domingo, 10 de fevereiro de 2013

EBD Editora Betel - A Instituição do Discipulado





Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 07 – 17 de Fevereiro de 2013
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Texto Áureo

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Mt 28:19

Ensinar todas as nações inclusive nosso bairro, nossos vizinhos, amigos, parentes, familiares, novos convertidos, filhos e também povos distantes (nunca exclusivamente ou como um tipo de “alvo mais nobre”). Além de ensinar, devemos seguir com todas as argumentações possíveis, conduzindo-as às águas e conduzindo-as após as águas! (até a volta do Senhor).

Verdade Aplicada

Uma grande prova do nosso amor ao Senhor Jesus está em o obedecermos através da prática do discipulado.

É preciso o policiamento para não fazermos do discipulado uma formação de profissionais, uma passagem de saberes ou apenas formação de líderes para reposições. Antes de pensarmos em discipular, temos que ser discípulos práticos e com  testemunho de vida íntegra. Se amarmos verdadeiramente ao Senhor, iremos segui-lo tão prontamente e tão de perto, que nem iremos lembrar da palavra ‘obedecer’.

Objetivos da Lição

·  Mostrar que o discipulado é o que o Mestre nos pediu* para fazer;
* Foi uma ordem ou pedido?

·  Apresentar quem Jesus de fato é para que desse tal ordem*;
* Ele pediu ou ordenou?

·  A quem compete por em prática o exercício do discipulado.
Atendendo a um pedido ou a uma ordem, este nobre e divino exercício deve ser constante e apaixonado (além de apaixonante).

Glossário

Radicalmente: de modo radical; completamente;
Indefinidamente: que não pode ser ou não foi limitado, delimitado ou determinado;
Descristianização: tirar a qualidade de cristão de (alguém ou de si próprio); tornar(-se) não cristão.


Introdução

A palavra discipulado vem do latim ‘discipulatu’ e quer dizer aprendizado. Quando dizemos discipulado bíblico, referimo-nos ao aprendizado de quem Jesus é e do que nos ordenou a fazer à luz da Bíblia Sagrada. Enquanto que evangelizar é transmitir, propagar as boas novas a todos, discipular é um compromisso mais profundo e envolvente através do ensino, convivência e exemplo, basta olharmos para Jesus e veremos isso, é o que faremos a seguir.


1. O Mestre Jesus Cristo

O discipulado visa, mediante o ensino no poder do Espírito Santo, gerar Cristo nos corações (Gl 4:19). Quer dizer, a transformação de vidas, de pensamentos e de atitudes, evidenciando a habitação de Cristo no viver do novo discípulo (II Co 5:17; Gl 2:20). Mas só se conseguirá realizar tal missão, aquele que estiver plenamente cônscio de quem Jesus é com absoluta convicção.

Paulo descreve brevemente sua dor. A nova interpelação meus filhos traz à presença deles a maternidade espiritual do apóstolo. Como paralelo poderia ser considerado 1Ts 2.7, onde consta “ama”, um termo, porém, que possivelmente também era usado para “mãe” (WB, col. 1650; na maioria das vezes Paulo usa a figura da paternidade). Dessa maneira os judaístas não se podiam dirigir a eles. Era Paulo quem os havia conduzido para a vida com Cristo. Mas agora: de novo, sofro as dores de parto! Novamente esses esforços, essa participação na luta de Deus pelos confusos e insensatos gálatas...
Em conseqüência, o que Paulo visava produzir novamente nos gálatas era a estatura plena da doutrina de Cristo e do entendimento de Cristo. Não nos deve surpreender que, para tanto, ele falasse
de que Cristo precisava ganhar forma, uma vez que na perspectiva do primeiro cristianismo Cristo não apenas era professor, mas também ele próprio “matéria de aprendizado”. “(Vós) aprendestes a Cristo”, afirma-se em Ef 4.20,21, numa clara menção a ensinamento dado. De modo correspondente valia em situações de confusão doutrinária, o que diz Os 4.6: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento”. Para Paulo era tão importante a formação plena do entendimento de Cristo que essa intenção ocupava um largo espaço de suas intercessões. Gl 3.2 e toda a carta, com seus exigentes trechos exegéticos, já demonstraram que essa formação não resulta única e exclusivamente da intercessão, mas não por último da pregação e do ensino agraciados por Deus. Esses textos constituem uma prova do empenho espiritual e também intelectual de Paulo em prol da constituição plena da doutrina de Cristo na Galácia. Nesse ponto Paulo interrompe a frase, porque constata amargamente como são limitadas as possibilidades de lidar com essas questões por via escrita.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Discursar sobre amor, paixão pelas almas, pelo próprio Senhor Jesus e tantas outras coisas, requer muito mais que os comoventes apelos, choros e pedidos de $ocorro ao$ mi$$ionário$, Somente vistos em momentos específicos (sic), o que causa enorme descrédito e indignação. Não somos contrários ao envio de pessoas aos campos, mas somos contra toda esta encenação, enquanto que, na prática, os obreiros ficam mendigando comida e muitos líderes “chorando” junto com as secretarias locais de missões e etc.! Vejam atentamente a citação abaixo:

“Charles Peace foi um assassino, condenado a morte em 1902 na Inglaterra, que seria enforcado. Ao caminhar para o palanque do enforcamento, um pastor anglicano o acompanhava citando-lhe partes da Palavra de Deus. No meio do caminho Charles Peace parou e perguntou ao pastor: - "O senhor crê no que está falando?" - "Sem dúvida" – respondeu o ministro. Ao que Charles Peace completou: "Não, o senhor não crê. Se eu cresse no que o senhor afirma crer, correria ou mesmo rastejaria por toda a Inglaterra e pelos campos, ainda que estivessem cheios de cacos de vidro, para falar a homens e mulheres a respeito da minha fé. Não o senhor não crê!”.

Revista Estudos Bíblicos Vol. 2, do Projeto Vida Nova

Para meditar: ponderando o que foi dito acima, temos Cristo realmente como mestre em nossas vidas, igrejas e ministérios?

1.1 Como discipular segundo Jesus?

Para se entender os atos de Jesus, é preciso analisar primeiro o coração que produziu esses atos. O coração de Jesus estava cheio de amor enquanto Ele lavava os pés dos discípulos. Ele não estava cheio de ódio, decepção, frustração ou desgosto, mas amor. Para servirmos como Jesus serviu, é importante que também comecemos tendo amor. Muitos que insistem no fato de servirmos como Jesus serviu não estão dispostos a começar onde Jesus começou, com um coração de amor.
Mais tarde neste mesmo capítulo, Jesus descreveu como o amor ocupa um lugar central no reino de Deus:

Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros (13:34, 35).

Para o serviço cristão ser autêntico ele precisa começar pelo amor.
Não há limite para o que o amor pode nos motivar a fazer. Se servimos sem culpa, medo ou orgulho, nosso serviço estará muito mais perto do que deve ser porque temos corações amorosos. Um homem que era paciente numa missão hospitalar observou o modo como os enfermeiros trabalhavam arduamente o dia todo, fazendo umas das tarefas mais pesadas e difíceis que ele já testemunhara. Um dia, ele comentou com uma enfermeira: “Eu não faria o seu trabalhão nem por um milhão de dólares!” A enfermeira cristã parou de trabalhar, sorriu para o homem e disse: “Nem eu!” O amor nos motiva a dar de nós mesmos servindo, como nada mais é capaz de nos motivar.

João: A Jornada da Fé – Bruce Mclarty

Amou os seus de maneira extrema e completa, até às últimas conseqüências. “Amou-os até o fim” (em grego eis telos). Uma frase muito rica, que reúne os sentidos de “até o fim” e “de modo absoluto” (3.16). Os discípulos tiveram o privilégio de experimentar, de forma concentrada, o grande amor que Deus tem pela humanidade.


Vemos no AT (Ex 30:18-21 e Lv 16:4) que havia uma bacia sempre cheia de água antes de chegar-se ao Altar de Bronze. Esta bacia servia para a lavagem constante dos sacerdotes. Se quisermos seguir ao Senhor e Mestre que muito pregou (discurso longo) no Monte das Oliveiras e no próprio Calvário, precisamos estar limpos de corações, consciência e corpos, com água limpa, ou não teremos comunhão com ele. Ao acompanharmos atentamente os relatos dos acontecimentos antes da festa da Páscoa (Mt 20:20-28, Mc 10:32-45 e Lc 22:24-30), vemos que os discípulos estavam tomados de contendas e de orgulho. Por este motivo ele os lava, igualmente aos sacerdotes se lavavam antes de chegarem-se ao altar para sacrificarem ou ministrarem.


1.2 A ressurreição e o discipulado

Porque a graça de Deus se há manifestado. Desde o momento em que se refere a «doutrina de nosso Salvador», é lógico que continue com este discurso. Temos ouvido muitas vezes que a vinda  de Cristo ao mundo se produziu por dois motivos: primeiro como exemplo e segundo como dom. Temos a doutrina da Salvação e da Piedade que nos ensinam como agir. Deus mesmo estabeleceu ambas, ensinando-as e demonstrando-as na pratica. Primeiro quando explica que Cristo a ensinou e a demonstrou com seu próprio dom, «se deu a si mesmo» (v. 14). Se estas chamas não os inspiram é que sois mais frios que o Gelo. Há manifestado através do Evangelho, isto é, se revelou ao mundo através do Evangelho. Para a Salvação, quer dizer, nos salva. De todos os homens de toda classe, velhos, mulheres, maridos, esposas, escravos, homens livres. A todos estes se recomenda que realizem boas obras porque o Evangelho se há revelado a todos, como se lê no último capítulo de Marcos (Mc. 16:15). Não se exclui a ninguém.

Comentario sobre la Epístola San Pablo a Tito – por Martín Lutero (trad. Livre D.A.)

A morte de Cristo seguida de ressurreição é a coroação e atestação total de sua missão: Deus manifestado em carne morrendo para redimir os homens, criaturas feitas por seu próprio poder! Para um judeu legitimamente instruído segundo a Lei, além das tradições de fé, genealogia e práticas, seria totalmente loucura tentar se passar por Deus. Vemos que Cristo insistiu nisto até ser morto. Por si só isso já bastaria, mas podia ter se dado o caso de ele sofrer de loucura e etc. Mas o fato de sua volta dentre os mortos, anula qualquer outra hipótese. O Senhor é realmente Deus!
As autoridades da época tinham conhecimento das profecias e dos ditos pessoais de Cristo, por isso ordenaram que ficassem guardas à porta do sepulcro. Se tivesse havido um roubo do corpo, eles teriam sido executados. Isso não aconteceu. A própria vida dos apóstolos (todos, exceto João, morreram de forma sofrida) nos fala sobre seu aprendizado: fizeram como aprenderam. Tal ensino foi tão enfático e eficaz que até hoje tem seu seguimento. Cabe a nós, hoje, e à nossas gerações, amanhã e depois, anunciar a Salvação que só há em Cristo Jesus.

1.3 Poder de Jesus de enviar os novos discípulos

Se nós fomos alcançados pela loucura da pregação, alguém antes de nós possivelmente foi alcançado por algum mensageiro (há pessoas que são salvas lendo a Bíblia sozinhas). Se conseguíssemos seguir até centenas de anos atrás, certamente iríamos encontrar os apóstolos discipulando e enviando homens e mulheres. Logo, ainda hoje, o próprio Senhor Jesus continua a salvar, capacitar e a enviar mais pessoas! “Ide, fazei discípulos”, foi a diretriz dada a eles. Repousa sobre a igreja o mesmo poder capacitador de Cristo para que sua mensagem continue a alcançar a humanidade através do ensino.

O conceito de discipulado vem da “Grande Comissão'’: A ideia que um discípulo tinha de um mestre não era somente abarcar o conteúdo sistemático doutrinário que ensinava. Na verdade, eles queriam ser como os seus mestres eram. Por isso que Jesus disse que fazer discípulos é ensinar tudo quanto Jesus ordenou, ou seja, ensinar fazendo. Toda a multiplicação de discípulos era baseada no estilo de vida que Jesus levava.


2. A Grande Comissão

Quando o Mestre ordenou a prática do discipulado, Ele o fez com alguns critérios em relação aos que Ele mandou, quer dizer, só poderiam discipular aqueles que desfrutaram da associação com Ele, que se tornaram testemunhas oculares de seus milagres e ressurreição, e por último, pessoas que foram efetivamente transformadas. Tais exigências vigoram hoje por serem princípios fundamentais.

Fazei discípulos de todas as nações. A tarefa de evangelizar e alistar homens sob o senhorio de Cristo. Batizando-os. O rito simbólico através do qual uma pessoa reconhece publicamente sua aquiescência pessoal à mensagem cristã.
Nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo. A fórmula completa a ser empregada, enfatizando o caráter distintamente cristão desse batismo quando comparada a tipos anteriores de abluções judias.
20. Ensinando-os. Inculcando os preceitos de Cristo como esboço da maneira própria de viver dos seus discípulos.
E eis que eu estou convosco todos os dias. Uma promessa bendita da presença de Cristo como também de que a sua autoridade concederá poder aos seus servos para a execução desta comissão.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular


2.1 Os primeiros discípulos

Discípulo: No Novo Testamento, a palavra grega mathetes, que significa “discípulo”, é encontrada exclusivamente nos Evangelhos e no livro de Atos (bibliotecabiblica.blogspot.com). Mimesis (μίμησις de μιμεîσθαι), ou mimese, simplificando, significa imitação (pt.wikipedia.org/wiki/Mimesis) ou representação em grego.

Nota D.A. : A própria Natureza nos ensina o discipulado, quando animais imitam folhas, galhos, cipós e outras coisas para se protegerem ou conseguirem comida.

Renúncia: Segredo para Frutificar – Min. Doutores de Almas

Com efeito, os apóstolos, ao tomarem sobre si o desafio da Grande Comis­são, não estavam completamente alheios a essa conjunção de circunstâncias favoráveis reinante no primeiro século. Muito pelo contrário, foi justamente a conscientização dessa realidade, aliada a uma obediência incondicional à vonta­de do Mestre, que resultou no investimento de suas vidas na evangelização tanto da Judéia, como da Samaria — e até dos confins da terra!
Conquanto respeitados, amados e profundamente admirados por sua ação pastoral e evangelística, os doze apóstolos eram vistos pela Igreja pri­mitiva apenas como irmãos de fé e cooperadores na missão de espalhar a Boa Nova. A origem humilde fez deles indivíduos perfeitamente identifica­dos com o cidadão simples da época, ao qual se dirigia a mensagem salvífica. Além disso, a autoridade dos apóstolos repousava basicamente sobre a unção do Espírito Santo e não sobre qualquer formação catedrática que os tornassem expoentes teólogos ou fundadores de complexas estruturas eclesiais.
A história dos discípulos é, portanto, a história de humildes pregadores e não de célebres pensadores ou renomados teólogos. Talvez por isso saibamos tão pouco sobre seus empreendimentos, desde a dispersão da Igreja de Jeru­salém em cerca de 68 A.D., quando para muitos deles a missão de evangelizar os gentios tornou-se algo que não mais poderia ser postergado.
Por fim, a veneração e a adoração desses homens só se tornou realidade a partir do momento em que o cristianismo primitivo, por razões diversas, viu-se invadido por conceitos estranhos a sua natureza teológica.

Doze Homens, Uma Missão – Aramis C. Debarros – Ed. Hagnos (trechos)

É bom notarmos que apesar de serem chamados de apóstolos, eles eram primeiramente discípulos do Mestre. Existiram outros que seguiram à parte da igreja, como o mordomo de Candace (etíope) e tantos outros que ouviram a mensagem pregada ou foram agraciados com curas e milagres e voltaram para sua Terra, tornando-se missionários. A diferença maior é que o Colégio Apostólico se formou de homens que acompanharam (com raras exceções) a Cristo desde o início, já trazendo em si mesmos a função de discipuladores.


2.2 Os que foram testemunhas de sua ressurreição

Nem todos os que testemunharam o Senhor ressurreto se tornaram discipuladores diretos (alusão aos apóstolos, já que todo o servo de Cristo é um discípulo e todo o discípulo é um discipulador autêntico e enviado pelo Mestre). Muitos o viram ressurreto, mas não foram arrolados entre o Colégio Apostólico (I Co 15:6), pois sabemos que ainda que contemos os apóstolos que nem conviveram com Cristo, nem viram sua crucificação e nem sua volta da sepultura, tal número não passará de vinte e poucos. Na passagem referida de I Coríntios, temos mais de quinhentos.

Seremos  testemunhas da ressurreição do Senhor Jesus:

- Quando cremos em Jesus e nos dispomos a aprender seus ensinamentos
- Ao segui-lo resignada e indefinidamente em nossa vida

Precisamos observar alguns princípios:

 - A firmeza nos Evangelho e na Obra de Deus faz sermos transformados pela habitação do Espírito Santo e testemunhas da ressurreição.
- A transformação ocorrida em nossas vidas é um testemunho eficaz que Cristo, que é Deus, regenera todo aquele que crê.

2.3 Os que foram efetivamente transformados

Alguns apontamentos sobre ser discípulo (ou fazer):

a) Ser discípulo é ser chamado para Ele, para estar com Ele. Somos chamados para caminhar com Ele, e aprender dele: "vinde a mim... e aprendei de mim... e encontrarei descanso..." Mateus 11:28,29. Jesus não perdeu tempo em chamar os seus 12 discípulos, o que aconteceu antes de iniciar o seu ministério. Isto nos dá uma dica para estarmos, logo no início de nossa vida com Cristo, "chamando" os discípulos para estarem conosco. Não podemos perder tempo.

b) Chamado para seguí-lo Seguir o Mestre significa prontidão para aceitar a liderança do Senhor e obedecer-lhe em tudo. Não é estar com Ele andando, apenas, no sentido físico, mas é, enquanto caminha, seguindo-o, receber os seus ensinamentos, e colocá-los em prática. Somos chamados para sermos Seus discípulos que pisam ou seguem Suas pegadas, mesmo que tenhamos de sofrer por Ele. Você já atendeu ao chamado do Mestre? Então, siga-o.

c) Ser discípulo é ser feito O discípulo acontece fruto de um trabalho intenso e exaustivo de seu discipulador. O fazer discípulo, demonstra a atitude daquele que se deixa conduzir num processo de discipulado, para uma marcante transformação. Deixar-se dominar por alguém, não é nada fácil. Imagine Pedro do jeito que era, sendo forjado por Jesus, durante três anos de discipulado direto, mas ao final, estava lá um homem totalmente transformado. Fazer discípulo é tornar alguém diferente daquilo que vem sendo na vida. "Vos farei pescadores de homens", implicando em que eles sabiam pescar peixes naturais, mas a partir do discipulado, estariam sendo habilitados para ganhar almas para o Reino. Aleluia!
Você está disposto a ser feito discípulo?
Quem não quer fazer discípulo, não foi feito discípulo, ainda. Quem não é discípulo, não é "chegado" do Mestre.
Diga assim: "Eu me deixarei discipular em Cristo, porque quero ser como Ele".
Se queremos transformar-nos, precisamos estar dispostos a vivermos coisas novas, do Senhor, em nossas vidas. "...Eis que tudo se fez novo". 2 Co 5:17
Ser discípulo é ser chamado para caminhar no sobrenatural, vivendo em novidade de vida, para Deus. É ser feito alguém parecido com Cristo, que possa seguí-lo por onde o Senhor mandar. É deixar tudo por Ele, para agradá-lo.

Voltando a Ser Uma Igreja de Discípulos – www.ibsantafe.org.br (trecho adap.)

Um pregador (todo servo de Deus é um mensageiro, ensinador e pregador) precisa provar  sem palavras, que verdadeiramente já aprendeu o que, como e até quando se dá o “servir a Deus”. Não é uma questão de responder dezenas ou centenas de perguntas, exibir certificados quais sejam (batismo, dizimista, carta de recomendações, cursos, seminários, bacharelados, passaporte de missionário, gravações de mensagens que pregou e etc.): é necessário que as pessoas vejam, por si, no decorrer de muito observar (quanto mais tempo, melhor) seu porte, sua conduta e suas atitudes.
Cada cristão tem a responsabilidade de ser um embaixador do Céu na Terra. Tem de ser um exemplo a ser imitado na fé, aprendizado e resignação. Amar a Deus, ao próximo e aos (possíveis) inimigos e adversários é uma ação a ser vista e continuada por meses, anos e décadas, principalmente quando ‘ninguém’ nos vê! Conforme diz na revista: “Porque eu vos dei o exemplo”, “sede meus imitadores”, “... por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes” (Jo 13:15; I Co 11:1; II Ts 3:9b).

O autor já pôde constatar uma certa resistência ao método do discipulado pelo simples motivo de outras seitas heréticas se utilizarem dele. Pessoas que vão de porta em porta e, depois de conseguir a atenção, aplicam com eficiência os seus ensinos individualmente e a pequenos grupos. Ora, o fato de outras religiões e seitas utilizarem desse método não significa ser impróprio usá-lo, se deixarmos de usar por esse motivo estaremos valorizando mais a nossa opinião em função das circunstancias do que as palavras imperativas do Senhor Jesus.


3. Por que devemos discipular?

Atualmente temos duas realidades contrastantes em relação à divulgação do evangelho: a primeira é que muita propaganda dele tem sido feita no mundo; segunda, o avanço de um paganismo e descristianização da sociedade através das artes e do secularismo em todas as áreas. Às vezes, pensamos nas nações, povos e etnias sem o evangelho e nos preocupamos, isso é legítimo, mas nos descuidamos de discipular nossos filhos, amigos e vizinhos, por isso precisamos voltar ao princípio.

Precisamos estar alertas às aculturações de paganismos e festas aparentemente inocentes que temos permitido entrar em nossas igrejas com o sobrenome “de Cristo” ou “gospel”: pega-se um costume à título de evangelização e encaixa-se dentro dos eventos das igrejas locais. Assim, seguimos em direção à bebedices, farras, glutonarias e dormência quanto ao espírito de sensualidade, adultério, prostituição, apostasias e  impureza. Examinem as obras abaixo:


3.1 Por causa da eficiência desse método

Todos os seguimentos da igreja devem estar preocupados em criar condições favoráveis para o discipulado, de modo que o ensino da Palavra se torne uma prática constante, tanto na Escola Bíblica Dominical, como na pregação da Palavra, nas visitas aos lares etc. De modo geral a igreja de Cristo deve buscar o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo (Ef. 4:12). — “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef.4:13).
À medida que uma pessoa está sendo discipulada, ela também está sendo doutrinada à luz dos conceitos teológicos daquele que a discipula. Assim, os primeiros convertidos a fé cristã relatados no Novo Testamento, perseveravam na doutrina dos apóstolos (Atos 2:42). O apóstolo Paulo escrevendo a Timóteo diz: — “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, caridade, paciência...” (II Tim. 3:10). O ensino doutrinário está inserido no próprio contexto do discipulado.

O Lugar do Discipulado Na Igreja – Augusto Bello de Souza Filho

O uso do modelo das igrejas grandes e das mega-igrejas é extremamente distanciado e impessoal. Como alguém pode dar real atenção, aconselhamento, até mesmo abraços e conversas descontraídas a grupos com mais de 100, 200 ou 300 pessoas? Sã diferentes idades, condições psicológicas, financeiras, maturidade e etc. Para a permanência do grupo naquele local, o número elevado é bom, mas para os indivíduos, não. Os que são alcançados em grupos de até 20 pessoas, se tornam trabalhadores muito mais entrosados e irão gerar outros tais.


3.2 Porque a vinda de Jesus se aproxima

Através da história da igreja, sabemos que na certeza da chegada desse dia. Muitos* fizeram cálculos e predições de datas, mas isso não aconteceu. Isso não que dizer que Ele não voltará, pois até essa demora, foi prognosticada pelas Escrituras (Mt 25:5 e 19; II Pe 3:3 e 4). Devemos anunciá-lo até que Ele volte. Pelo menos é o que relembramos a cada ceia do Senhor (I Co 11:26). Os sinais confirmam de maneira irrefutável a sua chegada, e, quando ele vier, será que estaremos dormindo ou vigiando? A melhor maneira de se esperar a sua vinda é estarmos a vigiar, orar e discipular.

Ainda hoje há grupos que insistem em prever dia e hora da Volta de Cristo. Um destes é extremamente zeloso em estudar as escrituras, em vida devocional e em receptividade, além de manter escolas onde são ensinadas as bases cristãs juntamente com o ensino secular. Mas não conseguem se livrar deste mal, infelizmente.

* Nota D.A.: na certeza da chegada desse dia, muitos fizeram cálculos

3.3 Porque a vida terrena é curta, mas a alma é eterna

A vida aqui é mui breve, e o fato de que morreu, expirou não quer dizer que deixou de existir ao Tornar-se pó. As almas dos homens são reais e eternas, portanto, estando perdidas nesta vida, estarão perdidas por toda eternidade. E eternidade é sempre, sempre, e sempre. A alma humana possui valor mui alto, o Cordeiro de Deus é quem sabe. Pois lhe custou a vida, o resgate delas. Que espécie de valor estamos dando a elas? Discipular é, portanto, resgatar essas almas sensíveis, porém eternas para Deus.

Talvez alguém pense que não seria prático se utilizar de tal método tendo em vista o seu pequeno alcance, os modernos meios de comunicação e o fato de outro segmento religioso praticar o discipulado pessoal. Devemos entender que a comunicação em massa feita pelo rádio, televisão. internet, etc., são legítimos, mas também são muito frágeis: por faltar a aperto de mão; por ajudar a cristianizar a sociedade sem necessariamente haver a genuína regeneração, por ser muito caro e dar margens para a exploração financeira, etc. A igreja deve usar todos os recursos de que dispõe, mas priorizando o discipulado bíblico sempre.
 
A Brevidade da Vida – Paul Washer


Conclusão

Posto que, ninguém faz discípulos para si, mas para o reino de Deus através de sua vida do lugar onde estamos. Regressar ao discipulado bíblico é uma exigência urgente em nossos dias, por se tratar um retorno ao método primitivo do cristianismo com toda a sua eficácia, sem necessariamente abrirmos mão dos meios modernos de comunicação.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Vida Cristã Vitoriosa (revista) – Editora Betel – 1º Trimestre 2013 – Lição 07
Renúncia: Segredo para Frutificar – Min. Doutores de Almas (link)
Voltando a Ser Uma Igreja de Discípulos – www.ibsantafe.org.br
Os Primeiros Discípulos de Jesus – Min. Doutores de Almas (link)
Doze Homens, Uma Missão – Aramis C. Debarros – Ed. Hagnos
A Grande Omissão - Dallas Willard – Ed. Mundo Cristão
Revista Estudos Bíblicos Vol. 2 – Projeto Vida Nova
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico do AT e NT – F. B. Meyer – Ed. Betânia
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Ed. Vida Nova
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento - Lawrence O. Richards – CPAD
Comentario Biblico Atos Novo Testamento – Craig S. Keener – Ed. Atos

Obras indicadas

O Discipulado – Gilmar Santos – Missão Cristo Para Todos – (link)
Treinamento de Discipulado – Pr. Joselito Sena (link)
Teste de Personalidade Para o Discipulado – Dr. Mike Wells – Abba Press
Discipulado Para Iniciantes – Paulo Petrizi (link)
Escola de Discipulado http://www.dci.org.uk
Curso Para Discipuladores – Ewerton Barcelos Tokashiki –
Cristão Frutífero – Rev. Misael Batista – IPCG (link)

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