domingo, 12 de maio de 2013

EBD Editora Betel - O Que Guarda sua Boca, Conserva sua Alma





Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 06 – 12 Maio de 2013
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Texto Áureo

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”. Ef 4:29

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe”. Que é palavra torpe? É a palavra impudica, indecente, obscena, asquerosa. Essa recomendação tem muito a ver com o linguajar do crente. A linguagem do “novo homem” é pura, simples e sem malícia. O “novo homem” tem sua língua sob o controle do Espírito, por isso sua linguagem é sadia. A palavra torpe, no grego, é sapros, que significa pobre. É indicada para representar carnes estragadas, malcheirosas. Figuradamente, a palavra “torpe” dá a idéia de coisa má, estragada, imoral. A conversação do crente não deve conter torpeza, isto é, aquilo que é próprio do mundo. Nossa linguagem deve ser como o sal, que evita a putrefação. Jesus declarou aos discípulos: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5:13).

Comentário Bíblico Efésios – Josias Moura – http://josiasmoura.com

Verdade Aplicada

O descontrole emocional leva a pessoa a falar coisas impensadas, fora de hora e para pessoas erradas.

Objetivos da Lição

Mostrar o perigo da língua solta;
Ressaltar que não se deve divulgar tudo que se sabe;
Conscientizar de que antes de falar é preciso pensar.

Glossário

Torpe: sujo, infame, indecente, vergonhoso, repugnante;
Inconsequente: imprudente, incoerente, contraditório, que não pensa nas consequências;
Inescrupuloso: sem escrúpulos, sem senso moral, que não hesita em lançar mão de meios desonestos.

Leituras Complementares

Segunda Tg 3:2                    Terça Pv 17:27          Quarta Mt 5:37
Quinta Ec 12:11                    Sexta Is 50:4              Sábado Pv 16:24


Introdução

A Comunicação é importante para o sucesso de qualquer um. Ser comunicativo pode lhe render vários pontos positivos. Entretanto, falar demais pode resultar em fracassos, pois, em tudo na vida, é necessário o equilíbrio. Sem contar o quanto é inconveniente dialogar com alguém que não dá nem chance de outros opinarem. O grande problema de falar demais é acabar falando o que não deveria. Por isso é fundamental aprender a escutar, tanto quanto se tem a capacidade de falar. Pois assim, a pessoa se livrará da imagem de arrogante, metido e inconveniente, revelando uma espiritualidade sadia diante de todos.

Comunicação= é uma palavra derivada do termo latino "communicare", que significa "partilhar, participar algo, tornar comum". Através da comunicação, os seres humanos e os animais partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de comunicar uma atividade essencial para a vida em sociedade.
Desde o princípio dos tempos, a comunicação foi de importância vital, sendo uma ferramenta de integração, instrução, de troca mútua e desenvolvimento. O processo de comunicação consiste na transmissão de informação entre um emissor e um receptor que descodifica (interpreta) uma determinada mensagem.  (http://www.significados.com.br/comunicacao)

“Brasileiro não diz o que
pensa e não pensa o que diz” 
                         
              Cláudio Abramo, jornalista


1. O cuidado ao falar

Falar bastante não é necessariamente um ponto negativo. Você pode ser espontâneo e animado e acabar contagiando as pessoas ao seu redor. No entanto é preciso vigiar sobre quais assuntos abordamos. Muitas pessoas falam sem pensar, sua língua é verdadeira metralhadora sem direção. Por isso, é importante se preocupar e manter o equilíbrio, porque, em determinadas situações, teremos segredos importantes a guardar, que nossos amigos e irmãos nos confiaram.


1.1 Vigilância e prudência ao falar

            Nosso subconsciente armazena e processa pensamentos, dados e idéias em número muito maior do que temos noção. Logo, precisamos ser mais atentos ao que povoa e ronda nossa mente, como disse o salmista: “...o que pensei minha boca não transgredirá...” (Sl 17:30). Sabemos de pessoas que mesmo não tendo o que (de útil) falar, falam apenas para na deixar existir o silêncio: falam por compulsão e, muitas vezes, acabam destruindo e atrapalhando (a bíblia nos fala sobre palavras e conselhos que edifiquem...).

Vigilância no Falar

Quando Tiago menciona os males da língua, entre os versículos 6-8, ele faz afirmações interessantes: (1) ela afirma que a língua é fogo; (2) que ela é um mundo de maldade; (3) ela é indomável. Essa fala de Tiago é muito importante para nos ensinar a dominar a língua e utilizá-la para glória de Jesus Cristo.
A língua é fogo, que pode ao mesmo tempo aquecer e queimar. Devemos usara língua para edificar, exortar e consolar. Esses usos são legítimos. Mas quando há abuso de nossa parte, a língua pode queimar, ferindo a honra de nosso semelhante. Ela também é um mundo de maldade, isto é, não devemos jamais falar sem pensarmos e refletirmos sobre as consequências do que iremos dizer. Por fim, a língua é indomável. Nem mesmo o mais consagrado dos homens está livre de pecar com seus lábios, por isso, devemos orar e vigiar.
Ser capaz de dominar a língua é uma prova concreta de maturidade.

        Sérgio Fernandes - http://verticalgospel.com

1.2 A tentação de ouvir um segredo

Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo... (Lv 19:16)

"O mexeriqueiro descobre o segredo...." Aquele que vem com histórias sobre outras pessoas, provavelmente revelará nossos segredos e contará histórias sobre nós. É tolice confiar nele. "Tal homem está tão ansioso para obter alguma coisa para conversas que revelará coisas que deveriam ser guardadas dentro de seu próprio conhecimento" (E. M. Zerr). Ele é capaz de até contar coisas sobre si mesmo que deveriam ser mantidas em segrego.

        Irvin Himmel – http://www.estudosdabiblia.net

Incentivamos veementemente a que todos resistam, sim, a referida tentação de ouvir segredos, citada na revista. Ainda que ‘faça’ parte do mercado, sucesso e de tantos outros submundos, não nos deixemos seduzir pelos costumes vários e nocivos que nos rondam, sondam e solapam (aos que cedem a eles). Doutro modo, estaremos sendo mercantilistas, mercenários e volúveis. Pensemos bem mais antes de ‘obedecermos’ a comandos sutis vindos com a cultura. Exemplo: Quem é que não gosta de chocolate? Obviamente, há uma afirmação ditatorial de que todos gostam e devem passar a gostar, caso contrário. Preferencialmente sem pensar sobre isto (a modos “just do it”, nos anos 80¹).
            Por outro lado, ao ceder e ouvir um segredo, você colaborou em dividir o ‘peso’ da informação. Quem lhe disse o segredo, o fez por qual razão? Você realmente precisava saber disso? Se era um segredo (no sentido estrito), como é que ele lhe disse? Percebamos mais o quando podemos estar sendo soldados do exército dos fofoqueiros e boateiros, supondo sermos privilegiados controladores e compradores em primeira mão desta ou daquela informação.

¹ Nota MDA.: Slogan do fabricante de tênis Nike, e significa “faça, somente”, “execute” (óbvio, sem pensar)

1.3 A tentação de falar um segredo

Agora a ação é ‘do outro lado’: falar segredos! Vejamos: sua necessidade de dividir suas intimidades é real ou você precisa de um conselheiro? Talvez fosse caso de orar e segredar a Cristo, por que não? Faça prévias seleções, cultive amigos fiéis (peça a Deus) e seja prudente em ao “...confessar suas culpas uns aos outros...(Mt 7:1)”. Alertamos de modo semelhante ao ítem anterior na intenção de lhe fazer pensar: você precisa contar, confessar e/ou pedir ajuda, ou seu desejo (ainda que escondido) é se vangloriar de coisas cometidas (pecados podem nos parecer dignos de serem como ‘conquistas’, ‘sucessos’ ou mesmo ‘vitórias’ perante outras pessoas ). Acrescentamos por fim, os conhecidíssimos casos de pessoas que pedem ajuda a líderes (pastores, dirigentes e etc.) e contam-lhes detalhes de seus problemas, ações, atitudes e fraquezas. Estes, fofoqueiros e maus profissionais (ser conselheiro, dirigente, pastor, é ser um profissional!) acabam fazendo todos (com raras exceções) tomarem ciência de todos os segredos e intimidades. Daí, a pessoa, arrasada e constrangida, sai daquela igreja (que bom: ao menos ficou em outra); outras e muitas vezes se desvia e passa a odiar os crentes.
Cuidado com as palavras, elas não voltam mais; é impossível colocá-las de volta dentro da boca. Preste atenção para não falar o que não deve nem jogar conversa fora, falar fora de hora, à pessoa errada ou de modo indevido. Cuidado, pastores, obreiros, líderes, professores, pregadores! Haverá julgamento mais rigoroso para quem prega, ensina ou lidera. A responsabilidade é maior. Uma palavra de um líder surte um efeito mais forte e as pessoas não esquecerão facilmente. Há muitos cristãos envolvidos em problemas por falar aquilo que não deveriam ter falado que não lhes competia.



2. Consequências de não controlar a língua

Quem não tem o que falar deve ficar calado, nunca falar sem precisão. Compare Eclesiastes 3.7, onde o escritor fala que há tempo de falar e tempo de ficar calado. “Em boca fechada não entra mosquito”; “o peixe morre pela boca”; “quem fala muito dá bom dia a cavalo”; “quem fala demais erra demais”, são ditados populares. Em algumas ocasiões, o Senhor deixa de se revelar aos cristãos por causa da falta de controle de suas línguas. As consequências poderão ser desastrosas. Alguns propagam informações distorcidas, infundadas sem o mínimo de constrangimento! Isso é muito ruim!


2.1 Causam feridas difíceis de serem curadas

Antes de falarmos sobre fazer tais feridas (difíceis de curar), mostraremos quais são algumas delas, com alguns exemplos e detalhes (queremos impactar e despertar sobre os danos, antes de tudo). Vejamos:

Quem precisa de cura interior

Você se aceita assim como você é  (aparência, limitações, cor, sexo, casado, solteiro, situação econômica). Ou usa de vários artifícios para mudar?
Se eu não gosto de mim dificilmente vou gostar dos outros.
É impossível agradar uma pessoa que não está contente consigo mesma.
Se você fosse desenhar a si mesmo, como se desenharia?
Você aceita as responsabilidades de ser homem ou mulher?
Aceita a si mesmo sem revolta?

Você se acha, ou acha que as pessoas lhe consideram uma pessoa amarga?
não tolera a si mesmo.
Está sempre de mau humor.

É difícil para você se aproximar de outras pessoas, estabelecer diálogos, romper ambientes?
Medo de rejeição (não ser aceito)
Timidez   (esconde o verdadeiro "eu")
Carência
Complexo de inferioridade

Você está sempre na defensiva ou sempre no ataque? Desconfia de todos?
Por desconfiar fica na defensiva
Por desconfiar ataca.
Não se abre para relacionamentos
É ferino

Quando você vai numa reunião você vai cumprimentar os outros? Ou  fica esperando que eles venham?
Fica observando quem não veio cumprimentar.
Fica chateado com isso.

Você acha que é demasiadamente tímido, áspero ou duro com os outros?
Se passa por humilde.
Sempre dá respostas grosseiras.

Você usa com freqüência ironias, zombarias, sendo ferino em suas observações? (Sarcástico)
Faz caretas trejeitos
É irreverente

Você usa ares de suficiência, prepotência com os outros?  (Auto-suficiência)
Não existe complexo de superioridade. Isso é apenas uma capa para esconder um sentimento de inferioridade e insegurança

Você tem dificuldade de olhar nos olhos das pessoas para conversar?
Medo de se expor
Pode estar escondendo algo

Você faz caretas, trejeitos ao conversar? É hipócrita, superficial? (fermento, máscara para impressionar)
Hipócrita - ator
Você é o que é na sua intimidade (em casa)

Você acha que as tarefas que os outros fazem são sempre mais importantes que as suas?
Nunca está contente com o que faz.
Se acha sem valor.

                Cura Interior – www.adoracao.com

É bem conhecida a situação onde pessoas se desentendem e trazem questões enterradas do Passado e que estavam no esquecimento protetor (questões mal resolvidas ou mal explicadas). Geralmente elas são trazidas de volta em tom de total indignação (“jogando na cara”). Assim, vemos que possivelmente ainda existam feridas fechadas, mas não tratadas e nem curadas. É como se fossem fantasmas que voltam a assombrar. Melhor que ter líderes, amigos, familiares, pastores ou profissionais prontos a cuidar de feridas psicológicas, afetivas ou interiores, é cuidar de não as produzir.

2.2 Matam sonhos e ideais

É evidente que na hora apropriada também é preciso falar a palavra correta. É disso que Paulo passa a falar. A frase começa literalmente: “Vossa palavra sempre em charis, temperada com sal” Falta um verbo, que precisamos acrescentar segundo nosso linguajar. A locução “em charis” aqui é muito difícil de traduzir. A palavra charis traz em si um grande número de conotações. Significa “graciosidade”, “amabilidade”, “encanto”, mas igualmente “graça”. Não temos expressão equivalente em nosso idioma. Se destacarmos a “amabilidade” da fala, faltará com certeza a referência também intencional a seu “encanto”, e vice-versa. E em ambos os casos faltaria a conotação, tão clara ao ouvido grego, do conhecido termo cristão “graça”. Teríamos de parafrasear de uma maneira pouco fluente: “Sua palavra demonstre o jeito amável e encantador que é concedido pela graça”, ou “Sua palavra corresponda em seu jeito encantador e amável à graça que ela testemunha ao semelhante”. O adendo “temperado com sal” não é uma correção, a fim de excluir da uma falsa “debilidade” do aspecto “amável”. Afinal, não vem precedido de “mas igualmente”. Ou seja, Paulo descreve o aspecto cativante da palavra a partir de outro ângulo. Comida insossa, sem sal, não apetece a ninguém, e ninguém gosta de se servir dela em quantidade. Por isso a palavra de vocês deve ser “interessante” no bom sentido, deve despertar a vontade de ouvir mais, deve chamar a atenção e impressionar bem o outro. Deve realmente “ter algo a dizer”.
Porque na realidade nosso serviço não acontece em forma de “palestra”, mesmo que diante de um grupo pequeno. Realiza-se no diálogo. Quantas vezes o próprio Paulo deve ter exercido seu ministério desse modo, e com certeza não apenas em Atenas, onde é mencionado expressamente! Paulo não parte do pressuposto de que nosso testemunho sobre Jesus conquista o outro de imediato, e de forma alguma considera que nosso empenho fracassou se inicialmente resultar apenas perguntas e objeções. Porque essas perguntas e objeções na verdade dão prosseguimento ao diálogo e mostram que o outro foi atingido por nossa mensagem e se ocupa com ela. É evidentemente necessário, porém, que o cristão saiba responder! De nada adianta, nesse caso, a mera repetição de fórmulas conhecidas. Toda pergunta, toda objeção, tem uma coloração específica por causa da pessoa e da situação do parceiro de diálogo. Por isso é necessário “que saibais como deveis responder a cada um”. Não somente no grande serviço missionário de Paulo, mas também no diálogo tranqüilo na rua ou na casa em Colossos importa o “como” da proclamação e existe um “tem de” que requer concretização (cf. v. 4). Afinal, justamente como cristãos não podemos responder com hábil dialética nem fundamentar nossa mensagem de maneira tão plausível para o outro que ele entenda tudo e concorde com tudo. Pelo contrário, nossa resposta precisa ter o peso da premência divina, ela precisa vir de Deus para o coração e a situação do outro. A condução do diálogo evangelístico não é questão de “inteligência”, da arte de esgrima intelectual, de erudição científica. Muitas vezes uma pessoa simples, que ora e se serve da sabedoria do Espírito Santo, acerta com maior segurança esse “tem de” no diálogo. A palavra surpreendente, afetuosa e temperada com sal expressará exatamente aquilo que “tinha de” ser dito a essa pessoa naquele instante e que por isso também atinge o coração e a consciência como um golpe de espada.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

            Os ideais e os sonhos firmes não se abalam nem são destruídos. Mas, se não pudermos ajudar a mantê-los, não contribuamos para extingui-los ou mina-los em suas forças e possíveis e potenciais realizações.
Seguindo o ensino de Pv 25:11, podemos afirmar que há e haverá momentos onde o silêncio deve imperar. Talvez algumas poucas palavras bastarão e nada mais. Aprendamos com os de mais idade que, em sua sabedoria, mais observam e tentam aprender lições, que falam sem parar, apenas para constar (através da voz) que estão ou estiveram ali (insegurança e auto-afirmação).

2.3 Falam sem pensar nos resultados

En el v. 19 se presenta el hermano ofendido. Se ocupa una metáfora muy frecuente en este capítulo: una ciudad fortificada (ver vv. 10, 11). Nos hace recordar el ejemplo de Absalón, quien fue ofendido cuando Amnón, su medio hermano, violó a Tamar, su hermana; dos años más tarde realizó su plan de venganza (ver 2 Sam. 13:18–23). En el mismo sentido, la contienda resiste más que los cerrojos de un castillo, un edificio prominente como el templo o el palacio (ver Dt. 3:5; 16:13).

Comentário Biblico Mundo Hispano – Editorial Mundo Hispano

Em outras (muitas outras) palavras, quando alguém não consegue lidar satisfatoriamente com aspectos de seu mundo interior – o que significaria ter um ego continente – ela “burla” seu superego (que deveria funcionar como um filtro dos impulsos provocados pelo ID). A pressão e ansiedade para lidar com o assunto mal resolvido são tão grandes, que o superego “libera” algumas coisas que a princípio não seriam permitidas para que o indivíduo não se torne uma panela de pressão pronto para explodir. Uma destas liberações do superego seria falar por impulso, sem pensar.
Em geral, no atendimento clínico, conforme explica Schenferd, o paciente não chega reclamando que fala demais, mas descreve queixas de atritos constantes com outras pessoas ou com a sociedade em geral. “A partir da análise, identificamos o ‘falar sem pensar’ como um sintoma de outros problemas psico-emocionais”, conta.
E não seria melhor, então, que todos falassem sem pensar? Isso não traria mais verdade às relações? Na opinião do especialista, não. A tendência das pessoas não é falar a “verdade-realidade”, mas a verdade a partir do filtro de cada um.
O melhor, então, é fazer do “pensar antes de falar” um hábito saudável em qualquer relacionamento humano e em sociedade.

        “Falar sem Pensar” Pode Ter Origem Psicológica – http://www.rwf.com.br/blog/index.php

Que reações minhas palavras provocarão nos meus ouvintes? Positivas ou negativas? De aceitação ou de repúdio? Para edificação ou destruição? “Quem fala o que quer ouve o que não quer”, diz o adágio. Pense no resultado da sua falta de prudência antes de falar qualquer assunto! “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). Mesmo às escondidas, não se deve falar aleatoriamente, pois “mato tem olhos e parede tem ouvidos”, diz a máxima popular.
O bom senso exige que, antes de falar eu identifique se é verdade o que vou dizer, se tenho prova suficiente, se é necessário dizer, se edifica as pessoas, se é um modo educado de dizer, se as pessoas entenderão o que vou dizer, se gostarão de ouvir; e, ainda, se faz necessário desenvolver a empatia, colocando-me no lugar de quem vai ouvir para saber como eu ouviria tal informação. Só depois estarei apto para falar.


3. A Morte e a Vida estão no poder da língua

“Do fruto da boca de cada um se fartará seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartará. A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” (Pv 18:20 e 21). “Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem enganosamente” (Sl 34:13). “Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano” (I Pe 3:10). Com esses versículos é possível ter uma dimensão do poder da língua no dia a dia.

Essa exortação é tão importante que Pedro a sublinha com uma citação de Sl 34.13-17. Porque quem deseja amar a vida e ver dias bons, refreie do mal a língua e evite que os lábios profiram nada ardiloso. A vida é um conceito bíblico abrangente e refere-se à vida atual e vindoura (1Tm 4.8). Da mesma forma os “dias bons” referem-se à atualidade e à consumação. Uma restrição dessa afirmação somente para a vida terrena ou eterna seria uma redução não-bíblica. Quem deseja amar a vida poderia ser parafraseado com “quem deseja ter uma vida digna de viver”, “quem deseja ter alegria na vida real”. De forma análoga Jesus declara na festa dos tabernáculos: “Se alguém tiver sede…” (Jo 7.37s). A mensagem de Deus é algo para aqueles que almejam a vida. Quem deseja significa: cada um pode ter uma vida que goste de viver, que ame. No entanto, Deus não obriga a uma vida assim, mas a oferece. Dessa forma Deus confronta cada pessoa com a decisão. Porque nem todos receberão essa vida. Existem condições indispensáveis para ela: refreie a língua do mal e evite que os lábios profiram nada ardiloso. Aqui o ardiloso (ou “dolo”) complementa e explicita o conceito geral do mal. Não proferir nenhum mal, nada ardiloso, isso constitui a premissa para bons dias. Vale especialmente em épocas de aflição, mas também para qualquer época e circunstância. Quanta influência possuem os cristãos sobre seus adversários, e quanto sofrimento evitam no convívio uns com os outros quando refreiam a língua do mal (cf. Tg 3.5ss)!

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

3.1 A prestação de contas

Portanto, a primeira coisa que aprendemos nesse texto é que precisamos levar a palavra falada muito mais a sério do que normalmente fazemos. “Não permitas que saia da minha boca nenhuma palavra vã.” Com as palavras podemos causar graves danos, como nos instrui suficientemente a carta de Tiago. Podemos tornar-nos benfeitores de nosso próximo quando selecionamos conscienciosamente nossas palavras, quando falamos o melhor do outro, e quando também sabemos silenciar. Quando a palavra se torna mensageira de um coração bondoso, então ela transforma-se em benefício para quem tem necessidade dessa bondade.
Por isso a palavra é para Jesus a manifestação da essência da pessoa. Pelo fruto se reconhece a árvore. Jesus havia falado disso também no sermão do Monte. Em Mt 7.16-20 ele ensinou-nos a ver a comunidade como plantação de Deus: boas árvores, que agora precisam trazer bons frutos. Como é grande a decepção quando uma árvore que pertence a esse pomar de Deus não cumpre o que promete, não produz o que devia. Que decepção para o mundo! Pois está claro que o mundo deve esperar muito da comunidade de Jesus. Porém Jesus critica: Essas árvores não trouxeram frutos bons. As palavras são frutos da árvore, são decorrências da natureza da pessoa. E se é correta a lei: A pessoa boa tira somente o bem de seu depósito de coisas boas (v. 35), ela também pode ser invertida: a disciplina que aplicamos às nossas palavras retroage sobre nossa natureza. Não existe apenas um caminho de dentro para fora, mas também um caminho de fora para dentro. O desleixo interior do ser humano moderno tem a ver com o desleixo de seu exterior, de suas palavras, seus gestos, seu comportamento, de toda a cultura.
Precisamos ter em vista essa correlação se quisermos entender os v. 35 e 36. Jesus afirma que, no dia do juízo, teremos de prestar contas de cada palavra vã que dissemos. Sim, ele profere a espantosa declaração de que pessoas podem ser justificadas e também sentenciadas a partir de suas palavras. A palavra e a fé estão interligadas da forma mais estreita. Para Paulo era óbvio que a fé em Jesus Cristo, o Senhor, também precisa manifestar-se em palavras perante o mundo (Rm 10.9). A pessoa sem fé e sem convicções também se torna necessariamente uma pessoa de palavras ocas. Mesmo que, pois, as palavras sejam pequenas manifestações da essência da pessoa, mesmo que sejam apenas expressão exterior do coração, essas “miudezas” são decisivas. Nada é secundário. Até a palavra que dizemos a alguém na rua é importante. Aquilo que as pessoas falam umas com as outras está sob sua responsabilidade absoluta. Quanta maldade pode originar-se de um falatório fútil. Quantas bênçãos podem surgir quando a todo instante nos sentimos responsáveis uns pelos outros com nossas palavras.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

            Reflitamos sobre os itens constantes em Mateus 12:36 e 37:”...toda palavra vil, frívola, ociosa ou infame que o homem pronunciar [...] ...pois, pelas nossas palavras, seremos justificados e por elas também seremos condenados”. Apenas a leitura de tais nomes (verbetes) já nos levam aos significados que, mesmo sem um dicionário, nos fazem engolir em seco ou ter repugnas. Que dirá ao pensarmos em palavras que pareçam ser de tais tipos (pronunciar seria cair nos erros alertados no item 2).
Há alguns cujas palavras são como pontas de espadas (Pv 12:18). Podemos relacionar vários pecados da língua: blasfêmia, mentira, calúnia, falsidade, maledicência, murmuração, xingamento, palavras imorais e outros. Cuidado com a língua! Amar o próximo é também poupá-lo de nossa língua ferina.

3.2 Quem não refreia sua língua a sua religião é vã

O autor agora vai do "não ouvir mas fazer" mais generalizado, para o "não simplesmente adorar mas fazer" mais específico. A palavra religioso (threskos) significa "dado às observâncias religiosas". Neste contexto ela se refere à freqüência aos cultos e a outras observâncias religiosas, tais como a oração, esmolas e jejum. Um homem que é escrupuloso nestas observâncias, mas fracassa no controle de sua fala na vida diária engana-se a si mesmo, e a sua religião é vã (Moffatt, fútil).
"Esta não é uma definição de religião, mas uma declaração . . , do que é melhor do que os atos de adoração exteriores. Tiago não pretendia reduzir a religião à uma pureza negativa de conduta suplementada por visitas de caridade" (James H. Ropes, The Epistle of St. James, pág. 182). Uma vez que os órfãos e viúvas não tinham assistência na sociedade antiga, eram exemplos típicos daqueles que precisavam de ajuda. Além da caridade amplificada, a manutenção da pureza pessoal é outro meio pelo qual a verdadeira religião se expressa. O mundo aqui e em 4:4 refere-se à sociedade pagã que se opunha, ou pelo menos ignorava, a Deus.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

            Vejamos alguns pensamentos e ensinos na Epístola de Tiago, (1:26 e 27):

O Falar (v. 26)

            A fala explicita e atesta o que vai dentro do ser (Mt 12:34 e 35); se o coração for mantido ordenado, limpo e em boas obras e meditações, o falar também estará. Uma língua sob controle nos dá e mantém o corpo bem controlado (Tg 3:1).

O Serviço (v. 27)

O fundamento do ministério é o caráter cristão.
A natureza do ministério é o serviço abnegado.
A motivação do ministério é o amor a Deus e ao próximo.
A medida do ministério, ou serviço cristão, é o sacrifício.
A autoridade do ministério é a submissão.
O propósito do ministério é a glória de Deus.
As ferramentas do ministério são: oração e palavra de Deus (Bíblia).
O privilégio do ministério é o crescimento quantitativo precedido pelo crescimento qualitativo ou maturidade cristã.
O poder do serviço cristão provém do Espírito Santo.
O modelo de ministério maior é Jesus Cristo.

(Princípios Poderosos Para o Serviço Cristão – http://site.pibcuritiba.org.br)


A Separação do Mundo (v. 27)


3.3 Desculpas e justificativas de quem fala demais

            “Quando eu vejo já falei”; “eles me provocaram”; “eu herdei este temperamento dos meus pais”; “eles precisavam ouvir isso”; “tenho sempre a resposta na ponta da língua”; “já estava com os nervos à flor da pele”, “não levo desaforo pra casa”; “falou o que quis e ouviu o que não quis”. Estas expressões revelam obras da carne, falta de domínio próprio e mansidão e causam grandes problemas e inimizades (G1 5.19-21). Precisamos contar não só até dez, mas até cem antes de responder alguma coisa para que o façamos com sabedoria e prudência.
A boca está espelhada no coração. Do que há em abundância no coração, disso fala a boca (Mt 12:34). O coração do justo medita o que há de responder (Pv 15:28). Se alguém não consegue dominar sua língua não será capaz de refrear seu corpo (Tg 3:2). Reforçando o que já falamos, seria ideal que todos prestassem atenção na história das três peneiras: A DA VERDADE. Este fato é absolutamente verdadeiro? A DA BONDADE. Você gostaria que os outros dissessem isso a seu respeito? A DA NECESSIDADE. Você acha necessário passar esta informação para frente?

            Vejam um interessante artigo sobre pedidos excessivos de desculpas ou sobre pedir desculpas por nada:


Exemplos reais de falar demais em público: [1] [2] [3] [4]


Conclusão

Cuidar da língua é um dever de todos os cristãos. Quem refreia sua língua evita constrangimentos e aborrece menos outras pessoas. Quando alguém se diz cristão e tem a língua solta, é um incoerente, está enganando seu coração e seu testemunho prejudica a si mesmo e os outros. Não compensa falar o que vem à boca. Cuide-se!


Fontes:

Em Língua Portuguesa

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Pontos Salientes da Nossa Fé (revista) – Editora Betel – 2º Trimestre 2013 – Lição 07
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular


Em Espanhol

Comentário Biblico Mundo Hispano – Editorial Mundo Hispano


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