segunda-feira, 19 de novembro de 2012

EBD Editora Betel - O Apóstolo Paulo e O Espírito Santo

  Assembléia de Deus CONAMAD
Lição 08 – 25 de Novembro de 2012

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Uma excelente aula a todos, meus amigos. Que Deus vos abençôe, em nome de Jesus.
Ajude-nos, divulgando nosso trabalho em suas redes sociais e pessoalmente, se nós tivermos sido úteis... ;)

Texto Áureo

“O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica”. 2 Co 3:6

O qual nos fez também capazes de ser ministros. A nova aliança; (cons. Mt. 26:28; Hb. 8:8, 13) exige um "novo homem" (Ef. 2:15; 4:24) que seja uma "nova criatura" (lI Co. 5:17). Esta pessoa regenerada tem um "novo nome" (Ap. 2:17), guarda um "novo mandamento" (I Jo. 2:7,8), canta uma "nova canção" (Ap. 14:3), espera um "novo céu e nova terra" (lI Pe. 3:13; Ap. 21:1) onde a "nova Jerusalém" (Ap. 21:2) está e onde todas as coisas são "novas " (Ap. 21:5).
O contraste entre a letra mata e o espírito vivifica não é um contraste entre o extremo literalismo e o livre manejo das Escrituras (como no método alegórico de interpretação); antes, o contraste é entre a Lei e um sistema de salvação que exige obediência perfeita (cons. Rm. 3:19,20; 7:1-14; 8:1-11; Gl. 3:1-14) e o Evangelho como o dom da graça de Deus em Cristo. Mesmo a Lei, entretanto, pode levar uma alma a Cristo (cons. Gl. 3:15-29; mas o judaísmo degenerado transformou-a em uma massa de formas sem vida (cons. Is. 1:10-20; Jr. 7:21-26). A nova era da "graça e verdade" (Jo. 1:17), já antecipada no V.T. (cons. Ez. 37:1-14; 47:1-12), agora está plenamente realizada na dinâmica dispensação da graça (cons. Jo. 4:23; 6:63; Rm. 2:28; 7:6).
                Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Verdade Aplicada

Paulo, como ministro de Cristo, deseja que seus leitores entendam a nova dispensação do Espírito que chega até os nossos dias.

O apóstolo Paulo teve a compreensão pelo Espírito que o que ele recebera como “Conteúdo  Programático” (Doutrina, Mistério e Revelação) era parte de uma nova dispensação divina que ele estava a dar seguimento (MT 26:28, Mc 14:24 e Lc 22:20) e presenciando. Assim sendo, deveria prontamente e precisamente anunciar o Evangelho ciente que Deus é que controlava tudo, inclusive a criação da Igreja

Textos de Referência

Ef 3.1 - Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios;
Ef 3.2 - Se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada;
Ef 3.3 - Como me foi este mistério manifestado pela revelação, como antes um pouco vos escrevi;
Ef 3.4 - Por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo,
Ef 3.5 - O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas;
Ef 3.6 - A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho;


Introdução

Não se sabe exatamente quando, mas se sabe que, após a conversão de Paulo, ele entendeu que se tratava de uma nova dispensação divina que estava presenciando. E, como tal, ele deveria pregar o evangelho ciente do agir de Deus, diferenciado para essa nova época, que se despontava no horizonte da história. Vejamos alguns principais ensinamentos de Paulo acerca do Espírito Santo nesta lição.

Esta novidade começou a ser anunciada já no AT e foi sentenciada e definida diretamente pelo senhor Jesus, na noite em que foi traído (Lc 22:20). O seu sangue derramado foi o preço do “novo”!


1. Antiga e Nova aliança

Aos seus leitores de Corinto, Paulo se autodenomina como um dos ministros de Deus de uma Nova Aliança (2Co 3.6). Tal pensamento divide a história religiosa do ponto de vista de um judeu convertido em duas seções: Antiga e Nova Aliança. Foi dessa expressão de Paulo que se nominou as duas grandes divisões principais da Bíblia de Antigo e Novo Testamento. Essa Nova Aliança é iniciada com a vinda de Jesus, mais especificamente depois de sua morte e ressurreição. Porém é o “Espírito do Deus vivente” que entra em cena atuando no interior dos crentes em Jesus, transformando-os positivamente.

Cristo é o único ser humano que cumpriu toda a Lei. Ao cumprir em si mesmo todo o plano redentor de Deus para a Humanidade, tornou-se o Sacrifício Supremo, vivo, que foi imolado e que ressuscitou. Assim sendo, como ele mesmo disse, não veio abolir o AT, mas faze-lo passar cumprindo-o totalmente. Nessa mudança, não nos deixou sem pactos lavrados, mas iniciou a escrita do novo ao anunciar e instituir a Santa Ceia, logo após cumprir outro rito, o da Páscoa. Vejamos como e quem escreveu, propriamente.

1.1. O Espírito como escritor (2 Co 3:2-6)

A lei de Cristo foi escrita em seus corações, e o amor de Cristo foi derramado neles amplamente. Não foi escrito em tábuas de pedra, como a lei de Deus dada por Moisés, senão sobre as tábuas de carne do coração (não carnais, porque a carnalidade denota sensualidade, Ez 36.26). seus corações foram humilhados e amolecidos para receber esta impressão pelo poder regenerador do Espírito Santo. Atribui toda a glória a Deus. Lembre-se que toda a nossa dependência é do Senhor, assim toda a glória pertence somente a Ele.
A letra mata: a letra da lei é a ministração de morte; e se nos apoiarmos na pura letra do evangelho, não seremos melhores por assim fazê-lo; mas o Espírito Santo dá vida espiritual e vida eterna.
A dispensação do Antigo Testamento era ministração de morte, porém a do Novo Testamento, de vida. A lei deu a conhecer o pecado, e a ira e a maldição de Deus; nos mostra a Deus por acima de nós, e um Deus em contra de nós; mas o evangelho dá a conhecer a graça e a Emanuel Deus conosco. Nisso se revela a justiça de Deus pela fé; e isto nos mostra que o justo viverá pela fé; isto dá a conhecer a graça e a misericórdia de Deus por meio de Jesus Cristo para obter o perdão dos pecados e a vida eterna.
Comentario Biblico Conciso NT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Não apenas o Espírito Santo concedia ‘texto’ para papiro, como escrevia nos próprios discípulos: o testemunho pessoal era ‘lido’ pelos homens! Tal escrita é feita até hoje, pois Deus cumpriu sua promessa sobre mudar os corações (Ez 36:26). Esta mesma escrita, nos é dada pelo próprio escritor do NT, o E. Santo (Dt 30:11-17, Rm 10:4-13)

1.2. O Espírito como ministro (2Co 3:8)

SOU a favor de que se estude a Bíblia, mas se você estudá-la somente com o desejo de obter o conhecimento da letra, ganhará muito pouco. Não é o conhecimento das letras, mas é o Espírito que dá vida (3:6); não são os ensinamentos mas é o Espírito que dá vida. Se pensa que ler ou estudar a Palavra de Deus é meramente para obter algum conhecimento ou ensinamento, você está absolutamente errado. Ler e estudar a Palavra é principalmente para alimentar seu homem interior, para nutri-lo, não simplesmente para obter o conhecimento (Jr.15:16; 1ª Tm.4:6). Independentemente de quanto conhecimento obtemos da Bíblia, se não somos subjugados por Cristo e se não somos inscritos com o Espírito do Deus vivo, não podemos fazer nada pelo Senhor de forma a realmente edificar o seu corpo.
SE desejamos edificar o Corpo, antes de mais nada precisamos ser derrotados. Temos de ser conquistados. Então estaremos debaixo da escrita interior do Espírito a todo o tempo. Haverá um escrever, um inscrever, de Cristo agindo continuamente em nosso interior, não por meio de letras de conhecimento em nossa mente, mas por meio do Espírito vivo dentro e fora de nosso espírito. Algum elemento de Cristo será inscrito, será trabalhado nas partes interiores de todo o nosso ser. Algo de Cristo, será inscrito em nossa mente, emoção, vontade e toda nossa pessoa, todo nosso ser, tornar-se-á uma carta de Cristo Não é simplesmente você sair a pregar Cristo através de seu falar, mas que você será uma pessoa com Cristo inscrito em seu ser como uma carta viva de Cristo. Aonde quer que vá, as pessoas verão e lerão algo de Cristo no seu interior.
ISSO é uma questão de ministério, não de dom. Você pode receber um dom num instante, mas se quiser ter um ministério, necessitará de certo tempo para ser conquistado, subjugado e capturado por Cristo. Por fim, o caminho será pavimentada para que Cristo que habita interiormente escreva-se gradualmente, pouco a pouco, em seu ser. Então você tornar-se-á um ministro com um ministério, não apenas uma pessoa dotada de dom.
TUDO o que é revelado nas ESCRITURAS tem de ser escrito ou inscrito no seu interior, não meramente mediante seu estudo da Palavra ou leitura da Bíblia, mas por meio de seu ser estar desejoso de ser capturado por Cristo. Muitos cristãos pensam que se ouvirem boas mensagens para adquirir mais conhecimento bíblico, tornar-se-ão melhores crentes. Este é um entendimento errado. Se um ministro com um ministério para edificar o Corpo de Cristo não é uma questão de receber melhores ensinamentos ou de receber certa ajuda ou ouvir mensagens, mas uma questão de Cristo inscrever a si mesmo em nosso interior de modo vivo, real, ativo e prático.
II Coríntios – www.adoracao.com

A negativa não (ouki) espera uma forte resposta positiva (como em I Co. 9:1; 10:16, 18). O argumento usado aqui é o chamado argumentum a minore ad ma jus: se a menor de duas coisas é verdade, quanto mais será verdade a maior.
                Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Temos a lei escrito nas tábuas do coração, “como não será de maior glória o ministério do Espírito!” (2Co 3.8). A glória na face de Moisés passou. A glória, porém, da nova aliança, cujo Espírito é eterna nos fiéis. A igreja fiel tem glória, justiça, em maior glória, de forma permanente e procedentes de Deus. Isto é concedido pelo o operar do Espírito Santo segundo a multiforme sabedoria de Deus!

1.3. Transformados pelo Espírito (2 Co 3:12-18)

É dever dos ministros do evangelho usar grande simplicidade ou clareza para falar. Os crentes do Antigo Testamento tiveram somente olhadas nebulosas e passageiras do glorioso Salvador, e os incrédulos não viram além da instituição externa. Mas os grandes preceitos do evangelho —crer, amar, obedecer—, são verdades estipuladas tão claramente como possível. Toda a doutrina de Cristo crucificado é exposta tão simplesmente como a linguagem humana pode fazê-lo.
Os que viveram debaixo da lei, tinham um véu sobre seus corações. Este véu é tirado pelas doutrinas da Bíblia acerca de Cristo. quando uma pessoa se converte a Deus, então é tirado o véu da ignorância. A condição dos que desfrutam e crêem o Evangelho é feliz, porque o coração é colocado em liberdade para correr pelos caminhos dos mandamentos de Deus. eles têm luz, e com a face descoberta contemplam a glória do Senhor. Os cristãos devem apreciar e realçar esses privilégios. Não devemos descansar sem conhecer o poder transformador do Evangelho, pela obra do Espírito, que nos conduz a buscar sermos como o caráter e a tendência do glorioso evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e à união com Ele. contemplamos a Cristo com o cristal de sua palavra, e como o reflexo de um espelho faz que brilhe o rosto, assim também brilham os rostos dos cristãos.


Comentario Biblico Conciso NT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Estamos agora libertos do pecado pelo sangue de Jesus Cristo: todos fomos transformados em servos de Deus. Findou toda a vergonha: em Cristo desfrutamos de liberdade, pois o Espírito do Senhor está no homem. Diferentemente de Moisés, permaneceremos, enquanto formos firmes, refletindo este concerto, esta glória “de glória em glória”, como dizem as Escrituras. Como consta nos azuis dos professores: “...tábuas de pedra e corações de carne transformados pelo Espírito; glória transitória por meio da lei mosaica e glória sobre-excelente e permanente pelo Espírito em seus ministros...”


2. Andando na carne ou no Espírito

Aos seus leitores de Roma, Paulo ousadamente se inclui no rol dos carentes do agir sobrenatural do Espírito Santo. Ao tratar do relacionamento dos crentes com a Lei mosaica, a comunidade cristã romana mista de judeus e gentios, Paulo procura mostrar que, em Cristo, todos estão livres do conflito que a lei normalmente gera, como uma mulher que, agora viúva, fica livre para casar-se novamente sem impedimento algum. Semelhante ao tópico anterior, Paulo descreve a luta no interior para obedecer à lei, assim se considera um homem carnal, escravo do pecado, um miserável, mas que finalmente, descobriu uma maneira vitoriosa de viver através de Cristo e de acordo com o Espírito Santo (Rm 7.14,24,25).

Paulo sabia e confessava sua dependência do Espírito Santo em grande parte devido ao próprio Cristo haver sido totalmente dependente de Deus, além de obediente. Isto ele fatalmente aprendeu com os discípulos e apóstolos mais antigos, pois não haviam muitos textos sobre a vida de Cristo: segundo os historiadores, o próprio Paulo teria sido o primeiro a escrever por volta de 42 – 50d.c. a Primeira Carta aos Tessalonicenses.

2.1. A lei libertadora do Espírito (Rm 7:25 e 8:2)

Nesse momento brota do cristão Paulo um “graças!” a Deus: Graças (seja) a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Para ele há salvação à vista, pois Rm 8.1-4 já está em seus pensamentos.
Depois dessa exclamação interposta, continua falando o eu de Rm 7, dando o arremate na sua miséria. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado. Essa sentença de lamentação encontra em Gl 2.20 um contraste de júbilo. Lá um “eu” diferente confessa: Cristo vive em mim, e eu vivo com toda a minha constituição de criatura (“na carne”) para esse Cristo! Aqui, porém, ouvimos: Nada de bom vive em mim, sou dominado tenazmente pela lei do pecado. A boa lei de Deus é mera letra para mim (v. 6). Ela se estende até o meu querer, mas não até o realizar. Sua fraqueza é flagrante.
                Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular (Rm 7:25)

Mas o que dizer desta luta com o pecado que Paulo está comentando? Porque a lei, isto é, o Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei, isto é, do pecado e da morte. Tanto o Espírito como o pecado e a morte são chamados de lei por causa da constância de sua influência e ação.
      Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular (Rm 8:2)

Carnal= é o viver guiado pelas sensações (não são pecado em si mesmas, o caso é qual a origem e propósitos delas), pela visão puramente material e pelo que podemos ter, comprar, usufruir somente neste mundo e nos doutrinarmos que isso é tudo de tudo.
Escravo= o viver acima descrito, ou nos deixa entregues a todos os desejos e loucuras, ou nos deixa sem termos como sair deste império e, na maior parte das vezes, temos a certeza (enganados, na verdade) que somos livres e vivemos assim por escolha.
Miserável= A mais curta e abrangente definição disto é ‘viver de misérias; de migalhas’ e o que Paulo disse em I Coríntios 15:19.

Em Cristo passamos a ter como sair desta vida controlada pelas trevas. Agora sem condenação alguma, podemos “cantar vitória”, em louvores e no sentido literal do provérbio (Rm 8.31-39). O cristão fiel e piedoso passa a andar segundo o Espírito. Andar segundo a carne é inimizade contra Deus e gera morte. Devemos fugir de tais inclinações (Rm 8:5 e Cl 3:5).

2.2. A nova posição em Espírito: “Filhos de Deus” (Rm 8:12-17)

Se o Espírito está conosco, Cristo está em nós. Ele habita no coração pela fé. A graça na alma é sua nova natureza; a alma está viva para Deus e tem começado sua santa felicidade que durará para sempre. A justiça imputada de Cristo assegura a alma a melhor parte da morte. Assim, podemos ver quão grande é o nosso dever de andar, não em busca da carne, senão em pós do Espírito. Se alguém vive habitualmente conforme às luxúrias corruptas, certamente perecerá em seus pecados, professe o que professar. E pode uma vida mundana presente, digna por um momento, ser comparada com o prêmio nobre de nosso supremo chamado? Então, pelo Espírito esforcemo-nos mais e mais em mortificar a carne.
A regeneração pelo Espírito Santo traz a alma uma vida nova e divina, apesar de que seu estado seja débil. Os filhos de Deus têm o Espírito para que opere neles a disposição de filhos; não têm o espírito de servidão, debaixo do qual estava a Igreja do Antigo Testamento, pela escuridão dessa dispensação. O Espírito de adoção não estava, então, plenamente derramado. E se refere ao espírito de servidão, ao qual estavam sujeitos muitos santos em sua conversão.
Muitos se jactam de ter paz em si mesmos, aos quais Deus não tem dado paz; porém os santificados têm o Espírito de Deus que dá testemunho a seus espíritos, que lhes dá paz a suas almas.
Embora agora podemos parecer perdedores por Cristo, afinal não seremos, não podemos ser perdedores para Ele.
Comentario Biblico Conciso NT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

O crente não deve ter medo de seu antigo senhor, cruel, sanguinário, mentiroso, opressor e destruidor, Satanás. Tudo se fez novo em nossa vida: nos tomamos filhos de Deus. Como? pelo Espírito de Adoção, “pelo qual clamamos: Aba, Pai”. Fomos declarados justos pela obra redentora de Jesus de Nazaré na cruz do Calvário. A justificação é aplicada a quem crê, confessa a Cristo e se arrepende de seus pecados.

2.3.Ministérios do Espírito para hoje: “esperança e intercessão” (Rm 8:23-27)

Os sofrimentos dos santos golpeiam, mas não mais profundo que as coisas do tempo, somente duram o tempo atual, são aflições leves e passageiras. Quão diferentes são a sentença da palavra e o sentimento do mundo a respeito dos sofrimentos deste tempo presente! Sem dúvida toda a criação espera com anelante expectativa o período no que se manifestem os filhos de Deus na glória preparada para eles. Há impureza, deformidade e doença que sobrevieram à criatura pela queda do homem. Há inimizade de uma criatura contra outra. São utilizadas pelo homem, e até se abusa delas, como instrumentos de pecado. contudo, este estado deplorável da criação está "com esperança". Deus a livrará de ser assim mantida em escravidão pela depravação do homem. As misérias da raça humana, por meio da maldade própria de cada um e de uns para com outros, declaram que o mundo nem sempre continuará como está.
Que nós tenhamos recebido as primícias do Espírito, vivifica nossos desejos, anima nossas esperanças e eleva nossa expectativa. O pecado foi e é a causa culpável de todo o sofrimento que existe na criação de Deus. o pecado trouxe os ais da terra; acende as chamas do inferno. Enquanto ao homem, nenhuma lágrima tem sido derramada, nenhum lamento foi emitido, nenhuma pontada tem se sentido, em corpo ou mente, que não tenha procedido do pecado. Isto não é tudo: deve-se considerar que o pecado afeta a glória de Deus. Comércio quanta temeridade, temível, olha a maioria da humanidade isto!
Os crentes têm sido levados a um estado de seguridade, mas seu consolo consiste melhor em esperança que em deleite. Não podem ser tirados desta esperança pela expectativa vã de achar satisfação nas coisas do tempo e dos sentidos. Necessitamos paciência, nosso caminho é áspero e extenso, mas o que deve vir, vira ainda que pareça demorar.
Apesar de que as doenças dos cristãos são muitas e grandes, de modo que seriam vencidos se fossem livrados a si mesmos, o Espírito Santo os sustenta. O Espírito, como Espírito iluminador, nos ensina por que coisa orar; como Espírito santificador opera e estimula as graças para orar; como Espírito cor, silencia nossos temores e nos ajuda a superar todas as desilusões. O Espírito Santo é a fonte de todos os desejos que tenhamos de Deus, os quais são, freqüentemente, mais do que podem expressar as palavras. O Espírito de esquadrinha os corações pode captar a mente e a vontade do espírito, a mente renovada, e advogar por sua causa. O Espírito intercede ante Deus e o inimigo não vence.
Comentario Biblico Conciso NT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Cada dia pode ser uma aventura emocionante para o cristão que conhece a realidade de viver cheio do Espírito Santo e que vive constantemente, cada momento, sob Sua maravilhosa orientação. 
                http://greatcom.org/portugues/spirit.htm

Esperança

            A esperança, pela sua própria natureza, diz respeito ao futuro (cf. Rm 8.24,25). Porém, ela abrange muito mais do que uma simples vontade ou anseio por algo futuro. Esta esperança consiste numa certeza na alma, i.e., uma firme confiança sobre as coisas futuras, porque tais coisas decorrem da revelação e das promessas de Deus. Noutras palavras, a esperança bíblica do crente está intimamente vinculada a uma fé firme (Rm 15.13; Hb 11.1) e a uma sólida confiança em Deus (Sl 33.21,22). O salmista expressa claramente este fato mediante um paralelo entre "confiança" e "esperança": "Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação.
            Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no SENHOR, seu Deus" (Sl 146.3,5; cf. Jr 17.7). Por conseguinte, a esperança firme do crente é uma esperança que "não traz confusão" (Rm 5.5; cf. Sl 22.4,5; Is 49.23); a esperança, portanto, é uma âncora para o crente através da vida (Hb 6.19,20).

www.jesussite.com.br

Intercessão

            O dicionário bíblico Wycliffe define o significado de intercessão no A.T.: 
“A palavra heb. para interceder (paga‘) originalmente significava ‘incidir sobre’, e desse modo veio a significar ‘atacar alguém com pedidos’. Quando tal ataque era feito em favor de outros, esta atitude era chamada de intercessão”.
            Robert Brandt e Zenas Bicket concordam com essa definição:”O vocábulo hebraico paga‘ significa ‘encontrar-se’, ‘pôr pressão sobre’ e, finalmente ‘pleitear’. 
            No Novo Testamento a palavra grega entygchano significa “apelar”, “pleitear”, “pedir”, “fazer intercessão”, “orar”. Os textos abaixo denotam as formas verbais e substantivas que o termo aparece:
Rm 8.27,34: “E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos”; “Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está a direita de Deus, e também intercede por nós”.
1Tm 2.1: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens,”. 




Entendemos que na revisa o comentário deixou extremamente reduzida e resumida a ação e o agir do Espírito e queremos acrescentar sobre o trecho “Estes são os dois ministérios do Espírito Santo hoje...”:



A. Ao falar a Seus discípulos, Jesus prometeu um triplo ministério do Espírito Santo.

1. O ministério da habitação do Espírito (João 14:16, 17).

2. O ministério de ensino do Espírito (João 14:26).

3. O ministério orientador do Espírito (João 16:12, 13).

B. A compreensão de como o Espírito Santo trabalha para cumprir esses três ministérios é

fundamental para a compreensão da Profecia na igreja.



http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/06/09_outubro1996.pdf



      Não deixem de examinar os artigos abaixo, que falam mais amplamente sobre tais temas pincelados levemente pelo comentarista (revista):









Advertimos a que os mestres leiam ao menos uma das obras citadas abaixo:



O Que a Bíblia diz Sobre O Espírito Santo – Stanley M. Horton – CPAD

A Existência e a Pessoa do Espírito Santo – Severino P. da Silva – CPAD

O Ministério do Espírito Santo - Wagner Luiz Teruel dos Santos (gratuito na Internet)


3. Guerreando através do Espírito

Quer aceitemos ou não, estamos envolvidos na maior guerra cósmica da luz contra as trevas; do bem contra o mal. Ao entrarmos na fragata da salvação, estamos em guerra, não existe zona neutra, mas importa que aprendamos a guerrear segundo Deus.

3.1. Não entristeçais o Espírito (Ef 4:30)

"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus". Essa expres­são não está separada do contexto doutrinário de Paulo. Não é uma frase isolada dentro do texto, mas está diretamente ligada às exortações do novo modus vivendi do homem que está em Cristo. A mentira (v. 25), a ira (v. 26), o furto (v. 28) e a palavra torpe (v. 29) são suficientes para entristecer o Espírito de Deus. Por que razão podemos entristecer o Espírito Santo? Em primei­ro lugar porque Ele habita no crente, e qualquer coisa que seja imprópria ao "novo homem" magoa o Espírito Santo. Qualquer ato físico que profane o nosso corpo, que é templo do Espírito Santo, pode entristecê-lo. Uma das razões por que não devemos entristecer o Espírito que habita em nós está na declaração do próprio texto, que diz: "... no qual estais selados para o dia da redenção". Este selo aqui é a marca de propriedade. É conheci­do e reconhecido pelas características próprias do senhor dessa propriedade, o qual é Cristo. Ninguém pode rasurar ou rasgar esse selo, que é a pessoa do Espírito Santo. Esse selo não é o batismo com o Espírito Santo, nem tampouco o batismo nas águas. Na verdade, esse selo indica o direito de posse de Cristo, para o qual estamos guardados (selados) para o dia da redenção, que é o da sua vinda.
Que tipo de redenção é essa? A redenção deve ser compreen­dida sob três etapas ou tempos distintos. A redenção no passado diz respeito à salvação recebida, isto é, redenção da pena do pecado. A redenção no presente tem um sentido dinâmico, pois ela é conquistada mediante a vitória do "novo homem" contra o poder do pecado que rodeia a vida do crente. A redenção no futuro, para a qual estamos selados, é a liberação total do corpo do pecado através da ressurreição do corpo corruptível num corpo incorruptível, bem como a transformação dos corpos dos crentes no arrebatamento da Igreja (1 Co 15.51-53).
Uma vez entendido o significado da redenção, sabemos que o Espírito Santo não deve ser entristecido, porque Ele opera em nós a vida espiritual. Há o perigo de perder-se o Espírito Santo para sempre com o chamado "pecado imperdo­ável". É o pecado consciente e espontâneo que uma pessoa comete contra o Espírito Santo. É o pecado da rejeição, ou o pecado que uma pessoa pode cometer ao atribuir ao Espírito Santo obras satânicas.
    Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD

Quem somos em Cristo hoje? Estamos em Cristo? Fomos selados com o Espírito? Conhecemos a nova natureza herdada? Deixamos para a meditação estes temas vistos na revista.
“Não deis lugar ao diabo” e “não entristeçais o Espírito”: se temos um ministério mais excelente que o de Moisés (o nosso é de maior glória!), como iremos seguir pela estrada do tropeço (ainda que seja natural o erro e os deslizes) até chegarmos na cidade do adversário e lá fazermos morada? Há erros que são cometidos conscientemente que nos fazem mais indignos ainda do perdão de Deus. Tal procedimento, certamente é o manual de entristecer o Espírito (lembrando que ele não mais nos visita, mas mora em nós).

3.2. Ante a embriaguez, enchei-vos do Espírito (Ef 5:18)

 O sentido duplo do vinho
"E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda". Temos aqui uma proibição e uma causa. A Bíblia fala de vinho em três sentidos. Positivamente, o vinho pode ser uma bebida saudável, e, nas regiões vinículas, serve para alimentar e fortalecer fisicamente. Figuradamente, o vinho alegra, aformoseia o rosto. Negativamente, o vinho pode viciar a pessoa que o bebe e, assim, promover desor­dem moral e física. O deus do vinho era Baco. Havia em Éfeso um culto a ele, em que seus adoradores embriagavam-se e incorriam em atos de dissolução. A palavra "contenda" fica melhor traduzida por dissolução, que se entende por licenciosidade e desenfreio.

 A razão para encher-se do Espírito
"... mas enchei-vos do Espírito". Paulo apresenta uma fonte e uma causa de prazer muito mais forte e saudável que o encher-se de vinho. Ele apresenta um vinho superior, capaz de dar um tipo de alegria permanente, que é a alegria do Espírito. Os adeptos de Baco criam que esse falso deus podia encher-lhes de sua força e influên­cia. Por isso, Paulo lhes apresenta o Deus verdadeiro, o único Deus poderoso, capaz de encher-lhes de sabedoria e de toda a alegria. Alegria que jamais outro deus poderia dar-lhes. "Enchei-vos do Espírito" é um convite e uma ordem para os crentes efésios.

 A ordem para encher-se do Espírito
A ordem "enchei-vos" dá a idéia de um enchimento progressi­vo, isto é, ir enchendo até transbordar. Russel N. Champlin, em seu O Novo Testamento interpretado (vol. 4, pág. 625), diz: "Um indivíduo pode ter preferência ou pelo vinho ou pelo Espírito Santo, pois uma antítese está em foco aqui: o vinho degenera, o Espírito Santo eleva; o vinho conduz ao deboche, o Espírito Santo enobrece; o vinho nos toma bestiais, o Espírito Santo nos toma celestiais" (2 Co 3.18).
                Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD

Prazer viciante. Façamos uma varredura em nossas vidas, desde o uso de alimentos viciantes (açúcar, chocolates e guloseimas em geral – lembram de Daniel rejeitando a comida do rei?), até a gula, preguiça, conversas tortuosas e torpes, passando por ‘admirações’ de filmes, programas e seriados, piadinhas e tantas outras coisas inúteis, degenerativas, carnais e sensuais, que tantos chamam de normais, simples e de “distrações”. Apoiamos precisamente o comentarista, quando disse: “...Oposto ao prazer viciante, está proposto o encher-se do Espírito, que é encher-se da presença de Cristo.”

3.3. Guerreando no Espírito: “Espada e oração” (Ef 6:17.18)

Tomai também o capacete da salvação. Novamente, o capacete que é a salvação.
A espada do Espírito. Não o mesmo tipo de genitivo como o anterior; talvez um ablativo de fonte ou origem. Isto é, a espada fornecida pelo Espírito. Que é a palavra de Deus. A palavra de Deus é uma espada penetrante. Aqui foi usado hrêma, "palavra" com o significado de pronunciamento. Em passagem semelhante, em Hb. 4:12, foi usado logos, "palavra" com o significado de conceito ou idéia. As Escrituras são ambos, hrêma e logos. Todas as partes da armadura mencionadas acima, até agora são partes defensivas. A espada do Espírito é a única arma ofensiva, além de defensiva.
Oração por Todos os Santos e por Paulo.
18. Orando em todo tempo. A palavra de Deus deve sempre ser usada em conexão com a oração da fé (cons. I Ts. 5:17; Cl. 4:2).
Oração e súplica. A primeira palavra é usada para orações em geral, e a última para pedidos.
No Espírito. O mesmo Espírito Santo que brande a espada da Palavra, também deve estar ativo em nossos corações.
Por todos os santos. Paulo não restringiria as orações deles especificamente a seu favor, embora mencione a sua pessoa no versículo seguinte.
      Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular (Rm 8:2)

            Lamentamos ter sido tão pouco o espaço dado à Oração na revista, além de ter havido a troca de “Espada”(A Palavra de Deus; Escrituras; Bíblia; estudo e ensino) por Adoração(observem o título e o conteúdo, relacionando-os). Sabemos ser esta necessária, enaltecedora, envolvente e indispensável, mas alhos são alhos...

Deixamos os excelentes estudos abaixo para relembrar, ampliar e solidificar bases (leiam, não apenas folheiem!):



Conclusão

O Espírito Santo é quem cuida de fazer a nossa inserção no Reino de Deus, convencendo-nos das nossas injustiças e conduzindo-nos a Cristo Jesus para receber sua justiça. Que faz parte da proposta divina através da Nova Aliança, que nos faz triunfar em Cristo, com seu bom cheiro de vitória.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 08
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular (Rm 8:2)
Comentario Biblico Conciso NT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Internet

II Coríntios – www.adoracao.com
www.jesussite.com.br
http://greatcom.org/portugues/spirit.htm
http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/06/09_outubro1996.pdf

2 comentários:

  1. Olá senhores Pastores responsáveis pelo conteúdo destes textos, fico feliz em poder ao teclar no mouse do meu computador ser direcionado para um grande compêndio de ensinamentos iguais a este, infelizmente, muitos usam a internet para seus próprios deleites, e não se importam pelo grande risco que correm ao visualizar certos sites. Que Deus os abençoe, Meu nome é Pb. Nerly Honório Roberto, sou da Assembléia de Deus de Vila Indepêndencia/Cariacica/Es

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    Respostas
    1. Amado irmão Nerly,

      Que Deus continue o abençoando muito e o fazendo enxergar cada dia mais, pois não somos tudo isso que o amado tem visto/dito não: somos apenas auxiliares ao serviço (não-oficial, é sempre bom lembrar) das assembleias de Deus CONAMAD e de tantos quantos venham a 'pousar' aqui ou que ouçam falar de nosso trabalho e etc. Presbítero, gostaríamos muito de estreitar laços contigo. Poderia nos escrever?

      robsontj@ig.com.br

      Shalom

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