domingo, 27 de janeiro de 2013

EBD Editora Betel - Liderança em tempo de reformas


Lição 05 – 3 de Fevereiro de 2013
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“Então, lhes respondi e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém”. Ne 2.20

O Deus dos céus é quem nos dará bom êxito . . . vós, todavia, não tendes parte . . . em Jerusalém. Por sua impressionante gravidade, a resposta de Neemias se compara com a de Zorobabel (Esdras 4:3). Só por meio de uma tal vigilância sem compromisso, a teocracia poderia ser perpetuada.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Verdade Aplicada

A obra de Deus precisa de líde­res capazes, que tenham cora­gem e que não se acomodem ao caos, mas empreendam refor­mas para um novo recomeço.

Não somente despertar, mas também refletir: se há ou estamos no caos, e os líderes atuais, não são competentes? ou muitos se eximiram e deixaram chegar neste estado?Muitos não querem se levantar como líderes devido ao exemplo de muitos do passado e vários da atualidade. Ficou para nós o preço de pagar pela saída da inércia, revirar os escombros e restaurar tudo e ainda sermos os novos líderes? Quem está disposto a tais custos?

Objetivos da Lição

Refletir sobre a importância de se fazer reformas sempre que necessário;
Entender que num ambiente de reformas sempre haverá ideias contrárias e/ou antagônicas;
Mostrar que Deus sempre precisa de líderes que possam efetuar reformas.

Textos de Referência

Ne 2.16 E não souberam os magistrados aonde eu fui nem o que eu fazia; porque ainda até então nem aos judeus, nem aos nobres, nem aos magistrados, nem aos mais que faziam a obra tinha declarado coisa alguma.
Ne 2.17 Então, lhes disse: Bem vedes vós a miséria em que estamos, que Jerusalém está assolada e que as suas portas têm sido queimadas; vinde, pois, e reedifiquemos o muro de Jerusalém e não estejamos mais em opróbrio.
Ne 6.3 E enviei-lhes mensa­geiros a dizer: Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?


Introdução

A situação social e religiosa, que precedeu à reconstrução de Jerusalém, sob a liderança de Esdras, Zorobabel e Neemias, foi a de completo abandono. Com a expatriação das classes sociais mais influentes para a Babilônia em três etapas, a condição das terras de Judá e principalmente de Jerusalém foi a de desamparo e de extrema pobreza. Os que retornaram agora juntos com os nativos precisavam de uma liderança reformadora, o que coube a Zorobabel, Esdras e Neemias

O CONTEXTO HISTÓRICO DE NEEMIAS

A cidade de Jerusalém foi destruída no ano 586 a.C. Os judeus que viviam ali foram deportados para Babilônia (hoje, Iraque). Deviam estar no cativeiro durante 70 anos, mas, no ano 537, foi permitido que um primeiro grupo retornasse. No ano 516, o templo de Jerusalém foi reconstruído. Esdras foi o líder do segundo grupo de judeus que regressou a Jerusalém em 458. Logo, em 445, Neemias pediu autorização para voltar a Jerusalém com um terceiro grupo, a fim de reconstruir os muros da cidade.
Naqueles dias, as cidades eram protegidas pelos muros que as rodeavam. Se um inimigo atacava a cidade, poderia levar até seis meses para abrir espaço e entrar, graças a esses muros. Quando Neemias entrou em cena, os muros de Jerusalém já estavam destruídos há décadas.
Já naquela época, os judeus viveram em cativeiro na Babilônia durante algum tempo. Finalmente, foi permitido que retornassem, pouco a pouco, e, depois, que reconstruíssem o templo. A cidade, porem, continuava em ruínas e os muros, um monte de escombros.

Liderança com Propósitos, de Rick Warren. Ed. Vida


1. A reconstrução do templo

Com tantos inimigos que habitavam na terra de Judá e especificamente em Jerusalém, a primeira vista parece estranho que a prioridade dos judeus fosse a reconstrução do templo e não o sistema de defesa. Porém, para que um povo seja forte, precisa sobretudo ser unido, e um dos elementos mais agregadores de indivíduos é a religião. Por isso a primeira coisa que fizeram sob a liderança de Zorobabel e demais levitas foi a restauração do culto a Jeová. Não há dúvida que foram muito sábios, agora vejamos como procederam:

1.1 A construção de um altar (Ed 3:1-3)

Dos procedimentos dispensação judeus ao chegar, aprendamos a começar com Deus e fazer o que possamos na adoração de Deus, quando não podemos fazer o que quereríamos. Eles não podiam ter um Templo de imediato, mas não ficariam sem altar. O medo ao perigo deveria estimular-nos a nosso dever. Temos muitos inimigos? Então é bom ter a Deus como Amigo nosso e manter a comunhão com Ele. nossos temores deveriam deixar-nos de joelhos. Os sacrifícios por todas estas solenidades foram um gasto grande para um povo tão pobre, mas além dos expressamente mencionados, muitos outros trouxeram ofertas voluntárias ao Senhor. e fizeram sem demora os preparativos para a edificação do Templo: qualquer que seja a tarefa que nos chame Deus a fazer, podemos depender de Sua providência para a provisão dos médios necessários.

Comentario Biblico Conciso AT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Tisri, o sétimo mês (setembro-outubro), período bastante sagrado para o povo (Lv 23:33-44) iniciava com a Festa das Trombetas; o Dia da Expiação era comemo­rado no décimo dia. Do décimo quinto ao vigésimo primeiro dia, tinha-se a comemoração da Festa dos Tabernáculos. A edificação do altar (3:1-3). Entretanto, a primeira coisa que o sumo sacerdote Josué fez foi restau­rar o altar, para poder oferecer os sa­crifícios do povo a Jeová. Os judeus temiam as nações poderosas vizinhas que não gostaram do retorno dos judeus. O povo precisava ter certeza que estava agradando ao Senhor. Aqui vemos um paralelo com os feitos de Abraão, construindo um altar logo ao chegar à terra de Canaã (Gn 12:7). O AT aponta para o que vemos em Mateus 6:33. Josué também restabeleceu os vários holocaustos e ofertas descritos na Lei; estes incluíam um holocausto a cada manhã e no final da tarde além das ofertas adicionais para dias solenes. Era necessário aguardar a construção do templo para oferecer sacrifícios a Deus? Não, pois desde que houvesse um altar santificado, podia-se realizar os sacrifícios. O grande desejo de Deus não eram os aparatos externos, mas sim no coração pronto, firme e edificado (1 Sm 15:22; SI 51:16, 17; Os 6:6; Mc 12:28-34).

1.2 Os alicerces do templo e a oposição

Houve uma mistura notável de emoções ao lançar os fundamentos do templo. Os que somente conheciam a miséria de não ter um templo, louvavam o Senhor com gritos de júbilo. Para eles até este fundamento lhes pareceu grandioso. Devemos agradecer os começos da misericórdia, embora ainda não sejam perfeitos. Todavia, os que lembravam a glória do primeiro templo e consideravam quão inferior seria provavelmente este, choravam em alta voz. Tinham razão, e se lamentavam o pecado que era a causa desta triste mudança, fizeram bem. Ainda assim, era mau lançar sombra sobre o gozo comum. Eles desprezaram o dia das pequenas coisas e não foram agradecidos pelo bem que desfrutavam. Que a lembrança das aflições anteriores não abafe o sentido das misericórdias presentes.

Comentario Biblico Conciso AT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Resumo dos acontecimentos:

- Zorobabel, outros sacerdotes e os levitas lançaram os alicerces do novo templo, no mesmo lugar em que Salomão construíra o primeiro
- Com danças e com os sacerdotes paramentados com instrumentos musicais, eles tornaram aquele momento inesquecível
- Os mais velhos, que lembravam da primeira casa choraram de emoção
- Os mais jovens gritaram de alegria: confundia-se os júbilos com os choros
- Inimigos se ofereceram astutamente para ajudar a construir o templo
- Zorobabel e os demais líderes rejeitaram tal oferta
- Uma carta foi escrita ao rei Artaxerxes, acusando-os falsamente de insubordinação e má intenção na construção
- A obra ficou parada durante 16 anos por ordem do soberano, até a sua retomada

1.3 A conclusão do templo

Após quinze anos de estagnação, a obra do templo foi recomeçada sob o ímpeto da poderosa pregação de Ageu e Zacarias. Nem mesmo as ameaças de Tatenai puderam impedir o trabalho.
Os profetas Ageu e Zacarias. O nome do pai de Ageu foi omitido aqui, como também no seu livro. O avô de Zacarias era Ido, sendo Baraquias seu pai (Zc. 1:1). O ministério de Ageu começou em 29 de agosto de 520 A.C. (Ag. 1:1), mas Zacarias não começou o seu ministério antes de outubro-novembro.
Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos. Uma evidência clara da providência de Deus. (Veja em 7:6 uma frase semelhante e mais freqüente.) Uma vez que provavelmente se passou um ano até que recebessem a resposta de Dario, interromper o seu trabalho nesse intervalo de tempo seria um severo golpe para os judeus.
A Carta de Tatenai a Dario.
Tatenai, o sátrapa persa, escreveu então a Dario, o rei, falando de seu desafio e da resposta dos judeus e perguntando qual o veredito com base no decreto de Cito.
A casa do grande Deus. Esta carta se refere exclusivamente ao templo, em contraste com a carta de 4:12-16, que foi escrita cerca de setenta anos mais tarde (veja observações).

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Há uma grande diferença entre determinação, ânimo e empolgação. De igual modo, pessoas animadas e animosas. Animados, assim estão por estímulos externos ou de outras pessoas. Muitas vezes apenas por um momento econômico ou social. Os animosos são aqueles que brotam dentro de si a força para contagiar aqueles e impelirem-se nesta auto-produção e combustão espontâneos e ininterruptos. A animosidade inicial, reconstruir o templo, foi redirecionada para coisas mais proveitosas e convenientes, como as casas de cada um dos obreiros. Em Ageu e Zacarias, temos a retomada do movimento, tendo também a participação incentivadora dos anciãos, desta vez com as oficiosas autorizações para a construção, assegurando o seguimento da mesma até o fim, em 516 a.C.

A apostasia dos judeus foi punida severamente até que eles entendessem quão amargo é afastar-se do Deus vivo. Num retorno a terra natal, quantas dificuldades para retornarem a uma adoração dinâmica e firmarem-se como nação. A oposição pode arrefecer o entusiasmo, fazer com que nos voltemos para nós mesmos e para nossas construções seculares que não são capazes de nos dar plena satisfação. Portanto, muito cuidado, Satanás é o deus desse século e cuida dos pensamentos que são meramente dos homens e não dos de Deus (Mt 16.23)


2. A reconstrução dos muros

Neemias era copeiro do rei Artaxerxes quando recebeu o relatório da situação de Jerusalém, interiormente se sentiu em pedaços, movendo-se de íntima compaixão pelos judeus que estavam na terra de Judá e por Jerusalém. Neemias intercede pelo povo, consegue autorização e dirige-se para Jerusalém, a fim de iniciar o seu trabalho de reformas. Ao chegar lá, prudentemente faz um levantamento pessoal da situação para poder dar início. O interesse e a generosidade de Neemias mostra que não devemos ser apáticos a obra de Deus e ao sofrimento alheio, precisamos nos arriscar, envolver-nos e assemelharmo-nos com o Filho Deus.

2.1 Neemias motiva (2:11-20)

Neemias não ignorou os que antes dele haviam se desprendido e posto as mãos no trabalho como também não se opôs ou temeu a perda de seu “cargo”. Ele soube enxergar campos e serviços para todos. Caso não houvesse, certamente se empenharia no que fosse possível, no caso ajudar Esdras. Falar aos principais, aos de maiores experiências e aos que já estavam em um dado lugar, empresa, igreja ou projeto, é reconhecer o trabalho, o valor, liderança, dignidade e a própria personalidade de cada um. Se a obra é de fato do Senhor, precisamos reunir esforços! Uma palavra de ânimo é sempre bem-vinda, salvo os excessos (bajulações e pomposidades). Uma das ações do E. Santo é a exortação de ânimos e dos corações. Aliás, sempre frisaremos que “exortar” não é ‘puxar a orelha’ de ninguém e nem tão pouco dar broncas, como erradamente é dito no meio pentecostal.

Por que Deus escolheu a Neemias como líder?

Entre todas as pessoas possíveis, por que Deus escolheu a Neemias, o copeiro de um rei pagão? Há três razões para isso: Vejamos...

I - Neemias era sensível diante das necessidades que via ao seu redor
Deus viu o coração de Neemias, e o que ele viu o fez sorrir. Neemias era um homem que se importava com o que Deus se importava. Ele tinha uma vida boa na Babilônia. Sim, era judeu, mas havia nascido ali na Babilônia, durante o cativeiro. Nem sequer havia visto Jerusalém. Os problemas de Jerusalém pareciam estar a um milhão de quilômetros de distancia. Quando, porem, ouviu falar do povo de Deus — deprimido, desalentado e der-rotado — ele levou a serio essas notícias.
II - Neemias era digno de confiança
Neemias era um homem de boa reputação. Artaxerxes lhe confiou sua segurança pessoal. Isso significa um grau muito alto de confiança. Deus usa pessoas que sejam dignas de confiança, seguras e fieis.
III - Neemias era disposto
Quando houve necessidade de um líder, Neemias disse: "Eu me ofereço! Aqui estou; envia-me a mim!". Ele tinha o cargo mais invejável de todo o reino, e o problema estava a 1.600 quilômetros de distancia. Levaria meses para chegar ali de camelo. Para Neemias, teria sido muito mais fácil permanecer onde estava, levando a vida fácil do palácio.
Ele, porém, disse: "Eu vou! não sou construtor, mas vou reconstruir os muros!". Não tinha as habilidades necessárias para esse trabalho, mas tinha um coração disponível. Deus o escolheu porque era sensível e de confiança, e se colocou a sua disposição.

Liderança com Propósitos - Rick Warren - Ed. Vida

2.2 Neemias zela pela consecução (Ne 4)

Ações, atitudes e itens destrutivos:

- Negligências
- Falta de iniciativa ou de zelo nas consecuções.
- Ausência ou falta de exortações e palavras de incentivo/ânimo
- Desânimo, dispersão e desatenção
- Ausência de levantamentos, avaliações, críticas e sugestões
- Apatia, indolência, indiferença e neutralidade; fazer por fazer, apenas para preencher o tempo, relatórios, agendas e cronogramas

Promotoras e agregadoras:

- Aproveitar as oposições como propulsão
- Suportar adversidades e contradições
- Reconhecer a necessidade de manutenções (ajustes, mudanças e reformas)
- Ser humilde em reconhecer o quadro atual e o ideal
- Armar-se para a obra (com os ferramentais necessários: oração, testemunho, estudo e meditação, consagração, ensino, discipulados vários e preparo de substitutos)
- Passar projetos, condução, saldos e relatórios aos sucessores, ajudando-os tanto e sempre que possível, além de exortar os liderados a colaborarem com a nova liderança
- Trabalhar com alvos, metas, prazos e determinação, nunca de forma opressiva nem sob ansiedade/aflição


2.3 Celebrando a reconstrução (Ne 12:27-43)

Todas nossas cidades, todas nossas casas, devem ter escritas sobre elas: Santidade a Jeová. O crente nada deve empreender que não seja dedicado ao Senhor. devemos preocupar-nos de lavar nossas mãos e de purificar-nos o coração, quando qualquer obra para Deus tiver de passar por eles. Os que sejam empregados para santificar os outros, devem santificar-se a si mesmos e separar-se para Deus. Para os santificados, todas as consolações como criaturas e os gozos são santos.
O povo se regozijou grandemente. Todos os que participam nas misericórdias públicas devem unir-se à ação de graças em público.

Comentario Biblico Conciso AT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

Na dedicação dos muros de Jerusalém Esta cerimônia de consagração do muro e dos portões da cidade foi um ato de devoção por parte de Neemias, não apenas para agradecer a Deus de uma maneira geral, por ter sido habilitado para conduzir a construção a uma conclusão feliz, mas sobretudo porque essa cidade era o lugar que ele tinha escolhido. Ela também continha o templo que foi santificado pela manifestação da sua presença, e novamente separados para seu serviço. Foi com estas contas que Jerusalém era chamado de "a cidade santa ", e por este ato público e solene da observância religiosa, após um longo período de abandono e profanação, era como se fosse restaurado ao seu legítimo titular. A dedicação consistiu em uma solene cerimônia, na qual as principais autoridades , acompanhadas pelos cantores levitas, convocados a partir de todas as partes do país, e por uma vasta multidão de pessoas, marcharam em imponente procissão em volta das muralhas da cidade, e, parando em intervalos para cantar juntos louvores, orações e sacrifícios, suplicando a presença contínua, favor e bênção sobre "a cidade santa". A assembléia se reuniu perto de  Gate, onde começou a procissão. Nesta seção Neemias escreve em primeira pessoa (v. 31-43).

http://www.bibliacomentada.com (editado)                          
                   
A conclusão do muro com seus respectivos umbrais levaram* 52 dias, assim estava acabada aquela obra que impôs respeito aos vizinhos antagônicos, pois reconheceram que Deus os ajudara naquela realização. A dedicação dos muros foi feita em celebração, todos os músicos levitas foram convocados especialmente e o evento foi de alegria geral. Apenas quando não nos acomodamos ao caos é que podemos transformar uma situação, depois da situação transformada a vergonha desaparece, o inimigo nos respeita e podemos celebrar definitivamente em Deus a nossa vitória.

* levou 52 dias


3. As reformas ético-morais

Embora as reformas de natureza religiosa e de estruturação da defesa tivessem sido levadas a efeito, ainda precisavam continuar na sua diversificação para o bem estar daquela sociedade. Isto é, eles precisavam vivenciar o conjunto de regras e deveres para com o seus semelhantes que já estavam prescritas na Lei de Moisés. Logo os reformadores perceberam que precisavam combater duas frentes destrutivas, os inimigos externos que eram os samaritanos com os demais povos misturados, e os internos, que eram os próprios judeus que começaram a explorar a seus irmãos.

Reflexões sobre liderança


Vamos refletir...

   Você e sensível diante das necessidades que vê ao seu redor, ou se encontra tão envolvido com o que esta fazendo, que não pode escutar a voz de Deus?
   Você esta consciente das necessidades que os membros de sua família tem?
   Você esta consciente das necessidades de seus companheiros de trabalho?
   Você esta consciente das maiores necessidades de sua igreja?
   Você poderia mencionar essas necessidades?
   O que comove seu coração?
   Você e confiavel?
   Você e digno de confiança?
   Você está disposto?

Deus não busca nos líderes capacidade tanto quanto busca a credibilidade, a confiabilidade e a disponibilidade. Essas qualidades são, todas elas, questão de decisão. Talvez você diga: "Eu não tenho esses dons, o talento ou o intelecto necessário". No entanto, não é essa a pergunta que Deus esta fazendo a você. Deus quer saber:

   Ele pode acreditar em você? Você tem caráter?
   Seu caráter esta sendo desenvolvido?
   Você e sensível com as pessoas?
   Você e digno de confiança?
   Deus pode se apoiar em você?
   Você está disposto?

Nada acontece enquanto não houver quem providencie uma liderança para executar.
Tudo pode ser edificado ou destruído de acordo com os líderes.
Deus quer usá-lo como líder em seu lar, seu negocio ou sua igreja.
Você esta disposto a deixar que Deus o use? Você está pronto para a liderança?

Liderança com Propósitos - Rick Warren - Ed. Vida

3.1 O bom exemplo de Neemias (Ne 5:13-21)

Se tememos ao Senhor, não nos atreveremos ou nem mesmo pensaremos fazer nada desumano, cruel ou injusto. Os que trabalham elevados sobre pessoas, povos, nações ou em cargos públicos, devem se lembrar que tal posição e estratégica e que devem agir honradamente e considerando a dignidade humana, além de considerar que há um Deus acima de si; estão ali para fazer o bem, não para enriquecer-se. Neemias sobre isto fala com Deus, orando não como se ele merecesse algum retorno, atitude ou favor da parte de Deus, mas sim para afirmar e testificar sua dependência somente de Deus para que este o compensasse pelo que havia renunciado e perdido para honrar ao Criador. Neemias falou e agiu claramente como que consciente de sua condição de pecador. Não pretendia pleitear prêmios, como algo devido ou  merecido, mas da maneira usual em que o Senhor recompensa um copo de água dado a um discípulo por amor a Ele. O temor e o amor de Deus no interior do adorador e o verdadeiro amor aos semelhantes, irmão em Cristo ou não, nos conduzirão a toda boa obra. Estas evidências e frutos, são característicos da fé que justifica. Assim, reconciliados com Deus, seremos favorecidos, igualmente também o serão as pessoas de tal caráter, conforme a tudo o que tenham feito por seu povo.

3.2 Medidas contra a exploração do próximo (Ne 5:1-12

Resumo do quadro de acontecimentos e atitudes do povo judeu na ocasião:

- Luta pela reestruturação como nação
- Carestia
- Opressão aos próprios compatriotas (obrigando-os a penhorar os seus bens em troca de dinheiro para a alimentação, inclusive os tributos)
- Filhos foram entregues como servos para que eles (ambos, pais e filhos) não morressem de fome
- O povo clamou a Neemias, que exigiu o perdão das dívidas e a restituição das terras, vinhas, olivais e etc.

Os que desprezam aos pobres reprovam seu Criador: Deus. Até mesmo os cristãos nominais ‘legalizados’ o fazem. Como, então, fazer isto ser reprovável? Devemos ter compaixão pelos oprimidos, lamentar as condições desumanas de penúrias de multidões no mundo, nos colocando no lugar delas, socorrendo aos que estão necessitados e carregados de aflições. Sabemos que os que não excutam misericórdia receberão juízo sem misericórdia.
Neemias sabia que construir muralhas altas, grossas ou muito fortes, não poderia salvar a cidade enquanto existissem abusos nela. Reformar a vida dos homens exige convencer suas consciências do pecado. O temor de Deus não permite a cobiça de ganhos mundanos, nem nos deixará em crueldades com os  irmãos. O mundanismo e dureza de coração dos participantes, fazem a religião repreensível. A cobrança excessiva de direitos pessoais ou coletivos podem nos levar à mesquinhês, além de aprimorar quem assim age, no talento de convencer os outros a cederem em seus direitos. Lembremos sempre que ter um direito não significa que seja algo ético ou moralmente justo, ainda que legal. Cobrar tais direitos não é uma obrigação imposta aos possuidores deles! Podemos, sim, abdicar de direitos e sermos mais altruístas para não nos contaminarmos com ganâncias e horrendas avarezas, soberbas e intrigas (litígios).

3.3 Medidas contra o casamento misto (Ne 13:23-29)

Por se tratar de um assunto pouco tratado nas igrejas, de um modo geral, não teceremos comentários, pois julgamos por demais imperioso para a estrutura social, eclesiástica, psicológica e até mesmo econômica (calcule o prejuízo de um divórcio; com filhos, triplicam), não só de igrejas locais, mas de nações. È necessário refletir e orar profundamente sobre isto. Examinem atentamente os excelentes artigos abaixo, fazendo um paralelo com a cultura judaica.

Conceitos Cristãos:


Conceitos judaicos:


O cristão solteiro tem como padrão bíblico se comprometer com alguém que se compatibilize com a sua fé, para que vindo a se casar com as diferenças não venham fragilizar de tal modo que comprometa o próprio casamento e ou a criação dos filhos, gerando assim um lar dividido. Mas alguém que se converte nessa situação não deve dispensar o cônjuge por motivos religiosos, se ele consente em viver maritalmente. Repetimos, o crente santifica o cônjuge descrente.


Conclusão

Apesar dos grandes desafios, esse foi um tempo de prosperidade e de alegria para os judeus. Retornaram para as suas terras, reconstruíram o templo, os muros, a cidade, retomaram o comércio, etc. Todavia, não teriam conseguido sem líderes capazes como Esdras, Zorobabel, Neemias e vários outros reformadores. Realizar a obra de Deus é se mover, empreender reformas, é ter coragem para um recomeço na vontade d’Ele. Se assim é, mexa-se e faça a sua parte!


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Vida Cristã Vitoriosa (revista) – Editora Betel – 1º Trimestre 2013 – Lição 05
Liderança com Propósitos – Rick Warren – Ed. Vida
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentario Biblico Conciso AT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD
O Contexto da Atuação de Neemias ( link )
Internet

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