sábado, 16 de fevereiro de 2013

EBD Editora Betel - O Legado de Jesus Cristo para Sua Igreja




Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 08 – 24 de Fevereiro de 2013
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Texto Áureo

“Porque não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”. II Co 12:14b

O Senhor nos deixou heranças físicas e espirituais. As espirituais como um pai soberano e criador. Físicas, como um pai carnal deixaria. Eis o motivo da comparação feita por Paulo, que se espelhava em tudo no Mestre.

Verdade Aplicada

Dentre outros, Jesus deixou o legado do amor, da paz, segurança, do prazer de viver, e da dependência recíproca.

Objetivos da Lição

Apresentar o Senhor Jesus como um modelo que se ocupou em acumular um legado para seus seguidores;
Mostrar os diferentes tipos de legado outorgados pelo Senhor Jesus;
Destacar as bênçãos da salvação.

Glossário

Recíproca: ideia ou ação oposta; inverso;
Legado: disposição de última vontade pela qual o testador deixa a alguém um valor fixado ou uma ou mais coisas determinadas;
Salinizador: que contém sal ou é formado por sal.

Textos de Referência

Lc 4:13 E, acabando o Diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.
Lc 4:14 Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galileia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
Lc 4:15 E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.
Lc 4:16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.

Leituras Complementares

Segunda Pv 16:21
Terça      Pv 2:2         
Quarta    Pv 2:10
Quinta    Pv 8:12
Sexta      Pv 5:1
Sábado   Pv 9:1


Introdução

Uma das importantes características de Jesus era a capacidade de transformar os seus discípulos em pessoas ativas, dinâmicas e com habilidade de transmitir suas ideias. Ele não idealizou um grupo de homens e mulheres passivos, tímidos, com a personalidade anulada. Antes os encheu do Espírito Santo após sua ressurreição para que levassem o seu legado a humanidade.


1. O Legado Histórico

Não temos qualquer dúvida de que o Jesus histórico é o Cristo da fé que encontramos nos quatro evangelhos. Temos o bom senso de nos apoiar na tradição que os recebeu desde os tempos primitivos, acreditando em todos os seus relatos. Tais relatos foram elaborados a partir do ponto de vista da identidade divina de Jesus e não em supostos folclóricos, não há ficção, tudo foi plenamente real e é isso que tem transformado vidas através dos séculos até hoje.

Um das maiores fontes que confirmam os relatos bíblicos, especialmente os dos evangelhos, procedem de um Judeu que não considerava Cristo como o messias, O historiador Flávio Josefo. Ou seja, o Jesus histórico dos evangelhos é visto nestas obras como de modo confirmador. Josefo não possuía nenhuma necessidade de exaltar alguém a quem não tinha como divino: ele apenas relatava fatos históricos que conhecia e obtivera.

1.1 A História de Jesus nos evangelhos

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei”. Gl 4:4

A plenitude do tempo corresponde ao "tempo determinado pelo pai" (4:2). Dá a entender que a obra disciplinar e preparatória da Lei exigia um longo período. Seu Filho. A maneira apropriada de trazer muitos filhos à glória. Verdadeira filiação é impossível até que o Filho por excelência apareça. Aqui se sugere a pré-existência. Nascido de mulher. Isto não é menção ao nascimento virginal (Mt. 11:11). A argumentação de Paulo exige um destaque à semelhança de Cristo conosco, não à dessemelhança. Através do Seu nascimento Ele penetrou em nossa humanidade.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Os evangelhos não contam toda a história de Cristo, mas nos servem de base de fé na Provisão de Deus, pois ele é o nosso cumprimento da Lei. Ninguém sozinho conseguiria isto (exceto o próprio Cristo). Ou seja, os evangelhos nos atestam feitos inegáveis (vide os apóstolos terem sido martirizados pregando e vivendo tal crença): se fossem mentira teriam morrido de morte natural ou o negado diante das autoridades para escaparem vivos. È fato que tanto houve esfriamentos, como avivamentos. Exageros e fanatismos, como reformas e reavaliações à luz da Bíblia das doutrinas e interpretações, mas o Senhor Jesus continua o mesmo.

1.2 A Doutrina de Jesus no Novo Testamento

Na verdade muitos que foram salvos por Jesus e tiveram a plenitude do Espírito Santo expressamente abandonarão a fé e não terão retorno (I Tm 4.1-2) e Jesus fala expressamente que muitos que profetizaram, expulsaram demônios e realizaram milagres não entrarão no céu, porque praticaram o mal!
A prática das palavras aprendidas é comparada a prudência de construir uma casa com sólido fundamento, e seu oposto é verdadeiro. Percebamos que aqui Jesus deixa bem claro que sobre a casa construída em sólido fundamento também cairá a chuva, transbordarão os rios, soprarão os ventos e darão contra tal casa. Nesta vida teremos aflições.
Aqui Jesus encerra seu primeiro discurso, e percebemos que as multidões de fato haviam se achegado a ele e aos discípulos, porque estavam maravilhadas com seu ensino. Jesus ensinava com autoridade, não como um mero repetidor da lei. Esta autoridade está hoje sobre a Igreja, para que sua Palavra seja levada às nações, muitos se convertam e o nome de Deus seja glorificado!

Evangelho de Mateus - Carlos Alberto Bornhofen - Http://www.geocities.com/malaquias316

Um mestre atraente= Cristo era um excelente comunicador. Com seu ensino falava no íntimo de cada um que o ouvia, falando-lhes de coisas cotidianas e simples. A diferença que fazia dele um palestrante diferenciado era a mensagem do Evangelho, tanto individualmente, quanto às multidões.

Intérprete da Lei= A interpretação historicamente tradicional enchia e sobrecarregava a todos de mandamentos pesados e regras extremamente rígidas, frias, impessoais e até mesmo mortais, conforme o caso. Cristo nos trouxe a interpretação autêntica, confirmada com uma vida devocional piedosa e cheia de boas-obras. Uma de suas obras foi a que mais nos ensinou e deus condições de ficarmos firmes: sua entrega no Calvário, salvando tanto o povo eleito que o rejeitou, quanto os gentios crédulos. Tanto os de boa-vontade, quanto os ímpios e pecadores passaram a dispor de tal graça.

1.3 A Tradição Evangélica herdada

            Jesus por aqui passou com a ciência e a determinação de quem estava firme em deixar sua marca na História. A inspiração gerada por Jesus é tão grande que os escritos sobre sua vida não são uma biografia nem algo do tipo, mas relatos de operações que comprovaram e ainda comprovam sua divindade (Jo 21:25). Como diz o texto citado, se apenas seus feitos tivessem sido escritos, o Mundo não comportaria tantos livros! Nosso viver deve ser contagiante não apenas aos membros da igreja local onde estamos atuando, mas também em nossa família, no local de trabalho, escola, vizinhança e em nossa nação. Se herdamos o legado do Senhor e cremos que ele nos guia e continua conosco, precisamos distribuir e ensinar tal legado ao Mundo em trevas.

“Jesus foi um semeador (Mt 13.1-23). Quem não consegue enxergar o poder contido em uma semente, nunca mudará o mundo que o envolve, nunca influenciam o ambiente social e profissional! que o cerca. Uma mudança de cultura só será legítima e consistente se ocorrer por intermédio das singelas sementes plantadas na mente de homens e mulheres, não por intermédio da imposição de pensamentos”. Augusto Cury. Reflitamos que histórias queremos que contem de nós quando descermos em nossos túmulos, precisamos pensar como queremos ser lembrados. Para isso temos que ter a mente de Cristo em nós, para pensarmos como ele pensaria se estivesse em nosso lugar.


2. O Legado Espiritual

Partindo do princípio da pessoa que Jesus era, o legado espiritual por ele deixado jamais será superado - a salvação da alma humana - visto que não era da competência do homem comum. Mas de alguém com uma dupla identidade humana e divina. Todavia o Mestre ressuscitado nos compartilhou a sua missão expansionista do reino de Deus quando disse “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20:21b). Ele até poderia fazer tudo só, mas escolheu trabalhar por meio de sua igreja.

Jesus já havia falado do envio dos discípulos nos “discursos de despedida”. Recordamos passagens como Jo 14.12; 15.16; 15.26s; 17.18,20. Naquela ocasião, porém, ainda eram palavras “proféticas”. Mas agora, depois da cruz e da ressurreição, elas se tornam realidade imediata, nesse momento “ele os estava enviando”. Também aqui o “como” no começo não tem apenas uma conotação comparativa, mas ao mesmo tempo causal. Ao serem enviados, os discípulos são inseridos no poderoso movimento que saiu do coração do Pai e penetrou no mundo pela entrega do Filho e agora deve imergir cada vez mais no mundo por meio dos discípulos de Jesus. Pelo fato de que o Pai enviou Jesus dessa maneira, Jesus novamente envia os discípulos. Cabe lembrarmos que, para o pensamento e a percepção lingüística israelitas, sobretudo a “autorização” fazia parte do “envio”. Era uma regra muitas vezes expressa: “O enviado é como aquele que o envia.” O “envio” dos discípulos contém a autoridade de Jesus, o Salvador do mundo. Por isso, fala e ação dos discípulos agora também precisam corresponder ao envio de Jesus e apresentar as mesmas características do amor, da verdade, da humildade e do poder. Nesse sentido, o termo “como” também é comparativo. Se os discípulos se alegrarem com o reencontro, se amarem seu Senhor, que vem ao encontro deles com tanta alegria, então deverão saber: somente se assumirem o envio sua alegria poderá tornar-se perfeita e seu amor a Jesus, visível (Jo 15.10s).

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Fomos comissionados a irmos em nome dele (Jesus) e anunciar a salvação a todos os povos. Recebemos revestimento (At 1:4 e 5) e armas (Mt 28:19 e 20) e a capacidade de formarmos discípulos não para nós mesmos, mas para os enviarmos no nome de Jesus!

2.1 A Justificação pela Fé

No capítulo 5, somos informados da conseqüência imediata desta justificação: paz com Deus. De fato, a grande angústia da humanidade residia no estado de guerra que havia entre nós e Deus, resultado de nossa rebelião no passado, rebelião esta que lançou-nos numa dimensão de trevas, e condenou-nos a um estado eterno de beligerância com Deus, conosco mesmos e entre nós mesmos. A justificação por meio da fé é o fechar de um portal, e o abrir de um outro: fecha-se a porta da guerra, da angústia, da incerteza e da morte e abre-se o portal da esperança, da graça, da certeza, da paz. Tudo isso graças a Jesus Cristo: foi por causa do seu sacrifício que obtivemos acesso a essa situação nova, a este estado de graça. É nessa graça que nós estamos firmes, e nossa esperança, agora, é que a bondade de Deus há de ser a nossa morada para sempre, e tudo que Jesus Cristo conseguiu por nós, e para nós, é acessado mediante a fé.

Carta de Paulo Ao Romanos – Ariovaldo Ramos

As principais formas verbais em 5:1, 2, 3 podem ser traduzidas: "Temos paz ... nos gloriamos ...". Ou esses verbos podem ser traduzidos como exortações: "Desfrutemos da paz que temos ... gloriemo-nos na esperança ... gloriemo-nos nas aflições ..." Os verbos estão todos no tempo presente, e expressam atividade constante. A paz que um crente tem é a paz com Deus. Este é um estado objetivo para aquele que é declarado justificado. Ele é por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. A obra redentora de Cristo forneceu uma expiação, uma cobertura para. o pecado daquele que foi declarado justificado pela fé. Esse tal foi reconciliado com Deus. Portanto a hostilidade e animosidade entre Deus e os crentes já se foi. Em lugar disso há uma bendita paz.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Paz com Deus – A obra de Cristo foi a solução para nosso gozo na Eternidade. Estávamos contaminados pelo Pecado, incapazes de pagarmos por nossos erros e mais incapazes ainda de nos salvarmos. Com o sacrifício do Cordeiro de Deus pudemos ter a certeza da Salvação e a paz com Deus.

“A justificação é um ato declaratório de Deus (Rm 5:1). Não é um processo, mas um ato legal, forense e judicial de Deus, sobre a base da justiça de Cristo. Ela é recebida pela fé (Rm 5:1). No entanto não somos justificados com base na fé, mas no poder do sacrifício de Jesus. A fé é apenas um instrumento de apropriação dos benefícios da cruz”. (Romanos - O evangelho segundo Paulo - Ed Hagnos)

2.2 Bênçãos da Salvação

Paulo é enérgico com a igreja. Porque o reino (o senhorio) de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Continua em pauta o aspecto exterior da igreja. Se seu objetivo for de fato tornar compreensível a grandiosa palavra do reino de Deus em seu redor, então que o faça pelas três citadas formas de diferenciação. Justiça: que a vida da igreja transmita uma amostra de como uma comunidade humana se entende na terra debaixo de Deus (Rm 6.19). Paz: que ela encontre e siga caminhos de paz também nas situações em que normalmente se desiste (Rm 3.17). Alegria: que ela festeje o amor de Deus que alcançou o alvo (Rm 5.8). Tudo isso, porém, não deve acontecer por mera retórica, mas no Espírito Santo, ou seja, realmente, de coração, boca e mãos (1Co 4.20). Então, a convicção de Paulo é que a igreja não apenas colherá o louvor de Deus, mas também sempre será no mínimo respeitada pelo mundo que a cerca.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Nada do desfrutamos neste mundo é comparável ao que está reservado nos céus. Nenhum trabalho, sofrimento, luta ou esforço, jamais alcançariam tão grande presente. Há milhões de pessoas pensando estar alcançando a graça de Deus sem a Bíblia e sem Cristo. O que nos diz a Palavra de Deus? “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.” (Hb 2:3) Temos a Esperança da Glória Eterna, nos fortificamos com a própria Fraqueza (Hb 11:34), futuro garantido em Cristo. Se já estamos justificados em Deus por Cristo, seremos salvos da Ira Divina pelo Sangue do Cordeiro e já estamos reconciliados com Deus, o que mais poderemos citar ou mesmo imaginar? Foge à nossa compreensão e mesmo à nossa capacidade de expressão.

Sem dúvida, Paulo é o maior expoente da doutrina da Salvação no NT, ele foi capaz de resumir todo o legado de Cristo a nós, dizendo: “o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14:17). A paz com Deus é uma benção referente ao passado, algo que já ocorreu. Diferentemente de ter a paz de Deus (Fp 4:7). Está ligado ao relacionamento, não ao sentimento. Pois se trata de uma reconciliação com Deus. Não somos mais filhos da ira, mas filhos gerados a partir de seu amor.

2.3 Um novo padrão ético-moral

Nos tempos da Lei os homens não trouxeram pra dentro de si uma lista de “faça” ou “não faça”. Se tivessem feito assim, não teriam vivido de modo hipócrita e sem misericórdia. A Bíblia contém tudo que é necessário para se saber como viver a vida Cristã. Porém, nem todas as situações que vamos ter que encarar em nossas vidas estão nela pré-figuradas. Como então ela é suficiente? Em situações assim é que temos que aplicar a Ética Cristã. Nos dias do AT a referida lista de “pode” e “não pode” existia e era amplamente usada exteriormente, de modo que uns atacava os que falhavam em um ou  outro item/observação.
"Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" (Cl 3:1-6). Esta citação  condensa muito bem o padrão deixado e exemplificado pelo Senhor. Não é uma questão de filosofar, criar academias de filósofos ou de se tornar eremita, mas de viver dignamente e de modo dignificante ao Senhor a aos semelhantes.

Se Jesus se ocupou em deixar um legado espiritual, o que nos resta fazer? Cabe a nós transferir essa herança de justiça, paz e alegria espiritual no tempo corrente. Isso é algo totalmente envolvente e não alienado, como alguns fazem da religião. Precisamos pensar como pais espirituais preocupados em deixar um tesouro para os nossos filhos que abunde para a vida eterna, falaremos mais disso a seguir.


3. O Legado da Autoridade

Devemos lembrar que cumpre a nós como igreja temperarmos a nossa sociedade, com o bom tempero de Cristo. Esse poder salinizador nos foi conferido para ser levado a efeito nas artes, na política e educação, entre outros (Mt 5:13). Uma vida religiosa é uma coisa boa, mas ineficaz para produzir frutos de arrependimento e realizar sonhos. O que precisamos é do poder de Deus sobre nós para viver e transmitir esse maravilhoso legado.

Ao falar sobre o sal da terra e a luz do mundo, Jesus deu-nos ordens expressar para modificarmos a realidade ao nosso redor, ou pela conversão dos pecadores ou por sua repulsa ao evangelho, mas onde está um filho de Deus não pode haver indiferença. Somos sal e luz e devemos dar sabor e iluminar. A luz é detestada pelo pecado, que a revela, mas permite ao pecador perceber sua sujeira e buscar aquele que limpa, Jesus.
Não podemos ficar escondidos, nem que tentemos. Se conseguimos, não somos servos do altíssimo, pois mesmo em silêncio o Espírito Santo que há em nós opera, e mostra aos perdidos que algo de diferente há, pois o silêncio de um justo clama mais alto que as muitas palavras de um perdido. Repito: se conseguimos passar despercebidos, não somos servos de Deus.

Evangelho de Mateus - Carlos Alberto Bornhofen - Http://www.geocities.com/malaquias316

O “Bom tempero de Cristo” descrito na revista nos faz lembrar do bom cheiro, também de Cristo. Este, porém, significa morte para os eu estão amando a morte, e vida para os que procuram viver ao lado do Senhor (II Co 2:15 e 16).

3.1 Autoridade para viver uma nova realidade

Este versículo deve ter a seguinte construção: Mas para a terra que estava afligida não continuará a obscuridade (isto é, a terra da Galiléia). Nos primeiros tempos tornou desprezível a terra de Zebulom e . . . Naftali (permitindo que se colocassem sob o jugo direto da Assíria; cons. II Rs. 15:29); mas nos últimos tempos tornará glorioso o caminho do mar, etc. (enviando Seu Filho a morar na Galiléia e a desempenhar a principal pane do seu ministério ali; cons. Mt. 4:13-17).

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Estávamos mergulhados em trevas, angústias, incertezas e sem perspectivas. Mas as trevas que envolviam a Humanidade foram dispersas pela luz do Senhor (Is 9:2).

3.2 Autoridade para levar esperança

Aqueles que viviam na desesperança, encontraram o caminho que leva a Deus, Jesus Cristo. Agora sua missão é levar esta mesma esperança aos demais homens, antes que chegue o grande Dia do Senhor, ou que tais almas pereçam em suas pecaminosidades. Devemos levar também a esperança de vida já neste tempo, levando comida aos famintos, roupas, abrigo e condições de se reerguerem ou saírem das adversidades impostas pela vida e pelas condições naturais, econômicas ou sociais.

3.3 Autoridade para operar sinais e maravilhas

Começa a descrição da comunidade dos "crentes". De forma alguma o Senhor tinha em vista apenas a primeira geração, antes, conforme o v 16, todos os batizados. Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem. Eles não estão vinculados a cargos, mas em primeiro lugar à fé que deixa Deus ser Deus (cf 5.36; 9.23; 11.22s). Em segundo lugar eles fazem parte do contexto missionário, pois o fato de eles "acompanharem" pressupõe que os discípulos estão a caminho para difundir o evangelho. Conforme o v 20 os sinais reforçam a palavra missionária, de modo que esta não chega às palavras como teoria desnuda, como afirmação rígida. Paulo não podia renunciar à confirmação das suas palavras "por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo" (Rm 15.19). Aos Coríntios, que colocaram em dúvida sua con­dição de apóstolo, ele lembrou que seu ministério entre eles contara com "as credenciais do apostolado" (2Co 12.12; cf Hb 2.4). Não se pensa em provas convincentes; sinais sempre podem ser mal-interpretados (3.22). Aquele que foi elevado, porém, legitima a entrada em cena dos seus mensageiros com sinais de atenção.
Os cinco exemplos relacionados a seguir são confirmados especialmente pelos Atos dos Apóstolos. Exorcismos encontramos ali em 5.16; 8.7; 16.16ss; novas línguas em 2.1-11; 10.46; 19.6; milagres com serpentes em 28.3-6 e curas em 3.1-10; 4.30; 5.12,15; 9.12,17,33s,29ss; 14.8ss; 19.11; 28.8s. Só para a preservação em caso de veneno falta um exemplo.
Como primeiro está um sinal que também tem muito peso no evangelho de Marcos (1.34,39; 3.11,15; 6.7,13; 9.38): Em meu nome, expelirão demô­nios. A mudança de governo pascal que os crentes proclamam não agrada aos senhores anteriores. A má vontade deles também pode manifestar-se com re­sistência em altos brados. Mas o nome de Jesus os faz calar.
Em segundo lugar, falarão novas línguas. O nt geralmente é mais curto: "falar em línguas". Só duas vezes a expressão é mais longa: "falar em outras línguas" (At 2.4), e: "falar em línguas estrangeiras" (1Co 14.21. bv). Aqui a intenção é esclarecer: "falar novas línguas". Será que se pensa realmente na mudança para uma das línguas do mundo antigo, que só são subjetivamente novas para a pessoa em questão porque não as conhecia até então? Provavel­mente a expressão "novas línguas" deve ser colocada ao lado de expressões como "nova aliança, nova criação, novo céu, nova terra, nova Jerusalém, novo cântico e novo nome". Como parte da nova criação, elas se distanciam da confusão de línguas babilônica, são "língua dos anjos" com Deus (1Co 13.1). É claro que se pode contar com manifestações diferentes, já que há "varieda­de de línguas", conforme 1Co 12.10. No contexto missionário elas podem ser um sinal de condenação ou de advertência (1Co 14.22).

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

As mesmas maravilhas operadas por Cristo estão ao nosso alcance. Não somente aquelas, mas outras muito maiores, como ele mesmo nos atestou (Jo 14:12).

Recentemente aquele louco que invadiu um colégio em Realengo-RJ e saiu tirando a vida de muitas crianças e ferindo outras, acabou por suicidar-se*. Seus parentes não foram fazer o reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal, de modo que foi sepultado como indigente, pois deixou um rastro de destruição e péssima lembrança de si, Com certeza, todos querem os ser bem lembrados, com carinho, boas histórias, etc., mas isso se planta na semeadura da vida.

* Nota D.A.: acabou por suicidar.


Conclusão

Cristo Jesus compartilhou conosco toda a sua herança sem jamais empobrecer, então somos co-herdeiros com Ele. Seu propósito foi tornar-se um modelo vivo de inspiração para todos nós neste particular. Cumpre a nós deixarmos também um legado, devemos pensar hoje, em como queremos ser lembrados no dia do nosso sepultamento.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Vida Cristã Vitoriosa (revista) – Editora Betel – 1º Trimestre 2013 – Lição 08
Evangelho de Mateus – Carlos Alberto Bornhofen – (link)
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentario Biblico Conciso AT Matthew Henry - Matthew Henry – CPAD

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