segunda-feira, 26 de março de 2012

EBD Editora Betel - Chaves para a leitura do Apocalipse

Assembleia de Deus de Madureira - CONAMAD
EBD Editora Betel “Chaves para a leitura do Apocalipse”

Alerta: aos que já leram este post antes de 30/03: foram acrescentadas preciosas, muitas e variadas notas em todo o estudo. Alertamos aos amigos a lerem novamente  ;) . O D.A. sempre irá procurar mais!  Valham-nos o empenho, amados mestres...

R.S.Costa

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Texto Áureo

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João seu servo”. Ap 1.1

Lhe deu – a revelação não fora feita em publico, mas confiada a João, o Apóstolo do Amor. Possivelmente por ser o único a não abandonar ao Senhor na Crucificação, tenha recebido tal incumbência. Tenhamos em mente que para estar apto a tais grandiosidades, ele tenha ido para um exílio, onde ficara a sós com seu amado mestre, livre das perturbações e cuidados humanos.

Verdade Aplicada

O Apocalipse é um livro aberto, cheio de símbolos, profecias, juízos e condenações, mas relevante, majestoso e apoteótico.

Não vemos o Apocalipse como aberto, no sentido de simples nem de fácil entendimento ou explícito. O sentido de aberto é, apenas, que não fosse ocultado nem dificultado o acesso a tais profecias, por parte do portador, João na época; hoje, todos os cristãos (Ap 22:10).

Objetivos da Lição

►  Introduzir de modo proveitoso e prazeroso o estudo do Apocalipse.
►  Oferecer informação à identi­ficação correta de personagens e fatos do Apocalipse.
►  Corrigir possíveis erros de interpretação.

Textos de Referência

Ap 1.3        Bem-aventurado aque­le que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
Ap 1.12      E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;
Ap 1.13      E, no meio dos sete castiçais, um semelhante ao Filho do Homem, vestido até os pés de uma veste comprida e cingido pelo peito com um cinto de ouro.
Ap 1.14      E a sua cabeça e ca­belos eram brancos como lã branca, como a neve, e os olhos, como chama de fogo;
Ap 1.15      E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a sua voz, como a voz de muitas águas.
Ap 1.16      E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.

Leituras complementares

Segunda  Ap 2:1-1
Terça      Ap 2:8-11
Quarta    Ap 2:12-17
Quinta    Ap 2:18-29
Sexta       Ap 3:1-6
Sábado    Ap 3:7-22


1.  Categoria, conteúdo e destino

            Acrescentando ferramentas às já expostas na revista (que falam especificamente sobre  o próprio Apocalipse), consideremos os irmãos do site Solascriptura:

Algumas chaves de aplicação geral 

Algumas chaves para o entendimento das Escrituras: 

·    Ser salvo 1Cor 2:14;
·    Ler (estudar, conferir) a Bíblia diariamente Atos 17:11;
·    Interpretar a Bíblia Sistematicamente com a direção do Espírito Santo (em harmonia com o contexto e com passagens correlatas)  2Pe 1:20;
·    Saber dividir as Escrituras (que dispensação é referida? isto foi dirigido a quem? foi dito por quem? etc.) 2Tim 2:15;
·    Comparar Escritura com Escritura 1Cor 2:13;
·    Aplicar (pôr em prática); e pregar tudo que aprendemos na Palavra de Deus Atos 8:35.

                                                                        Hélio de Menezes Silva (com algumas variantes)

Apocalipse e o título alternativo Revelação vêm das palavras grega e latina que significam "desvendar". O nome Apocalipse foi dado a toda uma classe da literatura judaica que surgiu principalmente entre os anos 200 a.C. e 100 d.C, conhecida por "literatura apocalíptica". É comumente aceito que a Bíblia contém exemplos desse tipo de literatura, especialmente os livros de Daniel e o Apocalipse de João.
Uma comparação entre o Apocalipse de João e outros escritos não-bíblicos deste tipo, de fato, mostra muitas afinidades entre Si. Verdades que não podem ser descobertas por investigação normal (por exemplo o futuro, ou coisas do reino espiritual) são reveladas geralmente através da mediação de anjos, em meio a cores vividas, tais como estrelas e montanhas, monstros e demônios, e esquemas complexos de números.

                                                                           A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock - ABU - 2003

            Apenas para acrescentar conhecimento, as definições dadas não são homogêneas, conforme ensina David Chilton:

“...Há, de fato, muitas diferenças entre os escritos “apocalípticos” e o livro de Apocalipse.
Os “apocalipsistas” expressavam-se em símbolos inexplicáveis e ininteligíveis, e geralmente não tinham nenhuma intenção de fazerem-se realmente entendidos. Seus escritos são abundantemente pessimistas: nenhum progresso real é possível, nem haverá qualquer vitória para Deus e o seu povo na História. Não podemos nem mesmo ver Deus agindo na História. Tudo que sabemos é que o Mundo ficará cada vez pior.”

                                                                                        A Natureza do Apocalipse: Apocalíptica?

1.1.    Literatura apocalíptica

Escatologia significa Estudo dos eventos que estão para acontecer, segundo a Bíblia. O termo Escatologia, deriva-se do grego eschatos, "último" e logia, "tratado"; "Doutrina das Últimas Coisas" e, portanto, tem como escopo o estudo das profecias concernentes ao fim desta era e a volta de Cristo.

O livro em questão serve de rumo aos cristãos: “...para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer...” (Ap 1:1), sendo “bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas...” (Ap 1:3). Sendo indispensável uma detalhada análise histórica dos fatos que envolvam nações, reinos e domínios.

1.2.    Conteúdo do Apocalipse

Como explicamos acima, junto à Verdade Aplicada, não vemos este livro com tal abertura dita e repetida na revista e explicamos nossos motivos, queridos amigos professores e leitores. Seu conteúdo é forte, dramático, apavorante (inegável isto), iluminador da visão e, sobretudo, transbordante da majestade do Senhor, tanto de sua glória presente e iminente (Milênio) quanto da Eterna. Pouco ouvimos, mas há coisas muito amorosas e poéticas nele:

Deus vê nossas lágrimas — 7:17; 21:4
orações fazem verdadeiras revoluções no mundo - 8:3-4
Sua morte é preciosa aos olhos de Deus -14:13
Vitória assegurada - 15:2
Sangue que será vingado - 6:9; 8:3
Seu Cristo governará tudo em nosso favor - 5:7-8
Breve Cristo voltará  - 22:17

1.3.    Destinado à Igreja

A “igreja” em foco, eram crentes suportando martírios nos dias de João. Perseguições históricas vivenciadas por eles, personificadas em ditadores: 1) Nero (64 d.C); 2) Domiciano (95 d.C); 3) Trajano (112 d.C); 4) Marco Aurélio (117 d.C); 5) Sétimo Severo (fim do segundo século); 6) Décio (250 d.C); 7) Diocleciano (303 d.C). Paralelamente, fora também endereçado às posteridades, passando fé, ânimo e alerta a todos os crentes durante esta inteira dispensação, que vai da primeira à segunda vinda de Cristo


2 Fundamento, propósito e tema

            Na continuidade das análises e estudos sistemático-doutrinários e escatológicos do Apocalipse, necessitamos saber sobre suas bases literárias e proféticas, a finalidade (propósito) e o seu tema central.

2.1.    Bases literárias e proféticas

Tecemos alguns apontamentos sobre suas bases no ítem 1, mas não esqueçamos que a maior base, continua sendo toda a profecia do AT nos guiando rumo ao Messias e nos falando sobre tudo (necessário) dele mesmo para nós. Vemos nele como que uma grande conclusão para que sempre lembrássemos das grandiosas promessas redentoras de Deus. Ele também nos fala delineando e trazendo à Luz a jornada da Igreja e suas atividades antes e depois do Arrebatamento, relacionadas à Salvação e Evangelização.

2.2.    Propósito do livro

Conforme diz Hernandes D. Lopes, seu propósito central é dar conforto à igreja militante em meio ao conflito contra as forças malígnas. Tanto é fato que a leitura e estudo das Escrituras são indispensáveis (Sl 94:12, 112:1 e 2, Lc 11:28), como também a leitura da “Conclusão Escatológica”, o Apocalipse (Ap 1:3). Nossos mestres, pastores, líderes, fundadores e piedosos estudantes e amantes NUNCA devem deixar de pregar nas Igrejas, guetos, valados e encontros sobre tais mensagens. Mostremos a Glória, o gozo, a alegria do porvir, para os salvos e que há uma saída. Mas mostremos também que há outro caminho, do qual deve-se fugir mesmo que agarrado pelos anjos, como aconteceu com Ló (Gn 19:17).

2.3.    O tema principal

Muito se mercantiliza sobre vitórias aqui na Terra, sobretudo físicas e econômicas. Temos o dever de estudar a fundo para podermos falar firmemente aos povos sobre a vitória final da Igreja e do seu Senhor, Cristo. Há centenas de previsões e ensinos quanto ao “Fim do Mundo”. Nós, povo de Deus, devemos ministrar sobre o motivo de um possível fim de todas as coisas, que isto é apavorante, terrível, extremamente horrível para os infiéis, mas que não é desesperador: há Salvação! O Diabo e seus aliados (inclusive os ímpios) estão destinados ao Fogo Eterno, ainda que nem acreditem ou que não queiram. Tudo será eliminado, inclusive os sistemas deste mundo, suas paixões e tristezas (Gl 5:24, I Tes 4:5, I Pe 4:2, II Pe 1:4, I Jo 2:16 e 17), chegando mesmo a eliminar as lágrimas (Ap 7:17, 21:4). Como diz certa canção “...a vitória é do povo de Deus...”


3 Métodos de interpretação

            Não podemos negar que existam as mais inimagináveis doutrinas e aberrações baseadas no Juízo Final ou, especificamente, só com uso do Apocalipse. É  possível, mas não sadio, a visão, estudos e interpretações exclusivamente futuristas dele, contudo, não é a forma correta nem é a única. Na caminhada dos exegetas e pais da Igreja, começou-se com o Preterismo: breve Deus abalaria os reinos maléficos e ele mesmo governaria, destruindo todo o mal antes. Na fase seguinte, usou-se o Histórico e mais à frente o Futurista.
Vejamos em detalhes cada um deles, suas particularidades e aplicações:

3.1.  Método preterista

            Algumas igrejas creem que tudo já se cumpriu. As narrativas constantes no livro seriam apenas as histórias de alguns eventos durante perseguições e que seria apenas como animador à Igreja. Alegava que Roma (a antiga) seria destruída e que Cristo voltaria logo (naqueles dias). Seguindo tal ensino, tudo teria sido um erro. O Império caiu, mas Cristo não voltou. Nesta visão, apela-se para o Idealismo, tirando o crédito de acontecimentos nos tempos modernos, ensinando que tenha sido utilizada Mitologia Pagã.

3.2.   Método histórico

Aqui, a quebra dos selos é Roma ao cair, os gafanhotos teriam sido invasões muçulmanas, a Besta seria todo o Papado e etc. A discordância entre os ensinadores deste método, o descredenciam pelas dúvidas. Ao se cumprirem estes fatos acima, não deveriam ficar questões quanto aos prévios significados. Afirmam também que por Cristo estar à mão direita do Pai, isto já seria o Milênio. Logo, ele não regeria as nações com Vara de Ferro. Ao cristianizarmos todo o Mundo, ele voltaria. Outros dizem não haver Milênio literal (amilenismo).

3.3. Método futurista

Mais uma vez, aplaudimos a Editora Betel, referente a este item: Pouco podemos acrescentar ao mesmo. PARABÉNS!
Aqui há um possível início dos cumprimentos durante a pressão de Roma sobre a Igreja, falando o livro diretamente para aquele período. Também assegurando que o maior volume seria num futuro angustioso (Sl 25:22, Mt 24:6, Mc 13:8, Lc 21:11). Não nos esqueçamos que o Anticristo ainda não se manifestou (II Ts 2:3)

* Método Idealista ( EXTRAS D.A. )

O ponto de vista idealista despe a linguagem simbólica de qual­quer valor como predição de acontecimentos futuros, pois reduz a profecia a um quadro simbólico sobre o conflito contínuo entre o bem e o mal, entre a Igreja e o paganismo, com o triunfo even­tual do cristianismo. Essa interpretação encerra certo âmago de verdade, porém, origina-se principalmente da pressuposição de que é impossível a profecia genuinamente preditiva, bem como do embaraço ante a extravagância da linguagem apocalíptica.
                                                                                                              Panorama do Novo Testamento - Robert H. Gundry

         Tal método descarta a questão futurista (e de alerta) latente em toda a Bíblia e ,inegavelmente, no Apocalipse. Ele apregoa e usa o fundamento de que os simbolismos, as alegorias e enigmas, seriam puramente expressões filosóficas sobre todos os antagonismos, e que a Igreja triunfaria no fim. Faz, ainda, descrermos em quaisquer profecias, por não existirem sentenças preditivas genuínas.

P.S.: Não deixar de ler alerta no início deste post !


Conclusão

No estudo das demais lições, essas chaves serão usadas. Os tipos e antítipos apontados, os símbolos aplicados e as figuras desvendadas até onde Deus permitir. Todas as vezes que Jesus aparece no decorrer do livro, ele é identificado por uma ou mais das características listadas no capítulo. Assim também sucede a Igreja. Por isso, volte ao primeiro capítulo e a primeira lição sempre que necessário. A compreensão virá na dosagem e no tempo certo.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/RV
Revista de EBD Apocalipse – Editora Betel – 2º trim 2012
A Natureza do Apocalipse : Apocalíptica ? – David Chilton
A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock - ABU - 2003
As Interpretações do Apocalipse - C. Marvin Pate
Apocalipse Versiculo por Versiculo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Os Cânticos do Apocalipse - Isaltino Gomes Coelho Filho 
Manual de Escatologia – J. Dwight. Pentecost - Vida
Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes – Hagnos
Panorama do Novo Testamento - Robert H. Gundry – Ed Vida Nova 1998

Em Espanhol:
El Apocalipsis – Um Estúdio Y Comentário Breve- Guillermo Álvarez
Estudio del Libro de Apocalipsis - Pr. Rene X. Pereira - Santa Isabel, Puerto Rico
23 Sermones en Apocalipsis - Ray C. Stedman

4 comentários:

  1. Amei essa postagem,Certamente,será de muita utilidade para melhor compreenção deste livro.
    Obrigado e que Deus continue a abençoá-los com sabedoria que provem do Espirito Santo de Deus.
    A paz do Senhor para todos.

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  2. Querido anônimo, qual seu nome? rs... deixem de medo, senhores!

    Ficamos muito alegres por estarmos sendo úteis aos muitos mestres desta nação e de outras (atualmente damos "suporte" a mais de 15 nações diferentes - vários idiomas). Isso algumas vezes nos assusta, mas nos é honroso estarmos a serviço do Mestre. Continuem divulgando, APARECENDO e usando tanto quanto queiram nossos apontamentos. Queiram ficar à vontade para sugestões, contribuições de todos os tipos e orem por nós.

    Shalom

    R.S.Costa

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  3. olá. boa tarde.
    agradeço tb por nós ajudar, eu sou professor da ebd e eu tenho coisas pra falar q eu tb estudo pra dar aula, mas com as postagem de vc é muito interessante, minha mente abre mais.. agradeço.
    Deus abençoe vcs mais e mais. amém.

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  4. Amém! Deus seja louvado, acima de tudo e de todos. Continuem nos ajudando divulgando, opinando, avaliando, orando e jejuando. Deus abençoe a obra de nossas mãos (nós todos), caro irmão "a".

    R.S.Costa

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