domingo, 23 de setembro de 2012

EBD Editora Betel - O Caminho da Redenção



Assembleia de Deus CONAMAD

Lição 14 – 30 de setembro de 2012
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Texto Áureo

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes Paz seja convosco!” João 20.19

Verdade Aplicada

O cristianismo está alicerçado no Cristo ressurreto, por isso o crente não pode negar o fato de haver ressurreição dos mortos.

Objetivos da Lição

Apresentar o sofrimento de Jesus;
Ensinar que a ressurreição é a nossa grande esperança;
Resgatar o caminho da nossa redenção.

Glossário

Páscoa: festa anual dos cristãos, comemorativa da ressurreição de Cristo;
Paradoxo: aparente falta de nexo ou de lógica; contradição;
Redenção: ato ou efeito de remir; resgate.


Introdução

A história da vida de Jesus, contada por João, gera frutos há mais de dois mil anos. Sua incomparável inteligência e personalidade fizeram dEle o perfeito ponto de partida para uma humanidade mais cheia de esperança e de alegria. Suas dores, agonias e sofrimentos narrados por João não ofuscaram suas características fundamentais de ser humano ideal. João, o discípulo amado, homem de personalidade terna, porém marcante, soube bem descrever, ainda que não por completo, a vida de Jesus. A finalidade de seu evangelho é dupla convencer que Jesus, homem perfeito, é o Messias e Filho de Deus, e compartilhar com essa fé a vida eterna.


1. Getsêmani, Lugar de Agonia e de Salvação

Quando nosso Senhor terminou de comer a Páscoa e celebrar a ceia com seus discípulos, foi com eles ao Monte das Oliveiras, e entrou no jardim do Getsêmani. Nesse jardim, Jesus nos trouxe, através da sua agonia, a cura de todos os males; diferente de Adão que, no jardim do Éden (lugar de delícias), arruinou-nos com sua desobediência.

1.1.O poder das trevas

Em favor de salvar a Humanidade, o Verbo (Cristo) desceu tanto da Glória, quanto de gloria (tornou-se criatura – homem). Somente sendo homem, podia ele pagar pelos outros! Somente Deus podia redimir seus filhos. Para isso, ele mesmo veio através de seu Unigênito. Humanamente falando, seu ‘menor’ sofrimento foi ser cuspido e beber vinagre. Nós estaríamos dispostos a sofrer estes dois ‘menores’? Mas ele sofreu tantos outros muito maiores que estes: furado, esbofeteado, vergonha pública (tanto pra si, quanto para seus pais, amigos e familiares), fome, sede, nudez (sua roupas foram sorteadas), além de receber em si a ira de Deus: todo o pecado de todas as eras (Is 53:5, Jo 1:29, 8:34, Rm 3:9). As Trevas são terríveis, mas o poder de Deus é inigualável, imensurável, infinito e insuperável.

Nota D.A.: lemos na revista “...ali estava chamado a sofrer sua máxima (?) aflição...” Bom, qualquer pessoa que tenha lido os evangelhos com atenção, perceberá o equívoco: a agonia de orar pela humanidade e suar sangue, é absurda. Mas a maior agonia foi na Cruz! Isso é sem ponderação nem sombra de dúvidas.

1.2.A razão de ir ao Getsêmani

Seguindo e segundo o raciocínio do comentarista da revista, o Senhor (naquele momento), não estava fugindo nem se ocultando (em outros momentos/eventos, somos levados a crer que ele possa mesmo ter se ocultado). Logo, ele estava se ofertando e se oferecendo voluntariamente. Eis o motivo de ele falar contra a forma: soldados, paus e truculência. Ninguém o ‘prendeu’ de fato. Ele se deixou ‘prender’ (Mt 26:55, Mc 14:48).

1.3.A cena do Getsêmani

Queremos acrescentar sobre o trecho “...tudo isto é o que ocasionava nele a agonia...”, novamente, que tal agonia era sobre o que o esperava (A Cruz). A ele estava destinado morrer levando em si a Condenação de todos e, ao retornar dos mortos, trazer em si a Vida Eterna a todos. Ele não estava agoniado por estar orando. Não se agoniava por aguardar sua prisão. Se agoniava pela ânsia da Morte, do pagamento de nossa Redenção (e de todas as coisas) e pelos que ainda seriam enviados a ele. Nós somos o canal por onde outros virão ao Senhor. Que honrosa posição IMERECIDA esta nossa, não?Estamos sendo taxativos, para fugir-se do risco de catalogarmos Getsêmani como ‘Lugar de Salvação’. Quando Cristo bradou “está consumado” não era uma oração desesperada. No Getsêmani é que ele podia ter se desesperado, e não o fez (Mt 26:39 e 42, Mc 14:36, Lc 22:42). Ali é que ele disse, em nosso entender: “estou pronto a ir e, após ir direi ‘está feito’”.


2. A Morte e Ressurreição de Jesus

Após ter sido preso no jardim do Getsêmani e interrogado, Jesus foi levado com a acusação de ser “rei dos judeus”*. Com o sofrimento de uma coroa de espinhos, crucificaram-no em uma cruz. Mas ao terceiro dia de sua crucificação**, sendo este o primeiro dia da semana ele ressurgiu dentre os mortos*** (Jo 20.1-3; At 20.7; 1Co 16.1,2).

Notas do editor:
* O problema não era apenas alguém se dizer/fazer rei dos judeus.  O caso é que dizendo-se ‘rei’, alguém teria de ser tomado como o Messias, mas Cristo lhes era fraco demais. Ao declararem ter um rei (ainda que espiritual), a supremacia de César era tocada, e os judeus poderiam novamente perder o lugar e o título de nação, ainda que vivessem como servos e serviçais (Jo 11:48). Por volta do ano 70 d.C., eles acabaram pagando com tal perda, por esta rejeição.
** Particularmente, este assunto foi um dos primeiros nos quais pude perceber a dificuldade (diferenças de cultura, época, saberes e formas de pensar) de se compreender a Bíblia. Nosso estilo imediatista (americano), nos induz a acharmos que ‘terceiro dia’ seria somarmos 3 ao dia em questão (“sexta”+3= segunda). Na verdade, o dia citado é tomado em conta: Sexta, o primeiro. Sábado, o segundo. Domingo, o terceiro.
*** Lázaro também ‘voltou’ dentre os mortos, mas continuou a envelhecer, correu o risco de ser assassinado cruelmente (Jo 12:10) e morreu novamente. E, até hoje, aguarda a ressurreição final.

2.1. O dia da ressurreição (Jo 20.1-10)


Se Cristo tivesse dado sua vida em resgate sem voltar a tomá-la, não se teria manifestado que sua oferta tinha sido aceita como satisfação.
Foi uma grande prova para Maria que o corpo tivesse desaparecido. Os crentes fracos costumam fazer matéria de lamento precisamente daquilo que é fundamento justo de esperança, e matéria de gozo. está bem que os mais honrados que outros com os privilégios dos discípulos sejam mais ativos nos deveres dos discípulos: mais dispostos a aceitar dores e correr riscos em uma boa obra. Devemos fazer o melhor que pudermos sem invejar os que podem fazer melhor, nem desprezar os que, ainda fazendo o melhor que podem, ficam para trás.
O discípulo a quem Jesus amava de maneira especial e que, portanto, amava de maneira especial a Jesus, chegou primeiro. O amor de Cristo nos fará abundar em todo dever mais que em qualquer outra coisa. O que ficou para trás foi Pedro, que tinha negado a Cristo. o sentido de culpa nos obstaculiza no serviço de Deus.
Ainda os discípulos não conheciam a Escritura; não consideravam nem aplicavam o que conheciam da Escritura: que Cristo devia ressuscitar dentre os mortos.
                  Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT - CPAD

 
2.2. Jesus apareceu a Maria Madalena (Jo 20.11-18)

Maria Madalena seguiu Pedro e João de volta à tumba, certamente sem muita pressa.  Estava afligida de dor.  Seus olhos cheios de lágrimas e seu estado emotivo lhe impediram de reconhecer os seres anjelicais, que tinham notícias que teriam acalmado sua dor.
Anjos vestidos de branco. Geralmente se descreve os anjos com este tipo de vestes (Mt. 28: 3; Lc. 24: 4; At. 1: 10).
“Não sei onde...” bem possivelmente, ela não reconheceu que esses seres eram anjos "enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação" (Hb 1: 14).  Não é dito sequer se ela imaginou quem eram os que estavam na tumba.  Não esperou uma resposta, apenas se voltou ao perceber outra pessoa (Cristo).
Mas não sabia. Estariam seus olhos "velados" como os dos discípulos no caminho para Emaús? (Lc 24: 16). Ou talvez estavam muito cheios de lágrimas para que pudesse ver com claridade (ainda era escuro)
Que era Jesus. Esta é a primeira aparição depois da ressurreição (Mc 16: 9).
Por que choras? A mesmo que os anjos haviam perguntado (v. 13).  Estas são as primeiras palavras que se registram do Salvador ressurreto. Pressupõe-se que Maria não possuía nenhuma esperança da ressurreição do Mestre. Sua preocupação seria recuperar o corpo de seu Senhor. Talvez quisesse (e até podia) sepultá-lo na mesma tumba em que tinha estado seu irmão, mas que tinha sido esvaziada pelo Jesus (Jo 11: 1 e 38).
Mulher. Evidentemente, Jesus a chamou em um tom que para ela era familiar.  Uma grande emoção a embargou quando compreendeu que tinha ressuscitado seu Senhor.
Disse-lhe em hebraico. Segundo os exegetas há evidências textuais para o acréscimo das palavras “em hebraico”.
Obs.: este trecho consta na maior parte das versões, inclusive na usada pelos TJ e nas católicas, porém não consta na ARC. Na NVI consta “exclamou em aramaico”.
Raboni! Gr. rabbouní, transliterado do aramaico rabbuni, que significa literalmente "meu mestre", e que se usa para dirigir-se aos professores.  Este termo equivale precisamente a "rabino" (comparar com Mt. 23:7 e Jo 1:38).
Não me toques/detenhas. O grego pode interpretar-se com o significado de "deixa de me tocar" (o que implicaria que Maria estava abraçando os pés de Cristo), ou "possui a intenção de tocar". Sem dúvida, é o significado aqui. A objeção não indica que fosse pecaminoso ou errado tocar o corpo ressuscitado, mas ele estava apressando o tempo. Jesus não queria deter-se para receber a comemoração de Maria. Tinha que subir logo ao Pai para receber ali a segurança de que seu sacrifício tinha sido aceito. Depois de sua ascensão temporária, Jesus permitiu sem nenhum protesto que o tocassem (Mt. 28: 9); o que agora pedia a Maria era que adiasse isso.
Meus irmãos. Quer dizer, os discípulos.
Para meu Pai e vosso Pai. Não "nosso Pai".  Possivelmente com a finalidade de mostrar que há certas diferenças (importantes) entre a relação de Cristo com o Pai e a nossa. "Pai" e "Deus" aqui aparecem claramente como sinônimos.
Anunciou aos discípulos. Maria procedeu imediatamente e fez o que ele lhe havia dito. Porém, os discípulos permaneceram em sua incredulidade (Mc 16:11; Lc 24:11).

2.3. Jesus apareceu aos discípulos (Jo 20.19-29)


Este era o primeiro dia da semana e, depois, este dia é mencionado repetidas vezes pelos escritores sagrados, porque foi evidentemente separado como o dia de descanso cristão em memória da ressurreição de Cristo. Os discípulos tinham fechado as portas por medo aos judeus; e quando não tinham essa expectativa, o próprio Jesus veio e ficou em pé em meio deles, tendo aberto as portas em forma miraculosa, apesar de silenciosa. Consolo para os discípulos de Cristo é que nenhuma porta pode deixar fora a presença de Cristo, quando suas assembléias podem realizar-se somente em privado. Quando Ele manifesta seu amor pelos crentes por meio das consolações de seu Espírito, lhes assegura que, devido a que Ele vive, também eles viverão. Ver a Cristo alegrará o coração do discípulo em qualquer momento, e quanto mais vejamos a Cristo, mais nos regozijaremos.
Ele disse: recebam o Espírito Santo, demonstrando assim que sua vida espiritual e sua habilidade para fazer a obra, derivará e dependerá dEle. Toda palavra de Cristo que seja recebida por fé no coração, vem acompanhada desse sopro divino; e sem Ele não há luz nem vida. Nada se vê, conhece, discerne nem sente de Deus, senão por meio deste.
Cristo mandou, depois disso, aos apóstolos a que anunciassem o único método pelo qual será perdoado o pecado. Este poder não existia em absoluto nos apóstolos Enquanto a poder para emitir juízo, senão somente como poder para declarar o caráter daqueles aos que Deus aceitará ou rejeitará no dia do juízo. Eles assentaram claramente as características por meio das quais pode discernir-se um Filho de Deus e ser distinguido de um falso professante e, conforme ao que eles tenham declarado, cada caso será decidido no dia do juízo.
Quando nos reunimos no nome de Cristo, especialmente em seu dia santo, Ele se encontrará conosco e nos falará de paz. Os discípulos de Cristo devem empreender a edificação de sua santíssima fé de uns a outros, repetindo aos que estiveram ausentes o que ouviram, e dando a conhecer o que experimentaram. Tomás limitou o Santo de Israel, quando queria ser convencido por seu próprio método, e não de outro jeito. Poderia ter sido deixado, cruz justiça, em sua incredulidade, depois de rejeitar tão abundantes provas. Os temores e as dores dos discípulos costumam ser prolongadas para castigar sua negligência.
Desde o princípio ficou estabelecido que um dos sete dias devia ser religiosamente observado. E que no reino do Messias o primeiro dia da semana seria esse dia solene, foi indicado em que nesse dia Cristo se reuniu com seus discípulos em assembléia religiosa. O cumprimento religioso desse dia nos tem chegado através de toda a era da Igreja.
Não existe em nossa língua uma palavra de incredulidade nem pensamento em nossa mente que não sejam conhecidos pelo Senhor Jesus; e lhe aprouve acomodar-se ainda a Tomás em vez de deixá-lo em sua incredulidade. Devemos suportar assim ao fraco (Rm 15.1-2). Esta advertência é dada a todos. se formos infiéis, estamos sem Cristo, infelizes, sem esperanças e sem gozo.
Tomás se envergonhou de sua incredulidade e clamou: Senhor meu e Deus meu! Os crentes sãos e sinceros serão aceitos de graça pelo Senhor Jesus apesar de serem lentos e fracos. Dever dos que lhe ouvem e lêem o evangelho é crer e aceitar a doutrina de Cristo e o testemunho acerca dEle (1 Jo 2.11).
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT - CPAD

Pela análise do texto bíblico, confirmamos o que é dito na revista: o Senhor apareceu no mesmo dia que aparecera à Maria, aos demais seguidores. Há uma controversa explicação de alguns grupos, de que a ressurreição teria se dado no segundo dia da semana (à época não chamava-se “segunda” para se invalidar a “adoração ao Domingo)”, mas isso não cabe em nosso espaço.


3. O Caminho da Redenção

Depois de ter aparecido aos discípulos e ter feito vários sinais, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, agora no mar da Galileia. Os discípulos foram pescar mais nada apanharam naquela noite. Quando o sol surgiu, Jesus estava de pé na praia, mas eles não o reconheceram.

Jesus e os sinais. Vemos na pregação, na vida e na obra dos discípulos e apóstolos, confirmações sobrenaturais de que eles vinham de Deus e eram por ele enviados. Cristo continua a nos ensinar com atos e exemplos práticos sobre o que podemos fazer se crermos e se verdadeiramente estivermos em suas pisaduras e fazendo a vontade dele para o engrandecimento do Reino.

3.1. Jesus no mar da Galileia (Jo 21.1-15)

I. Uma noite de derrota - Pedro pescando - 21:1-3
Pedro renunciou tudo e voltou a pescar. Ele renunciou tudo para seguir o Senhor Jesus (Lc. 5:1-11) e agora está de volta à vista do pescador. Tudo que lemos acerca daquela noite fala de derrota:
(1) Está escuro, que quer dizer que Pedro não estava andando na luz.
(2) Ele não recebeu nenhuma ordem para fazer o que fez - desobedecer.
(3) Tudo que fez aquela noite falhou, como sempre acontece quando não obedecemos o Senhor.
(4) Ele não reconheceu Cristo, que mostra que sua visão espiritual era muito fraca.
(5) Pedro influenciou outros 6 homens a desobedecer.
Deus não abençoa somente quando estamos fiéis e obedecemos a Palavra. “Sem mim nada podeis fazer” (15:5). Há muitos crentes que gastam muito tempo, dinheiro, e força para nada, porque suas atividades não tem base nas Escrituras. É melhor esperar a orientação do Senhor e receber as suas bênçãos do que entrar numa obra da nossa escolha e falhar.
II. Uma manhã de decisão - Pedro festejando - 21:4-17
Depois que Cristo aparece a pesca vai muito melhor e eles pegaram muitos peixes. Só alguns minutos de trabalho com Cristo produziu mais que a noite todo trabalhando só na carne. É interessante notar que um milagre semelhante aconteceu no princípio do ministério de Pedro.

Autor: Pr Eduardo Kittle Fonte: www.palavraprudente.com.br


3.2. Jesus interrogou a Pedro (Jo 21.15-23)

Sobre o final deste sub-item na revista(“quando passamos”), entendemos que é uma afirmação fatalista (sempre acontecerá ou tem que acontecer). Preferimos “se passarmos a amar”, por ser uma construção mais analítica (algo que acontecerá se quisermos ou se nos despoliciarmos). Assim, teremos mais consciência para optar/rejeitar. De igual modo “estamos deixando o verdadeiro caminho” deveria ser algo como “estaremos deixando”, assim se encaixaria em um ensino mais consciente e menos acomodável à mornidão ou ‘troca de paixões’.
Sobre estes dois sub-itens (3.1 e 3.2), Iremos sugerir o excelente artigo abaixo, do amado David Alfred Zuhars, Jr. E mais alguns outros:


3.3. O forte testemunho de João

Resumo: O Evangelho de João seleciona apenas sete milagres como sinais para demonstrar a divindade de Cristo e para ilustrar Seu ministério. Alguns destes sinais e narrações são encontrados apenas em João. O seu livro é o mais teológico dos quatro Evangelhos e muitas vezes ele registra a razão por trás dos eventos mencionados nos outros Evangelhos. Ele compartilha muito sobre o ministério vindouro do Espírito Santo após a ascensão de Jesus. Há certas palavras ou frases que João frequentemente usa e que mostram os temas repetitivos do seu Evangelho: acreditar, testemunha, Consolador, vida - morte, luz - escuridão, eu sou... (como em Jesus é o "Eu Sou") e o amor.
O Evangelho de João apresenta Cristo, não de Seu nascimento, mas do "princípio" como "o Verbo" (Logos), o qual, como Divindade, está envolvido em cada aspecto da criação (1:1-3) e mais tarde torna-se carne (1:14) a fim tirar os nossos pecados como o Cordeiro de Deus imaculado (João 1:29). João seleciona conversas espirituais que mostram que Jesus é o Messias (4:26) e para explicar como alguém pode ser salvo através de Sua morte vicária na cruz (3:14-16). Ele repetidamente irrita os líderes judeus ao corrigi-los (2:13-16), curar no sábado e alegar para Si características que pertencem a Deus (5:18; 8:56-59; 9:6,16; 10:33). Jesus prepara Seus discípulos para Sua morte vindoura e para o seu ministério após a Sua ressurreição e ascensão (João 14-17). Em seguida, ele voluntariamente se entrega à morte na cruz em nosso lugar (10:15-18), pagando por completo a nossa dívida pelo pecado (19:30) para que quem confia nEle como seu Salvador do pecado seja salvo (João 3:14-16 ). Ele então ressuscita dos mortos, convencendo até mesmo o mais cético de Seus discípulos de que Ele é Deus e Senhor (20:24-29).
Conexões: O retrato que João expõe de Jesus como o Deus do Antigo Testamento é visto mais enfaticamente nas sete "Eu Sou" declarações de Jesus. Ele é o "pão da vida" (João 6:35), providenciado por Deus para alimentar a alma de seu povo, assim como Ele providenciou maná do céu para alimentar os israelitas no deserto (Êxodo 16:11-36). Jesus é a "Luz do mundo" (João 8:12), a mesma luz que Deus prometeu ao Seu povo no Antigo Testamento (Isaías 30:26, 60:19-22) e que encontrará o seu auge na Nova Jerusalém quando o Cristo, o Cordeiro, será a sua luz (Apocalipse 21:23). Duas das "Eu Sou" declarações se referem a Jesus como o "Bom Pastor" e "Porta das Ovelhas". Elas são referências claras a Jesus como o Deus do Antigo Testamento, o Pastor de Israel (Salmo 23:1, 80:1; Jeremias 31:10, Ezequiel 34:23) e, como a única porta ao curral das ovelhas, o único caminho da salvação.
Os judeus acreditavam na ressurreição e, de fato, utilizaram essa doutrina para tentar levar Jesus a fazer declarações que poderiam ser usadas contra Ele. Entretanto, a sua declaração junto ao túmulo de Lázaro, "Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11:25), deve ter deixado-lhes muito surpreendidos. Ele estava afirmando ser a causa da ressurreição e o possuidor do poder sobre a vida e a morte. Nenhum outro senão o próprio Deus poderia alegar uma coisa dessas. Da mesma forma, a sua pretensão de ser o "caminho, a verdade e a vida" (João 14:6) inequivocamente ligava Jesus ao Antigo Testamento. Seu é o "Caminho Santo" profetizado em Isaías 35:8; Ele estabeleceu a Cidade Fiel de Zacarias 8:3 quando Ele, que é "verdade" em si, estava em Jerusalém e as verdades do Evangelho foram lá pregadas por Ele e Seus apóstolos; e como "a vida", Ele afirma Sua divindade, o Criador da vida, Deus encarnado (João 1:1-3). Finalmente, como a "videira verdadeira" (João 15:1, 5), Jesus identifica-se com a nação de Israel, a qual é chamada de vinha do Senhor em muitas passagens do Velho Testamento. Como a Videira verdadeira da vinha de Israel, Ele se apresenta como o Senhor do "verdadeiro Israel" -- todos aqueles que viriam a Ele em fé, "... porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas" (Romanos 9: 6).
Aplicação Prática: O evangelho de João continua a cumprir o seu objetivo de conter informações muito úteis para a evangelização (João 3:16 é provavelmente o versículo mais conhecido, mesmo se não devidamente compreendido por muitos) e é frequentemente utilizado em estudos bíblicos evangelísticos. Nos registrados encontros entre Jesus e Nicodemos e a mulher no poço (capítulos 3-4), podemos aprender muito do modelo de Jesus para o evangelismo pessoal. Suas palavras de consolo aos Seus discípulos antes de Sua morte (14:1-6,16, 16:33) ainda são de grande conforto nas vezes em que a morte clama nossos entes queridos em Cristo, e o mesmo pode ser dito de Sua "oração sacerdotal" pelos crentes no capítulo 17. Os ensinamentos de João sobre a divindade de Cristo (1:1-3,14; 5:22-23; 8:58; 14:8-9; 20:28, etc) são muito úteis na luta contra os falsos ensinos de algumas seitas que enxergam Jesus como sendo menos do que totalmente Deus.

http://www.gotquestions.org/Portugues/Evangelho-de-Joao.html

Vemos uma cronologia nas histórias narradas nos três Evangelhos sinóticos, diferentemente do que se vê e do propósito do Evangelho de João. João pretendia não apenas relatar os ocorridos (inclusive as atitudes pessoais ruins do próprio escritor, ainda que de forma não explícita), como fortalecer e confirmar a fé dos crentes de geração seguinte e levar outros à fé, mas também corrigir ensinamentos doutrinais falsos que estavam sendo ministrados. O evangelista enfatizava Jesus Cristo como sendo "o Filho de Deus", plenamente Deus e homem, ao contrário da falsa doutrina do "espírito-Cristo", que dizia que tal espírito havia descido vindo sobre o homem Jesus ao ser batizado, e saído na crucificação. A vida de Cristo é mostrada de forma a autenticar, ensinar e convencer-nos de sua divindade.


Conclusão

O caminho de nossa redenção pode ser de sofrimentos, agonias e dores, mas com certeza o seu final será de glórias e regozijos. À semelhança de Jesus, seremos contemplados com as vitórias da ressurreição. Pois Suas histórias nos impulsionam a viver uma vida de esperança e alegria em meio às lutas que tão frequentemente nos acompanham. Portanto, continuemos em nossa jornada de fé no caminho de nossa redenção que é Cristo, o nosso Salvador.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Jesus Cristo – Editora Betel – 3º Trimestre 2012 – Lição 14

Comentário Bíblico AdventistaEd. Casa

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT - CPAD
Internet

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