quarta-feira, 24 de setembro de 2014

EBD Editora Betel - O Agir de um Deus Sobrenatural

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de outubro de 2014
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Ferramentario do Trimestre

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Texto Áureo

“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” II Co 4:18

Verdade Aplicada

Um milagre é uma ação que acontece dentro da experiência humana onde as operações da natureza se tornam inertes por ocasião de uma intervenção Divina.

Objetivos da Lição

Ensinar o que significa um milagre juntamente com seus termos etimológicos;
Mostrar a diferença entre curas, sinais e maravilhas;
Fazer com que se compreenda o poder de Deus e sua finalidade.

Textos de Referência

Sl 77:11-16

Introdução

A crença nos milagres Bíblicos sempre foi uma característica central da fé cristã (Jo 4:48), sabemos que milagres não são acontecimentos do passado, pois estão presentes no dia a dia da igreja cristã. Neste trimestre estudaremos apenas alguns milagres registrados no Antigo Testamento a fim de extrair deles grandes revelações para edificação da nossa fé.

Em elaboração


1. Milagres, sua origem e seu significado

Por que Deus se apresenta com sinais tão maravilhosos? O que Ele deseja que venhamos compreender quando os realiza? (Rm 1:19-20). Segundo Tomás de Aquino “quando Deus faz qualquer coisa contrária à ordem da natureza que nós conhecemos e estamos acostumados a observar, nós chamamos de milagre”. Poderíamos definir milagres como: “intervenção sobrenatural no curso usual da natureza; uma suspensão temporária da ordem natural, mediante o agir de Deus”.

Em elaboração

1.1 O milagre em sua etimologia

Cada um dos dons do Espírito é milagroso. São todos sobrenaturais. No sentido geral da palavra “milagres”, todos os dons do Espírito são milagres, mas no sentido etimológico o dom de operação de milagres é um ato específico. Por exemplo, quando Eliseu dividiu as águas do rio Jordão com um golpe do seu manto, ocorreu uma operação de milagre! Houve uma intervenção no decurso usual da natureza. Não conheço mais ninguém que com um golpe de uma capa abrisse um caminho pelo meio de um rio. (II Rs 2:14).

Em elaboração

1.2 A definição do termo milagre no Antigo Testamento

Em elaboração

1.3 A escatologia do milagre

O milagre é a intervenção livre de Deus dentro da criação, e no homem para expressar a vitória sobre o mal e a chamada a participação em seu Reino. O milagre se distingue do prodígio: na verdade, ele tende a enfatizar o caráter extraordinário e portentoso de um evento, enquanto que o prodígio é um chamado para que à fé se torne mais genuína e se reconheça a presença de Deus.

Em elaboração


2. Curas, sinais e maravilhas

É imprescindível conhecermos as definições de alguns termos para entendermos de forma mais ampla tanto a profundidade do evento quanto a diferença que existe quando nos referimos aos milagres operados pelo Criador. Vejamos:

Em elaboração

2.1 A Cura

Um milagre jamais nasce de cálculos racionais, ele sempre está ligado a uma atitude de fé (Hb 11:1-3). O Sino Naamã, não mergulhou sete vezes no Jordão porque foi convencido pela medicina; Paulo teve que ver algo extraordinário diante de si para abandonar todo o curso de sua vida e seguir aqueles a quem tinha por hereges.

Em elaboração

2.2 O significado de um sinal divino

Em elaboração

2.3 Maravilhas

Existem expositores que afirmam que os milagres já se encerraram, e que duraram até a era apostólica. Eles afirmam que hoje não é mais preciso milagres, porque o povo já tem toda a revelação que precisa para crer no Senhor. As Escrituras não ensinam que os milagres cessariam com os apóstolos, Jesus disse que faríamos obras maiores (Jo 14:12). Tanto os sinais quanto a salvação pertecem a promessa de Jesus no texto de Marcos 16:16-17.

Em elaboração


3. Compreendendo o poder sobrenatural de Deus

Jesus nos deixou como herança uma igreja que evangelizava e que estabelecia seu reino usando um poder sobrenatural como ferramenta principal e inseparável. Mas infelizmente, com o passar do tempo, algumas ideias humanas foram sendo introduzidas na igreja, e esse poder sobrenatural foi posto de lado (Lc 10:9,19). Vejamos:

3.1 O que significa o poder de Deus (At 1:8)

Todos os movimentos cristãos, sem importar sua denominação, começaram com uma visitação sobrenatural de Deus, se isso não ocorresse jamais teriam impactado o mundo. Mas onde se encontra esse poder hoje? Quantos ainda desfrutam dele? O que aconteceu? Parece que com o passar do tempo o carnal substituiu o espiritual (Gl 3:3).

Em elaboração

3.2 Deus se revela no Espírito

Em elaboração

3.3 O propósito do poder sobrenatural de Deus

Em elaboração


Conclusão

O poder de Deus está à disposição de todos nós (Jo 14:12). Milagres não são coisas do passado, eles sempre serão uma realidade na vida de todo aquele que crê (Mc 16:17). Um dos propósitos mais importantes pelo qual Deus nos ungiu foi para nos tornar testemunhas de Seu poder. Que os sinais nos sigam por onde passarmos (At 1:8).


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Milagres do Antigo Testamento (revista EBD professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2014 – Lição 01

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

EBD Editora Betel - Jesus, o Modelo Inigualável de Liderança

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 13 – 28 de setembro de 2014
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Ferramentario do Trimestre

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Texto Áureo

“Eis aqui o meu servo, que escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz. Farei repousar sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará juízo aos gentios”. Mt 12:18

O Salvador, o Messias, não fará barulho, não brigará, não gritará nas ruas – por isso será chamado de amado de Deus, o amado em que Deus teve prazer. Ele não quebrará a cana dobrada, não esmagará o pavio que ainda está ardendo. Mateus evoca, a partir da profecia de Isaías, não somente que Jesus se retira para o silêncio por causa da inimizade dos líderes de Israel, mas também que seu nome se torna famoso entre os povos gentios. Em parte, Mt cita com bastante liberdade essa passagem de Isaías, mas no sentido correto. Talvez ele tenha se lembrado de Zc 12.10 e Hc 1.4: Jesus é realmente o “servo” escolhido por Deus, o seu “amado”! No texto original hebraico consta único! A LXX verteu o termo como amado. O Espírito de Deus que repousa sobre o servo de Iavé evidencia-se no recolhimento e no recôndito. Não obstante, apesar de seu silêncio e recolhimento, ele levará o direito e a justiça de Deus a todos os povos. Fará triunfar em todo o mundo a justiça de Deus – por meio de seu sofrimento e sua morte! No texto original grego lê-se: “Para que a justiça de Deus seja poderosamente conduzida para fora”.

Comentário Esperança – Fritz Rienecker

Verdade Aplicada

Jesus Cristo é o modelo mais perfeito para aqueles que desejam sucesso na vida e em sua liderança.

Objetivos da Lição

Definir o que significa uma liderança delegada;
Demonstrar o que é uma liderança servidora;
Apontar o trabalho de um líder cristão como privilégio e responsabilidade.

Textos de Referência

Is 42:1-7


Introdução

O maior modelo de liderança será sempre Jesus Cristo. Desde sua anunciação já se previa um Messias com qualidades jamais vistas pelos seres humanos. Jesus Cristo é o homem perfeito, o modelo para uma vida saudável, feliz e vitoriosa. Não existe líder que não deseje ser como Jesus. Nesta lição, veremos três pilares principais sobre os quais a liderança messiânica repousou, os quais nos servem de base para o desempenho do papel de liderança.

Com relação à liderança, acontece a mesma coisa. Quando alguém apregoa que é líder, tem que provar que o é. E precisa de confirmação de outros que admitam:
“Ele é mesmo o líder”.
O próprio Jesus teve que comprovar sua condição antes que outros o seguissem. Depois que alguns o reconheceram como o Messias prometido, passaram a testemunhar e confirmar sua messianidade.
O Evangelho de João mostra que Jesus estava sempre dando provas daquilo que afirmava acerca de si mesmo, não dando maior ênfase a seus milagres, mas, sim, a comprovações mais contundentes. Podemos encontrar neste evangelho pelo menos sete comprovações do ministério de Cristo. Depois de as examinar, poderemos atacar a questão de saber como se aplicam à liderança atual nas igrejas, aos negócios e a outras organizações.

O Estilo de Liderança de Jesus – Michael Youssef

A autoridade da Igreja não é algum presbitério ou concílio de homens ordenados. Uma Igreja local é formado debaixo da autoridade de Jesus Cristo e deve suprema aliança somente á Ele. A autoridade da Igreja do Novo Testamento não está em alguma convenção ou associação de Igrejas. Está somente em Cristo! Autoridade nos alcança verticalmente de Cristo, não horizontalmente de algum papa, Igreja ou conselho. A Igreja do Novo Testamento está totalmente debaixo da autoridade de Cristo. Esta autoridade que a Igreja possui, nunca pode ser transferido ou delegado. Cristo não transfere sua autoridade á sua Igreja, ele à retem e é somente dele.
Uma Igreja não precisa uma transferência de autoridade à Ela porque Cristo habita em suas Igrejas até o fim do mundo de acordo com Mt 28.20. Quando escolhemos nossos líderes e nus preparamos para liderar uma Igreja Batista, temos que considerar a suprema liderança do nosso Senhor Jesus Cristo para obedecer suas instruções.

O Fundamento Bíblico para Liderança – Laurence A. Justice



1. Liderança delegada

Em várias ocasiões, Jesus demonstrou que sua missão e liderança haviam sido delegadas pelo Pai. Era imprescindível, portanto, que as pessoas cressem nele como alguém vindo de Deus. Séculos antes Ele havia sido apresentado de algumas maneiras que cabia àqueles cidadãos judeus observarem e conferir.

O nosso salvador sempre será o nosso maior exemplo em tudo. Ele delegou aos seus discípulos autoridade (Luc. 9.1,2) e a missão de ir e pregar em todas as nações (Mt 28.19). Ele investiu tempo treinando (Lc 10), encorajando (Jo 14), admoestando (Jo 6), alertando (Jo 15) e intercedendo (Jo 17). Seu exemplo de vida se constituiu numa aula constante aos que caminharam com ele. Ele servia aos seus liderados (Jo 13).

Delegando Tarefas – Convenção Batista Fluminense

É consenso na administração que um líder deve saber delegar. Há pessoas que são muito produtivas individualmente e por isso são promovidas. Mas, mesmo sendo competentes, elas nem sempre sabem como liderar suas equipes, principalmente por não saber repassar atividades que fazia tão bem antes da promoção. Nesses casos o risco que se tem é a perda de uma pessoa muito produtiva e ganho de um péssimo gestor.
Compreendemos que o líder que não sabe delegar acaba não desenvolvendo sua equipe para que ela tenha autonomia.

Liderança Ética e Servidora Aplicada nos Institutos Federais – Jesué Graciliano da Silva


1.1 Ele foi apresentado como servo

O próprio Jesus foi o exemplo supremo de alguém que manifestava a verdadeira grandeza. Ele que era o Messias de Deus (Filho do homem; veja 2:10) poderia muito bem fazer-se valer dos seus direitos de ser servido pelos homens. Mas, pelo contrário, ele veio para servir e dar a sua vida pela humanidade. Resgate. Essa palavra significativa era comum no mundo grego do tempo de Jesus, onde era usada com referência ao preço pago para a libertação de um escravo (Adolf Deissmann, Light from the Ancient East, trans. L.R.M. Strachan, pág. 327 e segs.). Este foi o preço exigido por um Deus santo a fim de que a justiça pudesse ser satisfeita no perdão dos pecados. Como resultado desse pagamento, o crente fica livre do pecado e de Satanás. Por muitos. A preposição grega anti traduzir-se-ia melhor para em lugar de, conforme as fontes gregas comprovam esmagadoramente (cons. J. H. Moulton and George Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament, págs. 46, 47; Arndt, pág. 72, 73; Vincent Taylor, págs. 444, 445).

Comentário Bíblico Moody

Temos em Cristo o exemplo supremo de liderança espiritual. A maioria de nós pensa sobre liderança imagindo um oficial militar dando ordens ou um empregador, gerente ou chefe olhando de perto os seus subordinados ou empregados, fiscalizando se o trabalho é feito. Isto tudo até fazem parte da liderança, mas não é a essência da liderança espiritual.
Na Liderança Espiritual temos o líder que serve. O próprio Jesus ensinou que o Filho do homem não veio para ser servido “mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20:28). Ele foi definitivamente o maior líder de toda a História. Cristo não liderou somente com ordens, punições ou supervisionando, mas servindo ao lado de seus seguidores. Assim ele mostrou como ser um servo, sendo um servo também.
Jesus sempre amou ser o que era. Talvez o que mais nos frustre seja não saber quem somos ou o que fomos destinados a fazer. Ele era acima de tudo um servo feliz, gostava de ser humano, não vivia a reclamar da vida. e, mesmo sendo Deus, não usou de forma alguma a autoridade que possuía para livrar-se dos momentos difíceis e da missão que portava consigo. Ele foi até o fim, como um filho obediente e como um servo fiel.


1.2 Escolhido para o prazer de Deus

Aqui o Espírito Santo é compreendido como instrumentalização pública para a atividade que o Senhor de agora em diante irá exercer. Agora iniciam os feitos milagrosos e as curas de enfermos.
O terceiro sinal milagroso acontecido do céu foi a voz divina. Através do meio mais direto, mais pessoal e mais íntimo de expressar a comunhão, a saber, pela “palavra”, Deus revela ao seu Filho o relacionamento, singular por excelência, que existe entre ambos. Soa a voz de Deus, abrindo-lhe o que ele é para Deus, a saber, o amado, amado como um filho único só pode ser amado pelo pai, e revelando o que o Filho por isso é para o mundo, a saber, o instrumento do amor de Deus pelas pessoas. O envio do Filho tem a finalidade de elevá-las à extraordinária dignidade de filhos de Deus (cf. Mt 5:9).

Comentário Esperança – Fritz rienecker

ebed yavé - servo sofredor - seria o grande tema da segunda parte do livro de Isaías (Is 40-55). Ali, como uma figura, é idealizado Israel, Jacó, Abraão, o servo do Senhor (Is 48:8-10). Todos esses textos são ora a idealização da figura de Jacó, outras o próprio profeta, mas fica notório que em Isaías 53 a figura do profeta sofredor é uma descrição muito real da vida, ministério, morte e ressurreição de Jesus. Isto é tão verdade para nós cristãos que o próprio Novo Testamento já reconhece isso: o apóstolo João, ao falar da incredulidade dos judeus, usa o texto de Is 53.1, dizendo: “... para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” (Cf. Jo 12.38). Mateus, referindo-se às curas milagrosas de Jesus, diz: “... para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.” (Mt 8.17). Nas cartas de Paulo, 1 Pe, são frequentes as citações a Isaías, especialmente a Isaías 53. O hino do servo sofredor para nós cristãos aponta Jesus, o Messias.

Jesus: O Servo Sofredor (Isaías 53) - Paulo Lockmann (editado)

Agradar a Deus exige integridade. Normalmente seguimos quem nos inspira respeito. Falando a servos, Efésios 6:6-8 diz:
-Não apenas para agradá-los(quando eles nos observam)
- Como escravos de Cristo
- Fazendo de coração a Vontade de Deus
- De boa vontade, como ao Senhor
- Pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre
Agradar a Deus exige honestidade. Seguimos (ou procuramos seguir) quem gera confiança. (Pv 16:13). O crescimento e a multiplicação legítimos só ocorrem onde há organização. Deus é organizado. Ele só investe aonde há real organização.
Cristo agradeceu mesmo quando o que tinha em mãos não só parecia, mas era parecia pouco. Ele recebeu cinco pães e dois peixes e agradeceu a Deus. O líder segundo o modelo de Jesus está sempre pronto a expressar a gratidão e reconhecer aquilo que Deus tem colocado em suas mãos. Igreja, grupo, equipe de trabalho pequenos? Agradeça a Deus por eles. Reconheça que Deus colocou em suas mãos. Isso fará a grande diferença em seu viver.


1.3 Ele foi habilitado para servir

O Messias-Servo está apresentado como o Profeta compassivo (uma passagem que se aplica ao Senhor Jesus em Mt. 12:18-20). O Servo agora é obviamente um indivíduo e não a nação de Israel como um todo. Deus se compraz ou "se agrada" dele (cons. Mt. 3:17). Como o Escolhido, Ele seria a Cabeça que controlada o povo eleito de Deus. Ele seria especialmente capacitado pelo Espírito Santo (cons. Is. 11:2). Evitando toda a ostentação ou auto-exibição, Ele exerceria um ministério silencioso e despretensioso (embora multidões, como sabemos, correriam para Ele nos campos e montanhas). Mansamente Ele evitaria esmagar a cana quebrada (v. 3). isto é, o pecador contrito, ou extinguindo o testemunho frágil do mais fraco dos crentes. Ele teria um ministério para com todas as nações, aplicando o direito (nos vs. 1, 4 mishpat implica em padrões ou princípios de santidade e verdade divinas – a verdadeira fé do evangelho). Além disso, esta sua mensagem e padrão se enraizaria permanentemente no mundo, até mesmo nas ilhas ou terras do mar do ocidente.

Comentário Bíblico Moody

Servir fala diretamente sobre trabalho (serviço). Se Cristo veio para servir, então o Espírito de Deus é posto sobre o nós para o serviço. Liderar com autoridade, fala muito mais de fazer coisas do que olhar alguém as fazendo. Um servo-líder de Cristo possui uma graça adicional que o habilita a servir em sua obra. O próprio Senhor Jesus viveu e trabalhou servindo movido pelo Espírito Santo. O modelo de serviço cristocêntrico difere e contrasta em muito com o modelo egoísta e carnal de muitas lideranças (em vez de servir querem, e exigem, ser servidos). Temos o E. Santo? Então também estamos hábeis para liderar servindo como o Senhor!
Destaque para seus alunos que existem dois tipos de pessoas no que diz respeito a doar: algumas doam para viver, outras vivem para doar. Esses dois tipos de indivíduos não só têm diferentes hábitos de doação, mas também filosofias de vida diferentes. Quem vive para doar sempre está preocupadocomacausaeanecessidade, quem doa para viver sempre oferece o suficiente. Jesus era um especialista em viver para doar.



2. Liderança servidora

Toda liderança tem um objetivo e uma maneira de alcançá-lo. Deus se preocupou em revelar riquíssimos detalhes acerca da tarefa messiânica. Todavia, o espaço não permite uma exposição maior, sendo assim, ateremo-nos ao texto profético de Isaías.

Competências e qualidades do líder servidor:

•Paciência: Demonstrar autocontrole
•Gentileza: Atenção, apreciação, encorajamento;
•Humildade: Demonstrar ausência de orgulho, ser autêntico, não arrogante;
•Respeito: Tratar todas as pessoas com a devida importância;
•Altruísmo: Ir ao encontro das necessidades alheias;
•Perdão: Não guardar ressentimentos.
•Honestidade: Não tentar enganar ninguém;
Compromisso: Ser fiel a sua escolha;
•Serviço e Sacrifício: Deixar de lado seus próprios desejos e buscar maior benefícios aos outros;

Liderança – Vicente Santana do Nascimento

Acreditar que liderar compreende somente em delegar seus liderados resulta no pensamento primário, sem muito questionamento sobre o que vem a ser de fato o ato de liderar. A Liderança Servidora descreve que essa atividade consiste em determinar um propósito maior, algo que realmente seja importante. Assim, o líder vem a ser chamado de servidor por perceber seus liderados como fonte prioritária para conseguir chegar algo grandioso que será compartilhado por todos. Sua real meta consistirá em priorizar as pessoas, por isso necessita inspirar confiança ao transmitir seus valores e competências, estimulando através de um espírito sustentador o apoio de seus liderados, que passam a serem considerados seguidores que apóiam na obstinação da busca do objetivo almejado. Essa idéia pode parecer um pouco fantasiosa, linda no papel difícil de por em prática. O proposto nessa teoria não consiste em criar um mundo perfeito, mas sim valorizar as potencialidades humanas, desenvolvendo seus pontos fortes, criando expectativas que as façam erguer constantemente seus obstáculos. Contribuindo com fator motivacional, porque estimula nas pessoas a vontade de desenvolverem o seu melhor.
Liderança Servidora no Aspecto do Líder Servidor – Leidyane Cristina Jorge Lino e Jose Humberto da Silva


2.1 Ele promulgará o direito

O versículo 3 declara: “A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça”. Mateus apresenta: “Não esmagará a cana quebrada, e não apagará o morrão que fumega, até que faça triunfar o juízo” (ênfases adicionadas). O significado é que o Senhor não feriria nem mesmo o fraco e o vulnerável, reafirmando que Ele não incitaria violência até depois da época da Sua crucificação e ressurreição. Esta profecia é uma das várias citadas por escritores no Novo Testamento como tendo sido cumprida através de acontecimentos na vida de Jesus Cristo. “Juízo”, como foi usado aqui, significa “raciocínio são”.
O versículo 4 continua as palavras de Deus, o Pai: “Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei”. O Pai testifica que apesar dos mais injustos tratamentos, do sofrimento mais intenso e morte por meios mais dolorosos e ignominiosos conhecidos, Jesus Cristo não faltaria em Sua missão salvadora, nem tampouco seria desencorajado. A sentença “As ilhas aguardarão a sua lei” talvez esteja se referindo, em parte, aos nefitas no continente americano, a quem Cristo visitou depois de Sua crucificação e ressurreição. Néfi, citando seu irmão Jacó, registrou que eles estavam “em uma ilha do mar”. Outros servos emulando a Cristo teriam semelhante coragem e perseverança ao levarem a cabo as tarefas designadas pelo Senhor; muitos dariam suas próprias vidas para selarem seus testemunhos.

Isaías: Os Tempos do Cumprimento das Profecias – Ivan Sanderson (Tradução Cláudia Giron Johanson)

A missão dupla do Servo de Deus seria: a) realizar as promessas da aliança feitas a Israel; b) levar a luz da revelação aos gentios. O Criador e Sustentador da vida apoiada e sustentada o Servo em sua missão terrena (v. 6). O Evangelho do Servo operaria para libertação de todos os crentes da prisão do pecado (v. 7). Toda a glória da previsão exata dos acontecimentos vindouros deve ser dada a Deus somente. Ele não a partilhará com os deuses inventados pelos homens.

Comentário Bíblico Moody

Deus revela seu servo o inter-relacionado com o passado histórico de Israel. Tal escolha é semelhante à escolha do Rei Davi: Deus põe o seu Espírito sobre ele (I Sm 16:13). Os planos, estratégia e ações diferem da violência de seus antepassados como em Gideom: sem barulho, sem violência.
A sua vitória é comparável à de Josué: proclamará e colocará o Direito sobre a Terra.
Seu ministério e sua atividade estaria voltada para as nações. Em Isaías vemos que o seu direito teria sentido judicial (41:1; 50:8 e 54:17). Tais promulgações nos mostram e delineiam o domínio do Criador sobre o Mundo e a sua intervenção historicamente notada e incontestável (51:4). Deus é o criador e o mantenedor da vida (v: 5), com isso e por isso, confirma a vocação universal e plena de seu Servo (v. 6). Ele se volta  para a libertação de todos os povos, todos os benditos no crente Abraão (v. 7).
Tal libertação não se verifica como acontece no operar da brutalidade dos assírios nem dos babilônios, mas respeitando os povos, mesmo os mais fracos, desesperançados ou que tropeçam (' 'não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega'' — v. 3).
A lâmpada era um pequeno vaso de barro com óleo, com uma alça para carregá-la e uma mecha de linho mergulhada no óleo de oliva. O texto fala em mecha fumegante se referindo a uma que se estava se apagando. A mensagem se dirigia aos enfraquecidos, a muitos dos que figurativamente eram como a cana. Essas pessoas se pareciam como um pavio fumegante, porque seu último sinal de vida quase já se apagava. Estavam realmente oprimidos e precisando de alguém que os curasse e guiasse suas vidas.


2.2 Servirá com suavidade

Nós devemos servir. Não existe como medir o serviço e sacrifício de Jesus. Ele desceu da glória excelsa para a cruz vergonhosa demais (Fp 2:5-11). Ele insistiu conosco que o padrão do reino dele seja totalmente diferente que a regra nos impérios mundanos (Mc 10:42-45). Não devemos disputar lugares de destaque, mas sim, oportunidades para servir um ao outro. Nunca devemos pensar no jeito em que estamos sendo tratados, mas devemos nos preocupar com o bem-estar dos nossos irmãos (Fp 2:3-4). A humildade exigida para manter esta postura é tão difícil conseguir que temos que meditar na vida de Cristo constantemente para realizá-la. Vamos valorizar ao máximo o simples serviço humilde.
Nós devemos deixar o Espírito de Deus habitar cada vez mais em nós. Assim como Jesus recebeu o Espírito sem limitações, devemos crescer para nos tornarmos cada vez mais a morada de Deus por seu Espírito (Efésios 2:21-22). Mas o Espírito não habita num templo indigno (Ez 8-11; 1 Co 6:19-20) e por isso temos que tirar do nosso corpo todo tipo de pecado. Devemos deixar a palavra de Deus, que é a espada do Espírito (Ef 6:17), nos moldar, sempre nos esforçando para nos adaptarmos a fim de imitar a mensagem escrita. À medida que o Espírito de Deus transforma nossas vidas parecemos com Cristo.

O Servo do Senhor – Gary Fisher

Muitos intérpretes concluem que o grande ajuntamento de pessoas presentes quando Cristo disse o sermão do monte aguardava que ele se levantasse revoltosamente contra o domínio de Roma. Mas, o que lemos predito em Isaías já sinalizava que Jesus como servo não seria um agitador, sedicioso ou revolucionário. Ele não incitaria rebeliões, golpes, revoluções nem violência. A narrativa de Isaías descreve que outros servos (que imitariam o Senhor, os discípulos) também rejeitariam contendas e violência. Assim podemos claramente identificar quem é enviado ou está falando por Deus durante todas as épocas, principalmente nos últimos dias. Infelizmente, isso não se enquadra no trabalho de militares, policiais nem de equipes de segurança, mas também não autoriza a violênvcia gratuita, opressiva, desmedida e rotineira. O mesmo se aplica a pais e tutores legais, pastores e demais obreiros.


2.3 Servirá sem agressões

Jesus leu essa passagem de Isaías quando falou na sinagoga em Nazaré (Lucas 4.16-21), mas omitiu a parte que fala da vingança do Senhor porque ainda seria para o futuro. O Senhor restaurará a nação de Israel. Hoje, ele está restaurando vidas que creem em Jesus como salvador. O profeta está proferindo a Palavra de Deus no contexto do ano do jubileu, o ano aceitável. Era o modo que Deus tinha de frear a ganância e opressão dos ricos contra os pobres. A terra descansava no ano 50º, as dívidas eram perdoadas e os escravos recebiam sua alforria. Assim como o ano do jubileu era uma alegria para os pobres, Jesus tem boas novas ao pecador de coração quebrantado. Ele liberta os cativos do diabo e do pecado. Em vez de cinzas na cabeça, símbolo do lamento, o pecador é ungido com óleo, símbolo da comunhão, alegria e do Espírito Santo. O carvalho como símbolo de firmeza descreve a segurança do crente em Cristo Jesus (v.1-3).

Isaías 61 – Pércio Coutinho Pereira

Cristo aqui está representado com poderes do Espírito para pregar o Evangelho libertador e transformador de vidas (uma passagem que Jesus aplicou a si mesmo em Lc 4:18-21). O Evangelho é especialmente destinado aos quebrantados (isto é, os humildes, que reconhecem seu próprio pecado e a necessidade de um Salvador e os que se arrependem dos seus pecados). É uma mensagem de libertação do cativeiro, de consolação da tristeza e do poder de Deus para uma nova santidade de vida – carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor (v. 3). Este Evangelho também promete o justo juízo de Deus sobre todas as forjas do mal sem arrependimento – o dia da vingança do nosso Deus (v. 2).

Comentário Bíblico Moody

O “Servo Sofredor” é descrito de forma poética e profética por Isaías (Is 53:7).
O sofrimento da vida Cristo mostra que ele foi o mais manso de todos. Ele mesmo declarou isto (Mt 11:29). Ele não era fraco, covarde nem medroso. Tinha todo o poder em suas mãos e com uma palavra poderia ordenar e uma multidão celestial viria salvá-lo (doze legiões de anjos, Mt 2.6:53), mas agia com mansidão.
Quando faminto e tentado, não usou seus poderes, mesmo tendo sido incitado pelo Diabo. No Getsêmani e na Cruz ouviu calado as afrontas e acusações contra si (inclusive dos próprios ladrões crucificados com ele, mas optou por amá-los - Jesus poderia trucidá-los!). Nisto tudo agiu com mansidão.
A exegese da palavra mansidão é autocontrole (o domínio de si mesmo), e não covardia, fraqueza ou medo. Hendriksen disse: “Mansidão é submissão ante qualquer provação, a disposição de sofrer dano ao invés de causá-lo. A pessoa mansa deixa tudo nas mãos daquele que ama e que se importa”. John MacArthur: “É o poder sob controle. Mansidão é dominar o espírito. Estar fora de controle é falta de mansidão. A mansidão é o oposto da violência e da vingança”. Se alguém, quando humilhado, afirma que irá se vingar, não possui mansidão, já que o manso memso tendo poder o usa em benefício próprio. 
O jeito cristocêntrico de liderar é se considerar servo. É demonstrar compaixão e levar o direito dado por Deus pela fé às pessoas carentes de reconciliação. É importante demais ter uma missão, mais ainda é que juntamente com ela se tenha a ética em conduzi-la.



3. Liderança recompensada

A recompensa do trabalho messiânico está na realização do próprio trabalho e não fora dele. Como um administrador que tem prazer em ver dar certo o seu empreendimento, sendo-lhe isso uma folga e um prazer. Assim Cristo se realiza e se recompensa com a sua organização.

Paulo teve mais do que uma porção no prazer de melhorar a vida de outros. Quando ele diz: “[...] uma porta grande e oportuna para o trabalho se me abriu” (I Co 16:9), ele referiu-se a alegria do trabalho para Deus de uma forma que trouxesse sua própria recompensa. Nenhum dinheiro estava envolvido, nenhum conforto especial ou vantagens carnais sobrevieram a ele. Ele simplesmente reconheceu que em Éfeso, o entusiasmo estava alto. Muitos queriam ouvi-lo pregar e ensinar o “Evangelho da graça de Deus” (At 20:24). O sucesso no ministério de Paulo foi além de suas expectativas. Todos os habitantes da Ásia puderam ouvir o Evangelho e ver os milagres extraordinários que foram operados através de suas mãos (At 19:10,11). Um dos prêmios mais cobiçados que qualquer líder pode desfrutar vem com o sentimento de realização que o sucesso traz. Essa deve ser a base da mensagem da seguinte frase: “contanto que complete a minha carreira” (At 20:24). O Apóstolo sabia que o partir e o estar com Cristo eram incomparavelmente melhor do que o viver na Terra, ainda assim ele estava disposto a permanecer na Terra para abençoar a vida dos filipenses (Fl 1:23,24). O crescimento e o progresso da igreja de Filipos foi, para o apóstolo, “sua coroa e alegria” (4:1). Quando Deus dá para um de seus servos a certeza de que conseguirá influenciar outros beneficamente, fazendo tudo aquilo que Deus deseja, ele o recompensa com um senso satisfatório de realização.
Como liderança significa “a influência para uma mudança benéfica”, Jesus escolheu seus discípulos-líderes para produzirem o fruto duradouro (“o vosso fruto permaneça”, Jo 15:16). Quando um líder pode ver que Deus o tem usado para melhorar as vidas e que aquelas mudanças positivas são a longo prazo, ele sente a recompensa. Ele tem realizado com êxito a missão que Deus escolhera para ele. Ele pode morrer sem aquele sentimento incômodo de que tem um débito não pago para com a humanidade (cf. Rm 1:14). A satisfação substitui esse sentimento importuno que aparece de uma obrigação não realizada.
As quantidades imensuráveis de esforço e sofrimento gastos são pagos pelo fato de um líder saber que ele tem sido usado por Deus ao máximo do seu potencial. Por isso, o descontentamento destrói as melhores intenções de um líder; ele conclui que Deus não o está usando. Billy Graham, ainda moço, reconheceu os esforços que um ministério evangelístico exigia. Ele orou pela compensação de ver pessoas sendo tocadas por uma fé salvadora em Cristo. “Se o Senhor não salvar pessoas através de mim, deixe-me morrer. Eu não quero viver”. Deus muitas vezes responde a uma oração sincera como essa com bênçãos evidentes e sucesso espiritual. Pense no sentimento de realização que o Dr. Graham continua tendo, mesmo durante esses últimos dias de sua vida!

A Recompensa da Liderança – “O Líder que Deus Usa” – Russell P. Shedd


3.1 Mediador da aliança

A expressão flecha polida consta no livro do profeta Isaías, numa de suas profecias que descrevem a obra do Messias: “(O Senhor) fez a minha boca como uma espada aguda, na sombra da sua mão me escondeu; fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua aljava.” (Is 49:2).
Deus tinha um alvo a ser alcançado pelo Filho: oferecer restauração aos descendentes de Jacó e ser fonte de salvação para todas as nações, até a extremidade da Terra (v. 6). Jesus, como uma flecha perfeitamente preparada, cumpriu perfeitamente este propósito.
A obra de Jesus Cristo em nossas vidas é detalhada em Isaías 49: Ele é o mediador da nossa aliança com o Pai (v. 8), Ele nos libertou da prisão e nos tirou das trevas (v. 9), Ele nos trouxe para um manancial de águas (v. 10). Aleluia! Louvado seja o Senhor por sua obra em nós.
Você também deve ser como uma flecha polida! Todo arqueiro sabe que a flecha precisa ser tratada minuciosamente antes de ser usada para atingir determinado objetivo. Você precisa abrir-se à obra do Espírito Santo que, através da Palavra e do Seu poder, dará o tratamento necessário. Este “polimento” consiste  na implementação do caráter de Cristo em sua vida.

Flecha Polida na Aljava de Deus – Paulo Petrizi

O Cristo humano e divino veio para restabelecer o relacionamento entre Deus e os seres humanos. Um mediador somente é necessário quando existe algum conflito entre duas ou mais partes.
A função de um mediador é fazer ligação entre dois oponentes na tentativa de alcançar a paz. Quando dois oponentes não têm qualquer intenção de fazer as pazes, eles nem pensam em mediador. Isso mostra que o simples fato de existir um mediador na relação ser humano-Deus demonstra interesse da parte divina em resolver o impasse. Em geral, importa que o mediador seja neutro e tenha acesso aos dois lados. Ele precisa buscar o melhor para as duas partes envolvidas no conflito, e não pode favorecer uma em detrimento da outra.
A Escritura apresenta Jesus como o único mediador entre Deus e os homens: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem””(1Tm 2.5; At 4.12). Como mediador, sendo Deus e homem ao mesmo tempo, Jesus consegue tratar com os dois lados, e procura o bem para as duas partes. Como Deus, ele consegue se aproximar de Deus e, como homem, consegue se aproximar dos homens.

A Morte do Mediador – Leandro Lima

O homem precisa de um advogado junto a Deus, alguém que seja capaz de intermediar em seus assuntos particulares. Todavia não há outro além de Jesus Cristo que seja capaz de cumprir essa mediação (I Jo 2.1). Porém é necessário que os embaixadores de Cristo Jesus anunciem quem de fato ele é. Na verdade, todos foram chamados para tomarem-se anunciadores dessa nova aliança, ninguém está isento dessa missão.



3.2 Luz para os que jazem em trevas

A palavra “luz” é destacada pelo profeta Isaías. O que é a “luz”? Todos sabemos que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas. Lemos já no início da Bíblia: “...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas” (Gn 1.4b). Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz. Portanto, uma segunda palavra-chave que devemos lembrar é “separação”.
A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação! Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.
O versículo inicial não diz apenas “eis que as trevas cobrem a terra”, mas prossegue: “e a escuridão, os povos”. Essa é a realidade em nosso mundo.

Jesus, a luz do Mundo –  www.apaz.com.br

Muitos adolescentes e jovens crescem sem receberem orientação e sem receberem os valores bíblicos. Muitos se sentem inseguros, têm um complexo de inferioridade, ou não têm equilíbrio. Muitos não têm amigos, pois o clima é de desconfiança. Mas o pior de tudo, meus irmãos, é que muitos vivem sem Deus. Muitos não conhecem a Cristo. Muitos levam uma vida cheia de dificuldades e desafios, mas não conhecem o Salvador, e não encontram paz para suas almas.
Assim era também a situação do povo de Deus na época do profeta Isaías. Naqueles dias o povo de Deus se encontrava numa situação muito precária. Não havia luz. Muitos andavam desesperados, perdidos e sem rumo. Muitos procuravam adivinhadores e necromantes. Principalmente as pessoas do norte e nordeste do país de Israel, aqueles que eram da terra de Zebulom e da terra de Naftali, como também os moradores da Galiléia, eram muito carentes (Isaías 9: 1). O caminho deles era um caminho torto. O grande problema deles foi que eles tinham se afastado de Deus. Como conseqüência disto havia “angústia, escuridão, e sombras de ansiedade” (Isaías 8: 22). E mais: O povo de Deus corria risco de vida. Deus mandou o poderoso rei da Assíria, para castigá-los e para dar uma pisa neles. Assim aconteceu. Deus ficou irado, e enviou o rei da Assíria para dar uma lição dura no povo de Israel. O rei da Assíria foi lá e levou muitos, principalmente da região da Galiléia, para a Assíria (2Reis 15: 29). Muitos foram desenraizados e lançados para países distantes. Aqueles que ficaram no país de Israel, entraram em estado de depressão. Assim o povo de Deus vivia uma situação de calamidade inédita. Eles precisavam de socorro. Eles precisavam de alguém que pudesse reanimá-los. Eles necessitavam de alguém que pudesse tirá-los do sufoco.

O Povo que Andava em Trevas viu Grande Luz – www.sermao.com.br


3.3 A glória exclusiva

Cada um precisa curvar-se à verdade. Ainda que Pilatos rejeitasse e desprezasse a questão do Messias como um assunto puramente judaico, desde que não se tornasse perigosa para o domínio romano, Jesus tem o direito de ser ouvido por ele como “testemunha em favor da verdade”. Por isso Jesus agora explica seu reinado: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade”. Também neste caso “verdade” não representa a quantidade de descobertas corretas que a ciência elabora. Essas “verdades” não carecem de “testemunhas”. Tampouco transformam alguém em “Rei”. Mesmo aqui Jesus está falando daquela “verdade” que nos revela a realidade última de nossas vidas e é luz que penetra em toda a nossa existência. Essa “verdade” é necessariamente a verdade de Deus, pois somente em sua criação à imagem de Deus o ser humano é reconhecido em sua realidade verdadeira. Ao direcionar a vida para Deus, ela adquire verdade e se torna vida “eterna”. Ao mesmo tempo, a “verdade” traz o juízo sobre o ser humano e o revela como separado de Deus e, por isso, refém das trevas e da morte. Contudo, ela mostra também o amor de Deus, que não desiste do mundo, mas entrega o próprio Filho para a sua salvação. De acordo com Jo 1.17, a “verdade” não pode ser separada da “graça”. Essa verdade precisa de uma “testemunha”. Ela é desconhecida porque é mal-entendida, temida e odiada. As pessoas amam as trevas mais do que a luz, embora as trevas e a mentira que a domina signifiquem a morte e apenas a verdade traga a vida verdadeira.

Comentário Esperança – Werner de Boor

Ao tornar-se homem, Jesus não deixou de ser Deus. Sua encarnação não envolveu subtração de sua deidade. Ele apenas somou a natureza humana à sua Pessoa, tornando-se capaz de sentir fome (Mt 4:2), sede (Jo 19:28), alegria (Lc 10:21), comoção (Jo 11:33), tristeza (Mc 14:34), cansaço (Jo 4:6), dormir (Mt 8:24), chorar (Jo 11:35), comer e beber (Mt 11:19), orar (Mc 1:35), participar do crescimento humano (Lc 2:40,52), enfim, Ele tornou-se igual a nós em todos os sentidos, com a exceção de que jamais pecou (Hb 2:14.17; 4:15). Cristo tinha a natureza humana e a natureza divina.
Como homem, ele precisou do Espírito Santo para operar milagres (At 10:38); como Deus, ele era Todo-Poderoso (II Cr 20:6). Como homem, ele estava confinado em um corpo humano (Hb 10:5); como Deus, ele continuava no céu (Jo 3:13). Como homem, ele possuía um conhecimento limitado (Mc 13:32); como Deus, ele sabia todas as coisas (Jo 16:30; 21:17).
O Verbo que tudo criou, que era Deus e que preexistiu eternamente com Deus-Pai, se fez carne, habitando em um corpo humano. A sua habitação pessoal passou do mais alto céu para um tabernáculo humano, em uma forma humilhada de servo. Sua glória estava escondida atrás daquele véu que era seu corpo (Hb 10:19,20), a mesma glória que cobria o Templo no Antigo Testamento (Ex 40:34,35) e que Ezequiel contemplou (Ez 10:18; 11:22,23), a glória divina que Cristo deixou transparecer no Monte da Transfiguração (Mc 9:2,3).
A Bíblia diz que “foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse” (Cl 1:19), isto é, no homem Jesus Cristo, e que em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (2:9). As palavras “toda a plenitude da divindade” são referentes à natureza divina que residiu em Cristo. Embora Ele estivesse habitando um corpo limitado, Jesus possuía a natureza divina, com todos os seus atributos – onipotência, onisciência, imutabilidade, pré-existência eterna, etc. Nenhuma destas características foram abandonadas na encarnação.

A Natureza Divina do Filho – Rafael Gabas Thomé de Souza

Talvez seja difícil entendermos que a recompensa do trabalho seja o privilégio de exercê-lo. O labor é um meio de se trazei' o sustento, de pagar dívidas, etc. Mas o trabalho também é um meio de satisfação, tanto é que muitos se deprimem e adoecem quando não conseguem emprego. A obra de um líder com certeza o ferirá inúmeras vezes, mas é dela que vem o seu consolo e recompensa. Por isso, não devemos desanimar. Ao contrário, devemos ser firmes e constantes.



Conclusão

Jesus é até hoje um enigma para muitas pessoas. Seguir a Jesus não é somente um desafio, mas uma contracultura que nos conduz a viver de um modo diferente e regrado. O que sobressai em Jesus é sua qualidade de vida, sua maneira de agir, sua justiça, verdade, integridade e santidade. E como seguidores, basta-nos apenas seguir seu exemplo de vida: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13:15).

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Liderança Cristã – Conhecendo os segredos da Liderança Eficaz (revista EBD professor) – Editora Betel – 3º Trimestre 2014 – Lição 13
O Estilo de Liderança de Jesus – Michael Youssef – Ed. Betânia
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Cura e Edificação do Líder – Marcos de Souza Borges – Ed. JOCUM
Princípios para uma Boa Liderança – Cleverson de Abreu Faria (link)
Elementos Essenciais da Liderança: Visão, Influência e Caráter – Greg Ogden & Daniel Meyer – Ed. Vida
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Isaías: Os Tempos do Cumprimento das Profecias (link)
O Fundamento Bíblico para Liderança (link)
Liderança Ética e Servidora Aplicada nos Institutos Federais (link)
Liderança Servidora no Aspecto do Líder Servidor (link)
Isaías 61 (link)
Os 7 Princípios da Liderança ao Estilo de Jesus - João 17 (link)
Liderança Espiritual, Um modelo bíblico (link)
A Morte do Mediador (link)
O Povo que Andava em Trevas viu Grande Luz (link)
A Natureza Divina do Filho(link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Nosso Chamamento (link)
O Nome de Jesus (link)
Levanta-te, resplandece (link)
O Zelo pela Palavra Traz devida Recompensa (vídeo)
O Equilíbrio da Autoridade Delegada na igreja (link)
Jesus Servo de Deus na Teologia (link)
Os Servos Sofredores de Deus (vídeo)
Os Cristãos Devem Trabalhar Arduamente Esperando a Recompensa de seu Trabalho (link)

Questionário

1. Qual será sempre o nosso maior modelo de liderança?
R. Jesus Cristo.
2. De que forma Isaías apresenta o Messias?
R. Servo do Senhor.
3. Para quê o messias foi profeticamente enviado?
R. Para o deleite de Deus.
4. Indique uma maneira em que a liderança servidora se manifestou em Jesus:
R. Promulgando o direito.
5. Qual a grande recompensa de um servo?

R. A glória exclusiva de seu Senhor.

domingo, 14 de setembro de 2014

EBD Editora Betel - O Maior Legado de um Líder

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 12 – 21 de setembro de 2014
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Ferramentario do Trimestre

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Texto Áureo

“Chamou Moisés a Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: Sê forte e corajoso; porque, com este povo, entrarás na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais; e tu os farás herdá-la”. Dt 31:7

Moisés assegura a Israel da presença constante de Deus com eles. Isto é aplicado pelo apóstolo a todo o Israel espiritual, para animar sua fé e esperança; a nós nos é predicado este Evangelho, assim como a eles; não te deixará nem te desamparará (Hb 13:5).
Moisés lhes recomenda como líder a Josué, cuja sabedoria, valor e afeto haviam conhecido desde muito tempo atrás, a quem Deus tinha nomeado para ser seu chefe, a quem reconheceria e abençoaria. Josué se sente muito comprazido ao ser admoestado por Moisés para ser firme e valente. Irá bem aos que tiverem a Deus com eles, portanto, devem ter valor. Em Deus faremos proezas, pois nele teremos a vontade; se resistirmos ao Diabo, de nós fugirá.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

Verdade Aplicada

Não deixar um legado é como roubar o futuro da próxima geração. Líderes sem legado são líderes sem história.

Objetivos da Lição

Mostrar a necessidade de desenvolver uma liderança que vise preparar novos líderes;
Apresentar algumas qualidades de um líder catalisador;
Expor pontos importantes na preparação de um sucessor.

Textos de Referência

Nm 27:15-20

Introdução

Um pai responsável sempre age pensando em deixar uma herança para seus filhos. Em relação à organização Igreja, um líder deve ver a si mesmo como um pai que busca deixar tesouros para seus filhos (II Co 12:14). Nós seres humanos fomos criados para reprodução (Gn 1:28). Nossa história não termina em nós, daí a necessidade de compreendermos o que significa deixarmos um legado para a posteridade.

Para além de crença e religião, falamos sobre o Jesus histórico que ao longo da vida adquiriu milhares de seguidores. Olhando com atenção, nota-se lições de perseverança, foco, determinação, companheirismo e outros valores ao longo da sua trajetória. Jesus fez uma seleção, reconheceu o potencial de 12 pessoas e as treinou. Seu projeto teve tanto sucesso que, passados dois mil anos, continua funcionando e se reciclando. O profissional que deseja ser líder tem uma grande oportunidade de aprender com essa história milenar.

Jesus: O maior legado de administração e liderança – Sebastião Luiz de Mello

Na esfera natural da vida os pais sabem renunciar e fazer sacrifícios para que seus filhos progridam e um dia tenham uma vida melhor que a dos pais. Acontece que na igreja de Jesus há “pais espirituais”, que, de maneira admirável, se empenham de maneira ainda maior por pessoas estranhas. Paulo é capaz de assegurar aos coríntios: “Eu de boa vontade me sacrificarei”. Sua renúncia a qualquer sustento é para ele uma causa espontânea e alegre, até mesmo quando essa renúncia o leva a amargas carências. Porém não basta realizar tais sacrifícios. O ardor de seu amor visa mais: “Eu me sacrificarei e até me deixarei gastar totalmente em prol de vossa alma”. No NT “alma” (psyché) significa a vitalidade interior do ser humano. O apóstolo está pronto para qualquer sacrifício e engaja toda a sua pessoa em prol da “alma” dos coríntios, de sua verdadeira vida em fé, amor e esperança. Sem esse empenho não é possível realizar o serviço, justamente em uma igreja problemática. Será que os coríntios não vêem o grande amor de seu apóstolo, de modo que agora não apenas “Deus sabe” como ele os ama (II Co 11:11), mas que eles mesmos também o saibam? Porventura os coríntios agora o amariam menos, reclamando, desconfiados, do fato de que Paulo não se deixa assalariar por eles? “Se vos amo em especial medida, serei por isso menos amado?” Isso não é absurdo e injusto?

Comentário Bíblico Esperança – Werner de Boor



1. Compreendendo um legado

Um líder sábio trabalhará pela sua igreja, departamento ou organização secular para que elas se mantenham depois dele, não se acabe quando ele sair ou venha a falecer. Todo líder cristão que tem Jesus como modelo procura deixar um legado. É claro que para que isso aconteça eficientemente não dependerá apenas do líder, mas de sua equipe, diretoria, e do próprio sucessor.

No contexto familiar, uma boa pergunta a se fazer é: que legado deixo para meus filhos e netos? Claro que, no sentido com que está sendo colocada aqui, essa pergunta não se refere à herança de bens e posses, mas às heranças morais, como caráter, ética, honra e honestidade. Algo que, no futuro, venha representar para seus descendentes um referencial positivo de atitude, um modelo comportamental a ser admirado e seguido.
Pois acho válido fazer o mesmo auto-questionamento no contexto organizacional: enquanto Líder, que legado deixo para meus liderados?
Lembrando um pouco do que escreveram Marta Brooks, Julie Stark, e Sarah Caverhill a respeito, o legado da liderança é constituído pelo conjunto de todas as suas ações e atitudes que, de alguma maneira, fizeram diferença na vida das pessoas a quem você liderou. Para aquelas pessoas, essa diferença fará de você uma pessoa inesquecível, muito mais do que lugares, produtos e coisas.
O legado é deixado sempre por uma pessoa, não por um cargo. Assim, o verdadeiro legado fará você ser lembrado não pelos títulos e posições que acumulou e exerceu, mas pela pessoa que você foi. Esse legado é construído ao longo do tempo, mas nas ações e relações de cada dia, temperadas pela ética, generosidade e justiça no exercício da liderança.

O Legado da Liderança – Floriano Serra

Com os direitos trabalhistas, especialmente nos países paternalistas, temos uma ânsia por empregos. Trabalhar é um exemplo dado pelo Criador em pessoa, e é indispensável copiá-lo, mas emprego inspira a idéia de cumprimento de horários e bastante ‘seguranças’. Muitos líderes criam ou agarram-se a cargos para garantias pessoais, como se tivesse se tornado definitivamente aquilo (ninguém é pastor; a pessoa está pastor). A ideia de legados (substitutos) os amedronta, tanto pelo ego e pelo apego, quanto pelo medo de ter que criar outro ‘sustento’ ou ter que esperar em Deus.

Construindo um Legado (vídeo)
O legado brasileiro para os italianos (vídeo)

1.1 O que é um legado

Do Latim legatum, “algo deixado em testamento”, de legare, “delegar, enviar como representante, encarregar”. (http://origemdapalavra.com.br)

Vejamos o ineressante relato histórico da estrutura política e militar do Império Romano, de onde se derivou a palavra “legado”:

Os senadores iniciavam sua carreira aos 18 ou 20 anos como "vigintivir", uma espécie de estagiário, seguindo depois para uma província na qualidade de "tribunus legionis", um oficial do exército.
Aos 25 anos chegava o momento de assumir formalmente um assento no senado, na qualidade de "quaestor", depois como "tribunus plebi" ou "aedilis".
Ao completar 30 anos, o senador podia se tornar um "praetor", exercendo cargo de "proconsul" de uma província senatorial, responsável pela administração de um território sob a responsabilidade do senado de Roma.
Alternativamente, caso decidisse continuar na carreira militar, o membro da ordem senatorial podia se tornar comandante de uma Legião, um “Legatus Legionis”.
Aqueles bem relacionados com a casa imperial podiam ainda se tornar governador de uma província Imperial, um “Legatus Augusti pro Praetore”, cargo diretamente nomeado pelo Imperador.
Aos 40 ou 43 anos o individuo poderia tornar-se "cônsul" por um ano, uma espécie de segundo em comando, somente abaixo do Imperador, encerrando sua carreira com um sendo reeleito para consulado ou como prefeito da capital do Império.
(http://fabiopestanaramos.blogspot.com.br)

Legado não é o que você deixa quando morre, mas o que entrega quando sai de algum lugar. Todos os dias, quando volta do trabalho, deixa um legado na empresa. Quando sai de uma reunião, de uma conversa, do posto de combustível, de um jogo, ou de qualquer outro lugar, está deixando uma marca na vida das pessoas; este é o seu legado.
Muitos confundem legado com herança. São coisas diferentes: herança é o que você deixará quando morrer (espero que demore), contudo, legado você deixa em vida. Legado é a herança imaterial, aquilo que você entrega às pessoas que estão ao seu redor; sua marca. Então, se perguntasse às pessoas que estão à sua volta: “Qual é a marca que deixo em suas vidas?”, qual seria a resposta?
- Como você tem influenciado a vida das pessoas?
- Que impacto você tem causado na vida delas?
- Que tipo de influência tem deixado por onde passa?
- Qual é a marca que você tem deixado?
- Qual é a marca que quer deixar?

Legado: Qual é o seu? – Marco Fabossi

Assim, descobrir o seu papel no mundo começa a se tornar mais uma consequência do que um objetivo em si. Esse papel vai se definindo de acordo com o quanto você se dedicou às atividades que considera relevantes para sua vida e seu desenvolvimento pessoal. O legado é outra consequência, o qual na verdade muita gente está colocando como propósito. O que não estamos vendo é que tudo está ligado ao fator inicial, à motivação. Descobrir o que nos motiva é o que gera o impulso na direção certa, nos conecta com o caminho da paixão, da abundância, e da produção criativa, seja profissional ou pessoal.
Primeiro, vamos perguntar qual é nossa motivação. Aí os passos serão dados, só então você poderá vislumbrar seu propósito e, com certeza, vai deixar um excelente legado para o mundo em que vive!

Quando o propósito é deixar um legado – Danilo España

Um grande líder pensará numa maneira de manter sua igreja ou organização quando não estiver por perto. Assim, será ousado em inovar buscando adequar-se aos novos tempos e desafios. Poderá também usar de sua influência para preparar o caminho de seu sucessor e até indicá-lo em acordo com sua diretoria ou equipe. Lembremos que, sob a direção de Deus: Moisés, Elias, Jesus e Paulo se utilizaram de suas influências para deixar um sucessor. E os sucessores desses homens se esforçaram para honrar a confiança a eles outorgada cumprindo o seu papel.


1.2 Líderes responsáveis pensam no futuro do povo

O legado espiritual

Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento (Sl 32:7). Logo depois da grande vitória sobre o gigante, embora inicialmente impressionado com a habilidade de seu mais novo soldado, movido por ciúmes e inveja, Saul começa a perseguir Davi para o matar. Davi foi forçado a viver em fuga, muitas vezes passando semanas escondido na rede de cavernas ao redor do Mar Morto, mais conhecida como Caverna de Adulão (1 Sm 22.1). Nesse lugar fez as perguntas mais profundas da vida, encontrando as respostas no Senhor, em quem aprendeu a desenvolver confiança e esperança.
Em meio a tantas incertezas e adversidades, manteve sempre ativa sua bússola interna que lhe direcionava ao "verdadeiro norte", descobrindo a alegria mais profunda no relacionamento íntimo com o Pai Celestial. Parte do legado de sua fé e intimidade com o Senhor foram impressas no livro de Salmos.

Hoje é tempo de construir um legado – Rodolfo Garcia Montosa

Na vida de todo líder deve haver o interesse – e um esforço sobrenatural – para influir e imprimir as digitais de um caráter íntegro (que é o reflexo de uma vida espiritual ativa) em todas as pessoas que o rodeiam. Não adianta preocupar-nos apenas com a aparência, com o carro e com a casa, o maior legado que um líder pode deixar aos seus seguidores (seja esses seguidores a igreja ou a família), é o caráter de Cristo impresso em atitudes coerentes com sua forma de vida.
Porque se não houver essa preocupação, em formar pessoas melhores para o amanhã, em deixar um legado para a seguinte geração – os prejuízos poderão ser assombrosos. Deixar um legado não é apenas escrever uma lista de princípios e exibi-la na sala de nossas casas, também não basta com esforçar-se para levar os filhos para a Escola Dominical e jogá-los ao professor, enquanto nós, pais, líderes e educadores – não fazermos a nossa parte.

A Importância de Deixar um Legado – Rodrigo Faria


1.3 Plante para o reino e o reino florescerá

De certa maneira, é isso que Jesus nos chama a fazer. Ele nos confiou recursos — tempo, capacidade, oportunidade — e nós decidimos como usá-los. Nosso desafio é enxergar esses recursos como uma oportunidade para investir em longo prazo. “Ajuntai para vós outros tesouros no céu…” é o que Jesus disse em Mateus 6:20. Jesus nos assegura que esses tesouros protegidos não podem ser destruídos ou levados.
Pense em seus recursos: talento, tempo, conhecimento. Eles são temporais e limitados. Mas, se você investi-los olhando para a eternidade, estas coisas temporárias podem ter impacto duradouro. Qual é o seu foco? O presente ou a eternidade? Invista no futuro. Isso não somente terá impacto eterno, mas também mudará a sua maneira de enxergar a vida a cada dia.

Investindo no Futuro – Bill Crowder

Esperar ruínas para executar melhores traçados não é estratégico. Se realmente estamos fazendo um bom trabalho em uma equipe, projeto ou organização, devemos nos importar com um possível sucessor. Encontrar, treinar e deixá-lo apto. Se formos indagados, poderemos indicá-lo! Mesmo que isso não aconteça, deixaremos tudo apto para ser levado adiante naquele propósito inicial por ter sido um bom trabalho. Mas ainda estamos a desejar no tratamento de almas e morremos muitas vezes sem sucessão. Lembremos que Moisés buscou a Deus pedindo um líder capaz (Nm 27:15-17).
Todo líder um dia deixará sua organização de uma maneira ou de outra. Por uma ascensão ministerial, para atender um chamado urgente, por ser jubilado, e, ainda que se negue a jubilar-se, um dia vai morrer. Por isso, um líder deve estar enfocado na próxima geração. Deve preparar sua organização para enfrentar um futuro inevitável.



2. O propósito de um legado

Somos capazes de descobrir quantas sementes existem em uma laranja, mas é impossível saber quantas laranjas existem em cada semente. Essa é uma descoberta de quem planta. O que seria das próximas gerações de árvores e de frutos se a semente não fosse plantada? Deixar um legado é exatamente isso, é plantar para que a próxima geração produza muito mais frutos que a anterior. É pensar na perpetuação da espécie. Para isso um líder precisa ser um catalisador. Vejamos:

Você não deve esperar uma doença grave, assumir um negócio de família e acontecimentos semelhantes para refletir o seu legado. Você não deveria precisar de uma crise para obter este tipo de clareza, na verdade, provavelmente é responsabilidade do líder agir como se algum tipo de crise já tivesse ocorrido, para o bom da empresa e para o seu próprio bem.
Legado é o impacto duradouro que os líderes têm sobre as pessoas com quem trabalham. Pode ser percebido nos pensamentos e nas ações das pessoas que trabalharam com ou para você muito depois de terminada sua relação profissional.
Você não precisa espalhar publicamente suas aspirações. Não precisa publica-las no jornal da empresa e ninguém está pedindo que você se abra de uma maneira que o torne desagradável publicamente, se elas forem verdadeiras, os outros a reconhecerão.
Um bom exercício para você construir a sua declaração de legado é continuar a frase: gostaria de ser lembrado como... Gostaria de ver cada uma das 50 pessoas que se reportam a mim querendo vir trabalhar de manhã porque se sentem engajados no trabalho que fazem.

Seu Legado de Liderança – Diego Andreasi


2.1 Todo grande líder é um catalisador

Do mesmo jeito que há a necessidade de pais para que apareçam os filhos, também existe a necessidade de um líder para formar outro líder. Aliás,“certos aspectos do processo de paternidade permanecem bem constantes… requerem tempo, investimento emocional e sacrifício” (John Maxwell).
Em se tratando de um processo que chamamos de transferência natural de liderança, faz-se necessário o investimento dos dois lados, como uma via de mão dupla. De um lado, o líder em potencial deve manifestar algumas qualidades naturais e pessoais que tornarão a sucessão possível. Por exemplo, ele precisa ter convicção, coragem e disposição para seguir orientações do líder que está investindo em sua vida.
Já do outro lado, há uma necessidade fundamental de que aqueles que pretendem investir em novos líderes carreguem a responsabilidade de prover os lideres em potencial com o suporte que eles não consigam por si próprios. É de suma importância que o investimento no processo de formação de novos líderes seja marcado por alguns elementos, tais como: propósito claro; interação aberta entre novos líderes e aqueles que estão investindo na vida deles; e relacionamento saudável e sólido entre as duas partes.

O Sucesso de um Líder: Os sucessores – Linaldo Lima

Cientificamente, o catalisador é uma substância que afeta a velocidade de uma reação, mas emerge do processo, inalterada. O catalisador é um agente transformador que se mantém intocável no curso de sua função. É uma enzima que se reproduz sem nunca ser alterada. Ele é como a matriz de uma produção, que a partir dela tudo se reproduz. Ou seja, o catalisador utiliza o que já existe, precisando apenas do pouco para produzir bastante. Sem enzima catalista a reação biológica mais lenta levaria um trilhão de anos para entrar e um processo de transformação. O maior exemplo de líder catalisador é Jesus Cristo. Ele levou três anos e meio para formar doze pessoas. Nós levaríamos um milhão de anos para fazer o mesmo. E por quê? Por causa de nossa incapacidade de reproduzir. Os catalisadores formam sucessores e não seguidores. Eles não são influenciados, eles confrontam. Havendo catalisadores, ocorrerão mudanças e transformação.
Um líder catalisador não toma a visão para si, ele doa para o povo. Muitos líderes têm fracassado porque em vez de passar a visão querem que o povo sigam suas personalidades. Nossa imagem é passageira, enquanto que a visão é gerações. Nós somos temporários. A visão não. Ela é pessoal, não é nossa, é para os filhos que ainda não nasceram.


2.2 Todo líder catalisador é como um pai

Um típico líder catalisador inicia sua jornada como as demais pessoas. Não são detentores de um potencial técnico e profissional visível, apesar de os possuírem, não possuem contatos com clientes privilegiados. No entanto, conseguem feitos extraordinários. O que eles fazem? Eles não se apóiam em focus groups, nem “deixam os números falarem” por si. São seis suas principais lições:
- Não olhe para cima, mas para dentro de você.
- O peso não está em suas costas, mas em sua cabeça.
- Nada nesta vida é coisa do outro mundo você apenas tem de reenquadrar a situação.
- Comece sempre pelas bordas.
- Lidere as pessoas, em vez de amá-las.
- Entenda que velocidade anima “a galera”.
Da mesma forma que acreditam que toda ação gera sua reação, a gestão catalisadora dinamiza processos, pró-age com a mesma espontaneidade de seus superiores e reage com a mesma humildade de seus subordinados.
Henry Ford, Steve Jobs e Jeff Bezos são exemplos de sucesso baseados em uma liderança que descarta a aparência inclusive de muitos resultados, o que é muito difícil de se conseguir, diga-se de passagem.

Aberta a Temporada de Caça ao Líder Catalisador – Vinicius Madureira

Um pai não cria filhos para si mesmo. Entenda! Não casaremos com nossos filhos, eles não viverão para sempre em nossa casa; um dia deverão seguir seus próprios destinos. Essa é a visão de um catalisador. Ele sabe que deve preparar alguém para alguém. O que esperamos de nossos filhos? O pai não deseja que seus filhos sejam como eles. Os pais trabalham no intento de que seus filhos avancem, progridam e alcancem degraus sempre mais elevados. Para isso devem lhes dar mantimento, vestimenta, educação e prepará-los para enfrentar os desafios da sociedade. Agora a pergunta é: fazemos assim com os nossos filhos espirituais? Cuidamos deles ao ponto de que possam assumir nosso legado e ir em frente? Investimos em vidas? Ou somente pregamos a Palavra achando que isso é tudo?


2.3 Todo líder catalisador é capaz de influenciar¹

Por derradeiro, lanço as palavras que proferiu D.L. Moody: “A honra deste mundo é passageira, transitória e desaparece rapidamente. Eu não acredito que o homem, ou a mulher, dedicado à obra de Deus esteja em busca de cargos honoríficos, glória e fama terrenas. Vamos deixar essas coisas em segundo plano, ficar acima delas e buscar a honra que vem do alto”. Convido você a seguir os passos do Senhor Jesus. Assim como fizeram os apóstolos Paulo, Mateus, Pedro, Tiago, João, e tantos outros servos e servas de Deus, tanto da Igreja primitiva como de nossos dias, que primeiro foram inspirados e depois, influenciaram multidões por meio de sua liderança. Faça isso, lidere da mesma forma, com o mesmo método do Senhor Jesus. Por isto estude, busque conhecimento, cresça, desenvolva seu potencial, influencie, motive, entusiasme, treine, produza, invista tempo, tenha paciência com as pessoas e forme discípulos inspirados, pois essa é obra que fogo não consumirá e com certeza perdurará por extensos dias, porquanto “...todo aquele que for bem instruído será como o seu mestre”. (Lc 6:40 b). 

Liderança Bíblica: influenciando pessoas e formando discípulos – Júlio Cezar Gomes de Souza

Entendendo o papel do líder, podemos compreender a necessidade, importância e resultados da motivação para o líder.
É bem verdade que ninguém inicia nenhum trabalho sem motivação. E mais ainda: não se continua nesse trabalho sem a automotivação.
Motivação é um elemento catalisador das nossas ações que se origina e se desenvolve interna ou externamente. A automotivação é um catalisador da motivação, e só ocorre internamente. A automotivação é mais importante do que a motivação, pois sendo ela interna, inerente ao líder, a tendência é ampliar-se ao ponto de se exteriorizar, refletindo no tipo de liderança que ele exerce sobre as pessoas.
Porque muitos, até tentam serem “bons líderes”, entretanto, exercem uma péssima liderança, justamente por conta das motivações erradas que influenciam nas suas ações?

A Motivação de um Líder Influenciador – Netanias dos Santos

Todo líder catalisador é influente. Ele não busca nada em outro lugar, ele influencia com o que existe em suas propriedades sem deixar que sua propriedade seja alterada. Jesus influenciou o mundo sem jamais ser influenciado. Jesus jamais precisou copiar o modelo de alguém. Ele era o verbo, a ação (Jo 1:1). O fato de saber que Ele habita em nós, nos dá a garantia de que temos em nós a mesma unção que estava sobre Ele. Não precisamos ficar imitando modelos, eles dão certo dependendo da visão, do local, e da pessoa a quem o Senhor quis se revelar. A maior descoberta está no potencial que existe dentro de cada um de nós. Infelizmente nos apaixonamos pelos nossos próprios métodos e modelos de culto. Achamos que estamos fazendo a obra, mas, na verdade, só estamos tendo enfado e cansaço. É tempo de criar! O potencial para criação já nos foi dado, e está vivo dentro de cada um.

¹ Nota: O estilo catalisador se baseia em influências. Logo, o título é redundante, já que é inerente ser influenciador. Se é catalisador, há obrigatoriamente influencias. Ele não é capaz de influenciar, mas é obrigatoriamente influente.



3. Preparando um sucessor

Os filhos de Israel eram uma enorme congregação que já se contava aos milhões nos dias de Moisés. Sabendo Moisés que, por determinação divina, não duraria muito mais, tomou as providências no sentido de preparar um sucessor. Vejamos como agiu:

Seguem aqui algumas sugestões para preparar uma sucessão sem traumas:

1- Analise as aptidões
Será fundamental que você analise não só os resultados que cada candidato obtém, mas também seus comportamentos no dia a dia. Estilo de liderança, postura diante de conflitos e flexibilidade para resolver problemas darão uma boa base para uma análise consistente.
2- Treine os candidatos
Capacite ao máximo os candidatos à sucessão. Essa preparação deve ser feita  tanto por meio de treinamentos formais, quanto  informais, onde a pessoa passa por diferentes cargos e funções.
3- Evite conflitos
Deixe claro aos candidatos que não serão toleradas brigas pelo poder e quando houver discussões medie e intervenha para que não se transformem em conflitos irreconciliáveis.
4- Delegue aos poucos
Comece a delegar tarefas relevantes às pessoas mais qualificadas. Isso servirá como um teste, tanto para eles quanto para você. Bons resultados significam que você está no caminho certo.
5- Defina o sucessor
Dois ou três anos antes de sua saída, eleja oficialmente o sucessor e passe gradativamente suas incumbências e, onde houver dificuldades, dê uma atenção especial. O ideal é preparar a sucessão, com pelo menos, dez anos de antecedência. Esse tempo será necessário para avaliar os sucessores, treiná-los, transmitir os valores da empresa e prepará-los para serem bem sucedidos.

De pai para filho: Como preparar a sucessão da liderança


3.1 Toda sucessão exige orientação divina

É importante ressaltar também outro aspecto da liderança de Jesus Cristo em seu ministério digno de ser mencionado que é justamente a sua preocupação em fazer discípulos e seguidores. “Líder é alguém que exerce influência especial dentro de um grupo no sentido de levá-lo a atingir metas de permanentes benefícios que atendam as necessidades do grupo”, nos lembra o pastor e especialista em liderança, Dr. John Haggai.
Cristo ao longo de todo o seu ministério investiu sua vida em favor de pessoas. Isso mesmo! Ele sabia que os seus seguidores seriam os seus sucessores na continuidade da proclamação das boas novas do Evangelho. Aliás, sabemos que o nascimento da Igreja em Jerusalém(Atos2) foi fruto do investimento de Deus através da obra de Jesus Cristo. Liderar é investir em pessoas!

Não Existe Sucesso sem Sucessor – Mauricio Price

Quando Israel saiu do Egito, Moisés, embora tivesse sua liderança confirmada pelos fatos, não deixou de reconhecer que o senhorio era de Deus. Saindo do Egito, não tomou o caminho que lhe pareceria mais fácil, mas seguiu a direção de Deus. Moisés estava à frente do povo, mas a orientação, a direção era de Deus (Ex 13:17). Que exemplo a ser seguido!

Moisés – Sua liderança e seus auxiliares – Revista EBD CPAD


Continua...

3.2 Um sucessor deve ser fortalecido e legitimado

Em elaboração

3.3 Toda sucessão tem um tempo determinado

A geração de Josué foi muito diferente da geração liderada por Moisés. Josué era mesclado, possuía autoridade e sabedoria como Moisés e, sem perder suas características particulares. Mas o principal não era ser igual, mas seguir adiante com a nova fase do projeto divino. Existem períodos exatos para cada coisa acontecer (Ec 3.1). Temos que aprender a identificar esses períodos - estar sensíveis ao tempo de Deus.

Em elaboração


Conclusão

Uma coisa deve ficar muito clara. O maior legado de um líder é trabalhar para que a igreja ou organização se mantenha depois dele, tendo a alegria e o zelo em preparar e deixar alguém que ame a Deus, respeite o povo, e siga a visão deixada pelo seu legado.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Liderança Cristã – Conhecendo os segredos da Liderança Eficaz (revista EBD professor) – Editora Betel – 3º Trimestre 2014 – Lição 12
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Cura e Edificação do Líder – Marcos de Souza Borges – Ed. JOCUM
Princípios para uma Boa Liderança – Cleverson de Abreu Faria (link)
Elementos Essenciais da Liderança: Visão, Influência e Caráter – Greg Ogden & Daniel Meyer – Ed. Vida
A Alegria de uma Família Cheia da Palavra (ebook)
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Efésios - Elienai Cabral – CPAD
Seu Legado de Liderança – Robert M. Galford, Regina Fazio Maruca – Ed. M. Books
Consciência Também é Legado (link)
A Igreja tem Futuro com esta Geração? (link)
Líderes Mórmons Preocupados com Deserção de Jovens (link)
A Influência do Legado Familiar na Escolha Profissional (link)
Liderança (link)
Plano de Sucessão Organizacional (link)
De pai para filho: Como preparar a sucessão da liderança (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

As Lições do Japão (link)
Bach e o Legado Luterano (documentário)
Um legado de náutica (vídeo)
Uma breve análise sobre o legado cultural de uma comunidade como um produto turístico (link)
O Legado Romano para o Ocidente (link)
Padrões Trangeracionais Repetitivos que Incidem nas Relações Familiares (link)
Preparar Um Sucessor: Exercício de liderança (link)

Questionário

1. O que é um legado?
R. Uma herança que se deixa após a morte.
2. Por que Moisés pôde partir em paz?
R. Porque sabia que Josué honraria seu legado.
3. Quando os líderes passam a compreender a importância de um legado?
R. Quando são sucedidos por outros que afundam ou destroem aquilo que construíram.
4. Existe coisas que a fase não nos permitirá fazer. E por quê? 
R. Porque não é o tempo, ou porque não seremos nós que iremos executar.
5. Cite um exemplo de líder catalisador?

R. Jesus Cristo.