sábado, 28 de janeiro de 2012

A Cultura Americana


                                                                     Sorteio de bolsas de estudos D.A. 


Até onde você foi amado? Como você foi estimulado a ter afeto e apego às pessoas, indistintamente de grau de parentesco? As formas mais interiores e desconhecidas de desprezo, repugnas e rotulações ou preconceitos, são passados às pessoas simbioticamente por seus tutores, pais, amigos, mestres e ícones (tanto os ídolos, propriamente, quanto aos modelos referenciais) ainda na infância, quando se está o mais sensível às impressões do ambiente, porém sem darem-se conta da maioria deste estímulos.
A forma mais fácil de saber como somos, e não o sabemos, é ver atitudes impróprias nos filhos. Atitudes estas estranhas ao ambiente familiar, educação, valores e demais instruções conscientemente dadas. Tais atitudes impróprias, não o são de fato na medida em que elas absorvem todas as nuances de nosso caráter, idéias, ideologias e demais procederes.
Quando educadores, pedagogos, historiadores e sociólogos nos falam que mudança estrutural boa e firme de fato, só ocorrerão após mais de vinte anos de sérios investimentos em educação moral, técnica, social, afetiva, profissional e ambiental, chegamos a achar que seja exagero. Mas as mudanças reais e profundas, são latentes na cultura de um povo.
Nós brasileiros, temos o hábito de sermos espirituosos, amáveis, acolhedores e simpáticos até mesmo com desconhecidos. Quem nunca viu alguém aflito tentando ajudar um turista, sem saber dizer nada além de “yes”, “no”, “I’m brazilian”, “I no sei English!”? Em outros países, haveria mais facilidade de os habitantes apenas menaerem a cabeça e saírem lentamente.
Qual o motivo da arrogância e frieza dos norte-americanos? São prósperos (isso antes de começar a “Era Bush”), estudados, desenvolvidos e aprendem a ser independentes antes dos brasileiros se alistarem (inclusive lá os jovens são adulados à isto – totalmente voluntário). Normalmente vemos pessoas ‘treinando’ seus filhos para a vida até além dos 25 anos. Lá, é normal empurrar-se filhos a voarem sozinhos, a morarem sozinhos e a esfriarem os sentimentos também sozinhos.
Aqui em terras de micos, cerrados, caatingas e repentistas, levamos tudo ‘na maciota’. Aguentamos calados a opressão dos gringos e, se sobrar algum trocado pra cerveja-churrasco-samba-futebol, nos alegramos, nos apertamos e pegamos vários carnês de lojas, pra tocar a vida. Afinal, ninguém é de ferro!
Encerro este misto de observações, constatações e devaneios, lamentando nossa latente moleza em prepararmos mais nossos filhos (mais cedo), nossa comodidade em esperar que políticos vistam-se de heróis e de idolatrarmos até mesmo o idioma americano. “Aqui não dá futuro!”, “Tem que aprender Inglês e sair fora!”, “I’ll be back” pra finalmente dizer “Asta la vista, baby”...

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