quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

EBD Editora Betel - A Crise de Fidelidade na Igreja

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 25 de janeiro 2015
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Texto Áureo

“Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” Ef 1:4

Verdade Aplicada

A crise de fidelidade tem afetado vários setores da Igreja, ocasionando a perda da Unidade, dificuldades na adoração e a perda de sua identidade ética e missionária.

Objetivos da Lição

Apresentar as principais áreas afetadas pela crise de fidelidade na Igreja;
Compreender a dimensão da crise que se instaurou na tríplice missão da Igreja;
Conhecer as três características de uma Igreja fiel.

Textos de Referência

Ef 4:20, 21, 25 e 32


Introdução

Ultimamente, a Igreja vive dias difíceis, pois estamos passando por um momento dramático e angustiante. Alguns acontecimentos se abateram sobre o Corpo de Cristo e alteraram seu conceito diante da Sociedade. Sua visão ficou ofuscada, sua missão comprometida, sua unidade abalada e sua comunhão fragmentada. É bem certo que enfrentamos crises em várias dimensões, porém, a área mais atingida é a da Fidelidade.

Em elaboração


1. As dimensões da crise de fidelidade na Igreja

Atualmente, percebe-se que a Igreja enfrenta crise em várias áreas e os princípios mais prejudicados são: a Unidade, a Comunhão e a Ética.

Em elaboração

1.1 A crise de unidade

De acordo com a mente de Cristo e Seus ensinos deixados nos evangelhos, a unidade deve ser um fator de identificação da Igreja (Jo 13.34, 35; 15.12). Entretanto, é exatamente a falta de unidade que mais ocorre nesses dias. Isso indica que estamos em crise, pois somos um povo dividido. A igreja de Corinto representa tipicamente o comportamento de uma igreja sem unidade (1Co 1.10). Eles tinham problemas no culto, nas relações entre os irmãos, nas relações familiares e a igreja ainda tinha aqueles que se dividiam em grupos ou partidos (1Co 1.11-13). Em Filipenses 2.1-5, Paulo escreve sobre a importância vital da unidade cristã. Ele afirma que a unidade espiritual da Igreja é produzida por Deus. Para a igreja em Éfeso, ele confirma que a unidade é construída sobre o fundamento da verdade (Ef 4.1-6). Essa unidade não é externa, mas interna. Não se trata de unidade denominacional, mas espiritual, pois fazemos parte da família de deus e estamos ligados ao Corpo de Cristo (1Co 12.27). Ainda exortando os irmãos filipenses, o apóstolo aponta que, para vencer a crise da unidade, devemos nos afastar do partidarismo e da vanglória.

Em elaboração

1.2 A crise de comunhão

A palavra grega “Koinonia” significa comunhão. A ideia básica inserida aqui é compartilhar. As escrituras sempre enfatizam a necessidade da Igreja ser um espaço de vivência comunitária, fraterna e amiga. Essa prática foi entendida pelos primeiros cristãos como de importância tal que faz parte do indispensável Credo apostólico luterano – “Creio na comunhão dos santos”. Essa comunhão envolve o no Corpo de Cristo os salvos de todos os lugares e de todas as épocas. O sentido básico de “Koinonia”é compartilhar alegrias e tristezas (Rm 12.15). Associada a essa noção está a ideia de responsabilidade, isto é, membros do Corpo de Cristo que têm compromisso uns para com os outros viverão a comunhão dos santos.
É comum vermos as igrejas serem marcadas por divisões tolas, quase sempre por motivos fúteis. Muitas sofrem prejuízos de todos os tipos quando os membros não vivem em harmonia e união. Precisamos viver intensamente a comunhão, pois ela também faz parte da razão de ser da Igreja no mundo.

Em elaboração

1.3 A crise ética

Provavelmente é no campo da ética em que vivemos nossa maior crise. Muitos líderes e crentes em geral estão se esquecendo que a Igreja é sal da terra e luz do mundo e estão se deixando levar pelo espírito de corrupção que domina este mundo (Mt 5.13-16). Líderes que se corrompem, compram e não pagam, envolvem-se em negócios escusos com políticos desonestos e negociam, inclusive, o próprio rebanho. Seguramente, deriva-se dessas ações a nossa recente falta de credibilidade. Oque antes era referência de confiança, hoje é visto com outros olhos. O mundo passou a ver a Igreja como um lugar de exploradores por causa de uns poucos que nos envergonham. No entanto, a Igreja de Cristo, salva e remida, é formada de homens honestos.
Será que Deus está satisfeito com crentes mentirosos e desonestos? Que compram diplomas e títulos? Com servos que se aproveitam de políticos desonestos para tirarem vantagens pessoais? Com líderes que contribuem para que a Igreja do Senhor vá para a justiça e até para a imprensa por negócios escusos? Com pessoas que negociam até os votos da Igreja em campanha eleitorais? Estará o dono da obra, o Senhor da seara, satisfeito conosco?

Em elaboração


2. A crise de fidelidade na missão da Igreja

A missão da Igreja é tríplice: ela deve ministrar a Deus, aos seus membros e ao mundo. Compreendemos então sua missão para com Deus, sua missão para consigo mesma e sua missão para com o Mundo.

Em elaboração

2.1 Sua missão com Deus

A adoração é essencialmente a missão da Igreja com Deus. Em Colossenses 3.16, Paulo encoraja a Igreja a cantar “salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão no coração”. A adoração na Igreja não é meramente um preparo para outra coisa; ela é em si mesma o cumprimento de um dos grandes propósitos da Igreja, cujos membros foram criados para o louvor e glória de deus (Ef 1.20).

Em elaboração

2.2 Sua missão para consigo mesma

O ministério da Igreja a seus membros é realizado por meio do fortalecimento espiritual e da edificação destes para que ela possa apresentar “todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28). Em Efésios 4.12, 13, os líderes com dons na igreja foram dados para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério e para edificação do Corpo de Cristo até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus; ao estado de homem perfeito, à medida da estatura da plenitude de Cristo.

Em elaboração

2.3 Sua missão para com o Mundo

A missão da Igreja para com o mundo é realizada pela pregação do Evangelho a todas as pessoas no mundo, seja por meio de palavras, seja por meio de atitudes. Em Mateus 28.19, Jesus ordena aos Seus seguidores que façam discípulos de todas as nações. Para vencer a crise de fidelidade a essa missão, a Igreja deve envolver não somente no evangelismo, mas também em assistência aos pobres e oprimidos (Gl 2.10; Tg 1.27), e, consequentemente, todos os membros devem fazer o bem a todos.

Em elaboração


3. As características de uma Igreja fiel

A Igreja que supera as crises de unidade, comunhão e ética, e tudo aquilo que compromete sua missão, certamente possui características de uma Igreja fiel, que vence as influências mundanas.

Em elaboração

3.1 Uma Igreja frutífera

Um exemplo marcante de Igreja frutífera são os cristãos tessalonicenses (1Ts 1.5-8). Eles levaram a grande comissão de Cristo a sério (Mt 28.18-20). Serviram de exemplo para outros cristãos, pois difundiam o Evangelho por onde quer que fossem (1Ts 1.7-8). Levaram o Evangelho para toda a cidade, e, muito além de suas fronteiras físicas, para a região da Macedônia até a região da Acaia. Certamente esses cristãos discipulavam outros crentes e evangelizavam os incrédulos. Sem dúvida, outras igrejas foram fundadas graças à propagação do Evangelho que brotou daqueles irmãos.

Em elaboração

3.2 Uma Igreja solidária

A Igreja é um enorme celeiro e um grande depositário de vocações, talentos, recursos e potenciais. Neste sentido, seu papel deve ser o de orientar os membros para o serviço à sociedade. Refletindo o nosso chamado para sermos sal e luz. Temos de avançar na questão da solidariedade através da conscientização. Como no sentido original da palavra “igreja” (que vem do grego “ekklesía” e significa “assembleia de santos”), precisamos recuperar a nossa vocação histórica de agentes de transformação e esperança.
O testemunho social da Igreja deve invadir as feiras e praças da cidade, o ambiente de trabalho, a escola, a universidade, entre outros. A fé cristã não cabe entre quatro paredes. Quando seguimos a Cristo devemos contextualizar a verdade, refletindo a imagem de Deus no serviço, na proclamação, na compaixão e no amor (Jo 13.15; 1Pe 2.21).

Em elaboração

3.3 Uma Igreja missionária

Segundo o escritor cristão Richard Mayhue, salvo a igreja de Jerusalém, nenhuma outra igreja esteve tão intimamente ligada à expansão missionária quanto a de Antioquia (At 13.1-4). Ele aponta alguns princípios básicos e eternos que contribuíram para o sucesso da referida igreja. Primeiramente, a partida de Paulo e Barnabé foi motivada e direcionada pelo espírito Santo (At 13.2), isto é, estava de acordo com o chamado e vontade de Deus, e não de homens. Em segundo lugar, a igreja confiou os dois obreiros a Deus e os encarregou de promover a expansão do Evangelho, ou seja, foram enviados pelo Espírito Santo e pela igreja local. Entendemos aqui que Paulo e Barnabé estavam debaixo de cobertura espiritual (At 13.3). Outro ponto a ser observado é que a igreja cedeu de boa vontade seus melhores homens, Paulo e Barnabé, em obediência à orientação do Senhor (At 13.4). Ela não foi mesquinha nem individualista em reter ou limitar a obra de Deus na vida dos seus servos e permitiu que o processo no campo missionário tivesse continuidade. Ela não tentou, de forma egoísta, segurá-los para si. Sendo assim, é preciso que a igreja atual reflita e repense sua recente prática missionária. O nosso Mestre já direcionou o caminho a ser trilhado e não podemos pensar em missões de forma diferente. Missões, que inclui o evangelismo local e às nações (At 1.8), não é o título, nem cargo. É trabalho sério. Desse modo, sempre debaixo da orientação do Espírito Santo, urge para pregarmos a Palavra a todo o mundo (Mc 16.15), a tempo e fora de tempo (2Tm 4.2).
Temos que conhecer quem é Jesus. Você tem que conhece-Lo e permitir que Ele perdoe seu pecado e que derrame amor de deus em seu coração. Então você poderá perguntar a Ele: “Senhor. O que quer que eu faça?”. Não pense que Cristo imporá uma lista enorme de coisas que não pode fazer. Quando se caminha com Cristo, você pode fazer o que quiser, pois Cristo fará você querer a vontade de Deus. E hoje a vontade de Deus para a Igreja é que estendamos nossa mão para o próximo. A Bíblia nos ensina que temos de nos tornar pessoas que se importam com os outros. Nossa prioridade é para com os membros do Corpo de Cristo, particularmente com a Igreja Perseguida. Quando nos dirigimos a eles, nós os encontramos abertos para receber o amor de Deus, a única resposta à perseguição. A batalha não será ganha com tanques ou com armas no campo de batalha. A batalha real será travada por aqueles que estão cheios do Espírito Santo de Deus. Pessoas que se disponham a ir e proclamar Jesus Cristo. Que levem a Palavra de Deus. (Irmão André, fundador das Portas Abertas).

Em elaboração


Conclusão

Para vencermos a crise de fidelidade instaurada na Igreja, precisamos repensar nossa espiritualidade, nossa ética e nossa unidade. Devemos redescobrir a vontade de Deus através de Sua Palavra e sermos uma Igreja verdadeira, capaz de superar todos os seus desafios e vencer seus dilemas contemporâneos.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH

Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 05

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Trabalhe em Favor da Família, Nação e da Humanidade


Como Ensinar às Nações e Ser um Pregador Reconhecido

(Reflexões para mestres e leitores do MDA)

Você ama ensinar a Palavra de Deus? Sente muito amor pelas almas e sofre vendo tantos perdidos? 


Nos dias de Cristo e dos profetas que o antecederam, houve muito trabalho da parte dos enviados de Deus, como também muita falta de apoio e reconhecimento. Entretanto, eles operarm as maravilhas que até hoje nos inspiram a tentar seguir nossa jornada. Muitos foram mortos, perseguidos e maltratados insistindo em tais trabalhos.

Venha conosco fazer algumas auto-avaliações e reflexões às portas de um novo ano. Veremos alguns itens que nos são bastante difíceis e indispensáveis:

EBD Editora Betel - Fidelidade às Doutrinas Cristãs

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 25 de janeiro 2015
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Graça e Paz!

Terminaremos ainda hoje, Domingo, permitindo Deus. Ore por nós. Boa aula!

Shalom

R.S. Costa


Texto Áureo

“Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.” I Tm 4:6

Expondo estas cousas aos irmãos. Implica em imposição, ensino e demonstração: inclui o que é mais detalhadamente declarado no versículo 11, ordena e ensina. Através de toda a seção (vs. 6-16), o efeito do Evangelho sobre ambos, Timóteo e o seu povo, está visível. Timóteo mesmo tem de se nutrir das palavras da fé e da boa doutrina. Da fé. É o todo do corpo da verdade e conhecimento de Deus.

Comentário Bíblico Moody

Verdade Aplicada

Precisamos estar atentos para não sermos levados por questões enganosas, por pessoas que se acham detentores de revelações especiais, disseminadoras de ideias egocêntricas, soberbas e cheias de vaidades.

Objetivos da Lição

Identificar as causas do desvio doutrinário;
Apontar as consequências do desvio doutrinário;
Propor um retorno à fidelidade doutrinária.

Textos de Referência

I Tm 1:3-7

Introdução

A Doutrina Bíblica é a chave para sermos bem sucedidos na caminhada cristã. Infelizmente, por não ser valorizada, assistimos uma série de novas “doutrinas” surgindo, não para a glória de Deus e sim para o próprio homem. Isso tem feito com que a Igreja do Senhor Jesus experimente um desvio doutrinário e distancie-se do propósito para o qual Deus designou.

A Doutrina Cristã (a palavra "doutrina" significa "ensino" ou "instrução") pode definir-se assim: as verdades fundamentais da Bíblia dispostas em forma sistemática. Este estudo chama-se comumente: "teologia", ou seja, "um tratado ou um discurso racional acerca de Deus". (Os dois termos serão usados alternadamente nesta seção.) A Teologia ou a doutrina assim se descreve: a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das suas relações para com o Homem. Trata de tudo quanto se relaciona com Deus e com os propósitos divinos.
Por que descrevemos a Teologia ou a doutrina como sendo uma "ciência"? A ciência é a disposição sistemática e lógica de fatos comprovados. A Teologia é chamada ciência porque consiste em fatos relacionados com Deus e com as coisas de ordem divina, apresentadas de uma maneira lógica e ordenada.
Qual é a diferença entre doutrina e dogma? Doutrina é a revelação da verdade como se encontra nas Escrituras; dogma é a declaração do Homem acerca da verdade quando apresentada em um credo.
Esperamos confiadamente que a Teologia ou Doutrina encontre o lugar que merece no pensamento e na Educação Religiosa.
Para um ser imortal, a verdade acerca de Deus, do destino humano e do caminho para a Vida Eterna, nunca pode ser de pouca importância.

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman



1. Desvio doutrinário da Igreja

Paulo exorta Timóteo a admoestar aos falsos ensinos que estavam entrando na Igreja (I Tm 1:3). Esse desvio doutrinário se caracteriza de várias formas, levando cristãos à distorção ou até mesmo ao abandono da fé. Notemos como esses desvios se caracterizam:

Sem o costumeiro intróito Paulo aborda diretamente o tema: a igreja de Deus está ameaçada por falsas doutrinas. A frase que começou a ditar não foi concluída por ele, como também é típico em suas demais epístolas. É preciso completar a frase aproximadamente como segue: assim como naquela época solicitei oralmente de ti, torno a fazê-lo também agora por escrito. Paulo pede insistentemente a seu melhor colaborador que não se furte à difícil tarefa em Éfeso, mas que persevere firme ali e realize sua incumbência.
Paulo está a caminho da Macedônia e solicita a Timóteo que permaneça em Éfeso – uma situação similar à de Tito. A afirmação não pressupõe que o próprio Paulo esteja em Éfeso (QI 28). Na realidade At 19 descreve como, após longa permanência em Éfeso, Paulo parte para a Macedônia. Naquela ocasião Timóteo estava com ele na viagem.; agora, porém, (v. 3) ele deve expressamente permanecer em Éfeso.
A igreja corre perigo, influenciada por heresias. A solicitação de perseverar fielmente em Éfeso leva a presumir que a atitude do colaborador tenha sido reticente, ou que tenha demonstrado um intenso desejo de viajar com Paulo. Contudo Timóteo não apenas deve perseverar, mas concretizar aquilo para o que foi chamado. Deve opor-se de forma enérgica àqueles que disseminam outras doutrinas.

Comentário Bíblico Esperança NT


1.1 Abandono do Ensino Bíblico e entrega às fábulas

Os mitos e as genealogias eram provavelmente ensinamentos gnósticos ou proto-gnósticos. O Gnosticismo tinha dois extremos: ascetismo, como em 4:3, e licenciosidade antinominiana, como o texto institua. Comentários errados sobre a Lei, e especulações gnósticas deixavam assuntos de imoralidade declarada sem correção. O serviço de Deus (edificação de Deus, E.R.C.) é o assunto próprio da doutrina sadia, e portanto faz um paralelo com o "amor" no versículo 5, e o "bom combate" do versículo 18. O Amor é o resumo das obrigações religiosas e éticas (Rm. 13:10; Gl. 5:6). A doutrina sadia produz ordenamento divino ou superintendência divina da vida.

Comentário Bíblico Moody

“Instruindo e exortando” é exatamente o que Paulo requer em seguida, quando acrescenta exortação (paraklesis) e ensino (didaskalia, ou instrução) em sua palavra a Timóteo, depois de mencionar a leitura das Escrituras. Já era um costume nas sinagogas fazer uma exposição após a leitura de um texto das Escrituras, e essa prática foi levada às assembléias cristãs, constituindo o ponto inicial dos sermões no culto público. Desde o início, aceita-se ser a pregação cristã uma pregação expositiva, isto é, que toda instrução e exortação cristã seja derivada de uma passagem que tenha sido lida.
Desse modo, Timóteo tem duas coisas a que dedicar, com muito cuidado, com igual atenção. A primeira delas é a sua vida, literalmente, “para si mesmo”, para o seu caráter e para a sua conduta. A segunda é a doutrina, o que ensina aos outros. Ele não deve dar uma tal atenção ao ensino, que acabe negligenciando cuidar de si mesmo, nem deve ficar de tal modo absorvido por suprir sua própria alma a ponto de negligenciar o ministério que tem para com as pessoas. Não, ele tem que ser equilibrado, dedicando-se com igual atenção e perseverança tanto a si mesmo como aos outros. E como Paulo chegou a dizer aos anciãos de Efeso: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho ...”. Então, não haverá dicotomia nenhuma entre a sua vida pública e a sua vida privada, nem entre a sua pregação e a sua prática. Pelo contrário, o que se manifestará será a virtude que está entre as mais necessárias na vida de qualquer líder: ser uma pessoa autêntica.

A Mensagem de I Timóteo e Tito – John Stott

Saber as genealogias ajudou muito em conferir as profecias sobre o Messias e a nõ deixar o Povo Judeu esquecer de sua origem e das promessas de Deus. Os falsos mestres criam e ensinavam que a Salvação se baseava em ter uma linhagem até Abraão. Hoje em dia muitos pregadores contam mais anedotas, “causos” e historietas sem nenhuma fonte que as confirmem, do que testemunhos verificáveis, aplicações práticas da Plavra de Deus ou experiências pessoais legítimas (muitos contam as experiências de terceiros).
Paulo ensina que a introdução desses tipos de ensinos (incompatíveis com o legítimo Evangelho de Cristo) traria deformação e destruição espiritual. Não podemos diminuir nem acrescentar ao texto bíblico (Ap 22:18 e 19). Devemos buscar o equilíbrio e empenharmos forças para nosso crescimento (II Tm 1:13 e 14; 2:1; II Pe 3:18).


1.2 Não aplicação do estudo das Escrituras

As "certas pessoas", antes referidas, não só falhavam em perseguir e atingir esse fim, como também se voltavam a vãs altercações, em lugar de se entregarem à ação, e se davam a uma atividade destituída de valor, ao invés de ser frutífera (6). São pessoas dominadas pelo desejo de serem autoridades ou mestres da Lei (7), como os rabinos judeus. De fato, não têm compreensão exata daquilo a respeito do que não somente falam, mas até fazem asseverações autoconfiantes. São, pois, um perigo sério para a comunidade cristã, capazes de enganar e desencaminhar a muitos. Para que não se compreenda mal sua referência depreciativa aos pretensos mestres da Lei, Paulo introduz uma declaração (vers. 8-11) de que a Lei é boa, que apóia e suplementa o Evangelho por proibir tudo quanto se opõe ao seu salutar ensino. A falta está do lado dos falsos mestres, que não usam a Lei como Deus quis que fosse usada, isto é, para reprimir e condenar os malfeitores. Não foi destinada para ser objeto de interpretações fantasiosas e especulações inúteis da parte dos justos ou justificados. Os malfeitores são aqui apresentados como falhos de padrões morais, sem reverência a Deus, destituídos do senso do que é santo, sem consideração a relações de família, à Vida Humana, à Pureza Sexual e à Boa Fé na Vida Social. Em conseqüência disto eles são desregrados, pecadores, profanos, sem misericórdia. Nos vers. 9 e 10 Paulo obviamente segue a ordem dos Dez Mandamentos e de súbito especifica violações deles em sua forma mais grosseira. A Sã Doutrina (10), ou ensino sadio é uma frase característica e peculiar das Epístolas Pastorais. Contrariamente, a falsa doutrina é qual câncer (II Tm 2:17); e devotamento a ela é sinal de doença espiritual (I Tm 6:3-4). O Evangelho da Glória  (11). A Glória de Deus revela-se aos homens no evangelho que lhes fala de Cristo; "glória", aí, refere-se virtualmente ao próprio Cristo. Cf. Jo 1:14-18; II Co 4:4-6.

Comentário I Timóteo – bibliotecabiblica.blogspot.com.br

Timóteo tem que ordenar aos falsos mestres que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis (v. 4). Mythoi significava lendas ou fábulas, que posteriormente Paulo categorizou como sendo “fábulas profanas de velhas” (4.7), “lendas judaicas” e uma alternativa “à verdade”. A palavra genealogias, por outro lado, refere-se naturalmente aos nomes de Gênesis, que delineiam a linhagem e, portanto, a raça pura dos patriarcas. E bem provável que Lock esteja correto ao realçar que essas duas palavras “devem scr tomadas juntas, lado a lado, isto é, os mythoi sendo definidos pelas genealogiai, histórias legendárias sobre genealogias”, que eram passadas através da Haggada, ou tradição rabínica.
Há dois antigos documentos judaicos que poderão dar luz ao que Paulo está se referindo. O primeiro é O Livro dos Jubileus,20 que é do período de 135 a 105 a.C. e que a história do Antigo Testamento sob uma perspectiva farisaica, partindo da criação do mundo até quando a lei foi dada no monte Sinai. Ele divide essa história em “jubileus” (períodos de quarenta e nove anos) e afirma
a singularidade de Israel em meio às nações- O segundo livro é As Antigüidades Bíblicas de Philo, embora M. R. James considere a atribuição da autoria desse livro a Philo “totalmente infundada e até mesmo ridícula”. Tendo sido escrito logo após a destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., ele reconta a história do Antigo Testamento abrangendo um período bem maior, da criação de Adão à morte de Saul. Seu principal objetivo foi manter a validade eterna da Lei contra as intromissões do Helenismo.
Assim, esses dois livros reescrevem, de maneira tendenciosa, uma parte da história do Antigo Testamento. Ambos enfatizam que Israel e a lei são indestrutíveis. E enfeitam a história que narram com acréscimos fantasiosos. O autor de As Antigüidades Bíblicas suplementa a narrativa das Escrituras “por meio de fabulosas genealogias”,23 que preenchem os capítulos 1, 2, 4 e 8. De modo semelhante, O Livro dos Jubileus fornece-nos o nome de todos os filhos de Adão e Eva, da família de Enoque, dos antecedentes e descendentes de Noé, e das setenta pessoas que desceram até o Egito.
Pode ser, portanto, que seja a esse tipo de literatura fantasiosa que Paulo esteja se referindo ao mencionar a lei, os mitos e as genealogias. Há uma forte evidência de que o falso ensino tenha sido principalmente uma aberração judaica, o que é confirmado pela referência ao “grupo da circuncisão”.

A Mensagem de I Timóteo e Tito – John Stott

Entendemos pelos textos bíblicos que os falsos mestres não são ignorantes estritamente, mas que distorcem as Escrituras (I Tm 1:7). Se chegaram a ser chamados de mestres, possuíam seus atributos intelectuais e acadêmicos. Não podemos concluir que eram “rasos, insensatos, pobres no conhecimento de Deus” (como consta na revista). Pelos seus enganos, eram como cegos querendo guiar outros (Mt 15:14). O fato de alguém não ensinar a verdade, não atesta seu desconhecimento da mesma. Muitos não querem buscar, cumprir e ensinar a Lei do Senhor por interesses carnais, mundanos e diabólicos. O esforço sincero na busca da compreensão do texto bíblico e do ensino deve estar misturado com fé, temor, intimidade, reverência e compromisso com o autor da Obra (Hb 4:1 e 2).


1.3 Ensino das Escrituras com motivações impuras

Limpos de coração. Aqueles cujo ser moral está livre da contaminação do Pecado, sem interesses ou lealdade divididos. Eles, na possessão da natureza pura de Deus, possuem a visão límpida de Deus, que atingirá o seu clímax na volta de Cristo (I Co 13:12; I Jo 3:2).

Comentário Bíblico Moody

Porém, tendo em vista ambos os efeitos, Paulo levanta a pergunta: “Quem, porém, é suficiente para estas [coisas]?” Em resposta, ele delineia uma afirmação que por sua extrema densidade contém os traços básicos de uma “homilética” do apóstolo: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus. Não, por sinceridade, não, da parte do próprio Deus, na presença de Deus, em Cristo, é que falamos.”
Inicialmente Paulo se distancia de uma espécie de proclamação que ele vê passando por toda a Igreja como um perigo crescente. Não se trata apenas de casos isolados de proclamação errada, porém são “tantos outros” que desfiguram radicalmente a proclamação. De que modo fazem isso? Ao “mercadejar a palavra de Deus”. O termo empregado por Paulo significa especificamente o comércio desonesto dos taberneiros daquele tempo, que servem comida de má qualidade aos fregueses e diluem o vinho para obter lucros. Portanto o termo também traz a acusação da distorção e “diluição” da mensagem. Por isso Paulo falará em II Co 4.2 diretamente sobre “adulterar a palavra”. Como é possível que “tantos” cheguem a um comportamento assim? Em Fp 3.17-19 Paulo revelou de forma mais acerba as motivações interiores de tais pessoas. Para elas “o ventre é seu deus” (Cf. Rm 16.18), buscam seu próprio bem-estar. Por essa razão são “inimigos da cruz de Cristo”. Tentam desviar-se do sofrimento por amor à mensagem. Todo o seu ministério é dominado pelo eu e por suas reivindicações. Para Paulo é revoltante e terrível que essas pessoas subordinem a palavra de Deus, a mensagem que decide sobre morte eterna e vida eterna, a seus interesses egoístas. O taberneiro que por causa de seu lucro deturpa os alimentos exteriores, enganando seus fregueses, já merece repúdio. Quanto mais se deve ter a mesma atitude para com pessoas que mascateiam com a palavra de Deus, enganando seus ouvintes em relação à vida eterna! Não surpreende que em II Co 11.13-15 Paulo os designe de servos de Satanás. Em II Co 11.21s e 13.1-4 Paulo voltará a pronunciar-se contra eles com toda a veemência e determinação. Agora diz aos coríntios, que em parte se deixaram influenciar por eles: não somos como eles! Lidamos de forma santa e pura com a palavra de Deus.

Comentário Bíblico Esperança NT

Deus quer que desfrutemos da Vida sem pormos nosso coração nela. Não vendamos nossa alma em favor do que ele criou para nosso prazer. Sobre esta vida em si mesma, o melhor que há é o prazer de viver. A vida de então não é o máximo. Há abatimentos, já que ela nunca nos dá tudo o que buscamos. Se gozarmos as atividades dela em si mesmas, sem esperar nenhuma satisfação maior, podemos experimentar a alegria que elas dão. O livro de Eclesiastes nos dá o entendimento de não termos uma vida frívola e indisciplinada, não desejarmos isto e também alerta contra uma vida ascética e miserável. O Senhor quer que nos alegremos sem nos devotarmos ao prazer. 
Vemos em vários lugares no NT o ensino com motivações impuras; um contraste do que Jesus ensinou (Mt 5:8). Uns visavam lucros (II Co 2:17), outros inveja e porfia (Fp 1:15). Havia os ávidos por dominar o rebanho (I Pe 5:2 e 3; At 20:30). Esses mestres tinham a fé adulterada e suas almas distanciadas de Deus, perdidos em muitas vaidades. Precisamos estar atentos, visto que tais ensinos não produzem verdadeira edificação.
Toda e qualquer fidelidade doutrinária é, aos olhos de Deus, prostituição ou adultério (Tg 4:4). Qualquer desvio ou afastamento doutrinário é causado por motivações humanas (II Tm 3:1-7). Nos dias atuais prega-se a ideia do sinergismo, tirando a centralização de Cristo e colocando em Seu lugar o homem e suas convicções pessoais. Tais pessoas se tornam opositoras do Evangelho dando importância a questões supérfluas, que têm com base um egocentrismo desmedido e oportunista. Não resta dúvida que a cosmovisão atual de muitas igrejas é antropocêntrica ou humanista. No século 21, o desvio doutrinário está mais amalgamado, e de certa forma mais forte, pois no recheio se encontram ideias como o pragmatismo, conceitos neoliberalistas e o mundanismo, que está sendo assimilado em todos os seus tentáculos pós-modernistas.



2. Consequências do desvio doutrinário da igreja

Os efeitos do desvio doutrinário são perceptíveis aos olhos de todos, pois aquele que se distancia do ensino salutar das Escrituras, passa a ter dificuldades que o igualam às pessoas que não conhecem a Cristo. Essas atitudes afastam as pessoas da Igreja, e, quando não as afastam, faz com que se tornem instrumentos para a disseminação de contendas entre os irmãos.

Diz-se com razão, que as estrelas surgiram antes da Astronomia, e que as flores existiram antes da Botânica, e que a Vida existia antes da Biologia, e que Deus existia antes da Teologia.
Isto é verdade. Mas os homens em sua ignorância conceberam idéias supersticiosas acerca das estrelas, e o resultado foi a pseudociência da Astrologia. Os homens conceberam falsas idéias acerca das plantas, atribuindo-lhes virtudes que não possuíam, e o resultado foi a Feitiçaria. O homem na sua cegueira formou conceitos errôneos acerca de Deus e o resultado foi o Paganismo com suas superstições e corrupção.
Porém surgiu a Astronomia com seus princípios verdadeiros acerca dos corpos celestes e dessa maneira expôs os erros da Astrologia. Surgiu a Botânica com a verdade sobre a Vida Vegetal e dessa maneira foram banidos os erros da Feitiçaria. Da mesma maneira, as doutrinas bíblicas expurgam as falsas idéias acerca de Deus e de seus caminhos.
"Que ninguém creia que erro doutrinário seja um mal de pouca importância", declarou D. C. Hodge, teólogo de renome. "Nenhum caminho para a Perdição jamais se encheu de tanta gente como o da falsa doutrina. O erro é uma capa da consciência, e uma venda para os olhos."

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman


2.1 Afasta as pessoas da Igreja

A exemplo do que ocorreu no AT, Deus fez tremer o lugar onde seus servos estavam reunidos em oração, como um sinal da sua presença e aprovação (Ex 19:18; Is 6:4). Foi uma maneira através da qual o Senhor renovou nos apóstolos e discípulos, que estavam iniciando a Igreja de Cristo, a experiência do Dia do Pentecoste (ou Semana do Pentecostes). É o Espírito Santo quem nos capacita com força espiritual, generosidade, coragem (intrepidez), determinação, sabedoria e santidade para testemunharmos da salvação que há – somente – em Jesus (8:13 e  33).

Introdução os Atos dos Apóstolos

Igrejas que não conseguem ver a individualidade das pessoas e tratam a todos como "rebanho", porque é mais fácil e cômodo para suas lideranças, certamente vão ficar aquém das suas necessidades - todos temos crises e momentos em que percisamos de um atendimento personalizado. Se a igreja não consegue funcionar também como um "hospital" espiritual, quando isso se faz necessário, ela não serve.
Denominações que exigem adesão completa à sua visão teológica, porque "essa é a única forma de ir para o céu", vão contra a própria tradição do crisitianismo. É claro que é preciso haver uma disciplina doutrinária, pois se cada um defender livremente o que lhe vier à mente, não vai dar certo. Mas é preciso haver espaço para discutir ideias e para acomodar pessoas que pensem de forma diferente, sem que elas sofram ameaças ou rejeição. Caso contrário, fuja dali depressa.
Finalmente, igrejas onde há pouco resultado, pois a maior parte dos esforços é gasta olhando para o próprio "umbigo", certamente vão desestimular você e desperdiçar seus esforços. Não perca seu tempo nesse tipo de lugar.

O Desafio de Ser Cristão – Vinícius Moura

Uma das razões mais comuns pelas quais as pessoas se afastam da Igreja é sentir-se ofendido. Uns deixam o Evangelho por não serem cumprimentadas e nem mesmo notadas na Igreja nem mesmo quando doentes, enlutadas, desempregadas ou em seu aniversário. Outras por não receberem visitas de líderes ou por algum desentendimento. Os pivôs são variados, porém o real motivo é normalmente é o Orgulho.
Os desvios e abandonos da Doutrina Cristã criam repulsa física e espiritual. A falta de amor, de uma boa consciência e fé sincera tiram o foco e o propósito verdadeiro que foi dado à Igreja desde sua fundação (Mt 24:12; At 4:31). Como nos dias de Paulo, algumas igrejas vêm sofrendo desvios doutrinários e, conseqüentemente, a perda de valores fundamentais da fé cristã (I Tm 1:5).


2.2 Produz contenda e não edificação

Ao que cuida em fazer o Mal, mestre de intrigas lhe  chamarão" (Provérbios 24:8).
Há pessoas cujo negócio é praticar maldade. Eles cogitam, planejam e tramam maldades. São "inventores de males" (Rm 1:30).
O ladrão estuda para descobrir um jeito de entrar numa casa despercebido. O assassino cuidadosamente planeja como matar alguém sem deixar pistas. O caloteiro procura descobrir maneiras para enganar uma pessoa inocente. O estuprador reflete sobre planos para achar e atacar sua vítima sem ser preso. O batedor de carteiras considera vários ángulos de abordagem para conquistar seu alvo. Grandes mafiosos em prostituição e pornografia utilizam advogados caros para escapar das conseqüências dos seus atos.
"Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicando na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração" (Gn 6:5). A situação geral da época de Noé ainda é o caso de muitas pessoas hoje em dia. Nem todos os pecados são premeditados, mas muitos malfeitores maquinam o mal todo o tempo (Pv 6:14).

Mestres de Intrigas – Irvin Himmel

Aqui Paulo adverte a Timóteo sobre este grave perigo. Havia na Ásia quem ensinasse graves erros. Ao invés de pregar o evangelho de Paulo, que incluía Jesus Cristo, "ressuscitado de entre os mortos" (v.8), modelo e penhor da ressurreição do seu povo, estavam ensinando "que a ressurreição já se realizou" (v.18). De fato, em certo sentido, ela já passou, no de que Cristo já ressuscitou e o seu povo juntamente com ele. Contudo, a ressurreição do corpo ainda está reservada para o futuro. Os falsos mestres, entretanto, estavam negando qualquer ressurreição do corpo no porvir (cf. At 17: 32; I Co 15: 12). Eles eram, talvez, primitivos gnósticos, para os quais o corpo representava um embaraço difícil, e o conceito de uma ressurreição corporal, por conseguinte, era-lhes tão inconcebível quanto indesejável. Assim, eles a "espiritualizavam", como sendo uma libertação da carne através de gnösis (conhecimento), ou também asseverando que a promessa da ressurreição fora cumprida totalmente, quando por fé e batismo fomos ressuscitados com Cristo. De igual modo, hoje, alguns "mistificam" a ressurreição e falam somente da fé ascendendo no coração cristão.
Tais hereges estavam substituindo a "palavra da verdade" pelo que Paulo chama de "contenda de palavras" (v.14). O verbo por ele aqui empregado (logomacheö), não ocorre em nenhuma outra passagem do Novo Testamento, contudo o substantivo logomachia, "contenda de palavras", é encontrado em 1 Tm 6: 4 e em alguns manuscritos de Tito 3:9. Parece se referir a algo "parecido com as excessivas minúcias dos teólogos medievais". Em outra parte, ele chama isto de "falatórios inúteis" (16, kenophönia, ou " conversa mole").
A instrução que Paulo deu a Timóteo, com respeito aos tais maus obreiros ou falsos mestres, era de
evitá-los: "Dá testemunho solene a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras, que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes" (v.14). "Evita igualmente os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso a linguagem deles corrói como câncer" (vs. 16-17a).

Tu, Porém – A mensagem de II Timóteo – John R. W. Stott

Quais são os motivos de discórdias entre os cristãos? Grau de maturidade, conhecimento, capacidade e, às vezes, de atitude. Os filhos de Deus do primeiro século discordaram por estes e outros motivos (At 15:1-30). Não incentive nem ignore se alguém estiver destruindo a Igreja do Senhor. Siga ao Senhor, ame a Verdade e o Corpo de Cristo. Não siga a ambição de um amigo ou irmão.
Uma aula bíblica contenciosa de adultos é uma baderna, vergonha e falta de respeito entre líderes, professores, alunos, membros e para com Cristo. Discussões em algumas aulas bíblicas podem surgir. Muito disso pode ser falta de conhecimento da Bíblia ou dos significados ou uso de palavras. Há professores não controlam a sua aula, talvez para não parecerem rudes e deixam que um aluno introduza um assunto fora da sequência da aula. Algumas sentem prazer de “jogar uma idéia para fazer as pessoas pensar”, fomentando intrigas e rixas. Isso não soluciona o “problema” apresentado, nem traz edificação. Ajude estudando a fundo o tema da lição antes da aula e ao professor a manter os alunos no foco em questão. Seu emprenho particular compensará a possível falta de um bom ensino na aula bíblica (Ef 5:17).


2.3 Alvo fácil de manipulação

Já que a Graça é tão poderosa, não poderia um homem permanecer no Pecado e ainda assim experimentar o poder da Graça Libertadora?
A resposta de Paulo é enfática. De modo nenhum. Aquele que confia em Cristo identifica-se com o Senhor Jesus na sua morte. Nós, os que para ele morremos? O versículo 10 esclarece que Paulo, aqui está falando da morte de Cristo. Mas ele usa a primeira pessoa do plural – Nós morremos para o Pecado. É uma experiência do Passado. Sendo assim, como poderíamos ainda viver no Pecado quando já morremos para ele?

Comentário Bíblico Moody

O Apóstolo é muito completo ao enfatizar a necessidade da Santidade. Não a elimina ao expor a livre graça do Evangelho, antes mostra que a conexão entre justificação e santidade é inseparável. Seja aborrecido o pensamento de continuar em pecado para que abunde a Graça. Os verdadeiros crentes estão mortos para o Pecado, portanto, não devem segui-lo. ninguém pode estar vivo e morto ao mesmo tempo. Néscio é quem, desejando estar morto ao Pecado, pensa que pode viver nele.

Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry

O Homem ama o inexplicável; reverencia tudo que lhe parece superior. O Sobrenatural é: superior ao natural; as ciências humanas não podem explicar e provar. Ele fascina o homem e lhe dá bases para abandonar a razão. Ele passa a considerar mais o que é superior ao racional. Pode até ser verdade, mas é perigoso deixar a razão, mesmo diante do sobrenatural. Uma arapuca que faz muitos caírem, mesmo os mais sinceros e inteligentes.
Assim, desvirtuam-se até os mais inteligentes. Muitos após constatar a existência de fatos sobrenaturais largam mão da sua capacidade de pensar, de investigar, de questionar. Ao parar de raciocinarem concientemente, tornam-se presas fáceis.
Por que isto acontece? Porque Deus é sobrenatural. Ele obra coisas sobrenaturais, mas Satanás também é sobrenatural e igualmente realiza coisas sobrenaturais. Outra coisa que contribui para burlar o raciocínio é a fluência verbal, a oratória, boa apresentação e exibições de conhecimentos e tantas outras ostentações.
Um dos métodos mais poderosos de alcançar pessoas são os meios de comunicação de massa (Televisão, Internet, jornais, revistas e etc.). Muitos cristãos não possuem o pensamento crítico e estão insensíveis aos perigos que os rondam. Até mesmo muitos líderes importam os usos e costumes do Mundo para os rebanhos. Assim, as vidas, as famílias, lares, escolas, igrejas e sociedade sem nenhum temor ou dor na consciência se enfraquecem e se tornam indiferentes ao propósito de Deus.
Essa manipulação ocorre por falta de leitura e meditações nas Escrituras e por não ouvidos aos ensinos pastorais. A consequência disso é que se tornam preguiçosos e analfabetos espirituais, ignorantes, meninos inconstantes (Ef 4:11-14). É preciso que leiamos mais a Bíblia, que oremos mais, que freqüentemos mais as reuniões de ensino da Igreja (I Jo 2:15,17).

A Bíblia e a Mídia (vídeo)


3. Retorno à fidelidade doutrinária

Ao lermos os escritos de Paulo a Timóteo entendemos que a possibilidade de retorno não foi apenas para os insubordinados de sua época, mas também para os de hoje. Portanto, esse retorno ocorrerá:

Tal retorno às coisas ordinárias da Escritura (na verdade, não tão ordinárias), preferimos chamar de "reforma," não "reavivamento," embora não divagaremos sobre palavras.
A grande Reforma Protestante do século dezesseis foi uma verdadeira reforma nesse sentido. Foi um retorno às Escrituras, às doutrinas da Escritura, à pregação e ensino de todas as verdades da Escritura, ao governo de igreja bíblico, à disciplina e adoração.
Essas e muitas outras coisas "ordinárias," desesperadamente necessárias para a igreja, estão faltando. As crianças da igreja não são instruídas, a adoração em família é algo esquecido. A observância do Dia do Senhor desapareceu quase completamente. Onde a igreja tem presbíteros, eles são freqüentemente ignorantes quanto ao seu chamado e a eleição de presbíteros em muitos casos é pouco mais que competição de popularidade, ou uma questão de política. A adoração é grandemente uma questão de formalismo. A disciplina eclesiástica está totalmente ausente. A pregação degenera-se em comentário político ou num chamado à ação social. Muitas doutrinas da Escritura estão quase inteiramente esquecidas.
Daremos apenas um exemplo doutrinário do que queremos dizer: entre muitas outras coisas, a Reforma do século dezesseis foi um retorno à grande doutrina bíblica da justificação pela fé somente, sem obras. Essa doutrina não somente é raramente pregada hoje, mas dificilmente encontramos um cristão em dez que possa ao menos explicar o que ela significa. Todavia, é um entendimento dessa verdade que leva à paz com Deus por meio de Jesus Cristo (Rm 5:1). Assim se dá com muitas outras doutrinas.

Reforma ou Reavivamento: O quê a Igreja precisa? – Ronald Hanko

Muitos acham que não há importância quanto ao “como”, “com quem”, ou o “quando” as ordenanças da Igreja estão sendo observadas. Pode haver multidões concordando há anos sobre um ponto de doutrina ou prática da Bíblia, mas esta concordância não qualifica uma doutrina ou prática como sendo de Deus. É importante lembrarmos que não é o número de anos, o número de pessoas ou a escolaridade dessas que concordam sobre qualquer ponto ou prática, qualificando-a como verdadeira ou falsa. A Bíblia é que qualifica qualquer doutrina ou prática sobre o assunto. Ela é a única regra de fé e prática para aqueles que querem viver como a igreja que Cristo instituiu.

O Propósito da Igreja que Cristo Estabeleceu – Calvin G. Gardner


3.1 Quando anunciamos a Palavra com intenção pura

Parece que as pessoas acham que Deus não falou, caso “apenas” a Palavra de Deus tenha sido explicada. Isso é lamentável. Nós só podemos ter certeza que Deus falou em um culto se a palavra de Deus foi explicada com fidelidade. Tudo o mais é suspeito.
Apenas para contextualizar, devemos nos lembrar que no tempo em que Paulo escreveu aos Coríntios os evangelhos ainda não estavam escritos. O primeiro evangelho escrito foi o de Marcos, e isso por volta do ano 60 d.C. Por isso, era essencial a comunicação verbal dos ensinamentos de Cristo, de sua história, de suas obras e de suas promessas. Evidentemente, todo o conhecimento que até então se tinha de Deus e de Jesus eram suficientes para cumprir com a função que a Profecia teria na Igreja – exortar, consolar e edificar.
Nesse contexto, os profetas eram imprescindíveis para trazer a revelação de Deus e para transmitir uma mensagem esclarecedora acerca do tempo em que eles viviam. Muito havia para se anunciar aos crentes da recém-formada igreja: fatos, promessas, missão e ensinamentos de Jesus. Os novos crentes eram exortados à santificação, à fidelidade e a perseverarem, consolando uns aos outros nos momentos de dor e de desesperança.
Na recomendação de Paulo aos Coríntios, os conhecimentos de Deus deveriam ser compartilhados. Cada um poderia ter uma informação importante a transmitir e não somente o dirigente da reunião. Enquanto um falava, os demais deveriam ouvir e julgar, para se certificarem da fidedignidade da mensagem e de sua origem. Se isso era possível no tempo em que os evangelhos nem tinham sido escritos, quanto mais nos dias de hoje, que temos toda a Palavra de Deus à nossa disposição para julgarmos se uma profecia está alinhada à Palavra de Deus ou não.

Dons Espirituais e Manipulação – Sólon Lopes Pereira

Preservar a Palavra de Deus em nosso coração é o único meio de nutrir intensões puras, a fim de reter o amor de Deus em nós (Sl 119:11). A Palavra tem em si a condição de promover a purificação do nosso homem interior discernindo pensamentos e intenções, possibilitando que o Espírito Santo trate conosco, produzindo assim uma fé sincera (Hb 4:12). Isso produz no cristão uma mente que está em constante transformação, dando a este o entendimento necessário para que viva uma vida de fidelidade, não se conformando com o mundo à sua volta (Rm 12:2). Somente cientes da vontade de Deus poderemos compreender seu amor, santificando cada vez mais nossas vidas em sua presença, vivendo com um coração puro e uma fé não fingida.

Em elaboração

3.2 Quando produz transformação

Em sua ignorância e incredulidade, Paulo, por seu zelo pelo judaísmo e motivação errada, ridicularizou os ensinos de Jesus e perseguiu o povo de Deus. Porém, ao ter um encontro com Cristo, sua vida foi completamente transformada (At 9:1-9). Quando entendemos o verdadeiro objetivo da doutrina não apenas somos transformados em uma nova criatura (II Co 5:17), como também recebemos condições para o crescimento espiritual, (I Pe 2:2) até chegarmos à estatura de varão perfeito (Ef 4:13).

Em elaboração

3.3 Quando à doutrina é transmitida com graça

Consciente de o que faz o homem andar firme na presença de Deus é o reconhecimento de Sua graça (I Co 1:4-9), Paulo ensina que nada que façamos por meio de nossos esforços redundará em merecimento diante de Deus (Ef 2:8 e 9). O que está em evidência é o seu favor e o exercício contínuo da fé, promovida através do conhecimento da Palavra de Deus, transmitida a nós por meio da vida, ensino e morte de Jesus Cristo.
Ser fiel à doutrina bíblica é uma necessidade urgente a todo cristão! Devemos estudar e meditar intensamente na Bíblia e nas doutrinas cristãs para que sejamos defensores da fé (I Tm 1:18). Ser um cidadão do Reino é ser poderoso na Palavra e na doutrina (Tt 1:9), batalhando pela fé (Jd 3) para ter o discernimento bíblico e ético que gera respostas mansas e cheias de temor a Deus (1Pe 3.15). É possível caminhar nesta vereda conhecendo a Escritura Santa e manejando bem a espada (II Tm 2:15,16). Lembre-se, a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10:17), logo não existe fé sem o compromisso com a Palavra. Compromissados com a vontade de Deus, estaremos inabaláveis, exortados na doutrina, firmes, sem se desviar da verdade (II Tm 4:1-4).

Em elaboração


Conclusão

Paulo instrui a Timóteo e a nós que nunca devemos nos apegar às doutrinas cristãs apenas na teoria, mas sim na prática diária, com a intenção de resgatar aqueles que estão se distanciando. Esse trabalho feito com amor não fingido, tendo a fidelidade como bandeira, nos fará firmes até a volta de Cristo.


Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 04
Dicionário Davis – John Davis – JUERP
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Digital Ilúmina Gold Edition – Ilúmina Brasil/SBB
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Ed. Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Africano – Editora Mundo Cristão
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo – David J. Williams – Ed. Vida
Introdução Bíblica – Norman L. Geisler & William E. Nix – Ed. Vida
A Estatura de um Cristão – Gene A. Getrz – Ed. Vida
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman – Ed. Vida
O Propósito da Igreja que Cristo Estabeleceu – Calvin G. Gardner (ebook)
A Mensagem de I Timóteo e Tito – John Stott – ABU Editora
Comentário I Timóteo (link)
Introdução os Atos dos Apóstolos (link)
Tu, Porém – A mensagem de II Timóteo – John R. W. Stott – ABU Editora
A Mania por Contendas (link)

Bibliografia Indicada

O que é a Apostasia e Como Posso Reconhecê-la? (link)
A Contenda e Seus Desastres (link)
Separação Entre Irmãos em Cristo (link)
Internet está Afastando as Pessoas da Igreja, Diz Estudo (link)

Questionário

1. O que significa a palavra “fábula”?
R. Essa palavra é usada para descrever uma narrativa fictícia e enganosa, uma história mítica (I Tm 1:4).
2. Qual era o objetivo da instrução do Apóstolo Paulo?
R. Não permitir a introdução desses novos métodos de ensino, incompatíveis com o legítimo e genuíno Evangelho (I Tm 1:3).
3. Qual deve ser a nossa posição contra os falsos ensinos?
R. Não nos deixar ser levados por questões enganosas, produzidas por líderes pretensiosos (Gl 1:8).
4. Quais são as consequências do desvio doutrinário?
R. O afastamento das pessoas da Igreja e a produção de contendas entre os irmãos (Pv 6:16-19).
5. O que devemos fazer para retornar a fidelidade doutrinária?
R. Anunciar a Palavra com intenção pura, ter a vida transformada pelos ensinos das Escrituras e transmitir o ensino da graça (I Tm 1:8).

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

EBD Editora Betel - Homens Fieis na Bíblia

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 03 – 18 de janeiro 2015
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Texto Áureo

“E era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações.” Lc 2.37

Verdade Aplicada

Devemos viver uma vida de princípios éticos e morais que nos garanta uma vivência de fidelidade conforme os padrões exigidos por Deus no meio de uma sociedade pecadora.

Objetivos da Lição

Demonstrar que a obediência é fruto da fidelidade;
Decidir pelo caminho de fidelidade para termos vitória em todas as situações da vida.
Ressaltar que sempre devemos permanecer fiéis;


Textos de Referência

Ez 14.14 e Lc 2.36 - 38


Introdução

Para ser fiel é preciso fé. Fé resultante de ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Fé que é fruto do Espírito Santo (Gl 5.22,23). Os servos exemplares da Bíblia tinham dúvidas, insegurança e fraquezas, mas o Espírito de Deus os capacitou para enfrentarem desafios e permanecerem fiéis até o fim (Hb 11.34; Tg 5.17). Nesta lição, estudaremos três deles: Noé, Ana e Daniel. Aprendamos muito com esses referenciais em fidelidade.


1. Um Homem Escolhido: Noé

Ao lermos a história de Noé, aprendemos a importância da fidelidade, pois no meio de uma sociedade corrompida ele se colocou como pregoeiro da justiça (2Pe 2.5), dando ouvidos à voz de Deus e executando minuciosamente as ordens que lhe foram confiadas. A fidelidade de Noé nos inspira a sermos cristãos exemplares que vivem uma vida de obediência a Deus, exercitando a fé em Suas promessas.

1.1. Pelo seu exemplo em uma sociedade corrompida

Na época de Noé a sociedade estava totalmente perdida (Gn 6.5), mas ele achou graças aos olhos do Senhor e foi considerado justo e reto no meio daquela geração (Gn 6.8). O seu nascimento é acompanhado de uma expectativa quanto à ação de Deus em favor dos justos em uma terra totalmente depravada (Gn 5.29). À semelhança de Noé, vivemos em uma sociedade que perdeu o temor e a reverência de Deus. São homens preocupados em satisfazer as suas próprias vontades em detrimento à vontade de Deus (Mt 24.38). No livro de Miquéias, Deus define como os homens devem andar em sua presença (Mq 6.8). Portanto, devemos viver uma vida de princípios éticos e morais que nos garanta uma vivência de fidelidade conforme os padrões exigidos por Deus no meio de uma sociedade pecadora.

1.2. Pela sua obediência à voz de Deus

A ideia de obedecer está ligada ao ato de submeter à autoridade, em acatar ordens de alguém superior. Noé, com respeito e amor, atendeu a instrução de Deus e a cumpriu cabalmente (Gn 6.14-16). A voz de Deus ouvida por Noé provocou nele uma profunda atitude de resposta, que veio à tona na execução das ordens dada pelo seu Senhor (Gn 6.22). O desejo de Deus é que nós venhamos a obedecê-lo assim como as ovelhas obedece ao seu pastor (Jo 10.27; 8.47). Precisamos estar atentos ao que Deus está dizendo, pois os Seus mandamentos são inquestionáveis (Êx 15.26).

1.3. Pela sua fé em Deus

A construção da arca foi uma obra de fé e um milagre da engenharia para aquela época. Noé construiu uma arca com aproximadamente 133 metros de cumprimento, 22 de largura e 13 de altura. A Bíblia afirma que Noé era um homem de fé (Hb 11.7), que foi fortalecido pela comunhão que ele tinha com Deus (Gn 6.9). Pela sua obediência construiu a arca, através da qual Deus condenou o mundo e salvou sua família (Gn 6.18). Noé era um homem que não andava por vista, mas por fé (2Co 5.7). Precisamos ser semelhantes a Noé, que mesmo enfrentando várias adversidades, se manteve firme, não olhando para as circunstâncias negativas, mas focando naquele que tem o poder e o controle de todas as coisas (Sl 24.1).
O homem verdadeiramente fiel ouve a voz de Deus e consequentemente é vitorioso em todos os aspectos de sua vida (Dt 28.1). Infelizmente existem muitas pessoas que estão como surdas, pois não conseguem ouvir a voz de Deus. A consequência dessa surdez é um coração duro que dá lugar à rebelião e até a morte (Hb 3.15). Não importa o que venha acontecer, essa deve ser sempre a posição do servo do Senhor: manter-se fiel em todo tempo.


2. Ana, Uma Mulher Fiel

Sua vida nos é contada em apenas três versículos, mas que são suficientes para considerarmos o quanto ela era fiel a Deus.

2.1. Ana e seu histórico

Ana, que significa “cheia de graça”, era profetisa, da tribo de Aser e filha de Fanuel (Lc 2.36,37). Apesar de pertencer a uma tribo de pouco destaque, ela honra a sua linhagem, cumprindo com fidelidade e responsabilidade o ministério que lhe foi confiado. A Bíblia cita sua idade (quase 84 anos) (Lc 2.37) e declara que ela exercia esse ofício desde quando perdeu o seu esposo, após sete anos de casada. A narrativa nos mostra que ela atendeu ao chamado de Deus e permaneceu fiel até sua velhice, desempenhando o ministério profético.

2.2. Ana era dedicada

Embora pudesse contrair um novo matrimônio, Ana preferiu dedicar-se totalmente a obra do Senhor (Lc 2.37). Apesar de sua idade ela demonstrava prazer em servir ao Senhor, usando duas ferramentas basilares para vencermos as dificuldades ao longo da caminhada: a oração e o jejum. Infelizmente muitos crentes estão se tornando infiéis e tombando ao longo do caminho porque não oram e não jejuam; perderam a visão espiritual, não conseguindo enxergar o propósito de Deus. Precisamos aproveitar o nosso tempo na presença de Deus. Ter vida com Deus é perceber nossa necessidade dele. É admitir que somos pecadores, arrepender-se de nossos pecados e pedir a Ele que entre em nossos corações para ser a autoridade em nossas vidas.

2.3. Ana era uma mulher encorajadora

Mulher de fé, Ana observava tudo que estava acontecendo a sua volta. Enquanto Simeão previa o futuro do menino Jesus, ela se aproximou dando graças a Deus, por reconhecer que aquele era o Messias esperado para trazer redenção á humanidade (Lc 2.38). Às suas palavras foram encorajadoras para todos que estavam próximo do templo, pois havia uma grande expectativa de mudança em toda a sociedade judaica naquela época. Precisamos ser como Ana. Há muitas pessoas em nossa volta que perderam a esperança. Estão desestimuladas, tristes, desistindo das promessas de Deus, acreditando que nada vai acontecer. Precisamos motivar as pessoas e insistentemente continuar dizendo que Jesus vive e que voltará para buscar um povo perseverante e de boas obras (Tt 2.14).
Por mais que as circunstâncias sejam contraditórias, precisamos cumprir com fidelidade o ministério que nos foi confiado por Deus, sabendo que Ele tem o melhor para nós (Jr 29.11). Deus, nosso Pai celestial, nunca nos abandona (Is 49.15). É o seu desejo estar sempre perto de nós e ter um relacionamento conosco. Por isso, à semelhança de Ana, precisamos falar com Ele por meio da oração, esclarecer o entendimento pela leitura da Palavra e amortizar a carne por meio do jejum. Que possamos ter Ana como exemplo em nossa vida, amando e agradando ao Senhor em nosso dia a dia em tudo o que temos e somos.


3. Um Jovem Que Decidiu Ser Fiel

A vida de Daniel é uma história inspiradora para todas as idades, pois sua narrativa mostra que desde jovem ele decidiu ser fiel a Deus (Dn 1.8). Seu livro apresenta uma vida cercada de desafios e ameaças, sempre tentando sua fidelidade a Deus colada à prova, mas em nada ele cedeu.

3.1. Abandonando o caminho da desobediência

Ao ler a história de Daniel, verifica-se que ele está na Babilônia por consequência do pecado de seu povo. Deus disse ao povo de Israel que, se permanecessem fiéis, alcançariam grandes bênçãos (Dt 28.1-7); se fossem infiéis, sofreria o dano da perda (Dt 28. 25-41). Daniel instruído quanto à Lei, observou que o erro da nação foi não atender às palavras de Deus. Quando deixamos de observar a vontade de Deus por meio de Sua Palavra, corremos sério risco de fracassar e perder tudo que já foi nos dado mediante a misericórdia e o amor de Deus. Daniel entendeu que sua estada naquele lugar era resultado do pecado de seu povo (2Rs 24.1,2, 8-14) e por isso tomou a decisão de não se contaminar com os manjarem do rei (Dn 1.8). À semelhança de Daniel, devemos também decidir a cada dia permanecer firmes na presença de Deus (1Co 16.13), o único que pode nos livrar e nos abençoar com toda sorte de bênçãos (Jr 1.8; Dn 3.17; Ef 1.3,4).

3.2. Aplicando à sua vida os princípios divinos

Ao não se contaminar com os manjares do rei, Daniel e seus três amigos propuseram um pacto de fidelidade para com o único Deus. A aplicação desse princípio para a vida está inserida no primeiro preceito dado por Deus ao povo de Israel e a todos que O servem (Dn 6.13,14) e resumida com propriedade por Jesus ao responder a pergunta de um doutor da Lei (Mt 22.37). Assim como Daniel precisamos viver uma vida de princípios, uma vida de amor a Deus que se caracteriza pela renúncia da vontade própria, o abandono cotidiano do pecado e obediência irrestrita às Leis de Deus.

3.3. Suportando todos os desafios

Independente de sua situação, Daniel sempre se mostrou firme em sua decisão de servir a Deus, vencendo todos os desafios. Ao propor não se contaminar com os manjarem do rei e nem com o vinho que ele bebia (Dn 1.8). Daniel nos ensina que precisamos viver uma vida de propósito diante de Deus, entendendo que Deus vela pela vida dos fiéis. Quando todos os sábios sofreram ameaça de morte (Dn 2.5), Daniel convocou os seus companheiros para buscarem a revelação da parte de Deus, a fim de não perecerem com os mentirosos perversos (Dn 2.17,18). Aprendemos aqui que não importa o tamanho da ameaça, nosso Deus é maior; nosso Deus vê todas as coisas e aos Seus fiéis revela o que é necessário (Dn 2.19). Desde sua chegada à Babilônia, Daniel sempre procurou servir com sinceridade e dedicação aos reis tanto babilônicos quanto medo-persas. Isso porque Daniel nunca abandonou o propósito que ele fez com seu Deus (Dn 1.8), nem deixou de honrá-lo (Dn 2.20,21).
A fidelidade a Deus é uma escolha constante (1Co 15.58), não pode ser mascarada ou praticada somente quando convém, pois Deus é eternamente fiel. Daniel tinha o coração totalmente voltado para Deus, por isso decidiu ser fiel, mesmo que isso lhe custasse a vida. É importante entendermos que fidelidade é fruto do Espírito (Gl 5.22). Daniel optou ser fiel ao único Deus verdadeiro. O apóstolo Paulo, assim como o profeta Daniel, nos deixa claro que quem é fiel a Deus assume os riscos do compromisso, não se esconde, nem se acovarda, declara publicamente sua fidelidade a Deus (At 21.10-13). Um homem cheio do Espírito Santo de Deus tem poder para testemunhar e despertar a fé nos incrédulos (Dn 2.46,47).


Conclusão

A Bíblia nos dá o exemplo de muitos homens e mulheres que foram fiéis. Que possamos buscar neles inspiração para vivermos uma vida de testemunho, plenitude e graça diante dos homens e de nosso Deus, até que Ele venha nos buscar.

Fontes Consultadas:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH

Fidelidade (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2015 – Lição 03