quarta-feira, 24 de abril de 2013

EBD Editora Betel - Precisamos Combater O Pecado da Avareza




Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 04 – 28 Abril de 2013
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Texto Áureo

“Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mes­mos com muitas dores”. I Tm 6:10

Verdade Aplicada

Os insensatos derrubam os celei­ros, constroem outros maiores, mas se esquecem de cuidar da própria alma.

Objetivos da Lição

Mostrar que as riquezas ma­teriais cegam muitas pessoas no aspecto espiritual.
Explicar que a ganância por possuir bens materiais vai contra o Evangelho de Jesus.
Ressaltar que possuir rique­zas não é pecado; o problema é deixar descer para o coração a avareza, o orgulho, o egoísmo e a vaidade excessiva enquanto despreza a Palavra de Deus.

Textos de Referência

Lc 12:15 E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, por­que a vida de um homem não con­siste na abundância do que possui.
Lc 12:19 E direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descan­sa, come, bebe e folga.
Lc 12:20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens prepara­do para quem será?
I Tm 6:9 Mas os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
I Tm 6:10 Porque o amor do di­nheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

Leituras Complementares

Segunda Lc 12:23      Terça I Tm 6:11          Quarta Pv 30:7-9
Quinta Tg 2:5 e 6        Sexta Ap 2:9              Sábado II Co 9:9


Introdução

O pecado da avareza é basicamente composto de duas ideias: procurar obter obcecadamente o que não se tem, e preservar, a todo custo, aquilo que possui. Ela também é considerada um vício, que tem escravizado uma boa parte da sociedade no mundo. No entanto é preciso dizer que obter as coisas, ou desejá-las simplesmente, não há problemas. O pecado está no desejo pelas possessões temporais sem controle, que passa a ser idolatria, ou seja, quando a confiança nas dádivas de Deus, substitui a confiança no próprio Deus.


1. O Pecado da Avareza

A pessoa que é possuída pelo pecado da avareza tem em seu alvo maior a posse, a autoridade, o domínio e o controle. A avareza se torna, na pessoa, uma espécie de edema espiritual, impulsionando o avaro a uma sede insaciável de ter. Quanto mais o indivíduo procura acabar com sua sede, mais ela aumenta. Esses homens e mulheres dominados por esse pecado, são essencialmente tristes, pois muitas vezes possuem casas abarrotadas de mobílias, enfartadas de objetos preciosos, mas sem moradores que possam aproveitar como companhia. Na verdade, o avarento é o causador de sua própria miséria.

1.1 O avarento e seus bens

- A vida de um homem não se resume à quantidade de bens que ele possui (Lc 12:15)
- Riqueza, bens e posses não são sinônimos de bênçãos de Deus
- Pobreza muitas vezes não é maldição.

Mesmo que alguém pratique a Semeadura Bíblica, esta não terá valor sacrificial para Deus se for feita com a intenção direta na recompensa. Os pobres deste mundo podem ser ricos na fé e herdeiros do Reino prometido pelo Pai, pois foi uma escolha dele próprio (Tg 2:5 e 6).
O cristão que tem apego excessivo ao dinheiro, às riquezas, e que não é generoso, pode ser chamado de avaro. É preciso cuidado (Lc 12:15), pois avareza é idolatria (Cl 3:5). Evite este mal. O desejo demasiado e sórdido para adquirir e acumular riquezas não é legítimo para um cristão, porque nenhum avaro e idólatra tem herança no Reino de Deus (Ef 5:5). A orientação bíblica é para que os crentes não fiquem obcecados por adquirir bens materiais, mas satisfeitos com o que já possuem (Hb 13:5 e 6). Aqui o ensino é para que ninguém seja dominado pela avareza, mas para que todos atentem pela possibilidade de crescimento pessoal.

Há linhas de entendimentos a serem bem consideradas quanto a dupla “dízimo/oferta” que devem ser avaliadas com imparcialidade, sem extremismos, demonização, constragimentos, abolicionismos ou ‘imputação de penas’. Algumas delas:

1- Obrigatórios e passíveis de punições (“Ananias e Safira”)=> legalismo e punitivo
2- Obrigatórios somente no Antigo Pacto ou no Judaísmo => legalismo ritualista que servia para manter o Sacerdócio e o Templo (hoje pagamos impostos para que o Estado/Governo forneça e mantenha médicos, ensino, policiamento, aposentadoria e obras de infra-estrutura).
3- Obrigatórios como simplificações de gastos e despesas => as agremiações geram gastos.
4- Opcionais, dependendo da consciência=> Se existem instalações físicas, trabalhos e funcionários, há despesas facilmente visíveis quanto a necessidade de contribuir-se comunitariamente.
5- Valores ‘mínimos’ (não sendo aceitos valores menores que 10%) de cooperação=> o que esbarra no que Paulo disse sobre contribuirmos conforme nossa vontade e condições (II Co 9:7). Se é “conforme propôs no seu coração; não com tristeza ou por necessidade”, facilmente entendemos que não deve haver imposição e que haverá pessoas que poderão dar muito mais que 20%, 30% ou até bem mais! Consideremos também que a viúva deu tudo o que tinha de pobreza, bem mais que 10%. Logo, prender-se a apenas 10% para todos, gera-se privações de um lado e doações que nada representam de ‘sacrifício’ no outro.

1.2 Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá

Eis o homem sábio! Não sábio porque compreendesse o mistério dos seus sofrimentos, mas porque, sem compreender, continuou temendo a Deus. E nu voltarei (v. 21b), isto é, além do cenário da vida debaixo do sol, ao pó (ao qual Jó talvez apontasse). Cons. Gn. 3:19. Bendito seja o nome do Senhor (v. 21c). O notável aspecto é que Jó, reconhecendo que não podia resistir ao Deus soberano, não manteve simplesmente sua compostura espiritual, mas até foi capaz de na adversidade também louvar a Deus. Talvez medindo a grandeza de sua perda, Jó tenha avaliado a abundância que o tempo todo estivera confiada a sua mordomia. Mais do que isto, esta hora de desolação foi um momento da verdade para ele. Despido das coisas deste mundo, Jó tornou-se incomumente sensível à presença confrontante de Deus. Um abismo chama outro abismo. E como poderia o coração do redimido, que adora, reagir na presença de Deus a não ser com a doxologia: "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra" (Sl. 73:25). Satanás profetizou: "Ele blasfemará de ti" (Jó 1:11). Mas Jó bendisse a Deus seu Salvador. No hebraico, existe aqui um trocadilho com a raiz de uma palavra, Satanás usando-a com o sentido de maldição, e Jó, com o sentido de bênção.

Comentário Bíblico Moody

Nada temos trazido ao mundo, nem coisa alguma podemos levar dele: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei.” Também esse versículo mostra que a “auto-suficiência” é fortemente marcada pelo pensamento bíblico: a pobreza e a falta de recursos do Senhor, conhecidas nos evangelhos, o nas-cimento do Rei na estrebaria e sua morte na cruz, onde é privado de todas as roupas, – isso mostra o ser humano que não vive da afluência de bens, mas da graça.
O ser humano burguês não se sujeita a esse despojamento na vida e no agir. Tem aspiração de se vestir e proteger contra a morte com bens e honras. Nada trouxemos para o mundo, nada podemos levar dele; isso não constitui apenas sabedoria filosófica, mas sobriedade máxima do ser humano que se encontra perante Deus (v. 11).

Comentário Bíblico Esperança NT

Muitos vivem na ostentação e soberba por possuírem condições financeiras. Outros, vivem do mesmo modo, sem ter tais condições: erram pela soberba e pelo esbanjamento louco (anti-econômico). Qual a razão de desprezar as pessoas mais pobres? Os pobres sempre estarão conosco (Mt 26:11). Nossos bens conquistados (muitos de nós nem os registram) nos permitem facilidades  provisórias, já que nada é nosso de uma vez por todas e tudo o que temos foi recebido (I Co 4:7), e, após a morte, os bens vão passando de mão em mão, nada é permanente.

1.3. A Felicidade e O Dinheiro

Dinheiro (origem)

Para muitos antigos, as metais eram o melhor produto de troca, porque não estragavam e podiam ser carregados com facilidade. O mesmo não se podia dizer de uma vaca. Imagine o que é ir às comprar com o gado atrás. Com sorte até poderia ser que voltasse de mãos a abanar...
Há cerca de 3 mil anos, os chineses utilizaram peças de bronze de diferentes formatos para procederem às suas trocas. Já os líbios introduziram as moedas de ouro, prata e cobre, com a indicação do peso das mesmas. Tinha-se também o hábito de morder o metal, antes de aceitá-lo, para perceber pela consistência, de que liga se tratava. Mas esta prática não resultava muito, porque, por vezes, as moedas tinham pouco do metal que diziam ter. Por exemplo, no século II , o Denário, moeda de prata que deu origem à palavra dinheiro, possuía apenas 5% de prata, os outros 95% eram cobre. Foi já na Europa medieval que se criou o hábito de pesar o dinheiro, antes de consumar qualquer transacção.


Vestimenta: literalmente tudo para cobrir; também pode ter o sentido de teto; “um teto sobre a cabeça”. Alimento e vestimenta em conjunto significam “o indispensável”.
Estar contente: pode ser traduzido por: fiquemos satisfeitos, ou: estaremos satisfeitos. O raciocínio desses versículos somente terá aspecto trivial e banal quando não for visto na tensão com a prática dos hereges nem na perspectiva da vida a partir de Deus. A igreja teria agido bem se levasse a sério justamente essa exortação.
A redenção em Cristo traz para o indivíduo e a igreja uma libertação do desperdício de forças e recursos físicos, intelectuais e materiais. Ao ser chamado pelo nome ele se torna pessoa, dotado de amor e dignidade. Sua vida adquire um alvo. Liberto de vícios e falsos alvos, ele é capaz de viver “sensatamente”. Na área sócio-econômica isso significa: a pessoa sem recursos passa a trabalhar bem, a ganhar e a economizar. Ascende para a classe média, o mais tardar na segunda geração. Dispõe agora de meios, e pelo menos nesse ponto também se decide o destino de sua devoção: sua fé se torna meio para enriquecer, torna-se abastado, rico. Será que conserva como propriedade sua aquilo que ganhou, ou será que aplica seus recursos em favor dos outros?
“O ser humano não vive da abundância de bens.” A frase aparentemente inofensiva atinge o nervo vital da igreja. O protesto contra o desperdício dos ricos países industrializados às custas dos famintos países em desenvolvimento por um lado pode sofrer um abuso ideológico, mas por outro se justifica na essência. A verdade, porém, é que nessa questão nem protestos nem violência conseguem qualquer avanço, que só vem com a verdadeira mudança da mente e as ações correspondentes.
Quando a igreja reconhece isso e age de acordo, ela também precisa dizer uma palavra profética crítica ao mundo. Porque uma humanidade que não busca sua bem-aventurança em Deus não consegue nem tenta sentir o gosto do contentamento. Cumulará de bens sua vida vazia, explorando o mundo e destruindo literalmente seu próprio espaço vital. Contentamento não é satisfação tacanha, uma saciedade pequeno-burguesa, mas o mais maduro fruto da humanidade que busca e encontra em Deus sua verdadeira e real suficiência.
Com ou sem dinheiro, precisamos estar convictos da nossa felicidade (salvação) e viver intensamente para o Senhor, pois a felicidade não está na riqueza que se possui. Paulo escrevendo a Timóteo diz: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis, que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna (I Tm 6:3-10,17-19).

Comentário Bíblico Esperança NT

            A felicidade não está garantida por condição financeira. Basta ver o índice de suicídios por países. O suicídio está extremamente ligado aos sentimentos depressivos de solidão das pessoas. Entre os países de mais altos índices estão os Estados Unidos e a França, com cerca de 460 a 500 pessoas para cada 100 mil habitantes. Aqui no Brasil e no México (relativamente mais pobres) este número fica entre 80 a 160. Conforto, facilidades, posições sociais e comodidades são trazidos vindos junto com o dinheiro, mas também podem vir por outros meios. De um ou de outro modo, isto não é a Felicidade.



2. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males

Nessa cobiça, alguns se desviaram da fé (I Tm 6:10). A atenção demasiada ao dinheiro tira a visão divina do crente, quanto mais formos atraídos pelo dinheiro, mais distantes vamos ficando de Deus. Os nossos pensamentos não podem estar concentrados o tempo todo em ganhar dinheiro e obter lucros financeiros. Não podemos deixar a avareza crescer e a fome insaciável por riquezas dominar nossas vidas, tornando-nos escravos. O que ama o dinheiro nunca se fartará dele (Ec 5:10).

2.1. Os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço

Nestes versículos ele desenvolve a idéia da loucura de se concentrar na acumulação de riqueza como um fim em si mesmo. A tradução de Hendriksen (op. cit.) parece a preferível: Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Nessa cobiça (referindo-se ao dinheiro) alguns se desviaram da fé. Amor ao dinheiro é idolatria (Cl. 3:5; Ef. 5:5; I Jo. 2:15) e afasta da verdadeira esperança o cristão.

Comentário Bíblico Moody

Desejar melhorias financeiras é algo crítico. Se for um desejo de sair de situação miserável ou obter mais fundos para poder ajudar aos mais necessitados é totalmente bom. O caso é que o descontentamento puro e simples representa ânsias e inquietações, beirando a ingratidão, insatisfação e não reconhecer as bênçãos de Deus. Acompanhando tais desejos gananciosos, temos:

- muitas concupiscências loucas e nocivas
- ruína e perdição
- a vontade (desenfreada) de ficar rico escraviza
- desejos de atividades ilícitas
- prejuízos a outros
- participações em tramoias
- deixar de honrar e preservar o próprio nome
- colocar dignidades pessoais, familiares e institucionais como nada obter vantagens financeiras

2.2 Onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração

Não devemos amar os bens presentes. Eles são ferramentas e auxiliares em nossa jornada. O erro do Jovem rico foi não conseguir se desprender das riquezas. Muitos supõem que se desfazer dos bens trará a libertação. Em pouco tempo irão se prender a outras coisas materiais, pois o coração, desejos, intenções ainda são os mesmos.

- as riquezas em si não são más (desde que não haja insensibilidade para com os necessitados)
- é um erro colocar o coração no dinheiro
- preferir as riquezas em lugar de uma vida consagrada e de comunhão com o Senhor também é outro erro
- confiar no dinheiro é um grande engano, apegar-se a ele uma ilusão.

2.3 O Dinheiro atrai coisas boas, mas também coisas ruins

Quantas pessoas estão escravizadas, porque o dinheiro as fascinou e fê-las envolver-se com coisas ilícitas! O que tem muito dinheiro e o que corre atrás dele precisam ter muito cuidado, pois as tentações são enormes nesta área. No meio eclesiástico, muitos têm maculado os seus ministérios, manchado seus nomes e perdido as suas dignidades por colocar o dinheiro como alvo em suas vidas.
A teologia da prosperidade é uma inversão de valores, pois a atenção aos bens materiais está mais em evidência do que os bens espirituais e eternos, principalmente o Projeto de Redenção. Em muitas igrejas, só se pregam vida abundante para o lado do dinheiro e das realizações materiais neste mundo. Muitos acumulam tanta riqueza que não podem nem andar livremente pelas ruas com medo de sequestro. Não é porque se tem muito dinheiro que se pode fazer o que bem quer com ele, somos “mordomos” e não podemos aplicá-los em coisas espúrias.

O Dinheiro Atrai o Egoísmo Estou firmemente convencido de que nem todas as riquezas do Mundo poderiam fazer progredir a Humanidade, mesmo que se encontrassem na mão de um homem tão dedicado quanto possível à causa do progresso. Só o exemplo dos grandes e dos puros pode conduzir a concepções e feitos nobres. O dinheiro atrai o egoísmo e arrasta consigo o desejo irresistível de dar-lhe mau uso.
Alguém poderá imaginar Moisés, Jesus ou Gandhi equipados com o saco de dinheiro de Carnegie?

Albert Einstein, in ‘Como Vejo o Mundo’

Deixamos excelentes artigos para que todos possam avaliar por si mesmos o que o Dinheiro atrai. Entre os autores, temos economistas e pessoas que experimentaram ascensões sociais e algumas que tiveram tristezas e problemas mesmo na riqueza.



3. Devemos ajuntar tesouros aonde o ladrão não chega

O melhor lugar para guardar dinheiro é onde a traça não consome (Lc 12:33). O homem parece insaciável por natureza, quanto mais tem mais quer. Não é correto ser preguiçoso, pois todos precisam sobreviver do suor dos seus rostos, mas também não precisam ser gananciosos para ajuntar tesouros nesta vida a ponto de impedir o verdadeiro relacionamento com Deus. As melhores riquezas são aquelas que depositamos nos céus, não as passageiras que podem ser roubadas a qualquer momento.

Cristo insiste muito em que esta cautela não dê lugar a preocupações confusas e inquietantes (Mt 6.25-34). Os argumentos aqui utilizados são para animar-nos a lançar sobre Deus nossa preocupação, que é a forma correta de obtermos tranquilidade. Como em nossa estatura, assim em nossa condição é sábio aceitá-la como é. Uma busca angustiosa e ansiosa das coisas deste mundo, ainda das necessárias, não vão com os discípulos de Cristo. os temores não devem dominar quando nos assustamos com pensamentos de um mal vindouro, e nos dispomos a preocupações desnecessárias sobre como evitá-lo. Se valorizarmos a beleza da santidade, não cobiçaremos os luxos da vida. Então, examinemos se pertencemos a este pequeno rebanho.

Comentário Bíblico Matthew Henry NT Conciso – Matthew Henry – CPAD

“Ajuntar Tesouros” (O Sermão do Monte)

3.1 O dinheiro conseguido de forma desonesta atrai maldição

Quem planta desonestidade colherá frutos da mesma natureza da semente, pois a lei da semeadura não falha. Nunca se viu pessoas viverem felizes por conseguirem dinheiro de procedência duvidosa. Até um troco recebido a mais deverá ser devolvido ao seu dono. Pessoas que enganam e passam os outros para trás não ficarão impunes. Tiago diz que o salário dos trabalhadores retido com fraude está clamando, enquanto os patrões vivem deliciosamente. Mas as riquezas deles estão apodrecidas e as vestes comidas de traça (Tg 5:1-6).
Subtrair objetos ou valores de alguém, fazer negócios desonestos ou passar um coitado para trás geram consequências. Não podemos usar aquele ditado que diz que “o mundo é dos espertos”, isso não é coisa de cristão. A Lei de Gérson - levar vantagem em tudo - deve ser deixada de lado. Participar de negócio desonesto, desviar verba, sonegar impostos, superfaturar licitações, tudo isso atrai maldição, é pecado e prejudica a obra de Deus.


3.2 O dinheiro adquirido de forma lícita não deve ser usado de forma ilícita

Naquilo que não satisfaz. A miragem da felicidade pessoal baseada sobre as vantagens e as bênçãos terrenas. Só o próprio Deus pode satisfazer a alma humana. O Davi de Is. 55:3, 4 é o Filho Messiânico de Davi, uma vez que aqui foi descrito exercendo e controlando a influência na próxima dispensação.

Comentário Bíblico Moody

            Recebemos de Deus recursos e capacidades e devemos ser bons mordomos daquilo que possuímos (I Co.4:2). Viver endividado nem sempre é culpa de infortúnios ou problemas outros. Muitos vivem por má administração e por se renderem aos domínios dos ditames da mídia e de outros ‘senhores’. Assim, não somente servem a Deus de forma precária, mas também vivem afligidos; aflições por verem contas amontoando no final do mês e por não terem nem dinheiro nem projetos reais para paga-las. Deus não nos quer envolvidos nisso (“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma” (Rm. 13:8)). Somente nossa dívida de amor deveria existir: eis a única dívida que deveríamos estar sempre pagando (e nunca terminaremos de pagar). Desperdiçar dinheiro por falta de critérios no manejo? Nunca! Devemos ter prudência no emprego do dinheiro. Nada de desatenção para com o dinheiro em si e nem negligencias no trato em relação àquilo que possuímos. Diz um dito popular: “Quem quiser administrar seus bens corretamente, não pode se perguntar aonde foi parar o dinheiro; ele é que tem que dizer para onde o dinheiro deve ir”.


3.3. Quem confia na riqueza tem dificuldade para entrar no Reino dos Céus

Quão dificilmente. Dificilmente não significa "raramente", mas "com dificuldade".
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha. Lucas usa a palavra que se refere a uma agulha cirúrgica (gr. belonês). Tentativas de explicar estas palavras como uma confusão entre os termos camelo (gr. kamelos) e corda (kamilos); ou com o uso figurado da frase significando uma portinha no muro da cidade não tem sido convincentes. Jesus estava usando uma expressão hiperbólica comum para mostrar como seria difícil para um homem rico aceitar o seu discipulado e entrar no reino de Deus.

Comentário Bíblico Moody

O ser humano, hoje, confia cada vez menos nas instituições, nos sistemas e no próprio homem. Isso tem acontecido porque muitos já passaram por experiências negativas ao depositar sua confiança em algo e não ser correspondidos. Talvez você também esteja vivendo um momento parecido, em que a desconfiança o dominou, e até mesmo em Deus você não consiga mais confiar. Mas quero afirmar e encorajá-lo como o salmista nos versículos acima: você pode confiar em Deus! Confiar significa pendurar-se, depender totalmente, apoiar-se em alguém ou em alguma coisa. A palavra confiança tem como um de seus significados o sentimento de segurança na integridade, na força, na habilidade, na sinceridade e na competência de alguém. Essa definição me ajudou a visualizar que todas as vezes em que confio em alguém, na verdade, estou me apoiando em um dos agentes que compõem a confiança.
São eles: poder, sabedoria e vontade. Deus, conhecendo o ser humano e sua fragilidade, aconselha-nos a não confiarmos nasriquezas, nos cargos e no homem. Mas por que não podemos confiar nas riquezas, nos cargos e no homem? Lembre-se de que, quando falo em confiança, estou falando de depender totalmente ou de ter alguém como fonte de segurança. Em Provérbios 11.28 está escrito que aquele que confia nas suas riquezas cairá. Muitas pessoas estão tristes e frustradas porque colocaram a sua confiança nas riquezas, as quais não têm sabedoria, poder e vontade. A riqueza só é riqueza porque o homem lhe agrega valor. Então não se apoie nela, pois ela não poderá corresponder a sua confiança. No Salmo 146.3, lemos: Não confieis em príncipes. Os títulos, os cargos e as posições não corresponderão a nossa confiança, pois também não possuem sabedoria, poder e vontade, além de serem passageiros, temporários.

        http://portaldoeducadorcristao.com.br/Aprofundamento-Biblico/240/Voce-Pode-Confiar-Em-Deus

Ser rico não é pecado. O pecado está em: 1) colocar o coração na riqueza; 2) tornar-se orgulhoso, arrogante, exaltado e soberbo; 3) considerar-se autossuficiente e que não depende de ninguém; 4) deixar de priorizar o Reino de Deus; 5) desprezar os pobres; 6) ajuntar tesouros ilicitamente; 7) usar as riquezas nos prazeres carnais; 8) sonegar os dízimos e não dar ofertas.



Conclusão

Paulo declara, em Filipenses 4:12 e 13, que aprendeu a passar necessidade e também a ter abundância. Todos os momentos por que passou, aprendeu tanto a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” diz o apóstolo, no versículo 13. Diferentemente, muitos estão mais preocupados com o dia de amanhã do que em se relacionar com Deus, o Dono da prata e do ouro.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Pontos Salientes da Nossa Fé (revista) – Editora Betel – 2º Trimestre 2013 – Lição 04
Comentário Bíblico Esperança
Comentário Bíblico Moody
Comentário Bíblico Matthew Henry NT Conciso – Matthew Henry – CPAD

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