segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

EBD Editora Betel - Barnabé, o defensor do evangelho da graça


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                                LIÇÃO 12 – 18 DE DEZEMBRO DE 2011
“Barnabé, o defensor do evangelho da graça” 

TEXTO ÁUREO
“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”. Gl 1.8 
anátema= 1.Expulsão do seio de igreja cristã; excomunhão.2.Maldição.3.Fig.Reprovação enérgica. 
Por mais que se deseje explicar ou resumir, os três significados acima refletem não apenas catalogações mas também atitudes. Ao nos depararmos com irmãos ou pregadores conhecidos pessoais nossos se descarrilhando em heresias, sejamos enérgicos com eles. Enérgico não é arrogante, grosseiro, humilhante ou coisas parecidas. Se forem anjos de fato, clame o nome de Jesus pois, nem Gabriel discutindo com o Diabo, amaldiçoou; clamou pelo Senhor (Jd 9). Vejam como é indispensável saber em que, quem e como cremos, e o motivo disso.
Se você ver um anjo descendo, certamente pensará que veio do céu (tá vindo de cima) mas, o céu é  muito mais que ‘em cima da cabeça’. Se suas mensagens forem fora da Bíblia, esqueça. 
VERDADE APLICADA
A sã doutrina bíblica deve ser a bandeira hasteada e defendida pelos obreiros do Senhor Jesus Cristo. 
Talvez não seja TÃO óbvio mas, defendamos as doutrinas sim mas, não acima do próprio Cristo! Facilmente vemos defesas das armas: da Bíblia (como livro), dos templos (como prédios), do pastores (como homens), da Teologia (como ciência),  ou seja, se não for em uso pra Deus guiar o povo, a Bíblia vira um livro. Se um líder/pastor/mestre não estiver em uso pra Glória de Deus, são apenas homens. Vemos também adoração ao hino/louvor propriamente. Louva-se até ao próprio ‘clima’ da adoração. Louvemos e defendamos ao Deus dos louvores. De mesmo modo Teologia, se não for doutrinária pra buscar ao Pai, é só estudos e ciência. Meditem nisso. 

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Mostrar como surgiu uma batalha no plano doutrinário capaz de ameaçar o Evangelho da graça;
Destacar como Paulo e Barnabé atuaram como defensores do Evangelho.
Descrever como a controvérsia foi resolvida e seus efeitos posteriores. 

GLOSSÁRIO
Ideológico: Tratado das idéias, conjunto articulado de idéias;
Cisma: Separação do corpo de uma igreja;
Rechaçar: Recusar; oferecer resistência.

LEITURAS COMPLEMENTARES

·      Segunda feira: Sl 16.5
Tu, Senhor, é a porção da minha herança e o meu cálice; tu sustentas a minha sorte. 
A prova do ouro. O crente encontra sua porção presente e espera sua herança eterna no Senhor.
                                                                       C. H. Spurgeon – Esboços Bíblicos de Salmos               

            Muito mais que dádivas no presente, o próprio Deus é a nossa vitória. Só ele nos salva eternamente. Não iremos passar a Eternidade no Céu: estaremos no Céu na Eternidade, que não tem fim 

·      Terça feira: Sl 16.6
As linhas caem-me em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança. 
A apreciação ou valorização do ouro. O crente se congratula pelo quanto é agradável sua habitação e quão boa a sua herança.
                                                                       C. H. Spurgeon – Esboços Bíblicos de Salmos               

                Além da alegria de ter herdado, pela Fé de Abrão, a Vida Eterna (o Ouro), devemos nos alegrar disso, testemunhar e pregar por toda a nossa vida aqui na Terra. A verdadeira alegria em Deus nunca pode passar (Sl 51:12). 
·      Quarta feira: At 15.3
Eles, pois, sendo acompanhados pela igreja por um trecho do caminho, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos. 
A igreja era tão alegre e unida que, sua despedida era acompanhar no caminho os emissários do Evangelho. Não se contentaram em orar, abençoar, encomendar a Deus, acenar ou se emocionar. Vemos uma pregação não apenas de doutrinas e palavras. Vemos testemunhos sobre vidas transformadas e a igreja se alegrando com isso. Observe que Samaria era a terra de um povo humilhado e desprezado pelos judeus. 
·      Quinta feira: At 21.20
E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmãos, quantos milhares de judeus há que creem, e todos são zelosos da lei;
Se por um lado a liderança glorificou a Deus pelo relato de Paulo, por outro havia também um número enorme de judeus que ficariam indignados com a presença dos apóstolos. Tais judeus não criam em Jesus e também zelavam pela Lei.  
·      Sexta feira: Gl 2.12
Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. 
Pedro estava agindo com atitudes oportunistas. Ele não queria contrariar ninguém, pois sabia que haviam posições diferentes entre os grupos. Agindo assim, ele ficava bem sempre porém, a Graça de Deus faz com que caiam as barreiras. Ao ficar se esquivando, ele mostrava que não possuía posição firmada.
Consideremos, e muito, os fatos comentados por Moody, sobre Gálatas: 
...mas a chegada de certos homens enviados  por Tiago, o reconhecido líder da igreja de Jerusalém, despertou o temor no coração de Pedro, pois ele se lembrou que a igreja mãe o repreendera por se associar e comer com os gentios na casa de Cornélio (Atos 11:1-18).
·      Sábado: 1Ts 2.19,20
Porque qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura, não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?
Na verdade, vós sois a nossa glória e o nosso gozo.
Para os evangelistas (de profissão e ação, não de carteirinha) e para os que pastoreiam de fato amam que bom é quando olhar os novos convertidos e a igreja firme em Cristo para vocês.  


INTRODUÇÃO 

A mensagem apologética é aquela que pretende defender um determinado ponto de vista. Ela é tanto defensiva quanto preventiva no que concerne aos ensinamentos doutrinários.  Barnabé e Paulo mantinham um status de líderes da Igreja em Antioquia quando a ameaça do ensino judaizante chegou. Assim, eles prontamente procuraram defender a pura doutrina cristã como até então haviam ensinado, com a finalidade de proteger os irmãos no plano ideológico até que o problema fosse solucionado. 
Note-se que a palavra ofensiva nem foi citada. Seria justo, honesto ou honroso começa a bradar sobre os acertos da Bíblia, simplesmente? Não queremos dar um veredicto, apenas iluminar as mentes. Quando João Batista censurava Herodes pelo adultério com Herodias, ele estava acusando, estava pregando, aconselhando ou fazendo apologia?
A pregação do Evangelho não é puramente falar o que “não pode”! Imagine-se pregando a um traficante dizendo: “isso é um crime e é pecado”. E depois, o que você falaria mais? E se converter, como iria salvar a vida dele? Ponderem sobre sua linda e árdua missão, nobres emissários.
Que dirá, pregar a um homem-bomba ou a um kamikaze... 
1. O EVANGELHO DA GRAÇA AMEAÇADO INTERNAMENTE 
O evangelho da graça de Deus consiste em oferecer a salvação pela fé em Jesus, por meio do arrependimento dos pecados (At 2.38; Ef 2.8). Havia em Antioquia uma grande Igreja de judeus e gentios, dois seguimentos que provaram de uma mesma graça. Todavia, estava entre eles um grupo de Jerusalém que não conseguia entender a natureza da nova aliança em toda a sua amplitude e, por esse motivo, um conflito foi gerado por falta dessa compreensão.
Quem promove o arrependimento? Recentemente eu soube do caso de um pai-de-santo que passou a madrugada inteira aos prantos após ouvir uma canção de louvor. Pela manhã, estava morto.
A Salvação deva ser, no mínimo, algo muito além de “levantar a mão”, “descer às águas” ou entrar no rol de membros de algum grupo. Vide o ladrão ao lado da cruz.
Há demonstrações textuais de Graça no AT e de pesos no NT. Como explicar? A Nova Aliança excede em muito os milagres vistos no AT (Hb 12:25) pois tudo aquilo que vimos, era transitório e muitos foram punidos por não honrar ao Criador. Imaginem agora, quando somos advertidos dos céus (Hb 12:26).
Ao limitarmos a Graça, da forma que for, fazemos Cristo mentiroso, fraco e podemos estar como que tornando nulo seu sacrifício (Hb 6:6).
1.1.  Um novo ensino procedente de Jerusalém 
Houve um tempo no qual os costumes eram chamados de doutrinas. Na verdade, faziam parte de doutrinas de homens. A circuncisão na época da Lei fazia parte dos ritos sagrados, nem era costume de homens, nem ensinamentos simples. Eram indispensáveis à vida na fé!
Na Graça, ficaram apenas as advertências sérias sobre a Prostituição, o Sufocado e o Sangue (At 15:20). Não há debates sobre estes três. É norma. Como se levantaram questões e debates, fizeram o primeiro concílio e escreveram uma carta apostólica esclarecendo (At 15:23-29). 
1.2.  As consequências do falso ensino 
Alguns desvios modernos: há pregadores evangélicos cobrando celibato, sacrifícios de animais, energização de talismãs. Há igrejas que proíbem barba mas, os mesmos que proíbem barbudos se escandalizam com igrejas que proíbem bigodudos. Quanta cegueira! O caso não é ser errado nem um nem outro mas, não enxergar a si (o nariz ou bigode?).
Particularmente fico transtornado quando, diante de impasses, os líderes não cedem pra realmente servir a Deus, forçando os que estão certos dos desvios a abrirem outra igreja ou saírem. Que falta fazem os concílios doutrinários democráticos. 
1.3.  Entendendo a circuncisão 
Lamentamos que na revista o texto não explique o que diz o título (“entendendo”), pois só trata dos desvios doutrinais. A Circuncisão é a remoção de excesso da pele que envolve a glande do pênis masculino. No Rio, atualmente custa uns 2000 – 2500 reais. O mais parecido no Ocidente é a correção de fimose.
Tão sério era tal ritual para o judeus que o povo de Hamor teve que cumpri-lo para fazerem um contrato com Israel, ainda que tenham sido enganados (Gn 34:14 e 15). Moisés quase foi desfilhado por desobedecer (Ex 4:25). Vemos aí, a mulher fazendo algo sem ficar esperando a decisão do homem, não é o indicado pela Bíblia, mas há exceções vitais.
Possui um simbolismo de pacto: por devoção a Deus o homem marca sua carne com dor ainda cedo (8º dia). Fora a questão pactual, há uma grande asepsia nisso. Foi descoberto que as mulheres judias tinham muito menos câncer uterino que a maioria das outras. Após pesquisar, os médicos descobriram que os judeus possuem menos impurezas contaminantes, devido ao dito rito.
2. O CONTRASTE ENTRE ISRAEL E O POVO GENTÍLICO 
Deus escolheu Israel para dar testemunho do Seu nome ao mundo. Era um povo distinto, separado e único. Todas as nações ao redor de Israel estavam mergulhadas no animismo, que é culto aos animais; no polidemonismo, culto a muitos demônios; ou, no politeísmo, culto a muitos deuses.  No meio de um mundo totalmente perdido no paganismo, Israel estava sendo levantada como testemunha do verdadeiro Deus. 
Israel (nação) era para Deus o seu mensageiro na Terra. Suas festas, costumes e leis eram dadas pelo Criador para ser um povo especial e zeloso (Ex 33:14-17). Sua adoração era exclusivamente para jeová (monoteísmo), o que fazia deles um incômodo às demais nações pagãs (como a igreja nos dias atuais).
Vemos vários tipos de religiões surgirem e desaparecerem. Não fosse a ação diabólica disto, diríamos ser apenas uma forma de ganhar seguidores e muito dinheiro (apenas modismo). Internamente sofremos com igrejas/denominações surgindo ou desaparecendo. Um dos piores detalhes é que grande parte dos surgimentos é por rachas. 
2.1. Israel e o modelo divino 
Em sua caminhada nas batalhas, posses de terras e contato com os gentios, Israel deixou muitas e muitas vezes de apregoar o Reino Vindouro (Is 58:5, 61:2) ao adotar as práticas da Nação Santa. Há inclusive um momento de total ‘cai-levanta-serve’ que temos a impressão de estarmos lendo trechos repetidos na Bíblia! (o livro de Juízes).
Havia entre as regras do judaísmo até mesmo normas de vestimentas, barba, higiene pessoal e coletiva (Dt 23:13). Houve casos de epidemias (I Sm 5:12), de pestes (Nm 21:7, I Sm 6:5) daí, o povo devia ser santo e limpo para evitar os juízos e as doenças. Até hoje há tratamentos medicinais baseados nas purificações judaicas, que agem pela prevenção, descontaminação do corpo humano e seu funcionamento integral: mente, corpo, alma, espírito, aspectos sociais e psicológicos.
            Apesar dos ensinos sobre amor ao Deus da Lei, eles passaram a adorar a Lei de Deus. Em sua rigidez em cumprir tudo, chegaram a escrever obras sobre como cumprir (Talmude) e sobre misticismos envolvendo a Lei (Cabala).Facilmente podemos fazer isto com a dogmatização seca e idólatra da Teologia Sistemática ou adotando padrões de santidade por obras, como contabilizar horas de jejuns, de oração, de vigílias ou visões/revelações supondo “pontuações” para a Salvação.
O termo vem do hebraico kabalah, e quer dizer “recebimento”, “aceitação”.A Cabala surgiu no século 200 a.c. como uma doutrina teológica, filosófica e metafísica dos hebreus que era transmitida de geração em geração.O vocábulo na língua portuguesa derivou de qabbalah, palavra que os árabes introduziram na Península Ibérica no século XIII e que já por essa época havia adquirido uma conotação diversa passando a referir-se à interpretação dos textos do Antigo Testamento.A Cabala foi sempre cercada de muito mistério e até mesmo superstição porque se utilizava de preceitos e especulações místicas e esotéricas como forma de obter uma compreensão mais acurada a respeito da natureza de Deus, do Universo, e do próprio homem.Os cabalistas encontravam na abundância de metáforas, alegorias e símbolos presentes nos escritos antigo-testamentários um campo fértil para as interpretações que visavam revelar seus significados ocultos.
Em efeito, as tradições do Talmude levam uma autoridade igual ou maior que a da Bíblia. O Talmude, segundo a terminologia adotada na edição de Basiléia (1578-1581), compreende a Mischná (conjunto de toda a lei oral admitida) e o Guemará (“aprendizado” ou “ensino” em aramaico, conjunto de comentários feitos por doutores da lei sobre a Mischná e outras coletâneas de leis orais).

2.2. O orgulho e o desdém pelos povos não circuncidados
Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia (I Co 10:12)
Com este versículo, vemos que facilmente podemos sair da rota celeste. Israel tanto fazia isso que, nos tempos de Cristo, desprezavam os samaritamos como sendo judeus de 2ª classe (impuros), daí a inclusão de um samaritano numa das parábolas mais conhecidas de Cristo e de sua entrevista com a mulher à beira do poço.
Sobre tais sentimentos, bastam-nos a antiga oração: 
Se dermos uma rápida olhada na tradição judaica, vamos encontrar o exemplo dos homens judeus que, diariamente, agradeciam a Javé, seu Deus, em oração, por não ter nascido mulher.
O Rabi Jehuda disse que se deve fazer três preces todo dia:
"Bendito seja Deus que não me fez gentio.
Bendito seja Deus que não me fez mulher.
Bendito seja Deus que não me fez ignorante.
Bendito seja Deus que não me fez gentio:
"porque todos os gentios são nada diante dele"(Jeremias 40,17)
Bendito seja Deus que não me fez mulher:
Porque a mulher não está obrigada a cumprir os mandamentos.
Bendito seja Deus que não me fez ignorante:
Porque o ignorante não se envergonha de pecar.
http://www.psicnet.psc.br/v2/site/temas/temas_default.asp?ID=1770
2.3. A constante opressão gentílica
No texto de revista há um dado sobre a criação dos gentios e sua utilidade que me faz lembrar de alguns ditos desengraçados que alguns irmãos teimam em espalhar, tipo: “um filho do cão”, “um endemoniado” ou outros do tipo, sobre pessoas ímpias. Esquecem que Deus as comprou e que nós, os “puros”, éramos do mesmo jeito deles ou pior.
Claramente é sabido ser um erro/teimosia a união matrimonial entre crentes/incrédulos, desde os tempos de Abraão (Gn 24:1-6), mas um funeral (revista) pra celebrar é muita dureza de coração. Por mais que o mundo nos oprima, não devemos nem sequer desejar oprimí-los por suas práticas profanas (muitas vezes por ignorância; nós temos realmente ensinado as nações?).Não podemos ceder a palavra (microfone/púlpito) ar todos os grupos cristãos devido aos seus ensinos ou práticas, mas coisas do tipo negar a eles participarem da Santa Ceia, ofertar, assistirem aulas ou cultos, é totalmente sem amor.

3. OS DEFENSORES REAGEM, O EVANGELHO DA GRAÇA TRIUNFA 
Paulo e Barnabé rechaçaram de pronto os ensinos dos que vinham de Jerusalém, pois compreendiam que a salvação é pela fé e não por meio da observância de ritualismos e tradições externas (At 15.14-19). Mesmo assim, a Igreja decidiu enviar os apóstolos e presbíteros para Jerusalém, para que a questão fosse resolvida a partir de lá para toda a cristandade dali, e florescesse em todo lugar. 
O texto acima endossa-nos quanto a práticas ou ensinos de outros grupos. Difícil seria desfazer seus ensinos ou métodos depois deles estarem com a mensagem ou oportunidade. Deve-se sempre conhecer o histórico da pessoa e seus credos pontualmente.
Quanto ao envio de mestres, ensinadores ou pastores, possivelmente só seria possível entre grupos homogêneos em doutrinas. Ou, em casos de receber-se alguém de fora querendo aprender ou tirar dúvidas. Pessoalmente passei por uma dessas em minha casa: alguém foi lá vender literaturas sobre saúde e começou a dizer que não é permitido comer carne de porco. Tentei gentilmente contestar, mas foi bem problemático o caso.
Veja o que diz Werner de Boor, no Comentário Esperança, sobre receber alguém em caráter de uma função ou missão (II Jo 1:10): 
Membros da igreja são ludibriados em sua vida quando os falsos mestres não são tão radicalmente afastados da igreja. O apóstolo não chama o poder estatal para oprimir os hereges. Não pretende levar seus defensores à prisão. Porém a igreja apostólica deve se fechar tão completamente contra eles que eles não sejam acolhidos em casa, e nem mesmo saudados.
Porque a saudação já seria uma espécie de aceitação e um pouco de comunhão com eles. “Porque quem lhe dá boas-vindas torna-se partícipe de suas obras, as más.                                                

3.1. Diferentes argumentos, mas uma só visão 
Sinais, arrependimento, experiências, Escrituras: Fontes diferentes tanto em natureza, tipo, quanto em disponibilidade de reprodução. Sinais: vemos várias maravilhas desde o livro do Gênesis por toda a Bíblia. No Egito, Deus mostrou sinais (Ex 10:2). Cristo operou muitos e muitos sinais, chegando a negar fazer milagres apenas por cobrarem dele (Mt 12:38-40).Disse que nós faríamos obras maiores que as dele, tendo que crer para isso!(Jo 14:12).
O Arrependimento é uma obra maravilhosa. O homem é convencido do Pecado pelo Espírito de Deus. O homem causa constrangimentos e vergonhas; Arrependimento só Deus.(Zc 4:6). Ele, em si, já é uma experiência. Contudo, as experiências não podem ser tomadas como doutrinas! Há experiências relatadas uma única vez na Bíblia. Outras, vemos repetirem-se por vezes.
As Escrituras são fontes de confirmações plenas: são a base de todo o nosso credo (II Cr 20:20). Como iremos saber a vontade de Deus, senão pelas Escrituras? (Sl 119:9).
A Apologética prima em considerar todos as formas mencionadas acima, dosando-as amorosamente em Cristo, tentando esclarecer os homens (II Tm 2:24). Debates só produzem ira, contendas, vexames. Não há vencedores! A Verdade é quem deve ser buscada sempre (Jo 8:32). 

3.2. A situação dos gentios
Os gentios estavam em má situação devido ao fato de Israel não estar cumprindo sua missão de trazê-los a Deus. Quando rejeitaram Cristo, os apóstolos se voltaram aos gentios. A rejeição de uns, abençoou outros. Entretanto, isso não quer dizer condenação imediata pois, segundo a lei escrita no coração, muitos deram sentença a si por irem contra tal lei (Rm 2:15, I Co 4:5).  
Uma vez tendo direito legal às bênçãos eternas (Ef 2:13 e 22), as condenações também caíram, desde que haja perseverança até o fim (Rm 8:1, Ap 2:10). Todos aqueles que creem, podem sair do caminho eternamente, tendo uma vida indigna, infrutífera e ingrata (Gl 5:1). 
3.3. O poder da graça divina 
Todos pecaram perante Deus. Se assim não fosse, ele não estaria sendo justo com a humanidade (Gl 3:22). Desta forma, resgatou também os da Lei (Gl 4:5). A Graça é o que nos possibilita receber a Salvação, que é uma dádiva(At 15:11). Homem nenhum conseguiria obte-la. Ao conseguir pagar por todos os pecados cometidos, estaria exausto demais pra continuar pagando pelos que viesse a cometer (Rm 3:24, Sl 49:4-8).
Quanto ao alcance, ela é infinita pois. Vemos Cristo descendo para trazer o Cativeiro consigo, ao morrer e ressuscitar (Ef 4:8), confirmando a esperança dos que morreram em esperança da Redenção, completa em Cristo.
A graça é tudo de maravilhoso que poderia acontecer para o ser humano. É de tirar o fôlego! Estamos livres para amá-LO. Não precisamos, desesperadamente, buscar agradar a Deus, pois Ele morreu por saber que nós NUNCA conseguiríamos agradá-LO por nós mesmos. Por causa da cruz, somos declarados puros, diante de Deus, mesmo não o sendo. Fantástico! O esgotamento espiritual vai embora, se as pessoas souberem que Deus quer um coração conquistado, por essa graça, não um coração ansiando arrumar um jeito de escapar do inferno.
                                                  
www.acoluna.org.br/textos_view.asp?id=99


CONCLUSÃO
 
Os gentios não conheciam o verdadeiro Deus e praticavam uma idolatria ridícula. Essa era a fotografia da alienação espiritual dos gentios (Gl 4.8). A história, para os gentios, não levava a parte alguma, porque não possuíam uma esperança de salvação, não criam no Messias que viria como herói para consertar todas as coisas, nem havia qualquer promessa de melhores dias no futuro. Até que, finalmente, a graça os alcançou, quebrando todos os protocolos religiosos, dando a eles os mesmos privilégios que os judeus possuíam. Aleluia! 

queridos e amados mestres, ensinadores, alunos e vsisitantes: Deus abençôe a todos. Boa aula e boa semana!
Fontes:
Bíblia Sagrada – ARA
Mini Aurélio Eletrônico 2009 - dicionário da Língua Portuguesa
Comentário Esperança II João - Werner de Boor
A Aliança da Graça – William Hendriksen
Dwight Lyman Moody – comentários de Romanos, I e II Corítios, Gálatas e Efésios
Revista: BARNABÉ – Editora Betel - 4º Trimestre 2011 – Lição 12
Internet

Um comentário:

  1. A paz do senhor, sempre consulto a sua pagina e os comentários tem me ajudado bastante, que Deus continue abencoado a sua vida.

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