segunda-feira, 14 de maio de 2012

EBD Editora Betel - A Proteção, a Misericórdia e os Juízos Divinos

30 de junho Criacionismo/SBB


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 08 - A Proteção, a Misericórdia e os Juízos Divinos
20 de maio de 2012


Texto Áureo

“Temei a Deus e dai-lhe glória, porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. Ap 14.7

Vemos aqui a afirmação de que é extremamente sadio para ter-se um futuro feliz, o temos ao Senhor. Não um senhor qualquer, mas aquele que tudo criou e que ele cumprirá o que disse ( faria novos céus e nova Terra através do ardor do fogo, para que eles passassem): demos-lhe louvores!

Verdade Aplicada

Hoje, mais do que em todas as gerações passadas, precisamos pregar o Evangelho.


Objetivos Da Lição

Ensinar que aquele que tiver a marca do caráter de Cristo herdará o novo céu e a nova terra;

“Havendo pois de perecer todas estas coisas, que pessoas nos convém ser ...” (II Pe 3:11)?Se tudo há de perecer, precisamos de um refúgio antes disto (Hb 4:9) e termos a marca de Cristo em nosso ser.

Exibir a perfeita unidade entre o Apocalipse e as profecias do Antigo Testamento;

O Apocalipse não surgiu como uma coisa inédita na vida e ministério nem de João nem de Cristo! È um escrito interligador de tudo que fora dito de juízos, condenações, destruições e livramentos prometidos por Deus, via profecias. A maior parte isto é visto no AT. Tudo é relacionado entre si, nada podendo sobrar nem faltar, nem diferir nem desfazer.

Estimular a igreja a¹ pregação ousada dos juízos contidos no Evangelho Eterno.

Todos aqueles que verdadeiramente foram transformados, salvos, libertos e tiveram encontro pessoal com o Senhor, deveriam por si mesmos (e diárias meditações na Bíblia) se darem a divulgação do Evangelho.

*errata na revista: Estimular a igreja à pregação.


Glossário

Tendência: propensão, inclinação e disposição;
Distinção: diferença, ou efeito de distinguir; e
Impenitentes: obstinado no erro, ou no crime.


Leituras Complementares

·      Segunda feira: Mt 7.13-14
·      Terça feira:  Hb 4.1-3
·      Quarta feira: Mq 4.1-3
·      Quinta feira:  Am 9 11-12
·      Sexta feira:  Ef 4.11-13
·      Sábado: Jr 5.02


Introdução

Em Apocalipse 14.1-13, Jesus mostra o destino dos selados e o ministério deles. Informa que eles são primícias para Deus e para o Cordeiro. Encoraja os judeus a permanecerem firmes no propósito de seguir a Cristo, pois os que receberem o selo de proteção sofrerão angústias indizíveis, mas sobreviverão a elas e seguirão o Cordeiro para onde quer que Ele vá. Informa, também, que não executará os últimos juízos antes que o Evangelho Eterno seja pregado a todos os habitantes da Terra para adverti-los quanto ao fim dos que seguirem a Besta e aceitarem sua proteção.

Em Salmos 118:22 lemos a profecia da rejeição do Filho de Deus, citada verbalmente por ele próprio (Mt 21:42, Mc 12:10, Lc 20:17). Aqui, lemos mais uma profecia, desta sorte lembrando ao mesmo povo (os judeus) que aquela rejeição lhes traria o peso de serem perseguidos, angustiados (vemos isto várias vezes na história mundial) por terem se voltado a serem seguidores do Cordeiro, próximo da restauração de tudo, verdadeiramente pra onde ele for!


1. Considerações Preliminares

A tendência geral entre os intérpretes é evitar explicar a preferência de Deus a Israel e por Sião, atribuindo significado simbólico a Apocalipse 14.1, porém isso não é necessário, pois os pensamentos de Deus são superiores aos nossos (Is 55.8,9; Jr 29.11). Portanto, podemos confiar que Deus, por razões próprias de Sua soberania e conhecimento ilimitado, elegeu a Israel para seu povo na Terra e a Sião para sede de Seu governo físico no Planeta. Além do que, o texto não trata propriamente de eleição, mas da harmonia entre Céu e Terra. Vejamos:

A eleição de Deus está além de nossa compreensão. Por termos conhecimento de quem ele é, do que faz e de sua grandeza, descansemos em seus atos mantendo-nos atentos, fiéis e trabalhando em sua Obra. Ele elegeu Israel como oliveira, nós somos galhos estranhos enxertados e o próprio Senhor é a raiz e a seiva: só ele pode nos dar a Vida.

1.1.  Uma festa no céu (Ap 14.2)

Como já tantas vezes, João ouve, no v. 2, também uma voz que faz parte da visão. Ouvi uma voz. Ela não ressoa das fileiras dos selados sobre o Sião, mas acima deles, do céu, do mundo da limpidez de Deus (cf. também o v. 3). Os cento e quarenta e quatro mil, rodeados pelo barulho blasfemo, não estão entregues unilateralmente às vozes da terra, porém registram (v. 3) também o júbilo do culto a Deus realizado nos céus. A força e glória vitoriosas desse coro de anjos são destacadas extraordinariamente (quatro vezes: “voz”!). Sua força equivale a uma tempestade (cf. o exposto sobre Ap 1.15): como voz de muitas águas, como voz de grande trovão. Sua glória lembra música de harpa em intensidade inebriante (cumulação de “harpa”, “tanger a harpa”): também a voz que ouvi era (ao mesmo tempo) como de harpistas quando tangem a sua harpa. A harpa não somente era “instrumento celestial” (Ap 15.2: “harpas de Deus”), mas também era utilizada na glorificação dos imperadores. Forma-se, pois, um contraste triunfante com as cerimônias em torno da imagem da besta.

                                                                     Comentário Esperança – Editora Evangélica Esperança

Vemos aqui distinção da origem das vozes e os 144.000 ouvem o louvor a Deus (v. 3) mesmo estando rodeados de vozes profanas na Terra, conseguiam aprender tal cântico.

1.2.  A mesma festa na Terra (Ap 14.2,3)

Vemos em Gênesis que Deus falava diariamente com Adão, na viração do dia: havia comunicação plena Céu-Terra. Vemos que após a queda, Deus procurou por “Adão” ( possivelmente o pecado já distanciando a criatura de seu criador). Em Cristo, temos de novo acesso ao Pai (Ef 2:18, 3:12). Após a restauração de tudo e da criação dos novos céus e Terra, haverá nova plenitude de comunicação. Chegaremos à estatura plena nem mesmo dor haverá! (Ef 4:13, Ap 21:4).

1.3.  O perfil do povo de Deus

Deus preserva seu povo, tanto o eleito (Israel) quanto o enxertado (Igreja), possivelmente suspendendo (temporariamente) seus juízos, conforme escreveu o comentarista na lição cintando exemplos constantes no AT. Tais ocorridos, garantiriam que ele fará o mesmo durante e antes da Grande Tribulação. A mesma pureza premiada nos fiéis no Céu (roupas recebidas pela Igreja), é vista na fidelidade dos judeus (os selados) ao expor sua recusa para com o Sistema Mundial e suas impiedades e blasfêmias.


2. Distinguindo entre Mártires e Selados

Ainda não ficou esclarecido se a multidão dos mártires (Ap 7.9-14) fala de um grupo de salvos e os selados de outro agrupamento de remidos ou se ambos tratam do mesmo grupo de salvos, apenas designados por nomes diferentes. Entendemos que se trata de grupos distintos de remidos. Vamos às razões para esta conclusão:

É muito boa a declaração acima (sobre pontos discordes e dúbios). Mostra a limitação humana, via humildade em reconhecer as grandes chances de equívocos ao tentar decifrarem-se os vários enigmas não só do Apocalipse, mas também escatológicos em geral e por toda a Bíblia, por assim dizer. Precisamos reconsiderar nossas ênfases baseadas em conclusões pessoais e achismos para não sermos taxativos/irredutíveis. No passado houve muitas conclusões que, algumas décadas de reavaliações à frente, mudaram sem que ninguém assumisse a falha.

2.1. O texto

“...Depois da visão deprimente da assembleia de adoração perante a besta dominadora do mundo lhe é concedida uma vigorosa imagem oposta. Bengel observa sobre a passagem: “Agora também podemos ver novamente algo de bom”. O Cordeiro (estava) em pé sobre o monte Sião. Este personagem central das visões dos selos estava como que esquecido desde Ap 8.1...
... Originalmente “monte Sião” designava a parte mais antiga de Jerusalém, portanto, aquele elevado sobre o qual estava erguida a fortaleza dos jebuseus. Quando Jerusalém foi ampliada no decorrer dos anos, essa cidade velha recebeu o nome de “cidade de Davi”, enquanto “Sião” se referia a toda a Jerusalém, às vezes até a todo Israel. Principalmente, porém, o nome está relacionado ao monte do Templo enquanto moradia de Deus. “Subir a Sião” significa deslocar-se até Deus no Templo, para dar-lhe culto. Deus mora em Sião, motivo pelo qual ali também as pessoas podem morar com segurança. Sião é a zona da soberania de Deus, tornando-se uma expressão de salvação desvinculada da geografia, e conceito central para a salvação escatológica entre os profetas. Esse lugar de esperança é anunciado no NT como tempo atual: “Vocês chegaram ao monte Sião e à cidade do Deus vivo” (Hb 12.22 [BLH]). É assim que o escritor saúda os fiéis de seu tempo...
... A contagem do número dos seguidores do Cordeiro igualmente faz parte da ideia da preservação: e com ele cento e quarenta e quatro mil (cf. o comentário a Ap 7.4). Apesar das visões no cap. 13, a igreja não aparece dizimada e desgastada, mas como assembleia geral desimpedida e ilesa, cuidadosamente lacrada: tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai. Qualquer interpretação desta multidão como sendo uma parte da igreja, a saber, a parte já aperfeiçoada no céu, desconhece o sentido básico do número 144.000 e diminui o milagre da preservação relacionado com ele.

                                                                               Comentário Esperança – Editora Evangélica Esperança

A definição do número de pessoas seladas indica a perfeição e a grandeza desse primeiro feixe de primícias de almas. Se o primeiro feixe é tão cheio e pesado, como não será a colheita toda? (ver 14.4). Em número, superam a contagem humana;  representam todos os países debaixo do Céu; não apresentam mácula no caráter; são vitoriosos em seu conflito com o Mal; atribuem toda a glória ao Cordeiro como resultado da agonia de sua alma. A tribo de Dã é omitida, mas talvez reapareça em 21.12. Será que isso significa que alguns serão salvos como tições puxados do fogo pela graça de Deus?

                                                                              Comentário Bíblico AT/NT F. B. Meyer – Ed. Betânia

Seguindo-se as comparações propostas na revista, de fato é bem fácil à maioria dos leitores concluir ser dois grupos mesmo. Contudo, como explicado acima, é um entendimento, não é um consenso. Aconselhamos que todos leiam os quatro pontos expostos na revista, considerando ambos em conjunto, sabendo que há mais subsídios a serem considerados.

2.2. O contexto

A Primeira Visão ( Ap 15.2-4) -O mar de vidro é misturado com fogo, por causa do juízo iminente. Os confessores têm desafiado a besta, recusando-se a adorar a sua imagem e abjurando a marca que é o número do seu nome (2). O cântico de Moisés... e o cântico do Cordeiro são um, recordando o cântico triunfante dos israelitas nas praias do Mar Vermelho ( Êx 15). O nome de Moisés é ligado com o de Cristo porque um livramento semelhante, ainda que muito maior, tem sido conseguido de um inimigo semelhante, se bem que muito maior. É comum nos profetas a comparação de redenção final com o êxodo (cfr.  Is 51.9-11). Cada linha do cântico é reminescente dos profetas e salmistas: Grandes e maravilhosas são as tuas obras (cfr. Sl 111.2; Sl 98.1; Sl 139.14); justos e verdadeiros são os teus caminhos (cfr. Sl 145.17; Dt 32.4); Rei dos Santos (das nações ARA). Quem te não temerá...? (3-4; cfr. Jr 10.7); todas as nações virão (4; cfr. Sl 86.9); os teus atos de justiça se fizeram manifestos (cfr. Is 26.9; Sl 98.2). A aproximação e o culto das nações parecem antecipar a sua conversão no milênio.

                                                                              O novo comentário da Bíblia - F. Davidson – Ed. Vida Nova

“...Saíram vitoriosos da Besta...” Vemos tais fiéis guerreiros junto ao mar de Vidro, cantando unidos os servos salvos de todas as épocas (Moisés-AT; Coerdeiro-NT) em perfeita harmonia de comunhão, louvor, adoração e gozo. Abaixo, Hernandes Lopes nos explica detalhes gloriosos:

a) Onde está esse mar de vidro? Diante de trono (Ap 4:6), no céu. A igreja está no céu, na glória. Esse mar de vidro simboliza a retidão transparente de Deus revelada por meio de seus juízos sobre os ímpios. b) Quem é essa multidão? Os vencedores da besta. Eles venceram a besta sendo mortos por ela. Se tivessem conservado a vida e sido infiéis na fé teriam sido derrotados. Assim, os vencedores da besta são aqueles que amaram mais o Senhor do que suas próprias vidas. "Viva te vencerei, morta vencer-te-ei ainda mais? (Blandina). São todos os remidos ao longo dos séculos. São os 144.000 (7:4) ou a multidão inumerável (7:9). Jesus disse que quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á. c) O que essa multidão está fazendo? Ela está com harpas de Deus, entoando um hino de glória ao Senhor, todo poderoso (Ap 5:8). Essa música é o mesmo novo cântico que ninguém podia aprender, senão os 144.000 (14:3). No céu há muita música. A música do céu glorifica tão somente o Senhor. Vamos nos unir aos coros angelicais e cantar ao Senhor para sempre. d) Que música essa multidão está cantando? O cântico de Moisés e do Cordeiro. O êxodo é um símbolo e tipo da redenção que temos em Cristo. Assim como Moisés triunfou sobre Faraó e suas hostes, a igreja triunfa sobre o diabo e suas hostes. Esse é um cântico de vitória! Assim como Moisés tributou a vitória a Deus (Ex 15:1-3), os remidos também o fazem (Ap 15:3-4).

2.3. O motivo da selagem dos israelitas

Na atual situação ela ainda vive ameaçada pelos ataques do inimigo, porém conservada e preservada em seu lugar de abrigo. Portanto, não é nem no além nem tampouco apenas no futuro que esses cento e quarenta e quatro se encontram junto do Cordeiro, mas nas tribulações do tempo escatológico. O presente trecho de consolo visa, como o do cap. 7, completar o quadro. Sob o impacto do cap. 13 o leitor precisava perguntar-se: será que ainda existe uma possibilidade de sobrevivência para os “santos” nesse mundo? Ela existe, sim, a saber, em torno do Cordeiro, que vai à frente deles (v. 4) e os abriga, que lhes proporciona uma base de existência como um Sião que os acompanha, uma base que nem as portas do inferno poderão destruir.

                                                                              Comentário Esperança – Editora Evangélica Esperança

“...Novamente há aqui uma visão sobre os 144.000 vistos no capítulo sétimo deste livro. durante a Grande Tribulação, esse grupo de assinalados são comparado a “orvalho” ou “chuvisco”, e no Milênio a “leão” (Mq 5.7, 8). O presente texto, parece descrever um quadro do começo do Milênio. No capítulo 12.10, João ouve uma grande voz (“no céu”); nesta secção porém, ele ouve uma voz (“do céu”). Evidentemente, ele não está no céu e, sim na terra. A visão, trata-se, pois, de uma antecipação: o Cordeiro, na sua segunda vinda ou “parousia”, reunindo o grupo já mencionado no capítulo 7.4-8. São eles os 144.000 israelitas selados em suas frontes, preservados vivos, durante a grande Tribulação, agora o Senhor os reúne no monte de Sião. Neste versículo é descrita a natureza do selo: tinham em suas testas o nome do Cordeiro e o de seu Pai.

                                                                              Apocalipse Versículo por Versículo – Severino Pedro da Silva

Mais importante que livrar-se de morrer, é livrar-se da Morte. A Morte Eterna é um dano sem fim e Cristo nos livrou dela (Ap 2:11, 20:6). As perseguições do Anticristo serão atrozes, mas o selo do nome do Cordeiro e de seu pai os guardarão eternamente, pois foram comprados da Terra. Eles resistirão por terem proteção celestial especial. Note-se que resistirão a negar a fé, não de não morrerem.


3. 144.000 selados

Neste tópico, deter-nos-emos sobre os cento e quarenta e quatro mil selados, visto que a presença deles no Apocalipse desperta calorosas polêmicas. Inicialmente, é importante destacar que eles são reais, embora o número seja um número perfeito e completo de mil dúzias de dúzias. Neste caso, simboliza os crentes judeus fiéis na terra, que permanecem firmes no meio da calorosa perseguição do Anticristo, pois não se curvaram diante de suas ordens demoníacas. No entanto, para outros teólogos que não fazem distinção entre Igreja e Israel, a multidão e os 144.000 são um mesmo povo, pois eles acreditam que a Igreja no Novo Testamento é o verdadeiro Israel de Deus (Gl 6.16).

“...Os juízos de Deus foram suspensos para que um grupo de pessoas fossem selados, "os servos do nosso Deus". O selo significa a garantia de que são propriedade de Deus, que estão separados e fisicamente guardados para executarem o serviço que Deus lhes designou; com toda certeza será a pregação do "evangelho do Reino" (Mateus 24:14).
... O texto não deixa dúvidas de que os 144.000 são ISRAELITAS; V.4 "de todas as tribos dos filhos de Israel". Notem os detalhes para não haver dúvidas, foram assinalados com o selo, 12000 de doze tribos de Israel, totalizando os 144.000...
... Vejam os detalhes aqui, os quais também mostram que os 144.000 não podem ser a Igreja. Nunca se esqueçam, na Tribulação, nesse período que estamos estudando, a Igreja não faz parte, foi arrebatada antes do seu início. Terminou no arrebatamento o período da Igreja na Terra e Deus volta a tratar com Israel, aqueles 7 anos que faltam do programa das 70 semanas revelado a Daniel. Os 144.000 são homens, V.4 "estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens". Somente homens, como podem representar a Igreja?
O tempo do reinado do anticristo será um tempo de total perversão, cuja imoralidade ultrapassará em muito os dias de hoje. Por isso o contraste dos 144.000, homens castos, virgens, dentro de uma geração corrupta, jamais vista. Outro motivo para serem somente homens esses 144.000, é que quando a pessoa é casada, em tempo de perseguição, de tribulação, a situação piora e muito. Paulo já falou disso durante a perseguição no início da Igreja.

                                                                              Apocalipse Simbolismo ou Realidade – Pb. Edmilson Soares

Temos aqui uma sólida interpretação baseada em vários detalhes sobre quem seriam de fato os 144.000 selados. Se a igreja fiel de fato será arrebatada, não seria sensato (comparando com os ensinos bíblicos) nomear os gentios salvos após o Arrebatamento de Igreja! Fatalmente a imoralidade, já tão desacredita, enfraquecida e anulada, será muito maior do que podemos pensar. Uma vez que os valores morais estão sendo anulados pelos ensinos ímpios, não existirá ‘imoralidade’: tudo será encarado como cultura, moda, hábitos e simples vontades/costumes.

3.1. O selo de Deus

E farão mal somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus”. No reino espiritual, todo aquele que é salvo, recebe uma marca de Deus, o selo do Espírito Santo; esse selo é visível no reino espiritual. Eu, você , todo aquele que já é lavado pelo sangue do Cordeiro e aqueles que serão na Tribulação, recebemos(rão) a marca de Deus, o selo do Espírito Santo. Os anjos de Deus, Satanás, os anjos caídos, vêem essa marca em nós (glória a Jesus por isso), e nada podem nos fazer. Nesse período, todos que não forem salvos, que não nascerem de novo, terão outra marca (Satanás é sujo e imitador), a marca da besta e serão atormentados por esses "gafanhotos". Se a marca do Espírito Santo nos salvos, não for visível no reino espiritual, como esses demônios saberão a quem atormentar? O selo do Espírito Santo é visível! Você poderia responder: irão atormentar aos que têm a marca da besta. Porém a Bíblia diz: farão danos somente aos homens que não tiverem na fronte o selo de Deus.

                                                                              Apocalipse Simbolismo ou Realidade – Pb. Edmilson Soares

O comentário acima refere-se ao capítulo 12, mas nos fala claramente do poder de proteção do selo de Deus. Ezequiel vira um homem encarregado de marcar os homens que suspiravam e gemiam: “E disse-lhe o Senhor: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.”(Ez 9:2) Nos versos a seguir, lemos as ordens para cumprir destruições por mãos dos intendentes da cidade. De igual modo os selados de Apocalipse, serão protegidos não de martírios e sofrimentos ( Ap 14:12 e 13), mas do Inferno!

3.2. A virgindade dos selados (Ap 14.4)

Uma cidade ou um país ou uma irmandade que, de tão apóstata, ímpia e blasfema, é comparada a uma embriaguez forçada: “a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição”! Tal é a Babilônia do Apocalipse e dos dias do Juízo Final. Todos os envolvidos com sua devoção ( práticas, ideias, cultura e desejos) estariam obviamente em atos de prostituição, fornicação e lascívia. Logo, espiritualmente estariam em impurezas: não poderiam ser nunca virgens. Este “virgens’ possa falar de nem sequer se aproximarem da vida proposta por tal organização. Usando a interpretação literal, iríamos eliminar totalmente a pregação dos TJ, pois os fundadores do movimento não eram virgens por terem sido casados (eles afirmam que todos os 144.000 são fundadores já falecidos). Cremos ser a primeira proposta.

3.3. O caráter irrepreensível dos selados

A Babilônia apóstata, ímpia e prostituída fará pressão indescritível sobre os santos para que renunciem sua fidelidade a Deus e a seus mandamentos e se unam à igreja apóstata. Ceder a seus poderes seria uma contaminação doutrinária, uma traição a Deus! O texto profético diz que eles ficarão firmes e estão em pé vitoriosamente sobre o monte Sião. Em sua boca não se achou nenhum engano. Em Romanos, Paulo nos diz que não há um justo sequer. Como então poderá alguém ter um caráter imaculado e estar em pé diante do Cordeiro? Podemos entender que eles são cristãos autênticos e que conseguiram este caráter pelo poder transformador do Evangelho. Ou seja, são pessoas que compreendem o que é justificação pela fé e se apoderam deste benefício oferecido por Cristo, e são cobertos com sua justiça. Não é por possuírem uma vida isenta de pecados, mas porque foram justificados pela graça de Cristo por relacionamentos diários com Ele. Em função desta convivência é que os 144.000 conseguem refletir o caráter de Cristo. Pela contemplação somos transformados, e se o contemplamos diariamente, refletiremos o seu caráter. Eles não possuem um caráter igual ao de Cristo, mas que refletem este caráter por estarem em sintonia com Jesus. Que nosso interesse pela verdade seja sempre crescente e que o amor de Jesus seja a grande motivação da sua vida.

“...A maioria das pessoas pensa que a salvação é alcançada pelas boas obras, fazendo o seu melhor, vivendo uma vida decente ou tendo boas intenções. É isso que a maioria das religiões ensina e a maior parte das pessoas no mundo acredita. A Bíblia diz que esses caminhos parecem Certos para o homem, mas terminam em morte e perdição. Não são estes os caminhos para o céu. A salvação não é adquirida por merecimento de qualquer tipo.
...A salvação não vem pelo batismo, não acontece por alguém ser membro de uma igreja, muito menos por contribuir financeiramente ou participar de rituais religiosos. Se a salvação fosse conseguida por essas obras, a morte de Cristo não seria necessária. Ele teria gasto Sua vida em vão se houvesse outras alternativas de salvação. Se as boas obras fossem o meio de salvação, ninguém poderia saber se está salvo ou não. Nunca saberíamos se praticamos as boas obras certas ou suficientes. Mark Twain, o famoso escritor norte-americano, disse que, se a salvação fosse por ser bom, seu cão entraria no céu e você ficaria fora.
...Um número surpreendente de pessoas acredita que ganhará o céu por guardar os Dez Mandamentos. A maioria nem é capaz de citá-los, mas sabe que eles estão na Bíblia e, portanto, esse deve ser o caminho. Mas o que não sabem é que ninguém pode guardar perfeitamente os mandamentos de Deus. Ele os deu a fim de revelar o pecado, não para revelar a salvação. Eles são o padrão de Deus para mostrar-nos o quanto falhamos.”

                                                                              Destino Final - William Macdonald – Actual Edições


Conclusão

Ao estudar esta lição, você pôde observar a providência amorosa de Deus para com Israel, para com a humanidade e para com o Planeta. E viu também que sua justiça e santidade não são limitadas por seu amor e paciência. No tempo oportuno, os pecadores impenitentes serão julgados e para sempre castigados junto com o líder e protetor deles Satanás. Portanto, “se hoje ouvirdes a voz do Espírito Santo, não endureçais o vosso coração”. 


Fontes: 

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/NVI/NTLH/RV/BV
Revista: Apocalipse (professor) - Editora Betel - 2º Trimestre 2012 - Lição 08
A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock - ABU - 2003
Apocalipse Versículo por Versículo - Severino Pedro da Silva - CPAD
Manual de Escatologia - J. Dwight. Pentecost - Vida
Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes - Hagnos
Apocalipse Simbolismo ou Realidade? - www.adoracao.com
Destino Final - William Macdonald - Actual Edições
Internet

2 comentários:

  1. No ponto 2.3 o autor da revista diz: " ...O capítulo 14.1, apresenta eles no céu...". Mas, ele parece entrar em contradição com os pontos 1.1 quando diz que " o cordeiro e os selados estão sobre o monte sião e do céu se houve um grande coral". A mesma coisa acontece no início do ponto 2.1. Achei muito confuso e contraditório.Alguma sugestão para harmonizar isso?

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  2. Amado Joezer, Deus o abençoe pela observação e ajuda aos mestres pelo Mundo (não diremos, mas há muitos MESMO!). A única maneira seria dizer que seria um Sião espiritual, que esbarraria no "ouviram do Céu (vindo do Céu)": estando NO Céu, escreveria-se "ouviram", "ouviram do trono"... Some-se que no 2.1 é clara a exposição "salvos VINDO da Terra". Se iam da Terra para o monte,seria horrivelmente forçoso e obscuro dizer/crer que estavam no Céu. Não queremos tecer comentários sobre ou contra as idéias da revista, mas há vários pontos críticos/desencontrados. Continuem nos auxiliando, que Deus abençôe a todos!

    Shalom

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