terça-feira, 25 de junho de 2013

EBD Editora Betel - A Igreja de Cristo Vencendo os Desafios







Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 13 – 30 de Junho de 2013
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Graça e Paz!

Amados, estamos correndo para terminar até sexta, dia 24/06. Contamos com sua ajuda, colaboração, divulgações e orações.

R.S. Costa


Texto Áureo

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mt 16:18

Jesus está agora em Cesaréia de Filipe, muito ao norte de Israel, e lá passa a tomar a lição de seus discípulos: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?” Os outros têm dito muitas coisas, mas Pedro dispara: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo!”.
Pedro é um nome que vem de Keifa, ou Cefas, que quer dizer pedra, daí o trocadilho. Pedro, o primeiro entre os discípulos, recebeu poder e autoridade para exercer o ministério em nome de Jesus. Curioso é como estabeleceu-se uma tradição de dois mil anos de homens que alegam suceder a Pedro mas contrariam os ensinos de Jesus e em nome de sua religião e seu poder cometeram assassinatos, torturas, prisões e roubos. Consideram-se com tão grandes que negam a autoridade da Bíblia, submetem-na à sua tradição e ainda crêem que tem autoridade nos céus!
O mesmo Pedro, idolatrado por tantos, na seqüência destes eventos dá a prova de quem ele é: um homem. Jesus passa a instruí-los sobre a necessidade de ir a Jerusalém concluir seu ministério, sendo torturado e morto, mas a isto Pedro reage tentando impedir Jesus de cumprir tudo aquilo a que veio cumprir. “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens.” Talvez fosse hora dos tais “seguidores de Pedro” entenderem estas palavras e as aplicarem às suas vidas.

Escola Bíblica Semanal – Carlos Alberto Bornhofen – http://www.geocities.com/malaquias316

Verdade Aplicada

A igreja é o corpo vivo de Cristo e ativo no mundo, agindo em prol do conhecimento de Deus para a humanidade.

Objetivos da Lição

Explicar o que é e o que não é igreja;
Enfatizar quem é o fundamento da igreja;
Ensinar que o preconceito existe, porque falta conhecimento.

Glossário

Transitoriedade: qualidade de transitório; que só dura certo tempo; que é breve; passageiro;
Fundamento: base, alicerce;
Política: arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados.

Introdução

Há dois significados fundamentais no Novo Testamento para a palavra igreja. Em um número grande de ocorrências, a palavra igreja significa congregação, pois a ênfase está num grupo de pessoas que acreditaram no evangelho de Cristo, foram batizadas, e que se reuniam para a adoração, companheirismo e serviço cristão. Em outras partes das Escrituras, a palavra igreja foi usada para descrever todas aquelas pessoas que aceitaram Jesus como Salvador de suas vidas. Esse segundo, tornou-se o sentido global e mais amplo para a palavra igreja.

Os tempos mudaram. O século XX foi marcado por tensões sociais que deflagraram mudanças profundas na cosmovisão de cada ser humano. As mudanças sociais nada mais são que a aplicação de filosofias que sucederam o período histórico denominado modernidade, gerando o que muitos chamam de pós-modernismo, e outros denominam hipermodernismo.
Este tempo é marcado por superficialismo, relativismo, pluralismo e rejeição da verdade absoluta ou mesmo a completa aversão sobre o simples mencionar da verdade. Para a cosmovisão cristã, de modo muito singular, o pósmodernismo tem sido um desafio, que para tantos é motivo de pavor, quanto para outros é uma boa oportunidade de mostrar que a reivindicação cristã da verdade – pois o próprio Cristo é a verdade – é um fato.
Entretanto, existe uma ala dentro da cristandade contemporânea, denominado Movimento da Igreja Emergente, que ao invés de sustentar a ortodoxia tradicional do Cristianismo, está procurando ajustar a cosmovisão cristã ao pluralismo relativista da pós-modernidade, criando uma religião híbrida e amigável ao extremo. Os emergentes possuem como mérito o despertar de aspectos cristãos que algumas denominações simplesmente esqueceram, como por exemplo, a prática do Evangelho, a comunicação do Reino de Deus fora das paredes da igreja, as boas obras para todo e qualquer ser humano, amando-o acima de dogmas e tradicionalismos religiosos, etc.
Dentre as características marcantes do Movimento Emergente, é possível destacar o seu espírito de protesto contra o cristianismo institucionalizado ou denominacional. Os Emergentes acreditam que o modelo de igreja comum está ultrapassado e não consegue atender as demandas do pós-modernismo. Interessante é notar que esta aversão é justamente pelo cristianismo tradicional defender a verdade absoluta, elemento que os pós-modernos têm aferro. Abominam também o conceito de hierarquia nas igrejas, julgando-os anti-bíblicos; nas Igrejas Emergentes, a figura de pastores, bispos, presbíteros praticamente não se encontram.
No aspecto teológico, os Emergentes têm verdadeira repulsa às Teologias Sistemáticas (livros ou disciplina em si) e apologética tradicional. Acreditam que as Sistemática nada mais fizeram que bitolar os crentes, sendo apenas um amontoado de textos bíblicos organizados de modo sistemático em torno das opiniões pessoais dos autores das mesmas; da mesma forma, julgam que a apologética cristã está atrasada e não deve permanecer defendendo a fé comovem fazendo no decorrer da história. Defender a fé nos dias de hoje (pósmodernismo), é ofensivo na mentalidade dos emergentes, tão pluralistas e inclusivistas.

A Igreja no Horizonte Pós-Moderno – Jonas Ayres – www.napec.net (trechos)

Os artigos abaixo formam um excelente treinamento/curso sobre a Doutrina da Igreja (Eclesiologia) com  aplicações plenamente práticas. Estude-os bastante!

Igreja - Realidade espiritual e organizacional
A Igreja de Cristo (cinco partes) 1  2  3  4  5 


1. Entendendo melhor o que é a Igreja

Uma instituição ou uma organização se têm por definição de igreja nos dias de hoje. No entanto, nas páginas do Novo Testamento, ela era identificada mais como um organismo vivo e dinâmico, do que uma estrutura de poder e concentração de riquezas. No grego clássico, a palavra igreja (ekklesia) significa “ajuntamento popular” e designava as assembleias locais da Grécia antiga, em que os magistrados decidiam a vida jurídica dos cidadãos (At 19:32 e 39). Mas, no Novo Testamento, essa expressão indica dentre outras uma congregação local de redimidos em Cristo (Rm 16:5; I Co 16:19; Cl 4:15; Fm 2).

A igreja não salva ninguém. Isso, também, é verdade! É pelo sangue de Jesus que recebemos “a remissão dos pecados” (Efésios 1:6-7). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé” (Efésios 2:8). A igreja não morreu por nós, e não é capaz de nos salvar.
Algumas pessoas, compreendendo estes fatos, chegam à conclusão que a vida cristã não tenha nada a ver com a igreja. Pode freqüentar uma se quiser, mas também pode usar o tempo igualmente bem recebendo amigos em casa, passeando no shopping ou indo pescar. Pode comunicar com Deus em qualquer lugar, então quem precisa de igrejas?
A igreja (grego, ekklesia) é um grupo de pessoas chamadas para saírem do pecado e pertencerem a Cristo. Jesus prometeu edificar a igreja dele (Mateus 16:18). Deus comprou a igreja com seu próprio sangue no sentido que ele comprou cada pessoa salva (Atos 20:28; cf. 1 Coríntios 6:20).
Paulo frisou a importância de procedimento adequado “na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1 Timóteo 3:15). Embora a igreja não salva, ela tem um papel fundamental na divulgação do evangelho. Devemos valorizar a casa de Deus.
Quando se trata da responsabilidade de participar de uma igreja, uma congregação local, o Novo Testamento não deixa dúvida. Além de muitos exemplos no livro de Atos e referências nas epístolas, encontramos instruções específicas que exigem a nossa participação nas reuniões de uma igreja. O autor de Hebreus claramente condena a atitude de pessoas que deixam de se congregar, porque negligenciam seu papel importante na edificação mútua (Hebreus 10:23-27).
Outras instruções exigem a nossa participação nas reuniões da igreja para participar da Ceia do Senhor (1 Coríntios 11:17-34; cf. Atos 20:7), para juntar ofertas (1 Coríntios 16:1-3; Atos 4:36-37; 5:1-2) e para resolver questões de pecado na congregação (1 Coríntios 5:4-5). Discípulos de Cristo se juntam, também, para cantar hinos de louvor e edificação (Efésios 5:19-21) e para ensinar a palavra do Senhor (1 Coríntios 14:26).
Pessoas que negligenciam estas responsabilidades, não participando dos cultos da congregação, desobedecem a Deus. Pecam contra os irmãos e contra o Senhor.
Seja fiel na sua participação em uma congregação local. E não deixe de examinar tudo para verificar que a igreja onde você congrega esteja realmente agradando a Deus em doutrina e prática (1 Tessalonicenses 5:21-22).

Eu preciso “frequentar uma igreja”? – Dennis Allan – www.estudosdabiblia.net

1.1 A Igreja é um grupo de companheiros

Conceitos orientadores: grupos sociais; comunidade realizadora; irmandade; companheirismo fraternal

A Igreja do Senhor

A palavra igreja significa “convocado”. Pregando o evangelho no dia de Pentecostes, Pedro e os outros apóstolos “convocaram” aqueles que creram em Jesus.
Grupos destas pessoas salvas encontravam-se em várias cidades e cada grupo era uma igreja. Ainda que unidos em Cristo, eles eram independentes de qualquer associação ou federação humana. Cristo os dirigia através de seus  apóstolos inspirados, ensinando-lhes como deveriam adorar e trabalhar juntos.
Se obedecermos às mesmas instruções que Pedro deu no Pentecostes, arrependendo-nos de nossos pecados e sendo batizados em nome de Jesus Cristo, nós também seremos salvos. Quando formos salvos, o Senhor nos acrescentará à sua igreja, como acrescentou aqueles cristãos. Eles não se ligaram a nenhuma outra organização religiosa; nem devemos nós nos ligar também. Em Cristo somos unidos com todos os outros que estão nele.
Assim entrando na igreja do Senhor, teremos que estudar cuidadosamente a descrição dessa igreja no Novo  Testamento. Isto é encontrado no livro de Atos e nas cartas que se seguem a ele. Desde que os apóstolos foram guiados pelo Espírito Santo, podemos ficar certos de que as igrejas sob sua instrução eram exatamente o que Jesus queria que fossem. Se imitarmos essas igrejas primitivas, o Senhor se agradará de nós.
Imitar uma igreja do Novo Testamento talvez não seria tão difícil como se possa imaginar. Talvez você encontre um grupo independente de cristãos, seguindo o padrão do Novo Testamento, já fazendo reuniões em sua cidade. Se não, apenas dois ou três que tenham o mesmo propósito podem encontrar-se e adorar juntos de modo aceitável. Nenhum grande edifício de igreja faz-se necessário (havia igrejas no primeiro século que se reuniam nas casas S Romanos 16:5; 1 Coríntios 16:19). Nenhum sacerdócio ordenado por homens é necessário, desde que todos os cristãos são sacerdotes (1 Pedro 2:5). Nenhum alvará de nenhuma organização é necessário, porque a única afiliação é com o corpo de Cristo. Jesus disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20).

A Igreja Local no Novo Testamento – Sewell Hall – www.estudosdabiblia.net

Este grupo de companheiros, amigos e irmãos também exerciam a função de treinadores e entrosadores. Como isso se dava:

(1) Era ensinado aos novos convertidos que eles deveriam perseverar na doutrina dos apóstolos.
(2) Os novos convertidos eram incentivados a partilhar da comunhão da Igreja.
(3) Os novos convertidos eram incentivados a partir o pão, provavelmente, uma referência à ceia do Senhor (I Co 11:23 e 24).
(4) Os novos convertidos eram ensinados na disciplina da oração.

Mas eles não apenas realizavam ações e trabalhos sociais ou de resgate. Isso sempre existiu. O que os diferenciava como verdadeiros servos do Homem-Deus (Cristo) era que muitas maravilhas e sinais eram concedidos aos apóstolos pelo Senhor para validar-los como ministros ordenados por Deus e comprovar a veracidade do testemunho deles, para o estabelecimento da Igreja primitiva (Hb 2:3 e 4). Diante disto, como negar-se a se render aos pés do Senhor?

1.2 A Igreja é comparada a um corpo

Conceitos orientadores: Igreja: uma comunidade viva, ativa e interdependente; objetivos e comum; sistemais harmônicos; atividades e movimentos em conjunto

Os termos cabeça, princípio, primogênito, expressam a preeminência de Cristo na nova criação, a qual nasceu na Sua ressurreição (I Co. 15:22; Ap. 1:5; 3:14). Embora a cabeça na qualidade de locus de controle do corpo não fosse conceito desconhecido aos escritores médicos do primeiro século, o significado que o V.T. dá a "chefe" ou "origem" é o sentido da palavra aqui. Como corpo de Cristo (não o "corpo dos cristãos") a igreja não é meramente uma "sociedade" mas está definida em termos de sua comunhão orgânica com Cristo.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Cristo como Mediador é a Cabeça do corpo, a Igreja; toda graça e força são dEle; e a Igreja é seu corpo. Toda plenitude habita nEle; a plenitude de mérito e justiça, de força e graça para conosco. Deus mostrou sua justiça ao requerer plena satisfação. Este modo de redimir a humanidade pela morte de Cristo foi o mais apto. Aqui se apresenta diante de nossa visão o método de ser reconciliado. Pese ao ódio para com o pecado por parte de Deus, aprouve a Ele reconciliar consigo mesmo o homem caído. Se estivermos convencidos em nossa mente de que éramos inimigos pelas más obras, e que agora estamos reconciliados  com Deus pelo sacrifício e morte de Cristo segundo nossa natureza, não tentaremos explicar nem sequer pensar em compreender plenamente estes mistérios, porém veremos a glória deste plano de redenção e nos regozijaremos na esperança que nos que colocada diante. Se o amor de Deus por nós é tão grande, o que mais podemos agora fazer por Deus? Orar com freqüência e abundar nos deveres santos, e não viver mais para nós mesmos, senão para Cristo, quem morreu por nós. Mas, para quê? Para que continuemos vivendo no pecado? Não, senão para que morramos para o pecado e vivamos então, não para nós, mas para Ele.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD

Uma construção de blocos e cimento? Uma loja alugada, um galpão cedido por alguém? Não. É uma construção de pedras vivas. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”(I Pe 2:5). Tais pedras são chamadas santos e são membros da família de Deus: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Ef 2:19-22).
Ao ser traduziada do Grego, “igreja” significa, literalmente, “chamado para fora”. É um grupo de pessoas chamadas para saírem do pecado no mundo e servirem ao Senhor. Não é nenhum tipo de instituição ou objeto impessoal. São componentes vivos de um corpo! Sendo organismo vivo, ela igreja pode sentir medo (Atos 5:11), pode orar (Atos 12:5) e pode falar (Mateus 18:17). Quem é chamado para sair do pecado não continua participando do mal no mundo: está santificado ou separado do pecado ( Jo 17:14-23; Cl 1:13; I Pe 2:9; I Jo 4:5-6). Deus chama todos a deixar o mal deste mundo através da mensagem do Evangelho (II Tes 2:13-14). Os convertidos verdadeiramente a Cristo são chamados santos (I Co 1:2; Cl 1:1-2).
Bíblicamente a Igreja é um corpo de pessoas chamadas para fora do pecado ( para serem santos). Apreciaemos a riqueza da descrição de Paulo da “igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20:28). Jesus não morreu por terra e edifícios, ou para criar alguma instituição ou empresa. Morreu para comprar as almas dos homens e mulheres que estavam sob o pecado e que agora têm salvação e esperança de vida eterna (Rm 5:8; I Co 6:19-20).

1.3 A Igreja é um templo espiritual

Conceitos orientadores: unidade mística; sentimento de união sobrenatural;

Dessas pessoas que construíram de forma equivocada, embora sincera, Paulo distingue outras que têm um destino diferente. A fim de mostrar o aspecto terrível de seu agir, ele caracteriza a “construção” ainda mais de perto. Essa “construção” da igreja é “templo de Deus”. Por meio desse “templo” Deus atendeu um anseio que perpassa toda a humanidade desde a queda do pecado. Não vivemos mais no “paraíso”, na comunhão inquestionável com Deus. Estamos separados de Deus e rendidos solitariamente à nossa vida e morte. Porém ansiamos por Deus. Neste mundo cheio de aflições queremos ter locais em que podemos ter certeza da proximidade de Deus. Por isso no mundo todo os povos edificam “templos”, prédios sagrados, nos quais deveria ser possível que a pessoa carente e amedrontada encontre a divindade. Contudo, por mais grandiosos e misteriosos que esses prédios possam ser, por mais profundamente que os atos cultuais e as celebrações comovam as almas, as pessoas notam que sua fome pela presença de Deus não é saciada. Agora, porém, após a conclusão da obra de salvação, Deus está empreendendo pessoalmente a construção de um “templo”, que concretiza aquilo que todas as religiões do mundo almejam. Nesse templo imenso, que se estende pelo mundo todo, que não consiste de matéria inanimada, mas de “pedras vivas”, o Deus santo e vivo de fato habita pelo Espírito Santo. Esse templo existe concreta e realmente quando pessoas são salvas pela palavra da cruz e presenteadas com o Espírito Santo. Conseqüentemente, esse templo também existe em Corinto: “Não sabeis que sois o santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Foi difícil para os apóstolos conceberem um reino abstraído de templos materiais. Nunca havia existido algo semelhante antes. Até o reino de Israel era material e eles tinham esperança que esse reino fosse restaurado algum dia. Eles não conseguiam entender o ensino de Jesus, repetido tantas vezes, que Seu reino seria um reino espiritual. Mesmo hoje, cerca de 2000 anos após o início do Reino, temos dificuldade em entender a verdadeira natureza da igreja. Nós cobrimos a igreja com todos os adornos de um reino material, criando impedimentos para a sua expansão.
A igreja primitiva era completamente desembaraçada. Varreu todo o mundo conhecido, como fogo de campina impelido por uma brisa fresca, em um período de poucos anos. Livre das limitações da igreja institucional materialista da forma conhecida pelo Judaísmo, a igreja Cristã moveu-se desimpedidamente em toda a direção conforme era conduzida pelo Espírito Santo. Qualquer tendência de retorno ao conceito institucional e material do reino coloca limitações sobre a igreja e atrasa seu avanço. A igreja institucional tende a exaltar a sabedoria e habilidades humanas exibidas numa organização humana. Quando a natureza espiritual é preservada, a habilidade humana fica submissa ao poder do Espírito.

Templos Espirituais – Elbem César – http://www.elbemcesar.com



2. O Fundamento, a Missão e o Futuro da Igreja

Os historiadores entendem que, desde o início, havia uma forte igreja em Jerusalém dirigida e organizada pelos apóstolos. No entanto ela tem seu início já nos primeiros movimentos de pregação e ensinos de Jesus Cristo, que é de fato o fundador da igreja. Durante seu ministério, Jesus viveu como quem tinha a missão de começar uma nova comunidade. Ele, antes de qualquer nova proposta, dirigiu-se à antiga comunidade (a nação de Israel), mas esta o rejeitou (Jo 1:11 e 12). Então, começou a chamar um grupo de novos alunos, ou seguidores e deu-lhe os princípios normativos dessa nova comunidade (Mt 5:1-10). A partir daí, Ele designou doze homens como liderança daquele novo grupo. Esses homens ensinaram e pregaram em vários lugares os seus ensinos. E, até hoje, continuadamente Jesus está convocando os pecadores, a fim de que desfrutem das bênçãos do reino de Deus.

Destacamos um trecho de uma série de estudos do fundamento da Igreja em: A Porta do Reino, Arrependimento, Batismo nas Águas, O Dom do Espírito Santo, O Evangelho do Reino. Ao estudar esta série, entendemos que ela é a entrada para o Reino, somos chamados pelo Evangelho, nos batizamos como contrato e prova do Arrependimento e recebemos o E. Santo (Dom) para podermos seguir e trabalhar fazendo discípulos do Mestre Jesus. Leia:

Jesus nos deu a incumbência de fazer discípulos. Em vista disso, uma pergunta que surge freqüentemente é: o que devemos falar para fazer discípulos? Para responder a esta pergunta, devemos primeiro ler At 2:22-39. Aqui nós observamos a primeira investida da Igreja, quando ela começa a obedecer ao mandamento de Jesus. Qual o conteúdo da mensagem de Pedro? Esta pregação se divide em duas partes:

a) Pedro fala sobre Jesus, sua vida e sua obra.
b) Pedro fala a eles o que devem experimentar de entrada no Reino de Deus.

Quando os que ouviram Pedro deram crédito a sua palavra e temeram (v37), então Pedro lhes deu a segunda parte da mensagem (v38). Na primeira parte (v22-36) ele falou do que Jesus fez. Agora ele vai falar do que Jesus quer que nós façamos.
"Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo." At2:38
Aqui há uma indicação clara. São três realidades distintas que devem ser experimentadas logo no início de nossa vida com Cristo.
As duas primeiras são condições para entrarmos no Reino de Deus.
A terceira é uma promessa de Deus aqueles que preenchem as condições.
Podemos dizer que esta é a Porta do Reino. A fé na proclamação de Jesus não é a própria entrada no reino. A fé é a base, aquilo que vai me dar poder para entrar, vai me dar poder para ser um filho de Deus (Jo 1:12).
A fé não é a porta do reino, ela é o que dá poder para entrar.

A porta de entrada do Reino de Deus constitui em:

- Arrepender-se
- Ser batizado em nome de Jesus e
- Receber o Dom do Espírito Santo

Vimos então que Pedro falou de duas coisas: Falou de Jesus e da Porta do Reino. Isto é o que devemos falar para fazer discípulos.
Por outro lado, falar das demandas (exigências) do reino, sem comunicar a graça de Jesus Cristo produz uma religiosidade legalista e sem poder. Do mesmo modo que estar arrependido e batizado sem receber o Espírito Santo implica numa vida infrutífera no desempenho do seu serviço.
É necessário comunicar a Verdade sobre Jesus, Os mandamentos e a Promessa do v38. A verdade produz fé para a obediência, os mandamentos direcionam essa obediência e a promessa capacita para o testemunho.

A Porta do Reino (não conseguimos localizar fonte nem autoria)

2.1 A Igreja e seu fundamento

Conceitos orientadores: bases do Cristianismo; filosofias religiosas; Bíblia; Plano da Salvação

Poucas frases expressam tão bem o que é a Igreja como esta: “A Igreja é como a arca de Noé — se não fosse a tempestade lá fora, não seria possível suportar o cheiro dentro dela”.
Ao contrário do que alguns pensam, a Igreja não é o agrupamento de pessoas perfeitas, mas a reunião de pecadores salvos pela graça de Deus. Não são salvos porque deixaram de pecar, nem deixaram de pecar porque foram salvos. Para muitos, contudo, o que sobressai é o fato de ainda serem pecadores.
Nesse ajuntamento há mescla de joio e trigo, que, embora parecidos, são essencialmente diferentes. Como diziam antigos teólogos, a Igreja é um corpus permixtum: um corpo em que santos e pecadores se misturam. Isso explica o caráter paradoxal da Igreja ao longo dos
séculos: ao mesmo tempo que é responsável por denunciar o mal e a injustiça e por prestar serviços humanitários, também é acusada de ser violenta e de cometer erros crassos.
A Igreja não é um clube ou um ajuntamento social (se fosse, a sociologia e o estudo da administração de empresas seriam suficientes para interpretá-la). Ela é uma realidade espiritual. Por isso, é preciso um referencial transcendental para explicá-la. Esse referencial, em sentido bíblico, é a cristologia (doutrina sobre a pessoa e a ação de Deus Filho, Jesus Cristo) e a pneumatologia (doutrina acerca da pessoa e da ação de Deus Espírito Santo).
Outro ponto importante é a metáfora da Igreja como Corpo de Cristo. A expressão não aparece nos evangelhos nem em Atos, mas em vários textos do apóstolo Paulo (Rm 12:5; Ef 1:22-23; 5:30; Cl 1:18,24 etc.). Ser o “Corpo de Cristo” no mundo não é apenas um privilégio, mas uma grande responsabilidade.
Mas, à luz das Escrituras, o que exatamente significa ser “Corpo
de Cristo”? Ela representa¹:

Unidade orgânica na qual todos têm uma função
“A Plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas”

O Espírito e a Igreja

Com a cristologia, a pneumatologia é base para a produção da teologia eclesiológica. A Igreja é formada por seguidores de Jesus, que se submetem ao seu senhorio, e ninguém confessa a Jesus Cristo como Senhor da sua vida a não ser pela ação do Espírito Santo (1Co 12:3).
Por isso, a Igreja é uma comunidade pneumatológica.

Fundamentos da Teologia da Igreja – Carlos Caldas

¹ Grifo MDA

A Igreja do Senhor Jesus Cristo no Novo Testamento é uma congregação local autônoma de crentes batizados, associados pelo pacto de fé e comunhão do evangelho; observando as duas ordenanças de Cristo, governada por Suas leis, exercitando os dons, direitos e privilégios investidos neles por Sua Palavra e buscando estender o Evangelho aos confins da terra. Cada congregação opera sob o Senhorio de Cristo por meio de processos democráticos. Em tais congregações cada membro é responsável e presta contas a Cristo como Senhor. Seus oficiais segundo as escrituras são pastores e diáconos. Muito embora tanto homens como mulheres teham dons para o serviço na igreja, o ofício de pastor é limitado a homens qualificados pela Escritura.
O Novo Testamento também fala sobre a igreja como Corpo de Cristo que inclui todos os redimidos de todas as épocas, crentes de todas as tribos, línguas, povos e nações.
Mateus 16:15-19; 18:15-20; Atos 2:41-42, 47; 5:11-14; 6:3-6; 13:1-3;14:23, 27; 15:1-30;
16:5; 20:28; Romanos 1:7; 1 Coríntios 1:2; 3:16; 5:4-5; 7:17; 9:13-14; 12; Efésios 1:22-
23; 2:19-22; 3:8-11, 21; 5:22-32; Filipenses 1:1; Colossenses 1:18; 1 Timóteo 2:9-14;
3:1-15; 4:14; Hebreus 11:39-40; 1 Pedro 5:1-4; Apocalipse 2-3; 21:2-3.

A Fé e a Mensagem Batista – Comissão Executiva da Convenção Batista do Sul

2.2 A missão da igreja

Conceitos orientadores: unidade

2.3 O futuro da igreja

Conceitos orientadores: Escatologia; entendimentos teológicos;


3. A Mulher, a Política e a Disciplina na igreja

A mulher, a política e a disciplina na igreja são assuntos que ainda são difíceis de discutir com alguns cristãos. Tudo porque alguns perpetuam conceitos preconceituosos.

3.1 O Ministério Feminino na Igreja

Conceitos orientadores: ordenações eclesiásticas cristãs; entendimentos e interpretações bíblicas; modismos; vaidade pessoal;

Incentivamos, contribuimos para e amamos o trabalho feminino tanto quanto o masculino, seja onde for. O trabalho com “suor no rosto” dito a Adão é claramente estendido a Eva (Gn 3:19), assim como os espinhos e etc. Porém, entendemos que qualquer servo(a) tem autoridade bíblica para pregar, ministrar, orar e abençoar em nome do Senhor Jesus. Quando a Bíblia fala para trabalharmos, evangelizarmos e outras coisas tais, não diz “sede pastores”, “sede diáconos” e etc. Já quando ela fala direta e específicamente a estes, é claramente percebido tratar-se de homens.
As mulheres que colaboraram com Cristo durante seu minstério eram todas discípulas. As demais citadas no NT apenas diaconisas (como que o ‘máximo’ “título/graduação”). Mesmo  assim, muitas escolas e intérpretes questionam o entendiment/interpretação em si. Para as mulheres trabalharem, pregarem e etc., nunca se fez necessário títulos. O mesmo vale para os homens. Contudo, é clara a necessidade de administradores e ministros (exemplificado em todo o NT). Estes sempre sendo homens, em todo o NT (não é machismo: são fatos e dados históricos).
Muito da instituição dos títulos ordenatórios femininos vem de muitas terem se cansado de serem ‘apenas’ chamadas de ‘irmã Fulana’ ou ‘a esposa do pastor, presbítero, dianono Fulano’ (basta efetuar uma sondagem regional ou histórica). O fato aludido dos homens terem deixado a desejar, não impediria nunca que mulheres dirigissem trabalhos, grupos e projetos por não terem títulos! Sabemos que muitas igrejas e convenções estão adotando tais métodos e entendimentos e respeitamos isso. Mas queríamos lançar argumentos para uma ponderação mais ampla e prática e também mostrar algumas agravantes, como por exemplo não existir ‘bispa’: o feminino é episcopisa. Façamos as coisas com mais esmero!

3.2 O Poder Político e a Igreja

Conceitos orientadores: oportunismo; ativismo social; usurpação; pleitear direitos; administração pública; apatia; função social do Cristianismo; Cosmovisão

Acatamos e aprovamos os entendimentos do comentarista da revista, mas discordamos com  o que na prática é feito. Usam os santuários como plataforma impositiva do candidato “X” ou “Y”. Líderes, obreiros e outras pessoas que nunca foram à sua e à minha casa aparecem discaradamente para pedir ‘uma força’, pessoas que não evangelizam atuam como cabos eleitorais no dia da Eleição entre tantas outras atrocidades veladas e vergonhosas. Quer se candidatar? Renuncie temporariamente a seus cargos de governo eclesiástico, lideranças de departamentos e similares (vide a legislação do Funcionarismo Público, do Militarismo, da Igreja Católica e etc.). Precisamos ser mais recomendáveis, menos usurpadores e menos hipócritas!

3.3 A Disciplina na Igreja

Conceitos orientadores: repreensões, advertências e correções; ajustes; punições; condutas sociais ou corporativas; etiquetas; normas e regulamentos

Uma má aplicação das palavras de nosso Senhor em Mateus 7.1 (“Não julguem, para não serem julgados”) certamente traz receio  aos corações de muitos, quando se trata de lidar com o pecado na igreja local. O medo da rejeição também está envolvido (isto é, o medo de ouvir da parte ofendida: “Cuide dos seus próprios negócios. Você não tem autoridade para me dizer o que eu posso ou não posso fazer”).
Suspeito fortemente que o medo de represálias legais, na forma de processos, tenha paralisado muitos. Várias pessoas (mesmos líderes na igreja) simplesmente detestam confrontação. Falar diretamente sobre pecado pessoal com um ofensor é difícil; nos deixa desconfortáveis e inquietos; portanto, por que criar problemas? Muitos pensam que, se simplesmente ignorarmos o problema, em algum momento ele irá embora. “O tempo cura tudo”, assim eles alegam.
Já soube de casos em que a disciplina cessou devido ao medo de afastar a pessoa, especialmente se o transgressor é um grande contribuidor financeiro da igreja! Relacionado a isso, há o medo de desunir, ou mesmo dividir, a igreja sobre questões como se, de que maneira, e em que extensão a disciplina deveria ser aplicada (invariavelmente, muitos acham que a disciplina foi muito severa, enquanto outros estão convencidos de que foi muito leniente).
Muitos lutam contra um falso conceito de disciplina, devido a abusos conhecidos. Em suas mentes, a disciplina está associada a caça às heresias, intolerância, opressão, dureza, falta de compaixão, autojustificação, legalismo, etc. Relacionado a isso está o medo de ser rotulado como uma seita, se insistirmos em um código de conduta muito estrito para nossos membros.
Outros evitam seguir os passos da disciplina porque significa mudança. Em outras palavras, a tradição é muito forte para ser superada: “Nunca fizemos isso antes e sempre correu tudo bem. Por que arriscar bagunçar as coisas agora?”.

Reflexões Sobre Disciplina na Igreja – Sam Storms

Esqueçamos o caráter punitivo como instinto ‘mau’ de castigar e mentalizemos o lado educativo que faz ajustes e causa mudança e responsabilidade devido à conciência em relação a  erros, quais sejam. Examine atentamente cada um dos artigos indicados com a ciência de que todos estão passíveis de escorregar e choremos pelos que venham ou foram punidos.

O Guia do Apóstolo Paulo Para Discipular Cristãos Carnais (no final do artigo há mais cinco outros)


Conclusão

A igreja de Cristo tem muitos desafios a vencer. Com conhecimento necessário das Escrituras, uma vida de santidade, de comunhão com o próximo e com Deus será possível vislumbrar a vitória diante dos assuntos da atualidade. É preciso se contextualizar sem abandonar as doutrinas elementares das Escrituras. Dialogar com o mundo sem negociar os pontos cardeais de nossa fé. A vida simples, a prática das disciplinas espirituais, é do que precisamos para cumprir o nosso papel de igreja de Cristo no mundo.


Fontes:

Em Língua Portuguesa

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Pontos Salientes da Nossa Fé (revista) – Editora Betel – 2º Trimestre 2013 – Lição 13
Fundamentos da Teologia da Igreja – Carlos Caldas – Mundo Cristão
Escola Bíblica Semanal –  Carlos Alberto Bornhofen –  http://www.geocities.
com/malaquias316
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Em Espanhol

Nuevo comentario biblico siglo XXI – editorial mundo hispano (El Paso, TX, EE. UU.)
Comentario al nuevo testamento – Simon J. Kistemaker – libros desafío (Grand Rapids, MI, EE.UU.)

Bibliografia (estude mais)

Reflexões Sobre Disciplina na Igreja – Sam Storms (link)
Disciplina na Igreja (ebook)

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