domingo, 11 de março de 2012

EBD Editora Betel - Jacó abençoa os filhos de José


Assembléia de Deus de Madureira - CONAMAD
Lição 12 – 18 de março de 2012 “Jacó abençoa os filhos de José”
Jacó abencoa os filhos de Jose           Jaco abençoa os filhos de José                Jaco abençoa os filhos de Jose


TEXTO ÁUREO

“Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, ainda que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos avisadamente, ainda que Manassés era o primogênito”. Gn 48.14

            Este episódio, passado numa única e rápida leitura, nos indica um velho teimoso e quase cego, trocando as coisas. Numa meditação profunda e comparativa, vemos que ele o fez firmado na direção divina, diretamente ligada à Presciência de Deus. Veremos na história das tribos, Efraim sendo maioral e fazendo sumir a tribo de Manasses!


VERDADE APLICADA

Se vemos a mão de Deus em todas as coisas, devemos deixar nas mãos de Deus todas as coisas.

             Uma proposição do D.A. : sempre veremos a mão de Deus? Nosso homem interior pode embassar nossa visão e/ou tapar nossos sentidos? Talvez aconteça de não reconhecermos sua presença, nem sua ação, e ele, ainda assim estar operando; bem possivelmente, em tal situação, poderemos estar tentando tira-lo do controle, por não o ver... Seguindo a idéia da revista, se o enxergarmos, o deixemos operar!


OBJETIVOS DA LIÇÃO


Mostrar as promessas de Deus fortalece os seus filhos;

“nem todos os homens cumprem a Palavra de Deus, mas ela se cumpre na vida de todos os homens”.

                                                                                              Severino Pedro da Silva

Ensinar a depender de Deus; 

I Sm 22:3 Depender inteiramente de Deus! Isto é buscar a ele antes de decisões e não firmar-se em “decidi e pronto”, sem aguardar nele e lembrar das instruções bíblicas. Dando errado tudo, ainda culpa ao Criador. Lembremo-nos de Provérbios 16:1 : “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da boca.”

Várias pessoas não conseguem ver Deus como Pai, até têm sabem se relacionar com Cristo como Filho de Deus, irmão mais velho, Salvador e Senhor, mas não tratam Deus como Pai. Muitas situações e circunstâncias conduzem (não ‘obrigam’) uma pessoa a não ter uma relação de pai e filho com Deus. Muitos o imaginam um Deus castigador ou alguém inatingível, a quem só se fala com palavras certas, impostando a voz e cerimonialmente e com medo, pois é proibido se achegar a Ele.  

Apresentar os pais abençoando os filhos. 

Gn 1:22 (1ª vez na Bíblia) e 28, 5:2, 9:1, 12:2 e 3, 17:16, 24:60 (entre irmãos), Ef 1:3, Hb 7:7, 11:20 e 21.


GLOSSÁRIO

Inescrutável: Que não se pode escrutar; insondável; impenetrável;
Dramático: Que comove ou emociona, que é grave, terrível;
Obscurecidos: Pouca luz, ou nenhuma.


LEITURAS COMPLEMENTARES

·Segunda feira: 1Rs 2.1-3
·Terça feira: Gn 48.13-15
·Quarta feira: Gn 9.25-27
·Quinta feira: Ef 6.1-4
·Sexta feira: Gn 48.20-22
·Sábado:  2Co 12.14


INTRODUÇÃO 

Os muitos episódios da vida de Jacó revelam que Deus continuava sendo o Senhor da história. Nada fugiu do seu domínio; governos e poderes estavam nas suas mãos. Nesta lição, há provas de que quando Deus intervém na história da humanidade homens e mulheres podem ser abençoados de forma imensurável. 

Tais eventos ainda continuam nos mostrando toda a sua grandiosa majestade. Os poderes temporais estavam em suas mãos durante os acontecimentos da vida de Jacó e AINDA estão (Jo 19:11). Não somente podemos receber as dádivas dos céus, se estivermos esperando confiando em suas promessas, como poderemos ser severamente castigados e punidos por nossa conduta (Dt 11:28, 28:15, Ml 2:2). 


1. JACÓ E A BÊNÇÃO DE DEUS (Gn 48.3-13) 

A Bíblia diz que, algum tempo depois, disseram a José que seu pai estava doente. Então José foi visitá-lo, levando consigo seus dois filhos, Efraim e Manassés. Ao saber que eles estavam chegando, Jacó no seu leito, após um esforço sobre humano conseguiu sentar na cama. Em seguida, disse a José que Deus o Todo-Poderoso havia aparecido a ele na cidade de Luz (Betel), e que o teria abençoado.  

Efraim vocábulo que vem de uma raiz cujo significado é “ser fecundo, fértil”. Junto com Manassés é destacado nas bênçãos de Jacó (Gn 49,22-26) e de Moisés (Dt 33,13-17). Por extensão, Efraim, sobretudo na linguagem poética, engloba todas as tribos do reino do Norte (Jr 7,15). No NT é também o nome de um vilarejo para onde Jesus se retirou antes de sua paixão (Jo 11,54). 

Manassés O primeiro filho de José e de Asenat. Era neto de Jacó, bisneto de Isaque, trineto de Abraão e tetraneto de Terá. Igual a Efraim, seu irmão, foi o ancestral da tribo que originalmente cabia a José, seu pai. Seu nome é o particípio do verbo que significa “esquecer”, ou seja, “esquecido”, pois com o seu nascimento Manassés tanto alegrou a José que esse pôde esquecer o seu triste passado. 

Nota D.A. : Alguns nomes variam conforme a versão/tradução (ARC, ARA, ACF, NVI e etc), não consistindo em erros nem equívocos. 

A referência acima não abarca a notícia dada a José nem, de Igual modo, o esforço de Jacó (no texto diz apenas esforço) . Tais acontecimentos estão relatados nos versos 1 e 2, respectivamente. É bem possível  que a citação da aparição de Deus em Betel, tenha sido como afirmação de que eles continuavam o mesmos, tanto Jacó como Deus (especialmente). Israel estava prestes a partir, logo queria asseverar que os seus nunca esquecessem do contato com o criador, de suas aparições e de suas promessas: tanto as grandemente já cumpridas à época, quanto às vindouras (muitas ainda hoje estão a se cumprir). 

1.1.  Deus, o Todo-Poderoso (Gn 48.3) 

Nos pareceu muito instrutivo os apontamentos de D. L. Moody, apesar de serem referentes aos versos 16 a 18: 

“Quando o velho homem veio a pronunciar uma bênção especial sobre José, referiu-se a Deus com um título triplo: O Deus de nossos pais, o Deus que me sustentou, e o Anjo da libertação. Assim, os aspectos ancestral, pessoal e redentor de Deus foram apresentados. O hebraico  ro'eh (sustentou) dá a idéia de pastorear (cons. Sl. 23:1). O Anjo que me tem livrado de todo mal (v. 16) identifica este com o Anjo de Jeová que confortou Hagar (16:7; 21;17) e que avisou Abraão da iminente destruição de Sodoma  (Gn. 18); em outras palavras, este "Anjo" era o próprio Senhor em Suas manifestações no V.T. Jacó disse que José viria a possuir uma porção (shekem) especial ou um declive montanhoso de valor fora do comum  (mais que a teus irmãos). Isto provavelmente se refere à propriedade que Jacó adquiriu de Hamor, embora Gênesis 34 indique que Jacó repudiou a maneira pela qual ela foi tomada. Provavelmente foi mais tarde «capturada dos amorreus por Jacó (cons. Jo. 4:5). 

O Anjo da Libertação: Jacó possuía em seu ser o sentido da Redenção no porvir em Cristo, o Messias prometido no Éden. De igual modo que houve o livramento de Ló, o “Anjo”do v.16 que salvou a nação que viria de Ismael (salvando-o no deserto) e salvou ao próprio Jacó em suas andanças, fugas e mancadas, haveria de salvar toda a futura nação (ele acabara de ver o Império ser salvo da fome, em José). Verdadeiramente, aquele anjo era o Todo-Poderoso. 

1.2.Jacó abençoa os filhos de José (Gn 48.13) 

“Peculiaridades...
Primeira, foi invertida a ordem estabelecida no Sistema Patriarcal. A destra de Jacó, a que passa a “porção dobrada da herança”, ficou na cabeça do menor, Efraim, e este é nomeado primeiro. Mesmo José reparando o “erro” de seu pai e o informando que Manassés é o primogênito, Jacó não muda seu procedimento. Assim, o que aconteceu no caso de Jacó, se repete com os filhos de José. No desenvolvimento posterior das tribos, Efraim chegou a ser a mais proeminente de modo que o Reino do Norte ou Israel, se chamou histórica e profeticamente Efraim (Is 7:2, Os 6:4). Segunda, as palavras de bênçãos são iguais para ambos os filhos que são considerados uma unidade por sua descendência de José. Terceira, a benção é de caráter nacional e não tanto individual (mais a Israel que ao lar de Efraim ou de Manassés). Deus há de outorgar prosperidade e proeminência a Efraim e Manassés e eles serão o modelo de benção que as outras tribos desejarão ter. E com o tempo, estas duas tribos chegaram a ser muito proeminentes em Israel. Quarta, como parte da benção e reconhecendo a chegada de sua morte, Jacó concede a José o território de Siquém em Canaã como herança. Esta concessão como ato legal confirma que  José foi escolhido como primogênito e portanto obtém uma herança superior a seus irmãos. Aliás, como ato de fé, afirma a realidade de que Deus fará voltar seus descendentes a Canaã.”

(tradução livre D.A. da obra Comentario Biblico Mundo Hispano TOMO 01, com algumas variantes) 

F. B. Meyer nos alerta que possivelmente haveria qualidades e atributos em Efraim que o destacavam. Na Bíblia há várias passagens esperançosas abençoando os filhos mais moços.  

1.3. A segurança de Jacó 

Como visto no tópico anterior, José recebeu a benção de Primogênito! Há de se notar a firmeza do velho Jacó em trocar as mãos e os ritos. Tal troca não era um requinte, mas uma escola. Israel, o Príncipe de Deus, havia aprendido muitas lições. Entres elas, a intimidade com o Pai. Vejamos Ron Crisp: 

Jacó ou Israel
Note que neste capítulo como em outras passagens de Gênesis, os nomes de Jacó e Israel são utilizados. As variações não são um acidente. Jacó é um homem fraco, um usurpador, um verme [Isaías 41:14]. Israel é um príncipe. Quando a fé de Jacó está fortalecida e ativa, nós o vemos sendo chamado de Israel. Isto não nos faz lembrar dos nossos altos e baixos e das duas naturezas do povo de Deus? 

Grande é A Tua Fidelidade - versículos 15-16.
Quando Jacó se lembrou de como Deus o abençoou, ele podia creu que Deus  abençoaria os seus descendentes. Que maravilhoso testemunho Jacó dá enquanto reflete sobre a sua vida. As provações, as decepções e os dezessete anos de lamentação foram relembrados. Enquanto ele pensava a respeito da fidelidade de Deus em tudo isso, o seu coração se elevou em adoração a Deus pelo Seu incrível propósito e providência.  


2. A NOVA ESPIRITUALIDADE DE JACÓ 

Seria muito natural que José colocasse a direita de seu pai o seu filho mais velho, Manassés, para que o abençoasse com a benção maior; e Efraim a sua esquerda para que recebesse a benção menor, pois era o filho mais novo. Mas, conscientemente, e por sua própria vontade, Jacó cruzou os braços para que Efraim fosse abençoado. 

Deus não é limitado às nossas naturalidades e/ou habitualidades nem tradições. Cristo caminhando na Terra contrariou muitas das tradições de então. Era, de fato e de direito, digno dar a benção da Primogenitura ao primogênito. É de fácil crédito imaginar que se fosse um capricho, Jacó falaria “traga-me o mais novo”. Ele apenas fez (muito ciente dos costumes)... 

2.1. A atitude de Jacó 

            É muito proveitosa a observação da revista sobre a firmeza de Jacó. Ao abençoar primeiro o mais novo, ele estava profetizando sobre uma grande promessa (que se cumpriu plenamente) da parte de Deus, ainda que o próprio não houvesse falado isto em suas aparições. Israel, outrora estava como que no lugar de Efraim, porém, tomando o que lhe fora prometido com suas próprias unhas, garras e ações. O moço estava recebendo inocentemente o que estava nos escritos celestes, com a imposição das mãos de seu nobre avô. Acima, foram tecidos alguns detalhes de possíveis características do menino, que chegou a dar nome a todo o Reino do Norte. Toda a natureza velha do patriarca é claramente passada, diante de seus poderosos atos após lutar no Vau de Jaboque.

2.2. Adotando os filhos de José 

            Não foi apenas uma “força de expressão” de Jacó ao sentenciar “...são meus...”(v.5). Verdadeiramente foram adotados e ainda preencheram vaga como tribo na nação (em lugar de Simeão, que junto com Levi massacrou os siquemitas e em lugar de Rúben, o verdadeiro primogênito, que possuiu Bila, uma concubina de Jacó). É bem possível que a grandiosa dignidade de José, ainda que preferido de seu pai, o tenha feito herdar de Deus a primogenitura de Israel. Para apagar as décadas de morte pessoal de sua alma, agora Jacó morria uma alegre morte, após vários anos (dezessete, segundo eruditos) ao lado de José, cumprindo a promessa de Deus (Gn 46:4).  

“...Antes da morte de Jacó, ele adotou os dois filhos de José, Manassés e Efraim, elevando-os à categoria de seus próprios filhos. Portanto, quando a terra prometida foi distribuída às tribos, muitos anos mais tarde, José recebeu dois quinhões  inteiros. Assim Raquel tornou-se a mãe de três tribos no reino de Israel.” 

                                                                                                     Comentário Bíblico Moody AT/NT  

            É indispensável notar que o verso 6 tira de outros filhos futuros de José, qualquer questionamento ou reinvindicações sobre questões de posses ou heranças. Notemos também, as ponderações de Ron Crisp sobre José: 

Talvez a presença de José tenha feito Jacó se lembrar da morte de Raquel. Ela foi o amor da vida de Jacó e a única mulher que ele tinha intenção de se casar. Se o plano de se casar somente com Raquel tivesse dado certo, José teria sido realmente o primogênito. Talvez ela tenha sido mencionada como uma justificativa para dar a José uma porção dobrada. De qualquer forma, a memória dela era ao mesmo tempo um fator de alegria e de tristeza para Jacó. Como todos os santos, ele sabia que um dia iria revê-la.” 

2.3 A cegueira de Jacó 

            Quanto a cegueira física de Jacó, nos fala F. B. Meyer: 

A vida de Jacó havia excedido em muitos anos a duração comum da existência humana, e agora ele devia ser colhido, como o derradeiro fruto da árvore. 

            Alguns mestres bíblicos entendem sobre a cegueira de Jacó, uma afirmação a respeito da substituição tribal, mediante a adoção dos netos. Ao dizer “...quem são estes?...”, não seria uma questão apenas dele não os reconhecer, mas de outorgar uma nova posição: “...estes, não mais serão seus filhos; por passarem a ser meus, serão chefes das tribos...” (grifo D.A.), podendo, ainda, ser parte de exigência legal num ritual de adoção à época (colocar adotivamente netos em igualdade com os filhos é bem conhecido no Antigo Oriente). 

DEUS freqüentemente trabalha de forma inesperada. Quando escolhe pessoas para cumprir seus planos, Ele não vê a aparência, tradição ou posição, e às vezes nos surpreende escolhendo a pessoa menos óbvia, segundo nossa visão humana. DEUS pode usar você para executar os seus planos ainda que você pense não possuir todas as qualificações. 

                                                                                                             Bíblia de Estudos Aplicação Pessoal - CPAD 


3. JACÓ CRUZA AS MÃOS  

Então José tirou os dois do colo do seu pai, ajoelhou-se e encostou o rosto no chão. (Gn 48.12). Um lindo exemplo na Palavra de Deus de um filho que soube honrar o seu pai. De modo natural, José posicionou seus filhos diante de seu pai para que fosse abençoado por ele. José compreende que, apesar de todo o sucesso, que ele havia conseguido, ainda assim a autoridade paterna não podia ser questionada. Quantos hoje que, por conseguirem se destacar com determinado sucesso, já se acham tão importantes que não querem se submeter a autoridades instituídas por Deus. A capacidade ou talento não credenciam ninguém desonrar seu semelhante, ou desrespeitar a quem quer que seja. O exemplo de José nos inspira a ter uma vida de submissão inteligente e não de subserviência. 

            O segundo do Império Egípcio não deixara de ter o tino espiritual e afetivo de honrar o patriarca Jacó: toda a sua glória, sabedoria e poder ele colocou abaixo de seu velho pai ao prostrar-se diante dele. O mesmo Jacó que há dezessete anos chegara ao Egito e esteve diante do monarca para o abençoar. Tenhamos à mente que Faraó era rei, deus e representante das ciências e sabedorias de então. Ao se deparar com o Príncipe de Yehowah/Yahweh, se coloca também, como José, a reverenciar a autoridade de Israel, pois aceitara que este o abençoasse, mesmo sabendo servir este a outro Deus, que não Faraó Rá (vide Gn 47:7, cf Hb 7:7). 

Nota: Achados arqueológicos mostram um faraó de nome Nefer-kheperu-Ra Setep-en-Ra (Encontrado pela Egypt Exploration). Sabe-se que vários deles cultuavam Rá até em seus nomes.  

3.1. Os caminhos de Deus

            Porque eu o tenho conhecido, que ele há de herdar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para obrarem  justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado”.(Gn 18:19) 

            Obrar justiça e juízo. Seguindo um raciocínio em cima de tais sentenças, entende-se facilmente que, não havendo tais ações, Deus estaria desobrigado de cumprir (“...fazer vir...”) o que havia falado sobre Abraão. Seria injustiça isto? Segundo nos é ensinado em Isaías (55:9), nosso raciocínio nunca acompanha os de Deus. Davi se desnorteou diante as promessas excelentes sobre sua descendência (“...quem sou eu... ? ...ainda me falaste da casa de teu servo... para tempos distantes...” II Sm 7:18 e 19). Um homem nomeado pela boca de Deus “homem segundo o meu coração” viu-se diante de atordoantes maravilhas; imagine os que ainda estão longe de tal título! Busquemos mais comunhão sempre! 

3.2. Jacó abençoa os filhos de José 

            As bênçãos entregues por Jacó lhe eram expressivas e muito firmes “...tomei com a minha espada e com o meu arco da mão dos amorreus.”(Gn 48:22) e não algo puramente a aguardar (promessas). Ele não só havia sido um soldado, príncipe ou lutador de Deus. Ele havia de fato lutado as lutas de Deus pessoalmente (com espada). Vemos um homem que alcançou honrarias culturais, até:“...o Deus de Abraão, Isaque e Jacó...” é várias vezes entoado como um carimbo, como um brado. Temos em nossas mãos a posse de bênçãos muito maiores (Hb 11:40). Sem nós (“nós” todos desde o Colegiado Apostólico e os primeiros discípulos), os que esperaram, e morreram, no AT não seriam plenos. Em nós, completou-se coisas maiores (Jo 20:29), apesar de também não o termos visto. Mateus 13:17 e Lucas 10:24 falam sobre o privilégio de ver o Senhor. Nós recebemos por fé várias promessas feitas não só a Jacó, mas em todo o AT/NT. Cristo cumpriu a parte principal. Aleluia! 

3.3. O Amor gratuito de Deus (Gn 48.19,20) 

            Diz uma antiga canção: “...somente Deus, provaria tão puro amor...”Não há nenhuma explicação humana que possa dar conta, aproximar-se e nem convencer o homem natural, da Graça do Pai, em Cristo! Ele primeiro de tudo foi quem nos amou (I Jo 4:19). Nós temos a chance de amar, por termos recebido o amor do Pai. É de fácil compreensão que só podemos falar daquilo que já vimos ou do que já recebemos. Temos gratuitamente o amor de Deus no mais profundo de nosso ser, mesmo os mais incrédulos, não podem negar isto (Rm 1:19, I Tm 3:16, II Tm 1:9-13). Vemos em Jacó, uma pequena parcela dos desígnios amorosos e antiquíssimos do amor de Deus: suas ações, bênçãos, caráter, misericórdia e demonstrações de cuidados, nos colocam numa condição de míseros miseráveis torrões de pó seco, sem esperança e sem saída, pois se fosse úmido, já haveria uma esperança além. Quando criado, houve o sopro de Deus, mas a comunhão foi perdida na queda. Só Cristo traz a chance de vida real. Cristo é o amor manifesto aos homens. Tomemos posse disto!


CONCLUSÃO 

Jacó foi alvo da revelação de Deus e profetizou o futuro dos  seus filhos. No fim de sua vida, pode-se perceber o quanto a jornada dele com Deus formou em Jacó uma pessoa melhor. Que o Senhor  ajude a todos os crentes para que sejam transformados à medida que caminham com o Senhor.

Fontes:  

Bíblia Sagrada ARC/ARA
Comentário Bíblico do AT e NT - F. B. Meyer - Ed. Betânia
Comentário Bíblico Moody AT/NT - D. L. Moody - Editora Batista Regular
Um Guia de Estudo para o Livro de Gênesis  - Ron Crisp
Dicionário de Personagens Bíblicos – Internet - Tradução, introdução e notas: Ivo Storniolo e Euclides Martin Balancin (sem autoria)
Dicionário Bíblico - Ítalo Fernando Brevi
Dicionário ACF (apostila)  - Mauro Graner
Dicionario ARA (apostila)  - Mauro Graner
Dicionário da Bíblia de Easton
Revista: JACÓ – Editora Betel - 1º Trimestre 2012 – Lição 12.

2 comentários:

  1. A paz do Senhor. Amei encontrar este site, pois estou estudando sobre Jacó e buscava um estudo assim com comentários além do que a lição contém. Parabéns e que Deus o abençoe cada vez mais.

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  2. minha amiga e irmã, Sandra:
    é com muita alegria no coração que recebemos sua opinião e suas bençãos. nossa saga começou em finais de 2008... entre compras, doações e coisas mais, contamos com um acervo de mais de 8000 obras. teremos que aprender o Inglês, inclusive. vez ou outra, desembaraçamos umas coisinhas de Espanhol, com muita cautela. continue orando e divulgando nossa teimosia :)

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