segunda-feira, 2 de abril de 2012

EBD Editora Betel - As sete igrejas da Ásia


Assembleia de Deus de Madureira – CONAMAD
Lição 02 – 08 de abril de 2012 “As sete igrejas da Ásia”



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TEXTO ÁUREO

“O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas”. Ap 1.20

            Há passagens bíblicas que não deixam margens para dúvidas nem especulações, como esta acima. Bom seria se a cada 2/3 anos houvessem cursos bem elaborados de Hermenêutica em todas as igrejas, para a membresia geral e a cada batismo, os novos crentes tivessem um específico. Fica a sugestão do D.A. aos dirigentes de igrejas e a todos os responsáveis e pessoas comprometidas com o ensino.


VERDADE APLICADA

Qualquer organização cristã que não corresponder ao perfil das sete igrejas, pelo menos em algumas das suas características, não pode ser considerada Igreja.

            Aos nossos olhos, há de existirem sempre: templos, concílios, ordens, departamentos, equipes, convenções e tantas outras coisas que servem para organizar as instituições-igreja. Mas o costume de darmos demasiada atenção, ou entroncamentos de ações apenas e exclusivamente dependentes destes meios, tudo isto impede em muitíssimo alto grau o alcance da mensagem do Evangelho, propriamente dita. Partindo-se muito para a questão “igreja”, como instituição humana, podemos estar vetando o Céu a muitos...


OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar Ressaltar a importância das cartas para que os crentes individualmente sejam santos.

            O AT/Lei, guiou a humanidade a Cristo, que pregou vivendo na Lei; seus ensinos foram narrados nos Evangelhos, aos fiéis. As cartas, alertam, exortam, corrigem e ensinam. As do apocalipse nos fazem crer que haverá um fim: estejamos aptos AGORA!

Mostrar  Conduzir a Igreja à apropriação tanto das reprimendas quanto das promessas de Jesus.

            “...TUDO que jesus conquistou na Cruz é direito nosso, é nossa herança...”, diz a letra de uma antiga e linda canção. Estamos muito OUVINTES das promessas (principalmente as dos pregadores: bênçãos materiais). Prontos a recebe-las todas. E as correções, broncas e até punições do Pai? Será que ACREDITAMOS que isso exista, ao menos?

Apresentar Ensinar que nossos dias são os dias imediatamente anteriores “às coisas que em breve devem acontecer”.

            Tomemos o cuidado de não nos apegarmos farisaico-fanaticamente a questão de que “breve”, seja “agora”, exclusivamente. Tal excesso, pode nos reprimir de planos, projetos e de descontrações, que a máquina-homem precisa. Doutro extremo, está o desapego a todo e qualquer tipo de prudência, vigilância e anseios pelo Céu. Tal polo nos faria sermos candidatos a frieza, descrenças, indolência e endurecimento. Tudo isto é o caminho da soberba, devassidão e licenciosidades.


GLOSSÁRIO

Listadas: pôr em lista.
Destituído: exonerado, deposto, demitido;
Reluzente: brilhante, resplandecente;


LEITURAS COMPLEMENTARES

·    Segunda feira: Ap 2.1-7
·    Terça feira: Ap 2.8-11
·    Quarta feira: Ap 2.12-17
·    Quinta feira:  Ap 2.18-29
·    Sexta feira: Ap 3.1-6
·    Sábado: Ap 3.7-22


INTRODUÇÃO

            Ao estudar sobre as sete igrejas da Ásia, tenha em mente [que]1 o que foi dito a elas e a respeito delas poderá ser dito de todas e para todas as congregações cristãs de qualquer lugar e tempo. Em vista disso, Jesus as constituiu como um [dos] tipo[s] de igreja[s] que surgiria[m] sobre a Terra. E aos fiéis que congregarem em seu interior, o Senhor já elegeu qual tipo da igreja que reúne os elementos indispensáveis ao Arrebatamento.

1 não consta na revista. Idem todos os conteúdos entre colchetes.

            “Congregarem em seu interior”: entendemos que não é por congregar-se dentro de uma igreja ou instituição, que podemos ou não ser candidatos à Salvação e/ou Arrebatamento e que o “Igreja”, fala-nos do total de fiéis sobre a Terra. Não é possível termos a Mente de Cristo, nos darmos ao estudo da Palavra e acharmos isto! O raciocínio é claro ao se estudar sobre Redenção, Salvação e Arrebatamento: não é o fato de ter nosso nome no rol de membros que nos candidata, mas a consciência de que precisamos clamar a Misericórdia e procuramos viver pia e sinceramente diante do Cordeiro. A Salvação é dada por Graças, não por méritos ou protocolos.
            Quanto aos modelos sugeridos, sim, eles existem. Não como uma aferição métrica, apenas. Servem-nos de modelos mínimos. São ilustrações de fidelidade e constância e também de soberba, carnalidade e desleixo com a Obra.

Pelo menos dez igrejas haviam sido estabelecidas na província da Ásia quando João escreveu o Apocalipse, portanto deve ter havido alguma razão para que ele escolhesse sete delas. Por agora queremos simplesmente apontar o fato de que o número de igrejas às quais João se dirigiu (cujo significado simbólico será considerado mais adiante), bem como a ordem na qual elas são apresentadas (que, ao que tudo indica, parece ser mais uma questão de simetria de estilo do que de geografia) parecem indicar que a mensagem é para a igreja em geral.

                                                                              A Mensagem do apocalipse – Michael wilcock

1 . Considerações preliminares

            Igreja de Cristo. Não é da vontade do Pai a perda de quem quer que seja. As reprimendas dele, são saúde, são bálsamo, pois ele é nosso amigo (Pv 27:6). Em Hebreus 12:13, somos ensinados a nos portarmos bem, não apenas para nós mesmos, mas também para os que nos seguem, para os que nos imitam ou estejam apenas próximos. Ao seguirmos bem e com empenho, deixamos de ser somente seguidores leigos: passamos a ministrar (I Pe 2:2, Hb 5:12 e 13, I Co 3:2, 14:20, Gl 4:3, Ef 4:14).

1.1.  O número sete

“...Tradicionalmente entende-se que significa a completa perfeição, da mesma forma que a expressão "navegar os sete mares" significa navegar por todos os oceanos do mundo. Vários exemplos bíblicos podem ser citados para corroborar este pensamento. Mas uma reflexão mais cuidadosa sobre o número sete na Bíblia pode revelar possibilidades muito mais intrigantes.
...aparece em maior quantidade nos capítulos que descrevem a religião do Antigo Testamento — dias e anos, altares e animais sacrificados, aspersão de água, óleo e sangue aparecem inúmeras vezes em grupos de sete. Nunca o texto diz por quê. simplesmente parece que as atividades que dizem respeito às funções básicas da vida do homem, seu relacionamento com o Criador, são mais bem expressas pelo número sete. O uso do número sete difunde-se, então, das atividades religiosas para as relações sociais. O número sete é também a raiz da palavra hebraica utilizada para fazer um juramento. Desta forma, a confiança mútua entre os homens  está baseada no sentido sacro do número sete Vamos ainda encontrá-lo nas primeiras páginas de Gênesis, onde Deus trabalha seis dias na criação do mundo, e no sétimo descansa. E já é tempo de notar como aqui no Apocalipse, à medida que a poeira da História é tirada do disco, a música da eternidade reverbera clara e límpida, em um ritmo de sete batidas.
...por que as coisas são assim? simplesmente são! A criação, a religião, a sociedade, tudo parece ser contado em setes. Não se trata apenas de crianças na praia olhando para ver se a sétima onda é maior do que as outras; nem de cientistas nos laboratórios, e políticos em estados totalitários intrigados por que a constituição humana tem uma resposta misteriosa às vibrações do ciclo de sete e rebela-se contra um padrão de trabalho e descanso cuja "semana" tenha mais de sete dias. Pode ser que o número sete não represente a inteireza de uma coisa, porém sua essência. Sob o turbilhão de notas pode-se perceber as batidas regulares do ritmo. "É assim que as coisas são". Apesar das sete igrejas da Ásia representarem a igreja em geral, isso ocorre porque representam não a igreja toda, mas a igreja real. E se as sete cartas mostram a igreja como ela é na realidade, então os sete selos mostram o mundo como ele é realmente; mesmo se dá com as sete trombetas e os sete flagelos — a advertência de Deus como é na realidade, e os juízos de Deus como são na realidade.
Se é assim, não se pode questionar o fato de João elaborar, artificialmente, um livro cheio de "setes". Da mesma forma como dramaturgos clássicos britânicos habitualmente escreviam poemas com rimas no final de cada frase; e os franceses, poemas com rimas alternadas, este ritmo centrado no número sete parece ser a cadência natural da voz de Deus. Mesmo nas cenas de Apocalipse não tão claramente subdivididas, pode-se notar que o sentido se torna mais claro se for dividido em sete.

                                                           A Mensagem do apocalipse – Michael wilcock

1.2.  A função das cartas

As cartas às sete igrejas da Ásia chegaram também a nós, não por acaso, mas pelo propósito eterno de Deus, o qual sabia que, em todos os tempos, ocorreriam heresias e pecados, mas haveria também um povo disposto a honrar o nome de Jesus.

                                                                                                          Prof. Anísio Renato

Tais cartas devem ser vistas a partir da essência e do propósito geral daquele livro. João o escreveu por volta do ano 95, durante perseguições pelo Império Romano. Havia tribulação e angústia, mas o Senhor o enviou ao seu povo para consolar, exortar e edificar, afirmando aos filhos de Deus que o mal cessaria, pois Cristo voltaria à terra para concluir o estabelecimento do seu Reino. Elas possuem estruturas semelhantes e alguns detalhes em comum, assim podemos ter uma visão geral das mesmas. À partir questões específicas das locais da época, extraímos lições para a Igreja em todos os tempos e lugares.
Talvez os cristãos daquela época pensassem: será que o Senhor deixou sua igreja de lado? Esqueceu de nós ou não está vendo o nosso sofrimento?Porém, ele anda entre os sete castiçais de ouro, que são as sete igrejas: não está ausente ou longe. Sua presença é fato real entre seu povo. As sete estrelas são os líderes das igrejas, que estão na mão direita de Cristo. Vemos que eles gozam de toda a atenção e cuidado, além de estarem sob os cuidados e o senhorio do Mestre.   

1.3. O significado de anjo

As sugestões de que os anjos são os líderes das igrejas, ou mensageiros delas, ou que representam o seu espírito, no sentido moderno de caráter ou etnia, levantam uma série de dificuldades. Parece que o melhor a fazer é tomar as palavras pelo que elas valem no seu sentido básico. As Escrituras demonstram (e não somente os escritos apocalípticos) que, tanto indivíduos (Mt 18:10; At 12:15), como nações (Dn 10:13; 12:1), podem ter um anjo, um parceiro espiritual no nível celestial. Presumivelmente o mesmo poderia acontecer em relação às igrejas. De qualquer forma o anjo e sua igreja estão intimamente relacionados; a mensagem de Cristo é dirigida a ele ou à igreja indiscriminadamente; e  tanto as estrelas como os candeeiros, embora de formas diferentes, iluminam o mundo.

                                                                                              A Mensagem do apocalipse – Michael wilcock

As sete estrelas na mão direita do Senhor, são interpretadas por Jesus como sendo os “sete anjos (pastores) das sete igrejas” da Ásia Menor. Cf. v. 20. Este sete “mensageiros”, foram homens enviados pelas igrejas da Ásia para saberem do estado do velho Apóstolo, então um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas (sendo na sua volta portadores das “sete cartas”) pode figurar também em nossos dias um ministro de Deus portando uma mensagem especial para uma igreja. A palavra “anjo” é apenas transliteração do grego para o português e significa “mensageiro”. É portanto, o pastor ou pastores que aqui estão em foco.
                                                               Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD

            Como vemos, a interpretação não é unânime entre os mestres. O que é importante e edificante é que sendo celestial ou humano, local ou territorial, são agentes/ministros nas mãos do Sumo Pastor, trabalhando em favor e dentro das igrejas, não os templos, mas nos grupos.


2 . A história das sete cidades da Ásia Menor

            Diz um provérbio antigo: “os liderados são o que o líder é”. Não é difícil se notar que um grupo local possui muito da localidade. Igrejas africanas irão possuir muito da cultura e modos africanos. A forma de pensar do povo oriental é muito diferente da dos americanos, como exemplo. Saber as origens e povoamento de uma região é muito importante para que irá lidar com ensino, discipulado ou lideranças (especialmente trabalhos missionários).

2.1. Éfeso e Laodicéia

Os efésios eram espirituais, entusiasmados e abençoados no princípio. O tempo passou e algo mudou. Aparentemente, tudo estava como antes: as obras continuavam a todo vapor. Esta igreja era muito ativa e trabalhadora. Mas, estava comprometida. Muito trabalho e pouco amor; várias tividades humanas e pouca unção do Espírito.
Veio a palavra do Senhor com o objetivo de avivar a sua igreja. E o que é avivamento? É renovação. É reanimar. É dar vida. Avivamento não é música agitada, palmas, barulho, e gritos. Isso até há em nossos cultos. Mas avivamento legítimo é o resgate de valores espirituais outrora abandonados.
Laodicéia, cidade rica da Ásia Menor. Ficava junto à principal via da província, seu status era próprio para o comércio. A igreja local tinha boa situação financeira, o que virou motivo de orgulho e de uma injustificável satisfação, parecia que prosperidade material era mais importante que condição espiritual. A congregação possuía algum poder econômico, mas era fraca na fé. Ao traçar alvos econômicos, realizava bem. Mas, Deus não se agradava deles. Os bens materiais baniram os espirituais.
A mornidão deles possivelmente ligava-se a finanças. Morno é todo o que está no meio da jornada, vacilante e indefinido. Não larga Cristo, mas não investe sua vida na causa dele. Como quem crê no Espírito Santo, mas não o deixa agir; não abandona Jesus nem se dedica a servi-lo.

2.2. Pérgamo, Tiatira e Sardes

Pérgamo
Grande destaque é dado à espada (2.12,16) e ao uso do verbo “batalhar” (2.16).
Aquelas igrejas estavam em constante combate, não entre si, mas contra Satanás (2.9, 10, 13, 24; 3.9), que se fazia representar de várias formas e com diversas estratégias. Tal realidade não é diferente da nossa. Também somos igrejas do Senhor e estamos na frente de batalha.
Satanás habitava naquele lugar e ali estava o seu trono (2.13). Deus não mandou a igreja sais dali; ele queria fiéis testemunhas naquela cidade. Ali era desconfortável: intensa peguição, mas a igreja não deveria ir embora. Em Ap.2.13 esta igreja foi tentada a negar a fé e a Cristo, mas saiu vitoriosa e manteve sua posição.

Tiatira

Tinha muito crédito diante de Deus. Elogiada por seu trabalho, paciência, fé e amor (2.19). Suas obras eram cada vez mais numerosas. Parecia uma igreja completa, mas havia excesso de tolerância. Talvez tenha se confundido um pouco, chegando a aceitar o inaceitável. “Tenho contra ti que toleras Jezabel...” (2.20).
Ainda hoje, o amor tem sido desculpa para aceitar ou esconder o mal e o pecado. Quantos falsos profetas e falsos mestres são tolerados em nome do amor?
A Jezabel do Apocalipse acrescentava ainda as profecias e o ensino. Isso indicar alguém na igreja de Tiatira que profetizava, ensinava, de aparência agradável e propósitos malignos. É uma pessoa da liderança, parece ter dons espirituais, atuava no ensino (2.20), mas vive na idolatria (2.20), prostituição (2.20) e adultério (2.22). O texto diz que ela seria “colocada sobre uma cama” (2.22). Como não houve (2.22), o castigo se agravou no versículo seguinte, vindo a morte sobre os filhos de Jezabel. O pecado dos pais traz danos terríveis para os filhos, mormente sobre os que nascem das relações sexuais ilícitas.

Sardes

Era uma igreja era viva, ativa e eficiente. Para Deus, era morta (3.1). Vida e morte são os temas centrais da carta (3.1,2,5). O que parecemos diante dos homens? E o que realmente somos diante de Deus e diante dos anjos (3.2,5)? Fôlego de vida. Talvez faltasse isso. Como perceber vida na igreja? Ela está cumprindo sua missão e apresentando resultados pelo Espírito Santo? O evangelho está sendo pregado? Vidas estão sendo salvas? Como estão as reuniões de oração? E os jejuns? Estes são alguns termômetros para verificação da vida espiritual. Como isso acontece? Seguiram o descuido da sã doutrina (IITm.4.3), prática do pecado e morte. “porque o salário do pecado é a morte.” (Rm.6.23a). Sardes estava contaminada pelo pecado, exceto algumas pessoas, conforme se lê em Ap.3.4. Alguns pecados atingem o grupo, podendo levá-lo à morte. O melhor tratamento é a prevenção.
Havia esperança enquanto Cristo não voltasse – 3.3. A carta foi um ultimato. Tal é a situação de muitas igrejas atualmente.
Se igreja tinha “recebido” algo, é porque o Senhor muito lhe havia dado. Ela podia “ouvir”, a palavra de Deus havia sido falada. Restava: lembrar, guardar, arrepender e vigiar. Na Pequena Enciclopédia Bíblica, de Orlando Boyer, diz que a igreja de Sardes se desviou e foi destruída. Infelizmente, aquela história não teve um final feliz. Entretanto, podemos agir de modo diferente, pois o Senhor tem enviado a sua palavra para nos despertar.

2.3. Esmirna e Filadélfia

Esmirna significa mirra. A substância tornou-se símbolo de amargura e sofrimento. Certamente, alguns crentes atuais, se vivessem naquela época, pediriam sua transferência para a congregação de Laodicéia. “Não temas o que hás de padecer”: Além de tudo o que aquela igreja tinha passado, ainda viriam mais tribulações. Contudo, em todas elas havia um propósito divino.
“O Diabo lançará alguns de vós na prisão”: O imperador romano estava perseguindo a igreja, prendendo os cristãos e matando muitos deles. “Para que sejais tentados”: Se Cristo foi tentado, por quê nós não haveríamos de ser? “Tereis uma tribulação de dez dias”.
O propósito da tribulação: na igreja de Esmirna havia uma mistura, conforme percebemos no texto. A tribulação seria a prova.

Filadélfia. A carta à igreja de Filadélfia não traz nenhuma palavra de repreensão, mas de advertência. A igreja estava bem diante de Deus. Mas precisava manter sua posição de fidelidade e vigilância. Tinha pouca força, mas seria vitoriosa sobre os emissários do inimigo (3.9), identificados como “sinagoga de Satanás”.
Filadélfia significa “amor fraternal”: o Senhor Jesus faz uma declaração: “Eu te amo” (3.9). O amor do Senhor por nós nunca deve ser esquecido ou duvidado por causa das tribulações.
Na ocasião, Jerusalém e o templo já tinham sido destruídos. Lembrando disso, vemos com mais propriedade a promessa de bênção no fim da carta, onde são citados um novo templo e uma nova cidade.


3. O retrato de Jesus e a importância da Igreja

            “No meio dos sete castiçais...”. A Noiva tem em seu seio, o noivo. Na cerimônia de casamento judaico, a noiva dá sete voltas em redor do noivo: perfeitamente alusivo aos sete castiçais! Os sete espíritos de Deus  e etc. Seguindo a revista, quando se diz igreja, não é instituição, prédio, denominação, mas o conjunto dos salvos APTOS a subir agora. Temos sido enfáticos e repetitivos neste ponto, mas não toleramos ensinos contrários a isto. Havendo oportunidade, os remidos devem buscar convívios comunitários cristãos. Não podendo diariamente, que o seja semanalmente. A comunhão com o Céu, a Devoção e a busca são individuais. Já o trabalho, a comunhão, os projetos e as ações, são melhores coletivamente, tanto quanto possível.

3.1. A igreja em Éfeso e em Laodicéia

            Desejável (Éfeso): Ainda que esfriada em sua paixão inicial, recebeu a afirmação de ir à Glória ao retomar a caminhada como no início. Comeria da Árvore da Vida. A Bíblia nos afirma que a melhor condição de cair, é estar em pé. Contudo, vigiando, permaneceremos do modo que o Pai nos permitir (I Co 10:12). Como os efésios perderam a força de se opor ao Mal firmes no combate, os Laodicenses passaram a terem mais prazer no Mundo, pela riqueza econômica local. Imaginavam no íntimo, que de nada tinham falta. Se deixassem sua de se gabarem, iriam tomar lugar no trono de Cristo.

3.2. A Igreja em Pérgamo, em Tiatira e em Sardes

            Pérgamo – Estavam de braços dados com tudo o que a Palavra nos ensina a deixar de lado. Iriam herdar a Morte Eterna junto com os ímpios, caso não se arrependessem. Os de Tiatira, estavam mergulhados na devassidão ensinada por uma “Jezabel” moderna, falsa mestra e falsa profetiza. Deixando tais atos, regeriam nações. Os de Sardo eram bem empenhados em ter uma boa-fama de ardorosos, fervorosos e vivos. Porém em seu meio haviam cadáveres, doentes e anemia cristãos. De igual sorte, teriam o nome escrito no Livro de Deus (não estavam, então) e confessados seriam diante dele.

3.3. A Igreja em Esmirna e em Filadélfia

            Mortes, tribulações de perseguições e tristezas, era o viver em Esmirna. Cristo conhecia seu sofrer diante dos falsos judeus blasfemadores (Sinagoga de Satanás) e de tais angústias de sofrimentos. Contudo, não houve repreensões, apenas foram animados a não deixarem a fidelidade, que a Coroa da Vida lhes seria dada. Já aos de Filadélfia, disse: “...eu te amo”, “sei as tuas obras”, “diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar”, “tendo pouca força, guardaste a minha palavra”. O Senhor Jesus conhece os que ficam pacientes na Palavra de Deus! Nesta igreja a Coroa da Vida não seria TIRADA deles, se vigiassem. Glórias a Deus! Aleluia!


CONCLUSÃO

Tudo indica que estamos vivendo os dias imediatamente anteriores ao Arrebatamento. Dias em que predominam as igrejas do tipo ‘Laodicéia’, a igreja que vai subir, é do tipo ‘Filadélfia e Esmirna’. Se uma onda de tribulação nos atingir de repente, poderá muito bem ser o amor disciplinador de Jesus, para produzir crentes fiéis que perseverem até o fim.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/RV
Revista de EBD Apocalipse – Editora Betel – 2º trim 2012
A Natureza do Apocalipse : Apocalíptica ? – David Chilton
A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock - ABU - 2003
Apocalipse Versiculo por Versiculo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Manual de Escatologia – J. Dwight. Pentecost - Vida
Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes – Hagnos

Em Espanhol:
El Apocalipsis – Um Estúdio Y Comentário Breve- Guillermo Álvarez
Estudio del Libro de Apocalipsis - Pr. Rene X. Pereira - Santa Isabel, Puerto Rico

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