terça-feira, 31 de janeiro de 2012

EBD Editora Betel - Jacó retorna à sua terra

Escola Bíblica Dominical Assembleia de Deus de Madureira - CONAMAD
Escola Dominical Betel Escola Bíblica Dominical Betel   ensinando subsídios mestres professores  Escola Bíblica Dominical editora Betel

                                           Sorteio de bolsas de estudos D.A.
 Escola Dominical Betel ensinando as lições da Assembleia de Madureira para o Rio de Janeiro e para o Brasil


           LIÇÃO 6 – 05 DE FEVEREIRO DE 2012 “JACÓ RETORNA À SUA TERRA”
Jacó retorna a sua terra                                                                                            Jaco retorna a sua terra                                                                                       Jaco retorna à sua terra


vídeo do projeto treinamento missionário


COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY
VERSÃO PARA IMPRESSÃO  DOWNLOAD


TEXTO ÁUREO

“Então tomou Jacó uma pedra, e erigiu-a por coluna”. Gn 31.45

Vide comentário ao item 2 da lição 04

VERDADE APLICADA

A vontade de Deus é perfeita, boa e agradável.

Tudo o que Deus nos dá, não é sem conta: ele mede, calcula e avalia cada valor, peso, duração e intensidade. Ele sabe o que nós somos capazes, tanto de fazer (inclusive os erros) como de suportar. Até nossos protestos ele conhece quando são vãos. De que se queixa o homem? (Lm 3:39). Quando nós deixamos de ouvir sua voz, passamos a sofrer sem necessidade. Os sofrimentos segundo Deus, são totalmente cabíveis. E são agradáveis pois, sentimos o seu cosolo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Demonstrar que Deus é soberano em seus atos;

● Deus e soberano no exercício de Seu poder – Ex 17.16; 1Cr 29.11-12; Dn 2.22-21.
● Deus e soberano na delegação de Seu poder a outros – Dt 8.18; Sl 29.11; Dn 2.23.
● Deus e soberano no exercício de Sua misericórdia – Joao 5.1-9.
● Deus e soberano no exercício de Sua graça – Rm 9.19-24; Rm 11.5-6; Ef 2.4-10.
● Deus e soberano no domínio das nações – 2Cr 20.6; Sl 10.16; Ap 19.6; Pv 21.1; Dn 4.35.

                                                                                                                A. W. Pink

Ensinar que Deus protege os seus em todas as situações;

Deus protegeu de forma similar seu servo Jó. Em Jó 1:10, Satanás admite, "Porventura tu não o cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra." Satanás reconheceu que Deus erguera um escudo de proteção em volta de Jó, de sua família, de sua habitação e de todas as suas propriedades. Sabemos que Deus permitiu a Satanás tocar em tudo o que Jó possuia, exceto em sua vida, para provar que Jó amava a Deus mais do que sua própria vida e mais do que aos bens materiais. Durante a tempestade que caiu sobre Jó, ele disse, "Ainda que ele [Deus] me mate, nele esperarei." [Jó 13:15]
Jó declarou aos seus amigos que sabia que Deus o estava testando, que Deus estava usando aqueles caminhos tortuosos para produzir um mudança maravilhosa em seu caráter. Jó disse, "Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como ouro." [Jó 23:10]
No final de sua provação, Jó descobriu uma nova visão espiritual de Deus e de sua maravilhosa providência. Ele declarou, "Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos." [Jó 42:5]. Deus ouviu Jó e a Bíblia declara que "o Senhor abençoou o último estado de Jó, mais do que o primeiro... Então morreu Jó, velho e farto de dias." [Jó 42:17] O termo "farto de dias" significa que ele morreu satisfeito com sua vida.
                                                                                              http://www.jesussite.com.br
 
Mostrar o testemunho de Jacó.


GLOSSÁRIO

Beneplácito: Aprovação de um ato, de um pacto; concordância com eles, ou seu consentimento;
Drástico: Que produz amargura, aflição, danoso, nocivo, prejudicial, desastroso, ruinoso;
Irrisório: Que é insignificante; que não se precisa levar em consideração (quantia irrisória).

LEITURAS COMPLEMENTARES

  • Segunda feira: Gn 31.1-5
  • Terça feira: Gn 31.6-11
  • Quarta feira:  Gn 31.12-16
  • Quinta feira:  Gn 31.17-22
  • Sexta feira: Gn 31.23-33
  • Sábado:  Gn 31.44-55

INTRODUÇÃO         

Os planos de Deus na vida de Jacó vão obedecendo à linha do tempo. Por vezes há impressão de que Jeová não está na condução da história, mas à medida que a narrativa bíblica se desenvolve, percebe-se que Deus nunca foi pego de surpresa.

Nada nos acontece fora do tempo. Muitas vezes buscamos nossos próprios interesses e ambições, para fins infrutuosos e mesquinhos. A Bíblia nos ensina que há tempo pra tudo (Ec 3) e os acontecimentos na vida do servo de Deus não são definidos por cumprimentos de itens, como uma troca ou “requisitos(satisfeitos)+taxas(pagas)=direitos”. Precisamos confiar na provisão, controle, cuidados e no tempo dele.

1. O SENHOR MANDA JACÓ RETORNAR (GN 31.1-16)

Jacó ficou sabendo que os filhos de Labão andavam dizendo que os bens que ele possuía eram de seu pai. E também notou que Labão, seu tio, já não se mostrava tão amigo como antes. Neste tempo, Deus disse a ele para que voltasse para a terra de seus pais dando-lhe garantia de segurança.

                Cobiça. Inveja. Sentimentos e pensamentos tão corriqueiros hoje, já ardiam nos corações. As amizades começam a serem atingidas, os familiares chegam a conspirar e os ladrões a minar. Labão que de interessado e oportunista, se torna um recalcado invejoso: Jacó estava com mais posses que ele! Notemos que Jacó não ganhou nada. Ele produziu. Labão possivelmente possuía muitas posses (o dote entregue por Eliézer o engrandeceu muito) mas, não se contentou em ter o aumento de sua fazenda com as divinas bênçãos vindas por meio do patriarca. Jacó passou a ter medo. Passou a estar em risco.

1.1.  Jacó e os problemas na família (Gn 31.1,2) 

Os cunhados de Jacó estavam com medo não da falência ou miséria. Temiam serem mais roubados (como julgavam) na parte que lhes cabia. No texto diz que ele estava “levando” tudo o que era deles. Na verdade, Deus estava prosperando a todos de forma maravilhosa e a Jacó acima de Labão. A família hospedeira não enxergava a mão de Deus. Labão, um ímpio e pagão, dá ouvidos às conclusões de seus filhos e muda sua conduta, ao ponto de ser notada sua conduta ruim.
                                   
1.2.  Jacó retorna pela vontade de Deus e da sua família (Gn 31.4-16)

Que bom é existir harmonia e acordos dentro dos lares, principalmente lares cristãos (Sl 133:1). Quando a vontade de Deus é seguida, há paz, alegria, gozo, louvor e serviço em sua  Obra (a vida nos lares é uma grande obra). Quando um local está impróprio, podemos e devemos (conforme o caso) sair dali (Gn 19:17). Labão estava perdendo até mesmo a afetuosidade paternal. Estava mais preocupado com sua fazenda que com seus entes queridos. A inveja estava destruindo suas entranhas. Não lemos sobre suas filhas se lamentando de se afastarem de casa: possivelmente estavam tristes com a situação e temendo por seus filhos.

1.3.  Raquel rouba os ídolos de seu pai (Gn 31.19)

Labão era idólatra como o povo em redor. Suas filhas e familiares deviam ver tal adoração como coisa normal e agradável. Jacó era um legítimo missionário de Deus ali, divulgando um Deus único e que exige exclusividade. Como Léia era a mais velha, possivelmente fosse herdar os terafins, que Raquel furtou. Esta, claramente rival daquela, se antecipou à uma divisão futura dos bens. Com pudesse achar que teria vantagens sobre a outra. Um dos principais motivos da proibição futura a ter-se mais de uma esposa, principalmente irmãs, seria a disputa. Notemos que Isaque ordenou: "...toma de lá uma mulher...” (Gn 28:2).


2. O ENCONTRO DE LABÃO E JACÓ (GN 31. 22-42)         

Três dias depois, a Bíblia diz que Labão soube que Jacó havia fugido com sua família      (Gn 31.22), e imediatamente juntou os seus parentes e foi à sua procura; ele e seu bando encontrou Jacó na região montanhosa de Gileade.

Não cremos que este encalço empreendido por labão fosse pra dialogar ou requerer pacificamente que Jacó retornasse ou ajustasse dívidas (a família de seu sogro o via como um aproveitador). Na reprimenda de Deus, ele diz “...não fales nem bem nem mal...”(Gn 31:34). Cremos que a vida de Jacó tenha sido livrada com isto. Observem que Labão sequer servia ao Senhor mas, ele é soberano e impõe sua vontade onde, quando e a quem quer.

2.1. O sonho de Labão (Gn 31.24)

            Deus se mostrando a homens ímpios ou pagãos. Como fez com Abimeleque (Gn 20:3) e com Faraó(Gn 41:1), tempos à frente, mostrou-se a Labão. Deus fala pra ele nem tentar se mostrar amigo (Jacó sabia de sua antipatia e não creria) e nem a lhe falar mal: como tem proteção o homem a quem Deus protege! Labão ficou impossibilitado de fazer qualquer tipo de dano ou tormentos a seu genro.           

2.2. As palavras de Labão (Gn 31.26-28)

               Aquela partida secreta foi um ato muito indigno e desonroso para o herdeiro da promessa. A ordem para voltar viera de Deus, ele é responsável por aquilo que ordena. Além disso, não tinha o Todo-Poderoso prometido guardá-lo onde quer que fosse? (ver 28:15) Quando estamos realizando o plano de Deus, podemos confiar nele de forma absoluta.

F. B. Meyer - Comentário Bíblico do AT e NT

Deus não mandou Jacó fugir nem permitiu a Labão reclamar de nada: ele falou por ser um ímpio. Era um homem de negócios muito astuto, experiente e cheio de malícias. Não fosse a mão do Pai, teria minado todas as forças de Jacó, o prosperador de Padã-Harã, por toda a vida. Comparando as palavras dele ao conhecer seu sobrinho com as de agora, não imaginamos nenhuma possibilidade de que ele fosse liberado por seu tio. Labão chamou Jacó de ilusionista e quis distorcer sua postura opressora e de explorador, afirmando que o erro era de Jacó: saiu sem dizer adeus, não o deixando beijar filhas e filhos (que já não o tinham afetuosamente bem), além de estar transtornado pelo roubo dos terafins. Quão terrível é alguém com malignidades para distorcer fatos, palavras e atitudes!

2.3. A resposta de Jacó (Gn 31.31)

            Em sua resposta, confessou não ter tido confiança total em Deus! Vemos em Números 23:21 “...não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel...”. Isso não quer dizer que ele era totalmente puro: Deus é que já naquela época não se dava a ficar detido com a visão dos pecados e falhas de seus filhos mas, deleitava-se em ser gracioso. Como seria bom se nós sempre confessassemos a ele nossas fraquezas e delitos.           


3. A COLUNA LEVANTADA EM GILEADE (GN 31.43-55)

Jacó e Labão fazem um trato; nenhum dos dois invadiria a terra um do outro. Também querem que Deus fique vigiando para que os dois cumprem fielmente o acordo feito; daí o nome Mista* – no hebraico quer dizer “lugar de onde se vigia”.

*Obs.: atentem ao erro: é Mispá (ou Mizpá), não Mista.

            Lugar de onde se vigia. Parece-nos, conforme o texto, que Labão foi quem disse:“Atente o Senhor entre mim e ti”(v. 49). Notemos também que, apesar da poligamia reinante, Labão ordena ‘fidelidade’ às suas filhas (“...atenta que Deus é testemunha...” v.50). Estaria ele agora temente ao (verdadeiro) Deus de Jacó? É fato que já havia ouvido a sua voz...

3.1. O testemunho do limite (Gn 31.44-46)

            Alguns exergam nesta separação, o rompimento de Israel com outros povos. Conforme F. B. Meyer, a escrita era restrita a poucos, até então. Quando haviam objetivos iguais (tratados), eram erguidos monumentos a estes acordos. Neste caso, o nome do monumento aludia a vigiar onde e como cada um estava se portando. A meta era não passar daquele marco. Acrescenta, ainda, Moody:

“...Ao levantar essa coluna os homens queriam dizer que estavam convidando Jeová para se assentar ali e observar as duas pessoas nas quais não se podia confiar. Deus tinha de ser uma sentinela para vigiar Labão e Jacó, na esperança de que a luta fosse evitada. Jacó foi obrigado a prometer que trataria as filhas de Labão com bondade e consideração. Nenhuma das duas partes deveria atravessar a fronteira estabelecida para praticar violência contra a outra. Jamais uma deveria prejudicar a outra.”

3.2 O testemunho do livramento (Gn 31.24)

            O pacto, figurado no monumento sempre serviria de memorial tanto de limite e de tratos a cumprir, como também do cuidado de Deus em velar por sua palavra. Interessante é que Labão foi quem conclamou os demais a entrarem com as “mão à obra”. Olhando para a coluna, lembrariam-se das palavras ditas e da disposição inicial de cumprir o pacto. Apesar de sua fuga, Jacó havia sido autorizado por Deus a sair daquele lugar. A segurança do Alto estaria em sua vida. Seus filhos, esposas, servos e fazenda estariam a salvo. Era o primeiro grande livramento. O Segundo, Esaú.

3.3. O sacrifício oferecido a Deus

            Um sacrifício de louvor testemunhando à sua família e gerações futuras sobre ser grato ao nosso Pai. Uma grande refeição (haviam várias pessoas) em louvor ao Deus da verdadeira providência. Quando nos reunimos a comer diante do Senhor, estamos satisfeitos com ele, estamos declarando que nos alegramos em serví-lo (não pela comida em si mesma), estamos o adorando em grupo e ao orarmos agradecendo pelo “pão de cada dia”, estamos testemunhando de seu cuidado e afirmando profeticamente que ele conhece nossos dias e necessidades presentes e futuras. Aqui na Terra, anseiamos por ir embora e temos anseios também com as necessidades essenciais ao viver (somos humanos!). Isto é uma referência ao fim dos anseios passageiros, nos guiando a desejar ansiosamente ir para o Céu.


CONCLUSÃO

A aliança permitiu um final feliz dos vintes anos que Jacó serviu Labão. A aliança foi proposta por Labão e foi uma lição que Deus deu a Jacó em prol da fé contra o medo “porque temia” (Gn 31.31). Deus fez uma aliança conosco em seu Filho para que todo o medo seja banido. Que o Senhor nos ajude a acreditar em sua Aliança (Gl 4.4).



Obs.: estamos alargando a tenda. precisamos de representantes de nosso ministério no Rio junto às igrejas e cristãos que queiram crescer "tecnicamente" (preparo doutrinário). escreva-nos.

      Queremos agradecer o enorme prestígio dedicado e demonstrado pelas centenas (mais de 1500) leitores em nos acompanhar e aproveitar nossos corridos (e atrasados) apontamentos. Nos alegramos em poder servirmos de instrutores a tantos professores mundo à fora. que Deus os recompense pela confiança.
       
       Em contrapartida, estamos abrindo nossas portas aos que não possuem e não querem ter cadastro em portais de blogagens: estamos desde hoje ABERTOS aos "anônimos" (comentários). Suplicamos que continuem a não escrever bobagens ou coisas passíveis de ponderações. Coloquem seus nomezinhos, meus amados. Pode ser esplendoroso mas, sem o nome não publicaremos... Cremos que todos os "1500" são maduros e frutuosos. AMÉM!

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC
Bíblia Sagrada ARA
Comentário Bíblico do AT e NT - F. B. Meyer - Ed. Betânia
Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa - Atual Editora
El libro del Génesis - Gerhard Von Rad - Ediciones Sígueme - Salamanca - Espanha - 1982
Internet
Revista: JACÓ - 1º Trimestre 2012(professores) - Lição 06 - Editora Betel



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Colabore conosco: escreva seus pontos de vista, opiniões ou críticas. Contamos contigo neste trabalho