segunda-feira, 17 de setembro de 2012

EBD Editora Betel - A Oração de Jesus a Favor de seus Discípulos


Lição 13 – 23 de setembro de 2012
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Texto Áureo

“Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,”. Jo 17.1

Verdade Aplicada

Os ensinos de Jesus na chamada oração sacerdotal podem dar-nos novo fervor e nova vida todas as manhãs.

Objetivos da Lição

Ensinar que o relacionamento é primordial no desenvolvimento do corpo de Cristo;
Apresentar que a santificação é uma necessidade nesses dias;
Mostrar que somente com o amor de Deus à Igreja será conhecida como povo dEle.

Glossário

Conexão: ligação, união, vínculo;
Reflexão: ato ou efeito de refletir (-se);
Comunidade: conjunto de habitantes de um mesmo Estado ou qualquer grupo social.


Introdução

A lição de hoje, comumente chamada de oração sacerdotal, título que, segundo alguns estudiosos da história da Igreja, dizem ter sido dito pelo teólogo luterano David Chytraeus (1530-1600), foi um dos muitos discursos preditos por Jesus com a preocupação fundamental de manter os discípulos unidos na verdade que é Cristo. Mas também instruí-los a uma vida santificada produzida pela Sua Palavra e prioritariamente orientada pelo amor de Deus.


1. O discurso de despedida

As palavras de despedida de Jesus são seguida de uma oração. Ele está pronto a encarar o gólgota, mas para isso, precisa falar com o Pai em oração, descriminando os três aspecto básicos do relacionamento que se constituiu a partir de seu ministério, entre Ele e o Pai, Ele e os seus discípulos, e os seus discípulos e os futuros novos discípulos.

Quantas vezes nos esquecemos de orar, ainda que brevemente, para sairmos de casa ou ao voltarmos a ela? (especialmente quando vamos longe e há envolvimento de longas caminhadas ou uso de transportes). Cristo termina um dado ensinamento, se despede e ora! Aqui, como sempre, aprendemos sobre comunhão e intimidade com o Pai. Nossas piores lutas e problemas são comparados a um “Gólgota”? Mesmo que fossem, ao passarmos por tais etapas ou “Prova Final”, qual será o quadro posterior: maior firmeza, mais amor, ser honrado pelo Senhor ou apenas um sentimento de canseira e ‘não agüento mais’? Lembremo-nos que tudo o que fazemos é APÓS o que Cristo fez. Ou seja, não estamos FAZENDO, mas apenas agradecendo/retribuindo.
 
1.1.Um relacionamento entre Ele e o Pai (Jo 17.1-5)

Agora, o Senhor diz exatamente o que não estava para acontecer quando Maria o informou sobre o vinho ter acabado, no episódio da festa em Caná: sua hora era, enfim, chegada! Como será o momento de nossa partida aqui? Teremos deixado um legado  apenas como trabalhadores, pais ou esposos e etc., ou teremos deixado motivos que nunca serão “calados” para estimular as futuras gerações quanto ao servir a Deu?Por mais importantes que tenhamos sido como seres humanos, quais tenham sido as funções, não terá nem será tão válido se não formos reconhecidos como excelentes servos do Senhor. Qual tem sido ou qual já foi (e como) o seu relacionamento com Deus? E com sua família, vizinhos, parentes, amigos E INIMIGOS? Fujamos de sermos uma excelente pessoa em todos os aspectos somente dentro do prédio da igreja local, ou instituições outras (programas de rádio, sites, ongs e etc.) PRINCIPALMENTE ao estarmos com a palavra (vez de falar). Temos que ser a mesma pessoa em todos os lugares, especialmente ao estarmos de joelhos diante do Pai!

1.2.O relacionamento com os discípulos (Jo 17.6-19)

Na revista é citado, aqui, novamente o tema “conexão”. Cristo em suas andanças e ensinos claramente nos falou e fala sobre relacionamentos (de preferência bons; saudáveis e que sejam edificantes e edificadores). Eles eram ‘crentes’ nas festas, nas maravilhas, nos momentos de glória e também nos de lutas, dificuldades, apertos e demais aflições. Também é bom anotarmos que nos momentos em que o Senhor conseguia convencer alguém pela pregação, havia alegria em todos. Já nos momentos onde sua doutrina era ‘errada’ (como se ele mesmo perdesse a disputa), havia a grande chance de ser expulso da cidade ou posto a perigo (algumas vezes ele teve de fugir pois iriam ser apedrejá-lo). Não é possível seguir a Cristo sem sentir a proximidade e chegada dos momentos ruins, que também glorificam a Deus! Mesmo estando cravado à Cruz, mostrava preocupações com seus seguidores (conexão). Mesmo não o vendo AGORA, tenhamos (e temos) a plena certeza que ele está nos guiando pelo seu espírito e rogando junto ao Pai em nosso favor. Fica a questão: Como estamos nos relacionando uns com os outros? E com os ‘de fora’ do Caminho?

1.3.O relacionamento dos próprios discípulos (Jo 17.20-26)

Nota D.A.: Entendemos que o mais apropriado, em referência direta ao texto da revista, seria: “...porque construíram muros em torno de si...”

Uma das metas de o Senhor não ter andado com apenas um ou dois discípulos (treinandos) e nem com uma turma universitária, era ter um número médio (controlado) de aprendizes que soubessem reproduzir fidedignamente seus ensinos, com aplicações e aulas 100% práticas, apenas. Quanto à parte “teórica e técnica”, ficaram os escritos (Evangelhos). Um dos fundamentos a ser passado e vivenciado a todo o instante e por toda a vida, era o da unidade. Um mesmo pensar, um mesmo agir e uma mesmo sentir. Não dizemos com isto, que não existissem diferenças de temperamentos, idéias, vocabulário não. Dizemos sobre o interior ser um único tanto com Deus, como entre eles mesmos. E assim eram as comunidades primitivas: regidos pela Unidade Divina


2. Santifica-os na verdade a tua palavra é a verdade

Verdade e Palavra são títulos de Cristo conforme assevera o Dr. Russel Shedd. O próprio Jesus disse que Ele era o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6); João o descreveu como sendo a Palavra que estava no princípio com Deus e era o próprio Deus, e que depois encarnou e habitou entre os homens (Jo 1.1, 14). Santificar-se então nesse contexto seria os discípulos se relacionarem ao máximo com Jesus, para que pudessem ter uma vida protegida em um mundo hostil pronto a derrotá-los.

Acrescentamos que Cristo não apenas estava no princípio com Deus, mas que ele JÁ estava no princípio (desde SEMPRE) com ele. Sobre santificação, lembramos que possuímos alguma santificação adquirida e ofertada do Alto (com pouco ou muitíssimos sacrifícios), mas a Santidade só Deus a tem. Quanto mais andarmos, aprendermos e observarmos o SANTO (Jesus), mais santificação iremos ter em nós, tanto em curso e em exercício, quanto em tese.

2.1.A proteção espiritual que cada discípulo precisa

Para meditar: há alguma coisa que possa ser roubada DEVIDAMENTE? Cremos que o que tentou-se expressar na revista tenha sido “pegou indevidamente” ou apenas “Satanás roubou os espaços” (sem o indevidamente). Mesmo que já tenha sido nosso e tomado, ao tentar-se trazer de volta, não seria um roubo indevido, mas um reaver devido, uma devolução de posse e etc.
Cristo treinou seus discípulos (Apóstolos, mais tarde) para estarem aptos aos tipos de terrenos que teriam à frente: O Mundo é e será mal, até que haja sido redimido por completo, no fim de tudo. Não que o ‘solo’ ou demais componentes sejam a personificação do Mal. Dizemos dos SISTEMAS do Mundo. O Evangelho nos dá a certeza de que fomos criados com um grande propósito e que voltaremos a este criador. Esta é a proteção. Mesmo que morramos padecendo, estamos a caminho. Na verdade, morrer é o meio mais comum de cumprirmos tal missão.

2.2.A necessidade de santificação

Fazemos obras para Deus e em sua casa, não por merecermos, mas por Graça Divina. Ele nos dá a força de nos separarmos do profano (Santificação). Ele é quem nos adestra para tal batalha. Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais passamos a nos parecer e pensar como ele. Logo, iremos também rejeitar as obras sombrias, os pensamentos maus e toda a sorte de pecados. Não que tenhamos ficado isentos de erros  e nem tenhamos alcançado perfeição plena e imaculável não. O que acontece é que passamos a nos esmerar em errar menos e não nos afundamos mais ao escorregarmos! Outrora, tanto fazia errar pouco como viver na lama. Até mesmo nos banqueteávamos em prazeres, roubos, mentiras e outras coisas mais. Frisamos, contudo, que nunca devemos nos estribar com idéias do tipo: “Ah, hoje sou puro. Sou especial. Ninguém me derruba!” Se chegamos a alguma posição ou estado, foi puramente por ação sobrenatural, nunca por méritos.

2.3.A doutrina da santificação na história bíblica

Santificação é o que Deus faz no crente; ela não é as boas obras do crente. Importante como elas são, contudo, nem a santificação nem as boas obras são a base da salvação ou o fundamento da esperança cristã. Santificação, certamente, é uma obra da graça de Deus, mas ela é o resultado de um ato de graça mais fundamental. A menos que a santificação esteja enraizada na justificação, e a justificação na eleição, a santificação não pode escapar dos venenos do subjetivismo, moralismo ou Farisaísmo.

                                                               John W. Robbins

Primeiro consideraremos ligeiramente o controle ou disciplina do corpo. Muito embora o velho homem (que estava escravizado ao pecado e ao mundo) tenha sido crucificado, é verdade que o novo homem precisa ser levado a uma inteira sujeição a Deus. Embora perdoados e purificados de todo pecado, devemos experimentar uma vida de retidão e crescimento, e um perfeito ajustamento a Deus e ao seu propósito. Embora tenha sido genuína a bênção da santificação, ela não é um estado de graça do qual não possamos cair. Pode-se perdê-la e por isso é preciso uma vida disciplinada – “esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão” (1 Co 9.27).
No velho viver, o corpo era instrumento do pecado e estava sob o domínio do velho homem (que recebia energia do diabo); o corpo em si não era pecaminoso, mas era instrumento do pecado; o corpo não era mau, mas estava simplesmente sob má administração. Mas, como vimos, aquela velha administração pode chegar ao fim. Mediante a maravilhosa operação da cruz, em lugar da tendência errada, do velho homem, Deus nos dá a disposição de Cristo. Daí a admoestação: “nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça” (Rm 6.13). O corpo tem apetites, desejos, exigências e paixões que não são maus em si; mas se não forem controlados pelo Espírito Santo, se tornarão maus. Por isso devemos conservar o corpo sob o controle de Deus e carregar diariamente a nossa cruz.

                Vida que Nasce da Morte [A Cruz e A Santificação] – Ted Hegre – Ed. Betânia

A pureza plena habita em Deus e na Glória Eterna. Enquanto aqui vivermos, seremos (se permitirmos) transformados de glória em glória rumo à perfeição. Bem possivelmente não chegaremos a completar tal processo enquanto vivermos por aqui. O E. Santo age nos servos de Deus modelando neles atitudes, pensamentos, desejos, a própria mente do Senhor (e seu caráter) além de fazê-los sentirem-se pertencentes ao Céu e ao Pai, podendo prosseguir em meio aos vendavais, às sequidões, fomes, nudez, enfermidades, alegrias e tristezas, por saberem em quem tem crido.


3. Os futuros discípulos

“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela Sua Palavra, hão de crer em mim” (Jo 17.20). Os discípulos de Jesus foram o núcleo daquela nova comunidade que apontava para  um novo tempo, que mais tarde seria conhecida como a Igreja do Senhor Jesus no mundo. Um grupo de pessoas que deveriam manter a unidade no amor e na verdade. Só assim, haveria a possibilidade de serem gerados novos discípulos para o crescimento quantitativo e qualitativo do Reino de Deus.

            “...Hão de crer em mim...” O Senhor sabia de tudo o que viria sobre seu povo, por isso essa oração. Se estes não fossem guardados, pereceria a Igreja (não é que “fracassaria” o Plano da Salvação não). Deus tem o poder de repovoar toda a Terra criando milhares de uma única vez, usando qualquer material que queira, mas ele prefere que seja tudo de forma relacional. Se o Céu possuir cantos, não haverá problemas para aqueles que não se suportam na Terra...

3.1.O amor como força da unidade

Muitos pastores e líderes buscam a unidade em meio ao erro doutrinário, o que contradiz a Palavra de Deus. Essa "unidade", na realidade, agrada muito mais aos homens do que a Deus. Não falo das pequenas diferenças existentes no meio cristão (pois, como dissemos, cada membro do corpo é desigual), que não comprometem a sã doutrina, mas daquelas que possam afetar a verdade bíblica. Por exemplo: como poderei andar com um irmão que vive de "revelações" e que coloca as suas experiências pessoais acima da Bíblia, se eu creio que a Bíblia é a minha única regra de fé e conduta? Ou como poderei participar de uma igreja que ensina outro evangelho (do cristianismo fácil, da busca de sucesso material, da salvação condicionada ao mérito pessoal, do curandeirismo, da realização de "sinais e prodígios", do G12, etc.) se prego a simplicidade do evangelho de Cristo? "Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?" (Amós 3:3).
Respeito muito o trabalho daqueles que buscam a unidade no meio evangélico, mas esse trabalho será em vão se não for PARA A VERDADE, por obra e vontade do nosso Deus: "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." (Salmos 127:1). O nosso dever de afastamento daqueles que se desviaram da verdade é muito mais bíblico do que a busca pela unidade a qualquer custo: "E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles." (Romanos 16:17). Essa admoestação não se dirige à observação somente dos "hereges", mas também contra os que promovem "dissensões" doutrinárias, "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples." (v. 18). Lembre-se bem deste conselho: "Compra a verdade, e não a vendas." (Provérbios 23:23a).

                                Marcos A. F. Martins - http://www.espada.eti.br/unidade.asp

...Não quero, ao falar deste mandamentos recíprocos, atingir somente o seu intelecto, é meu desejo e creio ser a vontade divina também, afetar e mudar o seu comportamento. Se nestes mandamentos temos imperativos de Cristo isto significa dizer que o meu relacionamento com o Senhor é medido mais pelos relacionamentos com outros cristãos na igreja local do que de qualquer outra maneira. Tais mandamentos são divididos em cincos categorias: aceitação, unidade, submissão, proibição e edificação. Você está pronto para experimentar um transformação radical em sua vida? Então mãos a obra e seja bem vindo à vida em comunidade!...
...A vida em comunidade em sua dimensão de unidade depende de que sejamos compassivos uns com os outros. Assim a dor, a desgraça, a dificuldade de um membro também é sentida e levada em consideração. Não será um problema isolado e creio que a mobilização para solucioná-lo nasce da compaixão. Existem alguns casos prioritários onde certos indivíduos devem ser alvos de nossa compaixão. Por exemplo, os aflitos (Jó 6.14; Hebreus 13.3), os castigados (Isaías 22.3), os inimigos (Provérbios 19.17), os fracos (2 Coríntios 11.29), os irmãos na fé (1 Coríntios 12.25,26). E por falar na compaixão pelos irmãos lembre-se de que: uma igreja unida cresce com mais vitalidade; e esta unidade deve ser vista no sofrimento, na alegria, no cuidado mútuo...

http://www.nbz.com.br/igrejavirtual/estudos/textosbatista/Celulas/vidaemcomunidade.doc

            Amor. Esta é a expressão maior de Deus aos homens: Deus é amor! Esta força é que promove todas as maravilhosas operações dele em nós. Nem mesmo a Salvação é por força, mas por amor. Discordamos do final deste trecho (revista) quando diz “...sem amor um dia trairá...” entendemos que isto é bastante provável, mas nunca nos arriscaremos a sentenciar que é um fato. Temos que ter muito cuidado com sugestionamentos impensados. Provavelmente dir-se-á “...a culpa foi do Inimigo...” em casos de acontecimentos ruins, quando nós mesmos fomos os plantadores da ideia.

3.2.O amor como o maior instrumento pedagógico

Não há metodologia, conteúdo cultural ou de ensino nem mestre tão excelente que independam do amor de Deus para obrar eficazmente na Seara do Senhor. Na verdade, o amor é o tudo. Pode não haver habilidade de ensino, nem grandes conhecimentos, mas existindo amor e dedicação, a obra prossegue e cresce pois o Amor envolverá as vidas e penetrará nos corações. Lamentavelmente entendemos que o comentário referente a este trecho tenha sido exageradamente complicado quanto a sua compreensão. Certamente muitas pessoas não conseguirão alcançar tal demonstração de sabedoria. Tentamos expressar mais facilmente Pedagogia como sendo o estudo e práticas dos métodos que adaptam os alunos e as matérias/conteúdos, um ao outro de forma a alcançar-se a meta do aprendizado, sem deixar de adaptar/aprimorar os próprios professores também. No caso nosso, o Amor é a ferramenta principal.

3.3.O amor e o crescimento da Igreja

Uma igreja, que aguarda a colheita do final dos tempos, estará pronta, não importa o que aconteça, se ela estiver certa de que sua estrutura poderá lidar com ambos, o crescimento e a sobrevivência. O livro de Atos é o livro texto de Deus para a estrutura da igreja.

Escola do Crescimento da Igreja - Fundação DCI, Inglaterra

...O crescimento espiritual é produto da vida em comunidade. A palavra comunidade tem a mesma raiz da palavra grega koinonia, que significa comunhão. Pode ser definida como todo agrupamento de pessoas em torno de direitos, responsabilidades e alvos comuns. Sua expressão coletiva define sua natureza (origem) identidade (o que ela é) e sua finalidade (para que existe).
...Em Mc 3:14-15 temos o exemplo de Jesus, chamou 12 (doze) homens para estarem com Ele, ensinou-os a manterem relacionamentos íntimos com Deus e entre eles (conferir Mt 20:25-26), e tão somente depois foram enviados. O propósito de Deus é formar um povo, uma entidade coletiva, onde possa colocar o seu nome (Glória, Honra, Natureza e Caráter). A comunidade é o principal elo com Deus (1Co 12:13; Ef 1:22-23) e com os homens (1Co 12:13; At 2:42-47; Ef 4:1-16).
...A comunidade cristã deve estar reunida em torno da pessoa de Jesus Cristo. Dois ou três é representativo de uma comunidade de pessoas em volta de Jesus, comprometidos com Ele, adorando-O e dispostas a servi-lO e ao Seu Reino neste mundo (Mt 18:20). A comunidade primitiva, um corpo de testemunho no poder do Espírito Santo (At 1:8). O testemunho procedia da comunhão e terminava por levar outros à mesma comunhão (1 Jo 1:1-3). A vida em comunidade servia de plataforma para o testemunho poderoso dos apóstolos (At 2:42-43). O mundo só vai conhecer que somos discípulos através da vida em comunidade (Jo 13:34-35).

O Discipulado e A Vida da Igreja - Ademir Ifanger

O tamanho de denominações, templos, número de membros, sucesso deste ou daquele método, ou pastor/líder/cantor e etc., não é um sadio crescimento da Igreja! Precisamos estar muito alertas para não seguirmos como “gado” a multidão sem sabermos o que estamos fazendo ou o que Deus propositou para nós. Some-se a isto, alguns líderes medrosos e incompetentes que ficam afirmando: “se sair ‘daqui’, está longe de Deus...”, “...Deus está aqui...AQUI é o lugar de adorar...”, em alusões claras de que Deus só está naquele templo e se os membros só o buscarem ALI (mediante a direção de tal pastor). Que ignorância, ciumeira e ganância!


Conclusão

O desejo do Senhor é que as intrigas sejam dissipadas do corpo de Cristo. A falta de unidade, pureza e amor ao próximo, tem sido marcante em alguns lugares onde o povo de Deus se reúne. O mundo precisa urgentemente enxergar na comunidade cristã um ambiente propício para o bom convívio social e familiar. Se não atentarmos para este fato, seremos surpreendidos com repreensões daqueles que estão de fora.


Fontes: 

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Jesus Cristo – Editora Betel – 3º Trimestre 2012 – Lição 13
Internet
Vida que Nasce da Morte [A Cruz e A Santificação] – Ted Hegre – Ed. Betânia

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