quarta-feira, 22 de abril de 2015

EBD Editora Betel - A Missão Profética de Moisés



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 26 de abril 2015
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Texto Áureo

“Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel.” Ex 7:2.

Verdade Aplicada

O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.

Objetivos da Lição

Compreender o lado profético de Moisés no cumprimento de sua função libertadora dos filhos de Israel;
Ver como Deus trouxe Seu juízo ao Egito através de Seus embaixadores Moisés e Arão;
Estudar como Israel saiu do Egito por meio da voz profética de Moisés.


Textos de Referência

Ex 5:1-4


Introdução

Deus vocacionou a Moisés como profeta para aquela geração explorada por Faraó e o Egito. Estudaremos então o seu retorno desde quando, juntamente com Arão se encontra com os líderes de Israel até, finalmente, todos os hebreus saírem do Egito (Êx 4.29). Entretanto, trabalharemos mais o aspecto de sua missão profético-libertadora.

1. Moisés, profeta de Deus ao Egito.

Moisés era um homem comum como qualquer um de nós, porém, era também antes de tudo a voz profética, a expressão da fala de Deus. Ele não retornou ao Egito como uma figura “superstar” que revolucionaria a vida política no Egito, ele voltou como um embaixador do Reino e deveria ser ouvido.

1.1 Os anciãos de Israel

O primeiro ato profético de Moisés não diz respeito ao Egito, mas aos hebreus por serem os herdeiros da promessa dada a Abraão, Isaque e Jacó. A partir daí, Moisés e Arão reúnem todos os líderes e demais filhos de Israel para transmitir-lhes a palavra profética que receberam, bem como atuar nos sinais que o Senhor Deus lhe enviou a realizar (Êx 4.30). Como palavra profética, não estamos falando em predição, pois nem toda palavra profética e preditiva. Por palavra profética nos referimos a “todas as palavras do Senhor” que Moisés e Arão receberam e transmitiram, juntamente com os sinais que fizeram e os filhos de Israel creram e adoraram a Deus. Eles ouviram, verificaram a procedência das palavras, viram os sinais e assim creram e adoraram ao Senhor (Êx 4.31).
Não era fácil a missão de chegar diante do senhor da maior potência daquela época e de pronto, ameaçar seu primogênito, o herdeiro da futura dinastia. É por esse prisma que a missão profética funciona. Ao ouvi-la da parte de Deus, devemos não somente estar prontos para dizê-la, mas também prontos para sofrer as consequências de liberá-la.

1.2 Assim diz o Senhor

Moisés recebeu instruções claras e diretas de Deus de como ele deveria se apresentar e falar a Faraó. O Senhor disse a Moisés como deveria agir e falar profeticamente (Êx 4.22, 23a). O profeta é um agente enviado por Deus que não deve ter medo de autoridade humana, nem tampouco seu exercício está procurando facilidades, antes sim, deve estabelecer a vontade de Deus contra as injustiças quando for necessário. A missão de Moisés não era fácil e seu temor diante da sarça explica muito bem o que Deus lhe mandou dizer a Faraó (Êx 11.4, 5).

1.3 A resistência de Faraó

Moisés sabia muito bem que Faraó seria endurecido (Êx 4.21), pois isso era parte do plano divino para libertar os filhos de Israel da servidão. Moisés deveria sentenciá-lo com um aviso, antes que o juízo do Senhor fosse descarregado sobre o Egito. Deus poderia resolver o caso na primeira investida de Moisés. Todavia, o projeto, elaborado há quatrocentos anos, teria um desfecho marcante que, durante toda a eternidade, seria contado não somente pelos filhos de Israel, mas por todos os habitantes da terra. Quando a dificuldade se torna mais intensa, é um grande sinal de que algo grande está por acontecer.
Faraó foi resistente e os filhos de Israel tiveram de ouvir pelo menos sete vezes a mesma expressão: “assim diz o Senhor” ordenando a Faraó que deixasse o povo a partir. Essas vezes que Moisés e Arão a repetiram demonstram a perseverança que seu exercício profético que teve que enfrentar (Êx 4.22; 5.1; 8.1,20; 9.1-13; 10.3). O trabalho de Moisés e Arão provocou um ódio ainda mais intenso de Faraó (Êx 5.21). A dureza de Faraó doeu na carne dos filhos de Israel e também nos corações de Moisés e Arão.

2. Palavras de juízo sobre o Egito

O Egito foi a primeira nação da terra que seria capaz de influenciar poderosamente o mundo ocidental por causa de seu pragmatismo, organização, opulência, ciências, etc. Porém, ao explorar os hebreus e demais povos, teve que ser severamente punido para que se tornasse uma advertência a todos os outros povos.

2.1 Faraó, o filho de Hórus

Aos Faraós, tudo era possível: o domínio sobre as pessoas, a transformação de ambientes, a preservação dos animais, etc. Apenas duas coisas não lhes eram possíveis de impedir: o envelhecimento e a morte. Eles presumiam serem deuses, mas não tinham eternidade. Eles se autodenominavam filhos de Hórus, o deus dos céus. Para os egípcios, o Faraó era objeto de culto e sua pessoa era sagrada. Ele era intermediário entre os deuses e os homens e concentrava em si tanto poderes políticos quanto espirituais. A dureza do coração de Faraó tinha uma origem no juízo divino; Deus lhe endurecia para ensinar a todos os povos que o Faraó não era deus, nem filho de deus, e sim, apenas um governante humano (Êx 7.3-5). O Senhor iniciaria Seu juízo tornando os deuses do Egito inoperantes e terminaria eliminando seu deus terreno, o Faraó.
No Egito Antigo, vivia-se pouco e o grande temor dos Faraós era cair em esquecimento. Poe esse motivo, empenhavam-se em trabalhar e construir com a máxima exuberância o lugar onde deveriam ser sepultados. Eles acreditavam que Osíris viria um dia encontrá-los. Osíris era o marido de Ísis e pai de Hórus; era ele quem julgava os mortos na “Sala das Duas Verdades”.

2.2 A desestrutura de uma nação

O endurecimento do coração de faraó em si, além de uma mera teimosia, tratava-se de um juízo divino e eles foram estabelecidos como uma maneira de expor e julgar o que os egípcios consideravam deuses. Na mentalidade egípcia consideravam deuses. Na mentalidade egípcia, eles buscavam o que se chama hoje de crescimento sustentável, isto é, procuravam o progresso em harmonia com a natureza. Todavia, eles reverenciavam os animais como seres divinos e suas artes fundiam o ser humano com eles. Quanto ao respeito e à harmonia com a natureza, estavam corretíssimos, mas a divinização dela não. Eis aí o porquê do endurecimento do coração de Faraó: tanto aquela geração quanto as futuras  ficariam marcadas pelos juízos de Deus trazidos ao Egito (as dez pragas), visto que foi o primeiro grande império a influenciar o mundo ocidental.

2.3 A intensificação da dor

Deus havia dado a Moisés e Israel sólidas promessas de libertação. Dessa feita, Moisés foi até o povo com as boas novas e com os sinais de Deus. A Bíblia diz que creram (Êx 4.29-31). Finalmente, para eles, havia chegado uma ocasião de esperança, alegria e adoração. Contudo, o que aconteceu a seguir não foi de grande estímulo para eles. As coisas só pioraram! A escravidão de Israel se tornou totalmente insuportável e os trabalhos se multiplicaram. Moisés não sabia que o Senhor iria pôr as mãos nesse assunto (Êx 6.1,2). Deus estava dizendo: “Não vou lhe decepcionar, Moisés. Lembre-se que Eu Sou o Senhor”. Não se aprende a confiar em Deus quando tudo é bonança, isso geralmente acontece na intensidade da provação.
Como os egípcios desenvolveram para si cultos, padroeiros, serviços e uma teologia idólatra voltada ás forças da natureza e aos animais daquela região, o Senhor trouxe juízo, desequilibrando essas forças e apresentando-se como o único Deus.

3. Israel liberto do Egito

Faraó e os egípcios estavam de olho na economia e riquezas geradas a partir da exploração dos escravos hebreus, e, de modo algum, desejavam perder aquela farta mão de obra. Porém, na décima praga, os egípcios não aguentavam mais a presença deles, então Faraó os despediu (Êx 12.31-35).

3.1 Israel sai do Egito

Na noite em que o anjo da morte eliminaria os primogênitos, Moisés, sob a orientação do Senhor, instituiu a páscoa, um ato que tinha algumas finalidades. Primeiro, um ato protecionista, pois o sangue do cordeiro nos umbrais das portas garantia aos primogênitos a vida; o anjo da morte passaria e a senha para a salvação estava na marca do sangue. Em seguida, comeriam pão sem fermento, juntamente com a carne do cordeiro, como um memorial perpétuo da liberdade deles; o cordeiro deveria ser comido com ervas amargas, mostrando que, junto com o cordeiro, também vamos ingerir coisas amargas. Todavia essa cerimônia seria um ato profético, pois apontava para aquele que viria como o cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo e nos livrar da morte. Outro fato importante dessa liberdade é que os filhos de Israel saíram de acordo como foi profetizado há quatrocentos e trinta anos antes de existirem (Gn 15.13): com riquezas e pelo poder de uma forte mão (Êx 3.20-22).

3.2 Israel atravessa o Mar Vermelho

A missão profética de Moisés e Arão não terminou com a saída dos filhos de Israel do Egito, mas permaneceu por toda a vida. Faraó e seus oficiais reconsideraram a decisão tomada e tornaram a perseguir os filhos de Israel. Ele sabia que tanto a mão de obra quanto a riqueza do Egito estavam fugindo de seu alcance (Êx 14.5). Israel, percebendo a ameaça, entrou em desespero e Moisés esperava que o Senhor lhe desse uma saída. Todavia o Senhor lhe deu uma palavra de esperança para que dissesse ao povo (Êx 14.13). Deus fez tudo diferente do que o povo poderia imaginar. Ele sempre age assim, Ele é sobrenatural e não trabalha com possibilidades ou recursos humanos. Ele sempre tem um caminho mais excelente, criado por Ele para aqueles que caminham nEle.

3.3 A porta que Deus abre

Sair do Egito era para os hebreus um sonho imaginável (Êx 12.51). Eles eram um povo sem qualquer perspectiva de liberdade, sem intimidade com Deus e sem esperança. Suas vidas mudaram porque Deus lhes enviou um profeta, um homem forjado no fogo da adversidade, da solidão e do anonimato. Em um só momento, o Senhor escreveu duas grandes histórias:a de um povo que passou a ser Sua propriedade particular e a de um homem disposto a tudo para atender ao Seu chamado. Porém, tanto Moisés quanto o povo de Israel deveriam passar pela porta que Deus abriu no momento em que Ele a criou para que, juntos, dessem início a história mais marcante da humanidade. Deus tem uma porta aberta que ninguém pode fechar. Se ela ainda não foi vista, não significa que não exista. Porém, a grande lição profética da vida de Moisés está nas palavras: confiança e esperança – palavras que devemos adicionar as nossas vidas diariamente.
Moisés possuía apenas uma vara em suas mãos como o símbolo da autoridade divina para realizar milagres. Porém muito mais importante que a vara em suas mãos era sua intimidade com Deus e sua obediência. Não basta ter apenas uma Bíblia, diplomas ou ostentar um título. A autoridade profética esta baseada na comunhão e na obediência.


Conclusão

Como profeta, Moisés expressou os pensamentos, desígnios e avisos do Senhor, ou seja, cumpriu o seu ministério. Podemos dizer que Moisés foi: excelência e excelente. Na pele de um homem saído das cinzas, o Senhor fez ressurgir uma das maiores autoridades que esse mundo já pôde ver. Um representante legal de Sua Palavra e poder.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Libertador de Israel – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 04

terça-feira, 14 de abril de 2015

EBD Editora Betel - O Comissionamento de Moisés

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de abril 2015
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Texto áureo

“Tenho visto atentamente a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus gemidos, e desci a livrá-los. Agora, pois, vem, e enviar-te-ei ao Egito.” At 7.34.

Verdade aplicada

O processo utilizado por Deus para nosso amadurecimento pode incluir um deserto, um tempo de anonimato e um período de solidão. Nesse tempo, descansar nEle é o mais aconselhável.

Textos de Referência.

Êx 3.6, 10-12.


Introdução

O mundo atual está marcado por uma cultura de micro-ondas. A vida atual é apressada e uma palavra não foge de nosso vocabulário: instantâneo. Porém, na escola do deserto não é assim, nada lá é instantâneo, porque deus não produz santos em massa.


1. Solidão e anonimato: preparos fundamentais

Moisés era um homem importante e também muito atrativo, e o deserto foi o caminho usado por deus para fazê-lo relaxar. O processo era lento, mas tinha o propósito de moldar Moisés e depois usá-lo como homem algum jamais havia sido. Durante quarenta anos, Deus usou o deserto e a solidão para alcançar Seu objetivo. Vejamos.

1.1 Vivendo atrás do deserto

O deserto para principiantes soa como o sentimento de uma angústia implacável por um ente querido que partiu sem a esperança de retorno. Estar em Midiã para Moisés era estar num lugar diferente de tudo. Moisés foi viver num lugar sem privilégios, lugar de escassez, lugar onde ninguém o conhecia e nem mesmo sua profissão era atraente. Midiã era um lugar de total anonimato e não havia como fugir da solidão porque ali era a sua casa. Parece difícil de acreditar que um homem da capacidade de Moisés formado em literatura, ciências e táticas militares, prolongasse sua existência na “parte de trás” do deserto (ÊX 3.1), vivendo com um sogro, criando dois meninos e cuidando de ovelhas. É preciso entender que o tempo não é obstáculo para Deus. Ele exige qualidade e ela não nasce do dia para a noite.
No deserto, Moisés encontrou a fé monoteísta através de seu sogro Reuel. Era evidente que, no Egito, Moisés já tinha algum conhecimento, mas não teve ambiente para exercê-lo por causa da sua vida de nobreza e o comprometimento que isso traria. Todavia, em Midiã, Moisés pôde desenvolver uma família temente a Deus, que lhe acompanharia nas suas peregrinações. Esses quarenta anos de aprendizado o habilitaram a enfrentar dificuldades posteriores quando saiu do Egito com o povo hebreu.

1.2 Aprendendo com a obscuridade

Para chegar aos níveis interiores de nossa alma, Deus precisa quebrar as camadas sólidas e externas de nossas vidas (Sl 51.6). O primeiro passo dado por Deus é encontrar o nosso orgulho e, ao localizar, passar a lixa da obscuridade para removê-lo paulatinamente. O deserto ajuda a libertar-nos do medo e da ansiedade e o tempo será o elemento fundamental para essa cura. No deserto, aprendemos que nada está fora de controle, tudo está nas mãos do nosso Mestre. O desconforto e a dificuldade que vivemos no deserto existem para remover o nosso “eu” interior. Moisés não era qualquer um, todos nós sabemos que a faculdade egípcia era muito mais poderosa que uma “Harvard” de nossos dias. No entanto, Deus usou de método da humilhação para depois usar a exaltação.

1.3 Entendendo os tempos sombrios

Quando deus nos conduz a uma grande provação, Ele não age com nossa permissão. Ninguém vai dormir, ou orar a Deus, pedindo uma provação. Ele nos leva por Sua soberana vontade. Deus vai nos manter certo período por lá, mas nos suprirá de graça para que suportemos. Por fim, Ele tornará a provação em bênção, ensinando-nos a lição desejada e operando em nossas vidas a graça que precisa conceder. E tanto o tempo em que tirará da situação imposta por Ele quanto o como e o quando somente Ele o sabe. Precisamos entender que quem está no deserto fica por determinação divina, sendo guardado por Ele, treinado por Ele e para o tempo dEle. No deserto, é fácil discernir a resposta de nosso orgulho: “eu não preciso disso” pois parece que todos precisam menos nós. Também é fácil identificar a resposta da nossa falta de visão: “não aguento mais”. Todavia, a resposta que Deus gostaria de ouvir de nossos lábios é: “eu aceito”.
Uma das coisas que Moisés aprendeu e que marcou profundamente sua experiência de vida foi que, por mais preparo que tivesse, não poderia enfrentar o Faraó para libertar os hebreus. Isso porque, naquele momento, não havia poder humano que pudesse abater o Egito, apenas o poder de e Deus.


2. Deus se apresenta a Seu servo Moisés.

Após quarenta anos de obscuridade e total anonimato, quando Moisés ainda se recuperava dos destroços e sem imaginar que deus ainda contava com ele para ser o libertador, um arbusto chama a sua atenção e, a partir daquele momento, nada mais foi normal em sua vida.

2.1 Deus fala na brisa mansa

Durante quarenta anos, é a primeira vez que há um registro de Deus falando a Moisés. Após tantos anos de obscuridade, sem qualquer aviso ou sinal, o Senhor resolve quebrar o silêncio e mudar a sua vida para sempre. Às vezes, somos levados a pensar que, para Deus falar, será necessário um terremoto, um estrondo ou um movimento que anuncie a Sua presença (1Rs 19.12). Mas é assim que opera o Senhor, Ele fala a pessoas comuns, em dias comuns e em locais pouco apreciáveis. Devemos estar atentos, pois num dia rotineiro como outro qualquer, de repente indo para o trabalho, dentro ônibus ou metrô, Deus decida falar como nunca falou e comunicar ao nosso coração as diretrizes da nossa missão e o porquê de tanto preparo.
O rebanho forçava que o pastor sempre buscasse novas pastagens e Moisés estava próximo ao Monte Horebe. Ali, foi atraído por uma visão inusitada: um arbusto que pegava fogo e não se consumia (Êx 3.3) Aquele ambiente tornou-se muito especial por causa da presença de deus, manifesta pelo anjo do Senhor (Êx 3.5).

2.2 Diante de uma sarça que não se consumia

A palavra hebraica dá à sarça o nome de “arbusto espinhoso”. Ela era um arbusto comum, o que acontecia com ela é que era incomum e admirável (Êx 3.2, 3). Algo chamou a atenção de Moisés naquele dia, ele estava acostumado a ver arbustos, mas jamais havia visto um que queimava e não se consumia. Diante de Moisés estava o símbolo de algo inútil e sem vida, sendo movido por algo sobrenatural. Aquela sarça ardente era o fogo do Espírito Santo, movendo-se através de um objetivo natural. Deus tomou um arbusto inútil e fez com que incríveis mudanças ocorressem através dele.

2.3 A mensagem da sarça

Quando para Moisés, se tornar o pastor das ovelhas de seu sogro já era uma fatura liquidada. Deus reacende as esperanças de sua vida como reacendeu o velho arbusto. Deus estava dizendo que para Ele não existe limite de idade, aparência ou lugar especial para que se revele. Não podemos esquecer que, embora Moisés soubesse a respeito de seu futuro, essa é a primeira vez que Deus lhe aparece e lhe faz ouvir Sua voz. Esse foi o maior momento da vida de Moisés desde o dia em que nasceu, porque aqui se unem tanto o objetivo pelo qual nasceu quanto quem o alistou para a missão de sua vida. E o que deus usou para chamar a atenção de Moisés? Um deserto. O local que muitos de nós sequer desejamos passar por perto. Após quarenta anos de silêncio, Deus aparece e diz a Moisés: “Vem agora, pois, e eu te enviarei” (Êx 3.10). A palavra chave é “agora”. A sarça foi o meio utilizado por Deus para atrair Moisés, mas o propósito da sarça não é nos surpreender, e sim, nos enviar.


3. O envio de Deus.

Deus tinha pressa que Moisés saísse de seu repouso e de pronto O atendesse. Aquele arbusto que não se consumia também era uma figura do sofrimento hebreu. Pois, quanto mais ardiam sob a intensidade do fogo da provação, o Senhor não permitia que se consumisse. Já estavam sem aparência e sem vida e suas orações deveriam ser respondidas a partir daquele momento.

3.1 Moisés é chamado de maneira pessoal

A reação de Moisés ao reconhecer a voz do Senhor demonstra que suas raízes estavam familiarizadas com o Senhor, pois, tanto na infância, através dos ensinos de sua mãe, quanto o que aprendeu com seu sogro e sua nova família lhe prepararam para esse momento. O que é mais impressionante em seu chamado pessoal é que Deus revela ter “visto a aflição” e “ouvido o clamor” de Seu povo, ou seja, o que se passava com os hebreus e o que estava sendo vivido por Moisés estavam dia a dia sendo monitorados pelo Senhor. Enquanto Moisés sofria de um lado para aprendizado, o povo sofria de outro até o momento em, que Deus se revelaria ao Seu homem escolhido. Ao apresentar-se, o Senhor logo revela a Moisés o que deve fazer. Deus o chamou para o trabalho, não para a fama. Os grandes homens de Deus são encontrados no deserto, ao som do silêncio e vivendo na obscuridade.
Em Midiã, no deserto, permaneceu Moisés por quarenta anos depois que fugiu do Egito. Ali ele desassimilou a vida egípcia em razão de sua sobrevivência. Nessa condição, perdeu o seu jovial visual nobre e citadino. De certa forma, ele morreu para a vida egípcia para que pudesse se tornar um instrumento eficiente nas poderosas mãos de Deus. Assim nós devemos morrer para todo secularismo e mundanismo de nossos dias para que possamos ser utilizados nas mãos de Deus.

3.2 Quem fez a boca do homem?

A reação de Moisés diante do comissionamento era normal (Êx 3.11). Ele era um pastor de ovelhas e o que Deus estava lhe propondo era algo humanamente impossível e irrealizável em sua ótica humana. O medo e a incredulidade eram fatores favoráveis a tal questionamento, mas a verdade é que Moisés tem uma nova vida, tem filhos, família e, mesmo sabendo que aquela era a voz de Deus, ele se considera indigno e incapaz para semelhante tarefa. Suas desculpas não são as de um homem qualquer, mas de alguém que foi marcado pela tragédia e que precisava de um impacto sobrenatural. Moisés apresenta várias desculpas diante de Deus, sendo quase obrigado a ter que atender ao chamado (Êx 4.14). Por fim, depois de muitos sinais sobrenaturais e a certeza de que o Senhor o guiaria, Moisés retorna a família e conta sobre a missão divina (Êx 4.18.19).

3.3 A quem Deus chama também capacita

Aquele encontro foi tão revigorante para Moisés que, mesmo sem saber o que viria a acontecer em sua vida, ele assume a postura do líder que levou oitenta anos para ser preparado por Deus (Êx 4.12-17). Ele não saiu da presença de Deus sem alvo, sem armas nem munição para o ataque. O tempo passou e o que Deus preparou para ser aconteceu. Moisés volta ao Egito, mas não como um fugitivo e sim como libertador e representante legal de Deus na Terra (Êx 4.16).


Conclusão

Para iniciar seu ministério libertador, Moisés recebe de Deus autoridade. Essa autoridade está representada pelo seu bordão através do qual ele faria os sinais da parte de Deus (Êx 4.17). Esse poder foi demonstrado através dos grandiosos sinais diante dos filhos de Israel e de Faraó como uma forma de legitimá-lo (Êx 4.21). Deus não somente preparou Moisés, mas lhe deu suporte suficiente para o cumprimento da sua missão.



Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 03

terça-feira, 7 de abril de 2015

EBD Editora Betel - Conhecendo as Limitações do Tempo

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 12 de abril 2015
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico
Texto Áureo

“E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam.” At 7.25

Verdade aplicada

O discernimento para compreender as fazes da vida e a paciência para manter-se fiel a uma visão são fatores imprescindíveis para se alcançar um objetivo.

Textos de referência

Hebreus 11.23.26



Introdução

Moisés viveu cento e vinte anos e sua vida pode ser dividida em três períodos de quarenta anos. Nos primeiros quarenta anos, ele passou no Egito, sendo cuidado pela sua mãe e aprendendo nas escolas egípcias; no seu segundo ciclo, passou no deserto vivendo como um pastor de ovelha, sendo nutrido pela solidão e ensinado por Deus; em seus últimos quarenta anos, esteve no deserto com o povo hebreu sendo ensinado pelas provações para se tornar inquestionavelmente o principal personagem do Antigo Testamento, a figura central do Pentateuco.


1. Moisés, escolhido para ser libertador

Moisés passa por três fases significativas em sua vida. A primeira é quando ele pensa ser alguém, pois era o príncipe do Egito e instruído em toda a ciência (At 7.22); a segunda é quando vai viver no deserto e descobre não ser ninguém; a terceira é quando se torna líder e descobre que depende de Deus. Analisemos outras três fases também distintas em sua vida.

1.1 Moisés e o tempo da iniciação

Joquebede, a mãe de Moisés, desempenha o papel principal tanto em criar quanto em salvar seu filho. O escritor aos Hebreus dedica-lhe um lugar especial na galeria da fé (Hb 11.23). Ela, com certeza, planejou toda formação espiritual de seu filho e, com o auxílio de Miriã, sua filha mais velha, o menino permaneceu com a família tempo suficiente para firmar suas raízes hebreias (Êx 2.5-9). Deus transformou a maldição em bênção e o que para Joquebede era risco de vida passou a ser uma satisfação. A bênção foi tão grande que ela recebeu salário para criar o próprio filho. A fé e o planejamento sempre andam de mãos dadas. A sabedoria de Joquebede nos ensina que Deus age no impossível e que nós agimos observando oportunidades.
Moisés cresceu no palácio foi criado como um príncipe, instruído em toda a grandeza do Egito. Todavia, Deus criou um meio de firmar suas raízes em família, algo que será imprescindível em seu destino profético. O plano divino era fazer de Moisés um intermediário entre Ele e Faraó e nada melhor que uma pessoa muito bem instruída para tal missão, pois Moisés conhecia bem o terreno inimigo.

1.2 Moisés e o tempo da formação

A providência divina deu em um novo lar para Moisés (Êx 2.10), onde deveria crescer e ser instruído até o dia em que seria impelido a libertar seu povo (At 7.22). Moisés foi educado na civilização mais adiantada daquele tempo. O seu treinamento foi projetado para prepará-lo para um alto cargo ou até mesmo o trono do Egito. Ele ficou familiarizado com a vida na corte de Faraó, com toda a pompa e grandeza da adoração religiosa egípcia. Foi educado na escrita e nas literaturas do seu tempo. Também aprendeu a administração e a justiça. É importante ressaltar que a mudança de lar e todas as implicações e benesses que favoreciam Moisés jamais o afastaram do que deveria ser. Podemos afirmar que por fora ele era egípcio, mas, por dentro, havia um hebreu clamando por liberdade e justiça.

1.3 Moisés e o tempo de justiça

A terceira fase da vida de Moisés é marcada por um rompimento provocado pela justiça (Êx 2.11). O hebreu que havia dentro da cartilagem egípcia emergiu e, a partir daí, começaria uma nova etapa em sua vida. A morte do egípcio em defesa do hebreu fez Moisés voltar ao nada outra vez. Devemos observar atentamente que todo seu preparo no Egito seria usado mais tarde pelo Senhor.
Nessa fase da vida, Moisés sabia muito bem quem era. Não sabemos ao certo se teve uma revelação pessoal, mas, seguramente, ele tomou a decisão de renunciar a tudo o que era por acreditar em que Deus o faria ser (Hb 11.24-27).


2. Da riqueza do palácio à escassez do deserto

Quando Moisés foi descoberto, ele temeu por sua própria vida e fugiu do Egito para o deserto de Midiã. Ali começou uma nova fase em sua vida, onde se tornou pastor de ovelhas e se casou com uma das filhas de Jetro, passando então a cuidar dos rebanhos de seu sogro.

2.1 Assentando junto ao poço

É difícil perscrutar o que passava na mente de Moisés ao fugir para Midiã e assentar-se junto ao poço (Êx 2.15). Com certeza, aquele deve ter sido o nível mais baixo que sua vida poderia estar. Moisés não chegou até ali cantando, ele estava confuso, frustrado e decepcionado. Ele compreendeu que não se pode plantar uma semente carnal e colher um fruto espiritual. Ele agiu na carne e estava colhendo o resultado do que havia plantado. Em questão de momentos, Moisés desce o topo da pirâmide, pois era o escolhido de Faraó, à condição de um fugitivo que tinha somente a vida por preciosa. Estar sentado junto ao poço reflete o que estava na sua alma: sede, o desejo de tentar entender o que deu errado na sua vida.
Se Moisés imaginasse as consequências do que passaria por ter assassinado o egípcio, não teria saído da sua zona de conforto. Entretanto, é claro que o Senhor Deus conduzia o fluxo de sua história; por tornar-se um homem poderoso em palavras e obras, chegou a imaginar que pudesse livrar os filhos de Israel de seu cruel cativeiro. Porém, a verdade é que ainda não havia chegado a hora, nem ele estava preparado para as pressões próprias de um empreendimento daquela envergadura – a libertação dos filhos de Israel. Isso ocorreria, mas só no futuro.

2.2 Egípcio ou hebreu?

Deus impeliu Moisés para o deserto porque seria o lugar onde usaria (ÊX 2.19). O libertador hebreu ainda estava por dentro de Moisés e Deus quebrou sua resistência pouco a pouco, até que o egípcio morresse e o hebreu se apossasse por completo de Moisés. Deus levou quarenta anos para instruí-lo, quarenta anos para purifica-lo e mais quarenta anos para usá-lo ministerialmente. Para todo vasto ministério existe um grande preparo e com Moisés não foi diferente. Deus não almejava enviar somente um pastor com poderes especiais para libertar Seu povo, Ele queria escrever a história da humanidade a partir de Moisés. Por isso, o Eterno preparou e enviou um representante legal do seu poder (Êx 4.16).

2.3 Confortado pelo Senhor

Moisés chega a Midiã sem qualquer perspectiva de sucesso em sua vida. Mas Deus inicia uma nova fase em sua vida, dando-lhe uma esposa, filhos e confortando seu coração. Sua mulher Zípora, lhe deu dois filhos varões: Gérson e Eliézer (Êx 2.22; 18.4). Por um tempo determinado, o libertador caiu em esquecimento, dando lugar ao pastor de ovelhas. Deus estava treinando Moisés na função em que desempenharia seu chamado e, sem que ele se desse conta, estava aprendendo com ovelhas o significado de um rebanho espiritual. Deus deveria desintoxicar Moisés das grandezas do Egito, reduzí-lo a nada esvaziá-lo para depois torna-lo a encher. Quando chegasse o tempo, o mundo conheceria um Moisés sem igual: um homem dotado de sabedoria, ciência e poder, mas humilde, submisso e totalmente dependente de Deus.


3. O tempo e seus ensinamentos

Discernir os tempos e entender em que fase da vida se está vivendo não somente tornará a nossa vida mais feliz, como também não nos deixará esmorecer na fé. Moisés sabia que era o salvador de seu povo, somente não compreendia as fases do tempo. Não é porque temos uma unção e um grande chamado que devemos agir na hora em que bem entendemos.

3.1 Entendendo a vontade de Deus.

Sem perceber, Moisés entrou naquele período que chamamos de “impaciência ministerial” (At 7.25). Moisés não sabia que a unção não deve apenas estar posta sobre a cabeça de alguém, ela deve tomar todo o ser, deve absorver as impulsões humanas e, quando ela prevalece, Deus dá o Seu aval e nos informa a hora de agir. Devemos ter em mente que quando Daví foi ungido, já era rei a partir daquele dia, mas não reinou após ter recebido a unção de rei. Ele passou pelo tratamento da paciência, da experiência e da fé para, só depois, vir a reinar. É comum ficar ansioso quando sabemos de algo tão grande e vemos que nada acontece. O perigo está em querer agir por conta própria como Moisés (At  7.23).
A impaciência e a ansiedade o levaram a um golpe prematuro que resultou num tremendo desastre, um atraso de quarenta anos. Sendo desejoso de fazer a vontade de Deus, ele agiu imprudentemente e matou uma pessoa. Forçar a situação, além de atrasar o projeto de deus para sua vida, ainda o levou a uma catástrofe pessoal.

3.2 Entendendo o tempo de Deus.

Não agir quando deus ordena pode ser tão perigoso quanto agir quando Deus não envia (A77.27). Moisés estava consciente de que era o libertador da nação. Ele acreditava que seu povo iria entender. Ele só não entendeu que o povo ainda o via como um filho de faraó. A vontade de agir o cegou por um momento. Quando ele age por sua própria conta, em vez de salvar uma nação, quase que nem escapa com vida. Em um só momento, Moisés foi destituído de tudo, por não saber discernir o tempo de agir. Quando chegou o tempo, o próprio Deus fez questão de enfatizar (At 7.34). A melhor maneira para entender o tempo de deus é estando vazio de si mesmo.

3.3 Entendendo o preparo de Deus.

Deus estava preparando algo tremendo através da vida de Moisés que marcaria o mundo para sempre. Libertar o povo era fácil para Deus. Ele poderia ter feito isso na primeira aparição de Moisés. Hoje podemos entender isso perfeitamente. Jesus Cristo, por exemplo, não é conhecido em muitos lugares, mas uma coisa é certa: em todas as partes do globo se conhece a história da travessia do mar vermelho. Precisamos estar conscientes que, ao não compreender o que Deus está fazendo, devemos estar como Moisés quando este chegou a Midiã (Êx 2.15). uatro coisas sucederam que corroboraram para favorecer e configurar o ambiente para libertação. Primeiramente, a morte de Faraó; depois, como nada mudou em relação a servidão, os hebreus passaram a orar fervorosamente por uma intervenção divina; a seguir, Deus mudou Sua disposição em relação aos filhos de Israel ouvindo suas orações e, por fim, enviou o libertador. No entanto, tudo isso aconteceu no tempo exato (Dn 2.21).
Todo grande preparo passa pelo deserto. Até mesmo Jesus, o Filho de Deus, foi conduzido a ele pelo Espírito Santo. Precisamos entender que o deserto nunca é maior que a promessa feita por Deus. Lá é o lugar onde sempre estamos sós e prontos para ouvir as coordenadas para seguir adiante.


Conclusão

Observamos que tudo o que deus faz deve passar pelo teste do tempo e agir de forma autônoma pode ser perigoso e frustrante. Moisés teve uma grande expectativa, mas aprendeu através da solidão do deserto que o homem passa por fases distintas até chegar a posição que Deus quer. Dessas fases, a mais importante é onde se descobre que precisamos de deus e que sem Ele nada podemos fazer.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 02

sábado, 4 de abril de 2015

EBD Editora Betel - Um Faraó que não conheceu José

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 05 de abril 2015
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Texto áureo



“E os filhos de Israel frutificaram, aumentaram muito, e multiplicaram-se, e foram fortalecidos grandemente; de maneira que a terra se encheu deles”. Ex 1.7

Verdade Aplicada

Mesmo que tudo seja obscuro e sem sentido, não existe nada neste mundo que o Senhor não veja, não conheça ou não controle.


Textos de referência

Êx 1.13-16


Introdução

Neste trimestre, abordaremos profundos assuntos concernentes à vida de Moisés, um dos mais importantes personagens da Bíblia. Nesta lição, trataremos do princípio do cativeiro hebreu no Egito, a poderosa forma divina de administrar os acontecimentos e a maneira sobrenatural e profética do nascimento de Moisés.


1. O princípio do cativeiro hebreu.

O principal personagem dos últimos capítulos de Gênesis é José. Através dele, Jacó e toda sua família habitaram na magnífica terra fértil de Gosén. Porém, com a mudança de governante, uma nova lei foi estabelecida e o povo, que antes vivia em paz, agora enfrentaria o pior drama de sua vida: a escravidão.

1.1 Um povo pastoril.

José tinha provavelmente trinta e nove anos quando sua família foi morar no Egito. Ele viveu setenta e um anos depois disso e morreu (Gn 50.26). Quando José partiu, a vida cômoda dos hebreus no Egito também findou. Uma vez que José não podia mais interceder por seu povo, a população nativa passou a olhar Israel de modo intolerante e desconfiado. Os egípcios eram muito avançados em cultura e sofisticação e viam os pastores como parte da ralé da sociedade. Isso para eles, manchava a imagem imponente da classe nobre (Gn 46.31, 33, 34). Nesse tempo, a população de Israel já havia aumentado consideravelmente, tornando-se poderosa no Egito. Outro fato importante é que tanto José quanto suas realizações foram totalmente ignorados e o novo Faraó passou a desprezar aquela população crescente (Êx 1.8).
Explique aos seus alunos que a sociedade egípcia era regida pelo sistema de castas. Assim como a pirâmide se constitui de camadas, de igual modo funcionava aquela sociedade. Quem pertencia a uma casta permaneceria nela até morrer, diferentemente do capitalismo, em que há a chance de ascensão social. Naquela época, a sociedade se constituía piramidalmente em: Faraó e sua família; a seguir, os sacerdotes e a nobreza; depois os escribas constituíam uma única casta; em seguida, os coletores de impostos e militares; por último, na base da pirâmide, ficavam os camponeses e escravos vindos de outros povos.

1.2 Um povo numeroso.

Com o novo Faraó nasce uma nova política e um novo estilo de vida passa a vigorar para os hebreus no Egito (Êx 1.10, 11ª). Uma nova lei foi determinada para um povo que vivia de forma regalada e esplêndida, e, a partir dali, a vida para eles jamais seria como antes. É muito claro o discurso feito por Faraó; ele se sentiu ameaçado com o crescimento do povo e, como não era portador de nenhuma aliança com o falecido governador, apossou-se da fértil e bem localizada Gosén, humilhando o povo através da escravidão e da chibata. Porém, antes que fossem diluídos no pó do Egito, eles clamaram e, após quatrocentos e trinta anos, suas orações foram enfim atendidas (Êx 12.40).

1.3 Deus controla os eventos.

É inevitável não nos fascinarmos pela maneira como Deus, de forma majestosa e grande, domina todas as coisas. Embora saibamos que o sofrimento do povo hebreu tenha sido cruel e brutal, vemos também a poderosa mão de deus por trás de tudo, controlando os acontecimentos e usando os eventos para formar a identidade cultural e o caráter de uma grande nação. Séculos antes, o Senhor já havia falado a Abraão sobre o que aconteceria aos seus descendentes e como eles seriam libertos com mão poderosa (Gn 15.13, 14). O Senhor afirma para Seu servo o que ocorreria e também como julgaria seus opressores. Não existe nada debaixo do sol que o senhor não veja, não conheça ou não controle (Jó 28.24).
Destaque para seus alunos que Deus ouviu esse clamor anos após anos. Mas, atuou no tempo certo em que o fruto estava maduro pronto para colher. Às vezes, esquecemos –nos que Deus tem o controle de todas as coisas. Porém uma coisa é certa: “quando chega o tempo dEle agir, ninguém poderá impedir que o faça” (Is 43.13b).


2. Guardado de forma sobrenatural.

O tempo da liberdade chegou; um libertador viria, um homem escolhido pela mão de deus, um líder preparado especialmente para lidar com os israelitas e confrontar o Faraó. Embora houvesse planos terrestres para impedir a ação divina, o nosso Deus começou a agir da forma como Ele é: Grande.

2.1 Quem poderia impedir o futuro?

Com o passar dos tempos, os hebreus se tornaram tão numerosos que passaram a assustar tremendamente os egípcios. E, por medo de perder a terra, os egípcios foram impelidos a agir de forma brutal e selvagem contra os hebreus. A insegurança e ódio dos egípcios tinham uma explicação; o medo (Êx 1.13, 14). Felizmente, o plano de Faraó não obteve resultado, pois quanto mais o povo de Deus era afligido, mais cresciam e aumentavam. Ao perceber que seus fins não eram alcançados, Faraó aumentou a dose de sofrimento e partiu para o infanticídio (Êx 1.15, 16). Uma inspiração maligna que daria fim ao nascimento do libertador. No entanto, o que está determinado nos céus jamais poderá ser sequer abalado por nada terreno.
Explique aos seus alunos que tal como aconteceu com Israel no Egito, quanto mais a Igreja é perseguida neste mundo, mais ela cresce e avança. Embora vejamos maldade e perversidade de forma descontrolada, injustiça social e opressão agindo em lugar da paz, deveríamos pensar no que Deus está fazendo ao preparar Sua Igreja para um grande livramento.

2.2 Sifrá e Puá

Sifrá e Puá são duas mulheres extremamente importantes no plano divino para o nascimento do libertador Moisés. O nome Sifrá significa “beleza” e Puá “esplêndida”. Elas, com certeza deixaram um lindo e esplêndido exemplo para nossos dias; temer a Deus acima de qualquer circunstância. Elas eram as parteiras das hebreias, uma tarefa melindrosa, porém gratificante. Essas duas mulheres receberam um edito muito cruel da parte de Faraó. A ordem era matar os meninos e deixar viver as meninas. Não cumprir a ordem de Faraó era arriscar a própria vida. Mas elas decidiram temer somente a Deus e não ser coniventes com o erro, evitando derramar sangue inocente. A bravura dessas duas mulheres teve influência direta no nascimento de Moisés.

2.3 A Morte deu lugar à Vida.
A maldade e a crueldade de Faraó não terminaram quando as parteiras recusaram lhe atender. Ele não conhecia limites para o terror e, assim, expediu outro decreto ordenando a morte de todos os meninos (Êx 1.22). No mesmo tempo de Moisés, era impossível não identificar uma casa onde houvesse um recém-nascido. A sabedoria de Joquebede durou três meses e o Nilo, que deveria ser o lugar da morte dos machos, tornou-se o lugar da Salvação de Moisés. Naquele cesto, estava a esperança de uma nação e o próprio Egito, que tentara matar o libertador, foi o lugar onde ele foi cuidado, instruído e qualificado. Não devemos pensar que Deus está dormindo ou que o inimigo anda vagando pelo mundo a fazer o que bem entende. Lembremos que o Senhor está acima de todas as coisas, até mesmo de nossos pensamentos (Is 55.8, 9).
As parteiras obedeceram a Deus e não a Faraó. Por sua coragem e por optarem pela justiça, o Senhor resolveu recompensá-las. Nem sempre o que é certo é o mais fácil. Como elas não foram coniventes com o erro, veio sobre elas a benção de Deus (Êx 1.20, 21).


3. Lições práticas.

Tudo o que é grandioso passa por sérios tratamentos antes de existir. Não foi fácil para os hebreus ver a liberdade sucumbir e, do dia para a noite, tornar-se escravo. Seu clamor durou quatrocentos anos, mas, quando chegou o tempo de ser livre outra vez. Deus agiu com mão forte e não houve quem pudesse impedir o que por Ele mesmo foi determinado.

3.1 Deus está no controle.

Nos momentos de grandes provações, é comum esquecermos do que o nosso Deus é capaz. Ele sempre sabe tudo o que acontece conosco (Êx 3.7, 8ª). Seu livramento pode não chegar de acordo com o nosso horário ou no momento em que pensamos, mas chegará na hora certa. Por mais severa e dura que seja a provação que estivermos enfrentando, elas não diminuirão o interesse de deus. O futuro pode parecer sombrio e podemos nos perguntar: onde Deus está? Se bem O conhecermos, entenderemos que Ele está a caminho e, quando chegar, tudo o que parecia ser absurdo se tornará real e palpável para cada um de nós.
Explique aos seus alunos que o agir de Deus em favor daqueles que nEle esperam é sempre poderoso e gratificante. Os capítulos sete e oito de Êxodo, revelam como Ele já poderia ter liquidado a fatura. Mas Ele é tão poderoso que se revela passo a passo para que, a cada dia, venhamos descobrir como é belo e maravilhoso.

3.2 Todos nós nascemos com uma finalidade.

Moisés passou por tantos preparos, expectativas e desilusões que, ao deparar-se com Deus, já não acreditava que poderia ser o homem para o objetivo pelo qual nasceu (Êx 3.10, 11). Ele sempre soube desde o pequeno que sua missão era libertar seu povo. É muito importante quando sabemos para qual finalidade vivemos neste mundo. Não foi por acidente que nascemos nesta era específica, na atual conjuntura da história, em determinado país e neste mundo. Sabia que Deus está buscando homens e mulheres que obedeçam a Seu propósito. Podemos até nos sentir incultos, incapazes e até mesmo desqualificados, talvez cheguemos até a usar as mesmas desculpas de Moisés diante de deus. Mas Deus chamou as coisas loucas, vis e desprezíveis; o que não é para confundir o que é (1Co 1.28).

3.3 Operando Deus quem impedirá?

Mais que libertar os hebreus ou punir os egípcios, Deus queria tornar aquele momento inesquecível em toda a história da humanidade. De uma só vez, o Senhor riscou para sempre a memória daquela geração de egípcios. Retirando os hebreus do Egito, o Senhor sabiamente estava pondo um fim na economia daquela nação. É por isso que Faraó não os queria libertar, pois eles eram os responsáveis por toda a mão de obra do Egito. Deus, em um só golpe, exterminou os primogênitos do Egito, que simbolizavam o futuro da nação e, em seguida, libertou Seu povo, deixando de uma só vez o Egito, sem futuro e sem presente. O último golpe foi a destruição de todo o exército no Mar Vermelho, mostrando que quando Ele opera não há quem possa impedir o Seu agir (Is 43.13).
Devemos pensar muito bem sobre nossas vocações. Deus, quando nos chama, não está vendo o que vemos hoje, Ele já sabe o que vai acontecer. Abrace seu chamado, alegre-se, você pode ser a esperança de salvação de uma nação.


Conclusão

A aflição pode durar um tempo, mas ela possui prazo de validade. Embora a situação dos hebreus fosse de total calamidade, Deus estava acompanhando tudo de perto sem perder um detalhe sequer. Por fim, Moisés nasceu, o povo foi liberto e Faraó morreu. Nada pôde impedir o agir de Deus. Em tempos difíceis, coloquemos nossa confiança no Senhor.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Moisés, O Legislador de Israel (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2015 – Lição 01