desrespeitamos a natureza e não utilizamos de forma sustentável os rios, as florestas, o solo, o ar, aquilo que é necessário para a vida do planeta, demonstramos a falta de importância dada as gerações futuras. Essa é uma visão completamente fora do propósito de Deus na relação do homem com a natureza”. (Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente).




3. Resultados provenientes da fidelidade

Fidelidade é mais do que uma virtude humana, é fruto do Espírito Santo. Mesmo em seu aspecto social, onde a Fidelidade está mais relacionada à observância de regras e preceitos humanos, para o cristão, ser fiel é sempre uma questão de espiritualidade e motivo de recompensa da parte de Deus (Sl 58:11).

3.1 Na dimensão espiritual

A recompensa de Deus para os fiéis diz respeito à vida neste tempo e à vida eterna (Mt 19:27-30; Mc 10:28-30). Aliás, a suprema recompensa que o cristão receberá pela vida de fidelidade a Deus é a vida eterna. Quem tiver deixado “tudo” por amor a Cristo, receberá já no presente também tudo, mas com perseguições; e no futuro, a vida eterna (Mc 10:30). Na expressão: “com perseguições” fica claro que a nossa fidelidade a Deus não nos isenta das perseguições e aflições neste mundo, mas, sem dúvida alguma, nos dá certeza de vitória (Jo 16:33).

3.2 Na dimensão social

Demonstramos nossa espiritualidade ao sermos fieis em todas as dimensões da nossa vida. Quando assim procedemos, estamos obedecendo à Palavra de Deus, como resultado da nossa obediência, Deus nos abençoa com paz e alegria no nosso homem interior (Sl 119:165; Rm 7:22).

3.3 Na dimensão natural

As recompensas de uma vida de fidelidade a Deus podem ser compreendidas no sentido de que colheremos, na dimensão social da nossa vida, mais estabilidade e justiça social, minimização dos sofrimentos humanos e vida mais saudável, dentre muitos outros benefícios. Servir a Deus e ao próximo com amor é certeza de que seremos galardoados aqui e no porvir.


Conclusão

As leis universais da colheita e da semeadura valem para todas as situações e aspectos da vida humana (Gl 6:7b). Ninguém deve brincar com as leis de Deus; pois Ele não as alterará em nosso benefício. O que um homem colhe é o resultado inevitável do que ele semeia. Assim sendo, devemos ser fiéis em toda a nossa maneira de viver para que possamos colher os bons frutos dessa semeadura aqui na Terra e na Eternidade.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Revista EBD Editora Betel - 2º Trimestre de 2015

Moisés – O Legislador de Israel
“Aprendendo a sabedoria na escola de Deus no deserto, para ser líder e profeta”

Belchior M. da Costa, Pr
  
Sumário

Lição 01 - Um Faraó que não conheceu José
Lição 02 - Conhecendo as limitações do tempo
Lição 03 - O comissionamento de Moisés
Lição 04 - A missão profética de Moisés
Lição 05 - Moisés, o guia dos filhos de Israel
Lição 06 - Moisés, um sábio recebendo conselhos
Lição 07 - Oração, a busca mais sublime de Moisés
Lição 08 - Revelando as impurezas da alma
Lição 09 - Construindo bezerros de ouro
Lição 10 - Os últimos conselhos de um grande líder
Lição 11 - A fé heroica de Moisés
Lição 12 - O último encontro de um grande herói
Lição 13 - Aspectos da vida de Moisés

EBD Editora Betel - Fidelidade na Aplicação dos Talentos

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 09 – 1º de março 2015
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Texto Áureo

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” Ec 9:10

Verdade Aplicada

O Senhor não tem nenhum servo desocupado ou inábil. Ele deu talentos a cada um conforme sua capacidade, que devem ser aplicados com sabedoria.

Objetivos da Lição

Conscientizar sobre o privilégio de servir ao Reino de Deus;
Enfatizar que somos responsáveis diante de Deus por todas as nossas capacidades;
Elencar as implicações do serviço ou do desserviço ao Reino de Deus.

Textos de Referência

Mt 25:16-19


Introdução

A parábola dos talentos nos arremete para a responsabilidade nos negócios do Reino. O talento representa a oportunidade e o aproveitamento de nossa capacidade no desenvolvimento do Reino de Deus (Mt 25:14-30). Ao contar essa parábola, Jesus prepara os discípulos para o momento em que eles terão que trabalhar em sua ausência física, e fazendo-os saber que ao retornar Ele pedirá conta.


Continua...


1. Princípio da motivação

No Reino de Deus não basta fazer, mas também o porquê fazer. Conforme Provérbios 16:2, Deus observa e conhece os princípios de todas as ações. Ele sabe com precisão as intenções do coração.


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1.1 Movidos pelo valor dos talentos

Percebe-se que nada na parábola é irrelevante. Os valores dos talentos nos levam a compreender a importância das habilidades dadas por Deus, tanto naturais como espirituais, com as quais podemos servir aos homens e glorificar a Deus, dando assim continuidade ao Seu Reino. Nenhum homem tem qualquer coisa de sua autoria, exceto seus pecados (Rm 3:23). Assim sendo, o valor inestimável de nossas capacidades deve nos motivar a maximizar nossos esforços no Reino de Deus, procurando em cada ação e reação dar o nosso melhor (Ec 9:10).

Valores do Serviço Cristão [I] [II] – (vídeo)

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1.2 Movidos pelo privilégio de servir

Não há nada mais grandioso nessa terra do que o Reino que Jesus implantou. Nada merece mais a nossa atenção (Mt 6:33). Servir no Reino de Deus é um dos maiores privilégios que o homem pode ter, pois atrai a atenção até mesmo de anjos (I Pe 1:12). A partir do momento em que o homem se engaja na excelência da obra de cristo, tudo mais se torna pueril (Fp 3:7-8). Não merecíamos participar do planejamento divino, mas por Sua condescendência fazemos parte desse grande projeto. Fomos chamados pela graça de Deus (Gl 1:15); engajamos em Seu Reino pela graça (I Co 15:10); contribuímos em Seu Reino pela graça (II Co 8:1-4). Portanto, nada merecemos, mas Deus nos abarcou em Sua obra e, por conseguinte, não deve ser vista como uma obrigação ou constrangimento, pelo contrário, deve ser encarada como um privilégio.

O Privilégio de Servir [I] [II] – (vídeo)

Continua...

1.3 Movidos pelos resultados

As implicações da desenvoltura de nossos talentos são as mais diversas, vai desde causar mudanças temporais na vida das pessoas, até mesmo a conduzi-las à salvação eterna de suas almas, e isso não tem preço (Sl 49:8). O apóstolo Paulo tinha como motivação maior do seu ministério o bem-estar da Igreja e, nesse sentido ele não media esforços e sacrifícios (II Co 12:15; At 20:24). Não devemos esquecer que somos resultados do que os outros fizeram. Aqueles que se habilitam a trabalhar no Reino que Jesus implantou se envolvem com pessoas procurando melhorar suas vidas, mas a mentalidade do servo inútil é marcada pela indiferença com o bem-estar dos outros. A aplicação dos talentos permite que o melhor homem se torne um homem ainda melhor (Jó 42:5 e 6). Portanto devemos dar o nosso melhor para que o que é bom fique ainda melhor.
O talento, originalmente uma unidade de peso, que passou a ser uma unidade monetária, representava seis mil denários. Um denário equivalia ao trabalho de um dia, portanto um talento valia o trabalho de um indivíduo por mais ou menos 18 a 19 anos. Posteriormente o talento passou a indicar as habilidades ou dons naturais. Cada talento recebido é passível de melhorias. Eles podem e devem ser aperfeiçoados, e desse modo, as pessoas com quem convivemos também são favorecidas. Com os talentos em exercício, estaremos contribuindo para o desenvolvimento de seres humanos mais integro, colaborando para famílias coesas e cooperando para uma sociedade melhor.


Continua...


2. Princípio da responsabilidade

Todos nós temos capacidades e oportunidades diferentes, mas também temos algo em comum: a responsabilidade de permanecer fiel a Deus e à sua Palavra.



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2.1 Responsabilidade de acordo com a capacidade

O Senhor não dá talentos indiscriminadamente, mas dá a cada um segundo suas capacidades (I Co 12:7). É manifesto na parábola que, na distribuição de talentos, o mesmo não foi dado a todos, cada um recebeu conforme sua envergadura (Mt 25:15). O Senhor não comete erros na atribuição de tarefas, tampouco pedirá conta além dos potenciais de cada um. Ele tão somente requer fidelidade (I Co 4:2). Em cada lugar, posição ou situação em que a providência divina nos colocar, nossa fidelidade estará sendo posta à prova (Rm 14:12). Somos responsáveis diante de Deus por todas as nossas capacidades, quer sejam pessoais, produtivas, cognitivas ou relacionais.

2.2 Responsabilidade no investimento

Podemos ser tentados a pensar que os talentos a nós confiados são para nosso próprio benefício e alegria, mas a verdade é que a parábola nos leva a compreender que os talentos são para alegria e “enriquecimento” do Senhor (Mt 25:20-23). O Mestre nos confia uma parcela de Suas riquezas não para gastarmos com nós mesmos, nem para enterrarmos, mas para “negociarmos” com ela. Aprendemos que o uso correto dos talentos a nós creditados fará ampliá-los. O caminho certo para aumentar nossas capacidades em Cristo é o exercício dos talentos que ele nos deu. Sementes amontoadas e trancadas em um celeiro não se multiplicam (Ec 11:1) Façamos dos desdobramentos de nossos talentos uma espécie de investimento e, como todo investimento, os benefícios advindos desse alastramento do bem serão obtidos no amanhã (Cl 3:23 e 24).

2.3 Responsabilidade no tempo confiado

Nenhum homem jamais alcançou lugares ou resultados elevados sem que tenha empregado sabiamente seu tempo. O estudante que aplica bem o seu tempo, o atleta que valoriza cada minuto e o agricultor que prepara o terreno no tempo adequado são mais bem-sucedidos. Isso não pode e nem deve ser diferente na vida do servo de Deus. Qualquer dia que se passe sem abraçar novas compreensões ou sem aproveitar as oportunidades, incorrerá em perdas irreparáveis. Provérbios 10:4 lança uma luz para quem objetiva alcançar êxito no que empreende fazer: “O que trabalha com mão remissa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se”. O trabalho no Senhor não pode esperar, pois afluirá consequências eternas em dar ou não valor ao tempo. Paulo, ao advertir os cristãos de Éfeso e de Colossos sobre a necessidade de remir o tempo, nos faz compreender que o tempo tem seu “preço” (Ef 5:16; Cl 4:5). Ou seja, “remir o tempo” pode significar “comprar” o tempo, ser o dono dele. Portanto, quem se engaja nos “negócios” do Reino de Deus deve aproveitar as oportunidades, pois o Senhor não tem servos desocupados.
Na perícope do texto da parábola percebemos que não nos é permitido viver apenas contemplando o Reino, mas devemos instrumentalizar nosso corpo. Se vivermos ativamente aplicando nossas competências, as abstrações tornar-se-ão concreções. Deus nos concede tempo e habilidades e espera que usemos para benefício da humanidade e progresso de Seu Reino. Tanto os homens com habilidades comuns, como os com habilidades extraordinárias têm as mesmas oportunidades e serão avaliados e recompensados conforme suas competências (Jó 34:10-12). O nosso receio e acomodação poderão acarretar em censura e ainda impedir a nossa admissão no Reino de Deus (Mt 25:24-25).


3. Princípio das consequências

É certo que haverá o momento da prestação de contas, na qual cada indivíduo será recompensado ou punido, conforme agiu em relação aos talentos confiados. Os homens têm oportunidades e cada um pode agir de modo muito diferente em relação a elas.

3.1 O julgamento será inevitável

Embora possamos perder nossa capacidade de obedecer, Deus jamais perde a habilidade e o direito de comandar e exigir fidelidade de Seus servos (Sl 82:1). O nosso comparecimento diante de Deus para prestação de contas não é uma possibilidade, mas uma certeza (Mt 25:19). O Senhor há de trazer à tona todas as oportunidades aproveitadas ou perdidas. Cada “centavo” de talento será cobrado. O anonimato, a insignificância, a fraqueza, a imaturidade e outras desculpas, tantas vezes usadas como álibi para não assumir responsabilidades aqui, não nos manterão fora da apreciação divina. Portanto, a inevitabilidade do julgamento deve servir como incentivo para nossa diligência na aplicabilidade dos talentos que nos foram confiados.

3.2 Repreensão e condenação

A severa repreensão do Senhor ao servo descuidado (Mt 25:26) é uma evidência de que Deus julgará as pessoas não apenas por fazerem o mal, mas também por não fazerem o bem. Deixar de fazer o bem é uma das facetas do mal (Tg 4:17). A maldade do servo repreendido é demonstrada, não só por sua infidelidade, mas também por suas desculpas falsas e caluniosas (Mt 25.24). É notório que o acerto de contas não haverá como reivindicar a justiça, pois a própria justiça é quem condena. No dia do julgamento, a distinção entre o bem e o mal será rigorosamente desenhada, pois todos os véus e disfarces serão arrancados (Ml 3.18). “Senhor, Senhor”, naquele dia, será um grito de desespero vazio, já que não haverá mais oportunidade de remissão, pois a condenação já estará decretada (Mt 7.21, 23; 25.11, 12).

3.3 Reconhecimento e aprovação

Compreende-se pelo texto que os servos zelosos perceberam suas responsabilidades e logo começaram a aplicar os seus talentos. O desfecho não poderia ser diferente: a aprovação foi imediata (Mt 25.21, 23). Ser admitido à presença do Senhor e participar de Sua alegria é uma honra além da nossa compreensão. Esse reconhecimento de “bom” e “fiel” também pode referir-se à conduta e ao caráter. A cooperação entre a fé e as obras ocasionará o aperfeiçoamento do indivíduo que se habilita a servir no Reino de Deus (Tg 2.22, 26). Cada ser humano imbuído da fé em Jesus que canalizar suas habilidades em fazer o bem incondicionalmente, receberá aprovação e será recompensado (Mt 25.34).
O futuro só é incógnito para quem não se adequar ao Evangelho, pois para quem se amoldar a ele e se entregar aos afazeres do Reino, haverá recompensas.


Conclusão

Aprendemos nessa parábola que trabalhando para Deus cresceremos fortes nele. O futuro para quem se adequar ao Evangelho e se entregar ao serviço do Reino será de recompensas, pois ouvirá do próprio Jesus Cristo: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor.” (Mt 25.21).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 09
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida

domingo, 15 de fevereiro de 2015

EBD Editora Betel - Fidelidade no Ministério

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 08 – 22 de fevereiro 2015
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Texto Áureo

“Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância” Tt 1:7

Presbíteros ou anciãos aqui são os anciãos que ensinam ou os pastores, a julgar pelo contexto. Esta missão em Creta não conferia a Tito poder ditatorial para nomear ministros. Antes, como Paulo e Barnabé ordenaram anciãos (Atos 14:23) que foram escolhidos pelo povo, assina também Tito devia fazer, tendo em mente as devidas qualificações. Paulo dá três qualificações generalizadas (v. 6), uma lista de qualificações negativas (v. 7) e outra de positivas (vs. 8, 9). Toda a seção está em íntimo paralelo com I Tm. 3:2-4.

Comentário Bíblico Moody  

Verdade Aplicada

A principal virtude do ministério do obreiro é a Fidelidade.

Objetivos da Lição

Apresentar a Fidelidade como característica primária do Ministério Cristão;
Compreender como se processa a Fidelidade à Igreja e à família;
Analisar as principais credenciais exigidas no ingresso ao Ministério.

Textos de Referência

Tt 1:6-9


Introdução

Ao estudarmos as cartas pastorais, observamos que o ministério da casa de Deus precisa de homens que sejam chamados, talentosos e cheios do Espírito Santo. Além disso, aprendemos com a leitura da carta que Paulo escreve a Tito que todo líder, cuja característica principal é a Fidelidade, deve pautar-se por uma vida ética, piedosa e equilibrada.

Impressiona sobremodo, nos dias que correm, a ampla proliferação de locais para o exercício do ministério chamado “evangélico”. As estatísticas dão conta de um vertiginoso crescimento do número de “evangélicos” no Brasil. Cada semana, segundo informação recente da imprensa, muitas portas de galpões, garagens, casas etc., são abertas para as reuniões de exercício do chamado “ministério cristão”. As práticas, algumas muito entusiasmadas e até espalhafatosas, se multiplicam, adotando estratégias e métodos dos mais diversos, que variam ao sabor dos “ministros” que surgem como por encanto.
Será que isso acontece na vontade do Senhor? Será que é isso o que Deus quer? Corresponde esse fenômeno à correta expansão do Evangelho pretendida pelo Senhor e recomendada pelo Ensino Apostólico? Revela esse múltiplo exercício ministerial a necessária fidelidade aos ditames da Palavra Deus? É autêntico ou não passa da prática de um tremendo embuste, que nada mais significa do que o exercício falso do ministério chamado cristão ou evangélico, visando atender a interesses pessoais e escusos de lucro e de popularidade.

Fidelidade no Exercício do Ministério Cristão – Jayro Gonçalves


Continua...


1. As exigências do Ministério

Aquele que deseja e tem vocação ministerial deve compreender que há várias exigências para o ingresso e permanência no ministério. As principais condições são: fidelidade à família, fidelidade à Igreja e fidelidade à sua vocação.

Em elaboração

1.1 Fidelidade à Família

Em elaboração

1.2 Fidelidade à Igreja

Em elaboração

1.3 Fidelidade à Vocação Ministerial

Em elaboração


2. As credenciais para o Ministério

A Bíblia apresenta muitas exigências para aqueles que estão ingressando ou já desenvolvem seu ministério. Dentre as muitas credenciais requeridas ao obreiro, destaca-se a necessidade de uma vida ética, piedosa e equilibrada.

Em elaboração

2.1 Ético

Em elaboração

2.2 Piedoso

Em elaboração

2.3 Equilibrado

Em elaboração


3. Compromisso no exercício do Ministério

Quem é obreiro e participa ativamente no ministério cristão sabe que há muitos quesitos a serem considerados quanto ao seu desenvolvimento. O conhecimento das Escrituras é um dos principais requisitos, pois é essencial conhecer, amar e ensinar a Palavra de Deus.

Em elaboração

3.1 Conhecer a Palavra de Deus

A Bíblia contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de Deus para o homem (2Pe 1.20, 21). Conhecer a Sagrada Escritura implica em estuda-la com cuidado e respeito. Cada obreiro deve ser um fiel, ardoroso e empenhado estudante da Palavra de Deus (2Tm 3.16-17; 2Pe 1.3; Jd 3; Hb 1.1-4).

Em elaboração

3.2 Amar a Palavra de Deus

Muitos pastores, no afã de buscar o crescimento de suas igrejas, abandonam o genuíno Evangelho e se rendem ao pragmatismo prevalecente da cultura pós-moderna. Buscam não a verdade, mas o que funciona; não é o certo, mas o que dá certo. Pregam para agradar seus ouvintes e não para leva-los ao arrependimento. Pregam o que eles querem ouvir e não o que eles precisam ouvir. Pregam outro evangelho, um evangelho antropocêntrico, de curas, milagres e prosperidade, e não o Evangelho da cruz de Cristo. Pregam não todo o conselho de Deus, mas doutrinas engendradas pelos homens. Pregam não as Escrituras, mas as revelações de seus próprios corações. O resultado desse semi-evangelho é que muitos pastores e pregadores passam a fazer do púlpito um balcão de negócios, uma praça de barganhas, onde as Bênçãos e os milagres de Deus são comprados por dinheiro. O resultado é que o povo de Deus perece por falta de conhecimento e de padrões. (Hernandes Dias Lopes).

Em elaboração

3.3 Ensinar a Palavra de Deus

É valiosíssimo lembrar que o obreiro não deve ser neófito (1Tm 3:16). O Ministro deve ser um mestre na Palavra. Ele precisa ser um estudioso exemplar da Bíblia e afadigar-se no texto bíblico (I Tm 5:17). (Hernandes Dias Lopes)

Em elaboração


Conclusão

Nessa lição, tivemos a oportunidade de aprender a respeito da nossa fidelidade ao ministério. Ministério esse que implica em sermos fiéis a Deus, à família, à nossa chamada e vocação ministerial. Que Deus nos capacite a cumprir com fé e total dedicação o nosso chamado ministerial.

Questionário

1. Quais são as principais exigências para o Ministério?
R. Fidelidade à família, à Igreja e à Vocação Ministerial (Tt 1:5-9).
2. Quais são as credenciais para o Obreiro?
R. Ser ético, piedoso e equilibrado (Tt 1:7 e 8).
3. Quais são os compromissos do Obreiro?
R. Conhecer, amar e ensinar a Palavra (Tt 1:9).
4. Por que devemos conhecer a Palavra de Deus?
R. Porque somente ela contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de Deus para o Homem (II Pe 1:20, 21).
5. Por que devemos ensinar a Palavra de Deus?
R. Porque quem despreza a Palavra nunca prosperará (Pv 13:13).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 08
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida

O Ministério Diaconal e os Desafios da Fidelidade à Tradição e à Contextualização (link)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

EBD Editora Betel - A Fidelidade Entre Pais e Filhos

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 07 – 15 de fevereiro 2015
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Texto Áureo

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” Ef 6:1

Diferente do caso das mulheres, a exortação aos filhos (como também aos escravos nos v. 5ss) é introduzida com o imperativo “obedecei”. Também essa expressão remete a uma ordem à qual os interpelados devem se ajustar.
A desobediência a essa ordem é expressão do castigo divino e ao mesmo tempo sinal do iminente fim dos tempos: “Nos últimos dias” serão “desobedientes aos pais” (II Tm 3:2; Rm 1:30; cf. também Tt 1:6).
No entanto, também neste caso a exortação geral é inserida imediatamente no horizonte da comunhão de Cristo, que envolve pais e filhos: “Obedecei a vossos pais no Senhor.”

Comentário Bíblico Esperança NT

Verdade Aplicada

A fidelidade entre pais e filhos credencia a família a apossar-se de sublimes promessas de Deus, de modo a viver muitos dias e viver bem.

Objetivos da Lição

Expor resumidamente o papel de pais e filhos;
Entender que disciplina, amizade e companheirismo devem conviver harmoniosamente;
Destacar que a aplicação da Palavra de Deus traz resultados surpreendentes.

Textos de Referência

Ef 6:1-4


Introdução

Fidelidade entre pais e filhos é a convivência na qual os pais assumem o ônus da paternidade responsável (amor, carinho, proteção, etc.). Nesse convívio criam-se vínculos e laços de amor fraternal. Assim, o resultado da fidelidade paternal é amor, respeito e honra por parte dos filhos. Embora a realidade atual apresente mudanças no padrão do relacionamento familiar, veremos que a Bíblia possui princípios imutáveis para um relacionamento fiel entre pais e filhos.

A criança cresce. O Adolescente se torna adulto. Com a idade vem a Liberdade, uma independência muito maior. Mas a Liberdade e a Independência vêm juntas com a Responsibilidade e o Perigo. Um erro cometido por uma criança pode trazer sofrimento e dor. Mas os erros dos adultos, quase sempre, trazem consequências muito maiores.
Jovem, você vai crescer e vai tomar controle de sua própria vida. Poderá dizer: “Agora, eu estou no volante. A vida é minha; farei o que eu quiser com ela.” Chegará ao momento que ninguém poderá forçar você a fazer nada. Você vai tomar as suas próprias decisões e vai determinar o seu próprio destino. Mas entenda bem. Esta transição de adolescente a adulto não é brincadeira. Não se trata de bicicletas e patins. Você poderá ir longe, ou poderá destruir a sua vida e as vidas de outras pessoas. Agora, você está no volante!

Agora, Eu Estou no Volante – Dennis Allan



1. O desafio da fidelidade entre pais e filhos

A crise familiar surgiu desde o momento em que o homem deixou de observar os princípios da Palavra de Deus (Gn 3:1-7), resultando em várias consequências: desrespeito aos pais (Gn 9:22, 24, 25), Profanação (Gn 49:3, 4), Incesto (II Sm 13:11-14), Subversão (II Sm 15:12-14) e Homicídio (Gn 4:8). Ainda hoje, esses males continuam ocorrendo pela inobservância da Palavra de Deus (II Tm 3:2; Ef 6:4).

O fracasso no trabalho ou no casamento, não pode ser comparado ao fracasso em ser pai. Porque quando a pessoa é adulta ela pode defender-se, mas a criança que lhe foi confiada não sabe se proteger.
O Evangelho não poderá espalhar-se por toda a Terra se perdermos nossos filhos e depois tentarmos recuperá-los do Mundo.
Devemos pelo menos levar nossos filhos ao Senhor. Se não criarmos na disciplina e admoestação do Senhor estaremos equivocados.
É importante termos domínio próprio, renunciando a nossa própria liberdade e nos santificando por amor a nossos filhos, para podermos estar diante do Senhor dando conta das almas que nos foram confiadas como sua herança (Sl 127:3).

A Missão dos Pais – Augusto Bello de Souza Filho

Como Agir em Situações de Crise Familiar (vídeo) [I] [II] [III] [IV]
O Papel de Cada um na Família [I] [II] [III]

1.1 O papel dos pais

Como pais, podemos estar certos de que nossos filhos terão sucesso e que nossos esforços serão bem-sucedidos, se nos guiarmos pelo plano do Senhor para instruí-los no caminho que devem andar (leia Pv 22:6). Lembre-se, este versículo tem uma promessa. Se instruo meu filho no caminho em que deve andar, Deus diz que "até quando envelhecer, não se desviará dele". Isto significa que a criança nunca fará uma escolha errada? Não. Significa que ela nunca cometerá pecado? Não. Infelizmente, todos nascemos com uma natureza pecaminosa, e nenhum de nós jamais alcançará a perfeição através de nossos próprios esforços, não importa o quanto tentemos. Porém, esta promessa de Deus significa que deslizes juvenis e enganos não extrairão o melhor do meu filho. Se ele for adequadamente instruído para ter um caráter cristão, quando velho guardará a sua fé.

Criando os Filhos no Caminho de Deus – Kathi Hudson

A responsabilidade da Harmonia e Solidez do Lar recai sobre os pais. Eles são responsáveis pela Criação, Educação Secular e Educação Cristã dos filhos. O credo da Família Judaica, recitados há séculos e conhecido como “Shemá” (Dt 6:4-9) nos trás:

1- Falarás assentado em tua casa – Imagem do ensino pela conversação e pelo diálogo no aconchego do lar. Os pais modernos não dispõem de tempo para essa interação e os reflexos se mostram na rebeldia, revolta, violência contra terceiros e contra si próprio. Os instrumentos modernos como a TV, os Games e a Internet roubam o tempo que se passaria conversando com os pais.
2- Andando pelo caminho – Refere-se ao testemunho, à conduta diária. O viver diário é um prolongamento do ensino que começou numa boa conversa. A convivência é uma excelente professora e os pais são os primeiros e os principais educadores dos filhos.
3- Ao deitar-te e ao levantar-te – Isto fala acerca de “continuidade e perseverança” no exercício do ensino. Falar da Palavra assentado em casa e andando pelo caminho, não se tornará eficaz e for executado esporadicamente. Ao deitar e levantar, fala do final de
um dia e do começo do outro, dando-nos a idéia de contínua repetição. Ver Dt 31: 10-13 onde a instrução era repetida a cada 7 anos Os psicólogos afirmam que a formação básica da personalidade de uma criança se completa por volta dos 7 anos. A cada 7 anos, sofremos mudanças e reestruturações num ciclo constante. Exs: Aos 7 anos, o ser humano passa da fase de criança para menino, aos 14, entra na adolescência com suas transformações, aos 21, começa a idade adulta, aos 28, começam as questões existenciais, aos 35, começa a fase da maturidade, etc.
4- E as escreverás nos umbrais das casas – Deus recomendou que trechos das Escrituras fossem escritos e fixados em locais estratégicos da casa. O casal moderno pode fazer versículos colocando-os na porta da sala copa cozinha e até na porta da geladeira. O pregador silencioso fará o seu trabalho.
Não se pode ensinar com autoridade o que não se vive. Os pais devem “Amar a Deus” (v.5) e “ter a Palavra no coração” (v.6) para gerar este modo de vida aos filhos. Logo podemos dizer: Pais cuidem, em primeiro lugar, de suas vidas espirituais.
Às vezes, somente um dos cônjuges está em Cristo. Que este faça a sua parte e a semente ficará. Timóteo, o discípulo de Paulo, foi fruto da fé que havia em sua avó Lóide e sua mãe Eunice, pois seu pai não era um cristão. ( 2 Tm. 1:4-5) A Palavra de Deus é eficaz!

Bases Bíblicas e Teológicas da Família – Sila D. Rabello

Os pais devem ser responsáveis pelos conhecimentos e valores adquiridos pelos filhos (Pv 1:8-19). Sabemos que não iremos examinar tudo o que chegará a eles, mas devemos lhes passar as bases que os capacitarão a escolher entre o Bem e o Mal. No mundo atual, os pais são bombardeados com pseudo-necessidades a suprir (além das necessidades básicas). O Pai precisa ser o Sacerdote do Lar e continuamente apresentar sua família a Deus (Jó 1:5). Enfim, deve pastorear mantendo o padrão ético e moral das Escrituras (Pv 2 e 3). Prover, educar, elogiar, estimular, alertar e impor limites de maneira sensata; deve fazer com que os filhos vivam bem dentro da Coletividade e obedeçam a regras básicas de convivência (Pv 4 e 7), sempre contando com o auxílio da amoroso da Esposa.


1.2 O papel dos filhos

·     Você vai crescer. Não seja impaciente. Aproveite a sua juventude para aprender como ser uma pessoa boa, respeitada pelos outros e, principalmente, pelo Senhor.
·     Enquanto cresce, vai ganhar independência. Seus pais guiam as suas decisões durante alguns anos, mas você tomará controle da sua própria vida.
·     Como adulto, vai tomar as suas próprias decisões.
·     As responsabilidades, os riscos e as oportunidades serão bem maiores. Se uma criança cair de uma bicicleta, pode se machucar, mas normalmente se levanta e continua andando. Se um adulto bater um carro, pode provocar a morte dele mesmo, e de outras pessoas. Do mesmo modo, as decisões dos adultos têm impacto muito maior do que as escolhas de crianças.
·     Você escolherá o seu destino final. Outras pessoas – pais, parentes, amigos, família espiritual, etc. – podem exercer alguma influência, mas você tomará as suas próprias decisões, e será julgado sozinho (II  Co 5:10; Hb 9:27).

Agora, Eu Estou no Volante – Dennis Allan

A criança deve entender que a Fidelidade é um valor primordial. Ser fiel aos seus pais é não tentar enganá-los. Ser fiel aos seus amigos é apoiá-los em todo o momento. Mas, existe alguém mais importante ainda a quem se deve demonstrar fidelidade: ser fiel consigo mesmo. E, isso é o que muitos adultos ainda não entenderam ser a chave para que uma criança desenvolva uma infância feliz e se converta em um adulto seguro de si mesmo. 
A criança deve compreender o valor da Fidelidade dia a dia. Deve-se demonstrar a ela que com uma discussão não acaba o Amor, nem o compromisso, nem o vínculo entre duas pessoas. Uma briga não é uma forma de retirar o Carinho, mas uma forma de melhorar a convivência. Quando os adultos se mantêm fiéis à família, cumprindo suas responsabilidades e também suas promessas, isso se torna na forma mais eficaz para que a criança aprenda o que significa ser fiel. Como muitos outros valores, a Fidelidade pode ser ensinada através dos contos infantis, que exemplifiquem o resultado negativo de ser desleal, da Traição ou da Mentira, e também os benefícios de ser fiel, mais amigo, mais confiança, mais felicidade. Em linhas gerais, os conceitos relacionados com a Fidelidade são a Confiança, a Compreensão, a Lealdade, o Compromisso, a Responsabilidade, a Amizade e o Respeito. Tudo em um conglomerado de valores que cada criança irá adquirindo ao longo da sua infância e que contém os melhores recursos para que seja uma criança e um adulto feliz.

O Valor da Fidelidade nas Crianças – Laura Vélez

Os filhos são os frutos do Senhor ao redor da mesa (Sl 128:3). Eles dão o sentido de um lar completo. São a Herança do Senhor (Sl 127:3-5). Possuem lugar de honra na família, devendo ser submissos aos pais (Pv 15:20; 17:6), pois é justo (Ef 6:1). Mesmo depois de constituírem suas próprias famílias ainda devem honra-los. É um momento ímpar: Terão dupla oportunidade, cuidar dos pais e chefiar seus lares.


1.3 Amizade e Companheirismo

Os nossos filhos estão vivendo na Era da Interação Virtual e afastando-se dos relacionamentos comunitários. As amizades nascem nos sites de relacionamentos tais como Orkut, MSN, e outros. Muitos estão viciados em seus computadores e isolados do diálogo com pais e irmãos, sem contar, que se afastaram das leituras de livros, inclusive a Bíblia.

Bases Bíblicas e Teológicas da Família – Sila D. Rabello

Um pai ou uma mãe que corrige em amor o seu filho é o melhor amigo desse filho, podendo talvez poupá-lo de um dano corporal, ou de uma disciplina posterior mais severa por parte da Lei, ou até salvar-lhe a alma do Inferno (Pv 23:13 e 14). Pais sábios que corrigem o filho também estarão se livrando de tristezas futuras: “Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma” (Pv 29:17).
Podemos tentar estimular o interesse dos nossos filhos, mas nem sempre podemos prever quando esses “momentos propícios para o ensino” surgirão – quando nossos filhos fazem perguntas, quando estão prontos ou ansiosos para aprender. Essa é uma razão importante para os pais estarem disponíveis para seus filhos.

O Plano Mestre de Deus para a Criação de Filhos, “O Lar Cristão”, David Roper

Educar e amar os filhos, apoiando-os com firmeza e confiança, ser seus melhores amigos (Pv 4:3-27) e estreitar os laços de amizade e companheirismo. Pais e filhos devem tornar esta relação na parceria mais ideal e confiável possível (Sl 2:12). A Amizade se conquista de maneira suave, sem pressões e ameaças. Mesmo sem a obtenção de recompensas ou favores, os filhos devem valorizar a atenção recebida (devida e provinda de um amor verdadeiro). Tudo isto desenvolve a Autoconfiança, o Altruísmo, a Tolerância e a valorização do que Deus nos permite viver. Abrir mão de interesses próprios e ser dedicado à família, fortalece a união e concretiza a relação não apenas de pais e filhos, mas de amigos e parceiros.
            O Apóstolo Paulo exorta os filhos à obediência aos pais, bem como os pais a não provocá-los a Ira, mas criá-los na Disciplina e Admoestação do Senhor (Ef 6:1-4;Cl 3:20 e 21). A Bíblia refere-se ainda a esse assunto nos Dez Mandamentos, dizendo que os filhos devem honrar a seus pais (Ex 20:12), e faz questão de salientar que é o primeiro mandamento com promessa. Encontramos várias outras referências nas Escrituras enfocando o assunto, as quais contemplam a felicidade do Lar, da família que teme a Deus e se compraz nos seus mandamentos e referem-se aos filhos como Herança do Senhor. Só no livro de Provérbios, encontramos uma riqueza imensurável de ensinamentos que, aplicados à família, são o suficiente para uma vida equilibrada e harmoniosa.

Companheirismo (vídeo)


2. O desafio de disciplinar com amor

As Escrituras nos advertem que desde o Início a imaginação dos pensamentos do coração do Homem era má continuamente (Gn 6:5). Se quisermos que nossos filhos tenham um caráter a toda prova, precisamos enfrentar desafios no processo instrutivo desde cedo, e isso envolve diálogo, prática e convivência sadia, firmeza e autocontrole. Disciplina implica em determinar limites.

Ao ouvir a palavra disciplinar, qual o primeiro significado que lhe vem à mente? Muitos pensam rapidamente em imagens de espancamento, castigo de ficar em pé olhando para a parede ou privação das atividades favoritas. Na verdade, a definição correta, segundo o Dicionário Aurélio, é "fazer, obedecer ou ceder. Acomodar; sujeitar; corrigir".
A palavra disciplinar vem do latim discipulus, de onde também provém a tão conhecida palavra discípulo. Que imagens a palavra discípulo traz à sua mente? Os 12 fiéis seguidores de Jesus, dedicados a seguir seu caminho e aprender com ele? Perspectiva um tanto diferente da que pensamos para nossos filhos, não?
Cada um de nós ocupa, como pais, uma poderosa posição de grande responsabilidade. Deus tem nos confiado seus preciosos pequeninos, para ajudá-los a tornarem-se tudo que o Senhor deseja que sejam. Particularmente, quando nossos filhos são pequenos, olham para nós como se fôssemos Deus. Eles reparam em cada atitude nossa e fiam-se em cada palavra. Seu desejo é ser assim como papai e mamãe. Isto assemelha-se à maneira como os discípulos de Jesus, seus filhos no Senhor, olhavam para Ele. Que tremenda responsabilidade temos em treinar estes pequeninos!

Criando os Filhos no Caminho de Deus – Kathi Hudson


2.1 Pelos princípios da Palavra de Deus

Por muito tempo a Cristandade viveu nos seguintes extremos: Subestimando a Disciplina, viveu desatenta à sua importância no contexto local; superestimando-a viveu dias de torturas (físicas, emocionais e psicológicas) com a chamada “Santa Inquisição”, e através de outros perversos mecanismos de controle de seus membros, tanto no Catolicismo como no Protestantismo.
No primeiro caso, a Disciplina foi considerada algo que poderia ser “descartado”, sem a qual a Cristandade poderia viver muito bem. Em outro caso, a Disciplina foi vista como sendo a “Espada Divina”, cujos manuseadores foram extremamente rápidos e cruéis em “cortar” membros de suas respectivas comunidades locais. Infelizmente, esses dois casos ainda persistem na cristandade atual. Geralmente, essa atitude é feita sem quaisquer princípios bíblicos. Porquanto, a fim de extirpar o Mal do meio da Congregação, acabam assolando vidas, destruindo os ânimos para se permanecer na dita comunidade cristã. Estes líderes, que assim agem, são verdadeiros apóstolos da ruína e profetas da Desgraça Humana. Entretanto, na maioria dos casos, uma admoestação particular seria suficiente para colocar o faltoso em ordem com Deus e sua Igreja. Então, precisamos de uma revelação espiritual, concernente aos “métodos” corretos e errados, aos “objetivos”, aos “motivos” e aos “agentes” da bíblica Disciplina Eclesiástica.
Antes de tudo, devemos salientar uma verdade bíblica: Todos somos disciplinados pelo Senhor. Todos estamos sob seu tratamento. Todos somos objetos de sua correção paterna.

Igreja: Vida Sob Disciplina – J. Lessak

Pensar sobre sua família e conversar sobre ela. Produza tempo conversando sobre a dinâmica familiar, os relacionamentos familiares, sobre as regras e o quotidiano da família. Estar disposto a conversar sobre a relação conjugal e a mudar é sinal de relacionamento saudável e de amor. Amar é dialogar.
Notamos que o conceito de família na atual legislação mudou. Saiu do conceito tradicional daquilo que lhe dava formação: Homem e mulher, Macho e Fêmea, Amor, Reprodução, Criação e Educação dos filhos, para um conceito centrado no afeto. Ignoram-se também os papéis do “pai e mãe” na formação dos filhos que a nova família vai educar.
É lógico que o afeto está presente no modelo tradicional de família. A família ideal é caracterizada pelo amor fraternal, onde impera: aceitação, encorajamento, intimidade, honestidade, perdão, defesa e disciplina. A disciplina tem função terapêutica e antidegenerativa, pois mantêm as regras da casa. Paulo instruiu os cristãos a viverem num lar cristão. (Ef. 5:21; 6:4)

Bases Bíblicas e Teológicas da Família – Sila D. Rabello

Uma das diferenças dos judeus dos outros povos é o valor dado à Família e aos filhos. Sabem dar importância ao ensino aos filhos sobre amar e servir a Deus (Dt 6:7-9): Os filhos são bênçãos do Senhor. 
No Lar se constrói os fundamentos da Fé Cristã. Ele é a Escola do Governo de Deus (ele é o Cabeça; os pais são autoridade sobre os filhos que gerar submissão e obediência a Deus). Os Princípios Bíblicos são plantados no coração dos filhos na primeira instituição criada para estabelecer tais princípios, pela sua Palavra.
A atual geração é chamada de geração rebelde e contumaz. As famílias não têm cumprido sua função e não têm estabelecido o Governo do Senhor em casa. A Disciplina livra a alma da criança do Inferno. Um dia estaremos diante de Deus e teremos que prestar contas da herança (nossos filhos) que recebemos dele.
Para Cristo ser o Centro na Família, os filhos devem vivenciar princípios do processo de santificação (junto com os pais). Na Palavra de Deus vemos os planos divinos para a Família. 


2.2 Pela coerência na disciplina

Deus, não anula todos os privilégios de nossos filhos. Não anula o respeito próprio do filho ou toda a sua liberdade. Ele, não erradicou a personalidade independente do nosso filho. Não temos a liberdade de bater, ou repreender como quisermos. Sempre vai haver um limite para a disciplina. Ser rude, ou descuidado com nossos filhos somente os tornarão pessoas mais indisciplinadas e rebeldes. Nós que somos seguidores de Cristo, devemos ter um sentimento de respeito pela alma de nossos filhos. 
Não devemos ficar irados ao disciplinar os nossos filhos. Devemos ter o equilíbrio suficiente para cria-los, disciplinando-os com amor, e na admoestação do Senhor.

A Missão dos Pais – Augusto Bello de Souza Filho

Cerca de 1.100 mulheres ficam grávidas anualmente e 500 mil abortam seus bebês, enquanto em algumas cidades o número de abortos ultrapassa o número de nascimentos. Divulgam-se mais a parceria sexual do que o Casamento, pois “o negócio hoje é ficar”. Incentivam-se mais o Aborto do que a preservação da Família. A prática do Sexo Precoce, as atividades eróticas dos homossexuais, a Prostituição Infantil, a Promiscuidade Sexual em seus vários níveis são divulgados nas escolas e até nas esquinas dos grandes centros. A Imoralidade tomou conta da Família com ampla aceitação e apoio da Sociedade Brasileira.
O Brasil tem sido um dos maiores redutos do Mundo de prostituição, fato que atrai vários turistas interessados neste mercado.
Como servos e servas de Deus nunca devemos permitir que a Imoralidade, os padrões duvidosos, a Indisciplina, a Frouxidão Moral, a lealdade ao errado, tomem conta de nós, de nossos filhos e de nossa família.
Busquemos em Deus a Santificação, a Sabedoria e o Conhecimento de sua Palavra para sermos bons pais, bons esposos e mordomos fiéis da família, que é uma instituição divina. (Natanael Menezes Cruz - Pastor da PIB em Jaboatão)

Bases Bíblicas e Teológicas da Família – Sila D. Rabello

Devemos ser coerentes, vivendo e exemplificando em verdade. Vejamos:

● Respeitar autoridade. Aprender a respeitar a autoridade absoluta do Senhor é de suma importância para a salvação eterna dos filhos (Mateus 28:18-20; 2 Tessalonicenses 1:7-9).
● Reconhecer limites e consequências. Os pais precisam ensinar o princípio da colheita: (Pv 22:8-9). Desobediência precisa ser castigada (Pv 15:10; 19:18; 23:13).
● Conhecer o Senhor. Ter filhos é dar vida a uma pessoa com um espírito que vai existir para a Eternidade – ou na presença de Deus na Glória do Céu, ou banido da presença dele no tormento do Inferno (João 5:29; Mateus 25:46; 2 Tessalonicenses 1:8-9).
● Conhecer a Bíblia. Para conhecer o Senhor, é necessário conhecer a palavra que ele nos revelou. Salmo 78 fala da importância do ensinamento baseado na História bíblica.
● Distinguir entre o certo e o errado. O primeiro filho a nascer na história do mundo pecou quando não escolheu o bem (Gênesis 4:7).
● Trabalhar e ser responsável. O homem foi criado para trabalhar, e deve ser responsável em todos os seus compromissos. Deus sempre condenou a preguiça (Provérbios 6:6-11; 19:15,24).
● Ser responsável pelos próprios atos. Desde o pecado do primeiro casal, as pessoas têm tentado fugir da responsabilidade pelos próprios atos (veja Gênesis 3:11-13). 
● Cumprir seus deveres na família. Pais fiéis a Deus, fiéis aos cônjuges e fiéis aos filhos ajudam os filhos a aprenderem seus papéis na família (Efésios 5:22-6:4).
● Aprender uma perspectiva eterna. Devemos olhar para tudo ao nosso redor de uma perspectiva eterna. Os materialistas se preocupam com coisas passageiras; os espirituais para as eternas (Sl 90:9,10,12). Nós e nossos filhos devemos aprender a acumular tesouros no Céu, não aqui na Terra (Mt 6:19-21; Lc 12:15-21).


2.3 Pelo exemplo

Quando a Bíblia nos convida a sermos bons cristãos, ela estampa diante de nós o grande exemplo de vida de Jesus. Seus ensinos foram eficazes na formação do caráter de seus seguidores porque ele vivia aquilo que ensinava. Devido à manifestação dessas qualidades na vida dos discípulos, em Antioquia eles foram chamados, pela primeira vez, de cristãos, At. 11: 26. 
Muitos casais frustram-se na educação de seus filhos por causa de suas próprias incoerências. O conflito entre o que é ensinado e o que é, de fato, praticado leva os filhos a rejeitar, ainda que inconscientemente, suas técnicas educacionais. A falta de exemplo no ensinamento faz com que os pais percam a Autoridade sobre seus filhos e, muitas vezes, provoca neles a Ira, Ef. 6: 4.
Somente as atitudes de pais fiéis, norteadas pelo Espírito Santo, podem ser base sólida, que permitam educação exemplar, influenciando a conduta de seus filhos.

A Bíblia e a Educação dos Filhos – Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

Seu filho não vai repetir tudo de errado que você faz. Não custa repetir: você não é perfeito e, se não saiu conforme o planejado, respire fundo. “A mãe tende a achar que é sempre culpada se algo não está certo na família. É necessário ter bom senso e saber se perdoar: tente ser menos perfeccionista e não se criticar”, aconselha a psicóloga Betty Monteiro.
Além disso, as crianças começam a perceber a culpa que você sente e podem fazer chantagem. Reconheça os seus erros e fraquezas, mas fique atento para quando o seu filho está realmente carente ou se está repetindo o comportamento para chamar a atenção. Pare e pense: “Eu realmente não estou dando atenção ou ele pede muitas coisas o tempo todo?”.
Compreenda que você não pode participar de tudo na vida do seu filho nem resolver todas as questões. “Procure se conhecer e questione: ‘Por que eu preciso tanto ser perfeita?’. Seu filho precisa aprender que pode errar e aprender com os próprios erros”, afirma Betty Monteiro. Por isso, não se sinta frustrado! Deixe que ele cresça e mostre que você está ali para aconselhar: seja dando bons exemplos ou mostrando os maus – mesmo que ele seja seu.

A Criança Aprende com os Exemplos, Até os Maus – Gabriela Varella

A exortação de Efésios 6:4 nos fala para seguirmos o exemplo Divino com nossos filhos. O ensino que devemos dar a eles deve ser "do Senhor". Ele é o Princípio Guia do treinamento que pertence a ele, foi idealizado e criado e é para ser administrado por ele. Tal ensino é o mesmo que ele nos dá e que devemos aplicar também em nossa família, instruindo nossos filhos com a sua direção, através do seu poder, debaixo da sua autoridade, respondendo a ele em temor. 
Só podemos lidar com nossos filhos conforme lidamos com o Criador. Assim como o Senhor lida conosco, tratemos com nossos pequenos. Se nós agimos falhando ou tropeçando, este é o nosso modelo! Então, devemos agir para com o Pai, como vemos na Bíblia. Como Deus lida com seus filhos?
Disciplinar é estabelecer objetivos para nossos filhos. Como é nosso proceder diante destes objetivos? Assim, pacientemente, mas persistentemente, os guiemos para estes objetivos. Disciplinar não significa só correção; é muito mais que isto; é traçar um curso, guiá-los por este curso, e firme e amavelmente, trazê-los de volta para este curso caso eles se extraviem.
A ausência dos pais, o desencontro com os filhos, seja pelo excessivo trabalho ou por displicência, roubam orientação, afeto, formação religiosa, etc. Por mais que tenhamos obrigações, elas jamais justificarão nosso dever de nos inteirar do mínimo de informações vitais dos nossos filhos: Alimentação, companhias, uso adequado da TV, computador e Internet, etc. Não é um favor que fazemos e sim uma prova de que os amamos. Atitude, postura, e limites são ingredientes indispensáveis para a lapidação de filhos saudáveis. Não adianta dar tudo aos filhos se não os amarmos verdadeiramente. Nada substitui o apoio, o carinho e a presença.

Exemplo (vídeo)


3. Resultados da fidelidade entre pais e filhos

A boa relação entre pais e filhos passa necessariamente por uma comunicação eficaz. Significa que a pessoa compartilha, em família, o que ocorre com ela. Através da comunicação as pessoas partilham diferentes informações entre si, tornando tal ato uma atividade essencial para a vida em sociedade.

Quando filhos aprendem obedecer aos pais, tomam um passo importante na direção certa. Uma criança pequena não é capaz de entender Deus, um ser espiritual e invisível, mas pode ver os pais terrestres. “Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos?” (Hb 12:9). Pais que não corrigem seus filhos fazem uma terrível injustiça. Filhos que não aprendem respeitar a autoridade perdem a esperança da vida.

Agora, Eu Estou no Volante – Dennis Allan


Continua...

3.1 Harmonia e estabilidade familiar

Eis algumas coisas que consideramos de grande auxílio,! para que possamos maximizar nosso tempo familiar juntos, tornando a Noite Familiar uma experiência positiva para cada membro da família.
F Fraternidade - A noite familiar deveria ser um momento saudável — não uma tarefa. É um momento! Para aprender, compartilhar e crescer.
A Atividade - Tenham uma atividade em que todos possam estar envolvidos. Certifique-se, sempre que possível, de que esta proporcione uma experiência dei aprendizado e alegria.
M Maneiras - Nunca permita que a reunião familiar provoque qualquer um dos membros. Seja sensível aos sentimentos das outras pessoas envolvidas. Encoraje a sinceridade com amor cuidadoso.
I Imaginação - Use sua imaginação para estimular interesse, novas idéias e lições que encorajem todos os membros da família a estar envolvidos nas atividades.
L Liberdade - Todos os membros da família devem sentir-se à vontade para expor suas opiniões, a fim de que juntos possam buscar bases bíblicas, confirmando ou não tais pensamentos.
I Interior - Lembre-se, nossa prioridade é despertar nas crianças um anelo por Deus e um desejo de viver suas vidas cem por cento para Cristo!
A Aprendizado - Faça de cada sessão uma experiência de aprendizado. Esta é a sua oportunidade de treinamento.

Criando os Filhos no Caminho de Deus – Kathi Hudson

 Treine-se a acreditar no melhor sobre seu cônjuge e família (I Co 13:7). Ao invés de achar que seu marido deixou as meias no chão – de novo – só para lhe provocar, lembre-se que ele teve um longo dia no trabalho para prover financeiramente para a família e que ele provavelmente esqueceu de apanhar as meias do chão.
 Conte suas bençãos (Fp 4:6, Cl 3:17). Ao invés de reclamar sobre o que você não tem, lembre-se, com gratidão, do que você tem.
 Quando com sua família, procure ajudar, dar conforto, ser um encorajamento e uma companhia agradável (Mt 7:12, Tg 3:8-10). Se você praticar oferecer ajuda, conforto e encorajamento, assim como ser educado e energético, você provavelmente vai perceber que sua família vai reagir da mesma forma de volta com você e entre si.
 Admita quando estiver errado – e esteja disposto a pedir por perdão (Tg 1:19-20, Ef 4:26-27, Pv 29:11). Você não só vai consertar um problema no relacionamento, mas você vai também ser um exemplo ao seu cônjuge, filhos e família.

Conflitos Familiares: Encontrando a Paz – allaboutlifechallenges.org



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3.2 Posse de sublimes promessas

O Quinto Mandamento. Este mandamento faz uma divisão entre os mandamentos que tratam do relacionamento do homem com Deus e aqueles que o relacionam com o seu próximo. Um homem está obrigado a honrar seus pais como honra a Deus, e a assumir para com eles as mesmas responsabilidades que tem para com os seus próximos. Para que se prolonguem os teus dias. Isto pode ser entendido como referindo-se tanto à estada de Israel na Terra Prometida, quanto à vida do indivíduo. Não só em Israel, mas em todas as nações e vidas individuais, a destruição do Lar marca o começo do Fim.

Comentário Bíblico Moody

Abraão, Isaque e Jacó são conhecidos como os nossos pais na fé, pois foi pela obediência e fidelidade deles que a sua descendência herdou a Terra Prometida, Canaã, onde corria Leite e Mel.
De lá para cá, a Humanidade vem tornando-se cada vez mais rebelde, todavia, Deus, pela grandeza de seu amor para conosco, sempre proveu misericórdia e chegou ao extremo, a ponto de sacrificar seu próprio filho Jesus para nos salvar. 
Deus continua sendo o mesmo, suas condições continuam inegociáveis; ele pede coisas possíveis, pois conhece as nossas limitações; exige uma decisão porque nos fez inteligentes e aptos para decidirmos entre a Vida e o Bem ou a Morte e o Mal; Deus espera que cada pessoa tome posse da Herança, pois, através do seu filho Jesus fez-nos herdeiros do seu Reino.

Herança e Posse – Paulino Cordeiro 


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3.3 Debaixo da bênção de Deus

Jesus falou contra os fariseus, que eram detalhistas e exigentes: “Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!” (Mt 23:24). O Perfeccionismo muitas vezes só atrapalha.
Os mosquitos são insetos que perturbam apesar de sua pequenez e insignificância. Em Êxodo uma das pragas foi o enxame de moscas que entrou nas casas para perturbar as famílias (Ex 8:22-24), mas nas casas do Povo de Deus não entrou nenhuma mosca.
Muitas vezes nas famílias por causa de um mosquitinho, coisa ínfima, a pessoa perde a Paz e estoura com quem mais deveria amar. Deus não mandou moscas nas casas de seus servos por que quer ver nossas famílias em paz.
Expulse de sua vida o Espírito de Raiva, Inquietação e Intolerância que tem te atrapalhado a servir a Deus e amar seus familiares. Aprenda a relevar coisas pequenas em prol da Paz.

Cuidado com as Pequenas Coisas – novavidaadonai.com.br

Conhecer o alvo de Deus para a Família

Que o homem trabalhe.
Que o homem trabalhe para suprir as necessidades da família.
Que a esposa tenha prazer no lar.
Que a esposa seja fonte de prazer.
Que os filhos tenham saúde.
Que os filhos tenham comunhão com os pais.

A Vida Piedosa e suas Consequências para a Família – palavraplena.com.br

A Agressividade, a Depressão, a tendência à Rebeldia e a insubmissão dos filhos podem ser evitadas mediante o atendimento da carência afetiva deles. Não é suficiente estar fisicamente próximo durante a maior parte do tempo se não estiver disponível afetivamente. A presença dos pais representa a boa administração do tempo utilizado para o relacionamento com os filhos. A Prudência deve nortear a escolha dos pais sobre quem irá conviver e cuidar dos filhos enquanto estiverem ausentes. Não é bastante ter filhos, precisamos ser pais, dar atenção e sermos acessíveis. Filhos necessitam mais da presença do que de presentes, inútil será trabalhar dia e noite a fim de lhes dar educação e qualidade de vida, se não nos doarmos a eles, correndo o risco de que o mundo o adote.


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Conclusão


Aquele que, com prudência, previne-se do mau tempo e alicerça sua casa na rocha, estará seguro (Mt 7:24-27). Se não nos preocuparmos com a fundação, seremos insensatos e a família correrá perigo. O alicerce, mesmo não sendo aparente, faz a diferença e valoriza a construção. A Palavra de Deus, manual do fiel e fonte inesgotável de ensino e aprendizado, nos fornece todos os materiais necessários para construirmos uma família bem fundamentada, à prova de vendavais.


Questionário

1.Como explicar tanta desavença entre pais e filhos na atualidade?
R. A inobservância dos Princípios Bíblicos (II Tm 3:2; Ef 6:4).
2.Além de provedores, que papel deverão os pais desempenhar para com os filhos?
R. O de sacerdote (Jo 1:5) e Pastor (Pv 2).
3.Quem deve ser o melhor amigo dos filhos?
R. Os pais (Pv 4).
4.Qual é a fase áurea na educação dos filhos?
R. A Infância (PV 22:6).
5.Qual a principal maneira dos filhos aprenderem com os pais?
R. Através do Exemplo (Tg 1:23-25).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 07
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida
Check-List da Sua Obediência (link)
Agora, Eu Estou no Volante – Dennis Allan (link)
Criando os Filhos no Caminho de Deus – Kathi Hudson – CPAD
Como Educar a Criança? – J. C. Ryle (link)
Cuidado com as Pequenas Coisas (link)
O Perigo de ‘Tomar Posse da Bênção’ (link)
Herança e Posse – Paulino Cordeiro (link)
A Missão dos Pais (link)
Bases Bíblicas e Teológicas da Família (link)
O Lar Cristão (link)
A Bíblia e a Educação dos Filhos (link)
Ser Amigo dos Filhos Sem Perder Autoridade (link)


Bibliografia Indicada

Série Familia - Instrução e disciplina dos filhos [1] [2] [3]
A Relação entre Pais e Filhos (link)
Maria - A maior educadora da História – Augusto Cury – Ed. Academia
Filho Meu, Aceita as Minhas Palavras – Márcio Valadão (ebook)
A Bênção dos Bons Filhos (link)
Os 10 Mandamentos do Casal (link)
Pais e Filhos Companheiros de Viagem – Roberto Shinyashiki – Ed. Gente
Empresa Permite que Funcionários Levem Filhos ao Trabalho (link)