quarta-feira, 25 de março de 2015

EBD Editora Betel - Recompensas da Fidelidade



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 13 – 29 de março 2015
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Texto Áureo

“Disse-lhe o Senhor, muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor.” Mt 25.21.

Verdade Aplicada

Conscientizar que o homem fiel será abençoado nesta vida e, por fim, alcançará vida eterna.

Objetivos da Lição

Reconhecer que a recompensa de Deus ocorre nas esferas espirituais, materiais e futuras;
Conscientizar que precisamos ser fiéis a Deus no pouco;
Entender que a maior recompensa de Deus para os fiéis é a vida eterna.


Textos de Referência.

Mt 25.19-22


Introdução

Ao longo de toda a Bíblia, a fidelidade de Deus, uma parte essencial do Seu caráter, é celebrada e exaltada pelos Seus servos (Sl 36.5). Mas, assim Seus servos, Ele espera que estes também sejam fiéis a Ele (1Tm 1.12). A fidelidade honra a Deus e Deus honra a fidelidade (Jó 42.10-12). Vejamos a seguir alguns aspectos dessas recompensas:


1. Recompensas temporais

O homem que é fiel ao Senhor é revestido de bênçãos (Pv28.20). Conheçamos, portanto, as graças recebidas concernentes ao tempo, ou seja, as recompensas temporais advindas da fidelidade.

1.1 Prosperidade que vem do Senhor

Existe uma prosperidade que não vem do Senhor (Mt 16.26): a prosperidade que visa somente as conquistas materiais e os prazeres deste mundo. Em 3 João 2, temos o relato do que é ser próspero no Senhor. A verdadeira prosperidade envolve todos os aspectos da vida: família, finanças, relações sociais e profissionais, saúde e, principalmente, a vida espiritual, que é o aspecto mais importante da existência humana. José era próspero em tudo quanto fazia, mais jamais se esqueceu do seu Deus (Gn 39.2, 3).

1.2 Confiança nas relações sociais

Uma pessoa fiel a Deus certamente também será fiel em suas relações sociais; isso fará com que alcance junto à sociedade, em cujo contexto se encontra inserido, um bom nome, ou seja, respeito, consideração e confiança (Pv 22.1). A fidelidade era a qualidade que Paulo mais exaltava nos seus companheiros de ministérios (1Co 4.17; Ef 6.21; Cl 1.7; 4.9). Por isso confiava tanto neles e os apresentava às igrejas como homens fiéis. O maior patrimônio que um líder pode ter é cercar-se de companheiros fiéis.

1.3 Poderá ter sua esfera de ação ampliada

Embora o texto de Mateus 25.21 tenha um cunho escatológico, ou seja, refere-se a recompensas futuras, ele pode ser aplicado à vida cristã no momento presente, pois uma vida de fidelidade a Deus pode nos conduzir a novas conquistas. Mateus fala de ser fiel no pouco, ou seja, quando valorizamos as pequenas coisas que Deus nos dá, Ele, aos poucos, amplia essas esferas de ações, seja no campo profissional, social, financeiro ou ministerial. Dentre os muitos exemplos Bíblicos, podemos escolher Davi. Ele cuidava tão fielmente de umas poucas ovelhas de seu pai, a ponto de defende-las de ursos e leões (1Sm 17.34-36). Mesmo que ninguém o estivesse vendo, ele agia com fidelidade. Todavia, o olhar de Deus o acompanhava sua fidelidade e o escolheu para ser o maior rei de Israel de todos os tempos. Ele saiu detrás das ovelhas para ser o rei de Israel (2Sm 7.8).
Recompensas temporais são recompensas relacionadas a esta vida, ou seja, ao momento presente. A fidelidade a Deus resulta em bênçãos já nesta vida e, embora essas bênçãos ou recompensas possam variar de uma pessoa para outra, todos os fiéis são alvos das bênçãos de Deus. Isso está de acordo com a resposta de Jesus a Pedro, quando ele quis saber o futuro daqueles que tinham deixado tudo para seguir o Mestre. Cristo respondeu que receberam o cêntuplo já no presente, por fim, a vitória eterna (Mc 10.28.30).


2. Recompensas espirituais

O nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais (Ef 1.3). Bênçãos que não são passageiras, nem perecíveis. Aprendamos um pouco mais sobre esse favor divino a nosso respeito.

2.1 Experimentará a constante presença do Senhor

É grande o privilégio de ter o Senhor como companhia constante. O próprio Deus procura pessoas para estarem com Ele (Sl 101.6). Estar na presença de Deus, no sentido de comunhão e intimidade, é a bênção suprema da vida cristã. Deus não retira Sua presença daquele que O serve fielmente. José estava no Egito, longe de sua terra, de seus familiares e de amigos, mas permaneceu fiel. A expressão “O Senhor era com ele” se repete quatro vezes noi texto como razão do seu sucesso. Deus estava com ele na casa de Potifar (Gn 39.3), na prisão (Gn 39.21) e no trono (Gn 45.8). A fidelidade, portanto, é uma das bases de sustentação da comunhão com Deus. Se permanecermos fiéis a Ele, também desfrutaremos da Sua gloriosa presença.

2.2 Será socorrido no tempo da angústia

A experiência do rei Ezequias foi extremamente angustiosa. Acometido por uma enfermidade mortal, Isaias, o maior profeta daqueles dias ainda lhe trouxe uma dura mensagem (2Rs 20.1). O rei, porém teve forças para recorrer a Deus em oração. É importante observar que, durante a sua prece, ele lembrou ao Senhor que O havia servido com fidelidade, sinceridade e feito o que Deus aprova. Todavia, a oração dele não é um apelo baseado em boas obras ou méritos humanos para alcançar o favor divino, mas expressa o reconhecimento de que o Senhor favorece, misericordiosamente, aqueles que O servem com fidelidade e os socorrem. Como afirmava Paulo em Filipenses 1.19, 20, mesmo em face de um julgamento arbitrário, ele tinha certeza de que em nada seria envergonhado e o Senhor lhe daria vitória. A fidelidade no servir a Deus nos dará confiança na Sua proteção, mesmo nas horas mais difíceis.

2.3 Terá a aprovação de Deus quanto ao ministério

Não sabemos explicar todos os ministérios que envolvem a chamada de uma pessoa para o ministério. O próprio Jesus disse aos discípulos que não foram eles que escolheram Cristo, mas que o Senhor os havia escolhido (Jo 15.16). Entretanto, Paulo diz “que Deus o considerou fiel designando-o para o ministério” (1Tm 1.12). Embora o apóstolo fosse detentor de muitas qualidades admiráveis, ele afirmou que Deus o colocara no ministério porque viu nele um homem fiel. Isso, porém, não significa que todo aquele que for fiel será chamado para o ministério, pois todo servo de Deus precisa ser fiel. Entendemos que a fidelidade é uma virtude imprescindível para aquele que deseja servir ao Senhor em qualquer esfera de ação na igreja. Principalmente em cargos ministeriais (1Co 4.1). Ao dar os último0s conselhos a Timóteo (2Tm 2.2), Paulo aconselha seu filho na fé a apossar-se da revelação divina entregue e a comunicá-la a homens fiéis, que, por sua vez, passariam a outros, e assim sucessivamente até a vinda de Cristo.
O cristão não deve focar simplesmente nas bênçãos temporais ou materiais. Embora sejam importantes, mais relevantes são as bênçãos espirituais. As bênçãos materiais ficarão aqui, mas as bênçãos espirituais nos seguirão por toda a eternidade. Deus já nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais. Veja que não são algumas são todas as bênçãos alcançadas por intermédio de Cristo (Ef 1.3). Essas bênçãos não são futuras, elas estão presentes na vida do cristão, podendo ser desfrutada agora.


3. Recompensas futuras

A volta de Jesus é iminente. Ele cedo virá e abençoará a cada um conforme suas obras (Ap 22.12). Compreendamos os galardões futuros prometidos à Igreja.

3.1 Receberá a vida eterna no presente

A expressão “vida eterna”, embora ocorra com muita frequência no Novo Testamento, não é fácil de conceituar, pois não é definida totalmente. Em João 17.3, a vida eterna é descrita no seu aspecto experiencial de conhecer a Deus e ter comunhão com Ele mediante Seu Filho Jesus Cristo. Podemos, então, observar dois aspectos da vida eterna: presente (Jo 3.36; Mt 25.21b) e futuro (Mt 25.46). No seu aspecto presente, a vida eterna é a dádiva que Deus outorga ao homem mediante a regeneração (Tt 3.5), que corresponde às expressões: nascer de novo (Jo 3.3), nascido de Deus (Jo 1.13) e a nova criatura (2Co 5.17). É a ressurreição espiritual (Cl 3.1), que nos permite estar assentados com Cristo nas regiões celestiais (Ef 2.6). Dessa forma, os cristãos já desfrutam, no presente, daquela comunhão que caracterizará a eternidade.

3.2 Receberá a vida eterna no futuro

Com relação ao futuro, embora haja muitos mistérios como afirma 1 João 3.2 “e não se manifestou ainda o que haveremos de ser”, nem todas as maravilhas da eternidade estão plenamente reveladas. Podemos afirmar que não é simplesmente uma existência sem fim, mas a qualidade de vida mais elevada que existe, porque desfrutaremos da presença de Cristo por toda a eternidade (1Ts 4.17; Mt 25.46).
A Bíblia afirma que se esperarmos em Cristo somente nesta vida somos os mais infelizes de todos os homens (1Co 15.19). Por isso os servos de Deus, conforme ensina a Bíblia, viveram na expectativa da vida futura. Abraão viveu de forma peregrina na terra de Canaã porque buscava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador (Hb 10.8-10). De igual modo, Moisés recusou os tesouros do Egito, preferiu sofrer com o povo de Deus porque contemplava o galardão (Hb 10.24-26). O apóstolo Paulo afirmou de forma categórica sua confiança em um futuro abençoado por Deus, não só para ele, mas para todos quantos amam a vinda do Senhor (2Tm 4.8).

3.3 Receberá galardões

A doutrina a respeito dos galardões é para aqueles que perseverarem em servir ao Senhor fielmente (Hb 10.35). O próprio Cristo disse que os distribuiria (Ap 22.12); quão grande privilégio será recebe-los das mãos do Senhor. Dois fatos, porém, de extrema importância precisam ser observados quando falamos de galardões. Primeiro: termos o cuidado para não desenvolvermos uma visão materialista dos galardões, como se fossem “bens” materiais nos lugares celestiais, como mansões, coroas literais, etc. Os galardões referem-se a valores espirituais. Segundo: observar o critério para ser galardoado (2Co 5.10). Será um galardão com base na qualidade do trabalho prestado ao Reino de Deus (1Co 3.13, 14) e não simplesmente na quantidade. A oferta da viúva pobre teve mais valor que as enormes quantias dos ricos. Também será galardoado de acordo com a motivação interna (1Co 4.5). Existem, infelizmente, muitas pessoas fazendo a obra de Deus com motivações impuras; buscam glória para si mesmo, competem umas com as outras, pregam por porfia e inveja (Fp 1.15), outras estão simplesmente interessadas no lucro financeiro (2Co 2.17).


Conclusão

A fidelidade é uma das virtudes cardeais do cristianismo e precisa acompanhar o cristão em sua jornada neste mundo, pois ela resultará tanto numa vida cristã vitoriosa, bem como na aprovação de Deus no futuro (Mt 25.21).

Questionário

1. Qual a importância de manter-se fiel a Deus?
R: Essa atitude honra a Deus e resulta em grandes bênçãos (Jó 42.10-12).
2. Qual é a importância da prosperidade que vem do Senhor?
R: Ela envolve todos os aspectos da vida, principalmente a vida espiritual.
3. Cite duas recompensas espirituais advindas da fidelidade a Deus?
R: O prazer de experimentar a constante presença do Senhor (Sl 101.6); ter a aprovação de Deus quanto ao ministério (1Tm 1.12).
4. Dê o exemplo de um homem fiel.
R: Davi. Ele cuidava com fidelidade das ovelhas de seu pai e Deus lhe confiou o povo de Israel (1Sm 17.34-36).
5. Quais são os dois critérios observados no recebimento dos galardões?
R: A qualidade do trabalho prestado (1Co 3.13, 14) e a motivação interna (1Co 4.5).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 13

terça-feira, 17 de março de 2015

EBD Editora Betel - Fidelidade em Tempos de Crise

Texto Áureo

“Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.” Pv. 24:10

Verdade Aplicada

Inevitavelmente, todo ser humano poderá ser visitado por manifestações súbitas, seja no plano físico, psicológico ou espiritual, que demandará dele uma fé além das palavras.

Objetivos da Lição

Desfazer o falso pensamento de que o justo não enfrenta crises e contratempos;
Compreender que por mais que coisas ruins afluam contra o justo, no fim tudo dará certo;
Instruir como agir e como reagir às vicissitudes existenciais da vida.


Textos de Referência

Jó 1:17-20

Esboço da Lição


Introdução

A Palavra de Deus deixa claro que não há quem escape das perplexidades desta vida (Jo 16:33). Mesmo os mais abnegados e dedicados servos de Deus enfrentam crises e contratempos (Sl 55:1-6). Nesta lição, Jó nos servirá como arquétipo de fidelidade. Aprenderemos pela sua experiência avassaladora que os justos, mesmo inseridos em situações de crise, devem manter-se fiéis ao Senhor (Jó 1:22; Hc 3:17 e 18).


1. Fiel, ainda que os relacionamentos estejam afetados.

A Fé deve triunfar sobre todas as questões da vida. A existência humana é composta de relacionamentos interpessoais nos quais poderemos sofrer acusações ou mesmo indiferenças daqueles que fazem parte de nosso círculo mais íntimo.

1.1 A intolerância dos familiares.

Nas situações mais críticas da vida, o que menos precisamos é de alguém que agrave nossa angústia. Nesses momentos, a família deve se tornar o nosso “chão”; mas nem sempre isso acontece, como foi o caso de Jó. Seu lar, o mundo de seus afagos, estava afetado. Mesmo em sua fidelidade, diante dos trágicos acontecimentos ele não encontrou na esposa a palavra que tanto precisava naquele período crítico de sua vida, mas, ainda assim, ele se manteve fiel (Jó 2.8-10; 19.14ª). Seu exemplo inspira a mantermos inarredáveis em nossa fidelidade a Deus. Mesmo quando não encontramos no seio de nossa família o tão esperado apoio. As Escrituras nos revelam que até mesmo Jesus, nossa maior inspiração, sofreu incompreensões de Seus familiares (Mc 3.31, 32).

1.2 As acusações dos amigos.

Uma das lições que aprendemos, quando inseridos nas adversidades, é identificar quem são nossos verdadeiros amigos (Pv 17.17). John C. Collins afirmou que “na prosperidade, nossos amigos nos conhece; na adversidade, nós conhecemos nossos amigos.” Quando os amigos de Jó souberam de sua calamidade foram até ele, em tese para consolá-lo (Jó 2.11-13). A partir do capítulo 3, com uma teologia equivocada, os amigos de Jó começaram a acusá-lo dizendo que o seu sofrimento era reflexo de seus pecados. Jó foi acusado de mentiroso, hipócrita e culpado pela morte de seus filhos (Jó 16.10). Porém, mesmo diante das zombarias, dos desprezos e das acusações, Jó se manteve íntegro.

1.3 O desprezo dos circunstantes.

De respeitado e honrado a desprezado e zombado pela sociedade (Jó 17.2). Essa era a situação de Jó quando inserido na crise aflitiva (Jó 29.7-11). Tamanha era a desolação, que Jó sentia-se como um animal de hábitos noturnos que vivia no deserto em solidão (Jó 30.29). A calamidade de Jó tornara-se assunto de alegria e brincadeira (Jó 17.6; 30.9; Sl 69.12). A perda da prosperidade acarretou a perda dessas homenagens. Aquele que foi lisonjeado em riqueza e sucesso foi cruelmente desprezado no momento da adversidade (Jó 30.1-10). Compreende-se que a vida social de Jó foi afetada quando tudo passou a dar errado no plano horizontal, isto é, entre os homens. Entretanto, mesmo desolado e em meio aos contratempos, no plano vertical ele se manteve fiel ao Senhor, Seu Deus.
Uma constatação na vida cristã é que, em muitos casos, a fidelidade a Deus acarreta em intolerância das pessoas, mesmo aquelas mais íntimas (Mt 10.35). Esse sofrimento não é uma exclusividade de Jó. Muitos, quando mais precisam de um consolo, enfrentam dedos em riste para acusa-los de infidelidade. Contudo, o que mais importa é a consciência tranquila diante de Deus. Assim como o caso de Jó, todo aquele que se encontra sob acusação e desprezo, encontrará em Deus a segurança suficiente (Jó 17.3).


2. Fiel, ainda que as perdas pareçam irreparáveis.

A rapidez e imprevisibilidade de acontecimentos na vida de Jó somente evidenciam como as coisas dessa temporalidade são transitórias. O dia de festa transformou-se em dia de luto. Precisamos saber como enfrentar:

2.1 A separação das pessoas que amamos.

Por mais dolorosa que seja, a morte é uma realidade e, paradoxalmente, é diante da perda que nosso coração tende a ficar melhor (Ec 7.1-3). Todos nós teremos que conviver com essa certeza até que Jesus a descontinue, pois na eternidade com Cristo não haverá mais cortejos fúnebres nem separações (Ap 21.4). Vale a pena nos manter fiéis a Deus, ainda que com os olhos lacrimejando pelas perdas irreparáveis, pois o nosso choro não pode ser o fim da fé, nem o fim da esperança (1Ts 4.13). O próprio Jesus diante da momentânea perda de Lázaro, embora soubesse que iria ressuscitá-lo, não se conteve e chorou (Jo 11.35-44). Jó não foi o único que enfrentou a perda das pessoas que amava. Muitos neste momento poderão estar com os corações dilacerados pela lacuna deixada por alguém que se foi, mas, assim como Jó, devemos sempre nos manter fiéis, pois aquele que deu a vida tem o direito de reavê-la (1Sm 2.6).

2.2 A perda de bens materiais.

Ao enfrentar a realidade da perda de seus bens, Jó se apegou às realidades espirituais e, portanto, não titubeou em sua fé (Jó 13.15). Sua fidelidade não repousava sobre o que Deus faz neste ou naquele momento, mas repousava sobre o que Ele é em todos os momentos. Assim, a efemeridade das propriedades terrenas, bem como a durabilidade das realidades espirituais ficam demonstradas no perpassar do livro. Somente um coração centrado em Deus e em Seus princípios, como era o de Jó, poderá suplantar todos os sentimentos de incredulidade em tempos inesperadamente desfavoráveis (Jó 2.21; Hc 3.17-19).

2.3 A irrefutável realidade das enfermidades.

Não há com o negar que, devido ao pecado, a humanidade está sujeita a todo tipo de males (Gn 3.16-19). Ninguém está livre de ser acometido pelas doenças e enfermidades (Rm 3.23). Todavia, é nessas situações que a verdadeira natureza da fé é aferida (Jó 2.4-6). Como se não bastasse o estado psicológico fragilizado em que estava, Jó agora viu seu estado físico sendo atingido violentamente e sua saúde se esvaindo (Jó 2.7, 8). É no contexto das angústias que se revelará a força ou fraqueza do cristão, se é fiel ou infiel (Pv 24.10). Jó, a despeito de sua dor e sofrimento, sabia que Deus continuava lhe assistindo e defendendo (Jó 16.19). Mesmo nos momentos de maior intensidade de sua dor, Jó permaneceu fiel (Jó 2.10). O livro de Jó nos ensina que o diagnóstico, por mais irrefutável que pareça, não pode contraditar o amor e assistência divina (Sl 46.1).
Paulo asseverou que se nossa esperança for tão somente para esta vida, somos os mais miseráveis dos homens (1Co 15.19). É consolador saber que se tudo nesta vida falhar, as promessas de Deus não falharão (Jó 19.25; 2Co 1.21). Nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm 8.35-39). Portanto, quando acometidos por alguma enfermidade, encontramos em Jó a inspiração para permanecermos inarredáveis em nossa fidelidade a Deus, sabedores que a recompensa virá (Jó 42.10-12).


3. Como manter-se fiel mesmo ante as instabilidades da vida.

Nem sempre é fácil compreender o agir de Deus, mas o discernimento da Sua Palavra e a convicção de que Deus sempre quer o melhor para nós nos manterão estáveis frente às vicissitudes da vida.

3.1 Manter as convicções estabelecidas.

Embora a palavra “fé” não apareça no livro de Jó, ela transparece na vida e no comportamento dele ante a crise que se instalara em sua vida (HB 11.1). Suas convicções sobre Deus e Sua bondade não foram estremecidas (Jó 19.23). Jó nos ensina que, onde a sabedoria de Deus se manifesta como incógnita, o único caminho a ser seguido é o da fé (Hb 11.6). Assim, apre4ndemos que a teologia de um homem influenciará em sua vida, pois as convicções espirituais são as raízes de todas as outras. O que quer que um homem pense sobre Deus e sobre sua fé moldará o seu caráter e delineará o seu destino. Apesar dos pesares, a fé de Jó ancorava em Deus (Jó 13.14-16).

3.2 Não aplicar a teologia da causa e efeito na vida.

Entende-se pelas Escrituras que o sofrimento tenha como causa primária o pecado, todavia, nem todo sofrimento tem como causa imediata o pecado (Gn 3.15-19); Jo 9.1-3). A teologia da causa e efeito transfere a fixidez do mundo físico para o mundo espiritual. Para muitos, o sofrimento é reflexo da ausência de Deus na vida e, consequentemente, pecado oculto. Essa era a mentalidade teológica de Elifaz, Bildade, Zofar e de Eliú (Jó 4.7, 8; 22.5). A fé de Jó não foi abalada porque ele sabia que tragédias podem acometer também a quem conhece a Deus.

3.3 Compreender a soberania divina.

Jó não atribui ao Diabo a causa de suas aflições, como muitos costumam fazer. A certeza da soberania divina deu-lhe serenidade para adorá-Lo no dia da perplexidade (Jó 1.20; Hc 3.17, 18). Ele tinha a consciência que a vontade divina, que é soberana, determina a nossa vinda e nossa ida neste curto período de vida (Jó 1.21; Ec 3.2). Não são poucos os que inseridos na adversidade têm dificuldade de conciliar a bondade com a onipotência de Deus. Indagam: “Se Deus é bom e pode todas as coisas, porque estou sofrendo?” C.S. Lewis, em seu livro “O problema do sofrimento”, nos fala como é difícil, ou até mesmo impossível, saber com certeza o que é bom ou mau nesta vida (Is 55.8, 9).
Jó, José, Davi, Daniel, Paulo, os heróis anônimos de Hebreus e muitos outros, apesar de serem fiéis ao Senhor, foram visitados pelo inesperado e não foram poupados dos sofrimentos. Eram ungidos de Deus, mas também foram afligidos de Deus (Sl 119.67; Dn 6.16: 2Co 11.23-27; Hb 11.35-39). Assim, percebe-se que a experiência humana nos deixa registros de fatos que a princípio causaram sofrimento, mas que sucederam-se bem (Gn 50.20); e de fatos que primeiramente causaram comodidade, mas que por fim produziram males. “Portanto, viver assim demandará de nós discernimento, fidelidade e confiança na soberania divina. Habacuque, quando em crise, disse: “[...] o justo viverá pela sua fidelidade” (Hc 2.4, NVI).


Conclusão

A simultaneidade de acontecimentos trágicos que sobreveio na vida de Jó não o tornou uma pessoa amarga. Ele foi vítima das incompreensões, sofreu grandes prejuízos e ainda assim não perdeu a amabilidade com o próximo e mostrou-se fiel a Deus (Jó 42.10; 1.22). Todo aquele desencadear de aflições que sucedeu em sua vida serviu-lhe de prova e aperfeiçoamento. Jó saiu da crise mais fortalecido, mais lúcido sobre Deus e sobre si mesmo (Jó 42.5, 6). Mesmo fora das fronteiras da compreensão e do amor fraternal dos parentes, amigos e conhecidos, Jó sabia com quem podia contar: Deus.

terça-feira, 10 de março de 2015

EBD Editora Betel - Amor: Fundamento da Fidelidade

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 11 – 08 de março 2015
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Texto Áureo

“Sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.” Jo 13:1

Pouco antes da festa da Páscoa (13:1), Jesus encontrou-Se com os discípulos para fazerem juntos uma refeição. A viagem saindo de Betânia naquele mesmo dia tinha sido por estradas empoeiradas e acompanhada de uma pequena discussão.¹
Ao se reclinarem à mesa para comer naquela noite, não haviam lavado os pés. Numa cultura em que se come deitado ao chão, apoiando-se num cotovelo, os pés sujos da pessoa ao seu lado eram um sério incômodo! Havia na sala uma bacia e uma toalha para se lavarem, mas nenhum servo para realizar a tarefa. Consequentemente, começaram a refeição com a poeira do dia ainda nos pés. Durante a refeição, Jesus se levantou, enrolou-se na toalha, derramou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e secá-los com a toalha. Com certeza, um silêncio desconcertante tomou conta do recinto enquanto Jesus ia de um discípulo ao outro. Dentre todos que estavam ali, por que Jesus foi quem lavou os pés de cada um?
Jesus estava fazendo muito mais do que limpar pés sujos através daquele ato naquela noite. Ele estava preparando seus discípulos para a sua morte e para a missão que eles deveriam realizar. Lavar os pés dos discípulos era um prenúncio do sacrifício que ele logo faria na Cruz, da purificação viabilizada pelo sangue de Jesus e dos valores completamente novos do Reino de Deus. Jesus estava usando a ilustração física de lavar os pés para ensinar aos discípulos a natureza do serviço cristão.

Jesus Lavou-lhes os Pés, “João: A Jornada da Fé”, Bruce McLarty

¹ Nota: Mateus 20:20–28 e Marcos 10:35–45 indicam que a discussão sobre quem era “maior” entre os discípulos aconteceu quando Jesus e seus seguidores iam para Jerusalém.

Verdade Aplicada

O crente desenvolve uma vida espiritual baseada no Amor. Isso implica em fidelidade duradoura como uma resposta à salvação recebida de Cristo pela sua maravilhosa graça.

Textos de Referência

I Co 13:4-7

Introdução

Diferente da lógica do Mundo (I Co 1:27 e 28), o Amor, um dos princípios do Reino de Deus, norteou todas as decisões e atitudes de Jesus. Sendo ele nosso mestre por excelência, aprendemos que esse preceito deve fundamentar nossas ações e decisões em todos os aspectos da nossa vida (Mt 22:37). Sendo o Amor a base, nossa fidelidade só terá valor se estiver embasada nele. É o que estudaremos nessa lição.




1. Vivenciando as qualidades do Amor

O amor é uma virtude pura e inspirada por Deus, de entrega, de dedicação, sem a obrigação da reciprocidade. O amor genuíno não exige nada em troca. É dessa forma que somos amados por Deus. Avaliemos então algumas das qualidades do amor:

Em elaboração

1.1 A paciência do Amor

É a capacidade de suportar todas as pressões que podem se abater sobre os fiéis, aceitando confiantemente as adversidades sem ressentimentos. Paulo ensinou que aqueles que quiserem servir a Cristo com fidelidade sofrerão tribulações na carne (2Tm 3.12). Esse amor nos ajuda a lançar sobre Cristo todas as nossas ansiedades (1Pe 5.7). O amor capacita o crente a suportar os danos causados por alguém, sem buscar a retaliação e não permitindo que a amargura se aloje em seu coração. Essa virtude do amor gera no crente, através do Espírito Santo, o domínio próprio patente em Jesus, o nosso Mestre, que não abriu a Sua boca, mas caminhou resoluto e fiel até o fim (Is 53.7; Mt 26.62).

Em elaboração

1.2 A confiança do Amor

É uma dependência plena de Deus, que gera no crente uma capacidade de acreditar nos Seus propósitos, levando-o a buscar uma vida de fidelidade. Significa ajustar nossa vida ao que cremos e defendemos, ou seja, ao nosso Senhor Jesus e Sua missão para nós. O ponto mais profundo da fidelidade é viver de acordo com o que cremos e confiar no chamado de Deus. O amor nos leva a confiar plenamente em Deus e não na capacidade humana (Jr 17.5, 7). Essa confiança é a concretização da fé genuína em Deus, essencial à vida cristã. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). A confiança embasada no amor é também manifesta nas nossas relações interpessoais. Paulo, quando envia o escravo Onésimo ao seu senhor Filemom, apela para o amor que nutria o coração de ambos (Fm 8.9).

Em elaboração

1.3 A tolerância do Amor

O amor tudo espera e tudo suporta porque é benigno. O agir do Espírito Santo na vida do cristão dignifica possuir atitudes de bondade e misericórdia (Gl 5.22). Ao ensinar à igreja de Corinto sobre a liberdade do amor, Paulo nos faz entender que o crente fiel é tolerante, no sentido de ajudar seu irmão no convívio dentro da Igreja de Deus (Rm 14.15). O Evangelho nos ensina a ser tolerantes uns com os outros. O ambiente da Igreja do Senhor deve propiciar a confiança de ouvir, ponderar, pensar e tolerar (Rm 15.1). Afinal, como o Senhor nos amou e nos aceitou em Sua casa, devemos fazer o mesmo (1Jo 4.11).
O Amor é o sistema circulatório do corpo espiritual, permitindo que todos os membros funcionem de maneira saudável e harmoniosa. É preciso amar honestamente e não de forma hipócrita: buscando a humildade e não o orgulho (Rm 12:9 e 10). Isso se refere a tratar os outros como mais importantes do que nós. A vida de fidelidade e do servir a Cristo normalmente traz a oposição do inimigo e muitas vezes o desânimo. O conselho é para não permitir que o zelo e a fidelidade esfriem quando a vida fica difícil. O apostolo orienta a dividir os fardos e as bênçãos para que todos cresçam e glorifiquem a Deus juntos, e isso só é possível na base do amor. (WIERSBE, Warren. Comentário Bíblico: Novo Testamento. Santo André, Geográfica, 2006)

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2. O comportamento do Amor

A fidelidade de um crente tem a ver com sua postura e seu procedimento em relação à Igreja, a Deus e às pessoas em geral. O amor dirige o crente a um caminhar de equilíbrio em todas as áreas da vida. Avaliemos o comportamento do amor:

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2.1 A conduta do Amor

O amor não se porta com inconveniência. É bondoso, cortês e busca o caminho da retidão e das boas maneiras. Essa qualidade do amor deve ser o alvo do crente fiel diante da sublimidade do nome que carrega, ou seja, o de cristão. Davi é um exemplo de vida conduzida pelo amor de Deus (1Sm 18.5, 14). O amor dirige o crente a trilhar o caminho da fidelidade em quaisquer circunstâncias, pois, o caminho do amor é sobremodo excelente e também surpreendente (1Co 12.31b). A conduta do amor deve ser notada no proceder do crente que anda em fidelidade, tanto na igreja como fora dela (1Ts 2.10).

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2.2 O desprendimento do Amor

O amor é altruísta, não busca seus próprios interesses. Nossa vida de fidelidade precisa estar inserida em Romanos 12.10. A palavra “preferir”, usada por Paulo, significa abrir caminho, mostrar respeito para com os outros. Esse comportamento do amor leva o crente à alegria e à benção de doar ao próximo sem querer nada em troca; foi o que Paulo ensinou aos presbíteros da igreja em Éfeso (At 20.35). O amor leva o crente a um padrão humilde de vida, sempre considerando os outros superiores a si mesmo (Fp 2.3). Jesus mostrou grande desprendimento quando veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e não a Sua (Jo 6.38).

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2.3 A tranquilidade do Amor

O amor não se irrita ou exaspera porque sempre leva à paz e à serenidade. O crente dominado por essa virtude, perante as ofensas sempre mostrará a presença do amor, que o leva a resolver criativamente os conflitos. Os que andam pela trilha do amor gozam de uma paz diferenciada, que os tornam vencedores e referências para outros (Sl 119.165). Jesus, no momento da crucificação, mesmo diante da dor, estava tão sereno que orou por Seus inimigos. Ele é o Mestre e nós, Seus discípulos, devemos seguir as Suas pisadas (1Pe 2.21-23). José, outro exemplo de vida, não trilhou o caminho da vingança, mas sim o da reconciliação (Gn 45.1-4). A vida de um crente fiel deve ser norteada pelo princípio do amor, porque só assim agradaremos a Deus.
A conduta daquele que é dirigido pelo Espírito Santo reflete nas suas boas maneiras e respeito aos outros. Não busca vantagens, não é oportunista, não tem como preocupação primária o lucro pessoal, mas preocupa-se com a vontade de Deus. Esse é um padrão cristocêntrico. O servo entrega sua vida a Cristo para ser um servo, a fim de que sua vida e seus talentos sejam usados para glória de Deus e para o bem estar dos outros. Os olhos do cristão não podem estar voltados para si mesmo e sim para os outros. (Donald Stamps).

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3. A supremacia e a permanência do Amor

A supremacia e a permanência do amor são destacadas por Paulo quando conclui o capítulo treze de 1Coríntios. Vejamos essas qualidades do amor:

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3.1 Em amor, as obras e os serviços são válidos e se aproveitam

Segundo o apóstolo Paulo, o amor nunca acaba, pois permanece para dar consistência a todas as obras e serviços praticados pelos homens. Tudo que realizamos no Reino de Deus deve estar embasado no princípio do amor. Ele também ensina que todas as nossas ações devem ser sem fingimento e fundamentadas na verdade plena do amor para serem validadas por Deus (Rm 12.9a). O amor conduz o cristão a praticar o bem como um estilo de vida. A expressão “apegando-se ao bem” (Rm 12.9b) pode ser entendida pela vitória de toda maldade com o bem (Rm 12.21). Jesus disse que as práticas da oração, do jejum e das esmolas não seriam aceitas quando praticadas por qualquer outro motivo que não fosse o amor (Mt 6.1-4). Que Deus nos dê graça de caminharmos nesse caminho excelente.

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3.2 O Amor supre as limitações humanas e temporais

O amor é indispensável na prática da nossa vida crista porque somos limitados. Por isso, o conselho de Paulo é estarmos sob a força do amor (1Co 14.1b). Em função das nossas limitações, todas as nossas ações, quer por palavras ou obras, precisam passar pelo crivo do amor (1Co 16.14). A igreja da Macedônia, vivenciando o amor de Deus, superou todos os seus limites na intenção de ajudar outros, mesmo vivendo em profunda pobreza financeira (1Co 8.1-8). Outro exemplo foi Abraão, que arriscou a vida superando seus limites, ao enfrentar um grande exército com 318 servos da sua casa para libertar seu sobrinho Ló, levado cativo junto com os moradores de Sodoma (Gn 14). Quando permitimos ser dirigidos pelo amor, a nossa capacidade de superação se torna extraordinária, porque nada pode resistir ao amor, ele é forte como a morte (Ct 6.8).

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3.3 Em amor desenvolvemos nossa maturidade até a plenitude de Cristo

Paulo descreve duas fases na nossa vida (1Co 13.11): a de criança, o tempo da imaturidade, e a de adulto, a fase da maturidade. O apóstolo faz uma analogia: a primeira fase representa a nossa imperfeição, o período em que vivemos aqui na terra, e a segunda representa a perfeição, quando seremos transformados e conheceremos a plenitude de Cristo, pois o veremos face a face (v 12; 1Jo 3.2). É o amor que nos dá a capacidade de crescer em todas as áreas da vida cristã, até alcançarmos a maturidade espiritual. Enquanto a Igreja espera a vinda do Senhor, o amor nos conduzirá em crescimento e maturidade espiritual até o dia da nossa reunião com Ele, quando alcançaremos a plenitude.
O Amor é superior e permanente, os outros dons são temporais. Paulo deixa claro que todos findarão, porém, o amor é eterno, proveniente de Deus e “Deus é amor” (1Jo 4.8). Em função dessa verdade, Paulo queria ensinar aos coríntios e a nós que todos os dons, serviços e habilidades devem ser exercidos na base do amor, porque só assim serão aproveitados e terão utilidades no Reino de Deus.

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Conclusão

O amor com suas qualidades, seu comportamento e a sua permanência é a condição para uma vida de fidelidade. Esse amor extraordinário foi ensinado e demonstrado por Jesus Cristo, nosso Senhor e Mestre, o amor de Deus entre os homens. Ele nos instruiu a caminhar mais uma milha (Mt 5.41), a abençoar quem nos amaldiçoa (Mt 5.44) e perdoar quando somos traídos (Lc 23.34, At 7.60). O maior desafio do verdadeiro cristão não é só agir como Jesus agia, mas também reagir como Ele reagia.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH

Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 11