segunda-feira, 8 de outubro de 2012

EBD Editora Betel - A Extraordinária Conversão de Paulo




Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 14 de Outubro de 2012
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Texto Áureo
“Então disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te, e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer”. At 22.10

Vemos muitas vezes na Bíblia instruções de mudança de estado quase que sendo ordens cegas: Ananias estava em um lugar e em algumas atividades (rotineiras, que sejam) e o Senhor o manda parar, sair dali e ir a outro lugar. Somente ao chegar lá, é que saberia pra quê. No mesmo modelo do que houve com Abraão, então Abrão.

Verdade Aplicada

Antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo, faz-se necessário um profundo arrependimento e uma mudança radical na vida.

Entendemos que este pensamento tenha ficado incompleto, subjetivo  ou mal expresso, pois “uma mudança radical na vida” é algo muito esparso e indefinido (vida de quem?). Até mesmo devido a não estar definido quem é iria cumprir o “ser feita no Mundo”. Nos arriscamos a tentar completar e/ou elucidar assim: “Antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo por alguma pessoa/alguém, faz-se necessário um profundo arrependimento e uma mudança radical na vida pessoal da própria.

Objetivos Da Lição

Levar a perceber a dimensão da oposição de Paulo ao evangelho;
Reconhecer o que levou Paulo a uma mudança radical;
Identificar as primeiras consequências de uma profunda mudança em Paulo.

Glossário

Altercar: discutir, disputar;
Forjado: maquinado, tramado;
Sofismável: argumento não válido, de má fé;


Introdução

Será estudada, nesta lição, a conversão de Paulo, filho de um fariseu, que, depois de terminar seus estudos, aos pés do doutor da Lei, Gamaliel, pôs-se como arqui-inimigo do Senhor Jesus por causa da sua ignorância em relação à alvorada de uma nova dispensação que surgia no horizonte da história religiosa. Paulo se doía com a nova “Seita do Caminho” que angariava cada vez mais adeptos entre os judeus.

Bem possivelmente já durante seus estudos, ou mesmo em sua infância, seu interior já estivesse sendo trabalhado para ser opositor aos cristãos ou já estivesse bem adiantado nisto. Com sua maioridade e com as cartas autorizatórias em mãos, pôs em ação tudo o que aprendera. “Seita do Caminho” era como chamavam os que seguiam aos ensinos apostólicos, nos dias de Paulo: “...conforme aquele caminho que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais...” (At 24:14)


1. Antes da Mudança

Quando o jovem Paulo perseguia os seguidores de Jesus, fazia-o nas melhores das intenções, e, naquele contexto social e religioso, era até uma coisa louvável. Nem todo proceder tem a aparência de boas intenções, isso todos sabem. Levados pelo pensamento de que estão fazendo algo para Deus, muitos perseguem, espancam, mutilam e matam aqueles que são fiéis a Cristo, mesmo nos dias atuais.

O Testemunho Pessoal de Paulo, em Gl 1:14, mostra que ele era indivíduo intensamente religioso, desde a juventude. Costumava frequentar regularmente as sinagogas judaicas, antes de sua conversão e quando já atingira idade suficiente, tornou-se seguidor fiel do farisaísmo. Esse versículo também indica que, mui provavelmente, ele era o jovem que mais se destacava em Jerusalém, sendo grande a sua fama como homem de grande zelo religioso. Sabemos também que ele estudou com o famosíssimo rabino fariseu, Gamaliel (ver At 5:34 e 22:3). A erudição maior de Paulo fora adquirida em Jerusalém, naquela escola de fariseus, o que também contribui com algo para explicar o caráter geral de sua vida e de suas crenças, alicerçadas firmemente no judaísmo tradi­cional.

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Que tipos de influências nós cristãos estamos tendo na cultura, educação, doutrina e viver de nossa sociedade, crianças, adolescentes, crentes ou não (especialmente os não crentes)? Será que o “culto-EBD-santa ceia-evangeismo” é o suficiente? Será que isso é tudo o que podemos fazer? Ou será que isso é um tipo de ‘protocolo’ que carimbamos para que nossa consciência fique cauterizada e tenhamos desculpas aos que nos olham de fora? Ou, até mesmo, para darmos algum tipo de satisfação de ‘devoção’ aos outros irmãos? Paulo agia errado devido ao VIVER ERRADO dos líderes, mestres e sacerdotes. De soberbos e frios que estavam, não enxergaram Cristo como o Messias. Nem mesmo se deram conta de sua chegada efetiva. Eis o motivo da criação de Saulo, O Assolador! Grande parte das mudanças necessárias ao nosso redor são resultado dos erros de nossos antecessores, seguidos (algumas vezes piorados) fielmente por nossa geração!

1.1. Saulo, o assolador (At 8.1-3)

Alguns dos termos que Lucas usa para descrever Saulo antes da sua conversão parecem ser deliberadamente escolhido para retratá-lo como “um animal selvagem e feroz”. O verbo lymainomai, cuja única ocorrência no Novo Testamento se encontra em 8:3, em referência à “destruição” que Saulo causou a Igreja, é empregada no Salmo 8:13 (LXX), em relação a animais selvagens destruindo uma vinha; o seu sentido específico é “destruição de um corpo por um animal selvagem”.

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Saulo de Tarso foi um dos maiores perseguidores da Igreja Primitiva. Esteve presente no apedrejamento de Estevão, consentindo com a sua morte (At 8:1). Além disso, Atos 8.3 diz que Saulo “assolava a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lançava na prisão”. A Bíblia diz que Paulo “respirava ameaças de morte contra os discípulos do Senhor” (9.1), ou seja vivia em razão de perseguir a Igreja do Senhor. Assim, ele planejou ir a Damasco para prender cristãos (todos os que conseguisse achar).
O Paulo adulto tornou-se um homem respeitado pelo seu conhecimento, um bom religioso e  defensor seu povo. E quando se tratava de defender sua “religião”, o que cria, Paulo era um homem muito exigente. Frequentava todas as reuniões na sinagoga, devolvia seu dízimo e jejuava regularmente, o exigido para ser um bom judeu. Por isso ele mesmo se descreveu como um Fariseu (Fp. 3:4 e 5). Os fariseus eram um grupo dentro do judaísmo muito exigente, que cumpria e observava todas as regras com muito rigor, principalmente no que se refere a observância e o respeito aos Dez Mandamentos. Eles cumpriam e exigiam que se cumprisse ao pé da letra cada mandamento.

1.2. Saulo diante de Estevão (At 8.1 e 22.20)

Alguns acham que essas palavras indicam que Saulo era um membro do Sinédrio. Isto não precisa ser verdade. Entretanto, sendo ele da Cilícia, era sem dúvida um membro da sinagoga que discutiu com Estêvão (6:9). Até esse momento a igreja não demonstrara nenhuma inclinação de levar o Evangelho a todo o mundo, permanecendo em Jerusalém. Deus usou a perseguição que se seguiu à morte de Estêvão como um meio providencial para a expansão do Evangelho fora de Jerusalém. Os crentes da congregação de Jerusalém foram espalhados por toda parte, mas os apóstolos puderam permanecer na cidade dando estabilidade à igreja.

        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

A palavra de Estevão, ao invés de gerar arrependimento, produziu mais ira e indignação, pois os argumentos foram
os mesmos que levaram Jesus à cruz. É lamentável como a humanidade repete seus erros mais terríveis e vai esgotando a longanimidade divina. A expressão no original grego, aqui traduzida por “atiraram-se”, tem o sentido de “linchamento sumário”.
As “testemunhas”, isto é, as primeiras pessoas que acusaram Estevão de blasfemo tiveram a “honra” de arremessar as primeiras pedras contra ele, e depositaram suas roupas aos pés do supervisor da execução: Saulo (22.20), membro do Sinédrio e que mais tarde seria convertido pelo próprio Jesus, do qual se tornaria servo e pelo qual morreria em condições semelhantes a Estevão.

Introdução aos Atos dos Apóstolos - www.bibliotecareinonet.com.br

Havia o costume de permitir-se que circunstantes, especialmente estudantes, permanecessem nos fundos da sala do concilio (veja B. Reicke, p. 145), de modo que numa ocasião como esta, alguém que fosse mais devotado às tradições que a maioria de seus contemporâneos (Gálatas 1:14), e que de qualquer maneira desejasse fazer-se notar pelos seus superiores hierárquicos, poderia muito bem aproveitar uma oportunidade como essa; daquela sala de reuniões conciliares a pessoa passaria ao local de execução. Nessa época, Saulo aprovou de todo o coração o assassinato de Estevão (note-se a força do termo grego). Todavia, a memória do evento deveria perse­gui-lo pelo resto da vida (cp. 22:20; 1 Timóteo 1:13). Por conveniência, daqui por diante nós nos referiremos a Saulo pelo seu nome romano, Paulo, conquanto tal não aconteça em Atos, senão no capítulo 13.

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Deixaremos aos mestres, professores e diretores de ensino a missão de tirarem suas conclusões sobre Paulo como membro do Sinédrio, como ativista religioso e como Servo de Deus (ao modo que aprendera). Orem e peçam a Unção do E. Santo. O que a presença de Paulo significava naquele momento, ali concorde com o apedrejamento do jovem diácono?Sua passividade aparente era ativa, pois indicava permissão explícita. Quantas vezes podemos estar fingindo atividade real e aparente e, de fato, estarmos indolentes e assistidores do pecado (e ainda dizermos: “eu estava apenas olhando e observando...”)?

1.3. Como Paulo assolava a Igreja (At 8.3-4)

3. O espírito instigador dessa perseguição foi Saulo (veja Gl. 1:13, 23; I Co. 15:9; Fl. 3:6). Ele se convenceu de que esse novo movimento que proclamava um criminoso crucificado como o Messias não podia ser de Deus. Pois o V.T. pronunciava uma maldição sobre qualquer um que fosse pendurado sobre uma árvore. Era uma prova escriturística, segundo o entendimento de Saulo, que Jesus era um enganador e esse novo movimento era blasfemo.
4. Primeiro, Lucas registra a expansão do Evangelho em Samaria. Os samaritanos eram descendentes de uma mistura do remanescente de Israel com estrangeiros que foram introduzidos na Samaria pelos conquistadores assírios quando as classes superiores foram levadas para o exílio (II Reis 17). Os samaritanos construíram um templo rival sobre o Monte Gerizim (veja Jo. 4:20). Considerando os judeus que os samaritanos eram mestiços raciais e religiosos, violentos preconceitos raciais tiveram de ser vencidos antes da igreja poder se tornar realmente universal.
5. À cidade de Samaria. Não se sabe ao certo se Samaria indica uma cidade ou um país. Normalmente, essa palavra no N.T. designa o território e não a cidade. A cidade de Sanaria foi reconstruída por Herodes, o Grande, nos moldes de uma cidade grega e recebeu o nome de Sebaste, em honra do imperador romano. A mensagem de Filipe na Samaria foi o Messias (Cristo), isto é, que Jesus era o Cristo.
9-11. Antes que Filipe chegasse a Samaria, um mágico chamado Simão exercera sua profissão, proclamando "que era alguém". As pessoas foram enganadas por seus truques e lhe atribuíram o Grande Poder. Grande era uma palavra usada pelos gregos para designar o Deus judeu (o poder de Deus que é chamado Grande).

        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Os cristãos de Damasco o descreveram como aquele que tinha causara um “extermínio” em Jerusalém (At 9:21). Aqui o verbo empregado é portheo (como em Gl 1:13.23), que C.S.C. Williams, traduz “espancar”. Seguindo na mesma imagem, J. A. Alexander ilustra com a menção de que Saulo “respirando ameaças e morte” (v. 1) seria uma “alusão ao arfar e ao bufar dos animais selvagens”. Mais tarde, Calvino conclui e ensina a graça de Deus ser vista “não apenas em um lobo tão cruel sendo transformado numa ovelha, mas também em ele assumir o caráter de um pastor”.
Esse  era o homem “animal selvagem”(vide o item 1.1), que assolava a Igreja do Senhor e que, em poucos dias estaria convertido e batizado “no caminho”. Pelo que vemos dele, possivelmente nunca iria considerar as reivindicações de Cristo. Seu interior exalava e estava cheio de ódio. Sua mente estava envenenada por preconceitos. Estava “demasiadamente enfurecido”, como disse ele mesmo(26:11). Se alguém o encontrasse quando saia de Jerusalém e (profeticamente) lhe falasse que antes de chegar a Damasco se mudaria em  cristão, ele acharia louca a ideia. Mas aconteceu. Ele levou em conta a graça soberana de Deus.


2. O Que Produziu Mudança

O maior desejo do jovem Paulo era fazer algo de valor para Deus, para o judaísmo e para os judeus em si. Ele concluíra que estava absolutamente certo em repelir com veemência aquela doutrina sectária no seio do judaísmo, que mais trazia escândalo do que bem. Afinal, para ele Jesus de Nazaré teve o que mereceu quando, nas mãos dos romanos, caiu sob a acusação de ser um rei ilegítimo, por fazer-se Filho de Deus.

Saulo queria deter os seguidores de Jesus em Jerusalém, para destruí-los (8:3). Alguns haviam fugido do cerco, indo para Damasco, onde muitas sinagogas serviam uma grande colônia judaica. Obstinado em perseguir esses discípulos fugitivos em qualquer cidade estranha (tinha liberações em mãos), elaborou uma trama para eliminá-los e convenceu o sumo sacerdote a lavrar isso por escrito(9:1b-2). Esse inquisidor que nomeou a si mesmo saiu de Jerusalém armado com a autorização às sinagogas de Damasco para que, encontrando algum que eram “do Caminho”, assim homens como mulheres, os levassem presos para Jerusalém (v. 2). Em nossos dias isto se chamaria de uma ordem de extradição.

2.1. Paulo, confrontado pelo senhor Jesus (At 9.3-7)

Se perguntarmos o que causou a conversão de Saulo, só existe uma resposta possível. O que sobressai na narrativa é a graça soberana de Deus através de Jesus Cristo. Saulo não se “decide por Cristo”, como poderíamos dizer. Pelo contrário, ele estava perseguindo Cristo. É melhor dizer que Cristo se decidiu por ele e interveio em sua vida. A evidência disso é inquestionável.

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Contudo, Paulo, ou melhor, Saulo, antes de se tornar um grande apóstolo, foi conhecido como um homem exigente, um perseguidor daqueles que pensavam diferente dele, no que diz respeito a Lei e ao Templo. Ele, como os demais judeus esperavam que Deus enviasse um libertador, um Messias, um líder que fosse capaz de libertar Israel e fazer deles uma grande nação. Esse era o plano de Deus e foi isso que Ele fez, mas os pensamentos de Deus em relação a Israel eram diferentes dos pensamentos do povo. Deus enviou o Messias, Jesus, porém, eles não conseguiam aceitar o fato de que Jesus fosse o Messias. Jesus quando esteve aqui entrou em confronto com o que aqueles homens pregavam, principalmente os fariseus. Jesus ensinou que embora a Lei fosse importante, mais importante eram as pessoas. Mas aqueles homens não entendiam e não aceitavam isso, era uma ofensa para eles. Além disso, como um Messias, um libertador podia morrer daquele jeito, numa cruz, a pior morte (Dt. 21:23)? E a libertação? E a grande nação? Tudo isso alimentou a raiva dos líderes religiosos por Jesus e por aqueles que seguiam seus ensinos. Eles esperavam que com a morte de Jesus tudo passasse, porém, não foi o que aconteceu, o grupo não se desfez e parecia crescer. O grupo conhecido como o povo do Caminho, incomodava.

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Se os que são “muito errados”(como muitos dizem: “matou, roubou, cheirou e agora tá salvo?”) não tivessem vez alguma no Reino, mais tarde Paulo, que Cristo repreendeu pessoalmente, não poderia liderar, ensinar, conduzir cultos nem repreender Pedro (Gl 2:11), espíritos imundos ou pessoas oprimidas (At 13:9-12, 16:17) e não teria coragem de Deus para dialogar com autoridades (At 23:1-5). Não estamos ensinando com  isso que todo e qualquer um que se intitule convertido, possa ter pleno e completo acesso a lugares, posições e nem que possam, por tal ‘título’, afrontar/enfrentar qualquer pessoa ou ensinar, pura e simplesmente por achar que pode.
Pergunte aos presentes que sejam convertidos a Cristo: Quem era você antes de sua conversão a Cristo? Ao serem colocados em situação de repreensões, sejamos amorosos (Gl 6:1).

Dica D.A. sobre repreensões:


2.2. Saulo obedece ao Senhor Jesus (At 9.8-9)

A conversão de Paulo nos faz pensar muito sobre a soberania de Deus, seus métodos e sobre o que se prega sobre isto. É dito que Cristo bate à porta de nosso coração querendo entrar e que nós a abrimos (ou não) por dentro. Mas, exemplos como o do Apóstolo do Amor nos faz ter mais cautela sobre dar sentenças a este respeito. Não se pode dizer que Deus ‘espera’ sempre pela boa-vontade do homem nem que ele invada, arrebente e “pise no pescoço” dos rebeldes. Deus não é preso aos nossos limites! O que o “´detém”, é ele mesmo, diante de suas próprias sentenças (sua palavra). Logo, ele que conhece o Ontem, o Agora e o Futuro como uma coisa única e de livre e fácil acesso, não se atrapalha, nem se engana e nem volta atrás no que decide: ao decidir e proferir, já está tudo planejado e em plena ciência dos fatos. Assim foi com Paulo, com Faraó, com o rei Ciro e tantos outros na História da Humanidade. Deus permitiu a insolência, ignorância, bestialidade, truculência, escárnios e tudo o mais deste perseguidor. Mais tarde, “na marra”, o torna seu seguidor (notemos que Paulo caiu em terra, mas ELE MESMODECIDIU SERVIR!). Isso parece com sua história, amado leitor?

2.3. Resultado da obediência de Paulo

Deus operou na vida de Paulo, antes da conversão, como (muito mais ainda) após ela. Não podemos deixar de cogitar que a mudança fora um tipo de prêmio pela obediência pronta à voz do Senhor, mas o ‘resgate’ de Paulo da vida que levava (até mesmo tirando a vida de outros) não foi uma premiação. Foi um agraciamento: Deus por bondade e misericórdia inexplicável, concede-lhe a Graça de ser detido (literalmente) por Cristo! O obedecer ao Senhor, numa visão maior, nos permitiu estarmos hoje ministrando para milhares de pessoas em todo o Mundo (por meio deste site) e também permitiu a você leitor, estar tendo interesse e, bem possivelmente estar na presença dele (isto é bem possível devido ao foco de nosso trabalho). Obedecer é o resultado de meta, desejo, respeito, prestígio, consideração, admiração, honra e insistência. Obviamente quem não obedece, retira todo o mérito de tais itens esperados da pessoa/entidade desobedecida.


3. Consequência Dessa Mudança

Evidentemente, que a conversão de Paulo teve muitos efeitos no reino de Deus e no mundo, que talvez seja difícil enumerá-los e esquadrinhá-los na sua exata proporção. Mas abordaremos apenas alguns principais que são arrolados por Lucas no livro de Atos.

Foi usado ‘evidentemente’ devido a ser muito fácil perceber tais efeitos na História da Igreja. Já quanto a “talvez seja difícil enumerá-los”, vemos diferente. Não há dúvidas de que isto seja extremamente difícil, dado a grandeza, quantidade dos efeitos e alcance/detalhes. Sugerimos algo como: “certamente seria difícil”, para clarear o entendimento e evitarmos alguma possível altivez.

3.1. Paulo passou a pregar o Evangelho

Pontos a serem pensados (em grupo, se possível):

- Porque Deus não eliminou tal perseguidor?
- Paulo poderia se desviar e voltar a matar?
- Os discípulos estavam errados em não aceitar Paulo imediatamente?
- Devemos perdoar um matador?
- E um sequestrador, ou pedófilo ou algum médico que promove doenças para lucrar com o tratamento?

Deixaremos ao critério dos professores falar sobre Paulo, O Pregador. Pedimos a que todos os nossos leitores convertidos tentem recordar se no passado condenavam os que deixaram vidas horríveis e pecados “absurdos” e passaram a pregar a Salvação em Cristo.

3.2. Paulo sofreu perseguição

O apóstolo Paulo, sem dúvida, deu uma grande contribuição à expansão da fé cristã no século I da era comum. Depois de ter sido um implacável perseguidor da Igreja, Paulo converteu-se ao cristianismo e começou a pregar o Evangelho por diversas regiões da parte oriental do Mar Mediterrâneo, empreendendo três viagens missionárias que incluíram territórios atuais de Síria, Chipre, Turquia e Grécia.
Contudo, o ex-perseguidor da Igreja tornou-se perseguido. Em muitas das cidades nas quais Paulo exerceu o seu ministério apostólico, ele veio a sofrer uma forte oposição tanto de judeus quanto de pagãos, vindo a ser injustamente preso e violentado sem que houvesse qualquer condenação criminal contra ele. Na cidade macedônica de Filipos, Paulo chegou a demonstrar um razoável conhecimento a respeito dos direitos que tinha como cidadão romano quando as autoridades locais mandaram libertá-lo de sua prisão ilegal.
É importante lembrar que, nos tempos de Paulo, nem todos eram iguais perante as leis de Roma. Uns eram escravos e eram tratados como mercadorias. Outros eram meros estrangeiros para os romanos, embora vivessem dentro da circunscrição do império pagando os seus pesados impostos. E existiam ainda aqueles que, por motivo de nascimento, ou de aquisição mediante algum pagamento ao governo, tornavam-se cidadãos romanos e que, portanto, passavam a ter alguns direitos naquela sociedade. Pois Roma era a cidade que governava o mundo no século I e, deste modo, quem tivesse a cidadania romana teria direitos protegidos pelas leis, entre os quais o de receber um julgamento justo, caso fosse feita alguma acusação.


“...Uma vez, então, pressionado pelos judeus de Damasco, o apóstolo fugiu para Jerusalém, contados 3 anos depois de sua conversão. Em Jerusalém, esteve 15 dias com Pedro, onde avistou-se com Tiago, irmão do Senhor:
Gl. 1.18-19 - “Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; 19 e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor”.
...Depois da atitude de Barnabé, Paulo foi admitido entre os apóstolos, conquistando o respeito e a consideração deles, tendo liberdade para atuar juntamente com eles na ministração do evangelho.
O preconceito foi finalmente derrotado. Os apóstolos não ficaram mais com medo ou com vergonha de andarem com Paulo. Não se preocupavam mais em preservar a reputação pessoal. Eram todos iguais. Igualados e irmanados na cruz de
Cristo e não tinham mais reputação pessoal para preservar, visto que todos eram identificados apenas pela mensagem que pregavam. Paulo passou a ser tratado com a dignidade devida a um cristão, passando também a ser respeitado como
ministro do evangelho de Cristo, não mais sendo criticado por pregar, mas sim sendo dignificado pela proclamação da mensagem de salvação.
Porém, seu ministério em Jerusalém dificilmente durou duas semanas, pois novamente os judeus procuravam matá-lo: At. 9.29 - “Falava e discutia com os helenistas; mas eles procuravam tirar-lhe a vida”.
“Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia”(Gl 1:21). Para evitá-los, Paulo retornou à cidade de seu nascimento, Tarso, passando ali um "período de silêncio" de cerca de dez anos.: At. 9.30 - “Tendo, porém, isto chegado ao conhecimento dos irmãos, levaram-no até Cesaréia e dali o enviaram para Tarso”.
Talvez tenha passado esse período sozinho. Tinha sido rejeitado pela família, pelos judeus e encontrava dificuldades entre os cristãos, pois estes tinham receio dele...

A Vida de Paulo - Edson Poujeaux Gonçalves

“...Ficou breve tempo e na primavera de 37 voltou para Damasco onde ficou 3 anos, o que foi tempo considerável (At. 9,23). Durante este tempo os judeus ficaram alvoroçados. Paulo lhes demonstrou ter sido Jesus o Messias. Agora Paulo já tinha discípulos.
Alguém aventou a hipótese que neste tempo Paulo foi influenciado pelos essênios de Damasco. Nas cartas não existe o mínimo aceno a respeito.
A oposição judaica, apoiada pelo rei Aretas de Damasco, o obrigou a deixar a cidade. A fuga foi organizada pelos seus discípulos que o desceram num cesto para fora dos muros da cidade (At. E 2Cor. 11,32)...”

Internet – autoria desconhecida/imprecisa

Sabemos que durante sua vida, obra e carreira, sofreu naufrágios, acoites, prisões (II Co 11:25), calúnias, perigos (I Co 15:30, II Co 11:26), fuga de cidades (At 14:6-19) e que fora colocado diante de multidões enfurecidas e de autoridades para responder sobre sua fé (a interpretavam como perturbação da ordem e dos governos instituídos).

3.3. O crescimento da Igreja

Leiam e meditem em At 9:31, 11:26, 12:24,14:23 e 19:20 e comparem com o excelente trecho de artigo da Fiel abaixo.

Atos dos Apóstolos demonstra isso constantemente. Na igreja apostólica de Jerusalém havia pregadores poderosos. O que, então, fizeram os demais crentes? Seu ministério era apenas ouvir, ser espectadores? Absolutamente, não. Conforme nos mostra Atos 2.40-47, cujo título poderia ser .Um Crescimento Vital da Igreja., todos os crentes de Jerusalém eram ativos, compartilhavam e adoravam a Deus. Não acontecia que alguns falavam e todos os outros simplesmente assistiam às reuniões. Todos eram participantes e cooperadores. O mesmo pode ser visto em Atos 4. E a grande importância de que eles tivessem tais atitudes se torna evidente em Atos 8.1: .Naquele dia, levantou- se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Sumária.. Nessa ocasião, houve uma crise para a igreja. Os crentes repentinamente ficaram sem os seus líderes, mas sabemos qual foi o resultado . .Iam por toda parte pregando a palavra.. Isto não significa que eles eram pregadores oficiais; eram homens e mulheres fazendo aquilo que estiveram fazendo antes: testemunhando, testificando, servindo a Cristo, falando sobre a Palavra de Deus. O resultado foi que a igreja de Jerusalém multiplicou-se em outros lugares: .A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Sumária, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número. (At9.31).
Quando o evangelho alcançou os gentios pela primeira vez, a mesma coisa se repetiu. Paulo não viajou de um lugar ao outro, ficando satisfeito, se houvesse conversões individuais. Ele almejava ver igrejas estabelecidas, comunidades de crentes que em si mesmas seriam capazes de levar avante a obra de evangelização, quando ele estivesse ausente. Paulo desejava ter igrejas que multiplicariam a si mesmas; não pretendia estabelecer assembléias estáticas e imóveis, e sim centros doadores de vida espiritual, fontes de onde rios de bênçãos espirituais fluiriam para os outros. E foi isso mesmo que aconteceu. Atos 16.5 nos diz: .Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número.. Em Tessalônica havia uma igreja desse tipo. Paulo disse que uma grande oportunidade lhe fora oferecida na Grécia, porque o testemunho da igreja havia se espalhado, pelos lábios dos crentes, em muitos quilômetros além: .Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte. (1 Ts 1.8). O apóstolo não precisou relatar o que Deus havia feito, as notícias chegaram antes dele. .Por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus., escreveu Paulo, .a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma. (1 Ts 1.8).
O quadro que o Novo Testamento nos apresenta não é o de Cristo agindo através de alguns poucos homens, oficialmente chamados para pregar, e sim através de todos os membros de seu corpo. Encontramos outro vislumbre dessa verdade na maneira como Paulo descreve pessoas, ao término de sua epístola aos romanos. Ele enviou saudações a diversos homens e mulheres que ele já conhecia e considerava cooperadores no reino de Deus: .Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus... Saudai Maria, que muito trabalhou por vós... Saudai Urbano, que é nosso cooperador em Cristo... Saudai Trifena e Trifosa, as quais trabalhavam no Senhor. Saudai a estimada Pérside, que também muito trabalhou no Senhor.. (Rm 16.12.)
Esse mesmo princípio tem sido admiravelmente demonstrado na história da igreja. Não há crescimento em igrejas que dependem de algumas poucas pessoas e os demais membros são espectadores. Sempre existe progresso e multiplicação em igrejas cujos membros são vibrantes e intentam servir a Cristo.

http://www.editorafiel.com.br/artigos_detalhes.php?id=37


Conclusão

A conversão de Paulo de Tarso é um legado insofismável da história Universal, pois a mensagem dele sobreviveu a sua morte, a pessoa dele jamais foi esquecida com o passar dos séculos. Na sua conversão podemos saber como o Senhor Jesus transforma um inimigo em servo e em vaso útil, tornando-o portador de Sua mensagem.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel - 4º Trimestre 2012 – Lição 02.
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Internet
http://www.mjovem.org.br/ja/download/arquivos/11072012145733.pdf

Um comentário:

  1. paz amado continue sendo este instrumento de Deus. para nossas vidas que Deus abençoe sua família.

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