sábado, 7 de janeiro de 2012

EBD Editora Betel - A trama de Jacó para enganar seu pai

             

LIÇÃO 3 – 15 DE JANEIRO DE 2012 “A TRAMA DE JACÓ PARA ENGANAR SEU PAI”

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TEXTO ÁUREO

“E foi, e tomou-os, e trouxe-os a sua mãe; e sua mãe fez um guisado saboroso, como seu pai gostava”. Gn 27.14
Vemos um plano tramado entre mãe e filho para enganar o próprio pai, na busca de conseguir bênçãos que Deus havia mostrado  como certas no futuro. Por espionagem e convívio, sabiam dos gostos de Isaque e do que ele havia pedido ao filho herdeiro natural da primogenitura. Tratava-se de fazer por si, o que aparentemente demorava e parecia impossível: Esaú estava prestes a ser confirmado diante de Deus; como mudar isso? Devemos aguardar em Cristo, mesmo diante das impossibilidades humanas.

VERDADE APLICADA

A interferência humana, nos planos de Deus, só traz prejuízo para o próprio homem, pois Deus é poderoso para fazer cumprir os seus desígnios.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Apresentar a riqueza da bênção de Deus;

A benção que Deus nos dá, enriquece-nos para uso e glória dele mesmo. Precisamos deixar que ele aja “desimpedido” de nossos atrapalhos. Nossas mãos são curtas. Não alcançamos coisas muito excelsas. Já para o nosso pai, nada há impossível (Is.59:1,Mc 10:27). Tudo o que Deus nos concede, é totalmente do tamanho de nossas estruturas. Não receberemos nada preparado por Deus, que não iremos saber gerenciar ou suportar.

Ensinar o homem a depender completamente de Deus;

            Tudo o que possuímos, existia previamente (criado por Deus) ou pelos homens, usando os talentos e materiais também deixados na Terra por Deus. Nossas aparentes conquistas, ganhos, compras e tudo o mais, só o alcançamos pela permissão dos altos céus (I Co 4:7).
Tudo o que imaginamos, pensamos, criamos e vivemos, já estava na mente magnífica do Pai antes do início das eras (Sl 89:11, 90:2, Pv 8:26). Nossos maiores e melhores pensamentos, ideias, planos e projetos, são imperfeitos e temporais (Tg 4:13-17).
           
Mostrar que o engano traz frutos amargos.

            Vemos que Jacó foi vitorioso em tudo o que ele se empenhava mas, foi enganado várias vezes e só foi marcado por Deus ao se dispor a enfrentar a si mesmo (ao  se encontrar com Esaú). Até então, era um homem de Deus que lutava com uma designação de seu passado, suplantador (Jacó). Ao insistir com o anjo, mostrou sua real mudança, quando passou a ser chamado de Israel (aquele que luta com Deus) e recebeu uma marca em seu corpo (Gn 32:25 e 31), passou a mancar. Jamais seria confundido.
            Muitos de nosso erros refletem por muito tempo em nossas gerações. Há grandes chances de Jacó e Rebeca terem sido influenciados pelos enganos de Abraão e do Próprio Isaque, que mentiu junto com a mãe de Jacó.
            Por mais dolorosos que sejam as correções ou castigos do Pai, ele é misericordioso e se apieda de nós, para não perecermos (Ed 9:13, Lm 3:22).

GLOSSÁRIO

Ardiloso: Meio astucioso a que se recorre para burlar alguém; estratagema, ardileza;
Conluio: Combinação entre duas ou mais pessoas para lesar outrem; maquinação, trama, conspiração.
Profano: Que é próprio do mundo material em oposição aos valores espirituais.

LEITURAS COMPLEMENTARES

·  Segunda feira: Ml 1.2
Eu vos amei, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos amaste? Não foi Esaú irmão de Jacó? - disse o SENHOR; todavia amei a Jacó.

·  Terça feira:  MQ 7.20
Darás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a benignidade, que juraste a nossos pais desde os dias antigos.

·  Quarta feira: Gn 27.1-3
E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!
E ele disse: Eis que já agora estou velho, e não sei o dia da minha morte;
Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça.
           
·  Quinta feira:  Gn 27.4-8
e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma; a fim de que a minha alma te abençoe, antes que morra.
Ora, Rebeca estava escutando quando Isaque falou a Esaú, seu filho. Saiu, pois, Esaú ao campo para apanhar caça e trazê-la.
Disse então Rebeca a Jacó, seu filho: Eis que ouvi teu pai falar com Esaú, teu irmão, dizendo:
Traze-me caça, e faze-me um guisado saboroso, para que eu coma, e te abençoe diante do Senhor, antes da minha morte.
Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te ordeno:

·  Sexta feira:  Gn 27.9-14
            Agora, pois, filho meu, ouve a minha voz naquilo que eu te ordeno:
e levá-lo-ás a teu pai, para que o coma, a fim de te abençoar antes da sua morte.
Respondeu, porém, Jacó a Rebeca, sua mãe: Eis que Esaú, meu irmão, é peludo, e eu sou liso.
Porventura meu pai me apalpará e serei a seus olhos como enganador; assim trarei sobre mim uma maldição, e não uma bênção.
Respondeu-lhe sua mãe: Meu filho, sobre mim caia essa maldição; somente obedece à minha voz, e vai trazer-mos.
Então ele foi, tomou-os e os trouxe a sua mãe, que fez um guisado saboroso como seu pai gostava.

·  Sábado:  Gn 27.26-30
Disse-lhe mais Isaque, seu pai: Aproxima-te agora, e beija-me, meu filho.
E ele se aproximou e o beijou; e seu pai, sentindo-lhe o cheiro das vestes o abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o cheiro de um campo que o Senhor abençoou.
Que Deus te dê do orvalho do céu, e dos lugares férteis da terra, e abundância de trigo e de mosto;
sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; sejam malditos os que te amaldiçoarem, e benditos sejam os que te abençoarem.
Tão logo Isaque acabara de abençoar a Jacó, e este saíra da presença de seu pai, chegou da caça Esaú, seu irmão;


INTRODUÇÃO.

Com propósito de ter a bênção de Deus, Jacó aceita o conselho de sua mãe e prosegue* com o plano de iludir seu velho pai Isaque. O engano culminou em desdobramentos sem precedentes na história da família da promessa. No entanto, a intensidade com que Jacó busca as bênçãos do Senhor, faz dele um verdadeiro lutador. Jacó é a imagem do homem que quer ser abençoado por Deus.

            É interessante notarmos que Isaque agiu como que fazendo uma grande cena (estava partindo) porém, ele ainda viveu muito tempo depois disto. Seria pelo fato de ele ter sido mimado em excesso por Abraão? Possivelmente pelo fato de ser um filho temporão. Aparentemente, a família ia bem antes de enganarem o patriarca, exceto as predileções particulares do casal quantos aos próprios filhos.
            Apurando bem a história completa de Jacó, deduzimos que ele não era um enganador. A primogenitura, ele comprou legitimamente, conforme a cultura da época (vide nosso comentário da lição anterior). O Engano, propriamente, foi para com seu pai! Vejam como é pesado as más ações ou mau-caráter: após mudar, leva-se toda uma vida para ter-se crédito, mas não 100%. Em Jaboque, ele foi de fato diplomado por Deus como homem fiel.

* foi escrito com erro na revista e no site da Editora Betel (sic).

1. O PLANO DE REBECA

Rebeca sempre demonstrou preferência por Jacó e tendo ouvido de Deus que o maior serviria o menor (Gn 25.23), se desesperou quando soube que Isaque haveria de abençoar Esaú o seu primogênito. Não conseguindo confiar plenamente no que Deus lhe havia dito, decidiu chamar Jacó seu filho e por em prática um plano traiçoeiro para ludibriar Isaque, seu esposo (Gn 27.14).

            Não vemos em nenhum momento nem Isaque nem Rebeca buscando orientação ou respostas de Deus. Apenas eles viram os fatos e decidiam por si mesmos. Tanto Isaque agiu secretamente para com sua família, como mãe e filho para com o chefe (Isaque) da casa também. Muitos desentendimentos acontecem devido a decisões ocultas. Muitas vezes nem precisa de reuniões para decidir mas, apenas um aviso do que se está planejando já daria mais segurança no seio do lar. Quando há fartura de recursos materiais, tempo e saúde, as decisões não interferem muito. Nos momentos de escasses, uma decisão pode levar todos a pânico geral ou até tragédias.

1.1.  Uma geração formada no engano

            A trama do engano de Jacó para com seu pai deve ser bem avaliada como exemplo familiar. Como detalhado na revista, toda a família estava imersa em enganos. Examinem detalhadamente todas as referências para uma análise devocional.
            Cremos que se estivéssemos vivendo naquela situação, teríamos grandes chances de agir de modo parecido: já que os descendentes vieram de forma única (Isaque, um milagre vindo de um casal de idosos. Rebeca era estéril, Abraão quase sacrificou o filho e etc.), não é de se estranhar possíveis desesperos das pessoas envolvidas. Talvez um dos motivos de Rebeca não ter “visto” outra saída, na verdade, tenha sido falta de esperar em Deus.

1.2.  O plano preparado por Rebeca

Nessa ocasião, vemos um Jacó imaturo e dependente de seus pais. Apesar de sua trama com respeito a compra da primogenitura, ele ainda era muito influenciado pelas experiências de seus familiares, ainda que as orientações fossem erradas. Muitos de nossos problemas com as gerações que nos seguem, foram plantados por nossos genitores e, pior, por nós mesmos através de nossos maus exemplos.
Ao sair de sua cidade devido a ameaça representada pelo ódio de seu irmão, Jacó buscava primeiro guardar sua vida. Vemos em Gn 27:46 a preocupação espiritual de uma mãe sobre o casamento do filho mais velho (Esaú já era casado com mulheres pagãs) que lhe dava muita amargura de vida, sendo capaz de morrer de tristeza, caso Jacó fizesse o mesmo. Vendo isto, aconselhou seu filho preferido a não fazer o mesmo. Isaque lhe ordenou a não casar-se com mulheres pagãs (Gn 28:1). Vemos Esaú tentando se acertar, sem direção divina, se casando novamente mas, com alguém da família porém, não da linha da promessa (Gn 28:9). Já durante a viagem, Jacó tem seu grande encontro com Deus e passa a seguir fielmente sua direção.

1.3.  O preço pago por Rebeca

Rebeca era uma mulher de iniciativas, dentro de certos limites; a cultura da época era muito repressora e desprezava as mulheres. Ela se antecipou ao ir falar ajudar Eliezer, aceitou prontamente ser a noiva para Isaque e tentou, à sua maneira, endireitar o “erro” de Isaque em querer abençoar quem de fato tinha direito às bênçãos. Por melhores que sejam nossas intenções, não conseguiremos a aprovação de Deus para nossas ações precipitadas ou erradas. Não podemos receber o selo dele para aquilo que decidimos sozinhos ou, já estejamos fazendo sem sua direção.
A família de Rebeca nunca mais foi a mesma imediatamente após ela ter tramado secretamente junto com Jacó. Seus filhos ficaram um bom tempo com inimizade mortal (da parte de Esaú) e teve que ficar distante de seu filho mais novo, pra sempre. Nem pode ver seus netos, os futuros patriarcas da nação.

OBS.: Lemos na revista que Rebeca morreu sem ver Jacó novamente. Isso não é certo mas, bastante provável. Os estudiosos concordam nisto, entre eles o Pr Forrest Keener e F.B. Meyer.
    
2. A NATUREZA DE ESAÚ E DE JACÓ

Jacó ansiava pela bênção, mas temeu a forma como seria alcançada e manifestou este sentimento para a sua mãe, Rebeca, que procurou tranquilizá-lo, dizendo que a maldição viesse sobre ela, o que era um grande equívoco, pois não havia como tomar sobre si mesma algo que fosse dirigido contra Jacó. Isaque cuidaria para que Jacó recebesse o que merecia se tivesse descoberto este projeto ardiloso.   

A Bíblia nos fala sobre as maldições e sobre as consequências do pecado, inclusive como deveriam ser lançadas (Dt 11:26-29, Ez 18:2-4). Coisa muito séria é tentar chamar pra si possíveis maldições destinadas a outrem, como no caso de Cristo (Mt 23:35, 27:25). Graças à Cristo não estamos mais sob a maldição de Adão (Gl 3:13).
Mesmo triste pelo engano por que passou, Isaque orienta seu filho para o futuro (28:1-5). Talvez tenham faltado muitos destes conselhos, já que tinha preferência por seu outro filho. O fato de Deus ter falado sobre a servidão de um filho sobre o outro, não obrigava a haver desunião entre eles. Seus pais poderiam muito bem ter trabalhado em sua família, tendo na mente e no coração o que Deus falou sobre o futuro. Poderiam ter doutrinado seus filhos sem distinção. Certamente, iriam diminuir as diferenças com bons relacionamentos dentro do lar.

2.1. A natureza de Esaú (Hb 12.16,17)

A passagem indicada neste título, traduz como era o coração de Esaú. Um homem profano (vide nossos apontamentos sobre o texto áureo da lição passada). Suas ideias eram tão carnais que, ao ver que seu irmão recebeu a Benção de Isaque, tentou com lágrimas reaver o que fosse possível, chegando a citar que perdeu a primogenitura, sem dizer que ele a vendeu! Aproveita o momento pra jogar sobre Jacó toda a culpa, chamando-o de enganador. É interessante que seu pai lhe diz que ele viverá da espada (Gn 27:40).
O versículo 41 nos indica que Esaú viveu corroendo-se durante anos e anos de sua vida pois, assim que foi ditada como seria sua vida, determinou esperar a morte de seu pai para matar seu irmão. Eis o motivo de Jacó não ter confiado habitar com ele anos mais tarde (Gn 33:12-20).
As decisões dele eram para satisfazer desejos ou vontades do momento, sem medir consequências ou o que poderia perder. Quando se via dentro do problema causado (por ele mesmo), sentia raiva.

2.2. A natureza de Jacó

Sua natureza inicialmente era a de um homem espiritual mas de ações ilegais. Nas quatro etapas de sua vida, vemos um encontro pessoal com Deus. Ele lhe apareceu durante sua fuga, apareceu após seis anos de espera(após se decidir) para sair da casa de Labão, apareceu quando ele agarrou o anjo (era o próprio) e lhe apareceu após sacrificar para atender ao chamado de Jose´, ao Egito. Da sua fuga em diante, deixou de ser leviano e se tornou um servo fiel.
Alguns homens alcançaram o respeito e temor até de seus conhecidos: Abraão, Isaque, Jacó entre outros. Jacó se tornou importante não por si mesmo mas, pelo caráter do próprio Deus em sua vida. Apesar de seus métodos iniciais, sua determinação, paciência e habilidades eram fantásticas. Vendo sua vida do início ao fim, não há como negar a mão de Deus com ele. Um homem com a natureza segundo Deus.

2.3. O desejo de Jacó

            O desejo de Jacó era agradar a Deus. Sua vida era guiada por este instinto. A cada acontecimento, vemos situações sem saída nas quais o sobrenatural agia em seu favor. Até mesmo sua peregrinação não era a esmo: seguia sempre lado a lado com a providência divina.
            O fato de sermos chamados por Deus ou de estarmos em sua presença, não nos livra de mancadas, fracassos, dissabores nem de sofrimentos. Ainda estamos no homem carnal. Habitamos em vasos de barro mas, a essência deste vaso deve ser conservada o mais próximo possível da perfeição e da Glória Celestial.
            Sentimos que Deus aprovava o proceder deste patriarca, através dos sinais e maravilhas por ele operados. O desejo deste homem era agradar a Deus, servi-lo e testemunhar de sua majestade.
           

3. ISAQUE É ENGANADO (Gn 27.1-5)

O patriarca Isaque já estava idoso e com pouca capacidade para enxergar; chamou seu filho predileto Esaú para ser abençoado por ele, após o preparo de um saboroso guisado, Isaque lhe impetraria a benção antes de sua morte.
Há um detalhe muito importante na velhice de Isaque: ao nascerem os gêmeos, ele estava com sessenta anos (Gn 25:26), Jacó estava com uns quarenta anos (segundo os estudiosos) quando fugiu da presença de Esaú. Logo, Isaque estaria com cem anos ao achar que iria morrer, que estava velho e etc. Em Gn 35:28, vemos que Isaque viveu ao menos 70 anos após fazer aquele cenário de “fim de tudo”. Seria atitude de um homem mimado, por ter sido filho único? Fica para a meditação dos nobres leitores.
Outros detalhes interessantes (quase incrível ou cômico): alguém confundir pele de animais com pele de um homem cabeludo. Jacó se apresentou rápido demais com o prato pedido por Isaque e ao perceber a voz ser do filho mais novo, desconfiou mas, prosseguiu. Além de ser moralmente condenável e desumano enganar um cego. Tanto é que mais tarde viraria lei, passível de se tornar maldito (Lv 19:14, Dt 27:18)

3.1. O erro de se ensinar à mesa

            Conforme vemos na revista, Isaque ao se ver diante da morte, desejou mais a comida que a companhia da família. Chamou Esaú por ser o que receberia a benção, somente após saciar o ventre de seu pai. Por si só, estas atitudes demonstram uma despreocupação em compartilhar momentos reunidos: se ia morrer, deveria chamar todos os filhos e, especialmente, sua esposa (Ec 5:18). O ato de abençoar após comer, mostra que entre pai e filho havia muito interesse mesquinho. Se fosse realmente um momento de comunhão com Deus (Gn 19:1-3) para prosseguir a linhagem, segundo a promessa, Isaque se apressaria em abençoar na presença de toda a sua casa, para uma confirmação digna. E o banquete propriamente, seria após abençoar; uma confraternização íntima em família.

3.2. Isaque enganado pela roupa

            Isaque era um homem gerado pela intervenção direta de Deus. Temos a tendência de acharmos que os filhos de grandes homens de Deus já nascem com uma semente que irá germinar num outro grande servo. Que engano! Cada homem, uma mente. Cada ser, um coração. Cada vida, um universo. Da mesma sorte, não se gera um servo fiel de um outro. Todos possuem as mesmas chances de servir a Deus ou de ignorá-lo. Durante o planejamento e a execução do plano para engana Isaque, não vemos ninguém clamando por direção do Pai. Quando alguém orou, foi apenas sentenciando. As decisões foram meramente humanas. Por isso talvez, Deus não tenha dito nada a ninguém para impedir tais planos. Jacó, se deixou enganar por uma roupa! Observe que um cego desenvolve melhor seu tato e seus sentidos  contudo, seus talentos humanos não foram úteis. Rebeca, sua mulher, achava que estava ‘ajudando’ a Deus, em seus planos.

3.3. Isaque é enganado pelo cheiro

Um detalhe importante, é que algumas roupas ficaram na casa de seus pais*, após Esaú se casar (Gn 27:15). Como ele era caçador, tinha cheiro da Terra (campos e talvez dos animais) e isso falou fortemente para convencer o patriarca. Os especialistas da área de psicologia afirmam que em situações de pânico, luta corporal ou agressões, o que mais é fixado na mente é o cheiro. Imagine o cheiro de um filho tão amado?
Apesar de ter participado como principal atuante na trama, Jacó teve medo mas, não havia alguém temente a Deus em condições de manda-lo fugir daquilo. Havia sua mãe, a mentora, a chamar pra si possíveis penas. É muito importante estarmos atentos a palavras vindas da carne ou das trevas, ainda que da boca de alguém muito querido ou próximo. Rebeca havia ouvido Deus grávida e, agora, só ouvia seu próprio desespero por ver os acontecimentos começando a seguirem outro rumo.
           
 * OBS.: na revista lemos que Rebeca teve que roubar as roupas. Atenção!


CONCLUSÃO

A promessa feita a Abraão que passou a seus descendentes é uma bênção eterna (Gn 48.4). A promessa feita a Abraão que Jacó a herdou significa duas descendências (Gn 22.17). Uma descendência terrena que corresponde aos israelitas e uma descendência celeste que corresponde à igreja. Jacó buscou e recebeu uma bênção para o futuro. “Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras” (Hb 11.20).

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC
Nuevo Comentario Biblico Siglo XXI AT - Biblioteca Mundo Hispano
Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa – Atual Editora
Dicionário Michaelis Língua Portuguesa – Edição on-line
Comentário Bíblico do AT e NT - F. B. Meyer
Comentário Bíblico AT/NT - Dwight Lyman Moody
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
El Libro del Genesis – Gerhard Von Rad – Ediciones Sígueme - Espanha
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal
Revista: Jacó – Editora Betel - 1º Trimestre 2012 – Lição 03 

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