segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

EBD Editora Betel - O Estilo de Liderança do Apóstolo Paulo


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O Estilo de Liderança do Apóstolo Paulo

Lição 10 - 09 de Dezembro de 2012
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Texto Áureo

“E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério”. I Tm 1:12

A experiência que Paulo tem da salvação



Prossegue o apóstolo indiretamente a encorajar Timóteo a uma apreciação elevada, todavia humilde, de sua vocação, e a devotar-se ininterruptamente a ela. Isto ele faz por meio de uma doxologia típica e parentética, a Cristo e a Deus, pela maravilhosa experiência que ele próprio tem da misericórdia divina, e por haver sido designado por Cristo para a mordomia desse evangelho (note-se também o vers. 11), a que ele primeiro devia sua salvação. Por experiência sabem os crentes que à confiança em Cristo e ao serem por Ele intimamente fortalecidos se segue, como complemento, serem eles alvo da confiança do Senhor que lhes dá para realizar um determinado ministério (12). A palavra ministério (gr. diakonia, sem o artigo definido) é potencialmente de sentido muito geral, embora Paulo muitas vezes empregue o termo (e "ministro", gr. diakonos) como nenhum escritor do segundo século o teria feito, para referir o seu ofício de apóstolo (cfr. Rm 11.13; 2Co 3.6; 2Co 5.18; 2Co 6.3).


Comentário Bíblico I Timóteo – John W. Scott - http://bibliotecabiblica.blogspot.com




Verdade Aplicada

A grandeza de toda e qualquer liderança consiste em reconhecer-se pequeno e dependente de Deus.


Objetivos da Lição


Mostrar como Paulo se ajustou a uma liderança cristocêntrica, bem diferente da que aprendera antes de sua conversão;

Apresentar a importância da comunicação, pois liderar é comunicar com eficiência;

Indicar o meio de perpetuar o seu próprio trabalho enquanto amplia o reino de Deus, descobrindo talentos.


Textos de Referência


I Tm 1:13 - A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.

I Tm 1:14 - E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo.

I Tm 1:15 - Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.

I Tm 1:16 - Mas por isso alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal, Jesus Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele para a vida eterna.




Introdução


A liderança exercida pelo Apóstolo Paulo tem a influência direta de Jesus Cristo. Sua comunicação tem carisma, coragem e comprometimento. E busca em seus liderados desenvolver seus talentos mais preciosos.




1. Liderança nos moldes de Cristo


Imagine você, quando pela primeira vez, Paulo, ainda não convertido, teve algum contato com o nome Jesus, como um líder religioso da Galileia. Qualquer um que tenha falado com ele, provavelmente lhe passou uma horrível impressão acerca de Jesus e alimentou ódio em seu coração. E interessante como se pode odiar uma pessoa que mal se conhece, apenas porque se falou mal dela, e somando com as noções preconcebidas, tanto mais esse ódio é alimentado. Todavia, após o seu encontro com aquela Luz falante no caminho de Damasco, Paulo passou a amá-lo, e tomou para si o exemplo de liderança de seu Mestre todos os dias de sua vida.


Moldes e modelos de lideranças=


Freqüentemente a liderança é definida como uma forma de dominação, ou controle, baseada no prestígio e aceito pelo dirigido. Mas, com a evolução das teorias que estudam a liderança, levando-se em consideração as situações, a figura do líder, e mesmo as relações entre líder e liderados, este conceito vem mudando e liderança passa a ser não apenas dominação ou controle, mas um papel assumido, conscientemente ou não, pela pessoa do líder.

A liderança pode funcionar de duas formas: ela pode ser uma autoridade delegada, quando o líder é aquele que possui um cargo de liderança, mas não necessariamente lidera, ou influencia, sua equipe; ou a liderança pode ser uma autoridade natural, quando o líder é aquele que consegue influenciar ou direcionar a equipe sem, necessariamente, possuir um cargo de liderança.

A teoria que define os tipos de liderança de acordo com a personalidade e características do líder é chamada de Teoria dos Traços e foi a primeira a ser desenvolvida a esse respeito. Segundo ela existem os seguintes tipos de líder: o “líder executivo”, o “líder coercitivo”, o “líder distributivo”, o “líder educativo” e o “líder inspirador”. Mas, esta teoria se baseia no pressuposto de que a liderança é uma característica nata do líder. Ela não considera os aspectos referentes às diversas situações enfrentadas pelo líder e sua equipe, quando os variados tipos de liderança podem se suceder (o líder coercitivo, é sempre coercitivo, nunca será educativo, etc.).


http://www.sosjuventude.com.br

1.1. Servir aos outros


Serviço na Igreja local e nas comunidades=


O modelo missionário deixado por Cristo nos permite afirmar que Evangelização e ação social são inseparáveis. A princípio, pode parecer um equívoco ou exagero, mas seria anomalia separar as duas ações. Missão integral na igreja local é mobilizá-la. Implica em inflamar a alma da membresia para praticar o anúncio da mensagem salvadora de Jesus, ao passo em que se pratica a ação social. A ação social é ampla e não deve ser pensada apenas como intervenções efetivas em favor dos pobres ou em períodos de trocas políticas. O mandato social dado por Deus aos homens,  em particular ao seu povo, é missão da igreja, que deve abraçar áreas como ecologia, leis justas, liberdades individuais e etc. Nos projetos eclesiásticos e “visões”(tão em moda), devemos estar cientes que, ao viver “de passagem” no mundo, a membresia da igreja, de acordo com a sua vocação, trás em si o bom aroma de Cristo (II Co 2.15) e odoriza o mundo com este suave cheiro. Nas ações sociais, a igreja de Jesus deve ser muito desejável, atraindo os povos para si e sua mensagem.


Qual é seu serviço na obra de Deus? Qual é a sua atividade? Às vezes, temos rebanhos cheios de ovelhinhas gordas, equipadas com a palavra, mas sem nenhuma atividade. Os ministros têm uma atividade que lhes é dada pelo Senhor Jesus Cristo para te equipar, para que você faça o que o Senhor tem desenhado em seu plano, e que te é singular.

Irmão, o fim é que você sirva na igreja, na obra do ministério e na edificação do corpo de Cristo. Se não o está fazendo, rogue ao Senhor. 'Senhor, nos mostre a sua graça, abre os nossos olhos. Como posso te servir melhor, como posso te ser útil?... Não quero estar perdendo todos estes anos em mim mesmo'.


http://www.aguasvivas.ws/revista/46/05.htm


1.2. Inspirar aos outros


O que é inspiração=


O Que é a Inspiração? Eu não sei o que é a inspiração. Mas também a verdade é que às vezes nós usamos conceitos que nunca paramos a examinar. Vamos lá a ver: imaginemos que eu estou a pensar determinado tema e vou andando, no desenvolvimento do raciocínio sobre esse tema, até chegar a uma certa conclusão. Isto pode ser descrito, posso descrever os diversos passos desse trajecto, mas também pode acontecer que a razão, em certos momentos, avance por saltos; ela pode, sem deixar de ser razão, avançar tão rapidamente que eu não me aperceba disso, ou só me aperceba quando ela tiver chegado ao ponto a que, em circunstâncias diferentes, só chegaria depois de ter passado por todas essas fases.

Talvez, no fundo, isso seja inspiração, porque há algo que aparece subitamente; talvez isso possa chamar-se também intuição, qualquer coisa que não passa pelos pontos de apoio, que saltou de uma margem do rio para a outra, sem passar pelas pedrinhas que estão no meio e que ligam uma à outra. Que uma coisa a que nós chamamos razão funcione desta maneira ou daquela, que funcione com mais velocidade ou que funcione de forma mais lenta e que eu posso acompanhar o próprio processo, não deixa de ser um processo mental a que chamamos razão. 


José Saramago, in "Diálogos com José Saramago"


Estimular as pessoas: o líder precisa gerar energia nas pessoas. Deve querer pessoas que chegam de manhã com um sorriso no rosto, que sejam otimistas e estejam prontas para fazer as tarefas do dia, do mês ou do ano. O líder cujas visões se concretizam constrói e sustenta o momento. Ele insere a visão na realidade, focando realizações em curto prazo – as metas que geram adrenalina e que se concretizam;






Liderança por inspiração. A liderança cristã baseia-se em modelos, exemplos e normas. Não se estimula, corrige nem se ensina eficazmente firmados em imposições. Paulo sempre se esforçou  como exemplo para ser copiado, avaliado e propagado (I Co 11:1, 2 Ts 3:9).


1.3. Crer no melhor que há nos outros


Otimismo X Realismo=


Otimismo é a disposição para encarar as coisas pelo seu lado positivo e esperar sempre por um desfecho favorável, mesmo em situações muito difíceis.


pt.wikipedia.org


Olhando por certo prisma observo que o otimista é um grande sonhador, um utópico. É uma pessoa que acredita que o mundo pode ser melhor; acredita nos sonhos. Acredita que todas as pessoas são boas e estão sempre disponíveis, que são solidarias etc. Os otimistas são aqueles que vivem uma realidade onde o importante são os ideais. O otimista em muitas situações exerce liderança, pois são motivadores para a construção de uma sociedade melhor. O que seria do mundo se não houvesse pessoas otimistas? Certamente, estaríamos mais pobres e o mundo seria mais frio e melancólico e sem impulso para ser melhor. Não haveria as organizações não governamentais para defender a natureza, a vida, os excluídos, etc. Não haveria os grandes projetos científicos. Enfim, não haveria tantas entidades trabalhando como colaboradores do Estado, muitas vezes ocupando funções que não compete a ela, mas por acreditar num mundo melhor acabam desempenhando tais papeis

Muitas vezes a pessoa realista é confundida com a pessimista, pesando sobre ela a indiferença, o preconceito, devido incumbir a ele a critica, a imparcialidade e a contestação. É comum o realista receber o estigma de ser uma pessoa fria e sem sentimentos ou mesmo alguém invejoso, devido difícil tarefa controlar a euforia do otimista desfazendo muitos sonhos por ter o pé mais no chão do que nas alturas.

O que levam as pessoas serem realista? Certamente, são as frustrações, os embates, as experiências repetidas, etc.

Um dos medos do Ser humano é o de ser realista, pois, todos de certa forma somos sonhadores e ser realista é viver este embate entre o possível e o ideal. Ser realista é ser verdadeiro consigo mesmo, isto em determinados momentos angustia, é frustrante, pois é ver a realidade como é: crua e nua.  

Enfim ha também o pessimista.  O que levam as pessoas serem pessimista é este confronto com a realidade. O realista ainda que seja pé no chão, permite acreditar que o melhor é possível, já o pessimista, pelo contrario, é uma corrente de negatividade. Fecha-se para as possibilidades e assim, se destrói interiormente como também procura destruir os outros.




Dar exemplo pessoal e crer no melhor que há nos outros. Ser desqualificado em alguns ou vários aspectos, não impossibilita a liderança. Jesus escolheu e conquistou Paulo e Pedro (em princípio não queriam). Barnabé é o mais destacado sobre dar oportunidades, crédito e apresentar pessoas “prontas para o trabalho”. Também é um líder-exemplo.


Atentos ao que acima foi dito, percebemos que a liderança paulina repousa sobre o exemplo de Jesus Cristo. Logo ela não comporta certas expressões e posturas tão correntes em nossos dias, corno por exemplo: “Olhem para Jesus e não para mim porque eu falho”. Por mais humilde que pareça, tal expressão não reflete o padrão de Jesus, Paulo e Pedro que se possuem como exemplo (IPe 5.2-3). Outra falácia nem sempre abertamente dita é: “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”. Tal comportamento não só soa como mau exemplo, mas também como despótico. Talvez a pior de todas, que gera desconfiança entre o rebanho de Cristo é: "maldito o homem que confia no homem”. Trata-se de um erro grosseiro de interpretação de Jr 17.5 que na verdade censura autoconfiança exacerbada.




2. Liderança e comunicação paulina


Liderar em qualquer estilo é comunicar, mas o estilo paulino nos moldes de Jesus Cristo leva essa comunicação com algumas considerações preliminares. Como Paulo liderava então? Vejamos alguns pontos principais.


2.1. Carisma


Maturidade Emocional

Para isso, é necessário exercitar o equilíbrio emocional. Manter o tom educado (não gritar), evitar fofocas e comentários maldosos, controlar explosões de raiva, e cultivar um ambiente emocionalmente harmonioso com todos à volta já é um grande passo para desenvolver essa maturidade.


Prestatividade
Uma pessoa carismática é geralmente vista como uma pessoa prestativa. Compartilhar o conhecimento, oferecer colaboração/parceria e ter simplicidade são características muito inerentes ao perfil carismático.


Inspiração a outras pessoas

Geralmente o profissional carismático acaba se tornando um exemplo para os outros ao seu redor. Isso se deve ao seu grande entusiasmo, energia, aperto de mão firme e à transmissão de sinceridade ao falar. São fatores que fazem dele um ser visto com respeito e admiração pelos outros.


http://www.minhacarreira.com/2010/03/11/e-possivel-desenvolver-o-carisma


Os carismas são dados por Deus




Em Efésios 4.1 o apóstolo Paulo destaca um princípio fundamental para a vida e missão da Igreja, ou seja, que a “*graça foi concedida a cada um*” (4.1). A palavra graça vem do grego cháris que significa dom supremo ou favor supremo, sendo o fundamento da vida cristã. Ela testifica a presença do Espírito na vida dos cristãos e nas atividades da Igreja. Alguns textos bíblicos falam da graça - Sl 63; Ef 2.1-10; 4.7; Rm 12.6, etc. Sem a Graça de Deus os dons e os ministérios não têm sentido algum.

Por causa deste dom supremo Deus concedeu dons aos membros do Corpo de Cristo. A palavra grega traduzida para dons é charísmata, que significa dons espirituais ou graças espirituais (Rm 5.16 e 11.29). Indica uma função, ordinária ou extraordinária destinada à edificação e ao testemunho do Corpo de Cristo. Os dons subentendem serviço prestado para a Igreja e para a comunidade, pois são atributos especiais dados a cada membro do Corpo, segundo a graça de Deus. A palavra dons aparece 17 vezes no Novo Testamento. Em seis delas o sentido é de dom gratuito. Nas outras vezes o sentido é de dons recebidos para a edificação da Igreja (Rm 12.6; I Co 1.7; 7.7; 12.4; 12.9; 12.2; 12.30; 12.31; I Tm 4.14 e I Pe 4.10).

Portanto, carisma significa o dom através do qual o Espírito Santo age na vida do cristão e da Igreja à medida em que o cristão se oferece a Deus em resposta ao Seu amor. O carisma se evidencia de forma comunitária e não individualizada, pois ele se expressa por meio da dedicação da pessoa ao serviço de Deus e por meio da Sua Graça.


O Carisma dos Ministérios dados à Igreja - Josué Adam Lazier  - http://www.metodista.br


Paulo foi um pregador de muito boa comunicação, tendo sido confundido o deus Mercúrio, que era o mensageiro dos gregos e da eloqüência (At 14:12). “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes; mas a presença pessoal dele é fraca, e a palavra desprezível” (2 Co 10:10).




2.2. Coragem


“Coragem” é uma daquelas palavras que ouvimos com frequência em nossas vidas. Ela está associada a força, poder e ousadia. Mas o que é coragem? Como você definiria a coragem?

Coragem significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Originalmente, surgiu do latim “cor”, que significa “coração”, e a definição original da palavra era “contar a história de quem você é com o coração”.

Essa é uma maneira de vê-la. Coragem significa ser quem você é. Expressar-se por completo apesar do que as outras pessoas podem pensar a seu respeito. Significa não recuar quando as pessoas dizem que você tem que mudar quem você é.

“Coragem é estar morrendo de medo… e seguir em frente mesmo assim.” John Wayne

Não ouvir os conselhos de pessoas próximas a você quando esses conselhos o distanciam de quem você é e de seus objetivos e sonhos requer coragem.

Coragem significa defender aquilo em que você acredita. Significa que sempre que você se deparar com o caminho “dos que dizem ‘não’” e dos céticos, você conseguirá ignorá-lo e seguir adiante.

Significa que sempre que houver um debate ou sua crença estiver sendo discutida, você não vai permanecer calado. Você vai lutar por aquilo em que acredita, aquilo por que espera e aquilo em que você acredita vai fazer do mundo um lugar melhor.

“Acima de tudo, precisamos perceber que não existe arsenal ou arma nos arsenais do mundo que seja tão formidável quanto a vontade e a coragem moral de homens e mulheres livres. Essa é uma arma que nossos adversários no mundo de hoje não possuem.” Ronald Reagan

Coragem significa ir atrás de seus sonhos quando as outras pessoas dizem que você não conseguirá. Significa expressar suas crenças políticas quando o mundo ao seu redor simplesmente não vê. Significa lutar pela sua liberdade quando os governos tentam reclamá-la e tirá-la de você.


http://www.excellencestudio.com.br/autoconfianca/o-que-e-coragem.htm/


Por não cultivarmos os exemplos e não termos registros ostensivos deles, temos que buscar casos de outros países.

Um bom para começar é o do almirante Thomas Conolly da marinha dos EUA. Aviador naval conceituado, de carreira tida como brilhante, foi nomeado vice-CNO em 1966. O secretário de defesa era Robert McNamara e pressionava pelo desenvolvimento do F-111 para a USAF e para a US Navy, que via problemas nisto, mas não se manifestava em público.

Quando o senado convocou para audiência o Secretário da Marinha, Paul Ignatius, o alte Connolly compôs a equipe. Presidia a audiência o senador John Stennis que, cansado da versão oficial do secretário Ignatius, perguntou diretamente ao almirante Connolly, após enaltecer seu conhecimento técnico, qual era sua opinião pessoal. Resposta do almirante: “Não há fé suficiente na cristandade que ajeite este avião”.

O alte. Connolly “deu adeus à quarta estrela” e se dedicou ao projeto do F-14, que foi chamado de TOMCAT em sua homenagem.


http://www.naval.com.br/blog/2009/09/25/coragem-moral


Paulo era equilibrado em relação aos seus temores, audácia, coragem, fraquezas e ânimo. Conduzia-se liderando debaixo da graça divina. A humildade de um líder não impede que o mesmo exponha o seu pensamento.




2.3. Comprometimento


Um verdadeiro líder cristão é um homem de palavra, que cumpre suas promessas, não se envaidece e não balanceia entre dois pensamentos nem tem “duas caras”. Prefere ter prejuízos e danos, a comprometer seu caráter. Se faltar em suas palavras ou promessas, vai à público se explicar e faz de tudo para reparar os danos. Paulo não permitia ou tolerava que seus liderados ou obreiros fossem de “língua dobre” (I Tm 3:8). Algumas vezes vemos algo sobre suas falhas pessoais em suas cartas (Rm 1:13, 15:22 e 23, I Ts 2:17).

Paulo foi obreiro que tinha, em mira, um alvo no qual resumia toda a sua vida, ser bem sucedido para ele consistia em não perder o foco de seu objetivo, que era exclusivamente agradar a Cristo (Fp 3.8.14). Todo líder que tem uma visão clara, para onde vai, os outros se sentem inspirados a segui-lo. Aí a clareza da comunicação daquilo que se pretende se toma algo fundamental em relação ao grupo que se propõe influenciar. Deixemos a ingenuidade de que liderar é estar de bem com todos. A política celestial reprova isso, essa postura não reflete um líder totalmente entregue nas mãos de Cristo, e sim, um político mundano muito mal feito. Acima de tudo, um líder espiritual é um homem de fé cujo destino repousa nas mãos de Deus. Isso parece ser idealista, platônico, mas não é, trata-se de um realismo espiritual que se escaparmos dele, tudo mais diante de Deus será palha, madeira e feno, não suportarei o seu fogo.





3. Liderança que desenvolve talentos


Uma das qualidades de Paulo, em seu ministério evangélico, era de ter olhos abertos para identificar líderes e possibilitar desenvolvê-los. Naquele momento, em que a fé cristã ainda emergia, era difícil arranjar candidatos ao ministério, pelos motivos que veremos mais adiante. Contudo Paulo não facilitava as coisas, mas estimulava seus ouvintes (I Tm 3:1).

O primeiro cuidado de Paulo aqui é estimular uma consideração adequada à tarefa de supervisão ou episcopado (gr. episkope), e o reconhecimento correspondente de que os que vão desempenhá-la devem ser homens de conduta ilibada. Bispo (gr. episkopos) e "ancião" (gr. presbyteros) eram, nos tempos do Novo Testamento, termos sinônimos de um só ofício (ver Tt 1.5-7; At 20.17-28); o primeiro indica função ou dever; o segundo dignidade ou condição.
Comentário Bíblico I Timóteo – John W. Scott - http://bibliotecabiblica.blogspot.com

Desenvolvendo talentos e habilidades

O QUE SÃO HABILIDADES?

Para desenvolver habilidades é preciso, antes de tudo, reconhecê-las. E esse é um exercício para o qual não fomos treinados. Toda nossa formação tem foco em deficiências. Na escola sempre reforçaram as matérias nas quais não nos saíamos bem. Há toda uma estrutura de aulas extras, reforços, recuperação, segunda época ou até mesmo reprovação com base em nossas deficiências.

"Toda nossa formação tem
foco em nossas deficiências."

Nossos pais tinham uma comunicação mais voltada para o que não deveríamos fazer do que para o que deveríamos. Nós sabíamos que não deveríamos reprovar na escola, que não deveríamos colocar os cotovelos na mesa ou comer com as mãos. A grande maioria das mensagens recebidas na infância estavam voltadas para as proibições. Assim que fomos condicionados por nossas limitações e deficiências.
O que há de perverso nesse sistema é que poucas pessoas sabem reconhecer seus talentos, suas habilidades. O que você faz melhor que todo mundo? Faz sem esforço? Adora fazer? E como utilizar profissionalmente essa habilidade? Essas são perguntas difíceis para quem foi treinado para pensar apenas no que não sabe e não deve fazer.

        http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/planejamento/010802-curso_habilidades_dulce.shtm


3.1. Dificuldades em achar interessados no ministério

Desânimo nas tropas

            Antes de clamarmos para Deus enviar obreiros ou mesmo treiná-los ou dar-lhes algum suporte, tratemos de criar uma cultura, especialmente entre os infanto-juvenis, de valorização pelo próprio “chão”. Se um jovem não tiver amor à sua pátria, seu bairro, família e igreja, como ele desejará ser um candidato ao ministério? Como tem acontecido em corporações seculares, eles irão cada vez mais ficar (talvez) um pouco e pedir para sair. Veja os artigos abaixo:

O desmoronamento das forças armadas americanas no Vietnã deve-se à desmoralização das tropas, que não sabiam mais nem por que nem por quem combatiam, refugiando-se na droga ou no desânimo. A questão foi parcialmente remediada com a possibilidade de renúncia ao recrutamento e ao serviço militar obrigatório, que largava, nos territórios de combate soldados excessivamente vulneráveis de um ponto de vista psicológico, muito próximos a uma população civil com reações imprevisíveis. Mas a resolução do problema é parcial, e é este mesmo fenômeno que ameaça hoje a presença dos militares americanos no Iraque.


        http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3357/2613

Bispo das Forças Armadas diz que há "um desânimo instalado" em Portugal


3.2. Olhos e ouvidos abertos para identificar líderes

Descobridores de talentos

É preciso atenção demorada e equilibrada para  identificar líderes que venham prosseguir(ao menos que desejem isso) na obra. Paulo carregava consigo (treinava-os de perto) aqueles que demonstravam habilidades, qualidades, espírito de luta/trabalho, firmeza no Evangelho e amor às almas. Nem sempre é ideal observar sem atitudes. Após a prévia detecção, deve-se começar a encarregar com “tarefas-testes”sutis e não declaradas (para ver o sentimento e atitudes naturais), como também não se deve pagar os que são cheios de formações ou com um histórico admirável e dar-lhe grandes comandos: deve-se sempre avaliar o procedimento pessoal, mesmo que se ouça grandemente sobre a fama ou serviços anteriores.

Descobridor de talentos (José Olympio)

3.3. Coração aberto para dar oportunidades

Distribuindo tarefas ou dividindo o “bolo”?

            Muitas lideranças não apenas não distribuem as tarefas, reduzindo as dificuldades e sobrecargas individuais, como encaram as tarefas como fatias de um bolo: quando mais se dividir, menos se comerá. Sendo que este ‘comer’, é no sentido de tratar as almas como mera fonte de sustento (em muitos casos sustentam uma vida de luxo e ostentações), de domínio, poder pessoal e de ‘créditos’ no Céu! Todo aquele que empreender alguma liderança, especialmente de vidas, deve ao assumir, começar a caçar talentos e treiná-los. Isso mesmo: encontrar, convencer, adestrar e treinar e colocar em experiência seus substitutos emergenciais e sucessórios. A obra é de Deus. Se os de fora preparam seus sucessores, como o povo de Deus pode negligenciar tal tarefa?

Atualmente vivemos uma crise de integridade que dificulta a apresentação de obreiros e obreiras em muitos setores da igreja. Por esse motivo, muitos ignoram certas exigências facilitando o acesso e gerando problemas futuros com isso. O próprio Paulo recomendou a Timóteo, “não imponhas as mãos precipitadamente, nem participes dos pecados alheios, conserva-te a ti mesmo puro” (I Tm 5.22). A pressão de ter uma grande igreja composta por vários obreiros sem qualidade cristã existe é real e tentadora. Não se deve estreitar o caminho, pois ele por si mesmo já é estreito, e nem. se deve facilitar o palmilhar ministerial além do bom senso bíblico, para que não aconteça de acabar envolvido em pecados alheios.


Conclusão

Não se deve pensar que os tempos de Paulo eram melhores que os de hoje, e jamais desejar que aquele tempo retome. Pois, afinal, nada mudaria. Mas podemos nos valer de todo o acervo histórico de experiência cristã em termos de liderança, e resgatarmos os princípios que nortearam o trabalho de Paulo como servo líder. Duas coisas foram profundamente marcantes na carreira ministerial do Apóstolo dos gentios: o desejo de agradar a Cristo e a sua longanimidade admirável.


Fontes:

Língua Portuguesa

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 10
Comentário Bíblico I Timóteo – John W. Scott
O Carisma dos Ministérios dados à Igreja Josué Adam Lazier
Comentario Biblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
I Timóteo, II Timóteo e Tito – William Hendriksen – Ed. Cultura Cristã
Panorama do Novo Testamento Robert H. Gundry – Ed. Vida Nova

Em Espanhol

Comentario a La Primera Epistola a Timoteo – Juan Calvino
Comentario NT Bob Utley – East Texas Baptist University

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