domingo, 6 de novembro de 2011

Nem letrados nem engraçados



A história se repete como uma montanha-russa para os observadores; para os pesquisadores, ela é apenas efeito das ações, atitudes, mentalidades e interesses conforme as épocas. Para o servo de Deus, ela não pode acontecer, simplesmente. Eles devem sempre ser agentes diante dos povos, pensadores e dos homens em geral.
Como agir diante dos acontecimentos? Como purificará o mancebo o seu caminho? (Sl.119:9) O que fazer diante das expectativas? Numa enorme quantidade de vezes, os acontecimentos refletem, de fato, atitudes impensadas dos seres humanos. Que tal comer menos ou de maneira saudável, ao invés de usar a tecnologia de ponta numa redução estomacal? Talvez numa mesma proporção que se corre mais, pois mais seguros são os automóveis e os air-bags estão muito bem desenvolvidos. Devia-se correr menos, freando as ansiedades geradas por metas exageradas, muitas vezes.
Numa das eras passadas, enfatizava-se demais que Deus é de ira. Martinho Lutero percebeu, um dia, que ele era gracioso: o fato de podermos ir a a ele é benção da Graça. Passaram-se várias décadas, e muitas pessoas comeaçram a buscar o conhecimento doutrinário (prefiro este termo). As pessoas ficaram tão na Graça, que deixou de ser “engraçado” viver numa cristandade que já não conhece, não crê, nem teme mais um Deus que, ainda que gracioso, nunca deixou de ser um Deus de ira. Contraditório? Cíclico? Certamente não...
Quando passamos a ser viventes das eras, não percebemos os vales e nem os topos da dita montanha-russa: sentimos um calafrio ao começar a descer, e acostumamos. Sentimos o peso ao chegar nos vales, novamente acostumamos. Ao nos apercebermos do que está ao redor, podemos comparar com a Palavra de Deus, que nunca mudou. Que nunca mudará.
O que fazer, então diante do bramir das ondas? Confiar nas normas divinas! Isso é legalismo devido ao excesso de letra? Não. É começar a saber que a recusa à Graça, se mostra também nas desimportâncias que podemos dar ao nosso viver diário. Se ficamos letrados, isso não implica legalismo ao se aplicar em melhorias de procedimentos, de refazer nossas regras pessoais. Isso não quer dizer cumprir para ser salvo; é cumprir mudanças por ser um convertido!
A humanidade não precisa de uma nova igreja, de um novo super-evangelista nem de mudanças de paradigmas Pentecostais, etc. O Mundo quer algo que abrace suas almas. Que preencha seu interior. Que lhes prove que a angústia em buscar o  desconhecido, é a alma criada buscando o criador, que nem sempre é conhecido ou valorizado. A vontade de desenvolvimentos humanísticos, sociais, tecnológicos e outros tais, nunca satisfizeram a alma dos homens. Deus é o que nos falta. Alcancemos o céu!

Cpl. Robson
Inoã, em 09-10-2011

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