segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

EBD Editora Betel - Paulo e a relevância de suas cartas


Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 13 – 30 de Dezembro de 2012
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Texto Áureo 



“Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos”. 1Ts 5.27

(Eu) Conjuro-vos. Eu lhes suplico, sob juramento. Paulo queria certificar-se de que a carta seria lida diante de todos os irmãos (santos não se encontra nos melhores manuscritos). A linguagem é firme, e muda do eu para nós, reforçando a ordem. Paulo talvez antecipasse algum faccionismo que poderia usar fraudulentamente a sua carta (cons. II Ts. 2:2). Mas parece mais provável que a sua urgente necessidade de comunhão forçou-o a certificar-se de que ninguém ficaria de fora.
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular


Verdade Aplicada 


Uma obra feita por um coração sincero e dedicado a Deus resiste ao tempo, às provações, e permanece para sempre na história.

Que obras nós temos feito? Obras “de igrejas”, deste ou daquele grupo e/ou ministério? Construções ou ampliações de templos? As organizações eclesiásticas auxiliam nos trabalhos evangelísticos, mas não são a razão destes existirem nem eles existem apenas por existirem tais entidades. Trabalhar pra Deus, para Cristo e para o Reino, pode também acontecer sob a direção de um grupo, líder, igreja e etc., mas não há exclusividades.


Objetivos da Lição


Mostrar a importância das cartas de Paulo;
Ensinar o propósito de Paulo através das suas cartas;
Verificar os níveis de influência da correspondência paulina.


Glossário


Amanuense: escrevente, copista;
Incrustado: coberto, vestido;
Corpus Paulinum: todas as cartas de Paulo.


Introdução


As cartas de Paulo são notáveis, pois respondem às questões de sua época, e a situações dos dias atuais. Suas epístolas são influentes, mantendo a igreja sempre firme e constante na obra do Senhor e em sua difícil, mas compensadora peregrinação rumo ao céu. De modo mui excelente, seus textos são importantes e fundamentais para a consolidação do cristianismo. 


Às vezes muito meigo e carinhoso; outras, severo. Paulo não abria mão das suas idéias e ameaçava castigar. Ao escrever, comparava-se à mãe que acaricia os filhos; era capaz de dar a vida por eles (I Ts 2:7 e 8). Sentia  dores do parto (Gl 4:19). Amava seus filho espirituais, por isso se sacrificava ao máximo por eles (II Co 12:15). Era também pai que educava (I Ts 2:11), que gerava estas pessoas, pelo Evangelho, à vida nova (I Co 4:15). Sentia o ciúme de Deus (II Co 11:2) pelas igrejas que fundou, temendo que elas perdessem a fé. Exigia obediência (1 Co 4:21) ao escrever. Timóteo é um claro exemplo de sua paternidade (I Co 4:17).
Algumas vezes era apresentado como incapaz de manifestar sentimentos, indiferente ao sofrer das pessoas. Até mesmo era acusado de anti-feminista, moralista e assim por diante. Ele queria que todos fossem fiéis a Deus. Ao lermos suas Cartas notamos com quanta freqüência vemos usar expressões, tais como: tudo, todo, sempre, continuamente, sem cessar, etc., assim expressando sua firme preocupação com todos. Lendo suas cartas mais atentamente, descobriremos que Paulo não é era tão insensível e que seu apostolado vinha carregado de sentimentos. (II Co 6:11-13).



1. A importância da correspondência paulina 


O Cristo revelado a Paulo se tornou a sua mensagem de vida, quer ensinada de maneira verbal ou escrita. Aproveitando-se das facilidades oferecidas pela administração do Império Romano, no tocante ao envio da correspondência e à relativa segurança nas estradas. 


Para resolver problemas e para faze-las mais eficazes no seu testemunho ao mundo ao seu redor, Paulo escrevia às igreja; as suas cartas nasceram na missão e para as missões. Sabia do bom funcionamento do correio do Império Romano e fazia deste meio, uma ferramenta de evangelização. Deste modo, sem saber e sem querer, se tornou o primeiro grande escritor do NT.
As Cartas foram escritas devido a problemas concretos das comunidades. O Apóstolo acompanhava o crescimento delas, com seus problemas e dificuldades com todas as suas forças e possibilidades. Levemos sempre em conta a situação específica da comunidade à qual foi destinada cada uma delas.


1.1. Um grande volume 


Paulo não podia estar fisicamente presente em todas as igrejas fundadas. Além de colocar anciãos responsáveis, periodicamente ele visitava uma a uma. Além disso, mantinha correspondência por escrito incentivando, orientando, aconselhando e até ordenando punições aos rebeldes, desordeiros e inconstantes. Não há confirmação de nenhuma das cartas que ele recebeu das igrejas ou de seus dirigentes. Ao menos não temos nenhuma em nosso poder. Quem sabe Deus impediu que elas chegassem a nós, visto serem de assuntos entre líderes?
Quanto ao número de tratados (títulos), Paulo é o destaque, evidentemente: 

Aplicação Prática: Deus pode fazer coisas incríveis através de pessoas comuns quando Ele os capacita através de seu Espírito. Deus essencialmente pegou um grupo de pescadores e os usou para transformar o mundo de cabeça para baixo (Atos 17:6). Deus tomou um assassino odiador de cristãos e o transformou no maior evangelista cristão, o autor de quase metade dos livros do Novo Testamento. Deus usou perseguição para causar a rápida expansão de uma "nova fé" na história do mundo. Deus pode e faz o mesmo através de nós -- mudando nossos corações, fortalecendo-nos pelo Espírito Santo e dando-nos uma paixão de espalhar as boas novas de salvação através de Cristo. Se tentarmos fazer essas coisas no nosso próprio poder, vamos fracassar. Tal como os discípulos em Atos 1:8, temos que aguardar pelo poder do Espírito para então, em Seu poder, cumprir a Grande Comissão (Mateus 28:19-20).

  
Já quanto ao total de textos e informações e mesmo sobre quem aprendeu com quem ou com quem conviveu, há detalhes normalmente não dito pelos mestres atuais. Vejam: 

O médico amado - Esse é o tratamento afetivo que lhe dispensa Paulo em Cl. 4:14. Seus pais eram de origem grega. Lucas não fora discípulo de Jesus, em seu ministério. Provavelmente converteu-se com a pregação de Paulo. Por ter amplo vocabulário e dom da comunicação, ao escrever o terceiro Evangelho e Atos, Lucas oferece-nos maior quantidade de informações históricas do que qualquer outro autor do Novo Testamento. 

Obs.: Em uma versão ARC, pudemos contar 86 páginas escritas por Lucas! Paulo escrevia cartas tratando se soluções e orientações. A Filemom, ele escreveu apenas uma página, como exemplo.


1.2. Paulo escreveu respondendo às situações
 

Vide notas do item anterior.
 

Possivelmente existiram muitos mais escritos do que temos à mão. Paulo fundou mais de 40 igrejas (http://www.formspring.me/giovanimariani/q/476947717), logo, são grandes as chances de ele ter mantido correspondência com outros líderes, obreiros e comunidades. Seus escritos eram de fato pessoais, mas destinados a pessoas e dirigentes que precisavam de encorajamento, ânimo, estímulos e direções específicas. Tais textos eram para serem lidos publicamente na assembleia local. Sua teologia não era vaga, subjetiva e nem “para consulta”, como uma enciclopédia “enfeita-estante”. Sua teologia era prática, eficaz, atual e que tratava até mesmo de comilanças e falta de educação à mesa (I Co 11:21), assédios e infidelidades conjugais internas (I Co 5:1), dentre tantas outras soluções de problemas corriqueiros e diários. 

1.3. Notabilidade de suas cartas 

É óbvio, portanto, que as epístolas de Paulo são várias vezes maiores do que as cartas médias da an­tiguidade, pelo que também, em certo sentido, Paulo foi o inven­tor de uma nova forma literária, a epístola - uma novidade por ser carta tão prolongada, devido à sua natureza teológica, e, usualmente, na natureza comunitária dos endereçados. De outro ângulo, todavia, as epístolas de Paulo são cartas verdadeiras, por­quanto possuem endereçados genuínos e específicos, no que di­vergem das antigas epístolas literárias, que eram escritas para o público em geral, a despeito de seus endereçados artificiais.

Panorama do Novo Testamento – Robert H. Gundry – Ed. Vida Nova 

Em nossas Bíblias modernas, os livros do Novo Testamento não estão arranjados na ordem cronológica em que foram escritos. Exemplificando, as primeiras epistolas de Paulo foram os primeiros livros do Novo Testamento a ser escritos (com a única exceção possível da epístola de Tiago), e não os evangelhos. E mesmo o arranjo das epístolas paulinas não segue a sua ordem cronológica, porquanto Gálatas (ou talvez I Tessalonicenses) foi a epístola escrita bem antes daquela dirigida aos Romanos, a qual figura em primeiro lugar em nossas Bíblias pelo fato de ser a mais longa das epístolas de Paulo; e entre os evangelhos, o de Marcos, não o de Mateus, parece ter sido aquele que primeiro foi escrito.

Panorama do Novo Testamento – Robert H. Gundry – Ed. Vida Nova


Avaliando a obra citada acima, cremos fortemente que a mesma tenha servido de base para a elaboração dos comentários da revista. Como visto, não é possível precisar qual foi a primeira carta escrita por Paulo. A carta de I Tessalonicenses data de 51 d.C. e Gálatas varia entre 48 à 58. Logo, há menos chances para esta última. Como falado, o apóstolo já estava experimentado e bastante amadurecido pastoralmente ao começar suas sessões de aconselhamentos. Todas as suas cartas eram notáveis, conforme o título deste item e deixaram bem claro o seu carinho por tais igrejas, exibindo grande cuidado pastoral por meio das instruções que elas precisavam receber em sua ausência .
Aquele antigo ditado: “a pena é mais poderosa que a voz” neste estudo, ganha pleno sentido, isso porque, com o tempo, as palavras são facilmente esquecidas, mas o que se escreve sobrevive ao tempo. A escrita é um poderoso instrumento para a comunicação nas atividades eclesiásticas: um pastor visita uma família, mas ao chegar lá, não vendo ninguém, deixa um cartão de visitas ou papel escrito dizendo: “estive aqui dia tal, há tantas horas”. Quando os irmãos chegam, sentem-se honrados e satisfeitos com o cuidado pastoral, embora tenham se desencontrado. Aqueles que estão distantes podem receber o cuidado por meio de cartas pelos modernos serviços dos Correios, e os que têm acesso aos e-mail com mensagens, etc.


2. Alguns detalhes da correspondência paulina 


Desde a invenção da escrita pelos sumérios a mais de 4.000 anos a.C., ela tem sido um poderoso aliado na promoção da vontade de Deus entre os seres humanos. Lembremos que os dez mandamentos foram escritos em pedra pelo dedo de Deus, para que ficasse para a posteridade. Paulo reconhecendo o valor da palavra escrita tratou de escrever o que pôde para ajudar às igrejas. 


Paleografia= Ciência que estuda as escritas antigas, seus símbolos e significado. 


Da cultura criada pelos hebreus, a religião, é sem dúvida o legado mais importante. A escrita e literatura, entre os hebreus, povo de língua semita, surgiu muito cedo através de uma escrita própria. A arqueologia revelou a existência da escrita a partir de meados do segundo milênios a. C., (época do Êxodo). Aos poucos, porém eles foram substituindo, em sua escrita a sua língua original pelo aramaico, que era a língua comercial e diplomática do Oriente, próximo na antiguidade. O alfabeto hebraico atual é uma variedade do aramaico, que juntamente com a língua aramaica tornou-se muito difundido, suplantando os outros alfabetos e línguas semitas.

http://www.sohistoria.com.br/ef2/hebreus/p2.php
 

Escrita
História da Escrita


2.1. O que Paulo escreveu e chegou até nós 


Paulo foi escolhido e chamado pelo Senhor para desvendar o princípio da igreja, que é pregar a toda criatura debaixo do céu por meio do evangelho (Cl 1). Ele foi quem estabeleceu esta fundação. A maior parte da obra de Pedro era limitada aos judeus. Ele nos considera como peregrinos na nossa jornada celestial para obter a herança celestial. A obra de Paulo foi especificamente focada sobre os gentios. Ele mostrou-nos que a nossa posição é nos céus e que qualquer herança que pertença a Cristo pertence também a nós. Há verdades dispensacionais do Novo Testamento, isto é, Deus lida com os homens de acordo com as dispensações. Em diferentes dispensações Deus tem diferentes maneiras de lidar com os homens e, diferentes e importantes verdades para eles.

The Christian – primeiro volume, escrito por Watchman Nee em 1925.


Os escritos de Paulo mostram motivos íntimos, paixões profundas e suas convicções fundamentais. A sobrevivência das cartas de Paulo nos esclarece quem e como ele era. Era interessado nos homens e em suas questões, e não em formalidades literárias. Ao ler, vemos suas palavras vindo aos borbotões, como no primeiro início de Gálatas. As vezes para abruptamente para se aprofundar em ourtra linha de pensamento. Há pontos onde  ele toma fôlego e dita uma sentença quase sem fim. Muitos cuidados existiram durante séculos, tratamentos de manuseio dos escritos, as duplicações (cópias), proteções em tempos de perseguição, para que pudéssemos examinar a palavra pastoral de Paulo até hoje. 


2.2. De Paulo às igrejas e as igrejas entre si 


Em II Coríntios 10:10 temos uma amostra sobre como as igrejas recebiam as epístolas de Paulo e as consideravam. Até adversários e críticos reconheciam o efeito do que ele dizia. Sabemos que eles comentavam: “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes...” Paulo era um líder marcante. Como ele, outros tais tendem a atrair ou repelir os que eles buscam influenciar. Paulo reuniu inimigos figadais, como seguidores devotados. Em conseqüência disso tudo, seus contemporâneos construíam opiniões variadíssimas sobre ele. Das cartas recebidas por ele, nenhuma restou para nossos dias.


2.3. Algumas características das cartas paulinas 


As epístolas paulinas no Novo Testamento são correspondências ocasionais, escritas em um momento específico a congregações ou indivíduos em especial, a fim de abordar diferentes situações em determinados contextos históricos. Semelhanças com cartas de papiro gregas levaram alguns estudiosos a sustentar a opinião de que os escritos de Paulo deveriam ser classificados como cartas, e não epístolas, uma vez que estas se referem a obras literárias criadas intencionalmente para uma interpretação mais ampla. Como são correspondências ocasionais que tratam de situações específicas, pode-se chamar esses escritos de cartas. 
No entanto, conforme mostra Schreiner, os escritos de Paulo são muito mais do que cartas pessoais destinadas a um público específico. Embora circunstâncias específicas possam ter contribuído para sua escrita, elas mostram um desenvolvimento cuidadoso de pensamento, um uso de linguagem com significado preciso e uma estrutura encontrada em composições literárias bem planejadas. Por isso, a classificação como epístola pode ser corretamente aplicada a esses escritos. Além disso, essas cartas são apresentadas como correspondências de uma autoridade apostólica e, portanto, visavam à leitura e à circulação públicas dentro das igrejas em determinada região geográfica (Cl 4.16). As cartas de Paulo seguem o padrão de escrita das cartas do antigo mundo greco-romano. Uma típica carta de papiro grega começa com uma saudação, que inclui o nome do remetente e dos destinatários e os cumprimentos. Às vezes, pode-se encontrar um agradecimento como parte da saudação. 
http://portaldoeducadorcristao.com.br/Aprofundamento-Biblico/273/Estrutura-E-Caracteristicas-Das-Cartas-De-Paulo

Deixamos abaixo, artigos com conhecimentos aprofundados sobre tais escritos:

Introdução às cartas do Novo Testamento (parte I)

Devemos lembrar sempre do lado prático plenamente incrustado no ‘'corpus paulinum”, sem deixar de ser profundo como um oceano. Ou seja, a correspondência de Paulo se equilibra sobre dois poios: da profundidade de pensamento teológico, sem, contudo, deixar de ser prático. Assim, semelhantemente, devemos buscar esse equilíbrio na vida entre a teoria e prática, a teologia e a devoção fervorosa, Karl Barth certa vez afirmou: “teologia sem oração não é teologia”.
 


3. Correspondência paulina e sua influência


Paulo colocou os seus dons e capacidades a serviço do Mestre, e utilizou-se eficientemente deles para a propagação das boas novas do reino através dos séculos. Sem qualquer exagero, o cristianismo cresceu e se consolidou através da influência de sua pessoa e de suas cartas preservadas. 


Paulo de Tarso, também chamado de Apóstolo Paulo, Saulo de Tarso e São Paulo, foi um dos mais influentes escritores do cristianismo primitivo, cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada de "paulinismo", foi fundamental por causa do seu papel como proeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano[4].
Conhecido como Saulo antes de sua conversão, ele se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém[nota b]. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a Jerusalém", Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz. Ficou cego, mas recuperou a visão após três dias e começou então a pregar o Cristianismo[nota c].
Juntamente com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo[5]. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada[6].
Treze epístolas no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em sete delas é contestada por estudiosos modernos[4]. Agostinho desenvolveu a ideia de Paulo que a salvação é baseada na fé e não nas "obras da Lei"[4]. A interpretação de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de "sola fide"[4].
A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu "Novo Testamento", fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição[nota d].
Quatorze epístolas do Novo Testamento são atribuídas a Paulo, das quais sete têm a autoria quase que universalmente aceita, enquanto que as outras sete são disputadas: Efésios, Colossenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, Tito e Hebreus. Destas, quatro são consideradas como sendo de outro autor que não Paulo por razões textuais e gramaticais, enquanto que as outras três são disputadas por alguns acadêmicos[2]. Paulo aparentemente ditou todas as suas epístolas (exceto Gálatas) através de um secretário (ou amanuense), que geralmente parafraseava o tom de sua mensagem, como era a prática entre os escribas do século I d.C.[2]:316-320[52].
Estas epístolas circularam entre as comunidades cristãs e eram lidas em público por membros da igreja, juntamente com outras obras[53]. Elas foram citadas ainda no século I, por volta de 96 d.C., por Clemente de Roma em sua epístola Clemente aos Coríntios[42].
As epístolas paulinas foram na sua maioria escritas para igrejas que Paulo visitou e o apóstolo era um grande viajante. Ele passou por Chipre, por toda a Ásia Menor, pela Grécia, Creta e Roma. Elas estão repletas de exposições sobre o que os cristãos deveriam acreditar e como deveriam viver, ao passo que ele não relata ao destinatário (e aos leitores modernos) muito sobre a vida de Jesus. Suas mais explícitas referências são passagens sobre a Última Ceia[nota s1] e a crucificação e ressurreição[nota t1]. As referências aos ensinamentos de Jesus são também esparsos[nota u1], levantando a questão, ainda em disputa, sobre o quão consistente é seu relato sobre a fé com o que está nos quatro evangelhos canônicos, os Atos e a Epístola de Tiago. O ponto de vista de que o Cristo de Paulo é diferente do Jesus histórico foi proposta pelo teólogo Adolf Harnack[54]. De toda maneira, ele nos dá o primeiro relato escrito do que é ser cristão e da espiritualidade cristã.
Das catorze cartas atribuídas a Paulo e incluídas no cânone do Novo Testamento, há pouca ou nenhuma disputa de que Paulo tenha escrito pelo menos sete.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso


3.1. Sua influência sobre outros Escritores 


15. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor. Paulo insiste com seus leitores sobre a razoabilidade da delonga divina, um tema já mencionado antes, no versículo 9. Deus aguarda poder conceder a Sua graça. Como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu. Pedro conhecia as cartas paulinas, embora fossem contemporâneas das suas. Não há razão para se interpretar esta declaração como indicação de que o cânon do N.T. já estivesse começando a se formalizar quando isto foi escrito. A frase nosso amado irmão parece naturalmente se referir a um contemporâneo.
16. Que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras. Pedro se refere àqueles que fazem cavilações sobre a autoridade das obras paulinas, considerando-as espiritualmente sem fundamento e indignas de crédito. O apóstolo concede às cartas deste homem que foi seu contemporâneo e que já o criticou, um lugar entre as demais obras sagradas. Compare com as declarações do próprio Paulo de que suas injunções quando foram escritas eram mandamentos divinos (I Co. 14:37; I Tm. 6:3).

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular


É muito difícil negar a inspiração gerada na Igreja Primitiva da parte de Paulo (igrejas fundadas por ele mesmo, em grande parte). De igual forma seria tentar afirmar que outros autores como Pedro, Tiago, Judas e João não teriam sofrido a mesma influência. Em vários textos da demais cartas do NT, vemos alusões não somente às cartas de Paulo, como ao seu governo, teologia e ensinos (II Pe 3:15 e 16). Possa ser que a escrita (iniciativa de relatar) dos evangelhos tenha sido  idealizada e levada a cabo pelo exemplo e obra do apóstolo.


3.2. Sua influência na igreja primitiva 


E m sua edição de número 195 (dez/ 2003), a revista SuperInteressante publicou matéria intitulada “O homem que inventou Cristo”, do jornalista Yuri Vasconcelos. A chamada de capa foi: “São Paulo traiu Jesus?”. Em sua abordagem, tanto o autor quanto alguns acadêmicos afirmam que o apóstolo Paulo, além de ter sido um traidor de Jesus, inventou o cristianismo...
Não ignoramos o fato de, inúmeras vezes, constar do artigo alusões de que Paulo foi e é muito influente na formação do cristianismo, tal como o conhecemos hoje. Mas não é possível concordar que Paulo estava em discordância com Jesus e com os demais apóstolos.
A influência de Paulo está na relação direta do fato de que ele avançou por diferentes partes do Império Romano, bem como por ter sido o que mais expôs os ensinos aceitos pelos apóstolos e oferecidos por Jesus. Mas isto não quer dizer que os tenha inventado...


Clemente de Roma (30 – 100)
 

Várias hipóteses sobre ele já foram levantadas para identificá-lo. Para alguns ele pertencia à família real, para outros ele era colaborador do apóstolo Paulo, outros ainda sugeriram que ele escreveu a carta aos hebreus. Assim sendo, as informações que temos sobre Clemente de Roma vão desde lendárias até testemunhas fidedignas. Alguns pais aceitaram esta identificação de colaborador do apóstolo Paulo, como Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Jerônimo, Irineu de Lião entre outros.
   http://www.cacp.org.br/quem-foram-os-pais-da-igreja


Pais da Igreja= O título “Pai”, aplicado historicamente a alguns líderes cristãos, surgiu devido à reverência que muitos nutriam pelos bispos dos primeiros séculos. A estes chamavam carinhosamente de “Pais” devido ao amor e zelo que tinham pela Igreja, mais tarde, porém, este termo foi sacralizado pelos escritores eclesiásticos, por volta de 1073 Gregório VII reivindica com exclusividade o termo “PAPA”, ou seja, “Pai dos pais”.


Os líderes e pais da igreja fizeram os primeiros grandes comentários e várias citações aos escritos de Paulo e demais apóstolos. Muitos pensadores e elaboradores de tratados interpretaram e fundamentaram a sua teologia baseados nas Cartas de Paulo. Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino, Lutero e Calvino entre tantos outros elaboraram obras-primas teológicas estudando as cartas do Apóstolo dos Gentios. Isso nos ensina, adverte e nos constrange a fazermos obras agradáveis ao Pai e que inspirem homens, mulheres, crianças, crentes ou não, mesmo depois de nossa morte.


3.3. Sua influência hoje 


Influência Paulina 


Semelhante a Pedro que influenciara a igreja primitiva em seus vinte primeiros anos, também o apóstolo Paulo começava a influenciar a igreja primitiva a partir do primeiro concílio da igreja em Jerusalém, principalmente naquelas igrejas oriundas dos gentios.Podemos afirmar que a influência apostólica da igreja primitiva passara por um período de transição de influência apostólica petrina para uma influência apostólica paulina. Aos poucos, Paulo implementava sua marca na colaboração e crescimento da igreja no primeiro século.
Uma das características que identificava à influência apostólica paulina era a capacidade organizacional que Paulo conseguia estruturar uma igreja implantada por ele. Semelhantes a Pedro, aquelas características pessoais que marcavam a influência e a personalidade de Paulo também poderiam ser vista através de sua influência apostólica. Se pudéssemos caracterizar a graça de Paulo certamente seria no tocante à estruturação e organização eclesiástica. Esta era a marca dos dons e do ministério de Paulo, bem como, de sua influência apostólica. Sem dúvida a igreja primitiva passou a se estruturar e organizar a partir dos anos 50 d.C.
Afirmamos que igreja primitiva passou por um período de transição de influência apostólica que perdurava até o ano 68 d.C. com o martírio do apóstolo Paulo.



Influência Apostólica Sobre Uma Perspectiva Contemporânea
 Da mesma forma que percebemos a existência da influência apostólica na igreja primitiva, semelhantemente podemos presenciar uma influência apostólica nas igrejas da atualidade. Ora quando falamos de influência apostólica, ainda que cada respectiva igreja possa ter os seus próprios apóstolos com seus talentos e habilidades pessoais que tocam suas igrejas ou denominações, todavia, a influência apostólica que refiro tem a ver com as influências dos apóstolos do cordeiro.
Talvez você venha me indagar: Como pode os apóstolos do cordeiro ainda influenciar as igrejas na atualidade? Sim, eles continuam a influenciar através dos escritos da Sagrada Escritura e também através de sua graça ministerial que eles apresentavam em determinado momento específico da igreja primitiva, semelhante ao mesmo determinado momento específico que encontra uma igreja na atualidade.
Permita-me esclarecer: Quando uma igreja passa pelo processo de iniciação, ou seja, quando uma igreja é estabelecida ou fundamentada. Esta igreja passa pela mesma influência apostólica que a igreja primitiva passou, isto é, a grande maioria das igrejas passa por um processo de manifestações de milagres e poder em seu início ministerial, semelhante aos milagres e manifestações de poder que passou a igreja primitiva quando esta se encontrava de baixo da influencia apostólica de Pedro.
Igualmente este processo é válido a partir do momento em que esta mesma igreja contemporânea passa pela transição de influência apostólica de milagres e poder para influenciar apostólica de estrutura e a organização. É sabido que todas as igrejas que queiram crescer de forma madura em nosso senhor Jesus Cristo devam passar por esta transição, isto é, passaram por um processo de estruturação interna. Poderíamos dizer que tal igreja passou por uma transição de influência apostólica petrina para influência apostólica paulina.
Na atualidade encontramos muitas igrejas brasileiras que se encontram nesta segunda influência apostólica, isto é, a influência apostólica paulina. É verdade, pois, em todo o tempo em que existe igreja no Brasil até hoje, nunca o apóstolo Paulo foi tão enaltecido e recitado no meio da igreja. Podemos conjecturar que de cada dez sermões, sete descrevem as qualidades e atributos da influência apostólica de Paulo. Isso não está errado, apenas demonstra o quanto temos desfrutado e aprendido com esta influência apostólica paulina.
Até hoje, nunca e todos os tempos falou-se tanto acerca de estruturação, estratégia de crescimento, ou organização eclesiástica no meio da igreja. Podemos afirmar que a igreja brasileira tem vivido esta experiência e influência apostólica.
  
  http://www.comunhaoagape.net/site/?p=2018 (leiam a íntegra!)


Vários e inumeráveis livros, estudos, filosofias e metodologias várias foram produzidos em torno da biografia e pensamento deste importante e marcante servo de Deus. Ainda hoje, publicam-se títulos literários e materiais citando seu nome, suas obras e pensamentos. Terminamos nossos apontamentos deixando obras grandiosas para enriquecimentos dos leitores, dos alunos e dos mestres. Não apenas olhem, mas leiam-nas atentamente, além de estuda-las.
O que temos produzido para o evangelho tem sido feito em Deus? E o que é fazer algo para Deus e em Deus? Como apontamos acima, sobre a obra paulina, podemos observar algumas coisas, podemos cruzar os braços e nada produzir para Deus e seu reino, ou podemos nos lançar a trabalhar para Deus. mas sem efeito no reino dele, pois não conta com a sua aprovação e participação. Isso consiste não apenas em realizar coisas boas, mas realizar em obediência escriturística, em oração, sob o sangue de Jesus e no poder do Espírito Santo. Muita coisa pode ser feita para Deus, dependendo como se realiza poderá ser aceito por Ele ou não.
 



Conclusão 


Ainda que possamos lamentar que nenhuma carta que Paulo recebeu chegou até nós, e muitas delas se perderam com o passar dos anos, perseguição, desgaste, etc. Cremos que o que temos é exatamente aquilo que precisávamos. Deus preservou exatamente naquilo que é útil para gerar e consolidar a fé salvadora no coração humano.
 


Fontes: 


Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI/RV
Revista: Apóstolo Paulo – Editora Betel – 4º Trimestre 2012 – Lição 13
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentario Bíblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
Introdução e Síntese do Novo Testamento – Comentário Esperança – Editora Evangélica Esperança
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
I Timóteo, II Timóteo e Tito – William Hendriksen – Ed. Cultura Cristã
Panorama do Novo Testamento Robert H. Gundry – Ed. Vida Nova
Internet

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