segunda-feira, 13 de agosto de 2012

EBD Editora Betel - As Perseguições no Ministério de Jesus

Pedimos a colaboração de todos os leitores na divulgação deste importantíssimo evento, no Rio no dia 25 próximo. Sua indicação pode fazer a diferença evangelística e ministerial na vida de milhares de pessoas sem Cristo e de novos convertidos.






Assembleia de Deus CONAMAD

Lição 08 – 19 de Agosto de 2012

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Texto Áureo


“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. Jo 7.38


Verdade Aplicada 

Perseverar na perseguição¹ é uma benção espiritual, e um sinal de maturidade cristã.

¹Nota D.A.: A construção mais apropriada seria “perseverar na fé durante perseguição”, evitando-se interpretações dúbias. Exp.: “perseverou na destruição” é totalmente diferente de “perseverou na ajuda durante a destruição”.


Objetivos da Lição 

Mostrar que o ministério cris­tão deve ser realizado a partir do exemplo de Jesus;

Entender como Jesus agiu na perseguição, cumprindo seu ministério;

Mostrar que, pregando em mo­mentos difíceis, poderemos tam­bém pregar em qual-quer época.
 

Precisamos, a todo o custo, evitar a escolástica das mensagens prontas (DVD, vídeo da Internet, programas de TV e etc.). Até podemos usá-las como material de avaliação, nunca como ‘massa de modelar’. Aconselhamos a que sejam feitos estudos sérios no livro de Atos e nas biografias de Paulo, Barnabé, Pedro e Tiago, como exemplo. Tudo o que pensarmos em fazer, tem que ser moldado em Cristo, tanto nas maravilhas, quanto nas tristezas e dificuldades.



Glossário 

Iminente: que ameaça se concretizar, que está a ponto de acontecer; próximo, imediato;

Imprevisibilidade:qualidade, caráter ou condição do que é imprevisível;

Ápice: ponto máximo; culminante, apogeu.
 

Textos de Referência 

Jo 7.1E, depois disso, Jesus andava pela Galiléia e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo.

Jo 7.2E estava próxima a festa dos judeus chamada de Festa dos Tabernáculos.

Jo 7.3Disseram-lhe, pois, seus irmãos: Sai daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.

Jo 7.4Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes essas coisas, manifesta-te ao mundo.

Jo 7.5Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.


Leituras complementares

 Segunda 1Co 4:12        Terça Tg 1:12            Quarta Mt 5:12

Quinta At 8:1               Sexta 8:4                   Sábado Mt 5:11
 

Esboço da Lição 

1 Seu Ministério em Meio à Perseguição

2 A Sabedoria na Perseguição

3 Sua Mensagem em Meio à perseguição

Conclusão



Introdução 

Na lição anterior, vimos Jesus deixar a Judéia e retornar para Cafarnaum, onde estava residindo com seus familiares. A perseguição ao seu trabalho na Judéia tornara-se tão ameaçador que resolveu ficar por algum tempo ali. Até que, em momento oportuno, viesse a se manifestar e trazer a sua mensagem impactante aos sedentos de Deus. Com Ele aprenderemos como desempenhar o ministério em meio a perseguição.

  

1. Seu Ministério em Meio à Perseguição: 

Quando João escreveu o seu Evangelho por volta de 90 a 100 d.e., segundo estudiosos, havia uma expectativa de perseguição generalizada. Paulo advertia a Timóteo que em virtude do mesmo sentimento pregasse a tempo e fora de tempo, (2Tm 4.2). Pedro dirigia os seus ensinos aos irmãos que sofriam perseguição e os instruíam como deveriam enfrentar esse desafio. Os tempos eram difíceis, como o de hoje em muitos aspectos e atualmente há muitos lugares em que a intolerância ao cristianismo impera, não sendo permitido evangelizar de modo direto. Antevendo, quem sabe, tempos mais difíceis ainda, devemos nos preparar.
 

1.1. A Malícia dos Parentes (Jo 7.1,3,4): 

Festa dos Tabernáculos= A “festa dos tabernáculos” é a que mais alegrava e era também a mais  popular das grandes festas (que eram três) e algumas vezes é simplesmente chamada de “a festa” (cf. Jo 5.1). Os festejos duravam sete dias. Eram feitas de ramos de árvores “tendas” (por isso o termo oficial grego “edificação de tendas”), de onde veio “tabernáculos” (um tipo de tenda) eram confeccionadas. Nessas “tendas de ramos”, sobre os telhados, nos pátios e nas ruas, todo o mundo vivia alegremente durante esses dias (Lv 23.39-43). Tabernáculo (Mikdash em hebraico significa santuário, tabernáculo) nos fala sobre muitas coisas e a principal delas é mostrar-nos a nossa posição em relação à nossa vida para com Deus.
 
“...Os irmãos eram uma miniatura da massa da nação, não duvidando da veracidade das obras, mas não crendo nEle. Seu conselho era que, enquanto Jesus permanecia oculto, precisava ser conhecido pelo mundo. Substancialmente foi isso que Satanás tentou sugerir ao nosso Senhor na segunda tentação. O tempo de Jesus não tinha chegado ainda (em outra parte comumente chamado de "minha hora" – o tempo de sua manifestação na morte). Os irmãos não tinham tal direito espiritual de orientar seus movimentos. Eles não conheciam o ódio do mundo, pois faziam parte dele. De outro lado, Jesus, sendo a verdade, tinha de testificar contra o mal que há no mundo. Ele não podia ir a Jerusalém só para ganhar popularidade. Se Ele fosse, seria para expor o pecado. Por enquanto não subo. A palavra ainda (ERC), está ausente em muitas fontes limpas, e foi provavelmente acrescentada por algum escriba para evitar contradição com o versículo 10. Jesus, com a sua recusa, quis dizer que não subiria nos termos sugeridos pelos seus irmãos. Iria na sua hora e à sua maneira, mas permaneceria na Galiléia por enquanto.”
 
               Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Os irmãos ou parentes de Jesus desgostaram-se muito quando perceberam que não tinham possibilidades de conseguir vantagens mundanas dEle. Os homens ímpios começam, às vezes, a aconselhar os ocupados na obra de Deus, porém somente aconselham o que parece provável para fomentar as vantagens neste mundo.
A gente discrepou acerca de sua doutrina e de seus milagres, enquanto os que o favoreciam não se atreveram a reconhecer abertamente seus sentimentos. Os que consideram que os pregadores do evangelho são trapaceiros, dizem o que pensam, enquanto que muitos que os favorecem temem ser recriminados por reconhecer que os consideram bons.


                      Cometário Matthew Henry NT Conciso - CPAD 


O Senhor vivia um ambiente de perseguição, várias vezes ocultas, devido ao seu ministério profético. Por isso ele voltara da Judéia e ministrava somente na Galileia. A festa em questão dava-se  mais ou menos na primeira semana de outubro. Sua família o tinha por fora de si (problemas psicológicos), tanto que quiseram prendê-lo, certa vez (Mc 3:21, 31-35).


1.2. A Controvérsia Entre o Povo (Jo 7.12): 

Nem tudo na Obra de Deus será explícito e nem tudo será oculto. Precisamos ter um grande balanceamento do que possa ou não causar alvoroços, escândalos ou prejuízos ao nome do Senhor. Não há nenhuma relação com “acobertar erros ou pecados”. Se fazemos tudo para Deus, não precisamos de cartazes e nem mesmo de propagar o rótulo (nome) da denominação! Notemos que o próprio povo (que era muito influenciável pelas autoridades e pelos oradores públicos, faziam seus comentários de forma discreta. Cristo ainda estava por causar dois impactos totais: decepção (ao ser preso e morto, de forma humilhante) e confirmação de ser o Messias e Deus encarnado ao ressuscitar. 

1.3. As Ameaças de Prisão e Morte: 

Em Hebreus lemos que nosso sofrimento não é algo impossível, pois ainda estamos vivos (Hb 12:4). O Senhor nos provou o que disse de sobre vida e morte ao morrer e voltar ele próprio. Várias vezes Cristo deixou de ser preso por não ter chegado o momento. Quando este chegou, vemos ele dizer sobre a forma exagerada de sua prisão (Mt 26:55). Quando ouvimos ou lemos que a Salvação é individual, implícito está que cada vida é um ministério, no sentido mais amplo possível. Tanto nossos progressos como aparentes fracassos irão atingir nossa família, lar e amigos mais íntimos. Seria como dizer que andando totalmente alinhado padecerá afrontas, humilhações e problemas. Se andarmos deixando a desejar, fatalmente irá aparecer algum tipo de caluniador que acabará desmascarando quem quer que seja, pois já anda em descordo com a vontade do Senhor.   



2. A sabedoria na perseguição:

Você saberia como agir em meio a perseguição? Lemos o Novo Testamento não apenas de modo histórico para fortalecer as nossas almas, ele tem um sentido profético que devemos atentar. O mundo vem ensaiando ao longo dos séculos um governo único onde há de se explorar o comércio, o prazer e o esoterismo comprimindo a Igreja à sua adesão ao "espírito demoníaco" de Babilônia em sua nova forma. Quando Paulo percebeu tal coisa em seu tempo conscientizou seus obreiros a trabalharem ainda mais. Devemos olhar para Jesus e aprender com Ele como agir nesses tempos difíceis.


2.1. Sua prudência (Jo 7.10): 

Por exemplo, na natureza o grão de trigo precisa ser ocultado sob a terra para depois como nova planta aparecer e dar muito fruto; quando Gideão sob as ordens de Deus derrubou o poste ídolo e o altar de Boal, o fez a noite ocultamente (Jz 6.27); quando Lutero fixou as 95 teses em Wintemberg a ninguém contou o que tinha em mente, apenas agiu em silêncio e no tempo certo.  



Por favor aguardem: estamos elaborando uma etapa a cada dia. Louvamos a Deus por este privilégio. Orem por nós e nos ajudem divulgando nosso trabalho junto a outras pessoas



R.S.Costa


2.2. Estava oculto em meio ao povo (Jo 6.67): 

2.3. No meio da festa subiu ao templo e ensinava (Jo 7.14): 

Em meio à perseguição, o obreiro evangelizador deve combinar alguns elementos necessários para que por fim possa desempenhar o seu trabalho. Assim como Jesus deu o exemplo, combinando prudência por meio da imprevisibilidade e discrição, somadas ao elemento surpresa, assim devemos agir também. Quer seja por segurança pessoal em tempos de perseguição, quer seja em tempo de plena Liberdade por uma questão de vigilância espiritual, contra a própria vaidade.  



3. Sua mensagem em meio a perseguição: 

O ápice do capítulo sete de João aponta para a mensagem de Jesus, que aconteceu no último dia da grande festa. AE características peculiares daquele momento difícil tornou muito mais especial a sua mensagem. Havia na ocasião uma cerimônia em que o sacerdote saía com um jarro vazio de ouro para o tanque de Siloé acompanhado por uma procissão, retornava ao templo e ali derramava numa bacia água e vinho. Que em seguida eram derramados no templo e havia grande alegria naquele momento. Tal evento tinha a finalidade de mostrar a gratidão a Deus pelas colheitas, e pedir a Deus por novas chuvas. Também lembravam o tempo em que seus ancestrais habitaram no deserto e beberam água da rocha.


3.1. A mensagem foi uma surpresa: 

3.2. A mensagem foi reveladora (Jo 7.37,38): 

3.3. A mensagem foi admirável (Jo 7.46):


Aprendemos com Jesus não apenas a ousadia, mas a sabedoria de buscar palavras que sejam como mananciais que satisfazem os sedentos. Se Ele é a rocha do verdadeiro manancial, então as colheitas de uvas e maçãs que naquela ocasião os judeus celebravam diante de Deus as bênçãos que pediam, a satisfação interior que suas almas procuravam em Deus; tudo repousa nele. Essa é uma mensagem tal atual quanto há dois mil anos atrás. Em meio a perseguição, devemos ser flechas polidas como Jesus foi, como aquele que sai aos sedentos.  



Conclusão 

Apesar de todos os reveses e perseguições enfrentadas por Jesus na Judéia, ele não deixou de realizar satisfatoriamente o seu ministério. Isso ficara vívido na memória de João, o escritor do evangelho, que mesmo diante da tremenda oposição à pregação do evangelho não se eximiu de cumprir seu ministério, pregando, ensinando e também escrevendo um verdadeiro legado a toda igreja cristã de todos os séculos. Através dele podemos aprender como desempenhar o ministério em meio à perseguição.  



Fontes: 

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Jesus Cristo - Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 08

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