terça-feira, 17 de julho de 2012

EBD Editora Betel - Nicodemos e o Novo Nascimento

Lição 4 – 22 de Julho de 2012


Texto Áureo

“não te maravilhes de te ter dito: necessário vos é nascer de novo” Jo 3:7

Verdade Aplicada

A melhor maneira de impactar os eruditos com o Evangelho é surpreendê-los como fez Jesus, apresentando o Evangelho criativamente.

Objetivos da Lição

Mostrar a nossa responsabilidade para com os intelectuais interessados de nossa época;
Não permitir se impressionar com os elogios de quem nos procura;
Apresentar respostas que surpreendam aqueles a quem evangelizamos.

Glossário

Discrição: qualidade de discreto;
Furtivo: feito de forma oculta;
Interlocutor: cada uma das pessoas que toma parte numa conversação.

Leituras Complementares

·  Segunda feira: Rm 8:23
·  Terça feira:  I Co 15:44
·  Quarta feira: Cl 3:4
·  Quinta feira:  Ef 5:27
·  Sexta feira:  Rm 3:23
·  Sábado: Rm 10:10

Introdução

A salvação é a milagrosa transformação espiritual, realizada na vida de todo ser humano que, pela fé, com arrependimento de seus pecados, recebeu a Jesus Cristo como seu salvador (Ef 2. 8.9; 2Co 5.17; Jo 1.12; 3.5). Jesus realiza essa regeneração espiritual (novo nascimento) em todos aqueles que o recebem. Sendo assim, ninguém poderá viver na plenitude do Espírito Santo, obter maturidade espiritual e dedicar-se com êxito ao trabalho do Senhor se não experimentar o milagre da salvação esse novo nascimento.


1. A Ilustre Visita de Nicodemos

Não se sabe se a visita do ilustre homem estava agendada com Jesus ou não, mas o que sabemos é que o Mestre Jesus estava previamente preparado para ela. Como veremos a seguir, Nicodemos não era qualquer pessoa de Israel daquela época, mas um mestre entre os judeus que desfrutava de certa popularidade. Daí a necessidade de uma visita discreta, talvez uma pesquisa no local, para se certificar a real identidade daquele galileu que começara a agitar as massas com a mensagem do Reino de Deus.

1.1.  O Príncipe dos Fariseus

Sinédrio= O sinédrio era o conselho de juízes - uma espécie de corte suprema - que operava em Israel por volta da época de Jesus. Durante o período em que o sinédrio existia, outras nações reinavam sobre Israel. Esse corpo de líderes consistia de 71 membros e fazia seus negócios em Jerusalém.
O nome sinédrio vem das palavras grega sin (junto) e edrio (sentar). Esse termo é usado vinte e duas vezes no Novo Testamento.
No Novo Testamento, o sinédrio aparece de uma maneira negativa. O evangelho nos diz que foi esse o grupo que colocou Jesus em julgamento. No livro de Atos vemos o sinédrio investigando e perseguindo a crescente igreja cristã.

                                                                                              Ilúmina

Os sinais de Cristo eram sabidos de todos (Lc 9:9, 23:8, At 26:26). É fácil de se supor que Nicodemos estava atento aos momentos e acontecimentos envolvendo a Nação de Israel: certamente sabia das lendas (tudo só se sacramentou de fato, quando o Senhor ressurgiu) sobre o nascimento milagroso, sobre as anunciações aos pastores, da estrela que guiou os Magos do Oriente, tudo constante nos profetas. Logo, Nicodemos foi ao encontro daquele que aparentemente preenchia os requisitos de ser o Messias esperado desde o Éden e reafirmado pela boca de Moisés, o Profeta mais reverenciado por eles.

1.2.  Um Visitante Discreto

Particularmente eu mesmo já ouvi diversos relatos de pessoas que por sua posição sócio-econômica, se privam de muitas coisas: locais públicos, atividades duvidosas entre outras. Como exemplo, uma autoridade ligada diretamente ao governo (era um ministro, na ocasião), procurou um pastor nas imediações de São Gonçalo-RJ para aconselhar-se, pedir direções mediante a Bíblia e receber cobertura de orações, mas que de forma alguma o nome dele nem indícios de sua personalidade fossem falados a ninguém. O Fruto disto foram vidas alcançadas pelo poder transformador da Palavra, graças à sabedoria e bons préstimos daquele sábio obreiro. Doutro modo, a organização (igreja/denominação) envolvida poderia sofrer terríveis censuras ou ser colocada em muito grande destaque, às custas da quebra de tal pedido de discrição.

1.3. As Revelações de Jesus a Nicodemos

Podemos extrair o inverso de um ensino bíblico? Vejamos I Coríntios 15:33. Onde lemos más conversações ou companhias (ARC e ARA, respectivamente), troquemos por bôas ou excelentes. Igualmente, troquemos corrompem por conservam ou edificam bons costumes. É exatamente isto o que vemos na conversa noturna secreta entre Nicodemos e Cristo: uma total firmeza no Evangelho da Salvação, tendo o Senhor Jesus como o Cordeiro da substituição. Nicodemos que esperava pela vinda do Messias, enfim o encontrara.
Nos azuis dos professores (revista professor), constam instruções que, para a realização, bastariam dedicação pessoal e leitura em voz alta. Por outro lado, me pergunto o motivo de pouco vermos ou ouvir-se falar de auxílios e suportes pagos e/ou promovidos pelas lideranças, para a melhoria comunicativa dos oficiais e obreiros. Que dirá pra o mebro ‘povão’. Fica aqui a cobrança do D.A., num tom de despertamento-crítica.


2. O Diálogo com Jesus

O diálogo entre Nicodemos e Jesus é tão impactante que, mensagens incontáveis ao longo dos séculos têm sido pregadas e ensinadas com base nele. Nicodemos era um especialista da Lei de Moisés, um homem muito educado e de firmeza moral, mas acima de tudo, abrigava, em seu peito, grandes esperanças quanto ao Messias, e foi isso que o atraiu a Jesus.

2.1. As Palavras Elogiosas

Várias vezes vemos elogios hipócritas ao ministério de Cristo, como sábio e rabino, não como Senhor e Deus, por parte de muitos outros principais dos judeus, sacerdotes, escribas, fariseus e doutores da Lei. Os elogios de Nicodemos se assemelham muito mais a rendição de graças, louvor e adoração sinceros. Isso é visto e comprovado nos feitos dele próprio em favor do Senhor, como relatados na revista. Ele por ser mestre e muito bom observador, comparou os atos aparentemente insanos de Cristo com os textos proféticos. Certamente houve a ação do E. Santo dentro dele, dando a confirmação maior da autoridade soberana do nazareno carpinteiro.

2.2. A Admiração de Nicodemos a Jesus

Lembro-me de quando Herodes achou por bem receber pra si a exaltação de Deus: fora aclamado por uma palestra sua, certamente era um excelente orador (At 12:21-23). Por mais que sejam atributos, adjetivos e tantos outros aparentemente humanos ou decorrentes de treino, estudo ou dedicação, não devemos receber pra nós. Temos a mente de Cristo e a consciência (E. Santo) pra discernirmos que tudo é por, através e para Deus, unicamente. Se fôssemos ignorantes ou incrédulos de seu poder e ações, ainda seria quase compreensível: temos as filosofias e provérbios seculares (muitos até pagãos) que versam sobre a humildade. O Senhor Jesus ouviu os elogios e se voltou para seu trabalho: evangelizar, glorificar a Deus (como servo) e deixar-se usar como instrumento de transformações e operações sobrenaturais dos Altos Céus. Contudo, Nicodemos saiu ainda muito mais maravilhado do que quando teceu seus elogios.

“...O Oriente havia contaminado o mundo inteiro com a veneração divina dos soberanos. Herodes, porém, era um rei judaico, que há pouco havia dado como pretexto ter de defender a “velha fé” contra os revolucionários cristãos. Sua responsabilidade é muito diferente da de governantes gentios. Se ele tolera a divinização de sua pessoa, está quebrando o Primeiro Mandamento, o que provoca o juízo de Deus. “Um anjo do Senhor o feriu”, não por causa da execução de Tiago, não por causa da detenção de Pedro, mas pelo fato de “não haver dado glória a Deus” como rei de Israel. Também Josefo diz que Herodes deixou o luxuoso dia da festa subitamente como um moribundo. “E, comido de vermos, expirou.”

                                                                       Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

2.3. Outros Momentos de Nicodemos

Haviam procedimentos sobre como autuar, prender, julgar e sentenciar alguém. Quando da soltura de Barrabás, tratava-se de um costume o que foi visto: soltou-se conforme a voz do povo (que um provérbio diz ser a mesma de Deus, muito erradamente), o terrível marginal, para não liberar-se o inocente, mas incomodador da cúpula judaica, Jesus Cristo. Ao ver procedimentos ilegais ao tratar do acusado Jesus, Nicodemos protestou: “Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro ouvir e ter conhecimento do que faz?”(Jo 7:51). Vemos ele cuidando do sepultamento do Senhor dedicadamente (Jo 19:30).

“...Nicodemos se imiscui na conversa. João salienta que o próprio Nicodemos fazia parte do grupo dos fariseus, sendo teólogo e tendo assento no Sinédrio. Ele lembra que nós na verdade o conhecemos de quando visitou Jesus numa noite. ...Também agora ele é a pessoa cautelosa com que nos deparamos naquela ocasião. Não se atreve realmente a falar em favor de Jesus. Afinal, isso seria em vão. Prefere apontar para a lei, que seus colegas também defendem com tanto ardor. Coloca-se totalmente ao lado deles e fala da “nossa lei”. No entanto, indaga: “Acaso a nossa lei julga uma pessoa, sem primeiro ouvi-la e inquirir o que ela faz?”. Ele tenta impedir que Jesus seja rejeitado e aniquilado sem uma investigação exaustiva. Contudo, não tem sucesso com esse intuito. Os outros nem sequer respondem à alegação como tal. Para perguntas tão tranqüilas eles não têm ouvidos por causa de seu ódio. Sentem na palavra de Nicodemos um posicionamento a favor de Jesus. Isso já é demais para eles, e asperamente repelem a Nicodemos.”

                                                                       Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança


3. Jesus Surpreendeu Nicodemos

Agora partamos mais especificamente para o lado prático do diálogo entre Jesus e Nicodemos, aplicando-os ao evangelismo pessoal exemplificado pelo Mestre da evangelização. Observemos alguns pontos chaves com os quais podemos surpreender qualquer pessoa em uma conversa.

3.1. Jesus não se Impressionou com Nicodemos
3.2. Jesus o Surpreendeu com um Fato Novo
3.3. Jesus fez Revelações Profundas

Sobre os últimos três sub-itens deste tópico, deixaremos um excelente estudo constante em:


e aproveitamos para, mais uma vez, dar os parabéns para o comentarista e à Editora Betel. Não quisemos retocar em nada o mesmo. Está bastante amplo e esmiuçado. Glórias a Deus!


Conclusão

O novo nascimento é a porta de entrada do Reino. Ele representa a renovação interior realizada pelo Espírito Santo, que ocorre quando a pessoa se torna cristã. A pessoa recebe perdão de seus pecados mediante sua fé em Jesus e nasce de novo para uma vida caracterizada por fé, amor e esperança. Assim como Nicodemos, muitos ainda não sabem disso. 


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Jesus Cristo – Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 04.
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT e NT - Ed. Batista Regular
Internet



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