domingo, 7 de abril de 2013

EBD Editora Betel - A Parábola das Dez Virgens e A Necessidade de Vigilância



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 07 Abril de 2013
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Nota MDA: Os textos em vermelho são os da revista, inalterados.

Texto Áureo

“As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo”. Mt 25:3

Cabe aqui uma observação técnica e pericial: as lâmpadas só serviriam estando acesas. Se estavam acesas, possuíam combustível (azeite). Nos textos relacionados ao relato desta parábola (nos sinóticos) vemos e concluímos que o azeite era colocado em um recipiente à parte. Este não era pra acender a lâmpada, mas era uma carga de reserva. Outro detalhe é quem dormiu. Não foram as loucas (somente); todas as virgens dormiram. Tais detalhes relatados aqui são de grande ensino, mas costumam passar despercebidos.

Verdade Aplicada

Sem a vigilância e a santificação os cristãos se tornam vulneráveis e despreparados para se encontrar com Cristo.

Objetivos da Lição

Explicar que para a caminhada cristã precisa-se de mais azeite do que pensamos, pois a jornada é longa e a espera poderá ser demorada;
Orientar que a reposição de azeite deve ser continuada e a prudência exige levar azeite de reserva;
Conscientizar de que ninguém poderá adquirir azeite depois que a trombeta soar anunciando a chegada do Noivo.

Textos de Referência

Mt 25:2 E cinco delas eram prudentes, e cinco, loucas.
Mt 25:3 As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
Mt 25:4 Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.
Mt 25:8 E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Mt 25:9 Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós.
Mt 25:10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

Seguiam-se duas etapas nos casamentos de então. O noivo e seus amigos buscavam a noiva juntos, em sua casa. Noiva e noivo iam para a casa do noivo, e tinha-se a festa. No texto é sugerido que o noivo já estava seguindo para sua casa. O conceito Igreja-noiva e Cristo-noivo só foi revelado no ministério de Paulo (Ef 5:22). Tenhamos cautela e dar definições prematuras.
Muitos cristãos e ministérios continuam indiferentes, apáticos e cochilando. A volta do Senhor não mais os empolga. Assim, poucos testificam que o Senhor está voltando.
O azeite das lâmpadas lembra o óleo especial usado nos cultos do Tabernáculo (Êx 27:20, 21). O óleo costuma simbolizar o Espírito Santo. No contexto desta parábola pode estar simbolizando a Palavra de Deus. Devemos sempre preservar a Palavra da Vida, tendo reservas prontas dela (Fp 2:12-16), sendo perseverantes (Ap 3:10) e testemunhar sobre a volta de Jesus Cristo.
Vindo o noivo, metade das damas de honra não estava apta (não tinha azeite) As prudentes conseguiram acender suas lâmpadas e mantê-las assim. Estas entraram na festa. Muitos cristãos nominais ficarão de fora. Sem o Espírito de Deus e sem a Palavra de Deus, não há salvação verdadeira.
A parábola acaba com "Vigiai" (Mt 24:42; 25:13). Os discípulos cochilaram ao orar (como Abraão em Gn 15:8-18), mas não largaram o Senhor (MT 26:38-46). Vivamos com Crito a todo tempo! (I Ts 5:10).

Leituras complementares

Segunda  Mt 24:42    Terça  Mt 24:44                    Quarta Mt 24:50
Quinta     II Pe 3:10   Sexta  I Co 15:52                   Sábado Ec 9:8


Introdução

A parábola das dez virgens é a continuação de uma série de mensagens escatológicas sobre a expectativa do retorno de Cristo a esse mundo. Também aponta para a necessidade de estarem prontos os cristãos para esse dia, pois na hora da vinda de Cristo, serão revelados quais crentes estarão preparados para o encontro com o Senhor nos ares. Por isso, todos os cristãos devem constantemente examinar sua vida de peregrinação, tendo em vista que o dia e a hora do retorno triunfal de Cristo ninguém sabe, senão o Pai celestial.

Esta parábola ressalta o fato que todos os crentes devem constantemente examinar sua vida espiritual, tendo em vista a vinda de Cristo num tempo desconhecido e inesperado. Devem perseverar na fé, para que uma vez chegados o dia e a hora, sejam levados pelo Senhor na sua volta. Estar sem comunhão pessoal com o Senhor quando Ele voltar significa ser lançado fora da sua presença e do seu reino. 1)O que faz a diferença entre o néscio e o sábio é aquele néscio não reconhecer que o Senhor, ao voltar, virá num tempo em que não é aguardado, nem precedido de sinais visíveis específicos. 2)Cristo mostra aqui que uma grande parte dos crentes estará despreparada no momento da sua volta. Cristo deixa, pois, claro que Ele não vai esperar até que todas as igrejas locais estejam preparadas para a sua vinda. 3)Note-se que todas as dez virgens (tanto as prudentes como as néscias) foram surpreendidas ao vir o noivo. Isto indica que a parábola das dez virgens refere-se aos crentes vivos antes da tribulação e não àqueles durante a tribulação, os quais terão sinais específicos precedendo a volta de Cristo no final da tribulação. Jesus numa série de ilustrações ressalta a necessidade de fidelidade e vigilância do crente até que Ele volte. O azeite nesta parábola representa no crente a presença permanente do Espírito Santo aliada à fé verdadeira e à santidade.

http://www.salmos.reflexoes.nom.br/parabola-das-dez-virgens.htm

As preparadas entraram nas bodas, mas as outras foram rejeitadas.
Devemos vigiar, pois Jesus pode voltar a qualquer hora. Somente os preparados entrarão no descanso eterno que ele oferece.
Obs.: Nesta parábola, com em várias outras, há uma tendência da parte de muitos comentaristas e teólogos a dar significados especiais a cada elemento da parábola, a usando para ensinar muitas coisas que Jesus não falou. Ao invés de inventar uma simbologia especial nas coisas mínimas da parábola, devemos aprender a lição que Jesus ensinou através dela: "Vigiai, pois, porque não abeis o dia nem a hora."

Estudo do Livro de Mateus – Dennis Allan – www.estudosdabiblia.net


1. A Vigilância dos Cristãos

A parábola não é dirigida a quem nunca se preparou, mas àqueles que não se prepararam o suficiente. Não foram vigilantes nas disciplinas espirituais. Deixaram acabar o azeite na jornada rumo ao Noivo. A responsabilidade é individual, não há divisão de azeite, não se empresta e não se vende. O azeite é intransferível (Mt 25:9). Enquanto o noivo estava indo para a casa da noiva, a fim de trazê-la para a sua casa; as moças ficavam esperando à porta da casa do pai dele, onde seria realizada a festa do casamento. Mas o azeite acabou. Deixaram de vigiar a quantidade de azeite em suas lamparinas e ficaram de fora da festa.

...Depois duma demora longa e fora do comum, e depois de quase terem perdido todas as esperanças, alguém deu o alarme, porque fora despertado pelo barulho da companhia do noivo que chegava. Todas as virgens se levantaram rapidamente e puseram em ordem os pavios de suas lâmpadas, para que queimassem com o máximo de luz, ao entrarem na festa das bodas. Mas as virgens imprudentes não estiveram prontas para a emergência. Suas lâmpadas, cujo azeite já se consumira, estavam prestes a se apagar, pois só mais restava uma mera brasa dum pavio seco. Mas seu apelo feito às virgens prudentes encontrou-se com uma recepção fria. Caso seu pedido fosse atendido, havia o perigo que todas elas tivessem falta de azeite e lhes fosse recusada admissão à festa do casamento. Este ato não foi egoísmo, mas sadia prudência. Na emergência da vinda de Cristo para o juízo, a prestimosidade da vida cristã é coisa do passado, e os laços de amizade e, até, do mais íntimo parentesco se romperam. O tempo da graça chegou ao fim. Os comerciantes, os despenseiros da graça de Deus, definitivamente fecharam suas lojas. Cada qual precisa agüentar na base de seus próprios méritos. “Este é um estouro de trovão contra aqueles que confiam nos méritos dos santos e de outras pessoas, visto que nenhum deles tem o suficiente para si mesmo, sem falar que haja alguma sobra para ser dado aos outros. Por isso, agora, quando querem vir e bater, e também gostariam de vir ao casamento, precisarão ouvir, como as virgens tolas: Não vos conheço; os que deviam ter entrado já entraram. Essa será uma sentença terrível”29). Os apelos frenéticos das virgens imprudentes para providenciar combustível para suas lâmpadas foram inúteis. E, enquanto isto, a procissão festiva chegou à casa da noiva. Aquelas que estavam preparadas em todos os sentidos, foram com o noivo e receberam seus lugares à mesa da festa, tendo-se com isto fechado a porta. Que palavras fatais, que cortaram todas as esperanças!

Comentário Bíblico Kretzmann Mateus – Editora Sheed


1.1 Vigilância e A Santidade

Vigilância=

Vigilância é a denominação usada para atividades de monitoramento e de acompanhamento de comportamento e atividades de pessoas ou locais geralmente com finalidade de garantir a segurança e proteção assim como também todas as atividades relacionadas. Vigilância é, portanto, uma prática ambígua, às vezes criando efeitos positivos, outras vezes negativos.
A vigilância é muito útil para governos e instituições para a aplicação da lei, manter fiscalização e controle social e segurança, reconhecer e monitorar as ameaças e impedir/investigar atividades criminosas. Com o advento de programas como o Total Information Awareness e ADVISE, e tecnologias informatizadas no compartilhamento de informações como as tecnologia de biometria, a vigilância tornou-se uma atividade cada vez mais explorada.
No entanto, muitos grupos como os de direito civil alegam que algumas atividade de vigilância ferem os princípios da privacidade, como Electronic Frontier Foundation e União Americana pelas Liberdades Civis, expressaram preocupação com o aumento contínuo da vigilância do governo aos cidadãos, dando margens ao que chamamos de sociedade extremamente limitadas.

        Wikipédia

Santidade= Atributo de Deus. Nunca confundir com Santificação, que são mudanças e comportamentos humanos (buscados) e concedidos e exortados por Deus a serem buscados (alcançados pela Graça).

            Vigiar mantém a Vida Cristã de pé por guiar-nos a uma vida de santificação. Sem a Santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12:14). Ser santo é ser dedicado, entusiasmado, diferenciado e ávido para relacionar-se com Deus. Nossos bens, posses, dons, saberes, corpo (trabalho e ações), alma, mente e coração, procedem de Deus (ou deveriam proceder sempre) e devem estar sempre ao dispor dele e de nossos semelhantes. Entretanto, nossos esforços puramente humanos irão falhar (Rm 8:2 e 3; 7.14,22 e 23). Sem o agir, a proteção, a direção e o auxílio do Espírito (Ef 5.18) nada poderemos fazer.


1.2 O Azeite representa a presença do Espírito Santo

O azeite é usado na Bíblia como um símbolo ou emblema do Espírito Santo. O Azeite indica a luz, cura e unção para o serviço. Todos estes são dados ao crente através do Espírito Santo.

O Ministério do Espírito Santo – Instituto Internacional Tempo de Colheita – www.harvestime.org

Através do Antigo e Novo Testamentos o Espírito Santo é simbolizado pelo óleo. Mais uma vez, outro símbolo pode revelar-nos como ele age. Primeiro, lugares e pessoas ungidos são santifícados, separados para Deus. Deus mandou Moisés santificar o tabernáculo da congregação, a arca da aliança, todos os instrumentos e o altar com a unção do óleo (Êxodo 30:25-29). Moisés também ungiu Arão e seus filhos, consagrando-os para ministrar o sacerdócio (Êxodo 30:30). Deus falou a Samuel que ungisse Davi como rei (1 Samuel 16:13). E Elias ungiu Eliseu para ser profeta (1 Reis 19:16).
Hoje, aqueles que crêem no Senhor Jesus Cristo, são transformados por Deus numa geração escolhida, num sacerdócio real, numa nação santa e num povo de Deus pela unção do Espírito Santo (1 Pedro 2:9). Ninguém pode receber tamanha graça sem ser revestido do poder do Espírito Santo. Nascemos de novo pelo Espírito Santo e recebemos a função de profeta, por meio da qual pregamos a Palavra. Um dia nós reinaremos com Cristo, ungidos pelo Espírito Santo. Como podemos deixar de agradecer a Deus?
Segundo, o óleo era necessário para abastecer os sete candelabros que iluminavam o tabernáculo de Deus. No santuário do Antigo Testamento, a única luz provinha dos candelabros de ouro — portanto, do óleo. Do mesmo modo, só pela luz brilhante da unção do Espírito Santo, o mundo espiritual poderá ser revelado a nós.
Assim como nenhuma outra luz era permitida no lugar santo, do mesmo modo só a luz do óleo do Espírito pode iluminar a palavra de Deus — o segredo do lugar santo celestial.
Terceiro, o óleo restaura desgastes e danos produzidos pela fricção de partes que se atritam. Como poderíamos lubrificar o espírito humano, dilacerado pelas discórdias sem fim? Por que igrejas e cristãos hoje são tão destruidores? É porque não têm recebido a unção do Espírito Santo. A lubrificação com o óleo da paz, amor e cura, acontece quando somos cheios com o Espírito.
Quarto, óleo é um ingrediente necessário para a preservação da vida. Por que os espíritos de alguns crentes têm-se tornado secos como os ossos no vale da visão de Ezequiel? Por que a igreja está definhando, tanto em qualidade quanto em quantidade?
É porque os cristãos não têm recebido o óleo do Espírito Santo, a nutrição celeste indispensável ao nosso espírito. A história e a realidade provam claramente que, tanto igrejas como cristãos, quando cheios do Espírito Santo são bem nutridos. Isso acontecia no passado e assim continuará sempre.

O Espírito Santo, Meu Companheiro – David (Paul) Yonggi Cho – Ed. Vida

- Ele garante uma vida de iluminação permanente
- Ele representa o passaporte para a entrada das virgens no casamento
- É agente da santificação (no cristão há duas naturezas: a carnal, que continua mantendo seus interesses, e a que é promovida pelo Espírito)
- Há sempre batalha no coração do crente, entre a carne e o Espírito (G1 5:17)
- Quando cedemos às tentações, realizamos as obras da carne
- Permanecendo iluminados pelo Espírito, somos aperfeiçoados no temor do Senhor (II Co 7:1)

1.3 Vigilância, mas com muito azeite

            Paulo disse: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18). Para ser cheio do Espírito, é necessário purificação de todas as coisas que entristece ou apaga o Espírito (Ef 4:30). Quem alimenta o próprio ego, certamente ficará vazio de Deus. Deus resiste ao soberbo (I Pe 5:5). A comunhão com o mundo e a participação do crente nos prazeres efêmeros impede a atuação do Espírito Santo (II Co 6:14-7:1). E preciso prudência na maneira de andar (Ef 5:15). O incoerente, pelo prazer de alguns minutos, perde tudo que vale a pena possuir, mas o sábio procura se sacrificar por valores eternos.
            Precisamos estar preparados não só para o arrebatamento, mas para a chamada individual ao descanso eterno. A morte chega quando menos se esperar (Mt 25:13). Muitos querem viver aqui eternamente ou escolhem quanto tempo querem viver de acordo com os desejos de seus corações, mas se esquecem de que Deus é soberano sobre nós, Ele está no comando das nossas vidas. Observe um detalhe: ninguém ficará aqui para semente. Portanto, preparemos o suficiente, renunciemos a ganância por bens materiais, prazeres mundanos e vaidade excessiva (Lc 12:15,20 e 21; 14:33).

No término de sua primeira carta à igreja de Coríntios, o apóstolo Paulo expõe cinco imperativos exortativos a vida cristã, que seriam como que um resumo de princípios cristãos que norteariam as relações de vida de um homem de Deus.
Os quatro primeiros imperativos são dirigidos respectivamente, contra a falta de atenção, contra a inconstância, contra as criancices (imaturidade) e contra a debilidade moral dos Coríntios.
Também serve de reflexão profunda para a igreja dos últimos dias, afim de não cairmos nos mesmos pecados da igreja carismática de Coríntios.
Serve de reflexão pessoal: “como tenho agido como cristão e de como está meu progresso na vida com Deus?”.
O que é imperativo? É uma expressão de ordem, é uma exortação, uma necessidade imperiosa.
A vigilância é uma das sete bem-aventuranças de Apocalipse. No grego significa: vigiar; manter-se alerta; cuidar; velar; está de sentinela; zelo diligente; mandamento para ação habitual.
O estado de alerta espiritual é assim ordenado a nós. Está em foco o crente que percebe e evita o mal, mas abraça o bem.    Os crentes de Coríntios tinham se mostrado dormente, e muitos erros os haviam alcançado. I Coríntios 15:34
“ Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.” “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”. Apocalipse 16:15
“Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.”  Mateus 24:42
Portanto, muito mais vigilantes devemos nos mostrar, em tudo aquilo que pertence a Jesus Cristo, para que seja derrotado o inimigo, não permitindo que ele tire vantagens de nós.
Vigiai… Porque a batalha é incessante, e a vigilância precisa ser também incessante. Ora, a vigilância de espírito consiste disso, quando livres e desembaraçados das preocupações mundanas, meditamos sobre as coisas de Deus.

Os Cincos Imperativos do Cristão – Francisco Nascimento


2. As Aparências Podem Enganar

A vida de aparências é uma vida vazia. Em todos os aspectos, não faz sentido representar uma pessoa que não existe. As moças da parábola eram parecidas, mas diferentes em seu caráter. Um grupo delas tinha a prudência a seu favor, enquanto que as outras eram insensatas. A vida cristã é impactante pela sua autenticidade, e não pela hipocrisia. Dissimular os verdadeiros sentimentos, camuflar o caráter só causará escândalos contra o evangelho. E determinará o futuro condenatório para o hipócrita (Lc 11:44).
Outras grandes observações e características das virgens: todas estavam juntas, se prepararam para o mesmo evento, obedeciam a um mesmo líder, dormiram, possuíam as mesmas capacidades de buscar comunhão e conhecimento (azeite: E. Santo/comunhão; lâmpada: iluminação/palavra de Deus/conhecimento), porém nem todas foram criteriosas e boas administradoras.

2.1 Todas as moças eram virgens

            “Porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (II Co 11:2).
            A passagem citada acima nos traz palavras do Apóstolo Paulo que explicam mais amplamente e de forma a não gerar confusões, do tipo não existir ninguém virgem espiritualmente, visto todos terem nascido em pecado e ainda estarem passivos de cometerem alguns outros. O que Paulo esclarece é que a virgindade citada na parábola fala de dedicação, preparo e exclusivismo (Santificação) e anseios de estar com Cristo. Notem que elas faziam tudo em expectativa e proximidade física com o Noivo e a casa do pai dele.

2.2 Todas as moças tinham lâmpadas

            Possuir dons espirituais, talentos, ministérios não qualifica as pessoas para o encontro com o Noivo. Tudo isso é para servir à igreja enquanto estivermos aqui na terra. Não adianta ter a lâmpada que simboliza a Palavra e não ser praticante e, sim, ouvinte esquecido (Tg 1:22-27). Não podemos ser trapos embrulhados em papel de presente nem uma bela lâmpada faltando azeite.
            Entendimento sobre as Doutrinas Cristãs, das passagens bíblicas, dos acontecimentos históricos, da vida e obra dos profetas ou mesmo de Cristo, não traz a Salvação. Sabemos que existem magistrais mestres em Teologia, Louvor e obras que nem mesmo crêem na Obra da Redenção. Existem mesmo teólogos descrentes em Deus e em Cristo. Queremos dizer que a Iluminação, o Conhecimento e a Compreensão das Escrituras não é exclusividade dos salvos, porém, somente os que praticam a vontade do Pai e possuem um coração quebrantado irão subir.

2.3 Todas as moças estavam esperando O Noivo

            A grande diferença entre elas era internamente, azeite dentro da vasilha. Não basta esperar o noivo sem se preparar, escondendo a real situação diante de Deus e não se preocupando com a própria vida interior. Muitos esperam o Noivo, mas as coisas temporais, efêmeras e passageiras ainda os fascinam. Carregar a Bíblia, ir à igreja, entregar os dízimos, cumprimentar com saudação cristã, estar em cima do púlpito e até pastorear igreja não garante sucesso na chegada do Noivo (Mt 7:21-23). O importante é conservar a vida no altar e ter intimidade e comunhão com o Senhor.
            Esconder a verdadeira identidade confunde muita gente, mas não a Deus. As aparências enganam, pode ter tudo parecido, mas se não tiver o azeite não adianta. O azeite simboliza o Espírito Santo; não o deixe faltar na sua vida (Ef 4:30). A salvação é individual. Portanto, não confie no azeite dos outros, pois pais não levarão filhos; filhos não levarão pais; ovelhas não levarão pastores; pastores não levarão ovelhas; nem ninguém levará os amigos (Jo 14:6; At 4:12; Rm 14:12).


3. A Vida Pessoal e O Trabalho Executado

A preocupação não está no trabalho desenvolvido, pois muitos servem incansavelmente, fazem muitas obras, dedicam-se de corpo e alma, mas a vida pessoal não condiz com aquilo que fazem. O trabalho eclesiástico não substitui a preparação da vida de integridade diante de Deus.

3.1 Esta parábola diz de Arrebatamento e não de galardão

Esta parábola diz de arrebatamento e não de galardão. As obras só servem para quem já estiver salvo, só quem for salvo chegará ao Tribunal de Cristo para receber a recompensa (II Co 5:10). A chamada é para o arrebatamento, para receber o passaporte para a festa de casamento. A passagem para as bodas precisa estar carimbada com o azeite da preparação. O convite está formulado só não sabemos o dia nem a hora (Mt 24:36).

Lições Importantes:

1. Cristo virá inesperadamente.
2. Devemos estar prontos para a sua vinda a qualquer momento.
3. Não podemos nos preparar para receber Cristo na última hora.
4. A preparação ou falta de preparo revela nosso caráter. Preparação
indica sabedoria, despreparo revela "burrice".
5. Há coisas que não se pode pedir emprestado. Nosso relacionamento
com Cristo tem que ser pessoal.
6. Chegar atrasado pode ser fatal se o encontro é com Cristo.
B. A lição mais importante é a de estar pronto para a volta de Cristo que pode
realizar-se a qualquer momento.
C. Vigilância é uma das grandes características do cristão (Mt 24.42; Mc 13.33-
37; Lc 12.35-37). É um mandamento (At 20.31; Cl 4.2; 1Tm 5.6; 1Pe 5.8; Ap
16.15).

                As Parábolas de Jesus – Álvaro C. Pestana


3.2 Esta parábola diz quando a punição será feita

A revelação de quem é quem só será feita quando se ouvir: “Aí vem o esposo” (Mt 25:6). O grande problema é que, após a chamada, não haverá tempo para se preparar. Mas Ele respondeu em verdade vos digo que não vos conheço (Mt 25:12). Servir a Deus tanto tempo e ter a porta fechada em sua frente será grande surpresa e decepção. Muitos dirão naquele dia: “Fiz isto no teu Nome. Senhor”, e receberão a resposta: “Nunca vos conheci" (Mt 7:21-23). Mas o que perseverar fiel até o fim será salvo (Mt 10:22; 24:13).


3.3 Esta parábola diz que ainda há tempo de adquirir azeite

Hoje é dia oportuno, a chamada está feita, a porta ainda está aberta, o vendedor é o Senhor Jesus, Ele ainda oferece: “Vinde e comprai-o sem dinheiro e sem preço” (Is 55:1). Depois que a porta da graça se fechar, não adiantará bater, chorar ou espernear, esta é a única porta que não se abrirá mais. Portanto vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir (Mt 25:13).
Não compensa aceitar os “pratos” oferecidos pelo mundo. Não podemos deixar prevalecer a vontade da carne, precisamos mortificá-la. Esperar sem desvanecer é necessário, mesmo que alguns tenham a volta de Cristo por tardia, mas o Senhor não tarda, Ele virá na hora certa (II Pe 3:9). Evitar as iguarias como Daniel propôs em seu coração é o papel do crente que espera ansiosamente a vinda do seu Senhor (Dn 1:8). Não adianta ser crente só de aparência ou de conveniência, há necessidade de buscar a santificação, lavar as vestes no sangue do Cordeiro para eliminar o pecado e não deixar faltar o óleo sobre a cabeça que é o símbolo do Espírito presente em cada momento da vida cristã (Ec 9:8).


Conclusão

“Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que vindo de improviso, não vos ache dormindo. E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai!” (Mc 13:35-37). “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mt 24:27)


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Pontos Salientes da Nossa Fé (revista) – Editora Betel – 2º Trimestre 2013 – Lição 02
Comentário Bíblico Kretzmann Mateus – Editora Sheed
http://www.salmos.reflexoes.nom.br
http://www.criacionismo.com.br
Estudo do Livro de Mateus – Dennis Allan – www.estudosdabiblia.net
As Parábolas de Jesus – Álvaro C. Pestana (link)
Compreendendo Todas as Parábolas de Jesus – Guia Completo – Klyne Snodgrass – CPAD
Todas as Parábolas da Bíblia – Herbert Lockyer – Ed. Vida
Os Cinco Imperativos do Cristão – Francisco Nascimento (link)
http://www.gotquestions.org
http://www.arrebatamento.com.br
http://www.biblecourses.com

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