domingo, 9 de setembro de 2012

EBD Editora Betel - O Consolador e o Discipulado


Lição 12 – 16 de setembro de 2012
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R.S.Costa

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Texto Áureo

“E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo ”. Jo 16.8


Verdade Aplicada

As obras do Consolador são a continuidade daquilo que Jesus fez por meio da Igreja.

Objetivos Da Lição

Mostrar que o Espírito Santo continua o que Jesus realizou através da Igreja;
Relembrar como o Espírito atua no cristão na obra da evangelização;
Apresentar suas ações na vida das pessoas não cristãs¹.

¹ Termo de má aplicação. Por sermos uma nação de origem cristã, é incoerente dizer isto (“todos” são cristãos, mesmo que por cultura). Um termo mais apropriado seria “pessoas que não servem a Cristo como único Senhor, Deus e Salvador, conforme o Evangelho Eterno”. “Ímpios”, “incrédulos” e outros, além de muito afrontosos, não geram nos próprios “não crentes”, a compreensão que damos no meio evangélico.

Glossário

Compungir: causar a, ou sentir enternecimento; sensibilizar(-se);
Preliminarmente: que antecede (o principal); prévio, preambular, introdutório;
Tabernáculos: santuário portátil onde os hebreus guardavam e transportavam a arca da aliança e demais objetos sagrados.

Introdução

Nos momentos finais de sua carreira ministerial, quando Jesus começava a se despedir desta vida com os seus discípulos, pois sabia que a hora de sua partida deste mundo se aproximava, dedicou esses últimos momentos a eles, ensinando-lhes preciosas lições e intercedendo por eles. Exemplo que jamais deveria ser esquecido por seus seguidores. Depois de ter-lhes falado sobre a importância de estarem conectados a Ele passou a falar-lhes da obra do Consolador, que o substituiria neste mundo e a Sua missão, e é o que veremos a seguir.

1. Obras do consolador em relação a cristo

A obra de Jesus se dividia em vários aspectos, é necessário entender os principais, a fim de entendermos a missão do Consolador, o Espírito Santo. Jesus, no seu ministério público, profético e salvador, em linhas gerais pregava, ensinava, operava curas e milagres e discipulava. Embora o Senhor tivesse um público certo e numeroso ninguém discorda que Ele se dedicou mais integralmente aos seus discípulos, do que qualquer outra coisa, visto que eles continuariam a sua obra após sua partida deste mundo, então eles agora precisavam contar com a ajuda de um outro Consolador, como veremos a seguir.

Muitos se perguntam por que nem sempre há curas ou porque nem todos “curam”. Deus tem o poder de fazer qualquer um ou todos operarem tais coisas. O caso não é a escassez disto ou daquilo, mas se alguém suportaria operar tudo, como o Senhor fazia (e faz). De fato, houve troca de consolador, não um encerramento da função ou do poder do detentor dela. Se somos discípulos verdadeiros, busquemos não só que ocorram tais coisas por nossas vidas, mas a capacidade de suportar isto sem soberba, vaidade ou desistências.

1.1. Substituir a Cristo (Jo 16.7)

Vos convém que eu vá. A desvantagem em termos de separação e tristeza seria ultrapassada pelo lucro ocasionado pela vinda do Consolador (ajudador). Só é preciso que se compare os discípulos do final do ministério de Jesus com esses mesmos homens depois da vinda do Espírito para ver como desenvolveram grandemente sua compreensão e eficiência no serviço.

    Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Mais que ao nosso lado, o Espírito Santo está dentro de nós. No AT vemos várias ocorrências de maravilhas operadas pelo E. Santo (não como consolador). Antes do Dia de Pentecostes, já havia muitíssimas operações também. Após o derramar é que ele passou a estar DENTRO de cada um! Isto é uma glória única! Ele está na Igreja para nos ajudar em tudo o que Cristo nos comissionou.

1.2. Representar a Cristo (Jo 16.13)

A comunicação dessas coisas podia ser seguramente adiada até que viesse o Espírito da verdade, que é um professor tão eficiente quanto o próprio Senhor.

    Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

“...Esta afirmação (a quinta) sobre o Paracleto, está diretamente ligada a anterior, e focaliza na obra do Espírito na revelação. ‘Toda a verdade’ (13) se refere a plena revelação que vem através de  Jesus Cristo. O Espírito guia apenas em harmonia com sua própria natureza, ou seja, a Verdade. O pronome masculino é usado aqui para realçar a personalidade do Espírito como guia. Aliás, ele não fala de si mesmo, mas apenas o que ouve, uma clara alusão a estreita relação entre o Espírito e aquele que o envia. “Quais as coisas que hão de vir?” Não é provável que sejam eventos do futuro distante. É preferível ver aqui uma alusão a maior e plena revelação que seguiria ao Derramamento do Espírito...”

Nuevo Comentario Biblico Siglo Veintiuno - Biblioteca Mundo Hispano (trad. Livre Doutores de Almas)

Quando diz-se que o Senhor subiu ao Céu e que voltará, parece um vai-e-vém dizer que alguém sentiu a presença dele hoje ou em nossos dias. Lembremos que o E. Santo é o representante direto dele e que, assim como o Pai, Cristo (que é Deus) pode através da presença do Espírito, estar em todos e quaisquer lugares ao mesmo tempo: ou Cristo é Deus, ou ele é um grande mestre que ressurgiu, sumiu (com corpo e tudo) e nós apenas sofremos alucinações coletivas (algo impossível) e não existe Salvação pra ninguém.

1.3. Trabalho profético e de glorificação (Jo 16.13b, 15)

Comparando os Evangelhos com as Epístolas pode-se perceber quanta coisa o Senhor deixou de dizer. Tudo isso ficou para o ensino do Espírito, para ser comunicado à Igreja por meio dos apóstolos. É assim que Cristo ainda trata conosco, permitindo que tenhamos provações de acordo com a nossa força e corrigindo-nos conforme nossa capacidade espiritual. Nós desejamos conhecer os planos secretos de Deus em relação a nós e àqueles que amamos. Aonde leva o caminho que estamos trilhando e que descai tão rápida e abruptamente? Quanto tempo ainda durará a luta entre a verdade que está no patíbulo e o erro no trono? Qual é a explicação do mistério do mal, da tristeza e da agonia do mundo? Jesus diz: “Meu filho, você não suportaria essa revelação agora. Confie em mim. Assim que você estiver em condições de compreender, eu lhe direi”

Comentário Bíblico F. B. Meyer  (AT e NT) – F. B. Meyer – Ed. Betânia

Uma vez que as coisas de Cristo incluem as verdades referentes ao Pai e Seus conselhos, quando o Espírito comunica as coisas de Cristo comunica toda a verdade.
Logo a seguir o Senhor lidou com as compensações que aliviariam a dor ocasionada com a Sua partida. Essas incluíam a promessa de que os discípulos o veriam novamente (v. 16); sua alegria em vê-lo (v. 22); o privilégio da oração (vs. 23, 24); aumento de conhecimento (v. 25); e o amor sustentador do Pai por eles (v. 27).

    Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Em Daniel 2:30 é dito sobre como e o motivo de algumas revelações terem sido dadas e no verso 47 é dito sobre quem dá tais revelações. Sem entrarmos em detalhes sobre ensinos que afirmam sobre o fim das maravilhas diretas do Espírito, chamamos a atenção ao fato de elas existirem no AT e no NT antes do derramar (Pentecostes). Como exemplo: Mt 2:12, 22, 11:25 e 27, Lc 2:26 e 10:22. O título diz Trabalho Profético, não por modismo, como se percebe facilmente e de “glorificação”, por continuar a apresentar Cristo a nós e ao Mundo, e a glória vindoura aos fiéis, quanto a inglória eternidade longe do Céu. Nós também podemos e devemos fazer estes dois trabalhos (profético e de glorificação).


2. Obras do consolador no discípulo de cristo

De certa forma, já adiantamos esse assunto no tópico anterior, pois quem representa alguém, o faz diante de outra ou outras pessoas. Mas trataremos especificamente da obra do Espírito na Igreja cristã, com enfoque na grande comissão. Comissão é formada por duas palavras, “co” que significa junto ou em comum; e missão, incumbência, encargo, dever a cumprir. Logo, comissão é dever a “cumprir junto, em comum” que é um aspecto da obra de expansão do Reino de Deus aqui na terra.

2.1. Sua presença (Jo 14.16-17)  

Poderíamos efetuar a evangelização sem o E. Santo dentro de nós? Bom, não há na Palavra de Deus a negação ou a validação desta afirmativa. Comparem como era o trabalho antes e depois (tanto na vida individual de cada discípulo/apóstolo, quanto no seio da Igreja). Cristo disse que após o derramar seríamos suas testemunhas. É de supor-se que, no mínimo, sem o Espírito tal trabalho seria muitas vezes mais difícil, beirando a impraticabilidade. Nos azuis dos professores é detalhado sobre as confirmações por maravilhas. O E.Santo fora derramado no interior de cada um, mas nada foi dito sobre ele deixar de estar à volta da Igreja (e em todos os lugares do Universo). Nosso comissionamento está totalmente firmado e dependente da ação sobrenatural de Deus e com a presença do Consolador.
         
2.2. Seu testemunho (Jo 15.26-27)

O Consolador testifica de Cristo, dando-nos mais compreensão do que está nas Escrituras. Não podem existir novas revelações ou doutrinas que não sejam confirmatórias do que já está afixado nelas. Ele também nos diz verdades sobre o Pai e sobre o Filho. Verdades estas dentro de nossas limitações absurdas. A plenitude da Trindade saberemos na Eternidade, na Glória. Tais conhecimentos nos servem de base e de ‘assunto’ para falarmos aos que não crêem. Na verdade, não são afirmações secas e legalistas: são o que nos mesmos temos sentido, presenciado, experimentado e comprovado de nosso Senhor. Quando lemos que seríamos testemunhas, não era figurado (At 1:8). Era mais que verídico!

2.3. Guiar a toda verdade (Jo 16.13)

Muitas pessoas entendem ‘verdade’ como ser um delator. Mas em suas mentes estão sendo apenas apuradoras de mentiras, trapaças, hipocrisias e vida de pecados alheios. Ou seja, sentem-se investigadores “a serviço do Reino”: o que descobrirem, é dever inadiável contar ao pastor ou dirigente para ‘purificar a igreja’. Nos questionamos sobre se isto é possível. O exemplo clássico de João Batista nos faz pensar se estamos mesmo prontos a ‘falar toda a verdade’. Jesus também teve seus momentos de perseguição física (iam linchá-lo), mas ele esquivou-se em algumas ocasiões. O Espírito de Deus nos conduzirá em sábias saídas, decisões e soluções. Nós faremos não apenas a Evangelização, como também nosso trabalho material (sustento) e a condução dos trabalhos do Senhor.

...É bastante misterioso o que Jesus declarou com tanta brevidade aos seus. Será que já não excede sua capacidade de compreensão? Quantos esclarecimentos ele ainda tem para lhes dar! Pensamos, p. ex., em tudo o que o Exaltado dirá por meio de João às “sete igrejas na Ásia” e, assim, à igreja de todos os tempos. Agora ainda não é hora para isso. “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”. Jesus não precisa precipitar nada nem sobrecarregar seus discípulos. Afinal, não ficam sós e indefesos. “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a (ou: em) toda a verdade”. Os manuscritos divergem entre si. Será que o Espírito nos guia em direção de toda a verdade? A rigor a palavra “guiar” demanda a indicação de um alvo como esse. Mas talvez justamente por isso os copistas tenham modificado a frase. Por isso “guiar em toda a verdade” poderia ser a versão original. Então “toda a verdade” é o meio pelo qual o Espírito nos guia. Independentemente do que for, Jesus está seguro de que seus discípulos não serão vítimas nem do engano nem mesmo da mentira, porque “o Espírito da verdade” está com eles e dentro deles, que os conduz e não pode guiá-los de forma diferente do que por meio da verdade e até a verdade. A “verdade toda” ou “todas as verdades” não possui sentido estatístico, como se o Espírito de Deus instruísse sobre todas as verdades possíveis. Por essa razão Jesus falou expressamente “da verdade” no singular, assim como em Jo 14.6 tampouco se designou como a soma de uma variedade de verdades, mas “a verdade”. Somente nosso conhecimento secular se decompõe numa série de descobertas isoladas, as quais tentamos repetidamente sintetizar numa visão de mundo. A verdade de Deus participa da unicidade e unidade dele. Foi-nos prometido que sob a direção do Espírito essa verdade estará tão límpida e clara à nossa disposição quanto precisarmos dela agora para a nossa vida e para nosso serviço.
...Será que com tudo isso o Espírito de Deus leva para além de Jesus, além de sua palavra e obra? Isso é impossível. Se Jesus é “a verdade”, o “Espírito da verdade” não pode ultrapassar a Jesus, mas sim levar cada vez mais fundo para dentro de Jesus. Com certeza encontramos no Apocalipse de João muitas coisas que Jesus ainda não falara aos discípulos em seus discursos sobre o futuro. Naquele tempo ainda não conseguiam “suportá-lo”, captá-lo. Também nas cartas apostólicas constam, pela orientação do Espírito, muitas coisas que ainda não haviam tido espaço na instrução de Jesus aos discípulos. No entanto, já verificamos diversas vezes na presente exposição que alguém como Paulo apenas concretiza, à sua maneira e para a situação das igrejas que lhe foram confiadas, aquilo que Jesus falou pessoalmente em sua palavra.

    Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança


3. Obras do consolador nos não discípulos

=> Vejam novamente notas D.A. sobre o item “apresentar” em “Objetivos da Lição”

São muitas as obras do Espírito Santo junto ao homem natural até que ele venha tornar-se uma nova criatura em Cristo, mas aqui nos prenderemos a algumas principais abordadas no Evangelho de João. De acordo com esse Evangelho, o Consolador testifica de Cristo aos homens por meio da Igreja; Ele convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo; para em seguida levá-lo ao arrependimento e a conversão total ao Senhor Jesus.

3.1. Testemunhar Cristo (Jo 15.26-27)

Os discípulos não teriam de enfrentar o mundo sozinhos. Teriam um ajudador divino, o Espírito da verdade. Ele traria à baila a verdade sobre a condição pecadora dos homens e a verdade sobre Cristo, o remédio para esse pecado. O Espírito viria em dupla missão, por assim dizer, sendo enviado do Filho pelo Pai, a fim de testificar de Cristo (cons. 16:7-13). E vós também testemunhareis. Provavelmente mais indicativo que imperativo. Do ponto de vista da associação com Jesus, a qual lhes deu o conhecimento necessário para um testemunho válido, já estavam qualificados, uma vez que estiveram com Ele desde o princípio - o começo do seu ministério. Mas, para vigorar, seu testemunho tinha de se juntar ao do Espírito operando neles e através deles (cons. Atos 5:32).

    Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Diremos um óbvio não muito percebido: se nós estivermos gratos, animosos e com afinidades estreitas com o Senhor, falar disto e dele será mais que natural. Será um transbordar contínuo, doce e suave, além de contagiante. Nunca deveríamos ser enfadonhos nem maçantes. Qual o motivo de alguém ter vergonha de falar de Cristo? Basta ver o contrário do que acabamos de dizer. Alguém sem transformação é por não ter tido uma real e sincera mudança. Pior fica se nunca houver buscado o Espírito Santo (não falamos de poder nem do Batismo, mas da unção e da virtude). Certamente cada um de nós conhece pessoas que não são batizadas com o E. Santo mas que fluem de Cristo todo dia, toda hora até no respirar. Devemos nos colocar como cooperadores do Senhor e de seu Espírito sempre e testemunhar como o Consolador nos dá exemplo.

3.2. Convencer o mundo (Jo 16.8-11)

“...Convencerá o mundo. Convencer e condenar. O Espírito tinha de vir primeiro para os discípulos (veja final do v. 7), e através deles assumiria a tarefa de convencer os homens. Num certo sentido este ministério está em correlação com a atividade de perseguição do mundo...
... Do pecado. Tendo o pecado do mundo se colocado em evidência na rejeição de Jesus, quando deveria ter havido aceitação, o Espírito faz disso um ponto importante...
... Da justiça. O próprio fato de que Cristo podia resolver o problema do pecado da humanidade através de Sua morte redentora revelou Sua perfeita justiça. De outro modo Ele precisaria de um Salvador para Si mesmo...
... Do juízo. Quando aqueles que crucificaram Jesus viram que Deus não interferiu, imaginaram que o juízo de Deus fora pronunciado sobre Ele. Na verdade, outro estava sendo julgado ali, o próprio Satanás, o príncipe deste mundo. Satanás governa através do pecado e morte. O triunfo de Cristo sobre o pecado na cruz e sobre a morte na Ressurreição proclamou o fato que Satanás fora julgado. A execução final do julgamento é apenas uma questão de tempo. A esta altura o pensamento afasta-se do mundo. Surge a obra do Espírito em benefício dos crentes”.

    Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Veja-se nisto o ofício do Espírito, primeiro reprovar, ou convencer de pecado. A obra de convicção de pecado é obra do Espírito, que pode fazê-la eficazmente, e ninguém senão Ele só. O Espírito Santo adota o método de condenar primeiro o pecado, e depois Consolar. O Espírito convencerá o mundo do pecado; simplesmente não se limitará a dizê-lo. o Espírito convence de que o pecado é um fato; da falta de pecado; da tolice do pecado; da imundícia do pecado, que por isso chegamos a ser aborrecidos por Deus; da fonte do pecado: a natureza corrupta; e, por último, do fruto do pecado cujo fim é a morte. O Espírito Santo demonstra que todo o mundo é culpável perante Deus. Ele convence o mundo da justiça; que Jesus de Nazaré foi Cristo, o justo; além disso, da justiça de Cristo que nos é imputada para justificação e salvação. Ele lhes mostra de onde se obtém e como podem ser aceitos por justos segundo o critério de Deus. a ascensão de Cristo prova que o resgate foi aceito e consumada a justiça por meio da qual os crentes seria justificados. Do juízo porque o príncipe deste mundo é julgado. Todo estará bem quando seja rompido o poder do que tem feito todo o mal. Como Satanás é vencido por Cristo, isto nos dá confiança, porque nenhum outro poder pode resistir ante Ele.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT - CPAD

Algumas vezes, com o uso de argumentação, psicologia, lógica e etc., conseguimos convencer algumas pessoas. Outras vezes, convencemos dezenas ou centenas juntas. Mas não convencemos todas. Convencer o Mundo (toda e qualquer pessoa), só mesmo o E. Santo. Mesmo assim, ele não age por força nem por violência (Zc 4:6): precisamos abrir o coração (a tranca é interna) para a obra ser completada (Ap 3:20).

3.3. Produzir arrependimento

O provérbio popular “se não tem diferença, que diferença faz?” se aplica muito bem aqui. A conversão verdadeira é sempre seguida de mudanças gigantes de proceder, falar, agir, pensar, olhar e até de vestir. Quase sempre há afastamentos de amizades (na maior parte das vezes elas é que se distanciam), mas isso não quer dizer surgimento de inimizades em todos os relacionamentos anteriores (alguns podem se tornar inimigos).
Há uma grande confusão sobre as mudanças: no momento da conversão inicial, acontece a parte maior de uma única vez. O restante ocorre lenta e gradualmente por toda a vida da pessoa enquanto ela não desistir da jornada ou mesmo esmorecer. Há casos de pessoas aparentemente convertidas: vivem empenhadas na Obra e fazem dezenas/centenas de trabalhos, mas que cometem sérios deslizes, daí ficam meses ou anos afastadas de Cristo. O convertido verdadeiro, até pode vir a pecar, mas não larga o Senhor. Não devemos nos apoiar em “o cair é do homem, e o levantar é de Deus” (como se fosse um versículo bíblico) para dar vez a nosso desejo de cair em pecados já se desculpando (“...foi o Diabo!...”). Quando realmente damos lugar ao Espírito de Deus, há arrependimento, mudança, transformação, virtude e firmeza de caráter cristão (o nosso antigo, o natural, não morreu; está subjugado). Antes de pensar em pecar, oremos e jejuemos. Antes de planejar e pecar, observemos o que temos pensado. Estar no meio da chuva não quer dizer ficar molhado (há abrigos e roupas especiais). Ainda que estejamos molhados, busquemos socorro, troquemos de roupa e evitemos problemas pulmonares. O pecado deliberado significa que desistimos de lutar e tapamos a boca do Espírito.
        

Conclusão

Quanto à grande comissão, que envolve a evangelização e discipulado do mundo, Jesus agora ressuscitado e prestes a retornar aos céus estranhamente não tinha um outro plano, caso os seus discípulos diretos falhassem. Eles não falharam porque o Consolador os assistiu todo o tempo com a Sua presença, com Seu testemunho, com a Sua orientação. Jesus jamais precisaria de um plano B, pois Ele tem a pessoa “C” o Consolador!


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Jesus Cristo – Editora Betel – 3º Trimestre 2012 – Lição 12
Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
Comentario Biblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener – Ed. Atos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
Internet

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