segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

EBD Editora Betel - Noções do Pensamento Escatológico de Paulo


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 12 – 23 de Dezembro de 2012

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Texto Áureo

“Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”. 1Co 10.11

Enquanto os acontecimentos foram como exemplos, as narrativas dos acontecimentos. foram escritas para advertência nossa. Os fins dos séculos (lit.) refere-se ao término das dispensações antes da presente. Os crentes desta dispensação devem colher os benefícios das precedentes (cons. ICC, pág. 207).

      Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Verdade Aplicada

A igreja precisa estar preparada para os tempos do fim, esperando a vinda do Senhor com muita intensidade, como se fosse a qualquer momento.

Queremos destacar e despertar que a volta de Cristo não foi anunciada como se parecesse que seria a qualquer momento, mas ele próprio nos disse que ficássemos alertas pois ela irá ocorrer A QUALQUER MOMENTO ! É certo que haverão indícios, mas o nosso viver e sentir somente deve ser tal como se ele fosse chegar antes de nós terminarmos de ler o próximo item.

Objetivos da Lição

Entender o sentido de pensamento escatológico para Paulo, que via presente e futuro simultaneamente;
Compreender as bases que nortearam o pensamento escatológico paulino;
Conhecer os principais temas da escatologia paulina.

Glossário

Escatologia: estudo das últimas coisas;
Irreligiosos: que não são religiosos;
Maranata: ainda nosso Senhor vem.

Leituras Complementares

Segunda      Terça          Quarta       Quinta       Sexta        Sábado
II Ts 2:11     II Ts 2:12      II Ts 2:13   II Ts 2:14   II Ts 2:16  II Ts 2:17

Textos de Referência

I Ts 4:14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele.
I Ts 4:15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.
I Ts 4:16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
I Ts 4:17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles  nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.


Introdução

Em seu ministério, Paulo se deparou com questões sérias dos crentes no que tange a escatologia, e ele se viu obrigado a responder-lhes objetivamente através de suas correspondências. Questões como se o Senhor voltaria, ou o que aconteceria aos que morreram em Cristo. Com eloquência literária, o apóstolo respondeu a todas essas dúvidas.

Atualmente possuímos um aparato gigantesco de embasamentos, literaturas, materiais, fontes arqueológicas e tantas outras coisas e ainda sofremos questões tão ou mais sérias quantos às dos tempos de Paulo: confusões doutrinárias, de ‘orientações’ sexuais, de enganos de falsos mestres, de homens e mulheres amantes de si mesmos e das trevas e etc.


1. Fontes da escatologia de Paulo

Contrariamente do que podemos pensar, nos dias de Paulo, havia um mar turvo e variado de pensamentos correntes a respeito da escatologia. Contudo não havia uma escatologia tão elaborada com detalhes arrojados, expostos em mapas e termos como usamos hoje. Mesmo a visão escatológica de Paulo de presente e futuro se mesclavam simultaneamente, porque acreditava que o fim já era chegado. Agora quanto às fontes de seu pensamento consistia nos três itens abaixo, como veremos.

1.1. O Antigo Testamento

Visão Veterotestamentária.

O Velho Testamento desconhece completamente a escatologia em dois estágios, estabelecida no Novo Testamento. Todas as profecias veterotestamentárias apontam para um reino messiânico de base judaica e domínio universal. Por outro lado, o aspecto puramente espiritual é muito escasso e confuso na pregação dos profetas do Velho Testamento. A ênfase recai num novo rei verdadeiramente ungido, sem as fraquezas e as injustiças dos anteriores; preconizando um reinado universal do Messias prometido, onde a justiça, a paz, a submissão, a ordem e o respeito são marcas salientes e permanentes. A esperança profética do Velho Testamento firma-se na promessa de recriação cósmica em que tudo se fará novo: " Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembranças das coisas passadas, jamais haverá memória delas" ( Is 65.17 ).
...O reino escatológico do Messias prometido no Velho Testamento cumpriu-se, realiza-se e caminha, num processo histórico e contínuo, para a consumação final. Assemelha-se a uma criança gerada no seio materno: Cresce, toma forma, atinge o desenvolvimento máximo, prepara-se para vir à luz. As dores do parto já começaram. O filho da esperança e da alegria, que chega com imensos sofrimentos, anuncia-se por meio das contrações e dos gemidos maternos.


Paulo ensinava usando as bases onde ele mesmo aprendera: o AT. Ele ignorava que Cristo era o Messias encarnado, mas ele tinha certeza que Israel seria remido pelo ungido de Deus por meio dos escritos de Moisés e dos profetas.

1.2. Baseado na pessoa de Cristo

Essencialidade da Plenitude dos Tempos

O tempo messiânico, o da Igreja, inaugurado por Jesus Cristo reveste-se de profunda e indispensável essencialidade, não só por ser o fundamento escatológico do reino porvir, mas por constituir-se em oportunidade, a única, de redenção e por marcar a presença redentora do Salvador, Emanuel, entre os pecadores: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" ( Mt 28.20b ). Da obra regeneradora de Cristo, perfeita e definitiva, nasce a Igreja militante que, transferida para o céu, forma a triunfante, e ambas comporão o glorioso reinado porvir e final do Messias. Fora de Cristo não há redimido, não há redenção. Ele edifica o que é perfeito ( teleion ) uma só vez ( hapax ) e para sempre ( ephapax, de uma vez por todas): "Quando, porém, veio Cristo como Sumosacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não por meio de mãos , quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas ( ephapax ), tendo obtido eterna redenção" ( Hb 9.11,12 )

Espírito, Ministro Escatológico

Cristo instaurou a nova era; assumiu o reinado sobre as novas criaturas nascidas da água e do Espírito ( Jo 3.5 ). A pátria celeste, do outro lado da vida, faz-se presente neste mundo, que não pertence aos salvos, integrantes do corpo escatológico. A Igreja de Cristo peregrina na terra sob a direção da Palavra de Deus e o ministério do Paráclito. O Espírito, plenamente em Cristo, habita a Igreja e cada um dos membros verdadeiramente regenerados. Assim, o ingresso pessoal e individual no reino messiânico se dá por um sinal visível, o batismo com água, e por outro invisível, o batismo com o Espírito Santo. Não há servo de Cristo sem regeneração. Ele está, não somente no Ungido, mas em todos os seus redimidos. Textos do Velho e do Novo Testamentos que comprovam o efetivo papel ministerial do Espírito no reino messiânico, a Igreja: a- O Espírito sobre o Messias: Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor" ( Is 11.1,2 ). O ministério do Espírito, antes indefinido, explicita-se e se revela em Cristo Jesus: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e a por em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram"( Is 61.1,2 cf Mt 11.5 ). b- O Espírito sobre o povo da nova era, a Igreja: "E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda carne"( Jo 2.28 cf At. 2.16-21 ). "Agora, pois, ouve, ó Jacó, servo meu, ó Israel, a quem escolhi. Assim diz o Senhor que te criou e te formou desde o ventre, e que te ajuda: Não temas, ó Jacó, servo meu, ó amado, a quem escolhi. Porque derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes" ( Is 44.1-4 cf 32.15-17; Ez 37.14; 39.29; 36.25-27 ). A Igreja, pois, não está mais na carne, isto é, na velha era, mas no Espírito ( Rm 8.2-11,13; II Co 3.6; Gl 3.21).


- Cristo é a primícia dos que dormem
- Os cristãos ressuscitarão como Jesus Cristo
- A ressurreição é um acontecimento reservado ao futuro
- Ele mesmo é a garantia de que tal fato ocorrerá com a igreja
- Cristo destruirá todo poder oponente colocando os inimigos debaixo de seus pés (I Co 15.20-28).

Não há como negar ou não crer ou não entender que Paulo pusera sua vida, confiança, projeto, futuro e ideais no Senhor Jesus. Vemos isto em seus escritos: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”(I Co 15:17)

1.3. Novas revelações de Cristo

12.2 UM HOMEM EM CRISTO. Paulo se refere a si mesmo como "um homem em CRISTO", que foi levado ao céu, a fim de receber revelações, provavelmente, a respeito do evangelho de CRISTO e das glórias indescritíveis do céu, reservadas aos crentes (v.7; cf. Rm 8.18; 2 Tm 4.8). Esse grande privilégio e revelação concedidos a Paulo, fortaleceram-no e capacitaram-no a suportar os sofrimentos prolongados e severos que lhe sobrevieram durante seu ministério apostólico.
12.2 TERCEIRO CÉU. As Escrituras indicam que há três lugares chamados céu.
(1) O primeiro céu é a atmosfera que circunda a Terra (Os 2.18; Dn 7.13).
(2) O segundo céu é o das estrelas (Gn 1.14-18).
(3) O terceiro céu, também chamado paraíso (vv. 3,4; Lc 23.43; Ap 2.7), é a habitação de DEUS e o lar de todos os salvos que já daqui partiram (5.8; Fp 1.23).
Sua localização exata não está revelada.

http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao12-2co-visoeserevelacoesdosenhor.htm

Em Colossenses 1:26 lemos sobre mistérios ocultos do passado, revelados nos dias dos apóstolos. Cremos que o arrebatamento de Enoque (sendo tomado pelo Senhor - Gn 5:24) e de Elias ( que subiu ao céu num redemoinho, não num “carro de fogo” - 2 Reis 2.11) trata-se de um tipo do que é revelado no NT, como estando reservado aos fiéis de todas as eras. Ainda assim, tal evento ainda é e será por muito tempo um segredo, principalmente para o mundo sem Cristo.

O conceito de Paulo como profeta no Novo Testamento existe, mas essa ideia não é largamente trabalhada. Ao vermos o seu trabalho com Barnabé ele é conceituado como profeta e mestre, estando entre outros com a finalidade de edificação da igreja local (At 13.1). Bem mais tarde, porém, Paulo é obrigado a dar respostas escatológicas que vão além da interpretação do Antigo Testamento. Ele precisa de nova revelação vinda diretamente de Cristo para trazer à igreja. Porém, a sua visão apocalíptica não então em choque com os demais escritos do N.T., mas se completam.

Examinem estes excelentes artigos:



2. Escatologia subjetiva

Subjetivo/subjetividade= Subjetivo significa baseado na interpretação pessoal. Dizemos que uma pergunta é subjetiva quando a resposta depende do sujeito que responde, ou seja, varia de pessoa para pessoa.

“Aquilo que depende do gosto e da opinião pessoal não pode ser discutido”.

www.oocities.org/mundodafilosofia/estetica.htm

Diz respeito ao individuo. Estuda a morte, o estado intermediário, a ressurreição, os julgamentos de Deus, o destino dos salvos ímpios, o estado eterno e etc. Mas aqui vamos tratar apenas de alguns temas conforme abaixo:

2.1. A certeza da volta do Senhor

O amor autêntico abarca a comunhão com os outros até a eternidade. Essa, porém, já constitui uma expressão errada, visto que “eternidade” é um termo filosófico frágil, não usado dessa forma na Bíblia. Para a Bíblia o futuro consiste em “eras cósmicas vindouras”. Esses éons vindouros serão vividos por pessoas corpóreas, ainda que seu corpo seja bem diferente do atual “corpo de humildade”. Esse “futuro”, porém, não é algo distante, que está em um lugar qualquer à margem da vida e do pensamento. Esse futuro, afinal, é “aguardado” (cf. o exposto sobre 1Ts 1.10), ele habita de forma bem direta todo o pensar e crer dos cristãos. Por isso o amor de alguém como Paulo também inclui o fato de que ao pensar no “reencontro” com os tessalonicenses ele tenha diante dos olhos também o grande reencontro “perante nosso Senhor Jesus em sua parusia”. Para ele isso não era um grande “salto” no raciocínio, pois era algo “bem perto dele”. Temos um exemplo involuntário de como a escatologia para aqueles homens era familiar e viva. Paulo com certeza teria mostrado apenas incompreensão diante de nossas perguntas se, afinal, realmente nos reencontraremos e se, então, também nos reconheceremos e nos relacionaremos com os outros. Naturalmente os amados tessalonicenses estarão lá perante Jesus, constituindo uma parcela do grande “patrimônio da esperança” (quase sempre no NT é esse o sentido da palavra “esperança”) e representando a alegria e a coroa de glória de Paulo, o radiante e indelével resultado de suas labutas e sofrimentos! E seus companheiros são participantes disso.

Sobre a “parusia” em si ainda ouviremos mais em 1Ts 4.13-18. Contudo podemos estar certos disto: quanto mais realista e singelamente imaginarmos tudo, tanto mais perto estaremos do “Deus vivo e verdadeiro”, enquanto todas as espiritualizações abstratas só servem para nos distanciar de Deus.
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

“Parousia” significa tanto vinda ou presença manifestada. Os tessalonicenses foram inspirados por Paulo a sentirem o Senhor (mesmo não o vendo ainda) no meio deles. Eles próprios eram tidos pelo apóstolo como “alegria e coroa” em Cristo, sendo que sentir alegria com eles e por causa deles, remete-nos a algo presente, ou seja, eles ainda estando aqui, eram a presença do Senhor (parousia) que está para acontecer! Paulo ensinava que o Messias  voltará e que já está presente conosco, pelo E. Santo.

Paulo não se utiliza apenas da terminologia “vinda - parousia”, usa também revelação “apokalupsis em gregopara o mesmo ato. Isso porque o ato desta vinda também implicará numa aparição pública do Rei dos reis para o mundo nessa ocasião (ICo 1.7; 2Ts 1.7). De qualquer maneira, devemos encarar a vinda de Jesus não como uma hipótese, coisa esquecida ou impossibilidade, porque Ele voltará, para isso devemos estar preparados.

2.2. O estado intermediário

Entendemos, pelos escritos paulinos, que a morte é encarada positivamente, visto que ela não é punição para os cristãos, (Rm 8.1). Todavia a morte sempre será vista como uma inimiga de Deus, que será destruída na consumação dos séculos (ICo 15.24-26, 54,55). Os crentes não precisam ter medo de morrer, pois “nem mesmo a morte é capaz de separar o crente do amor de Deus” (Rm 8.39). O que não diríamos da mesma forma para os descrentes e irreligiosos. Quando o fiel em Cristo morre, ele vai à presença de Cristo, Paulo se utiliza da expressão “partir e estar com Cristo” (Fp 1.23); “deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2Co 5.8). Ali eles permanecem até que estes “mortos em Cristo ressurjam” (lTs 4.16)*. Não há menção de nenhum sono da alma ou purgatório com estado intermediário nos ensinos paulinos e na Bíblia, que são doutrinas de origem grega e não cristã.

* Nota D.A.: Para maior entendimento, detalhamos que tais mortos, referem-se aos corpos reconstruídos (a maior parte estará ou desintegrada ou esqueletizada ou em deterioração) e ressurretos (com os respectivos alma/espírito da pessoa). Ou seja, estas almas/espíritos estavam com Cristo na Glória, desceram, ‘reencarnaram’ em seus respectivos corpos, porém, estes estando já transformados em corpos celestiais(algo instantâneo, sobrenatural e nunca registrado). E, então, nós todos (os arrebatados, os ressuscitados e o próprio Senhor), subiremos aos céus (comparem muito atentamente com o Texto de Referência desta lição).

2.3. A ressurreição dos mortos e arrebatamento dos vivos

Já nos dias de Paulo, havia muitas questões sobre dúvidas e discordâncias escatológicas. Nossa fé é baseada na ressurreição de Cristo. Logo, se supormos e passarmos a crer que ele não morreu ou não ressurgiu, é vã a nossa fé (I Co 15:17). Cristo é a primícias dos mortos: ou ele inaugurou a ressurreição plena, ou ele não é Deus. Não sendo Deus, tudo o mais seria mentira! Baseados nas revelações e explicações entregues a Paulo, que nos escreveu para nosso ensino, consolação, firmeza e recordações, cremos, pregamos e ‘teimamos’ que os mortos em Cristo ressuscitarão e receberão um novo corpo espiritual glorificado, enquanto que os vivos serão transformados nesse momento (I Co 15:50-58). Glória pois a ele eternamente. Amém!

Como vimos, a escatologia subjetiva, trata do destino do indivíduo. Muitos que entraram na fileira do cristianismo, fizeram-no porque a sua mensagem é seguramente de esperança quanto ao porvir. O fato de a ressurreição de Jesus de Nazaré, com suas testemunhas, e depois acompanhadas de sinais e maravilhas, ser uma confirmação presente da identidade messiânica do Mestre de Nazaré, bem como uma comprovação de que ele ressuscitara. O grande pavor dos tessalonicenses era Jesus voltar para reinar, e os irmãos e parentes mortos não participarem do reino de Deus.

Deixaremos alguns artigos sobre o Arrebatamento, apesar de não participarmos de todas as conclusões dos mesmos. Advertimos a que todos leiam como material de despertamento do raciocínio, sempre atentos pontos estranhos.



3. Escatologia objetiva

O assunto da escatologia objetiva paulina é variado, aqui exporemos apenas alguns tópicos que consideramos principais. Quando tratamos da escatologia objetiva, falamos daquilo que vale para toda a igreja. Mesmo ao comentar acerca de Israel, falamos do ponto de vista eclesiástico abordado por Paulo, é claro.

A Escatologia tem três finalidades: 1)Revelar o destino final da Igreja. 2)Revelar o destino final de Israel. 3)Revelar o destino final dos gentios. Existem, pelo menos, quatro tipos de Escatologia, que são: 1)Escatologia Consistente. 2)Escatologia Idealista. 3)Escatologia Individual. 4)Escatologia Realizada. 
1)Escatologia Consistente: termo nascido com Albert Schweitzer, segundo o qual as ações e a doutrina de Cristo tinham um caráter essencialmente escatológico. Não resta dúvida, pois, de que o Senhor Jesus haja se preocupado em ensinar aos discípulos as doutrinas das últimas coisas. Todavia, sua preocupação básica era a salvação do ser humano. Ele também jamais deixou de se referir à vida prática e sofrida do homem. Seus ensinos, por conseguinte, não foram deformados por qualquer ênfase exagerada. Nele, cada conselho de Deus teve o seu devido lugar.

...Paulo dá a sua resposta em três partes (vv. 1-11, 12-34 e 35-58). Primeiro, ele afirma que tanto a morte quanto a ressurreição de Cristo são objetivas e verificáveis. Ao mesmo tempo, e ainda seguindo a sua defesa apostólica no capítulo 14, Paulo apela tanto para a tradição quanto para o seu próprio ministério apostólico.

      www.monergismo.com/textos/hermeneuticas/herm_carriker.pdf

Concordamos e concluímos igualmente a C. Timóteo Carriker, que nos fala que Paulo entendia que a Redenção do Homem aconteceu dentro de uma estrutura histórica objetiva (apocalíptica).  

3.1. O surgimento do Anticristo  

Os anticristos estão por toda a parte. Nós não vemos nem compreendemos que eles representam a fibra de Satanás em nossa sociedade. Eles aparecem na televisão, ocupam cargos no governo, ensinam em nossas escolas e até ocupam nossos púlpitos nas igrejas. Satanás pode disfarçar-se de anjo de luz, as pessoas vêem essa luz e pensam que ela é boa; pois a luz é boa. Precisamos examinar as escrituras para encontrar as similaridades e diferenças entre Cristo e o Anticristo. Quando conhecermos e compreendermos essas similaridades e diferenças, poderemos prontamente reconhecer o Senhor Jesus Cristo e todos os anticristos.

      http://www.espada.eti.br

Acrescentamos ao entendimento da citação acima, que o pontual surgimento do Anticristo não mudará instantaneamente pessoas, culturas, ideias, crenças, leis nem instituições existentes: tudo vem sendo mudado, deteriorado, maquinado e aviltado, desde a Queda, no Éden! Quando ele surgir, manifestadamente, poderá até efetuar mudanças bruscas, mas a preparações nós a temos visto, sofrido e vivido desde que nascemos.

O mundo, nessa ocasião, será assolado com uma multiplicação da iniquidade sem precedentes, em que os homens não acolherão o amor ã verdade, e sim, o amor ao erro, mentira, e o deleite com a injustiça. Amados irmãos, isso é seriíssimo. Devemos vigiar, pois em nenhum outro tempo na história encontramos isso depois da primeira vinda de nosso Senhor.

3.2. A revelação e Epifania
A PAROUSIA ou SEGUNDA VINDA DE JESUS (O Retorno de Cristo)
Na língua grega, temos três termos técnicos para indicar a vinda de Jesus: Apocalipse, Epifania e Parousia sendo que, destes três, o mais freqüentemente utilizado é Parousia.
Apocalipse: o significado literal dessa palavra é "revelação", como em "a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co 1.7). "Revelação de Jesus Cristo" (Ap 1.1). De acordo com 2 Ts 1.6-7 e 1 Pe 4.13, essa revelação parece ser um tempo de alívio das grandes provações que produzirá alegria e regozijo nos salvos.
Epifania: este termo significa "manifestação". Expressa a vinda de Cristo no fim da tribulação e envolve o julgamento do mundo e do Anticristo. A esperança dos crentes é colocada nessa manifestação, quando esperam a recompensa e sem recebidos por Cristo (1 Tm 6.14; 2 Tm 4.8).
Parousia: é um termo grego que significa "Presença", "Aparecimento", "Advento", "Chegada". É a "vinda" de alguém, a fim de "estar presente". Mt 24.3,27,37,39; 1 Co 15.23, 16.17; 2 Co 7.6-7; 10.10; Fp 1.26; 2.12; 1 Ts 2.19; 3.13; 4.15; 5.23; 2 Ts 2.1,8-9; Tg 5.7-8; 2 Pe 1.16; 3.4,12; 1 Jo 2.28.
A Natureza da Parousia
H. C. Thiessen diz que no Novo Testamento temos o testemunho de Jesus, dos "varões vestidos de branco" e dos apóstolos. Jesus declarou que voltaria pessoalmente (Jo 14.3; 21.20-23), inesperadamente (Mt 24.32-51; 25.1-13; Mc 13.33-36), repentinamente (Mt 24.25-28), na glória de seu Pai e seus anjos (Mt 16.27 19.28; 25.31-46), e triunfantemente (Lc 19.11-27). Os "varões de branco" testificaram quando da ascensão de Cristo de que ele viria em pessoa, corporal e visivelmente, e repentinamente (At 1.11).
O testemunho dos apóstolos é bastante intenso. Citaremos apenas parte dele. Pedro testifica que ele virá em pessoa (At 3.19-21; 2 Pe 3.3,4), e inesperadamente (2 Pe 3.8-10). Paulo testifica que ele virá em pessoa (1 Ts 4.16,17; Fp 3.10,21) e repentinamente (1 Co 15.51,52), em glória e acompanhado pelos anjos (Tt 2.13; 2 Ts 1.7-10). A epístola aos Hebreus testifica que ele virá pessoalmente (9.28) e com presteza (10.37). Tiago testifica que ele virá em pessoa (5.7,8). João testifica que ele virá em pessoa (1 Jo 2.28; 3.2,3), repentinamente (Ap 22.12), e publicamente (Ap 1.7). E Judas cita Enoque para demonstrar que ele virá publicamente (v. 14,15).
Alguns entendem a vinda do Senhor como sendo: a vinda do Espírito Santo no Pentecostes, a conversão da alma, a destruição de Jerusalém, a morte física, a conversão do mundo, a ressurreição de Jesus, etc. Tais posições são errôneas. A vinda de Jesus é literal e inconfundível. Ap 1.7 diz que "todo olho O verá".
O Propósito da Parousia
A vida do crente não teria nenhum significado do ponto de vista de sua esperança, se não fosse a promessa e a espera certa e confiante na vinda de Cristo. Por que este assunto é tão enfatizado? Haveria motivos para a tão grande ênfase que o próprio Senhor dá a este assunto e como os apóstolos o trataram? Atentemos para alguns motivos que destacamos como sendo reveladores desse intenso tratamento:
· Trazer a justiça eterna. Dn 9.24; diferença entre justos e injustos. Ml 3.18;
· Vingar dos que não se importaram de conhecer a Deus. 2 Ts 1.8; Rm 1.21;
· Estabelecer, no sentido mais pleno, o Reino de Deus. 1 Co 15.24-28; Fp 2.10-11.
· Destruir a morte que está sobre todos os homens. Hb 2.14; 1 Co 15.26;
· Dar posse no Reino de Deus a todos os salvos. Mt 25.34.
http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/seminarioescatologia.htm
Pontos principais vistos na revista:
- Ele se revelará publicamente ao mundo na sua vinda (o Anticristo)
- Cristo descerá em majestade e poder, destruindo o poder vigente (2Ts 2.8)
- Seu reino será em verdade, justiça e juízo
- Estabelecerá o seu reino visível.
- Todos os fieis devem manter uma vida imaculada e irrepreensível (l Tm 6.14)
- O Senhor Jesus julgará os vivos e os mortos pela sua manifestação e pelo seu reino
- Todos os prudentes devem esmerar-se no trabalho da exposição da sua Palavra (2Tm 4.1-2).
3.3. Tempos de restauração de Israel
A Conversão de Israel
Depois do rompimento da aliança com o Anticristo, Israel reconhecerá o Jesus, a quem rejeitaram, como o seu esperado Messias (Zc 12.10,11). Então se cumprirá a palavra de Jesus a respeito de sua aceitação por parte dos filhos de Israel (Mt 23.37-39). De Sião virá o libertador (Rm 11.26) Jesus, e .
Com a conversão de Israel (Ez 39.21-29), entendo que os israelitas, juntamente com a igreja, desencadearão um testemunho poderoso e eficaz, empreendendo uma ação missionária, provavelmente nunca havida até aquele tempo.
http://www.monergismo.com/textos/escatologia_reformada/seminarioescatologia.htm
Quais serão os resultados da Restauração de Israel?
A restauração física e espiritual do povo do convênio nos últimos dias não somente cumprirá a promessa e convênio que Deus fez com Abraão como também preparará a terra para a vinda do Messias no milênio. Isaías se utiliza de linguagem comovente em umas das passagens mais belas entre todas as escrituras para descrever a paz e felicidade que prevalecerão durante o reino milenário e de que os redimidos e restaurados desfrutarão. Sua mensagem nos oferece esperança e uma perspectiva mais ampla para aqueles que estiverem empenhados na obra da restauração durante a atual época de tanta inquietação e aflição. Eu fiz uma compilação dos ensinamentos de Isaías referente ao assunto da restauração de Israel que se segue em baixo em um parágrafo contínuo.
https://rsc.byu.edu/pt-pt/archived/sele-o-de-artigos-traduzidos/isa-e-restaura-o-de-israel
Devemos lembrar que Paulo pregava nas sinagogas aos sábados, e seu público era de judeus e gentios piedosos que as frequentavam. Todavia o seu alvo em mira eram os gentios, posto que estes tivessem dificuldades com relação à circuncisão e demais ritos. Como seu trabalho teve grande êxito e mesmo em Roma a presença judaica na igreja era bem inferior, havia sérios questionamentos a respeito do que a eles sucederia, visto que por essa época em Roma, talvez em todo mundo cristão, não tinha mais esperança que todos eles se convertessem. Paulo, melancolicamente, escreve dando-lhes uma série de respostas, mas principalmente que a rejeição deles não era definitiva (Rm 11.1-15).
Todavia, à parte da teologia paulina, entendemos* que na vinda do Senhor, apenas sobreviverão os judeus que de fato estiverem esperando o Messias Jesus.
* Nota D.A.: Entendimento do autor dos comentários da revista, exclusivamente. O que não impede de ser uma conclusão razoável.
Como o assunto é por demais complexo, amplo, detalhado, cativante e que requer conhecimentos históricos e de muitos outros detalhes, deixamos os excelentes trabalhos abaixo para um alicerçamento dos mestres e amantes da palavra de Deus.
Conclusão
A escatologia, em Paulo, gera muitas discussões. Todavia precisamos conhecer mais profundamente o seu pensamento como profeta da igreja. Aguardando, com viva esperança, o retorno de Jesus. Pois, na verdade, nada falta para que Ele volte, senão que Ele isso faça a seu tempo. Aguardemos então, maranata!
Fontes:
Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 12
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentario Biblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
I Timóteo, II Timóteo e Tito – William Hendriksen – Ed. Cultura Cristã
Panorama do Novo Testamento Robert H. Gundry – Ed. Vida Nova
A Bíblia e o Futuro – Anthony Hoekema – Casa Editora Presbiteriana
A Segunda Vinda de Cristo – Billy Graham – Ed. Nova Era
Jerusalém, Um Cálice de Tontear – Dave Hunt – Actual Edições
Sinais da Próxima Vinda de Cristo – Gondon Lindsay – Christ for The Nations, Dallas, Texas, EUA
O Plano Divino Através dos Séculos N. Lawrence - CPAD
Internet
Em Espanhol
Comentario a La Primera Epistola a Timoteo – Juan Calvino
Comentario NT Bob Utley – East Texas Baptist University

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