quarta-feira, 20 de maio de 2015

EBD Editora Betel - Revelando as Impurezas da Alma




Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 08 – 24 de maio 2015
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Texto Áureo

“E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve: e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa” Nm 12:10.

Verdade Aplicada

O que distingue uma pessoa das demais não é o seu nível de unção, nem tampouco os milagres que opera, mas a qualidade do seu caráter diante de Deus.

Textos de Referência

Nm 12:5-8


Introdução

Todos aqueles que querem viver piedosamente em Deus serão perseguidos e sempre se tornarão alvo do inimigo. É comum ao que peleja estar sempre atento e pronto para esses ataques, a única surpresa é quando o inimigo esta camuflado na pele de nossos próprios irmãos.


1. A inveja dos irmãos de Moisés

A desculpa de Miriã e Arão para se levantar contra a liderança de Moisés foi o casamento deste com a mulher cuxita. Essa insatisfação estava recheada de inveja e de uma necessidade de reconhecimento. Eles se autodenominaram profetas e queriam estar no mesmo patamar espiritual que seu irmão mais novo.

1.1 Entendendo o sentido da Murmuração

No Hebraico, murmuração é “difamar, levar contos” e a ideia principal é “falar entre os dentes manifestando queixa ou desgosto por alguma coisa – conversação em prejuízo de um ausente”. Quando a murmuração é baseada em falsos argumentos é chamada de calúnia, porém, se estiver baseada em um fato verdadeiro será denominada fofoca. A desculpa que desencadeou a murmuração contra Moisés foi sua união matrimonial, mas a conversa tomou outro sentido quando, conferenciado entre si, Miriã e Arão deixaram escapar um sentimento oculto (Nm 12:2). A murmuração trouxe a tona um íntimo desejo em seus corações: serem reconhecidos entre o povo, ou quem sabe até mesmo diante de Deus, como profetas semelhantes a Moisés.

1.2 O contraste entre personalidades

Antes de apresentar o coração invejoso de Miriã e Arão, a Bíblia faz uma referência a Moisés, dizendo que ele era mais manso do que todos os homens que havia sobre a terra (Nm 12:3). O texto revela que foi Miriã quem iniciou a contenda. Todavia, mesmo sendo o mais velho, Arão não fez a menor questão de reprovar a atitude de sua irmã, simplesmente compactuou com a sua inveja. Arão e Miriã deveriam compreender que eram úteis, mesmo não sendo os primeiros, mas isso aconteceu e, para piorar a situação, o Senhor estava ouvindo toda aquela conversa e rapidamente tratou de descobri-los diante daquele a quem caluniavam sem razão.

1.3 Falou o Senhor somente por Moisés?

Ficou muito claro na declaração feita pelos irmãos de Moisés que eles estavam descontentes com suas posições. Para Arão, não era o suficiente ser o porta voz das palavras de seu irmão, e Miriã se autodenominava profeta e queria também reconhecimento. Na verdade, eles queriam que Deus desse o mesmo tratamento que dava a Moisés. Diante daquela lamentável situação, o Senhor, de imediato, tomou uma atitude. Ele sequer esperou que Miriã e Arão acalmassem os ânimos, logo os convocou para uma conversa séria na tenda da congregação (Nm 12:4). Havia dois motivos para aquela rápida reunião: primeiro, eram todos líderes e havia o perigo da divisão; segundo, eram irmãos e precisavam se unir para que aqueles sentimentos fossem reparados e pudessem seguir com a missão.

2. Tratando as impurezas da alma

Enquanto eles estavam conversando e se lastimando porque Moisés era o preferido, o Senhor resolveu acabar com toda aquela semente de discórdia que já havia interferido no relacionamento familiar e que certamente causaria danos ao ministério de Moisés.

2.1 Colocando as coisas em pratos limpos

Miriã e Arão foram surpreendidos por Deus que decidiu colocar face a face quem caluniava e quem estava sendo caluniado. Essa é uma fórmula pouco utilizada pelos cristãos de nosso século. Geralmente quem chega com a notícia já recebe o mérito da verdade e quando o acusado chega para tentar se defender sua imagem já está exposta aos ventos. Deus nos ensina como tratar com fofoqueiros. É simples: colocar o acusado e acusador frente a frente e expor a verdade. A fofoca não se espalha e tratamos do imundo na hora. Foi isso que Deus fez. Para esclarecer aquela situação, o Senhor convocou uma reunião e chamou Miriã, Arão e o indefeso Moisés, que de nada estava sabendo. À porta da tenda, Ele desceu numa nuvem e revelou para Moisés tanto a falsidade de seus irmãos quanto as suas atitudes invejosas.

2.2 Se entre vós houver profeta

De uma maneira poderosa, Deus diz que se entre eles houvesse profeta, Ele se revelaria em sonhos e visão e deixa claro que Moisés é mais que um profeta, é um homem que Ele não precisa usar figuras, que Ele fala boca a boca. Ele diz que visões e sonhos são enigmas a serem interpretados, enquanto que falar cara a cara diz respeito a intimidade sem obscuridade, ou seja, Arão e Miriã se achavam profetas, mas Deus lhes afirma que nada compreendem, porque não possuem uma clara visão acerca da esfera espiritual. E conclui: “Moisés vê a semelhança do Senhor”. Moisés nada diz, Deus julga sua causa e os invejosos são desmascarados diante dele. Eles falaram pelos cantos e Deus os expôs a vergonha falando às claras (Nm 12:4-8).

2.3 Moisés, o servo de Deus

Na reunião dirigida por Deus, Moisés está calado e Deus age em seu favor. Ele não abre a boca para fazer críticas, reclamar ou lamentar. Pelo contrário, ele intercede e pede a cura para quem tentou agredi-lo. Quando a nuvem se vai, Arão observa que sua irmã está leprosa, com a pele esbranquiçada (Nm 12:10). Dirige-se até Moisés e diz: “Ah meu senhor, ora não ponhas sobre nós este pecado, que fizemos loucamente, e com que havemos pecado” (Nm 12:11). Arão era mais velho e o chama de “meu Senhor”. Ele agora esqueceu era profeta e sacerdote e tornou-se servo após ser exortado por Deus e ver a lepra em Miriã. Neste momento, ele sabe com quem está a autoridade e, mesmo sendo mais velho, teve de reconhecer que Deus não se preocupa com a idade, mas sim com o caráter. Na verdade, Arão era o sacerdote, era quem deveria interceder diante de Deus por Miriã, mas estava comprometido, seu coração não era perfeito e apela para que Moisés o faça.


3. Lições práticas

Falar mal de Moisés foi um agravo contra Deus, que congregou todos debaixo da nuvem de sua presença e puniu severamente a Miriã. Vejamos algumas lições práticas a partir desse contexto:


3.1 A lepra de Miriã

Foi imediato o desgosto de Deus quando questionaram a posição de liderança do Seu ungido. Quando terminou de falar, a nuvem se retirou (Nm 12:10). Essa ação significava uma retirada divina, como um juiz que sai do tribunal depois de dar a sentença. Diferentemente do levantamento da nuvem, que sinalizava hora de mudar de acampamento. O maior castigo pelo pecado, qualquer que seja sua manifestação em particular, é este afastamento de Deus. Quando Arão se voltou para sua irmã, viu que ela fora atacada de lepra. Era um caso bem adiantado, já nos últimos estágios da doença. A lepra era uma doença repugnante que tipificava o pecado. Miriã, que num momento se exaltara em orgulho próprio, a ponto de pensar que deveria estar em posição proeminente ou igual ao líder de todo o Israel, no momento seguinte, foi banida do acampamento nas circunstâncias mais humilhantes. Este é o resultado do pecado do orgulho (Pv 16:18; Is 10:33).

3.2 Escolhendo o perdão sobre a ofensa

Enfrentar desconfortos com outras pessoas é inevitável, mas podemos escolher entre perdoar e guardar o rancor. Perdoar não é uma tarefa fácil, mas é uma opção libertadora. Outra coisa importante que a vida ensina é que o adversário trabalha através de pessoas próxima a nós. Ele faz isso porque nossos entes queridos têm a capacidade de nos ferir mais. As queixas de Miriã e Arão eram um reflexo de um problema interior muito profundo. Em outras palavras, eles estavam com ciúmes. Em vez de se contentarem com o dom e a posição que ocupavam, eles cobiçaram o que seu irmão possuía. O que mais nos surpreende é que, na única oportunidade que Moisés teve para falar, ele defendeu Miriã, implorando a Deus que a curasse. O caráter demonstrado por Moisés explica porque caminhava tão perto de Deus.

3.3 A sujeira que impede os santos de prosseguir

Nossa maior dificuldade é entender por que a punição caiu somente para Miriã. Mas, lendo o texto, entendemos que foi ela quem iniciou a contenda (Nm 12:1). A lepra de Miriã era uma questão de essência. Ela era leprosa em seu interior e o Senhor estava mostrando para toda a congregação a podridão que abrigava dentro de si. A mulher cuxita foi vítima de preconceito e o Senhor mostrou para todos que o acusador tinha um problema interno. Agora é Miriã que sentirá o peso da rejeição, pois todos desprezavam e evitavam uma pessoa leprosa. O pecado produz um efeito paralisante. Enquanto MIriã não foi tratada o povo não pode avançar em direção a Terra Prometida. Esse é um dos efeitos do pecado, ele não só impede a quem erra, mas se estende atrapalhando a caminhada de quem se acerca de nós.
Além de opor-se ao líder levantado por Deus, Miriã ainda ancorado no deserto. Durante uma semana, eles ficaram impedidos até que fosse restaurada. O que mais nos preocupa com as “Mriãs” que existem em nosso meio é que, além de estarem leprosas, elas ainda fazem com que todo o grupo fique paralisado, sem poder entrar na terra da promessa.


Conclusão

Arão e Miriã jamais entenderam a posição que ocupavam, eles queriam caminhar paralelamente, fazendo divisão. Queriam ter honra própria, mas enveredaram pelo caminho errado. Provérbios nos ensina que, diante da honra, vai a humildade, isso foi tudo o que lhes faltou. A rebelião tem raízes no próprio Satanás, pai de todas as rebeliões (I Sm 15:23).

Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 08

sábado, 16 de maio de 2015

EBD Editora Betel - Oração, A Busca mais Sublime de Moisés



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 07 – 17 de maio 2015
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Texto Áureo

“Sacia-nos de manhã com a tua benignidade, para que cantemos júbilo e nos alegremos todos os nossos dias”. Sl 90:14

Objetivos da Lição

Discorrer sobre o significado da Oação;
Apresentar níveis de intercessão e Oação;
Mostrar as descobertas e os benefícios de estar na presença do Senhor.

Textos de Referência

Dt 9:17-20


1. Entendendo a Oração

Semelhante ao modo como o Senhor descia até Adão para instruí-lo e se dar a conhecer Moisés se destaca como um homem de comunhão e de oração. A oração é a comunicação entre o Homem e Deus para que seu propósito seja conhecido e cumprido na Terra.

1.1 O Princípio da Oração

Para entender o princípio da oração, é necessário compreender a mente e o propósito do próprio Criador. Orar é dar a Deus uma permissão legal para interferir nos assuntos terrenais. A quem Deus deu a Terra para governar? Ao homem. E qual é o desejo de Deus? Que Seu Reino baixe até a Terra e influencie todos os seres humanos (Mt 6.10). A oração não é uma opção para a humanidade, mas sim, uma necessidade. Se não oramos. O céu não poderá interferir nos assuntos aqui da Terra. Cada um de nós tem a responsabilidade de tornar-se um canal da influência celestial no mundo em que habitamos. O céu depende de cada um de nós para mover-se, e a Terra também. Se não oramos, o céu não se move e, se não se move, a Terra não alcançará sucesso.

1.2 Deus trabalha em conjunto com o Homem através da Oração

Deus não fez nada na Terra sem a cooperação de pessoas (Mt 18.18). Toda ação tomada por Deus no reino terreno requereu o envolvimento do ser humano. Para resgatar a humanidade do dilúvio, Ele necessitou de Noé; para criar uma nação. Ele necessitou de Abraão; para livrar Israel do cativeiro, Ele necessitou de Moisés para derrotar Jericó, Ele necessitou de Josué; para a preservação dos hebreus, Ele necessitou de Ester; para a salvação da humanidade, foi necessário Ele se tornar homem.

1.3 A Oração é um exercício secreto, solitário e paciente

Não é fácil orar. Não há plateias, é um exercício solitário e sem resposta prévia. Uma tarefa que exige paciência, aplicação, fé e muita dedicação. Qualquer outra atividade na igreja é mais fácil de realizar que a oração. Pelo reduzido número de pessoas que assistem as reuniões de oração, podemos medir qual o percentual de cristãos que realmente creem na efetividade da oração. Duas coisas precisamos aprender sobre a oração: a primeira é que devemos orar de acordo com os princípios estabelecidos em Sua Palavra; a segunda, é que a oração não é só uma atividade, um ritual ou uma obrigação. É uma comunhão e uma comunicação que toca o coração de Deus. É simples! Ele tem os projetos e sabe como dar certo e, nós, como estamos interessados em realiza-lo reunimo-nos com Ele, para que possa nos instruir a fazer segundo o Seu projeto e desenho original.
O fracasso de muitos cristãos acontece pelo fato de exercerem uma fé sem o auxílio de uma revelação. A fé sempre vai ultrapassar os limites da razão, porque ela nos faz ver o invisível para materializá-lo, mas, para ter certeza de realizar o que não se vê, é preciso estar convencido de uma verdade além do visível. É até possível se construir um prédio sem planta, mas o resultado será prejuízos, reparos, aborrecimentos e até desmoronamento. No entanto a oração revela como, quando e o método menos cansativo e mais eficaz.

2. Moisés, um homem de oração

Existem pessoas que marcaram tanto que, mesmo após sua partida, eles se fazem tão presentes como quando habitavam entre nós. Gerações passaram, mas ainda são lembradas por seus feitos e virtudes. Moisés pertence a essa galeria e se destaca como um homem capaz de acessar o coração de Deus.

2.1 Moisés, intercessor e mediador

Moisés era o típico sacerdote. Ele consultava a Deus para pedir instruções em como administrar os problemas do povoe como instruí-los. Por outro lado, Deus lhe revela a Sua vontade transmitida em Seus mandamentos, estatutos e juízos. Tomando por base a narrativa descrita em Deuteronômio 9, vemo-lo discorrendo sobre o descontentamento e a ira do Senhor em relação a Israel e Arão. Este foi o caso do bezerro de ouro enquanto Moisés estava em Horebe. Moisés esteve humilhado com o rosto no chão num outro prolongado jejum para que Ele não os destruísse. Ele não ficou apenas orando; ao tomar ciência dos fatos, ele agiu, destruindo o bezerro que eles fizeram. Em seguida, Moisés permaneceu humilhado para mudar a sentença divina até que o SENHOR lhe trouxesse uma resposta. Ele não desistiu do povo e Deus ouviu sua oração.
O Senhor pede permissão a Moisés para exterminar o povo (Êx 32.10), mas Moisés suplica de tal forma que convence ao Senhor a reverter Seus planos (Êx 32.11-14). Muito de descer o monte, Moisés já sabia o que estava acontecendo lá embaixo, porque o Senhor lhe havia revelado. Esse é o segredo da oração. Conhecer o que nos envolve e jamais ser pego de surpresa em situações.

2.2 Moisés e a vontade soberana de Deus

Conhecer a vontade soberana de Deus é uma preciosa chave para uma oração eficaz. Não se pode buscar a Deus e orar desrespeitando a soberania divina. Moisés orava a Deus sabendo esse importante princípio. Quando ele orou e disse: “risca-me, peço-te do livro que escreveste”, embora fosse ousado, o SENHOR não o ouviu (Dt 32.33). Muitas orações são ignoradas, porque elas são simplesmente absurdas. Não basta apenas falar: “Senhor, seja feito conforme a Tua vontade”, é necessário conhecer essa vontade e a Bíblia traça tanto o alcance quanto o limite de uma petição.

2.3 Moisés: sua devoção e ação

Orar é falar com Deus, mas não significa passividade. A oração pode ser definida como um discurso seguido de ação. Observamos que Moisés não somente orou para que a transgressão de Israel fosse perdoada, ele imediatamente procurou eliminar o produto de suas transgressões. Ele desceu do monte já sabendo o que causava tão grande tristeza no coração de Deus. É isso que a intimidade com o Senhor produz. Quando oramos a Deus e o Espírito Santo nos revela algo a fazer, devemos rapidamente corrigir esse ponto negativo, retirando-o de nossas vidas. Às vezes, é alguma forma idólatra que ainda age em nosso coração. Em outros casos, pode ser uma liberação do perdão ou a reparação alheia de algum dano.
Outro grande exemplo foi quando Moisés estava orando por causa da rebelião do povo e se iniciou imediatamente uma praga. Então, Moisés ordenou Arão ir logo à presença do SENHOR com incensário aceso e, com isso, conseguiu reverter a praga. Porém, já haviam morrido 14.700 pessoas. Se Arão não fosse diligente, com certeza, o pior teria acontecido.


3. Moisés e a presença de Deus

A vida de Moisés já começou de forma sobrenatural quando foi salvo e cuidado milagrosamente. Moisés cresceu entre os sábios, mas aquele dia na sarça ardente lhe mostrou com quem estava a verdadeira ciência. Desde então, seu anelo por deus se tornou o seu prazer. Para Ele, a presença de Deus era como sua respiração.

3.1 Um abismo chama outro abismo

O Senhor aparecia com frequência a Moisés para dar-lhe instruções e direção para prosseguir. A cada dia, ele foi se tornando mais íntimo e mais acessível à presença do Senhor, mas isso não preenchia seu coração e ele ousou querer mais de Deus. Ao chegar a Horebe, seu pedido foi: “Rogo-te que me mostres a tua glória” (Êx 33.18). Moisés revela a Deus a expressão de uma necessidade que simplesmente tinha que ser preenchida. Jamais observaremos na história de Moisés ele pedir algo material. Jamais! E a resposta de deus foi tremenda. “...Homem nenhum verá a minha face, e viverá (Êx 33.20). O que Moisés pediu era grande demais. Mesmo assim, o Senhor o protegeu para que não fosse consumido por Sua glória e lhe prometeu realizar terríveis maravilhas no meio de Seu povo (Êx 34.10). Porém, ao descer do monte, Moisés estava impregnado pela glória do Senhor (Êx 34.29-30).
Durante quarenta dias, Moisés não comeu nem bebeu enquanto esteve diante do Senhor (Êx 34.28). A presença de Deus invisível era visível sobre o rosto de Moisés, o que prova que estar com Deus não somente produz mudanças em nossas vidas, como também na vida daqueles que nos veem. Moisés não precisou fazer movimento algum, em vez de aparecer, ele teve que cobrir o rosto. O que estava sobre ele era a glória de Deus e não a dele mesmo.

3.2 Sem tua presença não iremos

O Bezerro de Ouro trouxe graves consequências ao povo israelita. Deus se recusou caminhar com o povo, mas, por misericórdia designou um anjo para acompanha-los. Moisés vai até o Senhor e lhe faz uma súplica com um ousado pedido (Êx 33.15).  Moisés estava convencido de que, sem a presença de Deus em sua vida, ser-lhe-ia inútil se empenhar por qualquer coisa. Moisés não queria um anjo e aproveitou seu acesso a Deus para reivindicar Sua presença. E o Senhor assim respondeu à sua ousada declaração: “...A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (Êx 33.14). Que promessa incrível! Em hebraico, a palavra descanso significa: “um repouso confortável, tranquilo”. Deus estava dizendo: “Não importa que tipo de inimigos ou das lutas que tenha de enfrentar, você sempre poderá encontrar descanso tranquilo em mim!”

3.3 Entrando na presença

Embora a Bíblia descreva Abraão como o amigo de Deus, Moisés é apresentado como o único homem a quem o Senhor falou cara a cara. Maior que as vitórias, milagres ou até mesmo maravilhas acontecidas na vida de Moisés, está a sua estreita relação de amizade para com Deus. Essa relação foi a mola propulsora de tudo o que realizou. Moisés se manteve amigo e mesmo o fato de não ter entrado na Terra Prometida o tornou indigno ou maculou sua amizade com o Criador. Muitas coisas lhe foram reveladas através de seu contato direto. O tabernáculo de Êxodo 25 é uma prova de que Deus pode nos dar a planta de toda obra que devemos realizar e ainda os auxiliadores que irão construir ao nosso lado. A presença de Deus é a única segurança que temos para seguir adiante sem falhar.
Todos nós quando morremos deixaremos alguma coisa registrada para alguém. Moisés também deixou e a Bíblia registra assim: “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face; Nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra. E em toda a mão forte, e em todo o grande espanto, que praticou Moisés aos olhos de todo o Israel” (Dt 34.10-12).


Conclusão

Moisés não somente desfrutou daquilo que Deus disse, mas também daquilo que Deus é. Começar o dia de joelhos é ter certeza de encontrar a paz necessária para prosseguir juntamente com a direção do que realizar. Moises não dava um passo sem antes consultar o Senhor, lição que deveríamos colocar em prática em nossos dias.


Questionário

1. O que é necessário para entender o Princípio da Oração?
R: Entender a mente e o propósito do próprio Criador (Mt 6:10)
2. O que é a Oração para a Humanidade?
R: É uma necessidade (Mt 6:10).
3. Como Moisés desceu do monte após quarenta dias de jejum e oração?
R: Impregnado pela glória de Deus (Ex 34:29, 30).
4. Porque Moisés rejeitou a companhia de um anjo?
R: Porque queria a presença de Deus (Ex 33:15).
5. O que significa para Moisés a presença de Deus?
R: Sua respiração (Ex 33:15).


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 07

segunda-feira, 4 de maio de 2015

EBD Editora Betel - Moisés, Um Sábio Recebendo Conselhos



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 06 – 10 de maio 2015
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Texto Áureo

“E escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo; maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta e maiorais de dez.” Ex 18:25

Verdade Aplicada

A unção e o chamado são qualidades indispensáveis a um líder, mas a capacidade de ouvir e aprender são imprescindíveis para o avanço ministerial.

Objetivos da Lição

Mostrar o valor dos sábios conselhos e como o ensino cristão deve ser priorizado;
Aprender a relevância de estar em consonância com a Palavra de Deus;
Ensinar a importância da aplicação da Palavra de Deus na vida cotidiana.

Textos de Referência

Ex 18:17-24

Introdução

A ilustre visita de seu sogro, que trazia consigo pessoas muito queridas, bem como os sábios conselhos administrativos ligados ao campo jurídico, revolucionaram o trabalho de Moisés e a história de Israel.

Em elaboração


1. Moisés recebe Jetro

A visita de Jetro influenciou a vida de Moisés. Jetro era um sacerdote experiente, um homem do deserto. Moisés, seu genro, era um homem de extraordinário potencial e era possuidor de um “espírito ensinável”, uma qualidade do líder que deseja ter sucesso diante de Deus e dos homens.

Em elaboração

1.1 O encontro entre o sogro e o genro

Em elaboração

1.2 O sacerdote e o líder

Em elaboração

1.3 A visão descentralizadora de Jetro

Em elaboração


2. Os sábios conselhos de Jetro

Sem perceber, Moisés é observado por seu sogro Jetro, que notou a ineficiência de seu trabalho. O conceito de autoridade delegada de Jetro é sem dúvida um dos maiores fundamentos de liderança no mundo inteiro. Observemos o elemento principal desse estilo de liderança:

Em elaboração

2.1 O segredo de Jetro

Em elaboração

2.2 Conhecendo a cartilha divina

Em elaboração

2.3 Homens de qualidade para liderar

Em elaboração


3. Lições práticas

As palavras de Jetro são palavras poderosas que, postas em prática, podem causar grande impacto tanto em líderes quanto em seus liderados. A tônica é conhecer para ser responsável. Quando um povo está cheio de conhecimento, não dá trabalho a seus líderes, eles trabalham com seus líderes.

Em elaboração

3.1 Pessoas sábias planejam antes de agir

Em elaboração

3.2 Ensinar o caminho em que se deve andar

Em elaboração

3.3 Homens selecionados

Em elaboração


Conclusão

O líder cristão, por mais capacitado que seja, não conseguirá realizar suas tarefas sem a ajuda de auxiliares. Ninguém pode fazer a obra de Deus sozinho. O líder cristão precisa de conselheiros dados por Deus que o ajudem. Sigamos o exemplo de Moisés que, ouvindo sábios conselhos, conseguiu conduzir o povo de Deus até à Terra Prometida.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 06

quarta-feira, 29 de abril de 2015

EBD Editora Betel - Moisés, O Guia dos Filhos de Israel


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 05 – 03 de maio 2015
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto Áureo

“Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.” Sl 77:20

E este livramento deve ser considerado por todos os santos como a oferecer-lhes uma melhor disposição para que nutram a esperança de segurança e salvação. A comparação do povo com ovelhas tacitamente sugere que em si mesmos estavam inteiramente destituídos de sabedoria, poder e coragem, e que Deus, em sua grande bondade, se condescendeu em exercer o ofício de pastor guiando o povo pelo meio do mar e pelo deserto, bem como no meio de todos os demais impedimentos, seu pobre rebanho, o qual era destituído de todas as coisas, para que tomassem posse da herança prometida. Esta afirmação é confirmada quando se nos diz que Moisés e Arão eram pessoas empregadas em conduzir o povo. Seu serviço era sem dúvida nobre e digno de ser lembrado. O poder de Deus, pois, se fez ainda mais manifesto quando operou através de tais vasos de barro. Ao mesmo tempo, não nego que aqui se pretenda enaltecer esses servos de Deus, em quem depositara uma confiança tão honrosa.

                O Livro dos Salmos – João Calvino

Verdade Aplicada

Moisés teve o privilégio de guiar o Povo Hebreu, honra que seria lembrada de geração em geração.

Textos de Referência

Ex 16:4-7


Introdução

Guiar o povo de Deus em meio ao Deserto não foi uma tarefa fácil, mas Moisés pediu a ajuda do Eterno e, assim, foi capaz de prover as necessidades do povo. Suas virtudes, aliada à sua intimidade com Deus, foram essenciais para a condução dos filhos de Israel até a entrada da Terra Prometida.



1. Seu senso de orientação.

Todo o senso de orientação de Moisés procedeu de sua chamada e comunhão com Deus. Ele estava responsável não apenas em libertar do cativeiro os israelitas¹, mas conduzi-los pelo deserto até, finalmente, alcançarem a Canaã. De onde veio o senso de direção de Moisés? Como se comportou? É o que aprenderemos a seguir:
Moisés foi um dos maiores homens-instrumento de Deus em toda a história escrita na Bíblia. De guerreiro egípcio a protetor dos Hebreus, este grande líder guiou seu povo, repassou os ensinamentos e mandamentos do Senhor e consolidou o Monoteísmo, bem incomum em uma era de adoração a muitos e variadas divindades.
O Povo Judeu (também conhecido como Israelita, ou Hebreu pelos estrangeiros) foi guiado à Terra Santa por Abraão seguindo as Promessas de Deus para o seu povo (na verdade, em Abraão é que surge esta nação). A seca que castigou a Palestina (mostrada ao faraó da época de José), os hebreus migraram para o Egito, atrás de trabalho, moradia e alimentação. Com o tempo, os Hebreus se tornaram escravos do Faraó posterior a José (não conhecia a história do Povo Israelita e temia que este ficasse muito poderoso), sendo submetidos a trabalhos duros para conseguirem sobreviver.

¹ Nota MDA: Leia os artigos indicados abaixo para as definições “hebreu”, “israelita” e “judeu”.



1.1 A escolha da rota

Moisés dá uma nota de explicação quanto à rota tomada por eles e os filhos de Israel (Ex 13:17). Os filisteus estavam muito bem preparados para a guerra, porem Israel não estava, e esse era o grande problema caso se enfrentassem. Outro objetivo dessa rota era a necessidade de que os hebreus, e os que com eles estavam, fossem fortalecidos e cristalizassem uma fé definitiva no Deus de Israel. Isso fica claro à medida em que eles vão caminhando, pois demonstram volubilidade ao desejarem retornar ao Egito. O Senhor sempre nos conduzirá pelo melhor caminho, mesmo que, aos nossos olhos, este seja incômodo, difícil e demorado. Ele conhece nossa estrutura e nosso amanhã (Sl 139).
Deus enviou Seu povo pelo caminho mais longo para se dar a conhecer. Pouco a pouco, O senhor se manifestava; a cada desafio. Uma maneira de demonstrar Seu poder. Melhor que tentar descobrir o caminho seria deixar o senhor descortinar.

Em elaboração

1.2 Orientação e presença

A presença palpável de Deus foi demonstrada pela coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite (Ex 13:21; Nm 9:16). a nuvem representava a constante presença de Deus sobre o Seu povo. Como no deserto a temperatura sofre variações, durante o dia, ela fazia o papel de sombra para refrigerá-los; à noite ela se tornava um aquecedor tanto para aquecê-los quanto para afugentar os animais selvagens. Os filhos de Israel sempre seguiam essa nuvem sobrenatural. Quando a nuvem se levantava sobre o tabernáculo, as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam. E quando na nuvem parava, o povo também parava e armava suas tendas. Eles se moviam ou paravam de acordo com esse claro direcionamento dela. Os israelitas eram cuidadosos em mover-se apenas se a nuvem se movesse, porque sabiam que isso era a provisão de Deus (Nm 9:18-23).

Em elaboração

1.3 Ouvindo Deus

Atualmente existe uma grande quantidade de cristãos que está tomando decisões sem consultar o Espírito Santo. Muitos estão agindo com medo e desespero, sem fé nas promessas de Deus. Eles simplesmente decidem o que fazer por conta própria, baseados no que pensam ser o melhor para suas vidas. O que acontece quando os servos de Deus operam fora do completo governo divino? Quando planejam seus próprios planos, recusando render suas vidas à liderança e direção do Espírito Santo? Todos nós sabemos que o resultado é sempre sofrimento, dores e muita confusão. O senso de orientação de Moisés vinha pelo fato de ele ouvir Deus falar. Seus ouvidos estavam abertos e sua pessoa atenta a obedecer às orientações de Deus em meio aqueles desafios (Ex 15:26).
            Moisés entendeu a importância de ouvir a Deus e atendê-lo prontamente. Ele procurou ensinar isso aos filhos de Israel, mas eles não quiseram aprender (Ex 15:26; Lv 26:3 e 13; Dt 7:12, 13 e 15; 28.1-15). Veja a seriedade do assunto (Dt 15:7; Hb 3:7). Note que, como líder, Moisés não apenas guiava, mas ensinava os filhos de Israel a como atenderem a voz de Deus e Seus estatutos.

Em elaboração


2. O trabalho em busca da provisão

Moisés enfrentou um grande desfio ao guiar o povo através do deserto: a provisão de suas necessidades. Mais difícil que salvá-los das garras de Faraó era ter que alimentá-los. Apenas saber para onde iriam não era o suficiente, eles tinham de providenciar água e comida. Vejamos como ele resolveu essas questões.

Em elaboração

2.1 Mara e a transformação profética

Existe um paralelo perfeito entre a caminhada do povo de Israel até a terra prometida e a Igreja (Ex 15:22-27). O caminho de três dias nos fala profeticamente da morte e ressurreição do Senhor Jesus.  Após três dias de caminhada, o suprimento acabou e o Senhor orienta a Moisés para que tomasse o lenho e jogasse sobre as águas; e a água amarga se tornaria em água doce (Ex 15:25). Esse ato representa profeticamente a amargura do pecado do homem que estava sobre Jesus quando tomou o nosso lugar na Cruz do Calvário, levando sobre si a amargura da morte (Is 53:4). O Senhor mostrou a Moisés o lenho que seria usado para transformar a água amarga (figura da Morte) em doce (a Vida), mostrando a participação da Trindade no projeto da Salvação, ou seja, o Pai, na Eternidade, orienta a Moisés (Espírito Santo) para que usasse o recurso que Deus preparou, ou seja, o lenho, que é a figura de Jesus Cristo homem (o Filho). O lenho não tinha valor algum aos olhos da Razão Humana, era desprezível, mas trazia consigo o extraordinário poder da transformação (Is 53:20).

Em elaboração

2.2 Maná, o pão sobrenatural

A Escravidão produz um ritmo costumeiro no ser humano denominado de “institucionalização”. É muito comum um criminoso sair em condicional e tornar a cometer os mesmos erros. Em muitos casos, eles cometem um crime na presença da Polícia e, mesmo sabendo que há câmeras que possam captar sua imagem, eles não se incomodam em esconder o rosto. Isso parece loucura, mas a “instituição” mudou todos os seus hábitos e, por isso, eles não funcionam mais como pessoas livres na sociedade. De modo semelhante, o povo viveu quatrocentos e trinta anos no Egito e a “instituição” já dominava seus hábitos. No decorrer de toda sua caminhada, eles sempre estavam ameaçando voltar ao Egito e reclamavam por qualquer situação. Deus usou o método da dependência, o qual incluía uma dieta, onde a comida terrena deveria ser substituída pela celestial, trabalhando neles de dentro para fora. Todavia, nem eles nem seus pais jamais puderam compreender o privilégio daquela comida (Dt 8:3).

Em elaboração

2.3 Codornizes pela Providência Divina

Nada era por acaso no deserto e apesar de serem escravos no Egito havia nos israelitas uma arrogância misturada a acomodação. O Egito lhes havia doutrinado a uma forma de vida em nível de extinção, havia neles um misto de revolta e insubordinação que aflorou tremendamente no deserto. A liberdade de Israel findaria em Canaã, mas chegara terra exigia uma completa descontaminação e o deserto foi o meio utilizado por Deus para todo o ego de suas vidas fosse exposto e corrigido para se tornarem dignos da salvação recebida (Dt 8:2). Eles pediram carne e o Senhor lhes atendeu. O Senhor queria que entendessem que o mesmo poder demonstrado sobre as forças da natureza no Egito para libertá-los era o que também estava naquele deserto para supri-los.
O sonho de liberdade e de conquista jamais sai de graça, Deus queria um povo obediente e resignado, assim exigia fidelidade. Moisés foi um instrumento a conduzir os filhos de Israel a um autoconhecimento e, lamentavelmente, a maioria deles não entendeu isso. Por esse motivo, vieram a perecer no deserto, visto que não queriam largar o Egito internamente. Porém, para que eles fossem introduzidos em Canaã, precisavam receber tratamento de libertação do Egito que estava neles.

Em elaboração


3. Virtudes práticas

Observemos agora três virtudes práticas na vida de Moisés, essenciais para aquele momento. Tais atributos são fundamentais à vida cristã e para todo líder chamado por Deus. Vejamos sua importância.

Em elaboração

3.1 Senso de dependência

A vida prática de Moisés é uma eterna lição de dependência. O quebrantamento realizado por Deus na vida do libertador foi tão incisivo que Moisés não atuava sem antes perguntar ao Senhor o que fazer (Ex 33:12-15). É claro que, até mesmo para um homem de sua estirpe, era impossível estar diante de um povo obstinado como Israel sem cometer deslizes. Moisés estava consciente de que, sem a presença de Deus na sua vida, não poderia percorrer o caminho que o conduziria ao livramento (Ex 33:15). Este é o grande dilema dos cristãos hoje em dia: as pessoas querem andar à sua vontade, sozinhas, sem a presença de alguém que os comprometa ou controle os seus passos e suas ações. A presença do Senhor significa comunhão, segurança e descanso, mas também assegura-nos a vitória sobre os nossos inimigos (Ex 14:19).
Os sucessos alcançados por Moisés estão todos atrelados à sua dependência e obediência ao Senhor. Se essa observação fosse utilizada em nossos dias, muitos cristãos teriam não somente sucesso, como também uma vida de grandes feitos realizados pelo Senhor. Sabemos que a maior ausência de milagres em nossas vidas é o fato de viver de forma racional e não por fé.

Em elaboração

3.2 Paciência nas adversidades

Todos nós gostaríamos de um relacionamento com o Senhor isento de tribulações, mas essa sempre foi uma exigência da escolha formadora divina (Rm 5:3-5). As idas e vindas de Moisés diante de Faraó poderiam ter sido evitadas. Deus jamais precisou de tanto rodeio para operar. Havia a necessidade de uma pedagogia insistente e progressiva para o ensino de todo o mundo através daqueles fatos. Isso exigiu de Moisés muita espera e paciência. Na relação descrita por Paulo (Rm 5:3-5), o que gera a paciência é a tribulação, ou seja, não existirão pessoas pacientes que não sejam antes submetidas ao terror. Essa paciência vai gerar experiência. Entenda que não é o tempo que gera experiência, a paciência é gerada pela tribulação. Por fim, o resultado do sofrimento não é a incredulidade ou o desânimo, mas sim a esperança. Para acreditar naquilo que não se vê, é necessário trilhar um caminho de tribulação.

Em elaboração

3.3 Sensibilidade para a situação

Na jornada de Moisés com os filhos de Israel pelo deserto quase nada se repetia. Cada situação tinha um modo peculiar de ser resolvido e isso exigia uma sensibilidade bem apurada para cada uma delas, tanto em relação às provisões, da organização da adoração, quanto às questões jurídicas, etc. Moisés tinha como função principal ser profeta do senhor, mas esse encargo se desdobrava em vários outros. Tudo isso porque, em vez de cooperar com ele, o povo era totalmente dependente de seu agir. Deus sempre apresentou coisas novas a Moisés. Devemos tomar como lição que certas coisas na obra de deus não devem ser como carimbos com imagem fixa. Existem coisas que utilizamos em nosso tempo que foram apenas uma figura do que passou. Sendo assim, estejamos sensíveis para entender que não podemos acender a fogueira de hoje com as cinzas de ontem.

Em elaboração


Conclusão

Guiar o povo segundo a vontade de Deus no deserto foi uma tarefa hercúlea para Moisés, o deserto foi o melhor lugar para que os filhos de Israel fossem reeducados para um autoconhecimento, conhecimento da vontade de Deus e a cristalização de uma adoração exclusiva ao Deus vivo.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 05
O Livro dos Salmos – João Calvino – Edições Parakletos
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo Atos – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida

Bibliografia Indicada

As Três Etapas da Vida de Moisés (vídeo)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

EBD Editora Betel - A Missão Profética de Moisés



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 26 de abril 2015
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Texto Áureo

“Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel.” Ex 7:2.

Verdade Aplicada

O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.

Objetivos da Lição

Compreender o lado profético de Moisés no cumprimento de sua função libertadora dos filhos de Israel;
Ver como Deus trouxe Seu juízo ao Egito através de Seus embaixadores Moisés e Arão;
Estudar como Israel saiu do Egito por meio da voz profética de Moisés.


Textos de Referência

Ex 5:1-4


Introdução

Deus vocacionou a Moisés como profeta para aquela geração explorada por Faraó e o Egito. Estudaremos então o seu retorno desde quando, juntamente com Arão se encontra com os líderes de Israel até, finalmente, todos os hebreus saírem do Egito (Êx 4.29). Entretanto, trabalharemos mais o aspecto de sua missão profético-libertadora.

1. Moisés, profeta de Deus ao Egito.

Moisés era um homem comum como qualquer um de nós, porém, era também antes de tudo a voz profética, a expressão da fala de Deus. Ele não retornou ao Egito como uma figura “superstar” que revolucionaria a vida política no Egito, ele voltou como um embaixador do Reino e deveria ser ouvido.

1.1 Os anciãos de Israel

O primeiro ato profético de Moisés não diz respeito ao Egito, mas aos hebreus por serem os herdeiros da promessa dada a Abraão, Isaque e Jacó. A partir daí, Moisés e Arão reúnem todos os líderes e demais filhos de Israel para transmitir-lhes a palavra profética que receberam, bem como atuar nos sinais que o Senhor Deus lhe enviou a realizar (Êx 4.30). Como palavra profética, não estamos falando em predição, pois nem toda palavra profética e preditiva. Por palavra profética nos referimos a “todas as palavras do Senhor” que Moisés e Arão receberam e transmitiram, juntamente com os sinais que fizeram e os filhos de Israel creram e adoraram a Deus. Eles ouviram, verificaram a procedência das palavras, viram os sinais e assim creram e adoraram ao Senhor (Êx 4.31).
Não era fácil a missão de chegar diante do senhor da maior potência daquela época e de pronto, ameaçar seu primogênito, o herdeiro da futura dinastia. É por esse prisma que a missão profética funciona. Ao ouvi-la da parte de Deus, devemos não somente estar prontos para dizê-la, mas também prontos para sofrer as consequências de liberá-la.

1.2 Assim diz o Senhor

Moisés recebeu instruções claras e diretas de Deus de como ele deveria se apresentar e falar a Faraó. O Senhor disse a Moisés como deveria agir e falar profeticamente (Êx 4.22, 23a). O profeta é um agente enviado por Deus que não deve ter medo de autoridade humana, nem tampouco seu exercício está procurando facilidades, antes sim, deve estabelecer a vontade de Deus contra as injustiças quando for necessário. A missão de Moisés não era fácil e seu temor diante da sarça explica muito bem o que Deus lhe mandou dizer a Faraó (Êx 11.4, 5).

1.3 A resistência de Faraó

Moisés sabia muito bem que Faraó seria endurecido (Êx 4.21), pois isso era parte do plano divino para libertar os filhos de Israel da servidão. Moisés deveria sentenciá-lo com um aviso, antes que o juízo do Senhor fosse descarregado sobre o Egito. Deus poderia resolver o caso na primeira investida de Moisés. Todavia, o projeto, elaborado há quatrocentos anos, teria um desfecho marcante que, durante toda a eternidade, seria contado não somente pelos filhos de Israel, mas por todos os habitantes da terra. Quando a dificuldade se torna mais intensa, é um grande sinal de que algo grande está por acontecer.
Faraó foi resistente e os filhos de Israel tiveram de ouvir pelo menos sete vezes a mesma expressão: “assim diz o Senhor” ordenando a Faraó que deixasse o povo a partir. Essas vezes que Moisés e Arão a repetiram demonstram a perseverança que seu exercício profético que teve que enfrentar (Êx 4.22; 5.1; 8.1,20; 9.1-13; 10.3). O trabalho de Moisés e Arão provocou um ódio ainda mais intenso de Faraó (Êx 5.21). A dureza de Faraó doeu na carne dos filhos de Israel e também nos corações de Moisés e Arão.

2. Palavras de juízo sobre o Egito

O Egito foi a primeira nação da terra que seria capaz de influenciar poderosamente o mundo ocidental por causa de seu pragmatismo, organização, opulência, ciências, etc. Porém, ao explorar os hebreus e demais povos, teve que ser severamente punido para que se tornasse uma advertência a todos os outros povos.

2.1 Faraó, o filho de Hórus

Aos Faraós, tudo era possível: o domínio sobre as pessoas, a transformação de ambientes, a preservação dos animais, etc. Apenas duas coisas não lhes eram possíveis de impedir: o envelhecimento e a morte. Eles presumiam serem deuses, mas não tinham eternidade. Eles se autodenominavam filhos de Hórus, o deus dos céus. Para os egípcios, o Faraó era objeto de culto e sua pessoa era sagrada. Ele era intermediário entre os deuses e os homens e concentrava em si tanto poderes políticos quanto espirituais. A dureza do coração de Faraó tinha uma origem no juízo divino; Deus lhe endurecia para ensinar a todos os povos que o Faraó não era deus, nem filho de deus, e sim, apenas um governante humano (Êx 7.3-5). O Senhor iniciaria Seu juízo tornando os deuses do Egito inoperantes e terminaria eliminando seu deus terreno, o Faraó.
No Egito Antigo, vivia-se pouco e o grande temor dos Faraós era cair em esquecimento. Poe esse motivo, empenhavam-se em trabalhar e construir com a máxima exuberância o lugar onde deveriam ser sepultados. Eles acreditavam que Osíris viria um dia encontrá-los. Osíris era o marido de Ísis e pai de Hórus; era ele quem julgava os mortos na “Sala das Duas Verdades”.

2.2 A desestrutura de uma nação

O endurecimento do coração de faraó em si, além de uma mera teimosia, tratava-se de um juízo divino e eles foram estabelecidos como uma maneira de expor e julgar o que os egípcios consideravam deuses. Na mentalidade egípcia consideravam deuses. Na mentalidade egípcia, eles buscavam o que se chama hoje de crescimento sustentável, isto é, procuravam o progresso em harmonia com a natureza. Todavia, eles reverenciavam os animais como seres divinos e suas artes fundiam o ser humano com eles. Quanto ao respeito e à harmonia com a natureza, estavam corretíssimos, mas a divinização dela não. Eis aí o porquê do endurecimento do coração de Faraó: tanto aquela geração quanto as futuras  ficariam marcadas pelos juízos de Deus trazidos ao Egito (as dez pragas), visto que foi o primeiro grande império a influenciar o mundo ocidental.

2.3 A intensificação da dor

Deus havia dado a Moisés e Israel sólidas promessas de libertação. Dessa feita, Moisés foi até o povo com as boas novas e com os sinais de Deus. A Bíblia diz que creram (Êx 4.29-31). Finalmente, para eles, havia chegado uma ocasião de esperança, alegria e adoração. Contudo, o que aconteceu a seguir não foi de grande estímulo para eles. As coisas só pioraram! A escravidão de Israel se tornou totalmente insuportável e os trabalhos se multiplicaram. Moisés não sabia que o Senhor iria pôr as mãos nesse assunto (Êx 6.1,2). Deus estava dizendo: “Não vou lhe decepcionar, Moisés. Lembre-se que Eu Sou o Senhor”. Não se aprende a confiar em Deus quando tudo é bonança, isso geralmente acontece na intensidade da provação.
Como os egípcios desenvolveram para si cultos, padroeiros, serviços e uma teologia idólatra voltada ás forças da natureza e aos animais daquela região, o Senhor trouxe juízo, desequilibrando essas forças e apresentando-se como o único Deus.

3. Israel liberto do Egito

Faraó e os egípcios estavam de olho na economia e riquezas geradas a partir da exploração dos escravos hebreus, e, de modo algum, desejavam perder aquela farta mão de obra. Porém, na décima praga, os egípcios não aguentavam mais a presença deles, então Faraó os despediu (Êx 12.31-35).

3.1 Israel sai do Egito

Na noite em que o anjo da morte eliminaria os primogênitos, Moisés, sob a orientação do Senhor, instituiu a páscoa, um ato que tinha algumas finalidades. Primeiro, um ato protecionista, pois o sangue do cordeiro nos umbrais das portas garantia aos primogênitos a vida; o anjo da morte passaria e a senha para a salvação estava na marca do sangue. Em seguida, comeriam pão sem fermento, juntamente com a carne do cordeiro, como um memorial perpétuo da liberdade deles; o cordeiro deveria ser comido com ervas amargas, mostrando que, junto com o cordeiro, também vamos ingerir coisas amargas. Todavia essa cerimônia seria um ato profético, pois apontava para aquele que viria como o cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo e nos livrar da morte. Outro fato importante dessa liberdade é que os filhos de Israel saíram de acordo como foi profetizado há quatrocentos e trinta anos antes de existirem (Gn 15.13): com riquezas e pelo poder de uma forte mão (Êx 3.20-22).

3.2 Israel atravessa o Mar Vermelho

A missão profética de Moisés e Arão não terminou com a saída dos filhos de Israel do Egito, mas permaneceu por toda a vida. Faraó e seus oficiais reconsideraram a decisão tomada e tornaram a perseguir os filhos de Israel. Ele sabia que tanto a mão de obra quanto a riqueza do Egito estavam fugindo de seu alcance (Êx 14.5). Israel, percebendo a ameaça, entrou em desespero e Moisés esperava que o Senhor lhe desse uma saída. Todavia o Senhor lhe deu uma palavra de esperança para que dissesse ao povo (Êx 14.13). Deus fez tudo diferente do que o povo poderia imaginar. Ele sempre age assim, Ele é sobrenatural e não trabalha com possibilidades ou recursos humanos. Ele sempre tem um caminho mais excelente, criado por Ele para aqueles que caminham nEle.

3.3 A porta que Deus abre

Sair do Egito era para os hebreus um sonho imaginável (Êx 12.51). Eles eram um povo sem qualquer perspectiva de liberdade, sem intimidade com Deus e sem esperança. Suas vidas mudaram porque Deus lhes enviou um profeta, um homem forjado no fogo da adversidade, da solidão e do anonimato. Em um só momento, o Senhor escreveu duas grandes histórias:a de um povo que passou a ser Sua propriedade particular e a de um homem disposto a tudo para atender ao Seu chamado. Porém, tanto Moisés quanto o povo de Israel deveriam passar pela porta que Deus abriu no momento em que Ele a criou para que, juntos, dessem início a história mais marcante da humanidade. Deus tem uma porta aberta que ninguém pode fechar. Se ela ainda não foi vista, não significa que não exista. Porém, a grande lição profética da vida de Moisés está nas palavras: confiança e esperança – palavras que devemos adicionar as nossas vidas diariamente.
Moisés possuía apenas uma vara em suas mãos como o símbolo da autoridade divina para realizar milagres. Porém muito mais importante que a vara em suas mãos era sua intimidade com Deus e sua obediência. Não basta ter apenas uma Bíblia, diplomas ou ostentar um título. A autoridade profética esta baseada na comunhão e na obediência.


Conclusão

Como profeta, Moisés expressou os pensamentos, desígnios e avisos do Senhor, ou seja, cumpriu o seu ministério. Podemos dizer que Moisés foi: excelência e excelente. Na pele de um homem saído das cinzas, o Senhor fez ressurgir uma das maiores autoridades que esse mundo já pôde ver. Um representante legal de Sua Palavra e poder.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Libertador de Israel – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 04