sábado, 24 de novembro de 2012

EBD Editora Betel - O Evangelho do Apóstolo Paulo e sua Pedagogia


Assembléia de Deus CONAMAD
Lição 09 – 02 de Dezembro de 2012
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Texto Áureo

“E desta maneira me esforcei por anunciar o Evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio”. Rm 15:20

Não onde Cristo já fora anunciado - Estes lugares ele geralmente evitava visitar, embora não sempre, pois possuía uma santa ambição(assim é o sentido correto do vocábulo grego) para fazer a primeira proclamação do Evangelho em lugar onde ele era totalmente desconhecido, a despeito de todas as dificuldades e perigos que isto encerrava.
Para não apenas edificar sobre fundamento alheio – A providência de Deus parecia de maneira especial (geral mas não inteiramente), para que os inimigos do apóstolo, os quais buscavam toda ocasião para menosprezá-lo, não pudessem alegar que ele estava atrás dos outros apóstolos, não podendo, e1e próprio, plantar igrejas, senão apenas capaz de pregar onde outros já estiveram antes; ou que e1e esquivava-se da parte mais difícil do ministério.

Romanos: Notas Explicativas – John Wesley - Imprensa Metodista

Verdade Aplicada

O alvo principal do Ensino Cristão é apresentar a Deus todo homem perfeito em Jesus Cristo.

Objetivos da Lição

Mostrar que a Pedagogia paulina se ocupa em firmar convicções verdadeiras proporcionarão estar em paz com Deus e consigo;
Revelar a necessidade da constante renovação da mente cristã através do ensino e meditação;
Promover na pessoa, a comunhão com Cristo através do aprendizado da Palavra, das virtudes e hábitos mentais sadios.

Textos de Referência Rm 1:14-17

14 Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.
15 E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o Evangelho, a vós que estais em Roma.
16 Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.
17 Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.

Leituras Complementares

Segunda      Terça          Quarta       Quinta       Sexta        Sábado
Rm 16:25      Rm 16:26     Rm 16:27    Rm 10:17   Rm 4:25    I Co 4:18


Graça e Paz, amados!

Temos nos demorado, mas cumprindo sempre nossa meta. Estamos batalhando para encurtar ao menos um ou dois dias. E você, tem nos ajudado? Quer nos ajudar mais? Bom, escrevendo-nos sobre isto, já seria um ótimo começo...


Introdução

            Paulo se tornou doutor dos gentios e assim considerava-se por causa da sua dedicação ao ensino que objetivava apresentar todo homem a Deus, perfeito em Cristo Jesus. Este foi um projeto muito ambicioso pelo qual lutou incansavelmente até os últimos momentos de sua vida. Esse ainda hoje é o alvo mais nobre da pedagogia cristã pelo qual se deve lutar.


1 Objetivo de firmar convicções

É surpreendentemente maravilhoso ver como o ensino paulino se depara com públicos diferentes, e mesmo assim, ele se ajusta à necessidade dessa heterogeneidade humana. Aos romanos, a dinâmica pedagógica de Paulo se ajusta à necessidade de um conhecimento aprofundado acerca da Salvação, em tom pertencente ao Direito, visando aprofundar suas convicções.

         Ensino com conteúdo igual, para públicos diferentes. Assim, Paulo seguia ajustando-se quanto aos métodos, costumes, culturas, hábitos, pensamentos populares, horários e dias. Os romanos possuíam elevado saber, logo iriam querer um conhecimento aprofundado acerca da salvação, bem em estilo do estudo do Direito, visando aprofundar suas convicções.

1.1 O homem precisa da Justificação

Juízes e condenações=  O juiz (do latim iudex, "juiz", "aquele que julga", de ius, "direito", "lei", e dicere, "dizer") é um cidadão investido de autoridade pública com o poder para exercer a atividade jurisdicional, julgando os conflitos de interesse que são submetidas à sua apreciação.
O juiz é, em diversos países, membro do Poder Judiciário, de um modo geral, e, na qualidade de administrador da justiça do Estado, é responsável por declarar e ordenar o que for necessário para efetivar o pedido da parte, a quem entende estar correta no processo. (http://pt.wikipedia.org)
Novamente nos deparamos com um tema de simples entendimento, onde não são requeridas grandes reflexões sobre o assunto, para obter a compreensão que o legislador determinou de maneira clara e objetiva.
            A condenação criminal, como todos bem sabem, é o cumprimento de uma pena, na qual é determinada pelo órgão competente, àquele que cometeu um ilícito tipificado pelo Código Penal, ou seja, é a determinação de um juiz a qualquer pessoa que tenha cometido um crime ou contravenção penal que cumpra a pena outorgada pelo juízo. (
http://www.pelegrino.com.br) 

Se a justiça é concedida, a quem ela é concedida? Esta justiça é realizada através da causa eficiente – a fé, que tem por seu objetivo, Cristo. É uma justiça sobre todos os que crêem. O particípio presente toma claro que este é um compromisso com Cristo para toda a vida, comprovado na reação diária da confiança (veja 1:16). A única coisa exigida é a confiança e apenas confiança.
Não há distinção entre judeu e gentio no que se refere ao pecado (3:23). Pois todos pecaram (veja 2:12). Este pecado refere-se ao envolvimento de todos os homens – tanto judeus como gentios – em transgressão. O tempo coloca junto as transgressões pessoais em um todo coletivo.
Todos os homens manifestam seu envolvimento no afastamento de Adão do que era justo, carecendo continuamente da glória de Deus. Carecem significa estar carecendo ou em falta. Do que é que o homem carece ou tem falta?
A glória de Deus inclui o esplendor ou radiância de Deus – a manifestação externa do que Deus é. Majestade e Sublimidade também fazem parte da glória de Deus. Majestade envolve poder. Sublimidade envolve uma posição superior e elevada – daquele que é supremo. A glória de Deus, todavia, não é apenas para ser vista por aqueles que crêem (Jo. 11:40), mas é para ser aceita ou fazer parte daqueles que crêem (II Co. 3:18) e é o seu destino (I Ts. 2:12; II Ts. 2:14). Ela não é apenas atribuída a Deus pela grande multidão celeste por causa de sua vitória sobre o pecado (Ap. 19:1), mas também caracteriza a Cidade Santa, o eterno lugar de habitação de Deus com o seu povo (Ap. 21:11, 23). Os homens estão sempre carecendo da glória de Deus porque a prática contínua do pecado nega tudo o que a glória de Deus significa.
A justiça de Deus que foi revelada, e a qual Deus concede a todos aqueles que estão crendo ou confiando significa que eles estão absolvidos ou justificados gratuitamente (Rm. 3:24).
Como pode ser? É por meio da graça de Deus. Deus está favoravelmente disposto a fazê-lo, não por causa de algum mérito nos homens, mas porque Ele é gracioso e resolveu manifestar a Sua graça para com os homens. Mas pode Deus fazê-lo simplesmente por uma decisão de Sua vontade, sem qualquer ação objetiva de Sua parte? Paulo responderia "não". Portanto, ele acrescenta a frase, redenção que há em Cristo Jesus. O homem pode ser absolvido (justificado) porque Deus agiu. Ele providenciou a redenção. Originalmente a palavra significa tornar a comprar um escravo ou cativo, libertando-o pelo pagamento de um resgate (Arndt, apolytrosis, pág. 95). Aqui a redenção se refere à libertação providenciada por Cristo, libertação do pecado e suas conseqüências. Esta redenção ou libertação é em Cristo Jesus. Estar em Cristo é pertencer-Lhe e ser uma parte de tudo o que Ele tem feito e realizado por meio de Sua obra redentora. Paulo agora prossegue mostrando exatamente o que esta obra envolveu.

                Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

            A pregação do Evangelho e das doutrinas relacionadas a ele teriam que despertar o interesse das pessoas. Paulo ensinou sobre a salvação, seguindo o raciocínio jurídico (e os pontos de vista apropriados ao mesmo) ao tratar com os romanos. Para fixar a atenção dos seus leitores, Paulo demonstrou que todos são pecadores e que todos estão sob condenação, logo, precisam de justificação: exatamente como no tratamento de crimes, punições e multas e etc. Entretanto, todos também são, por si mesmos, incapazes de alcançar essa justificação. O Senhor Jesus a oferece gratuitamente, e, pela fé, e por graça mediante a redenção que há nele próprio (Rm 3.23-25). Essa  é, em si, uma forma excelente para aprender-se sobre a Salvação.

            Paulo bem sabia quão importante era afirmar as convicções através do ensino, o eixo principal de sua mensagem é Cristo Jesus, o crucificado. A cultura paganizada de sua época precisava ser alterada, pela cultura da fé cristã (Hb 11.6). Os deuses tinham o seu domínio na crença, daquelas civilizações, mas não tinham respostas do dilema eterno posto no coração humano. Mas os cristãos deforma tão simples se tornaram uma poderosa ameaça por causa do que criam, do que experimentavam, e do que testemunhavam com as suas vidas, correndo severos riscos em muitos lugares.

1.2 A fé no Evangelho é o único elemento capaz de justificar o homem

Justificação= Em epistemologia, justificação é um tipo de autorização a crer em alguma coisa. Quando o indivíduo acredita em alguma coisa verdadeira, e está justificado a crer, sua crença é conhecimento. Assim, a justificação é um elemento fundamental do conhecimento.
Os epistemólogos se ocupam das várias características epistêmicas da opinião, incluindo as noções de justificação, autorização, rationalidade e probabilidade. Destes quatro termos, o termo que mais extensamente foi usado e discutido nos vinte anos passados, na filosofia analítica, é justificação. (http://pt.wikipedia.org)

O que é justificação? Tristemente, há poucos hoje que sequer sabem o que a palavra significa, e menos ainda que conhecem a bem-aventurança de ser justificado—isto, embora a doutrina da justificação seja um fundamento da fé.
Para entender o que é justificação, deveríamos saber primeiro que seu sinônimo é justiça. Ser justificado e ser justo são a mesmíssima coisa.
Segundo, deveríamos ver que justificação é um termo legal. Na justificação temos que tratar com Deus como Juiz (Hebreus 4:13). Justificação é a sentença do Juiz supremo, para a qual não há nenhum apelo (Jó 40:8).
Portanto, em terceiro lugar, justificação envolve o status (estado, situação) legal de uma pessoa, isto é, a posição de uma pessoa diante da lei e diante de Deus (Salmos 130:3). Este status ou posição legal determina se desfrutaremos certos direitos e privilégios ou se seremos punidos.
Quando uma sentença é expedida por qualquer juiz, há somente duas “posições” possíveis: culpado ou inocente, injusto ou justo. Na justificação de pecadores, Deus como Juiz declara-os inocentes de qualquer pecado ou crime (Números 23:21; II Coríntios 5:19).
A maravilha da justificação é que pecadores são achados como inocentes por Deus. Aqueles que são justificados cometeram e cometem diversos pecados, e comentem tais pecados contra o próprio Juiz (Salmos 51:4; Romanos 5:18, 21)!
A sentença pela qual Deus justifica-os é como as leis dos Medos e Persas – ela não pode ser alterada, pois Deus não muda. Nem Deus mente ao proferir uma sentença (Números 23:19). Sua sentença é verdadeira e justa. (http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_justification.htm)

O apóstolo tira a conclusão de que a fé vem da pregação (das coisas ouvidas). E a pregação tem de ser pela palavra (ordem, mandamento, direção) de Cristo. Uma tradução diz Deus, mas os melhores manuscritos trazem Cristo.

                Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Qual é a definição de fé? A Bíblia diz em Hebreus 11:1 “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.”
Jesus é a origem da fé. A Bíblia diz em Lucas 17:5 “Disseram então os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé.” A Bíblia diz em Romanos 10:17 “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.”
A verdadeira fé é crer em tudo aquio que Deus preparou, escreveu, prometeu e no que Cristo fez por nós. A Bíblia diz em Romanos 5:1 “Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.”
Fé é confiar em Deus para tudo. A Bíblia diz em Hebreus 10:38 “Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.”
Uma fé fraca pode-se tornar numa fé forte com a ajuda de Deus. O que não se deve é perder a fé! Ainda que mínima, não a laguemos. A Bíblia diz em Marcos 9:24 “Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade.”

                http://www.jesusvoltara.com.br/info/fe.htm (adaptado)

            Vemos a Doutrina da Justificação presente já no AT. Deus, o dono, criador e mantenedor de tudo o que sabemos existir (conhecemos uma mínima porção) foi ‘lesado’, os culpados cometeram crimes dignos de morte (eterna). Vemos isto já na vida de Abraão, como demonstrou Paulo. A vida de Abrão, exemplifica que a justificação é consumada, pela fé, na vida, existência e pensamentos coração humano e que precisa ser entendida para depois ser experimentada (Rm 10.17).

1.3 Jesus Cristo é o preço pago para nossa justificação

Sentença = s.f. Frase lapidar que encerra um pensamento de ordem geral e de valor moral; máxima, provérbio, anexim.
Decisão final de um juiz ou de um tribunal: sentença de morte; p. ext., despacho, decisão.
Fig. Resolução inabalável: minha sentença é irreversível. (http://www.dicio.com.br)

Cumprimento de Sentença = É o ato de executar uma determinação judicial exteriorizada em sentença. O cumprimento de sentença é a fase em que o que foi estabelecido pelo juízo seja realizado no mundo real.
A Lei nº 11.232/05 trouxe a novidade da fase de cumprimento de sentença ao processo civil brasileiro, que ocorre após a formação do título executivo judicial. Sua criação faz com que o processo de conhecimento tenha a continuidade através da fase de cumprimento de sentença. Antigamente havia uma execução autônoma, hoje ela só é possível nos casos em que há um título executivo extrajudicial. (http://www.direitonet.com.br)

O centro de sua ação é Cristo, o qual foi entregue por nossas transgressões. O verbo "entregar" está na voz passiva, significando que foi Deus que o entregou (cons. 8:32). A mesma palavra foi usada com Judas e sua traição. Mas embora Judas fosse o instrumento humano, que entregou Cristo aos soldados, e embora o pecado de Judas fosse muito grande, era propósito de Deus que Cristo fosse entregue nas mãos dos pecadores. (A palavra "entregou", paradidomi, é usada em diversos contextos interessantes. Para um estudo dessa palavra veja F. Buchsel, TWNT, II, 171.175; Karl Barth, Church Dogmatics, Vol. II, Parte 2, The Doctrine of God, págs. 480494).
Quando vemos que "nossas" transgressões exigiram que Cristo fosse condenado à morte, a morte de Jesus aparece numa luz diferente. Um observador neutro poderia concluir que Cristo morreu e ressuscitou. Mas alguém que se entregou a Deus diz: "Jesus foi entregue por causa das minhas transgressões". O pronome plural nossas mostra a identificação de Paulo com seus leitores romanos.
Ressuscitou por causa da nossa justificação. O verbo está novamente na passiva. Deus ressuscitou Cristo dos mortos. Aqui se diz que a ressurreição foi essencial para sermos justificados. A ressurreição assinalou não somente a vitória de Cristo sobre a morte mas também sua vida testifica que Ele completou a obra redentora que foi planejada por Deus (a obra para a qual Ele se tornou homem), e que Ele vive para rogar pela causa daqueles que crêem nEle e na Sua obra redentora.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Sem Cristo, Não é possível saída ao ser humano. Apresentar o homem perfeito a Deus, implica tornar o sacrifício do Cordeiro, o tema central em nossas pregações, ensinamentos, pensamentos, atitudes e palavras. Afinal, foi ele quem foi entregue à morte e ressurgiu para a nossa justificação (Rm 4.25). Só ele cumpriu toda a lei! Esta graça da justificação pela fé no Cristo ressuscitado é para todos. Devemos nos aplicar totalmente para conduzir tal ensino e  verdades para construir e solidificar o e alicerce da doutrina do pecado nas pessoas.

            Essa foi uma questão muito pertinente que gerou muitas dúvidas e precisava de muito esclarecimento naquela época. A forma de recurso usado por Paulo para eliminação delas era o ensino quando estava presente, mas quando ausente, a través de suas cartas, procurou cuidadosamente eliminar qualquer dúvida. Visto que a insegurança, nesse assunto, gera prejuízos irreparáveis.


2 Paulo e a construção do conhecimento

            A pregação e o ensino cristãos não eram o único meio de promover a moral da sociedade greco-romana. Mas a construção do pensamento cristão através de Paulo, parte do conceito de autoridade das Escrituras, evidentemente do Antigo Testamento (posto que, naquele tempo, era o que se tinha documentado e ratificado como inspirado por Deus).

Como ilustrado na lição passada (“2. Andando na carne ou no Espírito”), Paulo iniciou, ele mesmo, os escritos neotestamentários. Foram aproximadamente de 12 a 20 anos de pregações, vivências e fé SEM nada além dos textos do AT. Estevão morreu tendo sua fé em Cristo baseada em estudos em cima do AT, da ressurreição do Senhor e de suas convicções e firmeza pessoais! Hoje nós temos dois testamentos e achamos difícil...

2.1 Tudo parte das Escrituras

Compare-se com a afirmação do mesmo princípio em 1 Coríntios 10:6, 11. As Escrituras (aqui, naturalmente, as Escrituras do Velho Tes­tamento) dão ampla evidência da fidelidade de Deus, principalmente quando lidas à luz do cumprimento delas feito por Cristo; daí, os leitores dessas Escrituras são incentivados a pôr sua confiança no Senhor e a es­perar pacientemente por Ele.

Romanos - Introdução e Comentário - F. F. Bruce – Ed. Vida Nova

A Bíblia nos dá tudo

Depois de uma série interminável de dificuldades, que revelam um vazio tremendo em sua alma, como resultado de uma vida que se afastou dos caminhos do Senhor, o pregador de Eclesiastes parece concluir com um grande ensinamento: obedecer a Deus e aos seus mandamentos é o caminho para uma vida com sentido pleno. A Bíblia nos fornece tudo que é necessário para guiar a nossa vida.
Ela é como um farol que guia os navios em uma costa acidentada, indicando um caminho seguro até o porto. Ela nos diz como colocar em prática o amor de Deus, pois precisamos de sua sabedoria e orientação para os nossos relacionamentos. Quando construímos a nossa vida sobre os seus ensinos, ela nos permite viver como o Senhor deseja, fazendo com que tenhamos paz com todos, transformando os nossos dias num exercício de fé e prática do amor que Ele coloca em nossa vida, a partir da compreensão do Evangelho como verdade para nossa vida.
Esta prática nos fará viver como Jesus viveu, amando, perdoando e tendo paz com todos, apesar de alguns desejarem o nosso mal. Entretanto, quando andamos em seus caminhos, nos tornamos sensíveis ao outro e a paz se torna nossa meta.
É possível viver segundo a palavra de Deus, mas precisamos entender que, apesar de tentarmos vivê-la, outros viverão de forma contrária e isto nos fará ter sérios desencontros em nossa vida. Porém, a Bíblia nos ensina a ter paz com todos, embora saiba que não será possível ter paz com todos, mesmo que busquemos, como Jesus buscou.
Buscar o conhecimento de Deus e pedir a sua sabedoria e orientação para guiar os nossos passos, para que a nossa vida seja um testemunho de sua graça. O Evangelho do Senhor nos ensina a viver em plenitude, liberto de todas as mentiras que permeiam a nossa vida, sendo ainda pecadores, mas compromissados com o Senhor em viver, a cada dia mais, a plenitude da graça que está posta sobre a nossa vida.

Rev. Fred Souto - http://www.evangelica.com.br

A Bíblia nos fornece tudo que precisamos saber para obedecermos a Deus. Temos o conhecimento, e pecamos conscientemente. Isso é totalmente abominável ao Senhor!!
Jesus diz Mateus 22:29 que nosso erro é causado por ignorarmos as Escrituras e o poder de Deus. A falta de comunhão com Deus, a falta de buscarmos o Senhor, conhecê-Lo, adorá-Lo, abre portas legalmente para a entrada do pecado, da desobediência, da rebeldia.
Imagine-se em um espaço, entre a luz e as trevas. Suas atitudes vão te guiar para mais perto da luz, ou das trevas. Se você se aproximar das trevas, elas têm poder legal de agir em você, uma vez que estarás no território delas. É por isso que Jesus fala em Mateus 5:14 para sermos a luz do mundo. Ora, somente refletiremos luz se andarmos na Luz (=Jesus)!!! Luz e trevas não se misturam. Logo, uma vida de luz é uma vida de obediência incondicional a Deus.
Daí você pergunta: "Mas como é que eu vou saber o que Deus quer que eu faça??? Como é que eu vou fazer algo, e ter a certeza que é da vontade de Deus??" Meu amigo... só te digo isso: Deus NUNCA vai mandar você fazer algo que esteja contrário ao que diz na Bíblia. Portanto, quer saber a vontade de Deus, quer obedecê-Lo? Procure ler a Bíblia, é através dela que Ele se revela a nós. No começo pode ser difícil, mas tenha certeza que quando você O buscar de todo o coração, Ele se revelará a ti (Jeremias 29:13). Persevere na leitura, e na oração.
Tiago 1:5 diz assim "Se quiserem saber o que Deus quer que vocês façam, perguntem-lhe, e Ele alegremente lhes dirá, pois está sempre pronto a dar uma farta provisão de sabedoria a todos os que lhe pedem."

http://mialfreitas.blogspot.com.br/2006/01/sabemos-o-que-fazer-por-que-no-fazemos.html

2.2 Fé para entender

Novamente é importante para Paulo que não apenas veja pessoalmente tudo isso, mas que a Escritura já tenha expressado a mesma coisa. “Porém (é) como está escrito: O que nenhum olho viu e nenhum ouvido ouviu e o que não coube no coração de uma pessoa, tudo o que Deus preparou para aqueles que o amam” [tradução do autor]. Obviamente não encontramos a passagem bíblica citada de Is 64.4 na mesma formulação em nossas Bíblias. Os primeiros cristãos não tinham temores “históricos” no uso da Escritura. Tampouco possuíam junto de si o livro da Bíblia impresso, mas traziam a palavra da Escritura na memória. Nesse exercício são combinadas diversas passagens da Escritura. Talvez Paulo esteja pensando na palavra de Jz 5.31, muito citada em Israel. Mas mesmo assim Paulo com razão está convicto de que “está escrito”, a Escritura já diz isto. A “glória” que Deus nos está preparando transcende a tudo o que nós mesmos vimos e ouvimos ou o que brotou como pensamento e esperança em nossos corações. Esse presente maior que todas as possibilidades de imaginação Deus dá “para aqueles que o amam”. Os orgulhosos sábios, que tentam dominar tudo intelectualmente, não “amam”. No entanto, somente os que amam serão herdeiros da glória. Ao longo da carta Paulo sempre retornará para essa verdade decisiva, dando-lhe um magnífico destaque pela posição do cap. 13 entre 1Co 12 e 14.
No entanto, também aqui Paulo não tem em mente apenas a glória futura, e no contexto do presente versículo nem sequer a coloca em primeiro lugar. “O que nenhum olho viu” é o Messias na estaca da ignomínia. “O que nenhum ouvido ouviu” é a notícia do rei que sofreu pessoalmente o castigo pelos rebeldes. “O que não coube no coração de uma pessoa”, o que um coração humano jamais podia imaginar, é o amor de Deus que entregou o Filho amado por um mundo de pecado e incredulidade. “Tudo” isso “Deus preparou para aqueles que o amam”. E essas pessoas que o amam são criadas por Deus justamente apenas por meio da cruz, de sua “fraqueza e loucura”.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Entendemos a fé ou cremos que entenderemos?

Não entendemos a maioria das entre o céu e terra, na realidade. Uma delas é a Fé. A Fé é irracional e ilógica? Por mais tentemos “entender”, ela continua na intangibilidade. A sua definição biblicamente pensamos entender (pois não é possível medir o grau de tal entendimento) que ela é “a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem”. Seria uma força invisível que traz o fato à existência. Nossos sentidos naturais não podem percebê-la. Então, como entendê-la? Digamos que por ela não se deixar ser percebida pelos nossos sentidos, não podemos entendê-la pelos sentidos e isso parece lógico mesmo em se tratando da fé que é ilógica. Ao menos, para tentarmos expressar que os nossos sentidos físicos não a alcançam nem nossa limitada inteligência e percepção nos permite descrever precisamente.
A Fé multiplica uma semente com seu poder: ela é uma semente, em si, como um grão de mostarda que é a menor semente do Reino Vegetal. Cristo nos disse que se tivermos a fé como um grão de mostarda, ordenaremos a uma montanha e esta pulará no mar. Aqui levamos para a razão. É lógico que isto é um princípio simbólico voltado para os montes de problemas e impedimentos que encontramos no caminho. Como ficaria a navegação marítima se todos enviassem os montes para lá? A questão é que nem todos creem o suficiente para utilizar o potencial de fé que está latente em nosso ser.

Leiam este excelente artigo: 7 Maneiras de Entender a Fé

2.3 A renovação da mente

Paulo levanta imediatamente uma séria objeção. Será que o que ele acabou de descrever acontece sempre e em todos os lugares? Será que em todos os locais de sua atuação havia esse maravilhoso sucesso? Será que um “véu” continuava cobrindo apenas o serviço de Moisés, apenas o coração de Israel? Ou será que também o mensageiro de Jesus verifica que seu evangelho permanece “encoberto”? Paulo fornece a resposta. “Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos quais o deus desta era cegou os pensamentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça (ou: para que não vejam) a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”
Paulo havia falado em 2Co 2.12 do “evangelho do Cristo”, afirmando com isso que o evangelho pertence ao próprio Cristo, que, como sujeito (e não como objeto) do evangelho está pessoalmente agindo como o verdadeiro “evangelista”. Agora, porém, ele chama a mensagem de “nosso evangelho”, porque ele está olhando para a sua própria atuação. Quando Cristo lhe confia o evangelho (v. 1), ele se torna “seu” evangelho. Em razão disso a pergunta sobre a freqüente ineficácia da proclamação aberta da verdade é singularmente séria. Será ela culpa de Paulo? Em 2Co 2.15s o apóstolo já apontara para a dupla atuação justamente da proclamação credenciada. Ela é “aroma de vida para a vida”, mas também “a partir da morte para a morte”. Por isso existem, por meio do evangelho, não apenas “redimidos”, mas também aqueles “que se perdem”. Esses parecem estar em situação de superioridade, derrotando os mensageiros de Jesus e até acabando com Deus. Na verdade eles mesmos se evidenciam dessa maneira como “os que se perdem”. No caso deles o evangelho de fato “está encoberto”.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Palavra ou mente renovada?

Autocontrole é basicamente o controle da mente. Aqui­lo que semeamos na mente, colhemos em nossas vi­das. "Dê de comer a sua mente" foi o slogan de uma campanha publicitária de uma determinada editora cristã. Fazia referência ao fato de que a mente humana precisa de alimento tanto quanto o corpo. E o tipo de comida devorada por nossas mentes determinará o tipo de pessoa em que nos tornaremos.4

Você é, hoje, a soma de todos os pensamentos que teve nos últimos meses e anos. Pode-se dizer ainda que você se tornará o produto dos pensamentos que ocuparão sua mente e coração nas próximas horas e dias. Quem você gostaria de ser? Que tipo de pessoa imagina se tornar no futuro?
Talvez existam detalhes em sua vida que você gostaria de mudar. A preocupação representa um problema para você hoje em dia? E o que dizer da luxúria ou do medo? Quer ver sua preocupação substituída pela paz, a luxúria pela pureza, o medo pela confiança? Qualquer que seja o problema, a Bíblia afirma ser possível a mudança — tudo começa pela renovação da mente. Creio ser capaz de demonstrar, a partir das Escri­turas, que sua mente é a chave para o sucesso nas áreas de­licadas que acabamos de mencionar, além de tantas outras mais.

A mente renovada por Deus - Kimball Hodge - CPAD

            Em muitas culturas, para o adorador se aproximar de determinada divindade, oferecia-se sacrifício de animais. Isso para o judeu era algo perfeitamente compreensível, visto que fazia parte de sua liturgia religiosa, no templo, a prática do oferecimento de sacrifícios. Note que a ideia original de oferta e de sacrifício em Paulo permanece, mas agora o crente era Jesus é a oferta viva, oferta santa e oferta que agrada a Deus através do culto racional. A ideia de “culto racional” é profunda, pois, pelo latim, traz consigo o sentido de cultivo, cuidado, honrado e venerado. Já culto, corno está no texto em grego “latreian”, tem o sentido de serviço assalariado ou serviço a Deus. Sendo assim, podemos concluir que: seja o cultivo ou serviço a Deusisso deve ser feito de maneira racional, lógica, mas constante, pois a vida não para.


3 Pedagogia que transforma vidas

            A pedagogia de Paulo não é milagreira, mas passa um conteúdo capaz de transformar vidas. Parece contraditório isso, mas a explicação é que não se trata do trabalho de Paulo apenas, e sim, da graça de Deus que opera através da sua vida e suas palavras.

3.1 O conteúdo do Evangelho

O que é o Evangelho.

O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. Esse verbo, prographein, significa “exibir ou representar publicamente, proclamar ou expor em um cartaz” (Arndt-Gingrich). Era usado em referência a editais, leis e notícias que eram expostos em algum lugar público para que fossem lidos, e também com referência a quadros e retratos.
Isso significa que, quando pregamos o evangelho, temos de nos referir a um acontecimento (a morte de Cristo na cruz), expor uma doutrina (o particípio perfeito “crucificado” indicando os efeitos permanentes da obra consumada de Cristo), e fazê-lo publicamente, ousadamente, vivamente, para que as pessoas vejam como se o testemunhassem com os seus próprios olhos. Isso é o que alguns autores têm chamado de elemento existencial da pregação. Fazemos mais do que descrever a cruz como um acontecimento do primeiro século. Na realidade descrevemos Cristo crucificado diante dos olhos de nossos contemporâneos, de modo que sejam confrontados com o Cristo crucificado hoje e percebam que podem receber hoje a salvação de Deus vinda da cruz.


3.2 O lado pragmático do Evangelho

A Prática do Evangelho

b. O que o evangelho oferece.
Com base na cruz de Cristo, o evangelho oferece uma grande bênção. Versículo 8: “Em tu serão abençoados todos os povos”. O que é isso? É uma bênção dupla. A primeira parte é justificação (versículo 8) e a segunda é o dom do Espírito (versículos 2-5). É com esses dois dons que Deus abençoa a todos os que estão em Cristo. Ele nos justifica, aceitando-nos como justos diante dele, e coloca o seu Espírito em nós. E ainda mais, ele nunca oferece um dom sem dar o outro. Todos os que recebem o Espírito são justificados, e todos os que são justificados recebem o Espírito. É importante observar esta dupla bênção inicial, uma vez que atualmente muita gente ensina uma doutrina de salvação em dois estágios, que primeiros somos justificados e só posteriormente recebemos o Espírito.

c. O que o evangelho exige.
O evangelho oferece bênçãos; e nós, o que devemos fazer para recebê-las? A resposta adequada é “nada”! Não temos de fazer nada. Temos apenas de crer. Nossa reação não consiste nas “obras da lei”, mas em ouvir a “pregação da fé”, isto é, não em obedecer a lei, mas em crer no evangelho. Obedecer é tentar fazer a obra da salvação pessoalmente, enquanto que crer é deixar que Cristo seja o nosso Salvador e descansar em sua obra consumada. Assim Paulo enfatiza que recebemos o Espírito pela fé (versículos 2 e 5) e que somos justificados pela fé (versículo 8). Realmente, a palavra “fé” e o verbo “crer” aparecem seis vezes neste pequeno parágrafo (versículos 1-9).
Assim é o verdadeiro evangelho, o evangelho do Antigo e do Novo Testamento, o evangelho que o próprio Deus começou a pregar a Abraão (versículo 8) e que o apóstolo Paulo continuou pregando no seu tempo. É a apresentação, diante dos olhos dos homens, de Jesus Cristo como crucificado. Nessa base tanto a justificação como o dom do Espírito são oferecidos. E se exige apenas a fé.


3.3 Objetivo de um ensino transformador do Evangelho

O Ensino que há no Evangelho= (em elaboração)


            O conteúdo do evangelho não consiste apenas na parte teórica, e sim prática. Devemos considerar que o evangelho foi primeiramente vivido, depois de vários anos as histórias foram organizadas e escritas. A dinâmica. da vida exige um evangelho dinâmico, prático sem deixar de ser profundo ao mergulhar em suas águas de conhecimento.

Deixamos para os amados amigos, alunos, visitantes e mestres, as seguintes indicações abaixo, lembrando que por se tratar da prática de vida, não se pode ler duas ou três linhas e astará “aprovado por média”! Leiam todos os artigos, orem, meditem, jejuem e sobretudo, pratiquem. Seus ensinamentos serão MENOS que lixo, se suas vidas forem ocas, secas, áridas e cheias de aparências. Conhecimento e cultura, nossos alunos e o Mundo, podem adquirir sozinhos em cursos, bibliotecas, treinamentos, seminários, vídeos ou áudios. “Contágio” que mude suas vidas e os façam agir, somente vendo isto em nós, mestres e professores.



Conclusão

            O maior alvo do evangelho em relação ao homem é torná-lo perfeito em Jesus Cristo através da justificação pela fé. Onde houver um coração sem Cristo, há ali uma terra cultivável para o desenvolvimento das convicções que toma o homem melhor. O maior alvo do evangelho em relação a Deus é promover a sua glória através do conhecimento de Cristo para a obediência da fé.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 09
Romanos: Notas Explicativas – John Wesley - Imprensa Metodista
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Internet
 

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