domingo, 3 de fevereiro de 2013

EBD Editora Betel - O Exercíco do Dom de Profecia na Igraja Atual



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 06 – 10 de Fevereiro de 2013
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Amigo/Amiga visitante:

Iremos deixar, sempre que possível, uma lista de obras recomendadas (já examinadas pela nossa equipe): depoimentos, áudios, vídeos, artigos e outros. Cremos que os que aqui voltam, não são ‘leitores de revistinha EBD’, mas dedicados pesquisadores e mestres pela excelência da prática. Logo, terão todo o apego para as examinar, fazendo valer nossa dedicação gratuita. Tentaremos deixar outras para comparações e ampliação de conhecimentos.

Shalom

R.S.Costa, Cpl. Ev.




Texto Áureo

“Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados”. I Co 14:31

Porque todos podeis profetizar, um após o outro, para que todos aprendam, e todos sejam exortados - Todos os que possuíam dons podiam profetizar, um após o outro, para que todos pudessem saber o que havia sido revelado a cada um. As mesmas coisas não eram reveladas aos diferentes profetas. Igualmente isto se dava com os apóstolos. Algumas coisas eram reveladas a um, outras  coisas reveladas a outro. Uma conferência de todos e de cada um em particular era necessária para que a completa revelação de Deus pudesse ser conhecida. Então, estes profetas ou pessoas dotadas de poder, cada um devia ouvir o que era revelado ao outros. Assim cada um podia aprender tudo o que era revelado a todos e serem consolados por isto.

Primera a los corintios – David Lipscomb (editado com notas adicionales por J. W. Shepherd) - Gospel Advocate Company, Nashville, Tennessee -1992 (Trad. Livre D.A.)

Verdade Aplicada

A profecia é um dom do Espírito Santo concedido à igreja para um fim proveitoso.

Objetivos da Lição

Definir o dom de profecia;
Apresentar alguns cuidados indispensáveis quanto ao uso do dom de profetizar;
Mostrar que as profecias devem ser analisadas e quem profetiza deve ter a humildade para enfrentar isso.

Glossário

Carismático: dom extraordinário e divino concedido a um crente ou grupo de crentes, para o bem da comunidade;
Antagônicas: contrário, incompatível, oposto;
Multiforme: aspecto e/ou estado diversos e numerosos.

Textos de Referência

I Co 14:29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
I Co 14:30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
I Co 14:31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
I Co 14:32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
I Co 14:33 - Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.

Leituras Complementares

segunda          terça           quarta         quinta          sexta         sábado
I Co 14:1         I Co 14:2    I Co 14:3      I Co 14:4     I Co 14:5   I Co 14:6


Introdução

A falta de conhecimento dos dons espirituais deve ser combatida com o bom ensino. Lamentavelmente, nunca houve tanto desconhecimento acerca do dom de profecia como em nossos dias. Há questionamentos que vão desde os mais banais até os mais sérios. É impossível responder a todos numa única lição. Na verdade, precisaríamos de um livro inteiro para isso, mas trataremos aqui alguns principais.

            Como foi citada a necessidade de um livro, deixaremos indicações ao final de nossos apontamentos. Inclusive algumas são gratuitas e de aquisição pela Internet. Destacamos que Profecia não é adivinhação, brincadeira e nem endeusamento de ninguém. Não deve ser exigida/cobrada nem reprimida. Há casos de ministérios que buscaram isso em oração durante anos e anos diariamente, até que Deus manifestou-lhes a resposta de formas assombrosas!

1. O que é o Dom de Profecia?

O dom de profecia é uma dotação ou concessão especial e sobrenatural através do Espírito Santo. É uma capacidade divina sobre a vida dos cristãos, para missões especiais na execução dos propósitos divinos para e através de sua igreja. Stanley Horton, famoso teólogo pentecostal ensina que o dom de profecia é “como que faculdades da Pessoa divina operando no ser humano”. É uma mensagem verbal inspirada pelo Espírito Santo para edificação, exortação e consolação da igreja de Cristo no mundo (1Co 14.3).

Profecia. É quando alguém recebe uma palavra de Deus e a fala para a comunidade. Existem pelo menos dois tipos de profecia. Temos as profecias relacionadas à pregação da palavra. Todo aquele que prega a palavra de Deus é considerado um profeta na igreja. Porém Deus pode usar alguém para falar da vontade Dele em situações muito específicas. Em ambos os casos, a palavra revelada e anunciada, se vier do Espírito Santo, nunca contradirá a Bíblia.

Presentes do Espírito Santo – Acampamento de Verão 2011, Holiness Central, Paulo Sung Ho Won

Entretanto, será que o judaísmo não era algo bem diferente? Nele não havia um Deus vivo que falava e, por isso, também um conhecimento claro e uma ordem consciente da vida? Diversos membros da igreja provavelmente já olhavam com atenção para o judaísmo no tempo em que eram gentios. Agora em muitas igrejas perguntava-se se não teriam de pertencer a Israel para poderem pertencer corretamente a Jesus, o Messias de Israel. Justamente pelo fato de que para os antigos “gentios” era difícil opinar nesse ponto, “por isso vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: ‘Maldição sobre Jesus’.” Também na sinagoga de Corinto ocorreram “blasfêmias” por ocasião da pregação de Paulo (At 18.6). Naquele tempo as exclamações “maldição sobre Jesus” ecoavam no recinto quando Paulo falava de Jesus. E também agora a sentença sobre Jesus está estabelecida em todas as sinagogas: Jesus é o blasfemador executado com razão no madeiro maldito. Isso, porém, constitui a evidência segura de que aqui não se pode encontrar o Espírito de Deus.
Porque a atuação do Espírito leva exatamente no sentido oposto, conduzindo ao testemunho: “Senhor é Jesus.” Sim, “ninguém pode dizer: ‘Senhor é Jesus’, senão pelo Espírito Santo”. Durante muito tempo, ao longo dos séculos de tradição cristã, isso obviamente parecia não estar correto. Contudo justamente na atualidade começamos a compreendê-lo novamente. Nenhuma “pessoa sensata” é capaz de reconhecer que um artesão judaico, que acabou indefeso na cruz, insultado pelas pessoas e abandonado por Deus, deva ser o kyrios, o Senhor do universo, o Juiz de todos os bilhões de pessoas. “Senhor é Jesus” – naquele que afirma isso com absoluta convicção atua o Espírito Santo. Porque precisamente essa é, conforme Jo 16.14, a obra mais própria e precípua do Espírito: glorificar a Jesus, mostrar Jesus com toda a sua glória. Por intermédio do Espírito Santo formula-se a confissão básica do cristianismo: “Senhor é Jesus.” Todas as demais “confissões” e “escritos confessionais” no cristianismo são apenas elaborações mais detalhadas e explicações dessa confissão fundamental. Ao mesmo tempo, porém, toda pessoa que for capaz de proferir essa confissão e ver no ser humano Jesus o kyrios tem o privilégio de, com gratidão e alegria, ter certeza de que o Espírito habita e atua em seu coração. E a igreja que vive nessa confissão é o lugar da presença do Espírito Santo (1Co 3.16).

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

O pastor e teólogo Antônio Gilberto diz que a profecia é um dom necessário a todos que ministram a Palavra; que trabalham com a Palavra (Lc 1.b; 1Tm 5.7). Ele continua dizendo que o grau de profecia na igreja hoje não é o mesmo da profecia das Escrituras (2Pe 1.20), que é infalível - a profecia da Bíblia. Ela deve ser julgada, pois, em parte, “profetizamos” (IC o 13.9). A profecia, para o pastor Antônio Gilberto está sujeita a falhas por parte do profeta; então a necessidade de acatar a recomendação bíblica de I Coríntios 14.29 é “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”.

1.1. Uma ação direta do Espírito Santo (1 Co 12:3)

A avaliação do apóstolo é explícita. A profecia é maior do que as línguas, salvo se as interpretar. No caso de interpretação, o falar em línguas assume praticamente o caráter de profecia (Será esse o motivo de estarem geralmente juntos em Atos? Cons. Atos 10:46; 19:6.).

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Não podemos seguir na ignorância e, para que haja conhecimento dos dons espirituais (I Co 12.1) e a edificação da igreja (não falamos em templos ou número de membros), precisamos de muita determinação, dedicação e perseverança. Nesta busca, iremos nos deparar com profecias falsas (do maligno), como também de previsões que ele mesmo se encarrega de cumprir, tentando nos desviar do alvo. Também iremos presenciar mensagens puramente humanas, várias maliciosas e com intenção de subjugar, influenciar ou direcionar pessoas ou grupos. Outras tantas serão fruto de inexperiência, euforia e meninices. O tempo, a observação e a lembrança são os melhores aferidores.
Quando Paulo fala que ninguém poderia dizer “Jesus é o Senhor!” sem o Espírito de Deus, ele se referia a profundidade de tal confissão, nunca apenas pronunciar palavras meramente. Se há o agir de Deus, teremos graça, virtude, poder, autoridade e domínio próprio. Logo, daremos o devido fruto (Gl 5:22 e 23). Quando começamos a seguir em facções, Cristo não mais está como Senhor Soberano, mas nossas próprias paixões e vontades. Não foi diferente com os coríntios: cheios de poder e manifestações, mas cheios dos mais variados tipos de problemas e carnalidades. Profecia, revelações, visões e etc., servem para o engrandecimento do Criador, nunca como prova de posições, santidade ou graças especiais.

1.2. Providência Divina através da Profecia

Sobre os dons:

- São resultados da providência divina em favor da igreja
- A Profecia faz parte da diversidade de operação direta do Espírito Santo (I Co 12.4)
- É a providência divina operando tudo em todos.
- A Bíblia é a maior profecia
- Muito necessitamos do exercício profético nas igrejas (e por muito tempo)
- O Espírito de Jesus é profético (Ap 19.10). Evangelizar e aguardar a volta do Senhor de igual modo.

Não pelo fato de termos a Bíblia como nossa regra de fé e práticas, que Deus tenha parado de falar em forma de predições. Se isto ignorarmos, iremos passar a ser seguidores de regras, estudos e etc. A parte sobrenatural exige fé e intimidade com o Pai. Ou cremos que o Senhor se manifesta em visões, sonhos, revelações e profecias, ou iremos crer e pregar que isto cessou e que é coisa do passado apostólico. Logo-logo deixaremos de crer em milagres, curas e até mesmo no Arrebatamento!

1.3. A utilidade e proveito da Profecia

Sempre que a verdadeira profecia se manifesta, é para um fim útil e proveitoso (I Co 12.7). Tal ação tem seu lugar como serventia espiritual e de cumprimento dos propósitos de Deus. Todos os relatos bíblicos nos conduzem profeticamente (cumprindo ditos anteriores), isto é, Deus guiou o seu povo ciente de muitas coisas do porvir, por mais demorado que fosse. No término dos escritos (o livro do Apocalipse) somos orientados a vivermos crendo, confiando e ansiando por outros cumprimentos mais inéditos ainda.

Sobre a prática, uso e finalidades:

- Benefício para toda a igreja (usufruto corporativo)
- Os coríntios usavam os dons espirituais de maneira egoísta (para promover a si mesmos)
- Ninguém reconhece música tocada de forma errada ou por músicos destreinados
- O Senhor nos direciona por “toques” e “músicas” precisas (as mensagens proféticas são estes sons)

Pensemos num contexto mais amplo de aplicação da palavra dita acima: Eliseu é um exemplo clássico de voz profética levantada em tempos de crise que trouxe muitos livramentos, vitórias e provisões de Deus para o seu povo; lembremos de Ageu e Zacarias que, na construção do segundo templo, apegaram se a liderança local motivando o  povo de Judá na edificação da casa de Deus e de uma nova identidade nacional. No NT temos Ágabo, Barnabé, Paulo e tantos outros que jamais chegaremos conhecer o seu nome.


2. Responsabilidade com o Dom de Profecia

A manifestação da Palavra profética deve ser resultado de uma busca do progresso da igreja (I Co 14.12), por se tratar de uma enorme bênção espiritual, a profecia também vem acompanhada de grandes responsabilidades que envolvem a todos e simultaneamente o indivíduo em si. É preciso ser cuidadoso não somente com esse dom, mas com todos os dons que se manifestam nos cristãos pelo Espírito Santo. Não somente pelo juízo que experimentarão os irresponsáveis (Lc 12.48), mas sobre tudo pelo caráter de Deus em nós.

2.1. Todos podem profetizar na igreja

            Todos podem profetizar, mas nem todos podem ser profetas!!! Em Atos 21:8-11, as quatro filhas de Filipe devem ter profetizado nos cultos em seus lares (a igreja era nos lares), para que Paulo disso tomasse ciência. O grupo Inteiro falava edificando, exortando e consolando. Nada disseram de direcional a Paulo. Ágabo, contudo, trouxe algo de ordem superior. O profeta pode profetizar sem que a mensagem tenha nada de profecia (predição direcional).
            Este ocorrido (At 21:10-11) foi uma manifestação de revelação – a Palavra da Sabedoria – em operação através do Dom da Profecia. Profetizar não é “pregar”. Todas as expressões inspiradas são profecia, de uma ou de outra forma, mas a profecia não é pregação. Pode ocorrer invariavelmente uma mensagem profética específica durante uma pregação, de grande utilidade mas pregar é proclamar, anunciar, clamar ou contar algo. O propósito da Profecia é diferente do da Pregação. Os homens seriam salvos não pela loucura da profecia, mas pela loucura da pregação. Os dons sobrenaturais atraem as pessoas, mas não as salvam. No Dia de Pentecostes, quando as pessoas falavam em línguas, somente quando Pedro se colocou em pé e pregou às pessoas é que houve salvação e entregas das vidas.
            As mensagens tinham de ser avaliadas para se determinar se o locutor transmitira a Palavra de Deus por meio do Espírito Santo de fato. Alguém, guiado por suas próprias emoções, poderia achar que Deus lhe comunicara algo por seu intermédio. Satanás poderia (e ainda pode) falsificar uma mensagem profética (ver II Co 11:13 e 14). Os ouvintes testavam as mensagens usando as escrituras do AT e a tradição apostólica, além da orientação pessoal do Espírito ("discernimento de espíritos" - I Co 12:10).

2.2. Todos devem saber a finalidade

Profetizar, isto é, expor a Escritura, se compara com falar em línguas. Este dom atrai a atenção mais que a clara interpretação das Escrituras. gratifica mais o orgulho, porém fomenta menos os propósitos do amor cristão; não fará o bem por igual às almas dos homens. o que não pode entender-se, não pode edificar. Nenhuma vantagem pode receber-se dos discursos mais excelentes se são entregues em uma língua tal que os ouvintes não podem falar nem entender. Toda capacidade ou possessão adquire valor proporcionalmente a sua utilidade. Até o fervoroso afeto espiritual deve ser governado pelo exercício do entendimento, do contrário os homens envergonharão as verdades que professam promover.

        Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso NT – Matthew Henry - CPAD

A profecia ministra o trato de Deus com a igreja local edificando, consolando e exortando. Também traz o amadurecimento do grupo e fortalecimento de sua unidade, além do ensino, correção, instrução e despertamento. Na verdade, os que são tementes e íntegro, chegam mesmo a desejar ardentemente uma palavra pessoal para si. Não devendo nunca se deixarem tomar de frustrações, desânimos, tristezas ou amarguras por Deus ficar em “silêncio”.

2.3. Todos devem cuidar uns dos outros

A avaliação do apóstolo é explícita. A profecia é maior do que as línguas, salvo se as interpretar. No caso de interpretação, o falar em línguas assume praticamente o caráter de profecia. (Seda esse o motivo de estarem geralmente juntos em Atos? Cons. Atos 10:46; 19:6.)

        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

O desejo de Paulo é que todos falem em línguas, porém, acrescenta, dada a possibilidade de escolher, ele preferiria que profetizassem. O profeta é maior que o que fala em línguas, a menos que este interprete para que a igreja possa ser edificada. Novamente se repete a intenção edificadora da reunião dos cristãos.

Nuevo comentário bíblico siglo ventiuno Ventiuno - G.J. Wenham, J.A. Motyer, D.A. Carson, R.T. France – Editorial Mundo Hispano (Trad. Livre D.A.)

Para a coletividade, a profecia é muito mais proveitosa, visto que as línguas edificam somente a quem fala. Há muitos que pensam que quem profetiza tem uma proteção extra da parte de Deus, ou que possuam maiores afinidades, ou mesmo que teriam mais garantia de salvação do que os demais! Outros partem pelo caminho da inveja, pelejas e disputas, tentando mostrar quem é o melhor ou quem manda mais, por meio de proferirem profecias. O grupo sempre deveria pensar na união e bem-estar do grupo como também na situação dos indivíduos. Estes deveriam sempre se cuidar para estarem aptos a cuidar do grupo e dos outros individualmente. É o famoso “um por todos e todos por um!”.

Todos os crentes são responsáveis de alguma forma pela palavra profética. Os que a omitem, de transmitir mensagens que se harmonize com a Bíblia, cuja intensão seja promover a edificação de quem ouve e a glória de Deus. Enquanto os que ouvem devem conferir a profecia comi a Palavra de Deus e aguardar o seu fiel cumprimento caso seja ela preditiva.


3. Ética na Palavra Profética
           
No tópico anterior, de certa maneira, já introduzimos este assunto, mas que em virtude da necessidade e ênfase bíblica precisamos penetrar em outros detalhes dele. Seja alguém na assembleia local ou um ministro que profetize há critérios éticos que devem ser observados, a fim de impedir desordens e até indecências.

3.1. Procurando manifestar a presença de Deus

Quando falamos em línguas, nos envolvemos mais profundamente nos mistérios de Deus, sem entendermos o que falamos (I Co 14:2). Devido ao texto não explicitar que a própria pessoa também não entenda o que ela mesma pronuncia, alguns afirmam que compreendem o que estão dizendo. De um modo ou de outro, os que estão ouvindo não conseguem (e isto está no texto). No v. 4 há a definição de que a Profecia fala a todos e no v.14 atesta que o espírito do que fala em línguas “ora  bem”, mas que “o meu entendimento fica sem fruto”, o que nos conduz a entender que a pessoa não compreenda o que ela mesma diz. Isso, porém, não significa que quem profetiza fique ou esteja inconsciente ou perdeu o auto-controle, nem que esteja em algum tipo de transe.
Em Isaías 28:11 e 12, temos uma citação ao exército invasor assírio (de língua "bárbara"). A manifestação desta "língua" era a confirmação do julgamento de Deus sobre eles. Deus quis falar com Israel de forma clara e natural, mas seus pecados rotineiros impediram. Falou através de profetas no idioma deles, mas não quiseram entender: fala-lhes, então, em uma língua estranha, tipificando seu jul­gamento. As línguas eram sinal do julgamento de Deus para os judeus obstinados. Este povo vivia sempre em busca de um sinal (Mt 12.38; I Co 1:22). Os apóstolos e discípulos falando em línguas era um sinal para este mesmo povo, que celebravam a festa (Pentecostes).
 Seu interesse despertou, mas este sinal não falou-lhe ao seu coração. Após Pedro desperta-los e exortá-los (pregando em Aramaico, que todos entendiam) é que foram convencidos de seus pecados e se converteram (grande número, não todos). A Edificação nos foca na meta de compartilhar o Evangelho para a igreja se fortalecer e crescer (também para que vidas sejam salvas). Precisamos nos fazer compreender para que algum benefício seja manifesto. O que compartilhamos é estritamente ‘corporativo’ e ‘secreto’, ou usamos palavras, métodos e utilizações práticas e vivas do agir de Deus? Busquemos a edificação da igre­ja (I Co 14:12).


3.2. Mantendo a ordem no culto

Sobre estes dois sub-itens iremos somente indicar textos, artigos e obras para melhor compreensão, comparações e incrementos. Bons estudos e boa aula, mestres e alunos!

A profecia sempre será compatível com a ordem no culto, nunca contrária a ela. O cuidado quanto à ordem no mesmo deverá existir sempre e todos devem cooperar para tal. Contudo jamais se deve impedir o exercício do dom de profecia, ou extinguir o Espírito Santo pelo medo ou excesso de zelo (I Co 14.29). Frequentemente Paulo foi usado para conferir ou manifestar o dom de profecia m e diante a imposição de mãos (em outros irmãos), quer fossem obreiros ou não (At 19:6-7; I Tm 4:14; II Tm 1:6).


3.3. A humildade dos que profetizam

Como a profecia tem a participação direta do elemento humano, sempre haverá possibilidades de equívocos, e com isso Deus trata conosco quanto ao nosso nível de paciência. Aquele que profetiza fala segundo a medida de fé que lhe foi outorgada por Deus, podendo sua mensagem ser preditiva ou não, todavia quem fala deve falar de acordo com os oráculos de Deus. Uma pessoa de fala arrogante, que não aceita que a sua mensagem seja submetida a análise, pode ser sinal de que não é um genuíno profeta, “pelos frutos os conhecereis” foi o que disse Jesus. Por outro lado, o verdadeiro profeta jamais se sentirá diminuído pelo fato de sua mensagem está sendo analisada por qualquer grupo.

As assembleias cristãs podem e devem criar um ambiente em que Deus possa agir livremente, porém isso só acontecerá se for buscado com o propósito de crescimento. O desenvolvimento desse ambiente deve constar de tranquilidade, hinos espirituais e apropriados. Há, pelo menos, dois casos em que o espírito da profecia foi buscado e alcançado com música: primeira, em que Eliseu pede um tangedor (harpista) e exerce o seu oficio, (2Rs 3.15); e também Saul que ao se defrontar com uma banda musical de profetas portando saltérios, tambores, flauta s e harpas o Espírito Santo se apoderou dele e começou a profetizar também, (I Sm 10.5-10). Entretanto notamos que, tanto Samuel quanto Eliseu, desenvolveram uma escola profética em Israel.


Conclusão

Todos devem buscar com zelo o dom de profetizar, posto que pela graça tal manifestação é amplamente acessível aos membros do corpo de Cristo. Enquanto a Igreja estiver neste mundo, ela manifestará a sabedoria de Deus através dos dons que poderão ser exercidos por fé e pela manifestação que for concedida a cada um para proveito geral.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Vida Cristã Vitoriosa (revista) – Editora Betel – 1º Trimestre 2013 – Lição 06
A Atualidade dos Dons Espirituais – Luiz Antonio Ferraz – www.semeandoapalavra.net/livro_osdonsespirituais.pdf

Como Interpretar As Profecias – José B. S. Neto – http://www.cpr.org.br/bn-profecias.htm

Dons (sermão) – William Branham, Nova York, EUA em 07/12/56 – Trad. e comentários: Diógenes Dornelles
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman – Ed. Vida
Descobrindo o Dom profético – Mike Bickle – Ed. Atos
Teologia Sistemática – Stanley M. Horton – CPAD
Teologia do Antigo Testamento – Walter C. Kaiser Jr. – Ed. Vida Nova
Teología biblica y sistemática – Myer Pearlman – Editorial Vida (Casteliano)
Palestras Introdutórias à Teologia Sitemática – Henry C. Thiessen – Imprensa Batista Regular do Brasil
Os Dons Espirituais – Prof. Gilson de Moura – http://www.missoeseadoracao.net
Dons Espirituais – Fred G. Zaspel – Word Of Life Baptist Church Web Site (Trad. livre: Felipe Sabino de Araújo Neto)

Obras indicadas

Regras para Falar em Língua - John MacArthur, Jr. – www.monergismo.com
O Falar em Línguas, Hoje (de 1 a 4) – http://www.luz.eti.br
Cessacionismo e o Falar em Línguas – http://www.monergismo.com/?p=1075
O Ministério Profético – Pr. José Antônio Corrêa – www.proveg.com.br/igrejabatista
O Ministério de Um Profeta – Kenneth E. Hagin – Graça Editorial
A Unção Profética – John P. Bevere – Ed. Atos
Assim Diz O Senhor? – Jonh Bevere – CPAD
O Dom de Profecia – Dick Mills – http://www.ruach.com.br/livretos/o.dom.de.profecia.pdf

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