segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

EBD Editora Betel - O retorno ao primeiro amor



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 06 de Janeiro de 2013
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Texto Áureo

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. Ap 2.5

A palavra de arrependimento e advertência começa: Lembra-te! Também em Is 43.26; 44.21; 46.8,9 ela se encontra em estreita ligação com apelos ao arrependimento. Não se trata de um retrospecto saudoso. Quem reconhece que em sua vida a linha da bênção se parte, que o fio espiritual se rompe e que o avanço genuíno pára deve lembrar-se das iniciativas de Deus e tomar uma nova decisão a favor delas. O passado precisa tornar-se novamente um presente vivo. Não basta saber que é preciso arrepender-se. Pelo contrário, cabe perguntar para onde precisamos retornar. Para o ponto do qual nos desviamos! É por isso que o arrependimento frutífero sempre consiste em “lembrar-se”. Retornar para um lugar qualquer nos levaria tão somente a novos descaminhos.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Verdade Aplicada

O amor era um assunto mui­to importante para a igreja primitiva. Sua ausência era encarada como decadência na vida cristã.

Objetivos da Lição

Relembrar as primeiras obras como motivação para uma vida renovada;
Mostrar que a doutrina e o zelo pela ortodoxia não po­derão substituir o amor de Cristo;
Ensinar como o cristão pode voltar ao primeiro amor.

Textos de Referência

Ap 2:1 - Escreve ao anjo da igre­ja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro:
Ap 2:2 - Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos;
Ap 2:3 - e sofreste e tens paci­ência; e trabalhaste pelo meu nome e não te cansaste.
Ap 2:4 - Tenho, porém, contra ti que deixaste a tua primeira caridade.


Introdução

Nesta lição estudare­mos sobre a necessidade de voltarmos ao primeiro amor. Tal retorno signifi­ca voltar ao amor original, com as primeiras práticas cristãs. Vamos estudar a mensagem de João a uma das sete igrejas da Ásia. Saber como eles perde­ram o seu primeiro amor, e descobrir que, apesar de toda a sua frieza espiritual, era possível eles retor­narem ao inicio de tudo.

Vejam outro estudo nosso sobre as cartas em: As Sete Igrejas da Ásia

1. A mensagem à Igreja de Éfeso

1. Lembra-te, pois, de onde caíste:
a. Não foi a comida dos porcos que levou o filho pródigo ao
arrependimento; foi a lembrança da casa do pai.
b. Para os efésios se arrependerem, teriam que lembrar da
comunhão com Deus que deixaram para trás.
c. Para permanecer fiéis, a presença de Deus precisa ser a
coisa mais preciosa na nossa vida.
d. Uma vez que caímos, é necessário desenvolver novamente o
amor para com ele.

2. Arrepende-te:
a. O arrependimento é a mudança de atitude.
b. Quando decidimos deixar o pecado e fazer a vontade de Deus,
nós nos arrependemos.
c. O pecador precisa se arrepender antes de ser batizado (Atos
2:38).
d. O cristão que tropeça precisa se arrepender e pedir perdão
pelos seus pecados (Atos 8:22).
e. Aqui, uma igreja cujo amor esfriou-se precisa se arrepender.

3. Volta à prática das primeiras obras:
a. A mudança de atitude (o arrependimento) produzirá frutos
(Mateus 3:8).
b. Pelas obras, a pessoa arrependida mostrará a sinceridade da
sua decisão.
c. A igreja em Éfeso precisava voltar à prática do amor.
• Se a igreja não se arrependesse, Jesus removeria o seu
candeeiro.
• Eles não permaneceriam na abençoada comunhão com o Senhor.

http://ibecswiss.org/estudos_biblicos/serie_as_sete_igrejas_do_apocalipse/volta_ao_primeiro_amor.pdf

Antes, falemos um pouco sobre os efésios. Éfeso era uma cidade de Lidia, na Costa Oriental da Ásia Menor, na metade do caminho entre Mileto ao sul e Esmirna ao norte. Éfeso estava situada no cruzamento dos caminhos comerciais naturais, sobre a via principal que ia de Roma ao Oriente. Possuía o célebre templo de Artemisa (Diana), que representava uma deusa-mãe (n. trad.: da fertilidade) cujo dorso estava totalmente coberto de pelos. Dizia-se que uma imagem (estátua) dela havia descido do Céu, ou que havia sido feita de madeira ou ébano que havia caído das nuvens. Era adorada em toda a Ásia. Seu templo era construído de mármore selecionado.

Estudio sobre la iglesia en efeso - Sergio, Millie y Abdiel Esteves - Puerto Rico (tradução livre D.A.)

A cidade de Éfeso era a capi­tal da província da Ásia (Ap 1.4). Uma cidade de beleza única, e a quarta maior cidade do império romano. Nesta metrópole agitada estava construído o templo da deusa Diana (At 19.23-27), consi­derado por muitos como uma das sete maravilhas do mundo anti­go. O procônsul precisava desem­barcar ali quando iniciava o seu ofício de governador da Ásia. Por Éfeso, passava a estrada principal para Roma, lugar que, segundo os historiadores, prisioneiros cristãos eram transportados para serem lançados às feras como alimento. Inácio chamou aquele lugar de a rota dos mártires.
De acordo com Eusébio (Hist. Ecl. 3.36,2), Inácio foi o terceiro bispo de Antioquia da Síria. Teria sido martirizado em Roma, durante o reinado de Trajano. Tendo sido levado a Roma onde foi martirizado.

1.1. O destino e o autor da mensagem

Assim diz o Senhor Jesus: "Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência... Trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste... Tenho porém contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te de onde caíste e arrepende-te." (Apocalipse 2.2-5). Aqueles irmãos tiveram um início glorioso em sua experiência com Deus. A epístola de Paulo aos Efésios nos dá a entender que aquela igreja não era problemática, como a de Corinto por exemplo. Os efésios eram espirituais, entusiasmados e abençoados no princípio.
Contudo, o tempo passou e algo mudou. Aparentemente, tudo estava como antes: as obras continuavam a todo vapor. A igreja de Éfeso era muito ativa e trabalhadora. Entretanto, a essência estava comprometida. Havia muito trabalho e pouco amor; muita atividade humana e pouca unção do Espírito.
Veio então a palavra do Senhor com o objetivo de avivar a sua igreja. E o que é avivamento? É renovação. É reanimar. É dar vida. Avivamento não é sinônimo de barulho, música agitada, palmas e gritos. Tudo isso pode, eventualmente, ocorrer em nossos cultos, mas o avivamento legítimo é o resgate de valores espirituais outrora abandonados.

Carta à Igreja de Éfeso - Prof. Anísio Renato de Andrade

Na revista lemos: “...que a mensagem conti­da tem como destinatário a igreja de Cristo em todos os tempos...” Somos aquilo que o nosso título apresenta? As igrejas são muito criativas na definição de suas denominações (os ‘nomes’, propriamente). Somos, de fato, tudo o que nosso ‘cartaz’ diz? Só em nos chamarmos “cristãos” já é motivo suficiente para nos preocuparmos com o nosso modo de vida. Muitas lideranças praticam ou permitem (a título de “joio que Jesus irá colher”):

- Aparência religiosa, com profecias várias: da carne, de origem maligna ou inventadas (Ap 2.20)
- Doutrinas várias, estranhas, de demônios ou carnais (Ap 2.14 e 15)
- Sacrifícios no altar da idolatria humana e do Culto ao Culto (Ap 2.14 e 20)

Suas propostas aparentemente boas escondem suas verdadeiros intenções: a ganância financeira (Balaão - Jd.11), a idolatria e a corrupção sexual (Jezabel - Ap.2.20). Para enganar o povo, dizem até mesmo que “O Senhor mandou”. E nós, ‘membros-leigos’, como estamos?

Erros e acertos

As cartas mostram um tipo de balanço da vida das igrejas. Depois de um exame profundo, o Senhor mostra o resultado de sua avaliação. Ele valoriza os acertos (2.2, 6, 9, 13, 19; 3.4, 8, 10) e repreende pelos erros (2.4, 14, 15, 20; 3.2, 15). Os acertos do passado são inutilizados pelos erros do presente (2.3-4). Entretanto, o Senhor declara seu amor pelas igrejas (3.19), em virtude do qual ainda está aberta a oportunidade para o arrependimento (2.5, 16, 21; 3.3, 19). Em Ap.3.9, Jesus diz à igreja de Filadélfia: “Eu te amo”. (Obs.: No Velho Testamento, Deus fez a mesma declaração à nação de Israel em Is.43.4).

Castigo e Galardão

O Senhor exorta cada igreja no sentido do arrependimento, da vigilância e da fidelidade. Tais cartas são avisos enfáticos, pois o juízo se aproxima. O verbo “vir” está em destaque, relacionado à segunda vinda de Cristo (2.5,16,25; 3.3,11). Sua vinda trará castigo (2.5,16,22,23; 3.3,16) e galardão. Ele vem buscar a sua igreja. Naquele dia, será feita a última avaliação dos que se dizem povo de Deus. Os falsos serão arrancados como o joio do meio do trigo. Os verdadeiros, os vencedores, receberão valiosas recompensas, conforme a promessa que encerra cada carta (2.7, 11, 17, 26; 3.5, 12, 21). O prêmio dos vencedores tem, quase sempre, uma ênfase espiritual, celestial e eterna. É a tônica do evangelho que, embora nos traga bênçãos terrenas, não está focalizado no imediatismo nem no materialismo.
Outro destaque fica por conta do verbo “ouvir” (2.7, 11, 17, 29; 3.3, 6, 13, 20, 22). Além de fazer, dizer e ser, precisamos ouvir a palavra do Senhor, pois ela indica o remédio para todos os males que afetam nossas vidas.
As cartas às sete igrejas da Ásia chegaram também a nós, não por acaso, mas pelo propósito eterno de Deus, o qual sabia que, em todos os tempos, ocorreriam heresias e pecados, mas haveria também um povo disposto a honrar o nome de Jesus.
“Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Cartas às Sete Igrejas da Ásia - Anísio Renato de Andrade (scribd.com)

Como afirma Michael Wilcock: “...Se a opinião tradicional acerca da autoria do livro é correta, tendo sido de fato escrito por João, este estaria pelos oitenta anos de idade quando teve a visão em Patmos. Não há nada, no contexto, contra esta posição”(“A Mensagem de Apocalipse”, ABU Editora), é um consenso geral afirmar ser João o autor.

1.2. O caráter da Carta aos Efésios

Alertamos ao fato de que não era “Carta aos Efésios”(como diz o título acima), mas carta ao Anjo da Igreja em Éfeso! A cidade era a mesma, mas o propósito e sentido do texto, conteúdo, data, circunstâncias e escritor (Cristo) é totalmente diferente do que nos é lembrado por tal título (revista). O que relatava esta carta?

- Estado espiritual, com louvor e repreensão
- Relato dos problemas existentes
- Despertamento sobre as promessas de Deus para aos fiéis
- Elogios sobre se manter firmes e constantes (diante das persistentes heresias), obras, o esforço no trabalho e a paciência
- Sobre serem intolerantes com os falsos ensinos de obreiros em pele de ovelhas - discernimento espiritual (Mt 7.15).

Perfil da Igreja de Éfeso 

A Igreja de Éfeso é a única das sete igrejas, mencionadas em Apocalipse, que faz referências a apóstolos. Esta é a razão pela qual a mensagem Jesus Cristo se dedica a todas as igrejas apostólicas do século I, e não somente a esta igreja. Por esta razão, a igreja de Éfeso é considerada a igreja apostólica ou igreja primitiva.
O período efésio, ou apostólico, iniciou desde o dia de Pentecostes (perto do ano 30 d.C) e durou até 100 d.C.
O nome "Éfeso" quer dizer "desejado". Portanto, esta era e é a igreja desejada pelo Senhor Jesus. É assim que devemos trabalhar para tornar nossas igrejas tão desejadas como a de Éfeso.
A igreja de Éfeso pregou o evangelho por todo o mundo, conforme Romanos 10:18:
"Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles, E as suas palavras até aos confins do mundo."
A igreja primitiva conseguiu propagar o evangelho de uma maneira fenomenal, e há um detalhe muito importante a ser citado: este êxito se deve ao ministério de judeus convertidos. Hoje, a igreja, ao redor do mundo, é composta também por não-judeus.
E mesmo assim, considerando os meios de comunicação poderosos existentes hoje, ainda se perde em eficiência na propagação do evangelho, se comparado à igreja primitiva.
"Ao anjo da igreja de Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: "
Jesus fala a João em sua visão, e caminha entre os sete candeeiros de ouro, ou seja, caminha entre as sete igrejas. Jesus está sempre à disposição da igreja.

http://www.tempodofim.com/apocalipse/igreja_efeso1.htm

Sete Igrejas Independentes

A necessidade de sete cartas bem diferentes reforça a importância de respeitar a autonomia de cada congregação. Estas sete igrejas se encontravam numa área relativamente pequena. Uma pessoa entregando todas as cartas faria um circuito de pouco mais de 500 quilômetros. Nesta área pequena, sete igrejas bem diferentes apresentaram características distintas. Jesus não enviou uma carta “ao bispo da Ásia” (não existia qualquer ofício de líderes regionais entre as igrejas primitivas) para resolver, de uma vez, todas as questões nas várias igrejas. As igrejas não eram subordinadas à autoridade de alguma hierarquia, e não havia laços estruturais entre congregações. Cada congregação era independente, com seus próprios desafios e sua própria personalidade. Cada uma recebeu um comunicado diretamente de Jesus, e lhe responderia diretamente pela sua obediência ou rebeldia. Ele não operou por meio de alguma hierarquia de autoridades eclesiásticas. As pessoas que querem seguir, hoje em dia, as instruções do Novo Testamento devem lembrar este fato. Não há base bíblica para criar ou manter organizações religiosas ligando congregações. As hierarquias nas denominações e as conferências e congressos estaduais, regionais, nacionais e internacionais são invenções de homens sem nenhuma autorização bíblica.

http://www.estudosdabiblia.net/d129.htm

1.3. A doutrina na Igreja de Éfeso

Mas, na busca constante pela preservação da verdade, a igreja em Éfeso tinha perdido o amor, "qualidade sem a qual todas as outras não têm sentido". É digno de nota o fato de que somente na primeira e na última das sete cartas as igrejas são ameaçadas de completa destruição, pela desanimadora, e puramente negativa, razão que é a falta de fervente devoção. "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor", diz Cristo. Vê se me compreendes: "...odeias as obras dos nicolaítas as quais eu também odeio"; a teu favor tens teu zelo. Mas onde está o teu amor? Fica sabendo que do amor depende a tua própria existência como igreja.
Este tipo de erro é muito fácil de acontecer. Deve ser confessado por todos os cristãos que aceitaram o papel de bravos senhores defensores da verdade, e esqueceram-se de que deles se espera que sejam senhores de coração grande também. À igreja (de Éfeso), Cristo mostra-se zeloso pelo que é certo. Demonstra poder e vigilância — mas é a igreja que ele tem nas mãos e vigia (v.l). Também tem olhos perspicazes para identificar o mal, mas é na igreja que ele o identifica. Também não pode suportar o mal, porém o mal que ele ameaça destruir é a própria igreja, se ela não se arrepender.
E, de fato, a primeira lâmpada do candelabro foi removida. Tanto a igreja como a cidade foram destruídas; a única coisa que restou foi um lugar chamado Agasalute, e isso, ironicamente, honra a memória de João e não de Éfeso. Permanece ainda a promessa de vida no paraíso a todo indivíduo que, lembrando-se de onde caiu, arrepende-se e volta à prática das primeiras obras e do primeiro amor. Fica o alerta às igrejas que não amam: "Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, ao ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei" (1 Co 13:12).

A Mensagem de Apocalipse – Michael Wilcock – ABU Editora

Há um ditado popular antigo que diz “Os liderados são o que o líder é”. Há eruditos que entendem ter existido um momento de dureza de João, o Evangelista. Veja:

Se a tradição que diz que João foi bispo na cidade de Éfeso é correta, sua pulsação deve ter acelerado quando ouviu que a primeira das sete cartas destinava-se exatamente à igreja em Éfeso. Como é de se esperar, uma igreja sempre reflete o caráter do seu líder. As duas faces do João do Novo Testamento — o apóstolo do amor e "filho do trovão" — são vistas novamente em duas histórias que a tradição legou, pertinentes aos últimos anos de João em Éfeso: de um lado sua recusa em ficar sob o mesmo teto (de um banheiro público) com um famoso herético da época chamado Cerinthus, e, do outro lado, a redução de toda a sua mensagem a uma única sentença, a qual, em extrema velhice, costumava repetir em todas as reuniões de que participava: "Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros".

A Mensagem de Apocalipse – Michael Wilcock – ABU Editora

“...Conheço as tuas obras...” O Senhor dizia, com isto, que ele sabia das ações daquele líder e daquele povo, como também sabia do interior de todos (I Cr. 29:17, Sl 139:1, 23, Mt 9:4, Mc 2:8, At 1:24). Logo, apesar dos louváveis serviços, ações e obras, o interior deles estava sem a doçura do Amor. Ousamos dizer (com certeza, pela observação e experiência) que o que é dito na revista é ‘gentileza’: não existem alguns cristãos que não se importam em estudar a Palavra e raciocinar biblicamente seu viver e proceder. O que acontece é que existem poucos que fazem isto. Menos ainda são os que usam o que aprendem para o bem e para serem mais humildes e serviçais em amor  ! Quando há leitura, é a troca da Bíblia pela doutrina e pensamentos de homens, sobretudo literatura de auto-ajuda.
Além dos falsos profetas, havia homens que se diziam apóstolos. Não é fácil solucionar a questão da função dos apóstolos na igreja primitiva, mas parece ter havido dois tipos de apóstolos: os primei­ros 12 mantiveram uma função distinta (At 21.14), e um número maior, indeterminado, que eram missionários itinerantes, como Paulo. Tiago. Barnabé. Silas, Andrônimo e Júnias (At 14.14: ICo 15.7; Gl 1.19; Rm 16.7). Em meio a este grupo mais amplo havia fal­sos apóstolos, que se aproveitavam dessa posição autoproclamada, para objetivos egoístas e não para a edificação da Igreja; falsos após­tolos eram alguns dos principais opositores de Paulo na igreja de Corinto (2Co 11.5,13; 12.11)


2. A frieza dos cristãos de Éfeso

O caráter da igreja de Éfeso tinha um diferencial em relação às demais igrejas. Estava alinha­da com as práticas litúrgicas e doutrinárias, mas divorciada da prática da piedade e do exercício do amor. Eles haviam esquecido o primeiro amor, e não se impor­tavam mais com esse tema.

2.1. O Primeiro Amor foi esquecido

Assim como o treinamento e o adestramento não tornam um soldado ou combatente mais humano ou compassivo, o ativismo, o labor, a determinação e bom desempenho (por mais bem intencionados que sejam) não garantem que alguém terá mais afetos e paixões apenas pelo desempenho, prática ou progresso de uma vida piedosa e de testemunho. Como bem me ensinou um saudoso pregador e mestre, ser ou estar  animado não é ser animoso. Sorriso e gargalhada não é Alegria. Choro, lágrimas e pranto, não é Tristeza. Uma falta momentânea de atitudes, de palavras ou de demonstrações de sentimentos (ou de formas mais demoradas do que esperamos ou queremos) não atestam nem indolência, nem indiferença, nem frieza e nem mornidão. O decorrer dos meses e dos anos sim, estes nos atestam verdadeiramente o interior em essência. Assim como a fé sem obras é morta
A igreja de Cristo havia aban­donado seu primeiro amor. Es­queceram que a marca do discí­pulo verdadeiro era o amor (Jo 13.34-35). Sem amor, o conhe­cimento, os dons, e a ortodoxia não possuem nenhum valor. Com as Escrituras, aprendemos que Jesus está mais interessado em nós do que em nosso trabalho. O amor dos discípulos havia sido substituído pelo zelo espiritual. Defendiam a teologia, a fé e suas convicções, a ponto de se entre­gará morte, mas não se deleitavam em Deus. Não sentiam mais amizade por Jesus. Estavam parecendo com os fariseus, obser­vavam, com rigor, todas as regras sagradas, mas os seus corações estavam secos, à semelhança de um grande deserto.


2.2. A importância do Amor

A igreja de Éfeso esqueceu o seu primeiro amor, restou apenas o ativismo (Ap. 2.4). Há igrejas que estão centradas em meras atividades, têm cronogramas exaustivos, que são seguidos à risca. Muitas dessas igrejas já perderam o primeiro amor, a espiritualidade está comprometida, por isso, as atividades servem apenas para camuflar a ausência do genuíno amor. Não podemos esquecer que o amor sacrificial - ágape em grego - é a marca da verdadeira igreja (Jo. 13.34,35). O principal problema da igreja de Éfeso é que ela identificava o mal nos outros, mas não em si mesma, perdeu a capacidade de fazer autocrítica. De fato, se fôssemos julgados por nós mesmos não seríamos julgados, mas quando somos julgados pelo Senhor é para não sermos condenados com o mundo (I Co. 11.20-32). Éfeso era uma igreja ortodoxa, isto é, que tinha uma doutrina correta, mas que carecia de uma ortopraxia, ou seja, uma conduta correta. Esse equívoco pode levar qualquer igreja à ruina, pois ela acaba se tornando hipócrita, acusa os erros dos outros, inclusive os da sociedade, enquanto age a partir dos mesmos valores que repreende. Mas nem tudo está perdido, Jesus apresenta uma solução para esse tipo de igreja: “lembra-te, pois, de onde caíste” (Ap. 2.5). Mais importante do que saber que caiu é identificar a origem da queda. Somente assim será possível retornar ao lugar correto. O filho pródigo somente encontrou a solução para sua condição espiritual quando percebeu que precisa retornar à casa do Pai (Lc. 15.17). Jesus acrescenta: “volta às obras que praticavas no princípio” (Ap. 2.5). O arrependimento genuíno resulta em prática de vida, em obras que sejam, de fato, dignas de arrependimento (Mt. 3.8).

http://juberdonizete.blogspot.com.br/2012/04/subsidio-ebd-efeso-igreja-do-amor.html

Para o nosso Pai, o criador de todas as coisas, o amor continua valendo muitíssimo caro: o nome dele é amor! (I Jo 4:8 e 16) Logo, ainda na igreja moderna este mesmo amor é esperado, desejado e faz-se indispensável no interior e no viver daqueles que apregoam terem sido alcançados por este Deus. Nosso progredir, evoluir e procurar alcançar a completude de pensamentos, atitudes, ações e palavras é ir rumo à estatura certa(Ef 4:3) e afirma a presença do amor na vida cristã.

- O amor: ato de fé (quem era de pouca fé, também era de pouco amor)
- Enquanto amamos, a compaixão será marcante em nosso meio
- Se realmente amarmos, cresceremos na mesma proporção do aumento do amor

Obs.: o verdadeiro amor e crescimento pessoal atrairá outras pessoas a Cristo, sem imposições nem mascaramentos de dados (negação da realidade/verdade ou mentiras?)

2.3. O que era O Primeiro Amor para eles?

O que o“primeiro amor” não é

Ele não é necessariamente o amor que tínhamos no começo de nossa vida cristã (do ponto de vista puramente temporal), quando encontramos a Jesus. O verdadeiro amor é mutável, mas não no sentido de diminuir repentinamente. Vamos ver o exemplo do casamento. Há uma fase inicial de “paixão”, e uma fase posterior de “amor”. Na hora da “paixão”, os sentimentos têm um papel muito forte. Mais tarde essa agitação emocional diminui, mesmo que o amor não tenha diminuído; ele apenas ficou mais constante, afeiçoado e fiel. No começo, o coração bate forte quando abrimos uma carta da pessoa por quem nos apaixonamos. Depois de vinte anos de casamento, provavelmente não sentimos mais tanta emoção quando recebemos um cartão ou uma carta do cônjuge, mesmo que o amor seja muito grande. Isso significa que o amor verdadeiro é mais do que um simples sentimento, que tem papel tão importante quando alguém se apaixona. Depois que a relação se consolida e alguns anos de casamento se passam, o amor de um pelo outro não depende mais só dos sentimentos, mas fica mais constante e profundo.
Podemos comparar a “paixão” a um motor que é ligado: ele precisa da ignição antes de funcionar. Depois, porém, ele continua funcionando de forma constante, sem que a ignição tenha de ser constantemente acionada. O carro está andando, e nós ficamos satisfeitos em seguir adiante, em direção ao objetivo desejado. Isso ilustra o amor permanente.
Na verdade, é perfeitamente normal que depois de alguns anos seguindo a Jesus, um filho de Deus não tenha mais o mesmo sentimento ou a mesma emoção do início de sua vida cristã. Mas isso não significa necessariamente que agora amemos menos a Jesus do que logo depois da conversão. Podemos estar no primeiro amor mesmo sem essas emoções que nos assaltam.

http://www.chamada.com.br/mensagens/primeiro_amor.html

Alguns pontos mostrados na revista para nos atermos e meditarmos:

- Amor fraternal
- Cuidado com os irmãos mais pobres da igreja.
- Fidelidade e apego iniciais



3. O retorno ao Primeiro Amor (Ap 2:5)

Um autor renomado já disse que aqueles crentes haviam caído de suas maiores elevações espirituais; tinham caído do serviço motivado pelo princípio do amor; tinham caído apesar de sua ortodoxia; tinham caído a despeito de continuarem a defender a verdade; tinham caído apesar de seus labores religiosos e apesar de sua lealdade em meio a perseguição. Eles precisavam retornar ao primeiro amor. Para que isso acontecesse, o Salvador aponta o caminho dizendo que eles tinham que se lembrar, arrepender-se e praticar as primeiras obras.

A igreja não está sendo convocada a freqüentemente fazer uma análise de seu pecado. Não está sendo dito: lembra-te em que situação caíste, mas de onde caíste. Conforme Ap 3.3, evoca-se aqui o tempo em que houve despertamento para a fé, quando Deus criou a igreja em Éfeso por intermédio de sua palavra. É provável que a menção da queda faça novamente alusão a Gn 3.
Ao mesmo tempo, essas recordações do estado originário da igreja são, para quem tem ouvidos, confirmações de que o Senhor, por sua parte, ainda é o mesmo hoje como naqueles dias. É por isso que a igreja pode voltar a ser a mesma. A infidelidade que se intrometeu não deve ter alcançado a anulação de tudo o que o foi antes. O Senhor ainda não está riscando ninguém, mas está sublinhando. Aquele que chama é fiel, continua chamando (1Ts 5.24) e ainda está amando (Ap 1.5). Também a igreja deve sublinhar sua conversão mais uma vez através do arrependimento.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Deixamos abaixo, a indicação de um artigo que fala também sobre a individualidade das igrejas (o que hoje chamamos de igrejas independentes). Não existiam convenções, conclaves, ordens, conselhos e nem o desprezo e discriminações aos que não se filiam a tais entidades.


Não achamos necessário colocar muitos apontamentos nos itens à seguir. Deixamos, contudo, indicações de artigos para acréscimos aos leitores, amigos, mestres e alunos. Leiam todos eles atentamente.

3.1. Lembranças

Se estamos a falar em ‘lembrar’, obviamente seria daquilo que já vimos, ouvimos ou já praticamos. Somemos a isto o sentido mais geral, o de apenas trazer à mente. O lembrar aqui citado fala de tudo isto. Fala de coisas amadas com um amor imaturo e inocente: estávamos nos primeiros rudimentos, aprendendo, errando e (bem possivelmente) exagerando várias vezes e em várias situações. Em tais lembranças iremos rever, reaprender e repensar sobre:

- Uma vida de devoção verdadeira aciona todas as nossas faculdades
- Reconstruir os fatos, ambiente e circunstâncias do passado é um grande desafio
- Trazer, à memória, os dias de piedade valorizará a esperança em nossos corações


3.2. Arrependimento

- Mudança de mente
- Mudança de conduta diária
- O Arrependimento é parte essencial da conversão cristã

O Arrependimento segundo Deus, é milagroso, majestoso e pode vir acompanhado de dores, gemidos, sofreres e amargura. Entretanto, ele sabe bem dosar tudo(II Cr 6:38, II Co 7:9-11). Nada será demais, nem de menos(Jl 2:13, Mt 3:8). O Arrependimento da parte humana, pode ou não ter lágrimas, mudanças instantâneas ou mesmo duradouras. Pode impulsionar alguém a pagar dívidas, pedir perdão e tantas outras coisas. A duração das mudanças pelos anos e décadas à seguir é que fará a diferença: dar frutos ou não(Mt 3:8, 10, 7:16-20, Lc 3:8 e 9, 6:44). O Arrependimento de fundo meramente emocional, psicológico ou circunstancial pode levar à depressão, perturbações mentais ou suicídio.


3.3. Praticar

A progressão prática de mudanças requer:

- Lembrar o momento em que deixamos de ser uma igreja relevante
- Depois se arrepender dos pecados praticados
- Voltar a praticar as primeiras obras que encantavam ao Senhor Jesus
- Requer atitude definitiva, a fim de que tais obras sejam constantemente praticadas
- Praticar as mesmas obras (iniciais), mas motivados pelo amor original

Não podemos dizer exatamente o que alguém deve fazer com relação a voltar ao princípio, isso pode significar muitas coisas na vida particular de alguém, além dos exercícios espirituais: pedir desculpas a alguém, eliminar débitos, voltar a fazer culto domestico e ensinar os filhos, evangelizar, discipular e mentorear pessoas, lutar para deixar um legado, etc. Enfim, o Espirito santo é aquele que nos ilumina nessa tarefa. Na verdade muitos de nós já sabemos o que fazer.



Conclusão

A mensagem de Jesus à Igreja que estava na cidade de Éfeso denunciava sua frieza espiritual, sem, contudo, deixar de reconhecer suas virtudes na defesa da fé cristã. Aquela igreja não havia deixado de ser povo de Deus, mas precisava urgentemente voltar à prática original da fé, pois eles haviam esquecido o primeiro amor, e não se importavam mais com esse tema.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Bíblia de Estudos Aplicação Pessoal – CPAD
Vida Cristã Vitoriosa (revista) – Editora Betel – 1º Trimestre 2013 – Lição 01
Apocalipse (revista)  – Editora Betel – 2º trim 2012
As Sete Igrejas da Ásia – www.doutoresdealmas.org
A Bíblia e O Futuro – Anthony A. Hoekema – Casa Editora Presbiteriana
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
A Mensagem de Apocalipse – Michael Wilcock – ABU Editora
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Estudos no Livro de Apocalipse – Hernandes Dias Lopes – Hagnos
Comentário Matthew Henry AT & NT conciso – Matthew Henry – CPAD
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed Vida Nova
Diccionario Bíblico Moody – Espanhol
Dicionário da Bíblia de Easton
Dicionário Bíblico Universal – Rev. A. R. Buckland – Ed. Vida
Enciclopédia Temática da Biblia – Shedd Publicações
Dicionário da Bíblia – John Davis
Dicionário da Bíblia de Easton
Dicionário Bíblico – Ítalo Fernando Brevi
Dicionário da Bíblia de Almeida – 2ª  ed. – SBB
Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa – Atual Editora
Dicionário Michaelis  Língua Portuguesa (Edição on-line)
Internet

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