segunda-feira, 23 de abril de 2012

EBD Editora Betel - O Sétimo selo e seu conteúdo




                                                    Assembléia de Deus CONAMAD
Lição 05 - O Sétimo selo e seu conteúdo
29 de abril de 2012




Pedimos desculpas  e lamentamos muito não termos concluído (a tempo; iremos fazê-lo) o ítem três da aula passada.
Noutro passo, queremos contar com a ajuda de todos na divulgação de nosso próximo evento dia 30 de junho, no Rio e do CFT em Coelho Neto (também no R. Janeiro). Atendam de coração nossa convocação, doutorandos e visitantes.


Enfim, concluído!


Texto Áureo

“Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convêm ser em santo trato e piedade, aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos ardendo se fundirão”. 2 Pe 3.11.12

            Aqui claramente vemos um alerta de que não haverá um “Paraíso Novo”, numa visão de manejo, replantio, reflorestamentos, junto com mudança de idéias e/ou hábitos. O que haverá, também claramente notado, é que tudo pegará fogo, se desfará: novo Céu e nova Terra feitos por Deus (Ap 21:1). Como devemos ser agora? Aguardando o Dia do Senhor (o Arrebatamento, neste caso) com firmeza, sinceridade, quebrantamento e boas obras.


Verdade Aplicada

Mais bem aventurados são os que leem e os que ouvem, e os que guardam o Apocalipse agora, do que aqueles que deixarem para fazê-lo depois.

            Como sempre insistimos em afirmar, usemos a Mente de Cristo e toda a nossa prudência para a ‘guarda’ do Apocalipse hoje! Há  motivos doutrinários e teológicos de acreditar-se em salvação por martírio durante a Grande Tribulação, mas isso só será confirmado ao se estar dentro dela! Não é algo lógico ficar contando com isto e nem pregando ao se falar sobre o Céu, aos que não servem ao Senhor. Possa gerar um desalento. Além do que, quem morrer sem Cristo hoje, já segue direto pra perdição. O momento é já!(Gn 19:16 e 17).


Objetivos da Lição

Esclarecer que Deus é imparcial no trato com os homens;
           
            Talvez não tenhamos a capacidade de entender ou de abranger com mente e coração, todos os atos e propósitos do Pai. De fato, sabemos e vemos resumidamente suas mãos (Jó 26:4-14).

Ensinar que as nossas orações são respondidas;

            Deus responde ao clamor verdadeiro e firme, mas não é como queremos. Primeiramente, ele coloca a sua própria vontade. Doutra sorte, como ele iria cumprir seus planos, visto pedirmos tantas coisas fora da sua vontade e que poderão nos prejudicar e/ou afastar de seus caminhos. Muitas e muitas vezes, sua resposta é “outra coisa”, “apenas dez, não mil”, “direita, não esquerda”, “pare, em vez de corra ou ande mais”, havendo também um ou outro ‘não’ bem seco e inexplicado (naquele momento).

Mostrar que o processo de redenção da terra será difícil e doloroso.

            Elementos ardendo e se desfazendo, pestes, mortes, guerras, domínio do Anti-Cristo, desamor total dos homens... Verdadeiramente a Redenção da Terra não será nada agradável nem de ver, nem de ouvir nem de sentir. Fujamos para os braços do Pai.


Glossário

Dispensacionalista: é um sistema teológico que interpreta de forma literal as Escrituras;
Parentética: que tem parentesco; análogo, semelhante;
Principado: dignidade de príncipe ou princesa.


Leituras Complementares

·      Segunda feira: Ap 7.10-17
·      Terça feira: Ap 8.7-13
·      Quarta feira: Ap 9.1-6
·      Quinta feira: Ap 9.7-12
·      Sexta feira: Ap 9.13-17
·      Sábado: Ap 9.17-21
                          

Introdução

Quando o Cordeiro abrir o sétimo selo, serão entregues aos sete anjos, as sete últimas trombetas, que contém a última e pior sequência de juízo jamais vista sobre a terra. Elas desencadearão uma série de fenômenos e fatos extraordinários os quais iremos examinar.

            “Serão entregues aos sete anjos”, nos fala de comandos dados aos mesmos. Aqueles tão falados (até mesmo idolatrados) ministros de Deus, não apenas ‘fazem o bem’, mas ministram tudo o que lhes é ordenado! Eles só não evangelizam, por não conhecerem nem o pecado, nem a regeneração.


1. Preparativos para a abertura do último selo

Segundo teólogos pentecostais de linha dispensacionalista, o capítulo sete do livro do Apocalipse, é a primeira passagem parentética do livro. Este parêntese encontra-se entre o sexto e o sétimo selo (Ap 6.12-17; 8.1). O capítulo sete é que registra esta cena parentética, nele se verifica dois grupos de redimidos os judeus, e outro gentio. O primeiro grupo em destaque, acha-se na terra, porém o segundo grupo está no céu.

            “Segundo teólogos pentecostais”, é uma das mais grandiosas afirmações piedosas sobre a Bíblia , principalmente sobre Escatologia: tudo o que entendemos, o termo já diz “entendemos”. Daniel também “entendeu pelos livros”(Dn 9:2), mas ele tinha a direta confirmação e ensino dos seres celestiais (Dn 10:5), que poderiam corrigir seus ‘achismos’ ou entendimentos equivocados... Vemos aqui um grupo no Céu e outro na Terra, ambos salvos. Tal ocorrido é no espaço-tempo entre os selos referidos, fazendo parte da primeiro intervalo (parêntesis).

1.1. O primeiro grupo de redimidos (Ap 7.2-8)

Na passagem de Apocalipse 7.4-8 os judeus selados (diferentes da multidão gentia) são numerados, e as tribos são cuidadosamente separadas. Em números precisos, há 144.000 judeus selados. Estes judeus são salvos no início da Grande Tribulação e são selados a fim de passarem por ela. É o remanescente judaico preservado do martírio. Existe sempre uma pergunta a respeito dos 144.000 por parte dos estudantes da Bíblia: é a Igreja representada? Observando com atenção os textos e contextos em foco, fica terminantemente esclarecido quem são os 144.000. O Espírito de Deus diz que são “...de todas as tribos dos filhos de Israel”. Na verdade a palavra “Israel” nunca é usada para a Igreja, a não ser em Gl 6.16; mas há divergência sobre a exegese deste texto. Passagem também similar pode ser vista em Gl 3.29: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”. ... Não nos deixemos levar por preconceitos contra os judeus, a pensar que os 144.000 não serão israelitas. Lembremos-nos de que todos os profetas eram judeus. Jesus era judeu. O escritor do Apocalipse era judeu. Todos os Apóstolos (com exceção de um?) eram judeus. A própria salvação vem dos judeus (cf. Jo 4.22).

Apocalipse Versículo por Versículo –  Severino Pedro da Silva

Dã foi excluída desta lista. Irineu, quase no fim do segundo século de nossa era, disse de uma antiga tradição muito divulgada entre os judeus e passada pelos rabinos, que imaginava que o Anticristo sairia dessa tribo. Na lista do texto, Levi e José entraram em lugar de Dã, encabeçando as tribos do Senhor no novo governo de Cristo (Ez 48.1). Ficará ao norte de Damasco, ao norte da Síria. Efraim também foi trocado, substituído por José. No desaparecimento dessa tribo durante um tempo de apostasia, disse Oséias: “Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o”. Este pronome final do presente texto é muito significativo (Os 4.17). E segue: “Efraim com os povos se mistura” (Os 7.8): “Efraim, a sua glória como ave voará” (Os 9.11): “Efraim foi ferido, secou-se a sua raiz” (Os 9.16): “Efraim... fez-se culpado em Baal, e morreu” (Os 13.1), etc. Essa tribo voltará a existir (Ez 48.5, 6), durante o Reino Milenial de Cristo.

1.2. O Anticristo e os 144.000 selados de Israel

No texto anterior já se mencionava o selo de Deus, repetido em Ap 14:1. Também é muito interessante que o selo de Deus faz contraste (em confronto)  com a marca da Besta. Ezequiel vira um ser que foi encarregado de assinalar homens piedosos e intercessores (Ez 9:4), como também vira outros de ferirem e matarem todos sem tal marca (Ez 9:5-10).

Todos esses vícios se originam na idolatria pagã, conforme é sugerido no versículo anterior. A “idolatria” será aumentada em sua intensidade até aos “últimos dias” e ao surgir em cena o Anticristo, o homem do pecado, será revivida a “idolatria” da pior modalidade. Por meio do Anticristo, o próprio Satanás será adorado. Os homens com orgulho nos corações, adorarão ainda a Besta e o falso profeta de sua corte (cf. 13.4, 8, 12, 15; 19.20).

Apocalipse Versículo por Versículo –  Severino Pedro da Silva

Durante o reino de Salomão, o número (valor, não o número propriamente, como ‘maldito’), foi símbolo de imposto anual e oferta ao rei. Assim também o será para o Anticristo no tempo da Marca da Besta. Outros símbolos da época de Salomão são hoje copiados pela Maçonaria (que veem alguns sábios e líderes bíblicos como maçons). Muitos acreditam que o Anticristo terá alguma relação ou algum tipo envolvimento com as sociedades secretas. O nome, a marca, e o número do nome da Besta (observe que não é um número puramente), que possa ser referente à Numerologia, estarão espalhados não só por todo o Israel mas também em quase todo o Globo (e espaço, por que não? há várias estações e naves em óribita/viagens). Desta forma, ele enganará a muitos (Mt 24:4). Em parte, os enganos são por apostasias, falta de exame da Palavra, de temor, amor ao Senhor e de Fé (Jr 2:19, 5:6, Ez 37:23, II Ts 2:3,I Tm 4:1, Lc18:8). Enganará muitos judeus e grande parte da população mundial, pequenos ou grandes, ricos ou pobres, livres ou escravos.

1.3. O segundo grupo de redimidos (Ap 7.9-17)

            Uma grande frente de resistência incondicional ao império do Anticristo. Resistiram a tudo, mas seu número era não apenas maior que o grupo já visto: era de tão ordem que ninguém podia contar! Seriam os salvos por meio de martírio, segundo muitos eruditos e que ainda assim fariam (fazem, conforme tal entendimento) parte da primeira ressurreição. Teriam recebido entrada ao Céu sem terem tido como trabalhar na Obra (sem coroas, apenas palmas nas mãos). Tal martírio será devido a não negação à fé em Cristo.


2. O Cordeiro abre o sétimo selo (Ap 8.1-13)

A ruptura do sétimo selo abrirá definitivamente o livro. Na sua abertura serão revelados os juízos das sete trombetas. E, da mesma forma , a sétima a trombeta anunciará os juízos das sete taças (Ap 11.15; 16.1-21). A partir da abertura dele, a justa ira de Deus, em sua plenitude, será derramada sobre a Terra. 

Um livro selado, disse João sobre o que vira. Como dito anteriormente das conclusões sobre o Apocalipse, tudo é bem ordenado e em sequências planejadas e sem volta. Agora vemos um relato simples e claro mostrando algumas das sequências após os Sete Selos (à cada selo aberto, houve uma sequência de grandiosos e detalhados fatos)serem abertos; não há volta sobre a abertura do livro e isto irá nos mostrar as Sete Trombetas e seus juízos. Estas, nos anunciarão as Sete Taças e outros juízos. Após aberto o livro, um prenúncio da plena ira de Deus acontece: um grande silêncio.

2.1. O silêncio no céu e as orações dos santos

Notemos sempre os textos: o que queimava era o incenso. As orações subiam junto com a fumaça. Há um costume pentecostal de falar-se de Deus colhendo lágrimas com uma taça. Cremos que isso possa ser uma distorção deste texto, não exatamente uma heresia ou uma invencionice, possivelmente só falta de exame (o que é muito grave e danoso). Na Revista é dito sobre atividades realizadas durante o silêncio, mas isso não é especificado. Não há afirmação de que nada houve nem que não poderia haver espera (que é uma ação, em si). “Estratégias secretas”, vão de encontro a entendimentos do D.A.: a Bíblia não revela tudo de Deus (Dt 29:29, Pv 26:26, Dn 2:30, 47, Am 3:7, Rm 8:18), mas tudo o que temos que saber (sem poder alegar inocências), o que precisamos saber e o que suportamos (Rm 12:3, 6, II Co 10:13, 15, Ef 4:7, 13, Fp 3:16).

...As orações tornaram-se aceitáveis por terem sido oferecidas com incenso, sobre o altar. Todo o acesso aos céus se dá mediante a avenida do sacrifício. Quer se trate das orações dos fiéis os dos próprios mártires, igualmente, devem ser apresentadas ou oferecidas sobre o altar celeste, a fim de que ali possam ser purificadas da última mácula de egoísmo, tornando-se aceitáveis a Deus. A fumaça ascendente diz respeito às orações, designada a acompanhá-la e a torná-las mais aceitáveis.

Apocalipse Versículo por Versículo –  Severino Pedro da Silva

1. O silêncio no céu pode representar duas verdades - v. 1
a) O céu fica em silêncio para ouvir as orações dos santos – As orações dos santos estão a ponto de serem elevadas para Deus. Quando os santos oram todo o céu faz silêncio para que se possa escutar. As necessidades dos santos significam muito mais para Deus do que todas as músicas do céu. A música celestial silencia para que o clamor dos santos chegue ao trono de Deus. b) O céu fica em silêncio como atitude de suspense e tremor diante do julgamento de Deus ao mundo - Antes desse tempo havia apenas regozijo e música no céu. Houve a celebração da igreja, dos querubins, dos anjos e de todo o universo. Agora toda a música cessa. Os exércitos celestiais, vendo os julgamentos de Deus que desabarão sobre o mundo, ficam em silêncio. É o silêncio da terrível expectativa dos acontecimentos que estão por vir.
2. As orações dos santos que chegam ao céu - v. 3-5
a) As orações dos santos sobem aos céus - v. 4 - Orar não é apenas um exercício meditativo. Nossas orações sobem à presença de Deus. Quando oramos, unimo-nos a Deus no seu governo moral ao mundo. Assim como o juízo de Deus veio ao Egito como resposta ao clamor do povo de Israel (Ex 3:7-8), assim também, em resposta ao clamor dos santos Deus envia o seu juízo aos ímpios (6:9-10; 8:3-5). b) As orações dos santos provocam o justo juízo de Deus sobre os ímpios - v. 5 - O mesmo incensário que leva as orações é o incensário que derrama o juízo. O mesmo fogo que queimou o incenso sobre o altar, causa destruição sobre a face da terra. As orações dos santos desatam a vingança de Deus sobre os ímpios. Os trovões, vozes, relâmpagos e terremoto são sinais da advertência do julgamento de Deus que se aproxima. O mundo que perseguiu e oprimiu a igreja agora está sendo alvo do juízo divino em resposta às orações dos santos. Quem é inimigo do povo de Deus é inimigo de Deus. Quem toca na igreja, toca na menina dos olhos de Deus. O julgamento de Deus cairá sobre o mundo em resposta a oração dos santos. "Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça" (Lc 18:7-8). A igreja que ora faz história. c) As orações dos santos provam que o altar e o trono estão muito próximos - As orações que sobem do altar chegam ao trono. Orar é algo extremamente sério. Quando oramos, estamos nos unindo ao que está assentado no trono. Altar e trono trabalham juntos. Somos cooperadores de Deus na medida em que oramos. Não podemos afastar o altar do trono. d) As orações são de todos os santos e não apenas dos mártires - v. 3 - Isso é uma forte evidência de que o Apocalipse está se preocupando com o destino de toda a igreja na terra em todas as épocas. Os julgamentos de Deus atingem a terra em resposta às orações dos santos.

Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes

2.2. Sete anjos e sete trombetas

            “Atentamente ouvi o movimento da sua voz, e o sonido que sai da sua boca.” (Jó 37:2) A Bíblia diz: “...quem tem ouvidos, ouça...” Podemos e devemos aplicar isso ao movimento dos anjos para tocar as trombetas; não ouvindo-as, significa despoliciamento, desatenção. “Se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha.” (I Co 14:8) Se não mantivermos nossos sentidos espirituais (“...quem tem ouvidos...) treinados e alertas, não subiremos (I Co 15:52). A trombeta de Deus tocará (ele próprio toca) e podemos ficar sem subir arrebatados! Possivelmente ele tocará a última das trombetas (I Ts 4:16). É indispensável lembrarmos que apesar de serem uma sequência que nos levará ao Arrebatamento, o “durante” tais toques trará horríveis ais, gemidos e juízos!

2.3. Ouve-se o soar de quatro trombetas

            Estas trombetas são o anúncio (que acontecerá em seguida) do que se dará, não é apenas um despertamento ou sinal. As quatro iniciais são diretamente ligadas a eventos sobre a Terra, o Mar, rios e até mesmo nos astros! As quatro primeiras trombetas cairão sobre a terra. mar. rios e astros. Toda a estrutura feita por Deus, agora é derrubada (14:7). Os homens, tão seguro e habituado, vivencia o “e houve”. Sua conhecida morada vai sendo desmontada. É a Ira de Deus anunciada. Estes juízos precedem a volta de Cristo. Tomar as profecias em sentido literal, ou tentar desvendar os símbolos em termos de eventos específicos seria seguir pela estrada da fantasia, especulações e do grotesco. Estas indicam, ainda, uma sequência de calamidades que ocorrem muitas vezes durante toda esta dispensação.


3. Trombetas e ais (Ap 8.13-9.1-21)

As três últimas trombetas são precedidas do brado de três “ais” pronunciados por um anjo, como apelo final aos homens, pois elas iniciarão o processo de julgamento e aniquilamento dos seres que não querem ser redimidos e de outros que não estão sujeitos à restauração e à redenção. No primeiro grupo, estão os homens que rejeitaram a graça de Deus. No segundo, anjos que não guardaram o seu principado (Jd v.6).

O profeta Ezequiel, profeta do cativeiro, fala em seu livro de “...lamentações, e suspiros e ais” (cf. Ez 2.10). O primeiro “ai” é a quinta trombeta. O trecho de Ap 9.1-11 ocupa-se com a descrição desse primeiro “ai”. O segundo “ai” é o juízo da sexta trombeta, descrito em Ap 9.13-21 e o terceiro “ai” é o juízo da sétima trombeta, descrita em Ap 11.15-19.

Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes  

As três últimas trombetas são os três “ais” e serão sofrimentos derramados e impostos diretamente nos homens: “E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai, Ai dos que habitam sobre Terra! por causa das outras vozes da trombeta dos três anjos que hão de ainda tocar.”(v. 13)
Vejamos os comentários de  Michael Wilcock sobre os alertas a respeito dos ais:

Certamente os "ais" proclamados pe­los habitantes da terra são do mesmo tipo, e são precipitados pelas mes­mas perversões, como aquelas proclamadas por Cristo contra as ci­dades da Galiléia. "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza... Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque se em Sodoma se tivessem operado os mi­lagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até o dia de hoje. (Mt 11:21 -24). O pecado que traz a destruição é, como sempre, a re­cusa voluntária de responder ao que o humilde olho vê como as obras de Deus.
Os homens sofrem indiretamente à medida que as quatro primei­ras trombetas afetam o meio ambiente. Porque permanecem indepen­dentes, as trombetas restantes irão atingi-los diretamente. Deus está usando, para expor o verdadeiro caráter dos ímpios, o mesmo méto­do que usou no caso de Jó, para expor o verdadeiro caráter do justo (Jó 1:8-12; 2:3-7).

                                                                                              A Mensagem do Apocalipse - ABU

3.1. A estrela que caiu do céu

“...Provavelmente a estrela caindo do céu, à qual foi entregue a chave do poço do abismo, é, como diz Weidner, "um anjo mau, o instrumento da execução do propósito divino com referência ao mundo ímpio" (pág. 114; também Alford e outros). O abismo não é o inferno, mas a habitação atual do diabo e seus anjos, incluindo o Hades, onde estão as almas dos mortos ímpios a espera do último juízo. Tão densa é a fumaça que sobe do abismo que obscurece o sol e o ar (veja 6:12; 8:12).”

                                                                                                              Comentário Bíblico Moody

            Tenhamos em mente que a queda de Satanás aconteceu há muitos e muitos anos. Alguns entendem que no intervalo entre Gênesis 1:1 e 1:2, outros que muito antes da criação do Éden outros que seria imediatamente antes do capítulo 3 de Gênesis, talvez movido pela inveja do amor de Deus pelo homem ou por ter se ufanado ao ver a criação (querendo o lugar de Deus). O que importa é que ele foi precipitado, mas sua derrota final está certa e próxima (Ap 12:13). Este ser tem poder imenso, mas que terminará. Ele age baseado em nossa indolência ou ajuda e, acima de tudo, pela permissão de Deus. É de muito proveito o comentário exclusivo para os professores (os ‘azuis’) sobre este item.

3.2. Gafanhotos do abismo

“...Não é possível que examinemos aqui cada frase descritiva, mas podemos chegar a alguma conclusão sobre o que essas criaturas representam. Eu pessoalmente acho que não poderia ser mais específico do que Milligan, que disse – e certamente todos concordarão com isto – que o juízo se refere a "um grande derramamento de perversidade espiritual que agravará o sofrimento do mundo, fazendo-o perceber como a escravatura de Satanás é amarga, e ensinando-o que mesmo no meio do prazer seria melhor morrer do que viver".

                                                                                                              Comentário Bíblico Moody

“...Desta fumaça sai um exército de gafanhotos, símbolo dos agentes do diabo que fomentam a superstição, a idolatria, o erro e a crueldade. As árvores e a erva, e os crentes verdadeiros, sejam novos ou mais avançados, serão intocáveis. Porém um veneno e infecção secretos da alma devem roubar a muitos outros a pureza e, depois, a paz. Os gafanhotos não tinham poder para ferir os que tinham o selo de Deus. A graça distintiva de todo-poderosa de Deus resguardará seu povo da apostasia total e final. O poder está limitado a uma curta temporada, porém será muito agudo. Em tais acontecimentos os fiéis partilham a calamidade comum, mas estarão a salvo da pestilência do erro. Da Escritura sabemos que tais erros estavam ali provando e examinando aos cristãos (1 Co 11.19). Os primeiros escritores referem-se a isso como a primeira grande hoste de corruptores que se disseminaram pela igreja cristã.”

                                                                                                              Comentário Bíblico de Matthew Henry

            “...escureceu-se o Sol e o Ar...”(v. 2 ) Vemos no texto que não era uma fumaça comum, mas a que vinha do Poço (fumo)! A forma de agir dos demônios é taparem a visão espiritual do homem interior, pois os cegos servem a Deus, os surdos e os de pouco conhecimento. O que eles insistem é em tentar nos distrair com as mais variadas formas de lazer, passeios excessivos, filmes, músicas e louvores profanos (sic) e ensinamentos distorcidos. Quanto mais cegos por essa fumaça, mais aptos a sairmos da presença do Pai, do caminho do Céu e de suas glórias.

3.3. Um exército extraordinário

            É muito rico o contraste entre este exército (em número) e o do c. 5 v. 11. João podia ser métricamente preciso pois ouvira (consta textualmente): “...e ouvi o número deles”, duzentos milhões! No capítulo citado (5), era um exército misto, assombroso e cumpridores de funções diretamente determinadas pelo Pai: o louvor no Céu. Parece-nos que João não viu exatamente os componentes, pois “ouvi a voz de muitos (milhões de milhões e milhares de milhares)”, é seguido de outro “ouvi” no verso 13, em ambos os relatos nada é dito do aspecto deles. Já o exército do capítulo 9, é horrendo por ter sido visto de fato seu aspecto, mas assistir diante do trono de Deus com louvores é uma das coisas mais terríveis imagináveis (Dt 7:21, 10:17, Jz 13:6, Jl 2:11).
            Segundo o comentarista da revista, será uma retomada de posse. Concordam em parte os comentaristas do Comentário Moody (Charles F. Pfeiffer, Velho Testamento; Everett F. Harrison, Novo Testamento) também Adolf Pohl e também William Barclay. Salientemos que terras aqui, é alusivo à nação de Israel não ultrapassar tal limite (rio), sempre transposto pelos seus adversários em batalhas (Gn 15:18, Dt 1:7, 11:24, II Sm 8:3, II Rs 23:29, II Cr 9:26, Jr 2:18).

“...Uma área geográfica conhecida nesta terra, ao rio Eufrates (v. 14), que aqui provavelmente deve ser entendido literalmente. Quatro anjos presos em algum lugar ao longo deste rio são agora soltos, para que matassem a terça parte dos homens (v. 15). Esta terrível destruição será realizada através de exércitos de cavalaria. Certamente chegamos aqui aos dias do começo do Anticristo. Todd disse, e Weidner e outros concordam, que "devemos provavelmente encarar esta região como o cenário deste grande juízo, o que está em exata conformidade com as inferências às quais somos levados pelas profecias de Daniel, onde estes países na região do Eufrates, uma vez palco de poderosos impérios, estão destinados a se tornarem o cenário da última grande luta entre os príncipes do mundo e o povo de Deus".
O resultado de tudo isto não será uma volta a Deus, ou arrependimento, mas uma insistência teimosa nos pecados que provocaram este juízo, a adoração de demônios, idolatria, homicídio, feitiçarias, fornicação, e roubos. Na verdade, não posso descobrir nenhuma evidência no Apocalipse de que haverá um grande retorno a Deus, durante este período, enquanto estes terríveis juízos sobrevierem aos homens.”

                                                                                                              Comentário Bíblico Moody

“...No AT o ―grande rio Eufrates é expressão corrente para a fronteira originária do povo de Deus, e ao mesmo tempo para o rio por sobre o qual os inimigos de Deus costumavam realizar as invasões. Já no próprio AT a afirmação meramente geográfica é enriquecida. O Eufrates torna-se materialização de uma barreira, atrás da qual se represam tragédia e juízo, barrados por Deus ou liberados por ele com ira – uma imagem paralela aos demônios retidos no abismo (Ap 9.2).”

                                                                                                              Adolf Pohl (Comentário Esperança)


Conclusão

Pelo estudo desta lição, Deus redimirá tudo o que for passivo de redenção. Purificará todas as coisas contaminadas para que possam ser restauradas. Os demais seres, aqueles que não forem contemplados neste processo, sofrerão juízos, aguardarão julgamento, e serão condenados. A sétima trombeta exporá o caráter deles e salientará a justiça de Deus. Você poderá conferir isso e muito mais, estudando a próxima lição e participando da classe no próximo domingo.


Fontes:

Bíblia Sagrada  ARC/ARA/ACF/TB/NVI/NTLH/RV
Revista: Apocalipse (professor) – Editora Betel - 2ºTrimestre 2012 – Lição 05
Apocalipse Versículo por Versículo –  Severino Pedro da Silva
www.programamomentoscomjesus.com
As Interpretações do Apocalipse - C. Marvin Pate – Ed. Vida
A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock –ABU
Sinais da próxima vinda de Cristo - Gordon Lindsay
Jerusalém - Um Cálice de Tontear - Dave Hunt – Actual Edições
Manual-de-Escatologia – J. Dwight Pentecost – Ed. Vida
Comentário Bíblico Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Esperança –  Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular

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