segunda-feira, 16 de abril de 2012

EBD Editora Betel - O Dia do Senhor


Assembleia de Deus CONAMAD
EBD – Editora Betel

Lição 04 - O Dia do Senhor 22 de abril DE 2012


NOTA: As aulas no CFT de Coelho Neto-RJ  foram 

adiadas para começarem em junho.


Texto Áureo

“Vigiai, pois, em todo tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem”. Lc 21.36

“Em todo tempo” nos alerta sobre constância, porém, a nossa natureza é de cansaços, fadigas e fraquezas. Cedo iremos nos desarmar, mas o Senhor conhece nosso íntimo. Se tivermos a avidez indicada, ainda que indignos, o Pai nos concederá os livramentos necessários ou a força para suportar o que de ruim, mau ou insuportável nos sobrevier.


Verdade Aplicada

Só quem estiver pronto para o arrebatamento será digno de evitar “todas essas coisas que hão de acontecer”.

Como estar apto? Como não se dispersar em  meio às dificuldades? Em Salmos 119: 9 vemos uma regra para não sair da rota: “Como purificará o mancebo o seu caminho? Observando-o conforme  a tua palavra.” Devemos estar em prontidão (“.. em todo o tempo, orando, ...”), ou não iremos poder olhar na face de nosso Senhor de maneira honrada (“... e estar em pé na presença do Filho do homem.”).


Objetivos da Lição:

Mostrar que o Apocalipse foi dado à igreja para levar os crentes à fidelidade incondicional a  Cristo;

Posses, emprego, saúde, destaque social ou ministerial... O que poderia lhe dar a certeza e a plenitude de forças para ser fiel ao Senhor, de forma determinada e incondicional? Talvez, um grande susto ou prognósticos de situações horrendas. O Apocalipse nos mostra tais situações e temos no AT e na História da Igreja, mostras de que as profecias bíblicas se cumprem.

Ensinar que, embora Satanás seja o príncipe deste mundo, o controle está nas mãos de Deus;

Toda a saga das Escrituras, apontam e afirmam sobre a derrota plena de Satanás. Os males, as tragédias que vemos, ou são respostas ao desenfreamento da Humanidade, ou puramente atos da vontade permissiva de Deus. Ele tem todo controle de tudo!

Ressaltar que a obra da igreja não termina com o arrebatamento muitos poderão ser salvos, sacrificando suas vidas por amor a Deus.

Aqui, só podemos advertir a seja usada a Inteligência: o que há de bom em ser Igreja trabalhando após a subida? Não é de bom juízo supor que ficando aqui, poder-se-á ter uma ‘segunda chance’. E se não houver? Idem para os crentes que ficarem: se não estavam aptos, seria certo uma segunda chance? Corramos e trabalhemos para não ficarmos, independentemente de conclusões, postulados ou conclusões das linhas teológicas!

Glossário:

Símbolo: qualquer coisa usada para representar outra, especialmente objeto material que serve para representar qualquer coisa imaterial.
Abrangido: compreender, encerrar;
Aniquilaria: reduzir a nada, destruir inteiramente.


Leituras Complementares

·      Segunda feira: Ap 6.1,2
·      Terça feira: Ap 6.3,4
·      Quarta feira: Ap 6.5,6
·      Quinta feira: Ap 6.7,8
·      Sexta feira: Ap 6.9,11
·      Sábado: Ap 6.12-14


Introdução

O Apocalipse segue uma sequência lógica de acontecimentos. Nele não há parêntesis nem retrocessos. As revelações nele escritas apontam sempre para eventos bem ordenados e futuros. Portanto, os eventos que anunciam a chegada do “Dia do Senhor” ocorrerão depois do arrebatamento, pois João, sendo tipo da igreja arrebatada, assiste do céu à abertura dos selos e as suas consequências sobre a Terra e seus moradores.


1. Os Juízos na Grande Tribulação (Ap 6.1-8)

Após a abertura dos quatro primeiro selos do livro do Apocalipse (Ap 6.1-8), haverá mortes incalculáveis, pois entram em cena o que o livro da Revelação chama de os cavaleiros do Apocalipse. Os cavaleiros representam o juízo divino sobre os pecados e as rebeliões dos homens. O primeiro cavalo é Branco (Anticristo), o segundo cavalo é vermelho (guerras), o terceiro cavalo é preto (fome) e o quarto e último cavalo é amarelo (morte). Esse capítulo da história é o anúncio do que está para acontecer, e estes cavaleiros são uma antecipação das demais profecias.

Existem muitas divergências entre os comentaristas quanto à representação do cavalo branco e seu cavaleiro, vistos no presente texto. Ele não trazia coroa, recebeu-a depois e saiu como um conquistador determinado a vencer. O vocábulo grego “nikao” visto no presente versículo, significa “obter uma vitória”. Qual? Alguns estudiosos, opinam que, este primeiro cavaleiro é o Anticristo e o ditador universal, implantando no mundo uma falsa paz (cf. 1Ts 5.3); outros acham que o cavaleiro aqui mencionado é o Evangelho em sua conquista final, seqüenciada pela “coroa da vitória”; e ainda outros opinam que seja a mesma pessoa do capítulo 19, sendo aqui, porém, o início da visão.
                                                                     Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro da Silva

            Hernandes Dias Lopes, na obra “Estudos no Livro de Apocalipse”, mostra quatro opiniões diferentes de cinco eruditos, ambas discordes entre si. Aconselhamos fortemente sua consulta e demorada avaliação.


1.1.  O Cavaleiro do Cavalo Branco (Ap 6.2)

Este cavaleiro, provavelmente é o Anticristo, um plagiador de Jesus, com qualidades negativas (obviamente). Será também uma das Bestas do capítulo 13. Tal conclusão pode ser alcançada na apresentação que vemos dele: apenas “um arco” e não flechas. Assim, seria apenas um simulador. Muitos interpretes supoem que a expressão: “...e para vencer”, não pode ser aplicada ao Anticristo, e sim à pessoa de Cristo; mas atentemos que a dita expressão, é com respeito a esse ditador universal (cf. Dn 7.21; 8.10; 11.33 e Ap 13.7). De Cristo está dito: “...que venceu” (5.5); deste porém: “...e para vencer” (6.2). Evidentemente, nas duas visões, não é a mesma pessoa (6 e 19).

1.2.  O Cavaleiro do Cavalo Vermelho (Ap 6.4)

Vejamos alguns tópicos explicativos:

a) Esse cavaleiro do cavalo vermelho representa a perseguição ao povo de Deus ao longo dos séculos - Perseguição pelos judeus, pelos romanos, pela inquisição, perseguição na pré-reforma, perseguição na pós-Reforma (França, Inglaterra).
Perseguição no Nazismo, Fascismo e Comunismo. Perseguições atuais. O maior número de mártires da história aconteceram no século XX. Guerras e rumores de guerras, conflitos e perseguição até à morte. b) A idéia da perseguição religiosa é fortalecida pela abertura do quinto selo - Ali são vistas as almas dos mártires que tombaram pelo testemunho da verdade. c) Esse cavaleiro tinha uma grande espada - Essa espada machaira era o cutelo sacrificador. Aonde chega Cristo, chega também a perseguição aos que são de Cristo (Mt 5:10,11; Lc 21:12; At 4:1, 5:17. d) A paz foi tirada da terra para que os homens se matassem uns aos outros - O Príncipe da paz foi rejeitado. Há perplexidade entre as nações. Esse cavalo vermelho descreve um espírito de guerra. As guerras são fratricidas. As guerras estão aumentando em número e em barbárie (as duas guerras mundiais, as guerras tribais, as guerras étnicas, as guerras religiosas e de interesses econômicos). Quem não quer viver sob a cruz, viverá sob a espada. e) Esse cavalo vermelho é um agente do dragão vermelho, que é assassino desde o princípio (12:3) - A terra está bêbada de sangue e cambaleando pela guerra. Os homens se tornam loucos, feras bestiais. As atrocidades do Nazismo.

1.3. Os Cavaleiros do Cavalo Preto e Amarelo (Ap 6.5-8)

          A balança na mão deste cavaleiro e “...pão por medida...”, nos falam de racionamentos,  da Fome e grande escassez. Dificuldade em conseguir-se comida para viver.

a) Esse cavalo preto representa fome, pobreza, opressão e exploração
b) Essa pobreza é proveniente dos crentes não fazerem concessões
c) A pobreza não atinge a todos

Guerra e Fome andam juntas. Sem paz, não haverá comércio nem negócios livres. Agitações em todo o Globo. Trigo haverá, mas a custo muito alto. Um homem teria que trabalhar um dia inteiro para comprar um litro de trigo. Normalmente 12 litros teria o mesmo preço. Empobrecimento da população. Alimentar famílias com cevada, o cereal que era dado aos animais. O racionamento leva um homem a gastar tudo que ganha para alimentar-se.
Ao rejeitar a marca da besta, não será possível comprar nem vender (13:17). Isso é não se corromper, ao contrário preferir o sofrimento e até a morte à apostasia.
Azeite e vinho: alimentos que descrevem vida regalada não eram danificados. Os ricos sabem e garantem o seu luxo, enquanto a população passa fome. Onde vemos fome, reina também o esbanjamento, o luxo, a desigualdade não muito distante.


2. O Cordeiro abre o quinto selo  (Ap 6.9-11)

          A abertura do quinto selo não causará efeito algum sobre a terra. Mas revela o destino dos convertidos pela pregação do Evangelho em meio aos terríveis acontecimentos deflagrados pela abertura do segundo e do quarto selo. O registro desta visão no Apocalipse faz parte das provisões misericordiosas de Deus, para que, os crentes daqueles dias, lembrando-se do que leram e ouviram a respeito dos mártires, nas “palavras desta profecia”, tenham forças e motivos para permanecerem fiéis até a morte, se for preciso.

      Na abertura do quinto Selo temos o que eu chamaria de primeiro, verdadeiramente difícil problema no livro do Apocalipse... ... cada um recebe uma longa veste branca (v. 11), símbolo dos atos de justiça dos santos (cons. 19:8), de modo que, mesmo antes do fim, estes mártires recebem de algum modo uma antecipação da glória por vir... ... Embora não se diga especificamente em que período de  tempo estes mártires devem ser colocados, o sexto selo certamente fala de tremendas aberrações celestiais que jamais tiveram lugar, mas que acontecerão no fim desta dispensação. Conseqüentemente, eu acho que são os que sofreram o martírio nos dias imediatamente  precedentes à Tribulação. Moorehead pode estar certo ao dizer, "Tanto faz o que as pessoas dizem em oposição a este argumento, na verdade eles foram mortos por ordem destes cavaleiros". O comentário de Torrance aqui é excelente: "Depois das terríveis calamidades que os poderes do mundo desencadearam sobre si mesmos, eles tentam negar o fato de que são a causa de todo o mal e comoção, e por isso voltam-se contra o povo de Deus e descarregam sua raiva contra ele, o bode expiatório.

                                                                                                              Comentário Bíblico Moody AT/NT

             As conclusões acima embasadas, nos dão um quadro de que o ideal, ainda, é batalhar pra estar de pé em todo o tempo, não considerando muito uma “segunda chance” tanto pros crentes infiéis, quanto pra humanidade que tenha ficado no Arrebatamento. Apesar da ausência de efeitos citados na revista, o que é relatado após tal selo é de tal modo terrível, que nos espanta igualmente à calmaria que precede aos furacões. Ou subamos na ‘primeira chamada’(se realmente ouver uma segunda chance), ou subamos na única. Não pensemos em “tirar a teima”!

2.1. Os mártires

          Como estamos insistindo neste trimestre, o mais importante é termos constância e firmeza no viver e servir a Cristo: possa ser que sejamos alcançados por perseguições de morte antes do Arrebatamento, logo, mais  importante que saber se estes mártires padeceram antes, durante ou depois, é nos apercebermos que podemos ser um deles, porque não? Uma vez não existindo martírios antes da Tribulação, não estaremos dentro dela (teremos subido). Mais uma vez diremos, batalhemos pra subir no Arrebatamento. Havendo martírios antes dele, suportemos! Se alguém entrar por não ter subido, será uma total dificuldade e incerteza, ao nosso ver. O que queremos formar nas mentes dos mestres é estar atentos mais ao serviço cristão, Fé e Salvação, que estes pormenores (que em sua maioria são especulativos e conclusões humanas)
         
Os trechos de Fl 2.17 e 2Tm 4.6 vêem os mártires como sacrifícios oferecidos a Deus. Portanto, o martírio à face da terra, como se a vida fosse oferecida a Deus em sacrifício celestial, tem esse significado. Há em o Novo Testamento três expressões aplicadas ao “lugar” que o cristão ao deixar esta vida entra na eternidade: (a) “O Paraíso”. Lc 23.43; (b) “O Seio de Abraão”. Lc 16.22; (c) “Debaixo do Altar”. Dois pontos importantes devem ser anotados aqui: (aa) Os mártires de durante o tempo da “Dispensação da Graça”, serão coroados. Cf. 2Tm 4.8; Ap 2.10; (bb) Os mártires da Grande Tribulação receberão palmas em suas mãos (Ap 7.9).

                                                                              Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro da Silva

2.2. O clamor dos mártires

          Consideramos integralmente os comentários da revista, mas o período de tempo do quinto selo possa ser antes da Tribulação. Não sabemos precisamente quanto tempo haverá entre o quinto e o sexto selo. Sabemos convictos que a vingança ainda não houve, que há clamor por justiça e que os algozes/carrascos ainda estão vivos. Tal clamor não fala de justiça cega pois é citado um julgamento (“...não julgas...”), nem fala de torturas, dificuldades simples ou apenas possíveis mutilações ou apenas atos de perversidades, mas é explícito sobre as mortes (“...o nosso sangue...”).

2.3. A resposta aos mártires e a recompensa deles

          “...repousassem ...um pouco de tempo...” è dito juntamente que há um número de conservos a serem mortos, indicando que ainda haveria além da continuidade da ação do primeiro cavaleiro, uma execução de juízo junto à Graça, numa possível referência a serem salvos como o foram os primeiros mortos. Haveria, ainda, uma ação paralela administrando juízos e Graça entre o primeiro e o sétimo selo; não cessaria tal paralelo.
          Os justos brilharão como o sol (Mt 13.43). Já na era autal, a Bíblia adverte; “Em todo o tempo sejam alvos os teus vestidos...” (Ec 9.8a). Eis a razão de sempre ser necessário lavar nossas vestiduras “no sangue do Cordeiro” (Ap 22.12). Deus “habita na luz inacessível” (1Tm 6.16), nós, seus filhos, temos que ser seus “imitadores” andando na luz (1Co 11.1; Ef 5.1; 1Jo 1.7). Não nos vistamos de “vestiduras estanhas”, ou ficaremos fora do céu (cf. Sf 1.8 e Mt 22.11-13). Mais uma vez, subamos logo ainda que haja outra ‘chamada’.


3. O Cordeiro abre o sexto selo (AP 6.12-17)

          A abertura deste selo iniciará o que chamamos de “a Grande Tribulação propriamente dita”. É o prelúdio do Dia do Senhor (Jl 2.31). Os crentes surgidos desde a abertura do segundo selo até ao sétimo podem ser comparados com a igreja de Esmirna. O que Jesus fala àquela igreja e a respeito dela, encaixa-se perfeitamente a esses crentes (Ap 2.10). Vamos aos resultados da abertura do sexto selo.

Em elaboração...
Pedimos desculpas, paciência, fé e orações, caros amigos.


3.1. Objetivos do rompimento do sexto selo
3.2. A missão do cosmos no sexto selo
3.3. Consequências do sexto selo


Conclusão

          Deus insiste em que os homens se arrependam e se convertam. Mas chegará o momento em que Ele dirá “Estes sempre erram em seu coração e não conhecem os meus caminhos. Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso” (Hb 3.10.11).


Fontes:

Bíblia Sagrada – ARC/ARA/ACF/TB/NVI/NTLH
Revista: Apocalipse (professor) – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 04.
Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro da Silva – CPAD
A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock - ABU - 2003
As Interpretações do Apocalipse - C. Marvin Pate
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Manual de Escatologia – J. Dwight. Pentecost - Vida
Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes – Hagnos
Dicionário da Bíblia de Almeida, 2ª ed. – SBB
Internet

Em Espanhol:

El Apocalipsis – Um Estúdio Y Comentário Breve - Guillermo Álvarez
Estudio del Libro de Apocalipsis - Pr. Rene X. Pereira - Santa Isabel, Puerto Rico

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