sexta-feira, 18 de maio de 2012

EBD - As Sete Taças da Ira de Deus

30 de junho Criacionismo/SBB


Assembleia de Deus CONAMAD
lição 09 - As Sete Taças da Ira de Deus
27 de maio de 2012


Texto Áureo

“E vi outro grande e admirável sinal no céu Sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumada a ira de Deus”. Ap 15.1


Verdade Aplicada

Só entenderemos as maravilhosas implicações de pertencer à Igreja, quando formos arrebatados para estar para sempre com o Senhor.

O que sabemos (ou pensamos saber), pensamos, vemos e tudo mais, não é nada comparado com o que veremos na Eternidade: “...deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”. (Rm 8:18)


Objetivos da Lição

Exaltar a importância da igreja e o privilégio incomparável de pertencer a ela;
Enfatizar que estaremos prontos para julgar o mundo quando amarmos justiça e a santidade; e
Deixar claro que só serão julgados por Deus aqueles que se recusarem a sofrer a disciplina do Senhor.


Glossário

Vindima: colheita de uvas
Impraticável: que não se pode por em prática, inexequível;
Recrudescimento: aumentar, recrescer.


Leituras Complementares

·          Segunda feira: Ap 14.14-20
·          Terça feira:  Ap 15.2-4
·          Quarta feira: Ap 16.2-6
·          Quinta feira:  Ap 16.8-11
·          Sexta feira:  Ap 16.12-16
·          Sábado:  Ap 16.17-21


Introdução

Você estudou na lição anterior que a pregação do Evangelho Eterno será, ao mesmo tempo, apelo à conversão, anúncio da destruição da sociedade fundada na injustiça e na soberba humana e aviso quanto ao destino último da Besta e de seus adoradores. Cumpridas estas etapas o julgamento divino sobre a terra e seus habitantes será concluído e as últimas sentenças serão executadas “porque nelas é consumada a ira de Deus”.


1. Curiosidades Iniciais

A seção intitulada “A ceifa e a vindima” (Ap 14.14-20) faz parte dos preparativos para o derramamento das últimas pragas da ira de Deus, por isso, foi incluída nesta lição. Nela aparecem quatro anjos que somados aos três de Apocalipse 14.6-13 perfazem um total de sete. Pelas suas características parecem apontar para os anjos das trombetas em Apocalipse 8.2, e para os que derramarão os sete cálices do furor de Deus sobre a Terra.

Não tendo produzido reforma as advertências e os juízos, os pecados das nações têm enchido a medida, e estão maduros para os juízos, representados por uma colheita, símbolo que se usa para significar a reunião dos justos, quando estejam maduros para o céu pela misericórdia de Deus. o tempo de colheita é quando o grau está maduro; quando os crentes estão amadurecidos para o céu, então o grão da terra será reunido no celeiro de Cristo por uma colheita. Os inimigos de Cristo e de Sua Igreja não são destruídos até que por seu pecado estejam maduros para a destruição e, então, Ele não os passará mais por alto. O lagar é a ira de Deus, uma calamidade terrível, provavelmente a espada, que derrama o sangue dos malvados. A paciência de Deus para com os pecadores é o maior milagre do mundo; porém, embora duradoura, não será eterna; e o amadurecimento do pecado é prova segura do juízo iminente.

                                                Comentário Bíblico Mathew Henry NT conciso – Mathem Henry - CPAD

1.1.O anjo de coroa na cabeça e foice na mão

O profeta Daniel (cerca de 607 a.C.) teve uma visão sobre o Filho do homem no presente quadro: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do homem: e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele” (Dn 7.13). Baseado na passagem de (Mateus 13.37), que diz: “...O que semeia a boa semente, é o Filho do homem” e, Gálatas 6.7: “...tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. João identifica o Ceifeiro celeste como sendo o Senhor Jesus Cristo. “Sentado em uma nuvem branca está o Criador de todas as nuvens. Fazendo dela sua carruagem, ele parte para sua tarefa sombria. O sentar-se sobre a nuvem do juízo sugere “calma e deliberação”. Sem pressa: o Ceifeiro sega sua colheita”.

                                                               Apocalipse Versiculo por Versiculo - Severino Pedro da Silva - CPAD

Uma foice aguda: a foice “aguda” (afiada) nos diz que a ceifa será rápida e completa.

A foice é objeto citada por mais de 12 vezes nas Escrituras (Is 2.4; Jl 3.10, 13; Mq 4.3; Mc 4.29), sete delas nos versículos do trecho em estudo (vs. 14, 15, 16, 17, 18, 19). O Apocalipse mostra Cristo magnífico! Em Ap 22.1 vemo seu poder pleno e repousante. O Pai e o Filho estão “assentados no trono”. Em 19.11 está “assentado sobre um cavalo branco”, que mostra seu poder que avança. Aqui, porém, o Cordeiro está “assentado sobre uma nuvem”: o que indica seu poder de “executar o juízo”.

1.2.A colheita final

O capítulo conclui com duas cenas que só podem acontecer no fim dos tempos. A primeira (vs.  14-16) representa uma colheita de almas e ao que parece um ajuntamento dos redimidos, ao qual nosso Senhor se refere em Mt. 13:30,  39; 24:30, 31. Tem havido alguma discordância sobre estas duas cenas, mas parece-me que a segunda, que é uma vindima e não uma colheita, deve descrever o ajuntamento dos incrédulos e ímpios da terra. São parágrafos antecipatórios. Govett resume esta passagem corretamente  ao dizer, "A semente da Mulher fornece a Colheita, enquanto a semente do Dragão fornece a Vindima". Veja também Joel 3:13. profusas manchetes e comunicações especiais como sendo quimeras de vida curta, reivindicação oca e barulho vazio. Agora ressoa um comunicado divinamente válido.

                                                                              Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Em Ap 14:15 lemos sobre "A seara está madura": a História caminha e acontece sob a soberania de Deus. O Senhor Jesus e os anjos são os ceifeiros. A colheita das primícias é para o Senhor. Os remidos serão guardados como o trigo no celeiro; os ímpios como joio na fornalha (Mt 13:40-43).

1.3. Os três anjos e a proclamação dos juízos (Ap 14. 6-13)

O primeiro deles tinha um evangelho eterno para pregar (“uma eterna mensagem de vitória para anunciar” [tradução do autor]). No presente local não é recomendável manter o estrangeirismo grego “evangelho”, porque ele involuntariamente enche nossos ouvidos com um certo conteúdo emocional. Por isso, em toda a história os intérpretes também se apropriaram do anjo como sendo a concretização da mensagem de graça dos missionários conforme Mc 13.10.
Na verdade, a pregação missionária cristã acaba justamente quando surgem estes arautos (cf. as observações preliminares à seção). Também o sentido mais restrito dos v. 6,7 não permite mais imaginar algo como a atividade missionária. Tudo indica para que “evangelho” aqui não tenha o sentido paulino, mas ainda o sentido do AT, o que já poderia ser indicado pela ausência do artigo. Pelo que se constata, João não faz a mesma associação com essa palavra que os demais autores do NT. Para ele, como para o AT, não constitui um conceito central, e praticamente não está definido. Aqui a palavra expressa uma mensagem do céu que proclama a vitória final de Deus e Cristo. Sem dúvida cabe-lhe a conotação da alegria, porém unicamente para os redimidos, enquanto faz com que os inimigos tremam (cf. Lc 21.28 com Lc 21.25). Pelo fato de esta mensagem ser chamada de terna ela se destaca dentre a enxurrada de mensagens e “evangelhos” do mundo daquele tempo e também singularmente do culto ao imperador. Notícias do início de governo, do nascimento de um filho do imperador, de sua maioridade, de vitórias em batalhas e de sentenças de morte – tudo era levado com a máxima pompa aos moradores do Império. A eterna mensagem de vitória desclassifica essas

                                                                              Comentário Esperança – Editora Evangélica Esperança

“...Entretanto, como a atividade dos anjos no céu corresponde com frequência ao que acontece na Terra (12.7), esse quadro, como já disseram alguns comentaristas, pode referir-se à proclamação final das Boas-Novas do Reino (incluindo tanto a Salvação quanto a vingança/juízo) que precede o fim (cf. Mt 24:14)”.

                                                                              Comentário Bíblico Atos NT – Craig S. Keener – Ed. Atos

Entendemos que este testemunho do Evangelho seja estritamente atestar que o mesmo Deus que falava no Éden, através de Paulo, e de João Batista sempre continuará sendo o Senhor soberano. Talvez, de modo semelhante quando o Senhor desceu às partes mais baixas da Terra, não para haver salvação, mas para confirmar que ela existe. Notamos que este ponto de ser uma última chance é discorde entre os comentaristas.


2. Os Anjos das Sete Taças da Ira de Deus

O capítulo 15 relata a detalhada preparação para o julgamento final. “E os sete anjos... saíram do templo” (Ap 15.6). O juízo provém do mesmo templo celestial. Os anjos saem não como servos ou mensageiros, mas como administradores reais do juízo, cingidos à altura do peito com cintos de ouro. A ira de Deus é repartida entre os sete anjos por um dos seres viventes e estará contida em sete taças de ouro.

2.1.Eles saíram do Templo no Céu (Ap 15.5,6)

O santuário era o lugar da habitação de Deus com o povo (Ex 25:8). No lugar santíssimo ficava a arca com as Tábuas da Lei. Isso significa que os anjos saem do lugar onde ficava a Lei de Deus. Saem para demonstrar como funciona a Lei de Deus. Saem para demonstrar mediante a vingança divina que nenhum homem ou nação pode desafiar impunemente a vontade de Deus. Ninguém pode desobedecer a Lei de Deus sem sofrer o castigo da Lei.
Aqui "Santuário" designa morada de Deus, o céu. Esses anjos vem da presença de Deus e servem a Deus quando derramam os juízos. A igreja jamais deve duvidar disso.

                                                                              Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes – Hagnos

Apesar desta observação, lembremos sempre que na Terra também há anjos, já que eles são ministros em nosso favor (Hb 1:14) e na visão da escada para o Céu por Jacó (Gn 28:12) eles foram vistos subindo (“subiam”: saíam da Terra) e descendo (“desciam”: iam do Céu para a Terra), vemos que sempre haverá movimentação angelical em nosso favor. Desta feita, porém, parece-nos que eles não estariam ministrando nada aos fiéis (juízos). Lembremos, contudo, que se Deus prometeu punir aos infiéis, ele precisa que seus ministros executem seus comandos. A punição dos ímpios é também em favor (da fé e firmeza) dos salvos...

2.2.Eles estão vestidos de linho puro

As vestimentas dos anjos simbolizam três coisas:
a) Essas vestes eram peculiares dos sacerdotes - O sacerdote era uma espécie de intermediário entre Deus e os homens. Ele representava Deus diante dos homens. Esses anjos vem ao mundo como representantes da ira vingadora de Deus. b) Essas vestes eram peculiares dos reis - Esses anjos vêm a terra para derramar os flagelos finais da ira de Deus com o poder do Rei dos reis. c) Essas vestes eram peculiares dos habitantes do céu - Os anjos são habitantes do céu que vêm à terra para executar os decretos de Deus.

                                                                              Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes – Hagnos

O tabernáculo se chamava "a tenda do testemunho" (Nm 9.15), desde que a arca, contendo as tábuas da aliança, nele se guardavam. Uma vez que a arca mais tarde ficava no templo, o próprio templo às vezes se chamava o tabernáculo (Sl 84.1-2; Ez 41.1). Aqui, por conseguinte, a segunda cláusula deve ser traduzida "o templo, a saber, o tabernáculo do testemunho no céu, foi aberto". Ressalta que os juízos que estão para se executar são a expressão da justiça de Deus. Uma versão diz que os anjos estavam "vestidos de pedras preciosas, puras e resplandecentes", em vez de linho puro e resplandecente, como na Almeida. Porém as palavras gregas para "pedras" (lithon) e "linho" (linon) são muito semelhantes, de maneira que é difícil dizer qual é certa.

                                                                              O Novo Comentário da Bíblia AT e NT - F. Davidson - Ed. Vida Nova

“Porque se revestiu de justiça, como de uma couraça, e pôs o elmo da salvação na sua cabeça, e tomou  vestidos vingança por vestidura, e cobriu-se de zelo, como de um manto.” (Is 59:17) “Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus: porque me vestiu de vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como noivo que se adorna com atavios, e como noiva que se enfeita com as suas jóias.” (Is 61:10)

Vemos aqui o Senhor sendo vestido de justiça, tanto para regozijo, como para juízos (vingança). Ele é zeloso e nos alegrará em nosso Deus, também nos vestindo de justiça, como também vestiu aos anjos em Ap 15. Notemos que primeiro de tudo, Cristo é justiça e os anjos é que serão vestidos feito ele.

2.3.Peito cingido com cinto de ouro

Ministros de Deus em favor de Israel, da Igreja e dos homens piedosos. Assim são os anjos, não apenas para efetuarem livramentos, e vitórias, mas também juízos, alertar ou convocar (trombetas) e executar todos os atos executivos do Criador. Vemos que suas vestes (peito com cinto de ouro), são conforme vestes magistrais. Tanto os sacerdotes, quanto os juízes da Alta Corte as usavam. Vemos, assim, a função desempenhada por estes sete seres celestiais, pois tanto são ministros como executores de juízos diante do Senhor.


3. Os Alvos das Quatro Primeiras Taças

No capítulo 16, à semelhança das pragas derramadas sobre o Egito, os sete anjos recebem ordem para despejar suas taças sobre a terra. Será o julgamento definitivo anunciado pela proclamação do Evangelho Eterno. Será também a última etapa do resgate do povo de Deus dos domínios do ‘iníquo’ e da purificação do planeta. Um processo parecido com a colheita e o preparo do solo para um novo plantio. Depois virá o Milênio.

Entendamos bem atentamente este ‘povo’ de Deus nestes acontecimentos: Israel, que havia rejeitado ao Senhor, agora o abraçou totalmente sofrendo até mesmo Pena Capital sem o negar. Os gentios que estavam vivos após o Arrebatamento e se arrependeram, tiveram acesso às Mansões Celestiais via martírio (conforme alguns intérpretes). Os pontos inalteráveis disto tudo é: a Igreja (os fiéis) subirão no Arrebatamento e Israel terá acesso à Salvação (durante a Grande Tribulação) mantendo-se firme diante das propostas da Besta, do Anticristo e do falso profeta.

3.1. O solo

As trombetas causaram tribulações parciais objetivando trazer à sensatez aqueles que sobrevivessem. Constituíam a advertência de Deus. Os flagelos derramados das taças são totais porque a oportunidade para o arrependimento estava esgotada. Todos os que não foram selados como seguidores do Cordeiro são marcados de forma irreversível como adoradores da besta e todos eles, não somente um terço, irão sofrer. Não são mais advertências, mas sim, punições.
A passagem bíblica clássica de santidade trazendo um flagelo sobre os pecadores encontra-se em 1 Samuel 5, quando a arca dos israelitas, capturada pelos filisteus, causou epidemias em cada uma das cidades dos filisteus para onde foi levada. Aquele capítulo em muito nos ajuda a compreender este. Podemos até ironizar o pânico crescente dos filisteus à medida que a arca causava uma infecção que se estendia progressivamente desde Asdode até Gate e de Gate até Ecrom, porque sabemos que essa história terminou com um final feliz. A praga dos tumores foi uma advertência à qual eles deram ouvidos. Apocalipse 16 é, no entanto, uma cena de terror completo. Ele nos relembra as pragas do Egito muito mais do que a dos filisteus, onde o faraó egípcio endureceu o coração e foi prontamente destruído. Assim também acontecerá com os seguidores da besta. Eles recusaram as advertências e devem sofrer as conseqüências.

                                                                              A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock – Ed. ABU
Queremos aqui, usar a lógica: será uma das proteções divinas mais terríveis de serem confirmadas: os que serão agraciados por ela, são aqueles que não morreram sem Cristo antes do Arrebatamento, nem partiram sem Cristo em nenhum momento no início da Tribulação, não foram martirizados por mão da Besta, daí então, nada sofrerão destes flagelos em análise! Não duvidamos do poder de Deus, nem de suas promessas; queríamos apenas alertar sobre a dificuldade de se estar  em tal posição.

3.2.  As águas

Derramou o segundo a sua taça no mar, e este se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar. O segundo flagelo diz respeito ao mar, da mesma forma como a se­gunda trombeta e, olhando mais para diante, compreenderemos que apesar dos efeitos dos flagelos serem diferentes dos das trombetas, as duas cenas ocorrem paralelamente. A terra, o mar, os rios e os céus são abalados, de cada vez; primeiro temos o tormento, depois a des­truição e finalmente o mundo não existe mais.
O que acontece com o mar, no segundo flagelo e na segunda trom­beta, faz-nos lembrar a primeira praga do Egito. O resultado aqui é particularmente desagradável e, novamente em contraste com a trom­beta, é total e não parcial. Os sofrimentos derramados das taças são direta e imediatamente dirigidos sobre a vida propriamente dita; eles não são como as trombetas, advertências de uma economia decadente ou de um meio ambiente deteriorado. Os pecados dos homens voltam-se contra eles próprios.

                                                                              A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock – Ed. ABU

Esta segunda praga tem seu paralelo, na primeira praga que caiu no Egito, quando o Rio Nilo tornou-se em sangue, matando os peixes (Êx 7.14 e ss). Mas aqui o próprio “mar” é afetado em grau supremo. Quando dos juízos das trombetas, somente uma “terça parte” se transformou em sangue, e somente uma “terça parte” da vida marinha pereceu (8.9). Mas, no presente texto, os efeitos serão mais vastos. O mar tornou-se em sangue como de um morto, imundo e coagulado, impossibilitando a vida no mesmo. “O sangue é uma vívida e terrível da morte, o salário do pecado. Essa foi a primeira praga do Egito, o Nilo transformou-se em sangue... mas agora será o mar... cardumes de criaturas que tinham vida no mar morreram, e como testemunha apodrecida da iniqüidade dos súditos da Besta, o homem do pecado...”. Alguns estudiosos da Apocalipse, opinam que toda essa descrição é simbólica, referindo-se ao envenenamento do sangue da vida das nações, como se a questão fosse de ordem “moral” ou “espiritual”, e não literal. Mas devemos ter mente o que disse Jesus a João: “...estas coisas hão de acontecer” (1.1, 19; 22.6).

                                                               Apocalipse Versiculo por Versiculo - Severino Pedro da Silva – CPAD

Tentemos expandir mentalmente (e espiritualmente, para suportar tal idéia) as mortandades que vemos numa lagoa, ou em algumas praias ou em algum rio, a todas as águas de todos os mares, oceanos e até as águas potáveis (doces; até as do subsolo) ficando podres, fedorentas e totalmente  mortais.

3.3. O sol

Observemos considerações muito fortes sobre os juízos vistos até agora. Vejam o que nos expões Hernandes Dias:

1. As sete taças da ira de Deus têm uma grande semelhança com as dez pragas sobre o Egito, bem como uma profunda conexão com as sete trombetas.
2. Enquanto as trombetas eram alertas de Deus ao mundo ímpio, as taças falam da cólera consumada de Deus. É um princípio constantemente repetido e enfatizado nas Escrituras, que Deus sempre adverte antes de finalmente punir (dilúvio, Sodoma, Egito, Jerusalém, juízo final).
3. Enquanto as trombetas atingiam primeiramente o ambiente em que o homem vivia, as taças atingem desde o início os homens.
4. Enquanto as trombetas causaram tribulações parciais, objetivando trazer ao arrependimento os impenitentes, as taças mostram que a oportunidade de arrependimento estava esgotada. As trombetas atingiram apenas um terço da natureza e dos homens, as taças trazem uma destruição completa.
5. Enquanto nos selos e nas trombetas havia um interlúdio antes da sétima trombetas, agora não há mais interlúdio, as taças são derramadas sem interrupção.
6. Os flagelos não devem ser analisados literalmente, mas descrevem o total desamparo dos ímpios no juízo, quando a igreja já está no céu, junto ao trono. A ceifa precede a vindima.
7. A humanidade está dividida entre os selados de Deus e os selados da besta. Entre os seguidores do Cordeiro e os seguidores do dragão. Entre os que estão diante do trono e aqueles que serão atormentados eternamente.
8. Esta quinta seção paralela, assim como todas as outras, compreende também toda a dispensação da igreja, e termina com a cena da igreja na glória e os ímpios sob o juízo divino, na segunda vinda de Cristo.

                                                                                              Estudos no Livro de Apocalipse – Hagnos

É muito instrutivo analisar o conteúdo das taças, dos flagelos e das pragas e demais juízos, em comparação à descrição vista acima. São considerações muito tremendas. Que se cumpra a vontade de Deus na Terra como o é no céu. Vemos aqui uma sequência de terríveis juízos da providência; lembra-nos as pragas do Egito: possa ser alusivo à elas. Os pecados eram semelhantes; igualmente os castigos. As taças se referem às sete trombetas, que mostravam o surgimento do anticristo; e a queda dos inimigos da Igreja se parecerá em algo com seu levantamento. Tudo da Terra ( ar, mar, rios, suas cidades e etc.), estão condenadas à ruína, tudo maldito pela maldade dos homens. É assombroso que os anjos, que presenciam ou executam a vingança divina nos ímpios e irreconciliáveis que odeiam a Deus, Cristo e a Santidade, louvem Sua justiça e verdade; e adorem Seus espantosos juízos quando executar nos homems cruéis e assoladores do “Bichinho de Jacó”, as torturas que eles fizeram sofrer a seus santos e profetas.


Conclusão

O controle de todas as coisas pertence a Deus. Quando chegarem os dias compreendidos pelo derramar das sete taças, todos os poderes inimigos de Deus e resistentes ao Seu domínio estarão a serviço dEle, e prepararão o palco, onde eles mesmos serão julgados e condenados. Portanto, querido irmão, se tudo estiver dando errado na tua vida, sossegue Deus está no controle.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/RV
Revista: Apocalipse(professor) – Editora Betel - 2º Trimestre 2012 – Lição 09
A Mensagem de Apocalipse - Michael Wilcock - ABU - 2003
As Interpretações do Apocalipse - C. Marvin Pate
Apocalipse Versiculo por Versiculo - Severino Pedro da Silva – CPAD
Comentário Bíblico do AT e NT - F. B. Meyer - Ed. Betânia
O Novo Comentário da Bíblia AT e NT - F. Davidson - Ed. Vida Nova
Manual de Escatologia – J. Dwight. Pentecost - Vida
Estudos no Livro de Apocalipse - Hernandes Dias Lopes – Hagnos
Comentário Bíblico Atos NT – Craig S. Keener – Ed. Atos
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT - Matthew Henry - CPAD

Em Espanhol:
El Apocalipsis – Um Estúdio Y Comentário Breve- Guillermo Álvarez
Estudio del Libro de Apocalipsis - Pr. Rene X. Pereira - Santa Isabel, Puerto Rico

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