domingo, 20 de janeiro de 2013

EBD Editora Betel - João Batista, um homem resignado

 
Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 27 de Janeiro de 2013
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“Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no Reino dos céus é maior do que ele”. Mt 11:11

Consequentemente nenhum ser humano é maior do que João. Aqui Jesus destrói qualquer suspeita de desentendimento entre ele e João.
Mas o menor no reino dos céus é maior do que ele. Nesta declaração parece que João fica de fora do reino. Por isso o reino dos céus deve ser encarado como o reino messiânico anunciado por ambos, João e Jesus (3:2; 4:17). João, cujo ministério era o da preparação, estava agora prisioneiro e logo morreria. Mas aqueles que atenderam à proclamação e estavam agora dentro do círculo dos seguidores de Jesus constituíram o núcleo do Seu reino. Receberam novas verdades e privilégios, e depois da rejeição nacional de Jesus, seriam batizados em um novo corpo espiritual, a Igreja (uma parte do reino messiânico, Cl. 1:13; Ap. 20:6). João era o amigo do Esposo, mas os discípulos eram a Esposa (Jo. 3:29). Quando Jesus proferiu essas palavras (antes do Pentecostes, Atos 2), reino dos céus foi o termo mais inteligível que poderia ter usado.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Verdade Aplicada

João Batista é um gigante da fé que se resignou para preparar o caminho daquele que viria depois dele.

Objetivos da Lição

Mostrar o ambiente familiar em que João se desenvolveu, e a importância de reproduzirmos tal ambiente;
Revelar que Deus, antes de escolher João, escolheu e preparou uma família piedosa para o seu pleno desenvolvimento;
Relembrar que não há evangelho e desempenho ministerial verdadeiro sem resignação.

Glossário

Resignação: renúncia;
Heterodoxo: diferente, oposto aos princípios duma religião ou ortodoxia;
Soteriológico: parte da teologia que trata da salvação do homem.

Textos de Referência

Mt 11:10 Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho.
Mt 11:11 Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.
Mt 11:12 E, desde os dias de João Batista até agora, se faz  violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.
Mt 11:13 Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.

Leituras Complementares

segunda          terça          quarta          quinta          sexta          sábado
Pv 15:33          Pv 18:12     Pv 22:4         Pv 13:10      Pv 10:31     Pv 8:14


Introdução

João era de origem simples, como veremos a seguir, porém, de uma grandeza admirável. Apesar de ter hábito alimentar e vestuário heterodoxos dos seus contemporâneos, ele conseguia ser uma poderosa fonte de influência para eles, no que tangia a esperança do reino messiânico. É tanto, que as suas raízes, sua missão e sua autoresignação fizeram dele uma estrela de primeira grandeza no cenário bíblico de sua época.


1. As raízes de João

João, o Batizador, ocupa nas páginas do Novo Testamento um papel muito relevante, o de iniciar a transição de uma aliança antiga para outra nova proposta por Deus em Jesus Cristo. João veio trabalhar em favor do cumprimento cabal das profecias soteriológicas, anunciando o mistério de Deus oculto de todos os séculos, de maneira que teve a honra de ser o pioneiro da própria pregação do arrependimento. Entretanto, para que pudesse por mãos à obra teve de esperar quase trinta anos, vejamos como isso começou.

1.1 Nascido em um lar piedoso (Lc 1:5-7)

Herodes, rei. Herodes, o Grande, edomita pelo sangue e judeu de religião, era rei da Judéia desde 37 A.C. até 4 A.C. Era um governante capaz, mas cruel e corrupto. Turno de Abias. Havia vinte e quatro "ordens" ou divisões do sacerdócio, com base nas famílias dos descendentes de Arão, das quais a família de Abias era uma (I Cr. 24:10).
E não tinham filho. Uma calamidade numa família judia.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Zacarias: “Jeová se lembrou”; Isabel: “Deus é meu juramento”

Zacarias e Isabel viviam com testemunho pessoal dignificante e glorificador a Deus. Ela, porém, não podia ter filhos (Lc 1:25). Em seus dias isto era extremamente sofrido, e isto era um traço cultural muito antigo (Gn 29:31, Ex 23:26, Dt 7:14, I Sm 2:5, Sm 113:9, Is 54:1). Este casal possuía uma tristeza: era não terem filhos. Clamavam sempre a Deus que lhes dessem descendência. Seu marido era sacerdote, da ordem de Abias, e quando ofereceu incenso a Deus no templo, apareceu-lhe um anjo anunciando a resposta de suas orações: Isabel iria dar à luz um filho, que deveria chamar-se João. Deus estava por responder suas orações, lhes dando não um sacerdote, mas um profeta! João não seria um simples profeta, mas o precursor que proclamaria o Rei que estava porvir.

A expressão o turno (sacerdotal) de Abias baseia-se na subdivisão dos sacerdotes em 24 ordens que remontam a Davi (1Cr 24.3,10).
Considerando que Isabel era oriunda “dentre as filhas de Arão”, João Batista era descendente de uma família puramente sacerdotal. O texto continua a falar acerca de seus pais:
Ambos eram justos diante de Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos e mandamentos do Senhor.
A expressão justos refere-se ao cumprimento cabal dos mandamentos levitas. Deus deixava valer diante de si esta justiça como reta diante dele. O termo irrepreensível corresponde à palavra “perfeito” em Gn 17.1. Quem deseja ser digno do serviço de Deus precisa ser obediente a ele e vincular seu coração incondicional e irrestritamente a seus mandamentos. Ambos andavam [viviam], i. é, não apenas conduziam temporariamente uma vida agradável a Deus, mas se empenhavam em praticar continuamente, com santa seriedade, aquilo que era correto perante Deus. Ninguém podia acusá-los de nada. Encontravam-se “no santuário perante Deus” de forma persistente.
À origem sem mácula dos pais de João Batista agregava-se, pois, uma vida de acordo com a vontade e o agrado de Deus. Que casal de cônjuges e pais exemplares apresenta-se, assim, diante de nossa alma!
Deus viu este andar perante si. Seu intento era transformar Zacarias e Isabel em portadores do Espírito. Por isso ele também os educou de maneira diferente dos demais humanos. Um novo começo no reino de Deus deveria ser preparado por meio da irrupção de um casal de pais para dentro da vida de fé de pessoas como Abraão e Sara! Considerando, porém, que a promessa a Abraão estava prestes a ser cumprida, evidenciou-se repentina e surpreendentemente que surgiam aqui exatamente os mesmos sintomas do tempo de Abraão: “Não havia herdeiro!” Além disso Isabel já havia passado em muito a idade em que podia ter esperança de se tornar mãe de um menino!

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

1.2 Nascido com propósito (Lc 1:17b)

As orações que Zacarias oferecia freqüentemente receberam uma resposta de paz. As orações de fé são arquivadas no céu e não se esquecem. As orações feitas quando éramos jovens e entravamos no mundo, podem ser respondidas quando sejamos velhos e estejamos saindo do mundo. As misericórdias são duplamente doces quando são dadas como respostas à oração.
Zacarias terá um filho em idade avançada, o qual será instrumento para a conversão de muitas almas a Deus, e para sua preparação para receber o evangelho de Cristo. Se apresentará ante Ele com coragem, zelo, santidade e uma mente morta aos interesses e prazeres mundanos. Os desobedientes e os rebeldes seriam convertidos à sabedoria de seus antepassados justos, ou melhor, levados a atentar à sabedoria do Justo que viria a eles.

Comentario Biblico Conciso AT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Esta família foi escolhida para dar a base e educação piedosa ao menino, primeiramente. A família que oferece experiências e impressões marcantes para um ser humano por toda a sua vida possui incalculável missão e responsabilidade. Os pais e tutores possuem desde a formação da criança um papel muito nobre. O casal cristão deve se preparar (ou ser preparado pelos ministros) para se dedicarem plenamente ao ensino dos filhos, mesmo antes do nascimento deles, afinal eles são heranças do Todo Poderoso. Estendemos tal responsabilidade para que sirvam de guias às outras crianças em seu redor e a seus pais. Não podemos ser negligentes e permitir a ignorância, o pecado e a perdição eterna em nossa família, vizinhança e sociedade.
João recebeu o Espírito Santo antes de nascer (Lc 1:41). Zacarias devia apresentar seu Filho ao povo de Israel (ver Jo 1:15-34), conforme a Lei. Em Isaías havia uma promessa de Deus sobre o ministério de João para conduzir muitas pessoas ao Senhor (Is 40:1-5).
Muitos seriam despertados a Deus e novamente reconduzidos pelo caminho do arrependimento. A atuação de João seria como outrora fora a de Elias (“no poder”), marca característica da confirmação divina.

1.3 A mão do Senhor estava com ele (Lc 1:66)

Cheio do Espírito Santo. Esta foi usada oito vezes nos escritos de Lucas incluindo duas ocorrências anteriores neste mesmo capítulo (1:15, 41). Em todos os oito exemplos está relacionada como capacidade de falar e pregar. Subentende-se um controle especial e preparação efetuada pelo Espírito para se transmitir uma mensagem vinda de Deus. Profetizou. Esta palavra não se aplica exclusivamente à predição do futuro, mas pode se referir também à transmissão da mensagem de Deus aos homens, quer se relacione com o passado, o presente, ou o futuro.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Lucas nos dá maiores detalhes que os outros evangelhos. A mão do Senhor:. Deus daria a ele orientações especiais em seu ministério e a presença do Espírito Santo que o guiaria em todo o seu desenvolvimento até a maturidade de João. A chamada de João foi atípica. Tal graça de ter a mão do Senhor sobre si é para todos. Mas nem todos se dão conta ou buscam isso, pois é muito trabalhoso e traz em si enormes responsabilidades. As crianças devem ser expostas aos ensinos divinos e ao contato com o Espírito. A infância possui seus problemas relacionados, mas os filhos instruídos e direcionados propiciarão mais satisfação interior para pais e filhos.
Conforme havia prometido, Deus abençoou muitíssimo a Zacarias e Isabel. Os judeus tinham os filhos como dádivas de Deus e "herança do SENHOR "(Sl 127:3-5; 128:1-3). Israel não como as nações pagãs que abortavam ou abandonavam os filhos. Cerca de um milhão e meio de bebês são abortados todos os anos só nos Estados Unidos. Ao pensar nisto, vemos como nos afastamos das leis de Deus. "As forças mais poderosas do mundo não são os terremotos e os raios", disse E.T. Sullivan. "As forças mais poderosas do mundo são os bebês."

Deus entregou aos crentes um projeto educacional através de Moisés, como vimos em lição anterior. Porém a realização dele pode ser acompanhada com ou sem a presença de Deus. Isso quer dizer, que a instrução no lar pode acontecer apenas como uma responsabilidade religiosa e social, o que, sem dúvida, é importante. Mas o mais importante, é que o Espírito Santo participe de todo processo como um óleo nas engrenagens, ou como uma chama no interior de todos os familiares, trazendo vida, dando um toque especial. Esse é um sublime projeto de Deus e de fé.


2. João, uma voz profética

Assim como Jesus, João, o Batista teve a sua vida oculta, a partir do seu nascimento. Na época em que foi escrito os evangelhos, as pessoas não se preocupavam em dar certos detalhes, como fazem os escritores modernos. Por isso, praticamente, quase nada temos desses momentos que antecederam o ministério profético de João. Entretanto, sabemos que ele depois de certo tempo se isolou por deliberação própria nos desertos, tudo indica que se acolheu entre os essênios e daí procede a prática do batismo empregada por ele. Isso sucedeu até que se manifestou publicamente como uma voz profética em meio a sua geração.

2.1 No espírito de Elias

João Batista (Mt 11.7-17) foi o arauto que prepararia o caminho do Messias, previsto no AT (Ml 4.5), no espírito e poder de Elias (Lc 1.17). Sua fama e ministério profético foram conhecidos em todos os termos da nação. Os ouvintes da palavra serão chamados a dar conta de seu proveito. O fim do sermão nos livra de trabalhos? Não, então começa o maior dos cuidados. Devemos ser coerentes com nosso caráter, atitudes, mentalidades e situações.
João, porém, não foi perfeito; não completou a estatura dos santos glorificados. Foi um homem grande e bom, mas o menor no céu sabe mais, ama mais, e realiza mais louvando a Deus e recebe mais dele que o maior deste mundo. Reino dos Céus, aqui, é entendido melhor por reino da graça: a dispensação do evangelho em seu poder e pureza.
Sejamos agradecidos por nossa sorte correr nos dias do Reino dos Céus, sob glórias de luz e de amor! Muitos foram trazidos pela pregação de João e o seguiram. Outros muitos lutaram por um lugar neste reino, que ninguém pensaria que tinha direito nem título por isso, e pareceram serem intrusos. Vemos fervor e zelo exigidos de todos, negar o eu, mudar a inclinação, a disposição e o temperamento da mente. Os interessados na salvação não pensarão ser difícil nem a deixarão ir sem uma bênção. Irão buscar alcança-la a qualquer custo. Deus requer o uso justo das faculdades que nos deu. A gente é ignorante porque não quer aprender.

2.2 Preparando o caminho

João preparou não apenas o caminho do Senhor: ele preparou os corações para aquele que viria depois; ele despertou o arrependimento em homens, mulheres jovens, velhos e nas famílias. Espiritualmente aquele povo estava em um "deserto" de incredulidade; a realidade espiritual era embaçada, com vias tortuosas e praticamente intransitáveis. Até mesmo o Sacerdócio (em vez de um sumo sacerdote, havia dois!) fora afetado. Os escribas e fariseus hipócritas e legalistas haviam tornado a nação espiritualmente enfraquecida.
Uma voz proclamando a mensagem de Deus. João era essa voz fiel. Ele preparou a nação para o Messias e também apresentou esse Messias (Lc 1:16, 17, 76, 77; Jo 1:6-8, 15-34). Repreendeu os pecados e anunciou a salvação de Deus: sem o convencimento do pecado não pode haver salvação. Também é comparado a um agricultor derrubando árvores improdutivas (Lc 3:9), separando o trigo do restolho (Lc3:17).
Como em nossos dias, alguns judeus criam piamente possuir reserva no céu por ser da descendência de Abraão (ver Jo 8:31-34; Rm 4: 12-1 7; Gl 3:26-29). Deus vê o íntimo de tudo e não se engana com religiosidades e confissões sem frutos. No julgamento final, os fiéis (trigo) serão separados por Deus, enquanto os ímpios, infiéis e desviados (restolho, palha) serão lançados ao fogo.

2.3 Pregando o reino de Deus e batizando

Sobre o ministério de João Batista:

- tinha plena consciência de sua missão e, de acordo com ela,
- pregava para que as pessoas se arrependessem de seus pecados
- abandonassem os seus caminhos sinuosos e se voltassem para Deus.

Era necessário para a manifestação do Messias:

- um povo preparado, aguardando-o.
- transformação moral: ele repreendia severamente e instruía a ser solidário com os necessitados

Precisamos de homens assim e de sermos homens assim. A fala dura de João, seu rigor, e austeridade de suas instruções, atraíam as multidões concorriam para por ele serem batizadas.

Vemos em João urna fé extraordinária ao pregar com tanto vigor e rigor ético e mesmo assim, as multidões afluíam ao seu encontro. Ele era tremendamente cheio do Espírito Santo, as pessoas apenas manifestavam o quanto estavam sedentas por um encontro com Deus. João é um exemplo de mensageiro para nós hoje, e sua mensagem e ousadia, na visão de Jesus, são de um semeador que antecedeu aos seus discípulos (Jo 4.39-41).


3. João, um homem resignado

Sobre este último item, deixaremos indicações ao final de cada um deles. Leiam também  a excelente obra:

“João, O Batista – O Primeiro Batista”,
por Stanley E. Anderson, em www.palavraprudente.com.br

O ministério profético envolve aspectos de anunciar uma diferente percepção daquilo que Deus quer para aquele determinado momento, envolve denúncia de atitudes que não se conformam com a vontade de Deus, e também instrução pormenorizada e clara dessa mesma vontade d’Ele. Basta olharmos para a vida de João, conforme exposto nos evangelhos, e tudo isso constataremos que ele realizou completamente. O que envolveu um elevado grau de resignação, isto é, de renúncia pessoal e morte para si mesmo.

3.1 Resignado em seu estilo de vida

João Batista desenvolveu uma certa capacidade de imunidade às críticas e atirou-se numa direção oposta à tradicional de sua época, quer dizer, não teve medo de escapar do tradicional, nem temeu se passar por ridículo ou louco e grosseiro. Assim ele vivia como nazireu, entregou-se deliberadamente a viver nos desertos da Judéia, sem qualquer ostentação, alimentando-se de mel silvestre e gafanhotos. Ele viveu fora dos padrões convencionais de sua época, experimentou o contrário da liderança religiosa que era controlada por Roma, e por seus próprios apetites, indiferentes às necessidades do povo. João tinha um estilo de vida totalmente resignado, porque tinha em mente o cumprimento do seu ministério e foi orientado por Deus a ser assim (Lc 1.15).

O posicionamento de elevada resignação de João Batista deve ser entendido como obediência pessoal dele para realização da vontade de Deus. Evidentemente, no que tange ao estilo por ele adotado, foi o que Deus usou para chocar toda uma geração positivamente, e que era uma censura à elite sacerdotal que vivia ostentosamente em Jerusalém. Já o Senhor Jesus se utilizou de um estilo mais usual na alimentação, nas vestes indo a todos os lugares e convivendo com todas as pessoas. Mesmo assim. Havia pessoas que maldiziam tanto aquele quanto este estilo, porque seus corações estavam sobremodo endurecidos (Mt 11.11-18).


3.2 A fé de João Batista

Em nenhum lugar do Novo Testamento, lê-se sobre a grandeza da fé de João, mas, em seus registros encontramos evidências indiscutíveis da enorme dimensão dela. Vejamos algumas: Primeira, ele tinha fé para viver nos desertos e adotar um estilo de vida diferente do usual; segunda, teve fé para ali iniciar o seu ministério longe de toda comodidade que a cidade oferecia; terceira, anunciou a vinda do reino de Deus e ordenava que os homens se arrependessem; quarta, declarou a messianidade do jovem galileu mediante revelação sobrenatural; quinta, teve fé suficiente para sofrer todas as angústias e consequências oriundas de seu ministério, que inclusive o levou à morte. João possuía o tipo de fé inspiradora que impacta gerações sucessivas à sua, inclusive à nossa.


3.3 O sofrimento de João Batista

A beleza do ministério profético é a capacidade de Deus falar aos corações e mover as atitudes em direção a vontade d’Ele. As pessoas em numerosas multidões afluíam a João Batista com sede de Deus, elas sabiam que ele era portador da Sua voz e muitas sinceramente queriam endireitar as suas veredas. Quando João censurou Herodes (Antipas), o tetrarca que governava a Galileia e Peréia, o fez muitas vezes por causa de seu comportamento escandaloso que era inaceitável aos judeus e proibido por lei (Lv 18.16). Embora João o denunciasse, buscando arrependimento de Herodes, este, no entanto tinha desconfiança política quanto a João e aproveitou para prendê-lo, tendo em vista a sua enorme popularidade. João teve uma morte trágica, mas teve de Jesus o máximo de louvor (Mt 11.11a).



Conclusão

Assumir uma posição profética em toda sua dimensão bíblica exige um elevado grau de maturidade, de fé e de muita resignação. Se nos poupamos do sofrimento, se agimos sempre “dando um jeitinho” e somos infantis assumindo uma posição dúbia (em cima do muro), Deus não pode contar conosco para o exercício profético. Apenas há vida multiplicada quando a semente morre (Jo 12.24).


Fontes:

Em Língua Portuguesa

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Vida Cristã Vitoriosa (revista) – Editora Betel – 1º Trimestre 2013 – Lição 04
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Conciso NT Matthew Henry – Matthew Henry – CPAD
O Evangelho de Lucas – www.ocontornodasombra.blogspot.com
João, O Batista: O Primeiro Batista –  Stanley E. Anderson
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
Comentário Bíblico do AT e NT – F. B. Meyer – Ed. Betânia

Em Espanhol

Biblia Version RV
Nuevo Comentario Biblico Siglo Ventiuno AT – Editorial Mundo Hispano
Estudios sobre el antiguo testamento – Gerhard Von Rad – Ediciones Sigueme – Salamanca
Habla el at – Un Examen Completo de la Historia y la Literatura del Antiguo Testamento – Samuel J. Schultz

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