segunda-feira, 3 de setembro de 2012

EBD Editora Betel - O poder da conexão



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 11 – 09 de setembro de 2012
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Desculpem-me a demora, mas minha radio-net esteve fora até agora(15:45h)! Que Deus abençoe a todos vocês, suas famílias e ministérios. Agradecemos desde já aos voluntários movidos por Deus.

R.S.Costa


Texto Áureo

“Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”. Jo 15.2

Existem outras varas. Por serem outras, não estão em Cristo, que é a Videira Verdadeira. Logo, existem outras árvores (mestres e caminhos), outras seivas e outras videiras. Se estamos em Cristo verdadeiramente (enxertados), precisamos dar frutos ou seremos tirados. Uma vez ou outra seremos podados e tratados para maior produtividade.

Verdade Aplicada

Firmeza e constância na comunhão com Cristo é outro grande segredo indispensável para dar frutos na obra do Senhor.

Tiago 1:5-8 nos fala que o homem inconstante, é de coração dobre, de dois pensamentos. Assim sendo, ele é sem firmeza. Fala-nos ainda, que tal pessoa nem deve pensar em receber nada de Deus (“coisa alguma”). Frutos verdadeiramente de Deus, somente com perseverança e persistência contínuos.


Objetivos da Lição

Falar da importância que é ter comunhão com o Senhor Jesus;
Descobrir o segredo divino de nos ajudar* a permanecer produtivos através dos tempos;
Apresentar quais os benefícios de mantermos comunhão e sermos frutíferos na obra do Senhor.

*Entendemos que tentou-se expressar algo como “o segredo divino que nos ajuda a” ou “o segredo divino da comunhão para nos ajudar”. No nosso ver ficou com um sentido truncado e/ou duvidoso.

Glossário

Conexão: ligação entre coisas, união;
Podar: cortar galhos de plantas;
Viticultor: que cultiva vinhas.

Textos de Referência

Jo 15.4 Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
=> As varas não dão frutos sozinhas. Nós só frutificamos em Cristo. 

Jo 15.5 Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer.
=> Nós em Cristo e ele em nós; muitos frutos somente com ele.

Jo 15.6 Se alguém não es­tiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
=> O que nos acontece, não estando nós em Cristo: somos lançados fora, sofreremos secura e o fogo.

Jo 15.7 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
=> Estejamos em Cristo e as palavras dele em nós também estarão.

Jo 15.8 Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.
=> Muitos frutos: glorificação a Deus. E assim seremos discípulos dele. 


Esboço da Lição
Introdução
1. Ramos ligados
2. Ramos tratados
3. Ramos frutíferos
Conclusão


Introdução

Hoje trataremos da relevância de se ter comunhão com o Senhor Jesus. Nunca se falou tanto em conexão como nos últimos dias por causa da Internet. Termos como estar conectado, cair a conexão, estou sem conexão (internet), são expressões que ilustram perfeitamente a necessidade de estarmos ligados em Jesus, a Videira. Aproveitaremos para estudar os benefícios colhidos de uma conexão constante com Ele.

Ao nosso ver, é muito mais abrangente e definidor dizer ‘comunhão’ e ‘intimidade’, que ‘conexão’. Até mesmo ‘ligados’ definiria melhor. Na verdade, o originador de tais definições seria “enxertados na Videira”(Rm 11:17). Certamente na revista dos adolescentes ficaria fantástico (conexão).


1. Ramos Ligados

A finalidade deste texto (Jo 15) é mostrar a importância da comunhão com Cristo, de se ter um caráter transformado  e, simultaneamente, um testemunho fecundo de evangelização e discipulado no mundo. Bem como demonstrar a maneira de usufruir das bênçãos prometidas procedentes dessa conexão real entre o cristão e o Senhor Jesus.

Jesus Cristo é a Videira, a Videira verdadeira. A união da natureza divina com a humana, e a plenitude do Espírito que há nEle, lembram a raiz da vida que frutifica pela umidade da boa terra. Os crentes são os ramos desta Videira. A raiz não se vê e nossa vida está escondida com Cristo; a raiz sustenta a árvore, lhe difunde a seiva, e em Cristo estão todos os sustentos e provisões. Os ramos da videira são muitos, mas ao unificar-se na raiz Enquanto a lugar e opinião, se unem em Cristo.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT - CPAD

É bom lembramos primeiramente do abençoador que trará tais bênçãos para usufruirmos delas. Tais bênçãos são melhores que pedidos de orações (súplicas). Tais bênçãos são decretadas (prometidas). Neste capítulo em análise, vemos sobre comunhão, caráter, testemunho, discipulado e o recebimento das bênçãos prometidas com esta ‘conexão’. Também aprenderemos sobre Cristo, a Videira Verdadeira (nos versículas destacados na revista), seu amor pelos discípulos (vv. 9-17), anúncio de ódio e perseguição (vv. 18-25) e a Promessa do Consolador (vv. 26 e 27).

1.1. A dependência dos ramos

Totalmente dependentes do Criador: Não há nenhum ser humano independente, no sentido pleno. O servo de Deus, mais que qualquer coisa, deve ter total noção disto e, à medida que reconhece sua incapacidade humana de viver sozinho, deve muito mais reconhecer-se incapaz de viver sem Deus! Reconhecer a grandeza de Deus não é filosofar sobre isto, escrever livros e tratados ou mesmo pregar: é colocar-se sob seu senhorio universal, atemporal e único (até mesmo por não existir outro digno). Depender não é apenas ensinar, dizer, parecer nem escrever. Depender é não viver, ou preferir morrer (preferir morrer não é matar-se aos poucos nem suicidar), caso se comece a perder tal ligação ou se perceba a incapacidade de mantê-la firme por muito tempo (Sl 137:6)

1.2. A incapacidade dos ramos (Jo 15.4,5)

Capacidades vindas do Alto – Como ser produtivo - Há muitos tipos de plantas e árvores  que seus galhos começam a brotar ao serem cortados e ficarem em contato com o chão ou água. Vejam que para tentar seguir sozinho, tal ramo sofreu a dor da separação e terá que tornar-se uma pequena árvore. Se ele não conseguir brotar raízes, tudo perecerá. Ele é totalmente dependente de condição e elementos para tentar recriar o siclo de produção, crescimento e frutificações. Ainda assim, continua válida a afirmação que os ramos necessitam do tronco (ainda que seja desta nova árvore postiça). A dependência não cessa. Para sermos produtivos “sozinhos” (como líderes ou organizadores, nunca sozinhos, pois isto não existe), precisaremos de sérias qualidades, propriedades, talentos, dons e condições (Gl 5:22). Se não dermos nenhum fruto, podemos saber que não foi válido ou que precisamos urgente de mudanças (Mt 3:10, 7:17 e 19, Lc 3:9).

1.3. O segredo de dar frutos (Jo 15.5)

Quando Jesus estava no mundo, Ele era a videira verdadeira. Israel deveria ter sido essa videira - Sl 80:8. Os ramos devem permanecer na videira ou não poderão dar fruto. Quem não está nEle é lançado fora, como um galho seco, pois não passa de alguém que meramente professa ser dEle. Estes versículos estão dizendo que sem Ele nada podemos fazer - versículo 5. Muitos acham que são cristãos por viverem uma vida correta e limpa; mas o Senhor Jesus nada tem a ver com suas vidas... não são nascidos de novo.

Comentário Bíblico Chapter

Negar a si mesmo é ter agradar a Deus, seguindo sua palavra e fazendo sua obra, como principal mentalização e desejo no íntimo do ser. Nem mesmo muda suas promessas pessoais (Sl 15:4). Haverá momentos de rejeições a promessas humanas de dinheiro, fama, posições contrárias ou prejudiciais a saúde espiritual e/ou à Salvação, mas tal pessoa, que nega a si mesmo, irá rejeitar ou fugir destas ‘ofertas’, ‘oportunidades’ e ‘chances’! Pode dar o caso de sermos colocados à morte por amor ao Senhor (Mt 10:21, 24:9, Lc 11:49, 18:33). Que fruto isto produzirá? Muitos perguntarão. A morte de Estevão gerou o apóstolo Paulo, a de João Batista gerou fé e determinação em muitos de sua época e ainda hoje, além da morte de Cristo também são respostas a tais questionamentos. Precisamos estar aqui sem estar (Fp 4:8, Cl 3:2).


2. A Manutenção dos Ramos

Numa lavoura, não basta plantar, importa cuidar para a¹ preservá-la. O Mestre fala do cuidado divino aos seus discípulos de maneira que eles entendem esse aspecto da obra de Deus, que também é decisivo para a expansão do seu reino aqui na terra, e de como é dispensado esse cuidado. Nós, de igual modo, precisamos conhecer esse processo que se efetua na vida cristã, a fim de, também, podermos ajudar outros irmãos mais novos, até atingirem o melhor do seu potencial produtivo.

¹ Erro gráfico. Correto: “cuidar para preservá-la”.

Cuidados na lavoura – Os novos na fé - Além de todos os cuidados durante o plantio, crescimento e colheita, devemos cuidar muito bem da armazenagem: roedores, insetos, fungos e ladrões irão deseja-la! Se o agricultor ou trabalhadores vizinhos ( irmãos, amigos e até adversários ) tiverem problemas, dificuldades ou falta de técnicas ou habilidades, estendamos a mão a eles. Paralelamente a isto, temos que ter em mente os devidos cuidados com os novos na fé, que necessitam do leite racional e cuidados ‘pediátricos’.

2.1. A proteção dos ramos

Poda= A videira, em seu meio natural, pode atingir grande desenvolvimento. Nessas condições, a produtividade não é constante e os cachos são pequenos e de baixa qualidade. Ao limitar o número e o comprimento dos sarmentos, a poda seca proporciona um balanço racional entre o vigor e a produção, regularizando a quantidade de uva produzida e sua qualidade. A poda verde constitui-se num importante complemento da poda seca para melhorar as condições do dossel vegetativo do vinhedo.
Os principais objetivos da poda seca são: a) propiciar que as videiras frutifiquem desde os primeiros anos de plantio; b) limitar o número de gemas para regularizar e harmonizar a produção e o vigor, de modo a não expor as videiras a excessos de produção que podem levá-las a períodos de baixa frutificação; c) melhorar a qualidade da uva, que pode ser comprometida por uma elevada produção; d) uniformizar a distribuição da seiva elaborada para os diferentes órgãos; e) proporcionar à planta uma forma determinada que se mantenha por muito tempo e que facilite a execução dos tratos culturais.
Poda de formação: tem por finalidade dar a forma adequada à planta, de acordo com o sistema de sustentação adotado.
Poda de frutificação: A poda de frutificação, também chamada de poda de produção, tem por objetivo preparar a videira para a produção da próxima safra.
Poda de renovação: a poda de renovação consiste em eliminar as partes da planta, principalmente braços e cordões, que se encontram com pouca vitalidade devido a acidentes climáticos, danos mecânicos, doenças ou pragas, e substituí-los por sarmentos mais jovens. É utilizada, também, para rebaixar partes da planta que se elevaram em demasia em relação ao aramado, bem como as partes que, devido a sucessivas podas, se distanciaram dos braços ou cordões.

http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br

O Pai é o Dono da videira. Nunca houve um dono tão sábio, tão cuidadoso com sua vinha como Deus por sua Igreja que, por isso, deve prosperar. Devemos ser frutíferos. Esperamos uvas de uma videira, e do cristão esperamos um temperamento, uma disposição e uma vida cristã. Devemos honrar a Deus e fazer o bem, isto é, levar fruto. Os estéreis são cortados. Até os ramos frutíferos necessitam poda porque, no melhor dos casos, temos idéias, paixões e humores que requerem ser eliminados, coisa que Cristo tem prometido fazer por sua Palavra, Espírito e Providência. Se são usados meios drásticos para avançar a santificação dos crentes, eles estarão agradecidos por eles. A palavra de Cristo se dá a todos os crentes; e há nessa palavra uma virtude que limpa ao operar a graça e desfazer a corrupção. Quanto mais fruto demos, mais abundaremos no que é bom, e mais glorificado será nosso Senhor.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT – CPAD

“...fala-se que a cada grupo de cinco brotos da videira, três são cortados para que o restante possa atingir seu crescimento máximo. Quantos de nossos desejos pessoais têm de ser podados para produzirmos nosso melhora fruto!”

Comentário Bíblico F.B Meyer – Ed. Betânia

Notem que as informações acima não são nada “dos Crentes”. É do órgão regulamentador nacional de plantações e agricultura! Facilmente é possível uma transferência de significados para a vida espiritual. Notem que o excesso de luz solar ou de chuva podem até matar a plantação. Se tomarmos a função de cultivador função de dono da vinha para nós, impediremos que Deus execute todas e quaisquer disciplinas a seu tempo e modo. É algo extremamente crítico e tecnicamente complicado ser pastor de almas. É lamentável que hajam poucos pastores sérios e que tantos queiram se transformar em falsos apóstolos. A disciplina é algo extremamente necessário, tanto como doutrinação de ensino (preventiva), como na aplicação de medidas reparatórias ou de reprimendas/advertências (ostensiva) ou até aplicação de punições (punitiva).

2.2. A frutificação (Jo 15.2)

Todo ramo que, estando em mim. Estar em Cristo é um fato espiritual de importância incalculável. Não der fruto. Não é um seguidor presuntivo. Assim como a planta possui brotos que sorvem a seiva mas nada lhe acrescentam, precisando por isso serem cortados, da mesma maneira um filho de Deus, estéril, que insiste em fazer a sua própria vontade deve aguardar ser posto de lado. A mão disciplinadora de Deus pode até remover tal pessoa através da morte. Limpa. Isto se aplica ao ramo que dá fruto. Ele é mantido limpo de qualquer tendência para a apatia ou de mero crescimento sem produção de frutos. O objetivo é mais fruto.

                   Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Devemos estar alertas sobre o agir do Pai. Muitas coisas em nossa vida ele mesmo as mudará, sejam pessoas prejudiciais, costumes, práticas, desejos e algumas vezes até mesmo a perda de alguma posição social, cargos ou emprego. Ele nos molda, nos aresta e nos poda. Roguemos graça para enxergar o seu agir com atitude de rendição de graça e de adoração. Também precisamos estar cônscios de detalhes e atitudes a serem feitas por nós mesmo (auto-poda, neste caso); não conseguir ou não querer enxergar isto, é cauterização da mente, encarada pelos outros e vulgarmente chamado de “cara-de-pau”.

2.3. O poder da Palavra de Deus (Jo 15.3)

“...E mais penetrante que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito...” (Hb 4:12). Se a Palavra de Deus é tão absurdamente cortante assim, certamente será usada para limpar a sua vinha. Nós temos promessas para podermos ser valentes e não nos acovardarmos nunca. Há sustento e provisão para todos que se dispuserem a se submeter ao senhorio de Cristo, pois com Ele não há derrota. Para Deus, nada é inalcançável, mesmo as mínimas coisas o seu amor e a sua misericórdia podem tocar e transformar. Para ele, mesmo na morte há vida. Que todas as coisas velhas sejam largadas para trás e haja um novo começo. Para isso que Jesus veio (João 11.25; 2 Coríntios 5.17). Que a esperança inunde o nosso ser para fazermos parte do exército do Senhor, tomando posse da vitória em nome de Jesus, sempre marchando na Terra. Oremos sempre e aguardemos a grande benção que nos está preparada!
A Bíblia cita muito a palavra carne, que tem dois sentidos: que significa o princípio mau que há no homem, pela sua condição de pecador, como também o prazer com Deus.Um salmista afirmou que tremia diante do Senhor (sua carne). O que Deus planejou para nós é a vida de prazer e de comunhão com Ele. Parece que o prazer acabou para muitos; a comunhão se foi e o amor sumiu. Deus no confronta com sua Palavra sempre sondando o nível da nossa fé. Ele quer que rasguemos o nosso interior e gritemos bem alto: “Sim, Senhor, eu creio que tu podes fazer brotar vida onde somente há morte. Eu acredito que o Senhor pode fazer isso em minha vida.”
Ezequiel estava convicto que apenas Deus tinha poder para gerar vida naquele vale de morte. Ele sabia bem sobre o caráter do seu deus. E nós, sabemos realmente o caráter do nosso Criador? Ele não é o mesmo deus do profeta? Ao enfrentarmos momentos de dor, e quando enfrentamos lutas que parecem maior que nossas forças, declararemos nossa fé como o profeta Ezequiel. Sejamos firmes mesmo que tudo conspire para nos derrubar ou mesmo esteja desmoronando! Declaremos sempre a confiança em Deus: ”Eu creio em ti, meu Pai. Estou certo que a força e o poder para mudar essa situação, para fazer o impossível, estão em ti. Minha parte é crer e te obedecer. Tu o sabes, Senhor!”


3. Ramos Frutíferos

Essa é uma das partes mais prazerosas desse assunto, pois fala da compensação que é se tornar um ramo de valor. Sim, com certeza há uma grande recompensa. No entanto há um relacionamento interessante entre Deus e o homem é o fato de que Ele tem prazer em abençoar, em ser generoso e abundante; e nós temos prazer em receber, obter vitórias, etc., e, com o tempo, à medida que a natureza de Cristo se consolida em nós firmemente, passamos também a ser como Ele e ter prazer nas coisas que Ele tem. Vejamos agora as principais bênçãos de sermos ramos muito frutíferos.

Para frutificar, devemos permanecer em Cristo, devemos estar unidos a Ele pela fé. O grande interesse de todos os discípulos de Cristo é manter constante a dependência de Cristo e a comunhão com Ele. os cristãos verdadeiros acham, por experiência, que toda interrupção o exercício da fé faz com que mingúem os afetos santos, revivam suas corrupções e adoeçam suas consolações. Os que não permanecem em Cristo, embora floresçam por um tempo na profissão externa, chegam, não obstante, a nada. O fogo é o lugar mais adequado para os ramos murchos; não são bons para outra coisa. Procuremos viver mais simplesmente da plenitude de Cristo, e crescer mais frutíferos em todo bom dizer e fazer, para que seja pleno nosso gozo nEle e em sua salvação.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT – CPAD

Precisamos ter prazer nos prazeres divinos. Nos alegrar na vontade e consolação dele, pois a alegria dele é a nossa força (Ne 8:10). Como Cristo disse, nossa comida (necessidade, desejos e a satisfação de ambos) é fazer a vontade do pai (Jo 4:34). Precisamos ter e desejar o querer de Deus em nosso ser agora, amanhã e sempre (Lc 22:42, Jo 17:2, Rm 7:18 e 19, 9:16, Fp 2:13, Tg 4:15 e II Pe 3:9)

3.1. Há orações respondidas (Jo 15.7)

As minhas palavras. As palavras de Cristo, como também a pessoa de Cristo, podem permanecer no crente. É o ensinamento de Cristo que desperta a oração do tipo adequado. Quando a palavra de Cristo habita abundantemente em nós (Cl. 3:16), pode-se seguir seguramente o que quisermos, e será feito. O ensinamento é semelhante ao de Jo. 14:13, 14.

        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

“Permanecer’ em Jesus se mostra no diálogo com ele, que é designado por Paulo como “orar sem cessar”(1Ts 5.17). Por essa razão, Jesus está falando novamente da oração. Dessa forma deixa claro para nós o quanto a oração dos seus é decisiva para ele. A oração em nome de Jesus, mostrada aos discípulos em Jo 14.13, somente é viável se permanecerem em Jesus. Essa, porém, também é a única condição estabelecida para que uma oração dos discípulos possa ser irrestritamente atendida. “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito.” “Permanecer em Jesus” não é nenhuma união mística e silenciosa entre Jesus e nós. Pelo contrário, o próprio Jesus acrescenta em tom explicativo: “se minhas palavras permanecerem em vós.” Novamente não são meros “lógoi”, meras construções teóricas de palavras, que somente satisfazem nosso pensamento, mas “rhémata”, palavras eficazes que determinam todo o nosso comportamento e nos transformam em praticantes de seus mandamentos. Quando as palavras de Jesus preenchem e formam todo o nosso pensar, falar e fazer, estaremos verdadeiramente orando “em nome de Jesus” e então temos a promessa ilimitada de sermos atendidos. Jesus não incluiu seus discípulos numa “escola de oração”. Se uma premissa for atendida, não serão necessárias outras regras e práticas, então “pedi o que quiserdes, e vos será feito.

    Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Deixaremos aqui uma excelente postagem sobre orações e suas respostas. Realmente maravilhoso! Não deixem de ler:


3.2. O Pai é glorificado (Jo 15.8)

Todas essas instruções são dadas pelo “Filho”, cujo alvo em tudo é a glorificação do Pai. Ele vê a videira crescer e trazer muito fruto através de muitos ramos. O que será obtido então? Admiração para a videira? Reconhecimento para as vides? Não. “Nisso foi glorificado meu Pai”. É o que deixa o Filho feliz. É esse o sentido último e a satisfação extrema e mais profunda da existência e da atuação da videira e de suas vides. Uma vida de serviço não será em vão, se puder ser dito que “nela Deus foi glorificado”. Deus torna-se visível com sua glória “em que deis muito fruto e vos tornais meus discípulos”. Foi Deus quem plantou a videira Jesus e limpou as vides. O rico fruto engrandece o viticultor.

    Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Deus é glorificado ao manifestarmos nossa semelhança em espírito e em verdade. Precisamos morrer para recebermos sua glória.
Adoração e louvor - semelhanças, diferenças e particularidades
Louvar, vem de reconhecimentos, constatações, congratulações e de ações de graças e ofertas de gratidão. Logo, louvamos pelo que Deus fez, faz e fará. Louvor é a medalha e o troféu do competidor (ele os recebendo).
Adorar, vem reverenciá-lo pelo que ele é, sempre foi e sempre será. Vemos na revista que somente os filhos de Deus o adoram. Na Bíblia, vemos que os anjos também o fazem (Hb 1:6). Adorar é cumprir nossa missão maior. Fomos criados para isto (Ef 1:12).

Dica bibliográfica D.A.: Adquiram e devorem as obras “Adoração Bíblica”, Dr. Russel P. Shedd, Ed. Vida Nova, “O Que a Bíblia Ensina Sobre Adoração”, Robert L. Dickie, Ed. Fiel e “O Discipulado e a Vida da Igreja”, Ademir Ifanger (este disponível na Internet). Não deixem de estudar detalhes doutrinais/teológicos e litúrgicos nestes artigos:


3.3. Somos discípulos do Senhor (Jo 15.8)

Nessa frase a formulação de Jesus chama nossa atenção: “e vos tornais meus discípulos.” Será que já não o são? Será que todo esse ensino de Jesus nos discursos de despedida não lhes é passado porque eles são seus discípulos? É isso mesmo. Porém, esses discípulos recebem um aprendizado e um crescimento que jamais acabam. Como é precioso saber isso, que mesmo numa longa vida de serviço, como o próprio João pôde exercer, nunca chegamos a um ponto final depois do qual não há mais continuação! Não, apenas “tornamo-nos seus discípulos” de forma cada vez mais intensa e com cada vez mais amor e gratidão.

    Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

O discipulado é um crescimento, uma coisa dinâmica. Quanto mais fruto produzimos, mais verdadeiramente estamos nos encaixando no padrão de discípulos, aqueles que aprendem de Cristo a fim de se parecerem com Ele. Deus é glorificado com isso. Ele é vindicado e recompensado pelo Seu investimento na vinha.

        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

É um resumo simples e eficaz: andando em obediência, seremos seus discípulos. Não bastam atos grandiosos de obediência. É preciso constância e perseverança. Assim daremos os frutos esperados de forma abundante. Aquele que é fiel seguidor, logo é reconhecido pelos necessitados do Mundo, que vão à sua procura. Os servos do maligno também o buscam, mas é para desmoralizar, afrontar, caluniar e tentar fazer sair do caminho ou largar a fé.


Conclusão

Devemos nos esforçar para compreender os desígnios de Deus. As evidências nos revelam que Ele tem um objetivo em mente em permitir que sua igreja esteja no mundo. O Senhor Jesus foi e prometeu voltar, mas porque Ele ainda não cumpriu a sua Palavra Ele não regressou ainda, porque quer que a Sua Igreja continue salinizando, iluminando e resgatando alguns do mundo.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Jesus Cristo – Editora Betel - 3º Trimestre 2012 – Lição 11
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT – CPAD
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico F.B Meyer AT/NT – F.B Meyer – Ed. Betânia
Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
Comentario Biblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener – Ed. Atos
Comentário Bíblico Chapter
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
Sob o Poder da Palavra – Pr. Márcio Valadão – Ig. B. Lagoinha
Internet

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