domingo, 27 de novembro de 2011

Como é Deus?


Uma resposta simples e direta a esta pergunta básica é difícil de achar – a não ser que simplesmente pensemos que Deus é como Jesus Cristo! Todos os atributos de Deus são vistos em Jesus Cristo: Seu amor, misericórdia, compaixão, pureza, soberania e poder. É por isso que nossa fé em Deus tem que ser sempre centrada em Cristo. Como escreveu o Dr. Michael Ramsey, o antigo arcebispo de Cantuária: "A essência da doutrina cristã é que não apenas Jesus é divino, mas que Deus é semelhante a Cristo, e Nele não existe nada dessemelhante a Cristo."1
A grandeza de Deus desafia as limitações do idioma.
Ao ler a Bíblia, pareço achar a santidade o Seu atributo supremo. Todavia, o amor também é uma qualidade primordial. As promessas do amor e do perdão de Deus são tão reais, tão certas, tão positivas quanto as podem descrever as palavras humanas. Deus é o santo amor.
Por trás do amor de Deus está a Sua onisciência – a Sua capacidade de "tudo saber e compreender". Onisciência é a qualidade de Deus que é exclusivamente dEle. Deus possui o conhecimento infinito e uma percepção que é unicamente dEle. Em todas as horas, mesmo no meio de qualquer tipo de sofrimento, eu me dou conta de que Ele sabe, ama, observa, compreende e mais do que isso, que tem um propósito.
Fui criado no Sul. Minha idéia do oceano era tão pequena que, na primeira vez que vi o Atlântico, não podia entender que um lago pudesse ser tão grande! A vastidão do oceano só pode ser compreendida quando é vista. O mesmo acontece com o amor de Deus. Não basta saber que ele existe. Até o momento em que você realmente o experimenta, ninguém pode descrever para você as suas maravilhas.
Uma boa ilustração disso é uma história que minha mulher me contou sobre um vendedor de cerejas chinês. Veio passando um garotinho que adorava cerejas; quando viu as frutas, seus olhos ficaram cheios de desejo. Mas não tinha dinheiro para comprar as cerejas.
O bondoso vendedor perguntou ao menino:
Quer umas cerejas?
E o garoto disse que sim, O vendedor falou:
– Estenda as mãos. – Mas o garotinho não estendeu as mãos. O vendedor falou de novo: – Estenda as mãos. – Novamente o garoto não o fez. Então, o bondoso vendedor puxou as mãos do menino e encheu-as com dois punhados de cereja. 
Mais tarde, a avó do menino soube do que se passara e perguntou:
– Por que você não estendeu as mãos quando o homem mandou?
E o garotinho respondeu:
– As mãos dele são maiores do que as minhas!
As mãos de Deus também são maiores do que as nossas!
Alguns dos peritos modernos em teologia fizeram tentativas para roubar de Deus o Seu calor, Seu profundo amor pela humanidade, e Sua compaixão pelas criaturas. Porém, o amor de Deus é imutável. Ele nos ama apesar de conhecer-nos como realmente somos. Na verdade, Ele nos criou porque queria outras criaturas à Sua imagem e semelhança no universo sobre quem poderia derramar o Seu amor, e que, por sua vez, o amassem voluntariamente. Queria pessoas com a capacidade de dizer "sim" ou "não" no seu relacionamento com Ele. O amor não se satisfaz com um autômato – alguém que não tem outra escolha senão amar e obedecer. Não o amor mecanizado, mas o amor voluntário, satisfaz o coração de Deus.
Se não fosse pelo amor de Deus, nenhum de nós sequer teria uma chance na vida futura!
Há alguns anos, um amigo meu parou no alto de uma montanha na Carolina do Norte. Naquela época, as estradas eram cheias de curvas e não dava para enxergar muito adiante. Esse homem viu dois carros vindo em direção contrária. Deu-se conta de que os motoristas não podiam ver um ao outro. Apareceu um terceiro carro e começou a ultrapassar um dos carros, embora não houvesse espaço para ver o carro que vinha do outro lado da curva. Meu amigo soltou um grito de advertência, mas os motoristas não podiam escutá-lo, e houve uma colisão fatal. O homem na montanha viu tudo.
É assim que Deus nos vê na Sua onisciência. Ele vê o que aconteceu, o que está acontecendo e o que acontecerá. Na Escritura, Ele nos adverte, repetidas vezes, sobre as dificuldades, problemas, sofrimentos e julgamento que nos esperam. Muitas vezes, ignoramos a Sua advertência.
Deus tudo vê e tudo sabe. Mas nós somos muito limitados pela finidade de nossas mentes e o curto tempo que temos na terra para sequer começar a entender o poderoso Deus e o universo que Ele criou.



1 God, Christ and the World, Londres: Sem Press, 1969, p. 37.

Fonte: Billy Graham,  A Segunda Vinda de Cristo, Ed. Nova Era - RJ  Pg 43-45 - 1996

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