terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

EBD Editora Betel - Jacó sofre perdas imprevisíveis na família


Assembleia de Deus de Madureira - CONAMAD

LIÇÃO 10 – 04 DE MARÇO DE 2012
“JACÓ SOFRE PERDAS IMPREVISÍVEIS NA FAMÍLIA”

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TEXTO ÁUREO

“E enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho”. Gn 37.32

“Teu filho”. Possa ser que tal expressão trouxesse em si, uma materialização de inveja e ódio: ódio mais que completo, pois não o mataram de fato (seria muito menos sofrido a José ter morrido de verdade...). Ele passaria muitos anos sofrendo e relembrando tudo isto. Idem Jacó, seu pai. Nos ocorre a meditação: como foi isto para os irmãos de José? O que teria passado em seus corações e mentes neste tempo?

VERDADE APLICADA

Para compreendermos o valor da âncora, é preciso enfrentar uma tempestade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar que Deus não se esquece das suas promessas;

Sl 119:38, 82, At 2:38, 13:23, 26:6.

Demonstrar que a confiança em Deus nos faz avançar nos momentos de adversidades;  

Vide a história dos discípulos e apóstolos e Pais da Igreja. Jó permaneceu firme em todos os momentos de adversidade; não o vemos pedir seus bens de volta... 

Ensinar que a colheita é o resultado do que plantamos. 

Ec 3:2, Jr 31:5 e 28, Is 65:21 e 22, Gl 6:7. 

GLOSSÁRIO

Irrefutável: Que não se pode refutar (argumento irrefutável); incontestável;
Sabra: Diz-se de pessoa nascida no Estado de Israel;
Operação cesariana: Cirurgia que consiste em abrir o útero da mãe para retirar o feto.

LEITURAS COMPLEMENTARES

·    Segunda feira: Gn 35.17-21
·    Terça feira: Gn 35.27-29
·    Quarta feira: Rm 4.13
·    Quinta feira:  1Jo 2.25
·    Sexta feira: Gn 37.11
·    Sábado:  1Co 15.54-56


INTRODUÇÃO 

Jacó sobe a Betel em obediência à Palavra de Deus, levanta um altar, promove purificação no meio do seu acampamento; levanta uma coluna em testemunho fazendo libação sobre ela e depois de toda a comunhão e adoração a Deus Jacó será imerso em experiências de dores com perdas irreparáveis na família. 

VIDE ITENS 1 E 2 DO COMENTÁRIO SOBRE A LIÇÃO PASSADA


1. RENOVANDO A PROMESSA  

Deus apareceu a Jacó e renovou a promessa que fizera a Abraão, Isaque e a ele quando,  pela primeira vez, estivera em Betel. Deus conheceu a fragilidade do homem e para que este não desvanecesse de tempo em tempo lhe faz lembrar o que prometeu. Com isso Deus esperou que a humanidade fosse  agradecida e que tivesse sempre motivação para continuar fazendo a sua vontade, buscando parecer cada vez mais com Ele, e servindo ao próximo e a Ele de todo o coração “E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o” (Gn 35.9). Não existem barreiras entre Deus e Jacó e, por isso, ele pôde ser abençoado por Deus. 

Este “conheceu” a fragilidade, tem que ser SOMENTE com o sentido de que Deus sempre soube (conheceu desde a fundação...), nunca com o sentido de que após observações ou experimentos, tal ciência passou a estar com Deus. Outra forma de ver isto é que ele nos deu tempo para nos desenvolvermos ou nos desviarmos. Como não apenas nos degeneramos, como bem pouco tivemos reais mudanças, ele com isto nos deixa totalmente indesculpáveis; ciente de nossa fraca e vergonhosa natureza, sempre está a nos despertar, a nos falar e a nos ajudar. 

1.1.Promessa de crescimento 

NOTA: Inicialmente, aproveitamos para congratular os editores deste sub-ítem: está algo que bem perto de não se poder acrescentar nada além. Bastante ilustrativo e impactante. Parabéns! Aos nossos amigos alunos-mestres, advertimos a digerir repetidamente o texto supra (revista).  

            Quando fala-se de cabeça-cauda (Dt 28:13), entendamos referindo-se à Israel, a nação. As dispersões foram por conta de desobediências, idolatria e outras contaminações, geralmente tendo nações pagãs, idólatras e blasfemadoras como tutores. Mesmo com todos os erros, hoje dificilmente encontramos um tema que não possua excelentes referenciais na ciência, ou arte, alimentação, costumes, história ou tradições judaicas. Eles sempre estão sendo olhados pelo mundo todo, seja por qual for o ângulo escolhido. No final, Jeová é propagado a todos. Se eles houvessem aceitado o nosso Senhor como o real Messias, em sua vinda, seriam os maiores evangelistas de todos os tempos!  

1.2.Promessa da posse da terra

Deus abençoou Israel ao voltar de Padã-Arã, e proveu seu futuro o abençoando pois, faria dele uma multidão de povos; e a terra de Canaã lhe foi dada(à descendência) em possessão perpétua. Ele demonstra que confia em Deus para o cumprimento de sua promessa.

O que Deus prometeu a Abraão, Isaque e a Jacó, percorre a Bíblia inteira e tem três aspectos:

1 - a nação
2 - a terra
3 - a bênção 

Jacó cita para José os primeiros. O último é o aspecto mais importante: em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra (capítulo 28:14). Já foram cumpridos dois terços da promessa, feita há mais de quatro mil anos (1 e 3), faltando apenas um terço (2) pois os descendentes de Israel ainda não possuem a terra prometida em perpetuidade. Ao serem dada pelas mãos de Deus, viverão em paz, segurança e tranqüilidade (Isaías 32:17,18). 

1.3. A morte de Raquel 

“...Disto deduziríamos que haviam treze tribos em Israel, pois Jacó tinha outros onze filhos. Acontece, porém que os descendentes de Levi não eram considerados como uma tribo, tendo sido dedicados ao serviço de Deus, ministrando como sacerdotes entre as tribos.
Jacó em seguida se lembra da sua querida esposa Raquel, mãe de José, da sua morte e sepultura próximo a Belém (ainda está lá).
Quando José fora vendido como escravo, Jacó pensara que ele estava morto e chorara por ele (Gênesis 37:30). Mas eventualmente o plano de Deus permitiu a Jacó não só ver seu filho outra vez, mas também seus netos.
Nossas circunstâncias nunca são tão ruins a ponto de não podermos alcançar a ajuda de Deus: Jacó recebeu seu filho de volta, Jó uma nova família (Jó 42:10-17), Maria seu irmão Lázaro (João 11:1-44). Nunca devemos nos desesperar, pois pertencemos a um Deus amoroso. Nunca sabemos o bem que Ele pode fazer surgir de uma situação que nos parece sem esperança. 

                                                                                                          R. David Jones 

            O mesmo Paulo que disse ansiar pela morte, sua partida ao Céu, em Filipenses 1:23, também externou seu MEDO de perder a vida! (II Co 1:8). Morrer, é mudar de plano. Sair da Terra. Perder a vida, é menos que a morte (mudança de plano): é deixar de vivenciar o que conhecemos do ‘existir’. É não mais podemos apalpar o Mundo e mergulhar no novo, desconhecido, sem volta e triste (quase todos sofrem muito ao VEREM a morte – partida). Cremos, como Paulo, que a morte conscientemente vinda de Deus (e aguardada nele), é uma coroação com a Salvação Eterna. Mesmo para Jacó, homem que via e ouvia Deus, não foi fácil perder sua amada esposa, ficando com o consolo chamado Benjamim.


2. EXPERIÊNCIAS HUMANAS: NASCER E MORRER

Isaque viveu até aos cento e oitenta anos. Viveu por cerca de quarenta anos depois de haver abençoado Jacó e Esaú. A morte passou a todos os homens, como um acidente, pois Deus não criou o homem para que morresse (Rm 5.12). O homem não pode remover este obstáculo, e Jesus veio nos trazer essa libertação.

Esse ‘acidente’, não possui razão de ser citado: ao desobedecer, o homem sabia das consequências! Supondo-se acidente, caminhamos por uma possível falta de ciência de um ser que sabe tudo ANTES de qualquer coisa ter começado a existir. Leiamos Gn 8:18-22, fazendo um paralelo entre ‘dia e noite’ com ‘vida e morte’, lembrando que na atual forma, a Terra não possui ainda condições preditas pelo próprio Deus para uma eternidade feliz, o aniquilamento da Morte (I Co15:26, II Tm 1:10). Temos nas promessas do próprio Senhor, a firmeza do fim da Morte. 

2.1 A morte de Isaque (Gn 35.27-29) 

            Não é difícil de se crer ou chegar-se perto de uma grande firmeza na suposição, baseada em evidências, que Isaque tenha, manhosamente, feito parecer-se bem mais debilitado que o real. Lembre-se: isto é uma suposição. Os gêmeos foram gerados por Jacó, milagrosamente (Gn 25:20) , aos sessenta anos de idade. Vemos que ele orou vinte anos por isto. Esaú casou com quarenta anos (Gn 26:34); podemos atribuir a Jacó cinqüenta anos de idade, quando fugiu. Isaque beirava os 100 -110 anos. Em Gn 35:28 sabemos que tinha cento e oitenta anos ao morrer: viveu mais de sessenta após sua “caída pra morte” (Gn 27:2). Se Jacó contasse seus quarenta e poucos ao fugir, sobem para quase oitenta anos “extras” a Isaque. De fato, só Deus sabe de nossos dias. Apenas podemos ampliar ou abreviá-los (Ex 20:12, Dt 4:26 e 40, 32:47, Jó 24:22, Pv 28:16, Ec 7:15). 

2.2. O nascimento de Benjamim (Gn 35.16-21) 

            A vida foi dada ao bebê com a morte da mãe, dando-o à Luz. Esta sentindo sua partida, o chama de “filho da minha dor”(dores na alma), mas Jacó o chama “filho da Destra”. È notável o comentário editado por Rusell P. Shedd na Bíblia Vida Nova: “Ambos estes nomes se aplicam de modo maravilhoso à pessoa do Senhor Jesus Cristo como Filho de Deus. O nascimento de Benjamim é uma resposta à oração de 30:24...” Apesar da perda de seu velho pai e de sua caríssima esposa, recebeu este último presente.


3. O FAVORITISMO DE JACÓ POR JOSÉ (GN 37.1-36) 

O mesmo tipo de favoritismo que Jacó vira sua mãe ter por ele e Isaque ter por Esaú, ele estava tendo por José. Como já foi dito em outra lição o favoritismo dos pais sempre cria males no meio da família. Quando José foi levado para o Egito, o favoritismo de Jacó fora transferido para Benjamim. Ambos foram favorecidos por Jacó por serem filhos de Raquel a quem ele amava. 

            Muitas das atitudes vistas em Jacó, são reflexo de sua tradição familiar: o lar é a maior das escolas. Há facetas de nosso pensar, agir, falar e até nosso jeito de encarar o Mundo e o próprio Cristo, que são da forma que deixamos estar (sempre é possível mudar...) devido ao grande aprendizado durante nossa formação. Isaque em sua velhice, demostrou atitudes de quem teria sido muito mimado na infância (foi eleito favorito de Abraão, e Ismael foi esquecido), passando este ensino aos gêmeos (elegeu Esaú. Sua esposa elegeu Jacó). Agora, Jacó lança mão destas tradições e elege José, até que foi levado (cria que morreu). 

3.1. José filho da esposa amada 

Muitos creem que Deus orientou Israel a ser polígamo. Seu pai, Isaque, foi bem claro: “...toma de lá UMA mulher... (Gn 28:2).” Não restam dúvidas das escolhas pessoais e convenientes de Jacó (era costume, cultura, podia ganhar umas concubinas...). Por isso, então, há tal situação: a esposa preferida. Novamente, entram em cena os favoritismos. José foi o 1º filho de Jacó e Raquel. Não há dúvidas da facilidade deste receber todo o aparato e atenção. Lemos isto na Bíblia? Sem dúvida que lemos. Então, o filho da esposa amada, passa ser o filho amado (o mais)... 

3.2. José, o filho predileto

            As grandes obras de esculturas são baseadas na retirada de material: com Jacó (e com todos nós) não é diferente. Várias coisas lhe foram removidas durante sua lapidação. Um detalhe interessante é que nos parece que a túnica não foi entregue em mãos por seus filhos (“...e enviaram a túnica... ...mandando levá-la a seu pai...” Gn 37:32), como se os mesmos sequer se ausentassem do local de trabalho. Possível incapacidade de olhar nos olhos de Israel? Ou uma aparência de comprometimento com o trabalho (Jacó era o patrão)? O filho querido, possivelmente muito mimado, amargou quatro covas: a do deserto, vendido a mercadores, escravo no Egito e a prisão. Jacó iniciaria o sofrimento de um luto sem fim (ele não sabia que reencontraria José). Vinte anos de amargura na alma! 

Rúben, o primogênito, era diretamente responsável pelo rapaz diante de seu pai. Dolorosamente apresentaram a Jacó uma vestimenta manchada de sangue e uma história mentirosa que praticamente quebrou o coração do velho patriarca. Convenceu-se de que o seu filho favorito estava morto. Aquele que, na sua mocidade, fora o campeão dos enganadores, estava sendo agora cruelmente enganado. Ele gemeu:  Chorando, descerei a meu filho até a sepultura (Sheol). O hebraico  Sheol descreve a habitação  subterrânea dos mortos, correspondendo ao "Hades" grego. Ali, de acordo com a tradição, os espíritos desincorporados continuam  a existir nas regiões das sombras, onde não há saída nem comunicação com Deus ou o homem. É uma meia existência. Jacó sabia que logo também estaria no Sheol, mas não tinha esperanças de ver o fim de seus pungentes sofrimentos até aquela hora.

                                                                                  Comentário Bíblico do AT e NT - D. L. Moody 

3.3. José o filho da velhice 

  “...Os tradutores fizeram um equívoco aqui, por causa do uso da Septuaginta. Apropriadamente trata-se de uma "túnica de extremidades", isto é, uma túnica que quanto ao comprimento atingia até os pés e possuía mangas compridas que passavam das mãos. A túnica costumeira era sem mangas, e descia somente até os joelhos. O presente da túnica era uma marca de distinção, mas o que Jacó tenciona exatamente com tal presente é difícil de dizer. Ele não podia querer dar os plenos direitos de primogênito a José, pois esses ele concedeu a Judá (ver Gn 49.8-12). Alguma explicação pode ser encontrada no fato que José era o primogênito de sua esposa favorita, Raquel.”

                                                                                                 O novo comentário da Bíblia - F. Davidson 

            Filho predileto. Muitos pais erram muito em externar suas predileções. Não seria estranho Jacó agir  assim devido a José ser a imagem viva de Raquel, a tão amada. Este filho possuía grande pureza e sublime espírito,  fazendo-o sobressair-se dos demais, brutos e impuros. Ele foi distinto entre todos (Gn 49:26). A túnica de várias cores possuía longas mangas, que era apropriada a príncipes ou nobres, que não faziam trabalhos pesados nem no campo nem em casa (isso era para os subalternos). Certamente os relatos de seus sonhos causavam grande ira e inveja. Possivelmente contasse em tom de gabação, pois era jovem.


CONCLUSÃO 

Depois que Jacó passou a ser modelado por Deus, através de seus sofrimentos, e reconheceu a sua própria fraqueza, é que, gradativamente, ele foi transformado. Tudo o que Deus fez na intrigante história de Jacó é para se aproximar mais e mais dele. E mostrar ao neto de Abraão que sua história terá um final melhor.


Fontes:  

Bíblia Sagrada ARC/ARA
Comentário Bíblico do AT e NT - F. B. Meyer - Ed. Betânia
Comentário Bíblico do AT e NT - D. L. Moody
Diccionario Bíblico Moody – Espanhol
Dicionário da Bíblia de Easton
Ítalo Fernando Brevi - Dicionário Bíblico
Bíblia de Estudos Aplicação Pessoal
Um Guia de Estudo para o Livro de Gênesis  - Ron Crisp
Dicionário Bíblico Universal - Rev. A. R. Buckland - Ed. Vida
Comentário Adventista de Gênesis - Espanhol
O Novo Comentário da Bíblia - F. Davidson
Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa - Atual Editora
El libro del Génesis - Gerhard Von Rad - Ediciones Sígueme - Salamanca - Espanha - 1982
Revista: Jacó – Editora Betel - 1º Trimestre 2012 (professores) – Lição 10

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