sábado, 8 de dezembro de 2012

EBD Editora Betel - Paulo e O Bom Combate da Oração


Assembleia de Deus CONAMAD


Lição 11 – 16 de Dezembro de 2012
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Texto Áureo

“Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne”. Cl 2.1

A luta. A figura sugerida pelo grego foi extraída de uma competição atlética. A palavra, primariamente, descreve, como o versículo acima, a guerra espiritual do apóstolo em oração contra os principados e potestades (cons. Ef. 6:12). Paulo não ordena que desça fogo do céu como juízo (Lc. 9:54), mas, positivamente, orou para que os colossenses e laodicenses, que ao que parece estavam ameaçados pela mesma heresia, fossem confortados (v. 2)

      Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Verdade Aplicada

Quando a igreja descobre o valor e o poder da oração intercessória, seu alcance se torna maior, e seu poder sobressai onde quer que esteja.

Entendamos “descobre”, como uma situação pós-experiências: a igreja local orou por algo ou se disciplinou a orar por algum período e passou a ver maravilhas acontecerem. A Igreja, como corpo espiritual ou já sabe do poder da oração pelos ensinos da Bíblia, ou não conhece a Bíblia.

Objetivos da Lição

Conhecer a figura de Paulo mais profundamente como um exemplo de intercessor;
Apresentar algumas frentes de combate de oração de Paulo;
Notar alguns dos principais ensinos de Paulo sobre a prática da oração.

Glossário

Pitonisa: que adivinha o futuro;
Abrangência: inclusão, abarcamento;
Hegemonia: supremacia.


Introdução

Qualquer um que leia sobre o trabalho missionário de Paulo, seus diversos talentos naturais, e dons espirituais, não deixa de se impressionar pelo volume de trabalho por ele realizado por amor ao Senhor Jesus. Lemos e meditamos acerca deste consagrado servo de Cristo sob várias óticas: sua trajetória ministerial, seu ensino e filosofia, mas notamos de que um de seus grandes segredos era ser um combatente fervoroso na oração.


1. O exemplo de Paulo na oração

A forma como ocorreu sua chamada ministerial era o agente impulsionador de seu trabalho missionário. Porém a oração dele foi a principal pilastra de um edifício que atravessa séculos, que os terremotos da perseguição ferrenha de imperadores romanos não o abalaram, nem tampouco a erosão do tempo corroeram.

Veremos mais à frente várias passagens exortando e pontuando sobre uma vida de oração. Não podemos nunca esquecer das demais atitudes e procedimentos indispensáveis ao servo fiel, como vemos no capítulo 2 da carta de Paulo a Tito.

1.1. Paulo um combatente da oração

Paulo é enérgico com a igreja. Porque o reino (o senhorio) de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Continua em pauta o aspecto exterior da igreja. Se seu objetivo for de fato tornar compreensível a grandiosa palavra do reino de Deus em seu redor, então que o faça pelas três citadas formas de diferenciação. Justiça: que a vida da igreja transmita uma amostra de como uma comunidade humana se entende na terra debaixo de Deus (Rm 6.19). Paz: que ela encontre e siga caminhos de paz também nas situações em que normalmente se desiste (Rm 3.17). Alegria: que ela festeje o amor de Deus que alcançou o alvo (Rm 5.8). Tudo isso, porém, não deve acontecer por mera retórica, mas no Espírito Santo, ou seja, realmente, de coração, boca e mãos (1Co 4.20). Então, a convicção de Paulo é que a igreja não apenas colherá o louvor de Deus, mas também sempre será no mínimo respeitada pelo mundo que a cerca. Aquele que deste modo serve a Cristo (como escravo ao Senhor, cf v. 9!) é agradável a Deus e aprovado pelos homens. “Contavam com a simpatia de todo o povo”, dizia-se em Jerusalém, porque lá os cristãos solucionavam seus problemas comunitários na força do Espírito Santo (cf Rm 15.13). Não causa espécie que nessa situação também não deixou de haver crescimento exterior (At 2.47; 6.7).

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Paulo, como bom soldado de Cristo, pelejava suas batalhas de fé em fé empenhado nas frentes de oração. Na mesma maneira que Roma reinou, nós também lutamos pela implantação do Reino de Deus, já nos dias atuais. Não podemos ficar esperando o Arrebatamento ou nossa partida individual indiferentes às lutas do irmãos alistados no Corpo de Cristo.

A importância e o poder da oração

Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. (At 4.31)
Eu mais que ninguém, sempre defendi a tese de que, a Bíblia Sagrada não é um livro de receitas, onde fazendo-se isso ou aquilo se consegue alguma coisa. Mas é inegável que a oração, quando feita com sinceridade e por causas plausíveis, e, principalmente, em conformidade com a Sagrada Escritura, faz com que Deus olhe de forma singular pela nossa súplica.
A Bíblia mostra expressões como: “Orou, Orando, Orava, Orai, Orar, Oraram”, entre outras para destacar a importância da oração. Vários acontecimentos bíblicos tiveram como presságio a oração. Logo, é impossível não fazer uma associação entre a oração e o agir do Senhor. Alguns textos expressam essa verdade: “Muito pode em seus efeitos a oração feita por um justo”. (Tg 5.16b) – “e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis”. (Mt 21.22).
O texto em destaque, Atos 4.31, também sinaliza para essa capacidade que a oração possui de mover o coração de Deus em favor dos santos. O texto diz que “tendo eles orado”, ou seja, a igreja levantou um clamor, e devido a isso ocorreu um abalo sísmico, sim, houve um terremoto, o lugar tremeu, e diz mais o texto, “todos ficaram cheios do Espírito Santo”, aqui eu li e reli várias vezes, a palavra é mesmo “TODOS”, ou seja, ninguém ficou de fora, todos foram cheios do Espírito Santo de Deus e como resultado desse avivamento, passaram a anunciar a palavra de Deus com intrepidez. Aleluia.

Anderson Vieira - http://www.gostodeler.com.br

1.2. Paulo e demais companheiros de combate

Em 6:10–20 vemos uma metáfora inspirada que descreve como é o viver cristão. Essa última metáfora compara a vida do cristão à de um sol­dado num campo de batalha, lutando contra as forças espirituais do mal (v. 12). Isso sugere que o seguidor de Cristo está envolvido nos constan­tes combates e lutas difíceis. Como um filho de Deus abençoado, você é uma parte importante do plano divino para edificar a Sua igreja, mas você também é um soldado que está envolvido num forte combate. (Veja 2 Coríntios 10:3; 1 Timóteo 1:18, 19; 6:12.)
A metáfora do exército é apropriada porque enfatiza que você precisa estar preparado para enfrentar conflitos espirituais. Sendo um soldado do Senhor, você pode ser treinado para derrotar as forças de Satanás. A vida do soldado de Cris­to é difícil e exigente. Ser um cristão forte requer preparação para enfrentar os desafios trazidos até você por Satanás.

A PREPARAÇÃO

Decida seguir as ordens de Deus (6:10, 11a)
Concentre sua energia (6:11b–13)
Vista-se como um soldado cristão (6:14–17)
Comunique-se sempre com seu Comandante (6:18–20)

• Uma vida de oração que siga a vontade de Deus (“no Espírito).
• Uma vida de oração que demonstre consciência do que precisa ser incluído na oração (“vigiando”).
• Uma vida de oração sem desistência (“com toda perseverança”).
• Uma vida de oração que coopera com o • plano de Deus (“dar a palavra com intrepidez”).

AVerdade para Hoje – Efésios - John L. Kachelman Jr.

O combate em oração por todos faz e fará com que milhares, que ainda possuem o entendimento formado, vençam todas as tentações (precisam querer). Nosso adversário não fica passivo ao ver as pessoas aproximando-se do Criador e tudo faz para levá-las a desistirem ou abandonarem o Caminho. Mas um bom combate em favor destas vidas as tornará fortes e ativas na fé. A grande maioria de nós gostaria saber se e que há alguém que se importa conosco. Saber que um amado irmão, experimentado na fé, está orando em nosso benefício nos alegra e estimula. Por que não fazer o mesmo pelos que estão conosco na jornada? Devemos clamar pelos perdidos e também pelos que foram colocados na família divina. Se é dando que se recebe, doe do seu tempo, da sua fé e do seu amor em oração pelos irmãos. Tudo o que fizermos por qualquer um, é visto por Deus. Se for por ser discípulo do Senhor, ser-nos-á recompensado (Mt 10:42).

1.3. Orando no Espírito

"Orando em todo o tempo". A palavra "orando" está no gerúndio, o que dá a idéia de continuidade da ação. Podemos concluir que a oração faz parte permanente de todo o equipa­mento de guerra exposto nos versículos precedentes (vv. 14-17). Cada uma das armas espirituais, desde o "cinto" até a "espada", deve ser vestida com a oração. Consideremos as partes para compreendermos claramente a finalidade do texto.
Orar "em todo o tempo" não significa passar o tempo ajoelha­do em oração, mas podemos orar "em todo o tempo" no Espírito, isto é, em comunhão com Deus. O bom lutador é aquele que atenciosamente está ligado ao seu comandante para lutar. A ora­ção, na guerra espiritual, tem o sentido de comunhão com o seu comandante. Não é desligar-se do trabalho que tem a fazer, mas é o soldado fazer exatamente o que o seu comandante espera que ele faça. Na batalha espiritual, a carne é o inimigo mais ferrenho, e, para vencê-la, a melhor arma é a oração. A espada (a Palavra), sem oração, nada pode fazer.
Orar "em todo o tempo" é orar incessantemente. É estar todo o tempo pronto para a comunicação com o Senhor. É a via de comuni­cação sem fios para falar com Deus (Cl 4.2; 1 Ts 5.17). Podemos orar viajando, andando na rua, trabalhando, descansando ou em outras circunstâncias quaisquer. Esse tipo de oração envolve, antes de tudo, a mente. Jesus condenou os fariseus que oravam nas praças, moven­do os lábios para serem vistos pelos homens. Entretanto, posso estar em qualquer lugar e, sem ser notado, estar orando no meu interior. Como se pode orar dessa forma? O tópico seguinte explica.
                              
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral - CPAD

Ao orar, devemos sair do nível de idéias, vontades pensamentos e lembranças: devemos partir para uma “palestra” com nossa própria mente, sabendo e crendo que Deus está nos ouvindo. Tal procedimento vem e só virá se tivermos fé e comunhão com o Espírito. Precisamos ser guiados, fortalecidos, envolvidos e imersos no Espírito.

Uma frágil vida de oração e de súplicas ocasionais, “como uma lista de supermercado”, certamente não será eficiente na guerra espiritual. Precisamos nos inclinar mais intensamente à oração no Espírito e pelo Espírito, em nossas orações c intercessões pessoais e comunitárias (comentário Pentecostal N.T. pág. 1268).


2. Combates de Paulo em oração

A obra de um intercessor é sobremodo importante para a realização da obra de Deus. Nesse campo, há muitos mistérios que poucos servos de Deus conseguem penetrar por falta de intimidade com os céus. Embora nem sempre percebamos, o espírito imundo sabe quem tem autoridade sobre ele, como vimos no caso da jovenzinha escrava que dava lucro a seus patrões com a adivinhação, até que, orando a Deus, este deu autoridade a Paulo para desnudar e repreender o tal espírito, e ele nunca mais voltou. Todavia Paulo e Silas não ficaram livres das consequências do agir humano contra eles em Filipos, mas mesmo assim oravam.


2.1. Derramando o seu coração pela igreja

Derramar o coração é um processo que pode demandar tempo. Todavia, como é confortante depositar tudo diante do Pai: dúvidas, fraquezas, inseguranças, incompreensões, injustiças, temores, mágoas….E como é bom compartilhar superações, conquistas, vitórias,bênçãos, adoração! De certa forma, nosso coração parece nunca estar vazio. Assim, sempre haverá algo para ser derramado diante do Pai, o que será feito nos momentos em que estamos em Sua presença, orando e adorando. Perseverar em oração é contar tudo, sem rodeios, sem máscaras; e investir tempo, insistir, acreditar sempre. É entregar-se a Deus!

http://www.missaofoiporvoce.com.br/home/derramando-o-coracao/

Precisamos aplicar nossos sentimentos ao fazer qualquer coisa para Deus ou com Deus. Precisamos rasgar nossas vidas, almas, corações e expormos diante dele nossas limitações, desejos, medos e tudo o mais. Lembram da caminhada de Pedro? Andou por sobre as águas, junto ao Senhor. Afundou por ter duvidado.

Obs.: “...essa avalanche que está prestes a desabar sobre a igreja brasileira...”: o comentarista fez referência a coisas que ele ainda não havia dito (citações sem referenciais acertados). Outro detalhe é que tais informações não foram dadas nas revistas dos alunos. Caso os professores não expliquem e leiam os azuis, nada ficará explicado e nem claro.

2.2. Paulo dependia da oração

Lembremos que o mesmo Pai que se compadece de homens reunidos a clamar, é o mesmo que possui planos eternos que não são mudados ou conduzidos por nosso querer. Ele é soberano. O próprio Cristo orou “...SE possível...”, ou seja, se for do agrado dele, se for o melhor para nós e etc. Quanto mais nos aproximamos do querer de Deus, menos pedimos coisas que ele irá negar, visto estarmos desejando o que ele deseja e pensando o que ele pensa!


2.3. Paulo e a intercessão de seus discípulos
 
Não foram poucos os homens de Deus que tinham uma cobertura de oração. Essa cobertura é de suma importância para a vida ministerial, e Paulo compreendia muito bem que com ela poderia avançar mais e mais. Paulo servia e orava pelos outros, mas era humilde o suficiente para lhes pedir que orassem por ele também, a fim de desempenhar sem impedimento o seu ministério. Curiosamente ele pede aos romanos que se juntem a ele num combate de intercessão por um grande desafio que estava prestes a enfrentar (Rm 15.30); também aos efésios. pede que intercedam por ele para que tenha ousadia na comunicação do evangelho (Ef 6.19).

Nesses dias em que a aprovação de. leis no congresso brasileiro bombardeia a família e a moral e enfraquece a nossa nação, que, embora seja considerada laica, é na verdade cristã, precisamos realizar cruzadas de oração pública levantando mãos abençoadoras em, nossa nação. É necessário fazer passeatas, lutar no congresso liberando uma influência espiritual e social. Mas, acima de tudo, devemos orar, pois apenas Deus pode trazer o seu reino aos corações dos homens. Sem Cristo nada podemos fazer.
 

3. Ensinos de Paulo sobre a oração

Os dois maiores mestres da oração no Novo Testamento, em se tratando de volume de ensino; são o Senhor Jesus e o apóstolo Paulo. Porém devemos lembrar que Paulo era um imitador do Jesus terreno em todos os aspectos, incluindo o da oração também.
 
3.1. Perseverança (I Ts 5:17)

Agora, o apóstolo inicia rapidas instruções, como se tivesse poucos segundos para citá-las. São aplicações práticas a vida cristã, e que devem ser entendidas por todo crente, pois descrevem algumas de suas características típicas: a primeira diz Regozijai-vos sempre (1 ts 5.16). A alegria é um dos símbolos do cristão, pois a experiência da salvação e seu desenvolvimento produzem gozo na vida do crente. O cristão mesmo diante das provações tem bom ânimo (Jo 16.33). O Espírito Santo produz este gozo e esse vigor em sua vida. O segundo ponto diz que devemos Orar sem cessar (1 Ts 5.17). Não é uma oração ininterrupta, mas sim, uma vida constante em oração. O próprio Jesus possuía uma intimidade com Deus muito grande por meio de oração. Aqui, vemos a possibilidade de livro acesso a Deus, pois, não estamos presos a ritos de oração, mas podemos orar a todo instante, simplismente colocando nosso pensamento em Deus. O terceiro ensino nos manda em tudo dar graças, porque esta é a vontade de Deus Pai em Cristo Jesus para conosco (1 Ts 5.18). Como podemos dar graças em tudo, mesmo em momentos dificeis? Nos lembrando da soberania de Deus. Tudo concorre para o nosso bem (Rm 8.28). Nós buscamos o reino de Deus e sua justiça nos lembrando que as demais coisas nos serão acrescentadas (Mt 6.33). Para que temer, então? Nosso maior bem não é a certeza da salvação que encontramos em Cristo? Valorizemos, pois, isso em nossas vidas.
 

A oração é tanto atitude como atividade. A atitude de devoção a Deus pode ser sem cessar (cons. coment. sobre 1:3), mesmo que a atividade não for sem cessar. Paulo exemplifica a ordem dada, pois suas cartas são perfumadas com a fragrância da oração.
 
        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular 

Seguindo o texto da revista, deixamos um breve guia sobre uma vida devocional de oração, inclusive com detalhes de como edificarmos uns ou outros: 

- Oração perseverante
- Não é um exercício espiritual fácil
- Não andar ansiosos, e que suas orações sejam conhecidas por Deus (Fp 4.6);
- Precisamos indispensável e inadiavelmente orar e orar intensamente
- Colocar-se como um exemplo de oração perseverante numa causa pessoal (II Co 12:8) e observar testemunhos de outras pessoas e o que elas aprenderam
- “Perseverai na oração” (Rm 12:12)
- “Em todo tempo no Espírito”(Ef 6.18)
- “Perseverai na oração com ações de graças”(Cl 4.2).
- “Orai sem cessar” (lTs 5.17).
 
3.2. Intensidade (Ef 6:18) 

Orando em todo tempo. A palavra de Deus deve sempre ser usada em conexão com a oração da fé (cons. I Ts. 5:17; Cl. 4:2).
Oração e súplica. A primeira palavra é usada para orações em geral, e a última para pedidos.
No Espírito. O mesmo Espírito Santo que brande a espada da Palavra, também deve estar ativo em nossos corações.
Por todos os santos. Paulo não restringiria as orações deles especificamente a seu favor, embora mencione a sua pessoa no versículo seguinte.
 
        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular 

Gramaticalmente sem dúvida é possível relacionar a formulação “com toda oração e súplica” com o particípio traduzido por “orando”. Contudo é mais plausível a ligação estreita com o trecho precedente e, portanto, a dependência do imperativo do v. 14: “Firmai o pé… com toda a oração e súplica.” No conteúdo as expressões “oração” e “súplica” estão muito próximas entre si. Diversas passagens sugerem tão-somente uma diferença entre uma definição genérica da oração (como Cornélio, no sentido da “conduta devota”: At 10.31) e a intenção concretamente mencionada da intercessão (em Zacarias na prece por um filho: Lc 1.13).
A intensidade da convocação para a oração é fortemente realçada pelas quatro repetições de “toda” neste versículo: “com toda oração”; “em todo tempo”; “com toda perseverança”; “por todos os santos”.
Aquilo que Paulo diz a respeito de si mesmo em vista de suas congregações, agora é solicitado aos destinatários da carta. Na ligação com Deus pela oração constante por meio de Jesus Cristo os cristãos são preparados e aprovados para a luta. Como membro da igreja de Jesus Cristo, porém, o cristão nunca pode pensar somente em si mesmo, mas sempre dirigirá seu foco à ligação universal entre os crentes: “todos os santos”. O NT incute inúmeras vezes que a oração deve ser praticada sem cessar. Tal oração acontece “no Espírito”. Na verdade ela é viabilizada somente pelo fato de que os cristãos receberam o Espírito de Deus. Por intermédio deste eles têm condições de invocar a Deus como Pai (Mt 6.9), como Abba (Rm 8.15). Ao mesmo tempo é o Espírito Santo que representa os que oram pessoalmente perante Deus, porque eles muitas vezes não conseguem reconhecer com clareza o conteúdo e objetivo de sua oração (Rm 8.26s).
A convocação para orar é seguida da exortação à vigilância na intercessão persistente (cf. At 1.14; 2.42; Rm 12.12; Cl 4.2). A combinação de “orar” e “vigiar” origina-se das palavras de Jesus aos discípulos (Lc 21.36; Mt 26.41; Mc 14.38). Grundmann ressalta a importância da oração vigilante para toda a igreja, ao sintetizar: “A oração fecha um laço firme em torno da igreja que luta, enraizando-a no poder de Deus. Para que o laço não se rompa, mas seja atado com firmeza cada vez maior, e para que as raízes penetrem cada vez mais fundo na esfera da força e vontade de Deus, são necessárias persistência e constância… A oração não é apenas uma prática devota, mas um trabalho sério, uma parte da luta e da condição de paladino espiritual”. 
 
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança 

Apesar de seu sofrimento pessoal, Paulo conseguia estar atento às necessidades dos outros: ele sabia da necessidade espiritual e física. A descrição de Paulo contemplando uma armadura e comparando com Is 59:16-17 é bela, inspiradora, possível de ter acontecido, mas não é um relato de fato ocorrido e sabido. É um “posso ver agora, pela fé (minha imaginação pessoal, na verdade)”, dos pseudo-pregadores e ‘avivalistas’ de nossos dias. Nunca cessemos de diferenciar fato possível de altamente improvável e nem fato comprovado de tradições, lendas e ficção (ainda que “gospel”).
Paulo ensinou sobre nos revestirmos de toda a armadura espiritual, para o e dentro do combate contra o mal através da oração. Isso é fato. Isso é totalmente comprovável, aconselhável e de muito bom resultado. Nossa intercessão para estabelecer o reino de justiça aqui na terra até Jesus voltar deve ser: intensidade, fervor e ardor na oração. 

3.3. Abrangência (l Tm 2:1) 

Timóteo precisava de firmeza na luta contra falsa doutrina, contra os falsos mestres. Paulo o exortou que começasse "antes de tudo" a ORAR.
Orando "antes de tudo" daria a Timóteo a perspectiva certa. Ele não precisava lutar para defender a si mesmo, mas para defender a verdade de Deus. 
 
A ORAÇÃO PRECEDE NOSSAS AÇÕES, NOSSAS DECISÕES E NÃO O CONTRÁRIO. 
 
O cristianismo é uma religião que promove oração.  E os discípulos de Cristo  precisam ser pessoas de oração. O próprio Jesus falou muito da importância da oração, temos como exemplo a parábola do juiz iníquo em Lucas 18.1-8.  
 
E vemos a evidência da oração constante na vida dos próprios discípulos  
 
Atos 1.12,14
12 - Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, que está perto de Jerusalém, à distância da jornada de um sábado.
14 - Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.  
 
Efésios 6.18
18 - com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos, 

APLICAÇÃO
 
Antes de decidir alguma coisa, antes de tomar alguma atitude, ore. Peça direção a Deus, mesmo quando, sua vida esteja tão difícil que não haja aparentemente caminhos a seguir. 
 
Isaías 43.19
 
19 – Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido, ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor 

Deus é capaz de preparar caminho onde aparentemente não há nada. Portanto confie em Deus. A ORAÇÃO PRECEDE A AÇÃO
 
pt.scribd.com/doc/78649775/1TM-Estudo1 

Estamos vivendo dias em que há uma busca pelo retomo ao paganismo. Na verdade, é um movimento novo, mas é muito atuante nestes últimos anos chamado pós-modernismo que traz em seu bojo dentre tantas coisas o movimento do arco-íris, isto é, movimento gay. Que se tem articulado e ganhado espaço com fins políticos. Em muitos lugares, está havendo uma onda de cristianofobia, em que muitos cristãos são tachados de homofóbicos, intolerantes, todavia, devemos entender que isso faz parte de uma articulação do mal que visa enfraquecer as famílias e igrejas como instituições que são os pilares da sociedade e da moral.
 

Conclusão  

Um dos grandes segredos da sobrevivência de um grupamento, pelotão, ou do indivíduo em combate, é a comunicação com seu quartel general, de onde recebe instruções específicas, suprimentos e socorro em momentos cruciais. A oração é esse instrumento de comunicação com o nosso supremo general em meio às batalhas comuns do dia a dia.
 

Fontes:

Em Língua Portuguesa


Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 11
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Efésios – Elienai Cabral – CPAD
Comentario Biblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
I Timóteo, II Timóteo e Tito – William Hendriksen – Ed. Cultura Cristã
Panorama do Novo Testamento Robert H. Gundry – Ed. Vida Nova
Internet
 

Em Espanhol
 

Comentario a La Primera Epistola a Timoteo – Juan Calvino
Comentario NT Bob Utley – East Texas Baptist University

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