segunda-feira, 29 de outubro de 2012

EBD Editora Betel - Paulo e Barnabé, Aliados na Obra do Senhor



Assembleia de Deus CONAMAD
 Lição 05 – 04 de Novembro de 2012
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Texto Áureo

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. I Co 15:58

O portanto introduz a conclusão. Conforme as palavras de Robertson e Plummer, "que haja menos especulação e mais trabalho" (ICC, pág. 379).

      Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Verdade Aplicada

O grande segredo para o crescimento espiritual e ministerial na obra do Senhor reside na perseverança e aprendizado constante.

Objetivos da Lição

Familiarizar os alunos com a personalidade generosa de Barnabé;
Revelar o lado social da igreja de Antioquia em tomar a iniciativa de ajudar os necessitados;
Mostrar as constantes transições positivas alcançadas na igreja pela administração de Barnabé.

Glossário

Mitigar: aliviar, suavizar;
Legitimar: reconhecer ou ser reconhecido como legítimo;
Vigoroso: energia, vitalidade, forte.


Introdução

Quando Paulo retornou à sua cidade natal (Tarso) pareceu um desfecho um tanto melancólico dado por Lucas. Mas aí ele passa a narrar vividamente os atos de Pedro, para depois retornar a trajetória de Paulo como um assistente de talento. Aqui estudaremos um pouco do perfil de Paulo que atendendo um convite para auxiliar Barnabé, teve um contínuo progresso espiritual e ministerial em Antioquia.

O que seria da Igreja de então (e até a atual), se Pedro e os demais fossem mesquinhos, temerosos de suas posições ou prestígio e vetassem ou impedissem o desenvolvimento de Paulo ministerialmente?


1. Paulo, um companheiro em potencial

Aquele era um momento surpreendente de crescimento e multiplicação de conversões nas regiões da Judéia, Galileia e Samaria, e os irmãos que saíram dispersos por causa da perseguição iam anunciando a Palavra por onde passavam, de maneira que muitos judeus se convertiam cada vez mais ao Senhor.

Notemos que quem foi perseguido foram os discípulos; aos apóstolos nada fora imposto nem sofreram ameaças (At 8:1). Não há como não aceitar que as pressões, opressões e dores nos ensinam muito e nos fazem nos desprendermos.

1.1.  Antioquia, uma igreja crescente (At 11:20 e 21)

Fenícia é a estreita faixa de terra limitando o Mediterrâneo. Estende-se ao norte de Cesaréia por uns 190 quilômetros e inclui Tiro e Sidom. A pregação do Evangelho ainda se limitava aos judeus, pois a igreja primitiva foi muito lenta em perceber o caráter universal da missão do Evangelho.

      Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Essa evangelização foi facilitada pela vida cultural desinibida dessa metrópole, rica em famosas escolas de filosofia, medicina e retórica, com uma magnífica biblioteca, teatros, estádios esportivos e balneários. A evangelização era dificultada pela proverbial licenciosidade moral da população, com sua vida gentia degenerada. Para surpresa dos que se arriscavam a dialogar com gentios sobre Jesus, a mensagem obteve considerável aceitação: “Muitos creram e se converteram ao Senhor” [NVI]. Será que aquelas pessoas de Cirene e Chipre eram missionários tão habilidosos, tão convincentes, pessoas tão cheias do poder do Espírito? Lucas não nos diz nada a esse respeito, porque constata a causa do sucesso num ponto completamente diferente: “A mão do Senhor estava com eles.” Em última análise esse é sempre e em todos os lugares o verdadeiro motivo de uma proclamação eficaz. Foi assim que esses homens desconhecidos do povo, sem formação, sem ordenação, sem sociedade missionária, sem plano estratégico se tornaram pioneiros decisivos da missão aos gentios. A hora de Deus havia chegado. Arriscaram-se a testemunhar, e “a mão do Senhor estava com eles”.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
           
Vemos que igreja crescente não é igreja perfeita nem livre de problemas, preconceitos e desavenças. O caso é como serão tratados tais acontecimentos ou práticas e como seus líderes comunicarão isto aos membros e como estes se comportarão. Por pregar o Evangelho em uma residência (e daí que era a de um centurião?), Pedro sofreu um pequeno “processo administrativo”, uma “audiência interna”. Devemos ter em mente também que, crescimento numérico, não expressa necessariamente aprovação dos métodos. Há grupos e empresas que crescem absurdamente com métodos ilegais ou imorais e podem ter sido beneficiados por um momento favorável. No caso de Antioquia era trabalho eficaz de ensino, oração e cuidado, juntamente com manifestações de Poder Sobrenatural.

1.2. Barnabé o enviado (At 11:22-24)

Barnabé além de muito qualificado para seu envio a Antioquia, era um muito bom administrador pois soube enxergar que Paulo seria muito útil nos trabalhos. Mais tarde viu nele um excelente auxiliar e companheiro de investidas, vindo a ser um candidato apto a substituir Barnabé na liderança. Barnabé fora acertadamente comissionado pela igreja que estava em Jerusalém devido a sua reputação, caráter e notáveis trabalhos prestados. Ele fez crescer não só o número de membros (salvos alcançados, não “clientes”), mas especialmente a qualidade e boas características destes.

1.3. Paulo é convidado para trabalhar (At 11:25)

O crescimento da igreja foi tão grande que logo Barnabé sentiu a necessidade de um assistente, quando então seus pensamentos pousaram em Paulo (cp. 9:27) que, nos últimos anos, andara de cidade em cidade na Síria e na Cilícia, anunciando "a fé que outrora procurava destruir" (Gálatas 1:21ss.). E possível que Barnabé tivesse ouvido algo acerca de Paulo, o suficiente para convencê-lo de que era o homem certo para Antioquia. Tarso ficava a noroeste da capital siríaca, podendo ser alcançada por terra ou por mar. Não foi fácil localizar-lhe o paradeiro. Só depois de demorada busca (informa-nos o termo grego) é que Barnabé encontrou a Paulo, de modo que ambos foram juntos para Antioquia. Nesta cidade ambos trabalharam juntos por todo um ano (v. 26), instruindo a igreja segundo o exemplo dos apóstolos (2:42; cp. Mateus 28:20), até determinado tempo em que a igreja, tendo atingido certo nível de maturidade, enviou-os para a obra mais ampla da "primeira viagem missionária" (13:3ss.).

Novo Comentário Bíblico Contemporâneo - David J. Williams – Ed. vida

Vemos determinação e certeza espiritual por parte de Barnabé, ao considerarmos seu esforço em achar Paulo. Além da dificuldade, ele bem sabia das questões possíveis de acontecerem, como rejeitarem a Paulo, medo dele (devido a seu passado) ser um espião e etc. Notem que Paulo não se deixou tomar por uma conveniência pessoal de sustento: ele tratou de produzir seu sustento trabalhando. Hoje, vemos líderes exigindo sustento total por parte de quem os comissiona. Eles possuem tal ‘direito’? Possivelmente que sim, mas não deveriam agir assim.


2. O trabalho de Barnabé e Paulo

A igreja em Antioquia principiou com elementos judeus, depois helênicos, e por fim gentios. Essa massa de pessoas vindas de diferentes lugares com culturas diferentes, no entanto, tinham uma coisa em comum, o fato de crerem em Jesus Cristo. A fé em Jesus foi o agente agregador que os reuniu eliminando vantajosamente todas as diferenças e possibilitando a realização posterior da obra missionária no Império Romano.

“Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro.” Ap 7:9 e 10
De modo semelhante, mas muito mais misturado e heterogêneo, será a igreja na Glória. É interessante notarmos (e espantoso), que em nosso meio exista pessoas que possuam preconceitos vários: de cor da pele, classe social, aparência e etc.

2.1. A prioridade no ensino (At 11:26)

Outro fato significativo sucede em Antioquia: Os “discípulos” receberam ali um nome próprio! A princípio haviam sido simplesmente “judeus” e também desejavam sê-lo pessoalmente. Para eles cumpriu-se em Jesus a grande esperança de Israel. Justamente por isso sentiam-se como os verdadeiros judeus e esperavam ser capazes de conduzir todo o Israel até Jesus. Eles representavam um problemático cisma judaico para os grupos dirigentes de seu povo, “a seita dos nazarenos”, como diz, com ira e desprezo, o promotor do Sinédrio perante Félix (At 24.5). Também o mundo gentio os considera simplesmente como “judeus”. Sucedeu, porém, que em Antioquia um grande número de “gregos” havia aderido à igreja. Não podiam considerar-se pessoalmente como “judeus”, nem ser assim tratados por seus concidadãos helênicos. Que eram eles? “Nazarenos”, como os judeus os insultavam? Mas essa referência era completamente incompreensível para as pessoas de Antioquia. Jamais haviam ouvido falar de “Nazaré”. Ou “discípulos, alunos”? Essa expressão, porém, nessa cidade com os numerosos centros de ensino, era formal demais. Quantos tipos de “alunos” havia ali! Então os antioquenos se fixam no nome que surgia constantemente em todos os diálogos com eles e que tinha importância decisiva, passando a chamá-los, de acordo com Jesus Cristo, os “cristianos”, a “gente do Cristo”. Esse nome era prático e se consolidou rapidamente. Em 1Pe 4.16 ele já é usado com toda a naturalidade. Obviamente essa passagem também permite pressentir algo das dificuldades que se aproximavam da igreja de Jesus por meio desse nome. O judaísmo tinha no Império Romano o status de “religio licita”, uma religião oficialmente reconhecida. Como “judeus” os discípulos eram ao mesmo tempo pessoas “legais”. Como, porém, era a situação dos “cristianos”? Muito em breve, sob Nero, a palavra “cristão” se torna uma palavra de desprezo e ódio. E na correspondência entre o imperador Trajano e seu governador Plínio no ano de 111-113 d. C. já se aborda a pergunta se o simples nome de cristão como tal era merecedor de punição. Tertuliano (nascido por volta de 150 d. C.) conhece o terrível grito que se levantava com cada tragédia pública: “Christianos ad leonem!” – “Lancem aos leões os cristianos!” Os que se alegravam com o novo e claro nome em Antioquia não podiam prever isso.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

“Se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino;” Rm 7:12
“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar;” I Tm 3:2
“E o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros.” II Tm 2:2

Vemos nestes e em vários outros textos (principalmente no ministério de Cristo, nos Evangelhos), que dedicar-se ao ensino não é apenas para quem é “do ensino”; é algo relacionado à fé cristã, ao Evangelismo: é inerente à missão da Igreja do Senhor! Muitas vidas, nações, culturas e pessoas padecem devido a não haver prioridade na oração, testemunho e principalmente no ensino.

2.2. Proveram socorro aos necessitados (At 11:28 e 29)

Ágabo aparece novamente em 21:10. Nos dias de Cláudio. Os historiadores romanos se referem a diversas fomes durante o reinado de Cláudio (41-54 A.D.), enquanto Josefo, o historiador judeu, menciona uma severa fome na Judéia em 46 A.D.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Carências gerais desse tipo atingem tanto os filhos de Deus como as pessoas afastadas de Deus. Também os cristãos antioquenos não pensam que os crentes ficariam milagrosamente isentos da fome. Por isso precisam ser convocados para ajudar. Nesse momento acontece algo “milagroso”: esses cristãos não pensam em primeiro lugar em si mesmos e não tomam providências de como podem preparar-se para o tempo de dificuldade em Antioquia. Pensam na primeira igreja na terra judaica. Por meio de Barnabé, assim como agora também pelos profetas de Jerusalém, eles sabem das dificuldades que a primeira igreja já está passando com seus numerosos pobres (cf. acima, p. … [75]). O que será deles quando a carestia geral fizer os preços dispararem? Conseqüentemente, decidem realizar imediatamente uma coleta de dinheiro, na qual cada um se compromete com a quantia que seus recursos permitem, para depois enviar o dinheiro “como serviço aos irmãos que moram na Judéia” [tradução do autor]. E de fato executam a coleta. Como é grande essa solicitude num momento em que o espectro ameaçador da fome está diante de todos e razão humana lhes dizia que justamente agora nada poderiam partilhar!

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

A ajuda aos necessitados era uma questão humanitária: ao saber que pessoas estavam passando fome, ele prontamente se viram na obrigação coletiva de cuidar dos necessitados. Afinal, a população de um pequeno local é provida pelas populações em torno delas, queiram, gostem, creiam ou não. De igual modo, este pequeno local também influencia (ainda que pouco) nas demais populações. Com isso estamos dizendo que não há ninguém sozinho nem independente no mundo. Ou seja, por uma questão prática e inteligente, devemos cuidar de nossos semelhantes. No texto em análise, vemos os discípulos se movendo em favor dos outros crentes sem esperarem decisões ou direções de seus líderes: fizeram o tinha que ser feito, podiam fazer e sabiam fazer. Podemos considerar  isto o princípio do bom-censo.

2.3. Representantes de Antioquia (At 11:30)

anciãos (cf.l4:23; 15:2, 4, 6, 22, 23; 16:4; 20:17; 21:18):Para entender a emergência desta ordem, devemos lembrar que a igreja havia sofrido duas grandes perseguições (assumindo que Antioquia foi formada posteriormente a 44 d.C; 8:lss.; 9:lss.; 12:lss.)- Estas dispersaram um número significativo de cristãos, incluindo, supomos, outros além dos primeiros Sete líderes que in­cluíam Filipe, talvez também os que restaram dos Doze (cp. 12:1, 2 17). De toda maneira, os Doze não queriam envolver-se no dia-a-dia da administração da igreja. Desta maneira a primitiva liderança da igreja em Jerusalém foi dispersa (apesar que de tempos em tempos os apóstolos retornavam à cidade quando importantes decisões deveriam ser tomadas; cp. 15:2ss., talvez também 11:1 e 22), e isto, juntamente com a inclinação natural da igreja de aceitar o costume da sinagoga, talvez apontassem como líderes os anciãos. Este fato abriu prece­dente para que outras igrejas os imitassem (14:23; 20:17). Os anciãos eram às vezes chamados "supervisores" (gr. episkopoi; veja nota em 20:28; cp. Filipen-ses 1:1; 1 Timóteo 3:1 s., Tito 1:7) ou simplesmente "os que presidem sobre vós" (1 Tessalonicenses 5:12). Diferentemente dos judeus, eles costumavam ter um papel espiritual como pastores e professores, assim como administradores (cp. 20:17; 1 Timóteo 5:17; Tiago 5:14; 1 Pedro 5:1-4). E de 1 Timóteo 4:14; 5:22 e 2 Timóteo 1:6 podemos deduzir que estas indicações foram feitas por impo­sição de mãos.

Novo Comentário Bíblico Contemporâneo - David J. Williams – Ed. vida

Concordamos plenamente com o comentarista da revista: as iniciativas principais, corriqueiras e em grande parte do tempo serão tomadas pelos dirigentes, pastores e líderes ( o nome diz tudo: LÍDER!). Mas isto não veta que o povo tenha iniciativa nenhuma. È sabido que uma boa liderança conta com auxiliares diretos e indiretos (nomeados, oficiais ou não). Entre estes auxílios, sabe-se não ser inteligente o desprezo ao que o “crente comum”(leigo) tem ciência, informa/alerta ou já vivenciou. Cada membro do grupo/equipe pode (e é de fato) funcionar como olhos, boca ou ouvidos da “‘grande mente” da qual faz parte.

Iniciativas cristãs (servos) - Jo 13: 4 e 5 Era um costume de então, que os servos lavassem os pés daqueles, que assentados à mesa, eram servidos. Entretanto, após comerem (ceia), não estava presente nenhum criado para cumprir tal costume e, nenhum dos discípulos tomou essa iniciativa (possivelmente achavam isto indigno ou impossível de ser feito por eles – era coisa de criados!). Acrescentemos que, essa atitude/iniciativa nunca deveria partir do anfitrião ou dono da casa, mas, de seus escravos (rotinas de trabalho; incumbências). Jesus, ao tomar essa iniciativa e lavar os pés de seus discípulos (ele próprio), isso chocou muitos presentes. A cena era inacreditável.
Com essa atitude, Cristo ensinou-nos sobre o serviço cristão: ele só existe quando há pessoas (até mesmo que não o servem!) que se predispõem a servir a quem quer que seja. Em nossos dias, o que se dá é que só servimos a quem faz parte do nosso ciclo de intimidade. Estamos predispostos a servir indistintamente quem precisa de nós? Esperamos que implorem ajuda? Esperamos que alguém venha dar “sermão silencioso” chorando e dizendo que está triste por não poder ajudar mais (ainda que sozinho)? Ficamos esperando que os responsáveis legais (nós só ajudamos parentes, amigos íntimos ou membros de nossa igreja) façam a “obrigação” deles?Cristo não ensinou assim. Ele agiu diferente, não falando, mas fazendo! Sua vida de atitudes práticas nos mostram, até hoje, que o verdadeiro servo sempre tomará as iniciativas (ao seu alcance ou bem além) de servir sem fazer acepção de pessoas.


3. O retorno da missão representativa

Barnabé e Paulo provaram mutuamente ser bons parceiros na seara do Senhor. Barnabé estava satisfeito por ter buscado Paulo como companheiro na missão pastoral em Antioquia. E Paulo, por sua vez, estava demonstrando ser um assistente de talento ao lado de Barnabé, sempre dentro de suas expectativas.

Questão para meditação: se alguma obra, feito ou projeto não render ou não alcançar o que nós esperávamos (ou parecia que aconteceria), significa fracasso? Possivelmente Barnabé estava contente com o progresso de Paulo e o crescimento da obra, mas e se não tivesse acontecido isto? E quantas vezes Paulo naufragou, foi expulso de lugares ou rejeitaram que ele administrasse igrejas que ele mesmo implantara? Seria tudo isto fracasso?

3.1. A Palavra crescia e multiplicava-se (At 12:24)

Na populosa cidade de Antioquia, Paulo encontrou um excelente campo de trabalho. Sua cultura, sabedoria e zelo exerceram uma poderosa influência sobre os habitantes e as pessoas que freqüentavam aquela cidade de cultura; e ele se mostrou ser precisamente o auxílio de que Barnabé necessitava. Durante um ano os dois discípulos trabalharam unidos em um ministério fiel, levando a muitos o salvador conhecimento de Jesus de Nazaré, o Redentor do mundo.
Os crentes de Antioquia compreenderam que Deus estava disposto a operar em suas vidas "tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade". Filip. 2:13. Vivendo, como viviam, no meio de um povo que parecia pouco apreciar as coisas de valor eterno, procuraram chamar a atenção dos sinceros de coração e apresentar positivo testemunho concernente Àquele a quem amavam e serviam. Em seu humilde ministério, confiavam no poder do Espírito Santo para tornar eficaz a Palavra da vida. E assim, nos vários passos da vida, davam testemunho diário de sua fé em Cristo.
O exemplo dos seguidores de Cristo em Antioquia deve ser uma inspiração para todos os crentes que vivem atualmente nas grandes cidades do mundo. Conquanto esteja no plano de Deus que obreiros escolhidos, de consagração e talento, sejam estacionados em importantes centros de população para realizar conferências públicas, é também Seu propósito que os membros da igreja que vivem nessas cidades usem os talentos que Deus lhes deu trabalhando em favor das almas. Ricas bênçãos estão armazenadas para os que se entregam sem reservas ao chamado de Deus. Ao se empenharem tais obreiros na salvação de almas para Jesus, verificarão que muitos que jamais teriam sido alcançados de outra forma, estão prontos a responder ao esforço pessoal inteligente.
A causa de Deus na Terra nestes dias está em necessidade de representantes vivos da verdade bíblica. Os ministros ordenados sozinhos não são suficientes para a tarefa de advertir as grandes cidades. Deus está chamando não somente pastores, mas também médicos, enfermeiros, colportores, obreiros bíblicos e outros consagrados membros da igreja, possuidores de diferentes talentos, que tenham o conhecimento da Palavra de Deus e possuam o poder de Sua graça, para que considerem as necessidades das cidades não advertidas. O tempo está passando rapidamente, e muito resta a ser feito. Todos os meios devem ser postos em operação, para que as oportunidades atuais sejam sabiamente aproveitadas.
Abundantemente havia Deus abençoado os labores de Paulo e Barnabé durante o ano que ficaram com os crentes em Antioquia. Mas nenhum deles havia sido formalmente ordenado para o ministério evangélico. Haviam chegado agora em sua experiência cristã a um ponto em que Deus estava para confiar-lhes a execução de difícil tarefa missionária, na prossecução da qual necessitavam de toda a vantagem que pudesse ser obtida através da igreja.
"E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cireneu, e Manaém, ... e Saulo. E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: “Apartai-Me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13:1 e 2). Antes de serem enviados como missionários ao mundo pagão, esses apóstolos foram solenemente consagrados a Deus com jejum e oração e a imposição das mãos. Assim foram eles autorizados pela igreja, não somente para ensinar a verdade, mas para realizar o rito do batismo e organizar igrejas, achando-se investidos de plena autoridade eclesiástica.

Atos do Apóstolos – Ellen G. White (9ª ed) – Ed. CASA

Queremos destacar e fazer os mestres, alunos e leitores refletirem e ponderarem: aumento de tamanho do prédio, número de templos/congregações ou do número de membros é explicação ou aferições para “A Palavra crescia e multiplicava-se” (título acima)? Que dizer de ascenções sociais dos membros (ainda que explosivamente um desempregado passe a ganhar cinco salários após aceitar a Cristo) ou dos líderes? Talvez seja todos completarem estudos teológico superiores ou escreverem textos, artigos ou tratados?Isto não nos dá muitas soluções, mas nos conduz a pensarmos em o que é a Salvação? Qual o Plano de Deus para a Humanidade?O que é Obra de de Deus eficaz e bíblica?O que atesta a aprovação de Deus sobre algum trabalho ou projeto?

3.2. Retornaram acompanhados (At 12:25)

Na seqüência, mencionando novamente Barnabé e Saulo, Lucas torna a enfocar o que iniciou em At 11 e que será relatado agora na segunda seção principal de seu livro. “E Barnabé e Saulo, havendo terminado aquele serviço, voltaram de Jerusalém” [RC]. É motivo de controvérsia se Barnabé e Saulo estiveram em Jerusalém justamente no tempo da perseguição. Contudo, não devemos esquecer que naquela ocasião ainda não se tratava de uma “perseguição” real da igreja. Naquele momento, apenas os apóstolos corriam perigo. Contudo, mesmo numa situação diferente homens como Barnabé e Saulo dificilmente teriam dado meia-volta com sua dádiva em dinheiro, que seria tanto mais bem-vinda exatamente num tempo de aflição.
“Levaram consigo João, também chamado Marcos” [NVI]. Pelo que se nota, Pedro tinha um relacionamento especial com esse jovem adulto. Vai até a casa da mãe dele depois de sua libertação. Mais tarde, em carta, chama Marcos de “meu filho” (1Pe 5.13). A tradição da igreja antiga conta que esse é o Marcos que redigiu o evangelho de mesmo nome, baseando-se nos ensinamentos que ouviu da boca de Pedro. Era um primo de Barnabé. Na pessoa dele, novamente um cristão de Jerusalém ingressa no trabalho da vasta missão aos gentios.
Será que João Marcos também é importante para a redação de Atos? A. Schlatter chama atenção para o fato de que, conforme Cl 4.10,14 Lucas esteve com Marcos na equipe de Paulo. Será que Marcos foi uma testemunha para esta primeira parte de Atos? Será que Lucas obteve de Marcos as informações essenciais para ela? Será que é também por essa razão que ele interrompe o relato sobre Jerusalém e a Palestina nesse momento em que Marcos sai de Jerusalém e ingressa na missão paulina aos gentios? No caso da história de Estêvão, o próprio Paulo pode ser considerado como testemunha, e para a eleição dos “Sete” e a evangelização em Samaria havia Filipe. Lucas esteve junto com Filipe em Cesaréia (At 21.8). Independentemente de como opinamos sobre as considerações de Schlatter, de quaquer forma temos de nos conscientizar da estreita relação em que estavam muitos dos homens conhecidos desse tempo e quanto intercâmbio de notícias e relatos era possível por isso. Nosa idéia do primeiro cristianismo será completamente aistórica se para nós um grande Paulo segue solitariamente pelos países, se um grande Pedro realiza sozinho feitos quaisquer, se Lucas pesquisa sozinho fontes escritas para sua obra, e se alguns episódios acontecem isoladamente aqui e acolá.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

O trabalho verdadeiro é confirmado externamente com sinais, talentos, maravilhas, gozo, renovo, regozijo, pranto, alegria e mudança até mesmo social e cultural. Internamente, sentimos uma flutuação do ser, uma força interior que brota, uma comoção pelos necessitados, uma inspiração para adorar, servir, louvar, tocar, cantar, pregar, orar, ensinar, escrever e se desgastar para que pessoas recebam a Palavra de Deus. Assim, o Espírito toca em outros e estes vêem até nós, se ajuntam e somam forças. Talvez, terei respondido alguns questionamentos feitos por mim mesmo acima.


3.3. Retorno com um devocional intensificado

O que é Avivamento? Entendemos que tudo começa com a intensificação (ou ressurreição) da vida devocional diária, da oração e da sede da presença de Deus, buscando aproximar-se dele com o estudo e leitura das Escrituras (estudar não é ler e vice-versa). Então, isto passará a promover e operar (até mesmo incomodar e dar agonizantes despertamentos) mudanças profundas na vida de cada um, não por cobrança externa nem por leis, regras ou estatutos, mas por devoção, gratidão, fé, amor e alegria. Notamos que ocorreu um avivamento naquela igreja não com campanhas, berros, cânticos ou shows, mas com a aplicação e efetiva prática dos elementos da devoção: renúncia, quebrantamento, trabalho, jejum, oração e aplicação ao estudo bíblico. O Avivamento real, duradouro e que realmente traz frutos, vem pelo Espírito Santo. Mas Ele só aviva o ministério quando a igreja busca fazer sua obra. Isso exige mudança de vida, pensamentos, sentimentos, desejos e projetos!


Conclusão

Percebe-se, ao longo desta lição, que a figura de Paulo, quando veio de Tarso para Antioquia, não apareceu muito. Senão ensinando a Igreja junto com Barnabé e, evidentemente, com outros mestres locais. Paulo era um assistente de valor, mas que reconhecia a sua posição na Igreja e honrava seu colega que lhe dera tamanho privilégio ao convidá-lo como assistente direto. Paulo soube aproveitar as oportunidades que lhe davam.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 05
Novo Comentário Bíblico Contemporâneo David J. Williams – Ed. Vida
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
http://www.gostodeler.com.br/materia/9342/a_nobre_funcao_de_um_cristao_e_servir.html
Atos do Apóstolos – Ellen G. White (9ª ed.) – Ed. CASA

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