segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

EBD Editora Betel - O legado de Barnabé para a igreja atual

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                                     Lição 13 - 25 de dezembro de 2011

TEXTO ÁUREO

“Porque [Barnabé] era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”. At 11.24 

VERDADE APLICADA

Legado é aquilo que alguém deixa para trás depois de ter partido. Tal valor destaca-se nas pessoas e não nas coisas. 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Explicar que apesar de Barnabé e Paulo terem se separado por causa de João Marcos, permaneceram amigos;
Mostrar que as atitudes de Barnabé como líder, implicavam deixar um legado;
Sondar os nossos corações e ver que, tipo de legado queremos deixar para nossa família e o nosso próximo. 

GLOSSÁRIO 

Vultosa: Abundante, considerável, grande;
Amanuense: Copista, escrevente;
Legado: Que se deixa... a quem não é o principal herdeiro.

LEITURAS COMPLEMENTARES

·    Segunda feira: Ex 17.12 
Porém as mãos de Moisés eram pesadas, por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela; e Arão e Hur sustentaram as suas mãos, um duma banda, e o outro da outra; assim ficaram as suas mãos firmes até que o Sol se pôs. 

Vemos aqui um servo que, mesmo já em idade avançada, ainda estava na batalha. No seu caso intercedendo e abençoando o povo. Suas forças eram menores que seu ânimo, daí a necessidade da ajuda de dois auxiliares e de uma pedra. De igual modo, nos assentamos em Cristo (pedra) até que a luz de Deus brilhe para nos socorrer (II Co 4:6). Possa acontecer  dessa luz só brilhar na Eternidade na minha ou na sua vida (II Co 5:1). 

·    Terça feira: Sl 139.1,24
1 Senhor, tu me sondaste, e me conheces.
24 E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno. 

Não há como escaparmos dos olhos de Deus, que tudo conhece, tudo vê. Quando o homem anda em temor, pode afirmar que Deus o vê. Se estivermos trilhando bons caminhos, podemos dizer a Deus que se houver algo mau em nosso ser, que ele nos mostre e nos ajude a tirarmos tudo o que é excesso.  

·    Quarta feira: 1Co 1.10
Rogo-vos, porem, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e um mesmo parecer.

O escritor clamava ao povo que, por Cristo, fizessem boa confissão e que pregassem a mesma doutrina. Eis o motivo de termos de aprender a Palavra de Deus: o ensino, a ministração e saber em que cremos.
Existindo uniformidade na igreja quanto ao ensino, cessariam os motivos de dissensões. Quando lemos sobre um mesmo parecer, fala-nos sobre uma mesma afirmação, uma mesma interpretação, sempre dada pelo Espírito.  

·    Quinta feira: 1Co 10.17
Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo; porque todos participamos do mesmo pão. 

Apesar de sermos indivíduos, de termos personalidade e de sabermos que daremos conta individualmente sobre nosso viver, somos membros uns dos outros (Ef 4:25) e participamos de uma mesma mesa (Sl 78:19, Mt 8:11, Ap 19:9). O Pão é Cristo, descido dos céus. O pão que nunca perece, que realmente alimenta (Mt 4:4, 26:26, Jo 6:34).  

·    Sexta feira: Ef 4.4-6
4 Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5 um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos. 

É maravilhosa esta comparação: como temos apenas um corpo, temos só um Espírito. Nossa chamada (vocação) é também de uma única esperança, independente de país, etnia, cor, tamanho, posses e etc.
            Cristo (Senhor) também é único. A fé e o batismo também únicos. Deus é o criador de todos, tudo é por ele e para ele. Seu poder é sobre todos e no interior de todos (Ap 11:16-18). 

·    Sábado: Ef 4.13
Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo; 

Por mais que trabalhemos na Terra, que nos dediquemos ou que nos santifiquemos, a nossa plenitude será no porvir. Nossa comunhão só será plena na Eternidade (I Co 13:12). Que glória será ter contato direto com Deus, Cristo e com o E. Santo! Veremos os pais de Israel, os apóstolos e demais irmãos de todas as eras e lugares, nas Bodas do Cordeiro.
Outro detalhe muito importante, é que não haverá diferenças de comunhão: “todos cheguemos” (todos irão chegar) fala sobre uma meta, um alvo, um padrão onde chegaremos.


INTRODUÇÃO 

Legado nada mais é do que deixar alguém pronto para dar seguimento ao que já estava sendo realizado por alguém, para que tal  feito não seja desprezado e desapareça com o tempo. O legado que Jesus deixou para a Igreja foi fazer discípulos (Mt 28.18-20). Se construirmos templos, realizarmos campanhas criando grandes concentrações, congressos, cultos ou nomes denominacionais  e não fizermos discípulos, nada fizemos. 

legado = o que é transmitido às gerações que se seguem; ente querido, bem ou missão confiada a alguém por pessoa que está a ponto de morrer. 

Como fazer discípulos? Como preparar homens para dar seguimento ao que nós fazemos ou, ao que Cristo fazia? A exposição de João Calvino dos ofícios de Cristo ( Profeta, Sacerdote e Rei - Institutas II, XV) nos fala de algumas atividades das muitas exercidas por Cristo. Peço licença aos possíveis eruditos que cheguem a ler meus apontamentos nesta questão, para dizer que ele também é mestre.
Na tentativa de passarmos o Evangelho à diante, teremos que ensinar. Cristo ensinou em todos os momentos. Na verdade, o pregar o Evangelho é ensino em essência. Ao dizer “Jesus Cristo salva, cura, liberta, batiza com o E. Santo e voltará para nos arrebatar”, estamos dando um aviso / ensino. Senão fosse assim, qual o motivo desta reunião, dominical, chamar-se EBD? Ainda sobre discipular: 

...Jesus nunca disse “ide e fazei convertidos”. Ele disse “ide e fazei discípulos”. Nisto vemos o aspecto da qualidade. Mas ele também não disse “ide e fazei alguns poucos discípulos”. Ele disse “ide e fazei discípulos das nações”. Aqui vemos o aspecto da quantidade.
Deus está edificando a sua igreja e vai chegar um momento em que ela poderá discipular nações inteiras, pessoa por pessoa, um a um, com qualidade. Houve uma época em que eu pensava que para alcançar mais pessoas talvez fosse melhor discipular em grupo. Este tipo de discipulado é importante, mas eu estou convencido - e durante estes dias vocês vão saber porque - que a nossa prioridade tem que ser o discipulado um por um...

Abe Huber, 4° Encontro de Pastores e Líderes
Porto Alegre-RS, junho de 2005 



1. BARNABÉ, UM LEGADO DE GRANDES ENSINOS  

Jesus deixou onze discípulos que se tornaram apóstolos, seus sucessores, e continua levantando  outros, porque a sua obra não pode parar. Assim como Deus pode ver um príncipe dentro de um Jacó problemático, Jesus extraiu um Pedro de dentro de Simão. Aqui, vemos Barnabé fazer brotar um Paulo de dentro de um Saulo, que mais tarde encontra um grande pastor no corpo de um menino, o seu sucessor Timóteo.  

Não eram doze, os discípulos? Parece simples mas, se um suicidou-se e Matias foi eleito em seu lugar (At 1:26), como o texto (revista) dá um número errado? Matias não participou do Colégio Apostólico de Cristo, exatamente como Paulo, que nomeou-se abortivo (I Co 15:8). Então, deixados por Cristo, só onze. Quando vemos a questão Saulo/Paulo não vemos ninguém fazendo a ‘troca’ do nome, como equivocadamente possamos ter ouvido. Na verdade, a troca é sugerida poeticamente no hino nº 196 da Harpa Cristã. Apenas isso. O que houve foi uso em acordo com a língua/local.
Quanto a formar novos instrutores, é dever nosso não apenas pregar mas, apoiar o novos convertidos e os cambaleantes ou fracos e discipula-los para darem sequência, pois não somos eternos nem insubstituíveis e há muito trabalho (Mt 9:37). 

1.1.  Lealdade e fidelidade 

Lealdade = fidelidade aos compromissos assumidos; caráter do que é inspirado por este respeito ou fidelidade.
Fifelidade = característica, atributo do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito quase venerável por alguém ou algo; lealdade 

Notamos várias diferenças de personalidade, temperamento e na forma da chegada ao apostolado em ambos. Paulo era totalmente perseguidor e assolava a Igreja. Sua conversão foi espetacular. Já quanto a Barnabé, não é falado muito. Apesar de suas diferenças, viu Deus que era bom uni-los. Vemos na Bíblia a confirmação disso através das maravilhas operadas e da expansão da Igreja.
Uma prova de que Paulo discordava de Barnabé em ideias e pensamentos foi a discórdia sobre João Marcos, que havia se apartado e estava voltando (At 15:38). Contudo, eles não deixaram de continuar na Obra, apenas passaram a trabalhar em locais diferentes. 

O mesmo Marcos que Paulo rejeitou no começo de sua segunda viagem missionária, e por causa do qual discutiu intensamente com o amigo Barnabé, a ponto de separar-se deste naquela época, é agora elogiado por Paulo! No ínterim havia se produzido em Marcos uma mudança de pensamento, e os dois se reconciliaram. – No presente caso, serviço (diakonia) dificilmente significa assistência pessoal, para isso Paulo não chamaria um missionário do campo de trabalho. Serviço é obra missionária. Marcos deve ter-se tornado um personagem absolutamente autônomo, porque era capaz de colaborar tanto com Pedro quanto com Barnabé e com Paulo, não deixando, porém, de executar seu serviço independente. A exortação de trazer Marcos como companheiro de viagem, o elogio de sua aprovação no ministério convida à reflexão.

Hans Bürki, Comentário Esperança - II Timóteo


1.2.  Uma dupla, duas duplas 

Deixemos claro que a separação vista acima, e que gerou duas equipes, não abona o crescimento por rachas! Mais tarde, vemos Paulo pedindo auxílio, na pessoa do próprio Marcos (II Tm 4:11). Possa ter sido um mover de Deus a saída de Marcos pois, ao tentar voltar, fez os ânimos se dividirem mas, não há motivo para aplaudir nem favorecer desentendimentos com a base “é necessário mesmo”, “Deus permite pra mostrar em nós mais amor”. Antes de tentarmos ver as coisas que provocam intrigas como possíveis ações do Alto, mudemos nossas formas mesquinhas e rudes (Sl 133:1).
Vemos aqui, traços em Paulo de muita rigidez e zelo. Como em nossa vida, muitas vezes somente o E. Santo pra conseguir fazer frutificar sentimentos espirituais em Cristo! Se não fora a mão de Deus, Paulo não rogaria auxílio a Timóteo, junto com Marcos (“...toma Marcos, e traze-o contigo.” II Tm 4:11). 

1.3.  Pessoas podem mudar 

O Mesmo Marcos “desertor”, como alguns insistem em classifica-lo, mudou os pensamentos, amadureceu, estabeleceu-se como discípulo, foi a ‘mão’ de Paulo e, pra nossa alegria, escreveu o 1º evangelho (apesar de colocado em 2º lugar no NT). Frisemos que o dito livro é o mais centrado nos ocorridos, sem tentar enfatizar os milagres. Por isso, é o mais utilizado nos estudos avançados e aprofundados, principalmente pra dar lucidez. Além disso, ainda ajudou Pedro, sendo seu auxiliar (I Pe 5:13). 

Obs.:O Evangelho segundo Marcos, foi utilizado como base por Mateus e Lucas, que não era apóstolo. João, por sua estreita relação com Cristo (chegou a ficar na “vaga” de filho de Maria), passa-nos fatos e detalhes não vistos nos outros três livros, que falam de coisas mais públicas.


2. BARNABÉ, UM PERSONAGEM MARCANTE 

Barnabé tinha um caráter raro, que o distinguia dos demais. Não que fosse impecável, mas era um cristão e obreiro virtuoso. Esse nobre homem foi possuidor de um agir do Espírito bem acima do comum, evidenciado por um profundo compromisso com Deus, que incendiava o coração dos homens e os aproximava da verdade (At 11.24).  

Diz uma letra: “...Guerreiros são pessoas são fortes, são frágeis. Guerreiros são meninos por dentro do peito...”. Temos uma forte inclinação (e grande parte crê assim, até os que não servem a Deus) de que os obreiros de destaque são homens acima dos erros. São acima, devido ao Deus deles ser acima mas, humanamente falando, são tão susceptíveis quanto o mais conhecido pecador.
Quando alguém se coloca totalmente ao dispor do Pai, o Espírito Santo o conduz a obras e feitos enormes. Deus sabe até onde alguém pode ir, sem se inflar na soberba. Quanto mais nos achegamos a ele, mais sentimos sua presença e alegria no serviço. Passamos a trabalhar para ele, louvar seu nome e engrandecer seu nome sem nem percebermos. 

2.1. Barnabé reconhecia o valor que havia nas pessoas 

Ser uma pessoa consoladora, fez os discípulos passarem a chama-lo de Barnabé, pois seu nome, José, não mostrava essa sua grandeza. Era um homem conciliador e sabia relacionar-se bem com as pessoas, valorizando cada um individualmente. Isso o tornama muito querido entre os discípulos e apóstolos.
Apesar de possuir condição financeira muito boa, seus maiores investimentos eram no campo relacional e motivacional, além de possuir discernimento espiritual muito apurado. Uma vez alertado por Deus, passava a demonstrar confiança nas pessoas ao ponto de apresentar Paulo aos apóstolos (At 9:27) quando este estava sendo descartado pelos discípulos por seu histórico cruel e assassino (At 9:26). 

2.2. Um homem de impressões marcantes 

Vemos em Barnabé, um companheiro agradável que, mesmo em situações de correções, sabia ser amável e moderado, sem deixar de ser fiel às doutrinas (II Tm 2:24, 4:2, Tt 1:9). Com o poder de Deus, podemos ser justos, firmes, repreender e corrigir, sem perder o afeto devido a termos à disposição as virtudes do Alto (Gl 5:22). Como falamos acima, seu legado foi fundamental para a continuidade do crédito nas Escrituras pois, sem fé não agradaremos ao Pai (Hb 11:6). Tais impressões, chegaram até nós pelos escritores inspirados, para nosso ensino e modelo.
Uma das formas de passarmos amor, é exatamente mostrando termos este amor verdadeiramente em nosso interior. As pregações secas, os testemunhos pessoais indignos e outras coisas danosas, afastam os de longe pra mais longe ainda, não bastasse o poder de domínio do Adversário. 

2.3. Barnabé ousou olhar além do seu tempo 

Certa igreja, na Região dos Lagos, adquiriu um terreno, há mais de 25 anos, para o templo. O líder decidiu comprar dois terrenos juntos. Foi muito criticado devido ao preço e que não seria necessário isso. Hoje, quando há eventos grandes, todos os carros ficam estacionados no terreno ao lado. Quando há atividades recreativas, as crianças brincam ali. Quando acaba o culto, ninguém fica nas calçadas. Já na virada 99/2000, avaliou-se tal compra como realmente muito complicada, devido à valorização imobiliária.
            Vemos em Atos, a história de um homem também muito visionário, que enxergava à frente das barreiras temporais, culturais, condições sociais do povo, opressões à Igreja e além da própria vista, pois cria no invisível. Muitas de suas atitudes, nos ensinam quase dois mil anos depois.


3. BARNABÉ, UM EXEMPLO DE CORAGEM INOVADORA 

Barnabé foi um homem de primeira grandeza NA* preparação de líderes. Ele contribuiu decisivamente para a formação de Paulo. Na sua descida de Jerusalém para Antioquia, nos transmite que ninguém deve fazer nada sozinho. Desce a Tarso e sobe com Saulo. Barnabé ensina que nem tudo o que é bom está em cima. 

* não consta na revista (erro material na revisão) 

Pode alguém ser obreiro (oficial) e não saber ensinar? Ou dizer que não tem aptidão para isso? A  Bíblia fala que sejam aptos ao ensino ( I Tm 4:13, II Tm 2:24). Tendo chegado ao presbitério, tem que aprender e gostar de ensino. Ao chegar em uma liderança, como vai ficar à espera de que Deus prepare / traga outros para ajuda-lo ou substitui-lo?
Paulo foi um líder treinado por outro. Imaginemos se Barnabé, líder, não se desse a tentar ensinar? Como iria expandir a obra com firmeza e qualidade? Alguém que se torne líder, precisa orar para receber entendimento, sabedoria e amor ao ensino. Muito provavelmente ele terá que forjar líderes à partir de um auxiliar, de um diácono, até mesmo de um novo convertido, conforme a necessidade. 

3.1. Barnabé, o homem certo no lugar certo 

Uma coisa que me incomoda até agora, foi a palavra ‘fama’ (revista). Não achei instrutivo sua colocação neste assunto. Deixarei para meditação pessoal dos nobres mestres.
Barnabé não foi o primeiro a iniciar missões naquele local, foi Pedro. Contudo, seu trabalho teve mais um caráter desbravador e rompedor, necessitando de alguém pra dar um impulso bem mais forte, a seguir. Vemos uma delegação (troca)de direção silenciosa e suave, da parte de Deus. Não vemos ninguém requerendo cargos nem posições; vemos homens trabalhando, guiados pelo Espírito como que uma corrida de revezamento 4x4.
            Um detalhe em seu estabelecimento que o fez notório eras depois, foi sua forma criteriosa, centrada, amorosa e fiel de servir a Deus não apenas à vista mas, em seu interior via-se um propósito de excelência em tudo o que fazia. 

Obs.: vemos a nomeação de pioneiro pra Pedro e depois pra Barnabé, no mesmo texto (revista). Pedro foi o primeiro a ter contato evangelístico com gentios (Cornélio e sua casa). Barnabé organizou trabalhos intinerantes, igrejas locais, pregações pelo caminho e visita às igrejas fundadas: ele iniciou as missões gentílicas com o caráter vocacional, internacional e amplo de seu significado. 

3.2. Barnabé, uma ponte na formação de Paulo 

            Fala-se muito em inovar, desbravar e romper modelos. Muitos atos feitos por Barnabé mostram como ter determinação e fé para agir mesmo em ordens inovadoras, quando vindas do Alto. Alguém disse que Paulo sem Barnabé não seria ninguém, por não conseguir “reconhecimento”. Fica a questão: o reconhecimento é de Deus ou dos homens? Se Barnabé fracassasse na fé,estaria tudo perdido? Não, por certo. Deus tem seus meios. Deduzimos que, ao investir em Paulo, ele esta certo de ter que arcar com os enormes (possíveis) prejuízos.
            Em Cristo, vemos como ficar em ponta de pé pra tentar alcançar coisas maiores, mais nobres e de maiores responsabilidades. Quem não tem visão do Reino, não consegue nunca se dar a desafios. A grande questão não é a ter certeza de sucesso mas, de desprender-se do cômodo, do costumeiro, do que é mais habitual ( o não testado, é indesejado). Da forma que serviu de mestre condutor a Paulo , que já era mestre formado, assim pode ser comigo ou com você. Ninguém chegou na totalidade preparada por Deus (Ef 4:13). 

3.3. Barnabé, um líder servo 

“Obedecer é melhor que sacrificar” (I Sm 15:22). Antes de assumir qualquer posição ou chamado de lideranças, devemos nos perguntar se sabemos obedecer e se temos andado EM obediência. Na carreira de muitos ministros de nossos dias, vemos a morte não do ego nem da carne mas, da humildade e da submissão a Deus e à sua Palavra, conforme vão ascendendo em graduações.
Antes de treinar Paulo e outros, Barnabé se destacou e confirmou às igrejas a sua clara servidão e submissão a Deus. Sua maneira de lidar com as pessoas, em qualquer ambiente ou nível social, davam total crédito aos seus treinamentos ministrados, à sua pregação e a todas as suas argumentações, seja de ânimo, sejam de repreensão. Além de treinar líderes e discípulos, ele também deu posse a vários presbíteros para administrarem as igrejas na Ásia Menor.


CONCLUSÃO
 

O exemplo de Barnabé é um exemplo positivo de fidelidade a Deus e aos outros. Sua liderança não consistia em impor o seu querer, mas inspirar os demais a segui-lo, como estrategicamente fazia o Mestre de Nazaré. Barnabé era um homem tão comprometido que seria um discípulo anônimo, sem maiores problemas.  Foi um homem preocupado em deixar um bom legado,  alguém que procurou agregar valor aos seus semelhantes.


Fontes:

Revista: BARNABÉ – Editora Betel - 4º Trimestre 2011 – Lição 13
Comentários em Atos, aos Efésios, I e II de Timóteo  - Dwight Lyman Moody
Comentário Esperança em Atos (Werner de Boor), aos Efésios (Eberhard Hahn), I e II de Timóteo (Hans Bürki) - Editora Evangélica Esperança
Bíblia Sagrada versão Almeida Revista e Corrigida
Manual Bíblico Vida Nova - David S. Dockery (editor)
Manual Bíblico – Henry H. Halley
Comentario Bíblico Atos Novo Testamento - Craig S. Keener
Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa Houaiss
Panorama do Novo Testamento - Robert H. Gundry
Internet

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