domingo, 2 de junho de 2013

EBD Editora Betel - A Importância da Ceia do Senhor






Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 10 – 09 de Junho de 2013
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Ore por nós e ajude-nos divulgando nosso trabalho e eventos. Que Deus o abençoe.

Texto Áureo

“Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor”. I Co 11:29

Mais uma vez, porém, Paulo salienta diante de uma igreja irresponsável toda a seriedade: “Pois quem come e bebe, para si próprio come e bebe um juízo se não discernir o corpo”. Como em 1Co 10.16s temos de considerar que no “corpo” que alguém “não está discernindo” sempre ressoa também a idéia do “corpo de Cristo”, a igreja. Os que em Corinto se refestelavam tranqüila e opulentamente já não “discernem” no pão, dentre todos os demais alimentos, o corpo do Cristo entregue por eles. Mas tampouco “discernem” o corpo de Cristo, a igreja, de outras reuniões em que se podia contemplar com indiferença a fome de pessoas e envergonhar os pobres. Contudo, nem mesmo agora seu comer e beber permanece ineficaz, apesar de sua indiferença contra o “corpo do Senhor”. Comem e bebem agora com a ceia do Senhor o juízo para si mesmos. Como em todas as situações Paulo leva a sério o corpo e os processos físicos! O corpo pertence ao Senhor, em nosso corpo glorificamos a Deus (1Co 6.13; 6.20). Nosso comer e beber nos leva à união real com os demônios ou com o corpo e sangue do Cristo (1Co 10.16,20). Pelo comer e beber honramos a Deus (I Co 10.31). Pelo comer e beber nos submetemos pessoalmente ao juízo de Deus. É isso que os coríntios, que acreditam, numa falsa “intelectualidade” e “liberdade”, não ter necessidade de se importar com os processos reais e corporais, precisam reconhecer.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

Verdade Aplicada

Quando julgamos a nós mesmos, não precisamos ser julgados e disciplinados pelo Senhor.

Objetivos da Lição

Mostrar os riscos que correm os que participam da Ceia do Senhor indignamente;
Conscientizar de que o autoexame é necessário antes de participar da Ceia do Senhor;
Ressaltar que só os que confessam e deixam alcançam misericórdia.

Glossário

Indignamente: Sem dignidade, com pecados cometidos e não perdoados, inabilitado, inconveniente, impróprio;
Julgamento: Sentença, exame, apreciação, avaliação, formação de juízo crítico segundo a justiça;
Condenação: Pena imposta por sentença; indício da culpa; incriminação, reprovação, censura baseada na lei.


Introdução

Como fundamento primário da fé, os cristãos têm que ter as Escrituras Sagradas como verdade inegociável, pelo fato de ser ela inspirada por Deus. A Bíblia é fundamental para que a humanidade possa conhecer não somente o evangelho, mas todo o conselho de Deus. Suas palavras são vida, e tem o poder de transformar o pior dos homens em seres humanos socializados, vivendo de forma digna e honrosa. Ela é infalível, não contém erros e é necessária para todos.
Queremos citar aqui nossa posição quanto a abertura de igrejas. Não somos contra que se iniciem ministérios, desde que não se arraste pessoas ou se dividam rebanhos: criem-se as igrejas e enchan-nas de perdidos resgatados. Este é um ponto. Outro ponto quanto às doutrinas é que há muitos modernismos, criações e coisas tais, como o caso dos títulos. Se é para ‘fazer a obra’ puramente, para quê ter títulos, ordenações e etc.? Trabalhar em favor da Evangelização, não requer nada disto. Estas coisas existem para administrar e estruturar. Elas não são o alvo. Concluimos dizendo que os pontos inegociáveis são O Batismo e A Santa Ceia. Não concordamos com muitas firulas e cegueiras atuais, mas se um grupo se diz ‘igreja’ (guiados por pastores ou pastoras, este não é o ponto) e ignora estes dois itens, acabaram de se excluir, pois são os que. Paulo deixou como irremovíveis.


1. Quem participa indignamente está crucificando Jesus de novo

Esse peca contra o Senhor e será culpado da crucificação e da morte de Jesus, do corpo dilacerado e do sangue derramado (I Co 11:27). Não está discernindo o corpo do Senhor. É como uma criança brincar com arma de fogo: o fim pode ser uma tragédia.

Por isso introduz a aplicação, conseqüência da instrução. Indignamente não se refere à pessoa daquele que participa, mas à maneira pela qual participa. Todos são indignos sempre. Réu do corpo e do sangue do Senhor. Culpado de pecado contra o corpo e o sangue.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

O apóstolo expõe aos coríntios o perigo de recebê-la com um estado mental inapropriado ou conservando a aliança com o pecado e a morte enquanto se professa renovar e confirmar a aliança com Deus. sem dúvida, eles incorrem em grande culpa e assim se tornam matéria obrigada de juízos espirituais. Porém os crentes temerosos não devem desencorajar-se de assistirem a esta santa ordenança. O Espírito Santo nunca teria feito que esta Escritura tivesse sido colocada por escrito para dissuadir de seu dever os cristãos sérios, apesar de que o diabo a tem usado amiúde. O apóstolo estava dirigindo-se aos cristãos e os adverte para que estejam alerta ante os juízos temporais com que Deus corrige seus servos que o ofendem. Em meio de sua ira, Deus se lembra da misericórdia: muitas vezes castiga aos que ama. Melhor é suportar problemas neste mundo que ser miserável para sempre.
O apóstolo indica o dever dos que vão à mesa do Senhor. O exame de um mesmo é nosso para participar corretamente nesta ordenança sagrada. Se nos examinássemos cabalmente para condenar e endireitar o que achemos de errado, poderíamos deter os juízos divinos.
O apóstolo termina tudo com uma advertência contra as irregularidades na mesa do Senhor, das quais eram culpáveis os coríntios. Cuidemos todos disso para que eles não se unam à adoração de Deus como para provocá-lo e acarretar vingança sobre si.

        Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD

1.1 Examine-se, pois, o homem a si mesmo

Conceitos orientadores: auto-exame;consciência purificada, contaminada e caída; perda de temor

Em nossos dias vivemos uma ‘crença’ (que nos é ensinada) de que estar na reunião da Santa Ceia é o Centro da Vontade de Deus. Faltar não nos exclui da comunhão com Deus! Nosso ‘grau de união/intimidade/obediência não é atestado por comermos pão e suco de uva. Não nos entendam mal, mas a Carne e o Sangue do Senhor é muito mais que um rito frio, protocolar e mecanizado, muitas das vezes. A “vitória” de muitas vidas não é estar servindo a Cristo, mas ter melhorado de vida, de saúde e de bens. A Igreja Primitiva fazia um verdadeiro banquete de “Ano Novo” (em menor escala) e cada um trazia um pouco de comida. “Agapais” (Festas do Amor, Judas 12) não era uma reunião com tom fúnebre, triste e de ares de Arrependimento. Os historiadores nos informam que o Pão e o Vinho eram uma parte da reunião, onde havia muita alegria, regozijo e reflexões, como também comunhão vertical e horizontal. Abaixo colocamos uma citação que nos ensina quem pode ou não comer...
A consciência dada ao homem para estabelecer critérios justos e definir o certo e o errado não está mais podendo ser usada, pois muitas delas estão enfermas. A nossa consciência não pode ser parâmetro para julgar ou balizar o que é pecado, pois muitas estão contaminadas (Tt 1:15), outros as têm cauterizadas (I Tm 4:2). Comparar os nossos atos como que diz a Bíblia é o mais sensato, pois este é o paradigma divino para avaliar a situação espiritual dos seres humanos. A Bíblia é a autoridade máxima para ditar o que é pecado ou não.

Sei que devo ir à Mesa do Senhor apenas quando estou com minha consciência tranquila diante de Deus. Mas estou enfrentando uma fase difícil com meu filho. Muitas vezes durante a semana eu brigo com ele e, quando o pastor faz o convite não me sinto no direito de tomar a Ceia.
De fato, a Ceia deve ser tomada apenas após arrependimento e confissão de pecados. O apóstolo Paulo já dizia: “... aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice; pois o que come e bebe, sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si” (1 Co 11.27-29). Contudo, é necessário ressaltar um importante aspecto: a ceia não exclui os pecadores arrependidos. Somos seres humanos e cometemos falhas mesmo quando não desejamos, uma experiência que o apóstolo Paulo também vivenciou: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7.19). Por isso é que um importante momento da liturgia da Ceia do Senhor é a confissão dos pecados e a proclamação do perdão. Se o pecado nos acusa, o sangue de Jesus nos regenera: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; ele é a propiciação pelos nossos pecados...” (1 Jo 2.1-2).
Assim, antes de ir à Mesa da comunhão, busque a reconciliação com familiares, amigos (as), irmãos(as) da Igreja. Se isso não for possível naquele momento, presencialmente, faça as pazes, em oração, com os seus irmãos(ãs) e consigo mesmo(a) perante o Senhor. Afinal, se você, por seus próprios méritos, esperasse ter o “direito” de se aproximar da Mesa do Senhor, você jamais o faria, pois nunca seríamos capazes de chegar a Deus completamente isentos(as) de pecado; só o fazemos pela misericórdia divina. Por isso, a Ceia do Senhor não é um “direito” nosso: ela é tão somente um sinal da graça de Deus e ação de graças da Igreja pela morte e ressurreição de Jesus. Aceite essa dádiva com gratidão e humildade.

Alimento do Espírito – www.metodista.org.br

1.2 Se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados

Conceitos orientadores: julgamentos; auto-correção e santificação; suportar repreensões

O preventivo é se nos julgássemos a nós mesmos devidamente.
Mesmo o juízo de Deus não é eterno; tem a intenção da disciplina familiar, disciplinados pelo Senhor, para evitar a condenação com o mundo. Aqui Paulo usa a forte palavra katakrino, que significa condenação eterna.
Assim, pois. Segue-se uma palavra de conclusão, um apelo prático aos coríntios para que se lembrem da unidade do corpo em sua observância da festa.
Condenação (E.R.C.) não está certo. Leia-se, antes, juízo (a palavra é krima novamente, como no v. 29). Quanto às demais coisas relacionadas com a Ceia do Senhor, diz Paulo, ele as resolveria quando de sua visita.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Hoje há muitas pessoas insatisfeitas por comerem do pão que o Mundo oferece, enquanto o que nos realiza plenamente é ir até Cristo e comer do seu pão (v. 35). Na Ceia recomemoramos O Pão da Vontade do Pai, o pão da Fé manifesto no cuidado com o próximo (vs 38-40). Jesus é o Pão da Vida, partido em nosso favor; devemos fazer isso em sua memória (cf. Lc 22:19). Mas fazer o que? Comer um pedaço de pão num ritual religioso? È irônico que, cronologicamente, as declarações  de João, capítulo 6, foram seguidas por duras asseverações contra o ritualismo judaico (cf. Mt 15:1-20; Mc 7:1-23), repreensões essas completamente atuais para aqueles que julgam que comer um pedaço de pão durante a Ceia os torna mais santos ou puros.

A Ceia do Senhor – Emerson Silva e Emannuel A. Schimidt – http://www.aheb.wordpress.com

Antes de jogar pedras nos outros, precisamos verificar as nossas condições diante de Deus (Jo 8:7-9). O único julgamento que nos é dado o direito de fazer é o da nossa própria vida*. Quem não faz o próprio julgamento não cresce espiritualmente e sofre o juízo de Deus (Lc 15:21).
Muitos de nós tem uma litmitação quanto ao sentido de participar da Ceia. Julgar seria somente quanto a pecados? Quanto a avaliar os outros? Achamos que a Misericórdia nos alcançou,  que alguns outros ficaram “de fora” momentâneamente e que outros (muitos?) estão totalmente longe, sentenciados à Perdição. Tudo isto é verdade, mas está encurtado em seu todo. A reunião é para se fazer anúncio público e amplamente difundido da Morte e Ressurreição do Senhor. Isto é óbvio? Sim, realmente é. O caso é que por isto, deixamos de evangelizar! Isto mesmo: julguemo-nos a nós mesmos em nossa função missionário-evangelística de fazer tudo isto “até que ele venha”, “em memória”, ou seja, cumprindo sua vontade; sendo considerador do que ele era e é para nós. Que julguemos uns aos outros até, contando que anunciemos Maranata. Santa Ceia é lugar de Salvação, Pregação, Arrependimento e há lugar para todos nela!

* Nota MDA: Sobre julgar, veja a citação abaixo e não deixe de examinar o artigo na íntegra (vide “fontes” no final desta postagem). O caso é que temos sido ensinados de maneira superficial e equivocada durante décadas. “...Quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor...” “Quando” indica que acontece. “Somos” fala que alguém nos julga, não diz quem (apenas há a certeza houve/haver um julgamento). “Pelo Senhor” nos fala da repreensão. Está sendo julgado por alguém? Avalie se de fato esta pessoa está equivocada? Onde há fumaça há fogo, diz o ditado. Se você é inocente, confie em Deus!

No capítulo 14 de Romanos nós encontramos o apóstolo Paulo dando instruções acerca de como proceder em questões que não são fundamentais para a vida de fé. Na opinião de Paulo os crentes não devem discutir por causa de diferença de opinião em questões que não sejam realmente relevantes para a vida de fé – ver Romanos 14:1. Para ilustrar o que estava querendo dizer, o apóstolo Paulo descreve duas pessoas onde uma primeira acredita que pode comer de tudo e, uma segunda, que Paulo caracteriza como débil (fraco, frágil), que acredita que só pode comer legumes – ver Romanos 14:2. O conselho de Paulo diante desta situação é bastante objetivo. Paulo sabia que em tais situações é somente humano o débil julgar o outro irmão, enquanto este, por sua vez, teria a atitude de desprezar aquele mais fraco. Paulo diz que tais atitudes, de julgamento e de desprezo não eram convenientes porque esta situação não é fundamental para a vida de fé. Além disso, Deus acolhe tanto a um quanto ao outro – ver Romanos 14:3. É por este motivo que é completamente errado julgar um irmão por causa de algo não relevante, como neste caso, por causa da comida já que o reino de Deus não é comida nem bebida e sim justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo – ver Romanos 14:4 e 17.
Em seguida Paulo dá uma segunda ilustração de coisas irrelevantes citando o fato de que também poderiam existir pessoas que, por um lado, fizessem distinção entre um dia e outro dia e, por outro lado, pessoas que considerassem todos os dias iguais. A opinião de Paulo é que como esta questão envolve uma situação irrelevante cada crente precisa ter uma opinião bem definida em sua própria mente – ver Romanos 14:5. Para Paulo tanto uma coisa (fazer distinção), como a outra (não fazer distinção) eram completamente irrelevantes na mesma linha que era irrelevante a questão da comida – ver Romanos 14:6. O fato que torna estas coisas irrelevantes é a perspectiva de que vivemos para o Senhor – ver Romanos 14:7 - 8. Ou seja, se a questão em disputa não quebrar nenhum mandamento do Senhor ou não for contrária a nada que está estabelecido nas Escrituras, ela é irrelevante. Mas para chegarmos a esta conclusão é necessário julgarmos o fato ou evento à luz da palavra revelada de Deus. A bíblia é nosso padrão e não devemos discutir opiniões fora ou além daquilo que está estabelecido nas Escrituras. “Sola (somente) Scriptura (as Escrituras)” como única regra absoluta de fé e prática foi um dos lemas centrais da Reforma Protestante. A conclusão de Paulo acerca destas questões é que não devemos nem julgar nem desprezar nossos irmãos em questões irrelevantes, pois todos, sem exceção, teremos que prestar contas a Deus um dia – ver Romanos 14:9 -12.
Como pode ser facilmente notado estes conselhos valem para acomodar situações que são realmente indiferentes no que diz respeito à vida cristã. O apelo do apóstolo Paulo é que, nestas questões que são realmente indiferentes, não é atitude conveniente a um cristão nem julgar nem desprezar outros irmãos – ver Romanos 14:10.

O Cristão Pode Julgar? – Alex – www.jesusite.com.br

1.3 Quem confessa alcança misericórdia

Conceitos orientadores: confissão; misericórdia; consciência cauterizada; recomeçar; renúncia

Recebemos a Cristo, pão da vida, no Evangelho e na Ceia

Resta somente que tudo isto se torno nosso, por aplicação. Isto é feito por meio do evangelho, e mais claramente pela Santa Ceia, onde Cristo oferece a Si mesmo a nós, com todas as Suas bênçãos, e O recebemos em fé. O sacramento, portanto, não faz que Cristo se torne pela primeira vez o pão da vida; mas, ele nos recorda que Cristo foi feito o pão da vida, para que constantemente O comamos, ele nos dá o gosto e o sabor deste pão, e nos faz sentir sua eficácia. Porque nos assegura que tudo isto que Jesus Cristo fez e padeceu, foi para nos vivificar. E além do mais, que esta vivificação é eterna. Porque como Cristo não seria o pão da vida, se uma vez não houvesse nascido, morte e ressuscitado por nós, assim também é mister que a virtude destas coisas seja permanente e imortal, a fim de que recebamos o fruto das mesmas.
Isto o expõe mui bem em São João, quando disse: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (João 6:51); onde sem dúvida alguma, demonstra que Seu corpo havia de ser pão para dar a vida espiritual às nossas almas, em quanto o devia entregar à morte por nossa salvação. Porque Ele O deu uma vez por pão, quando O entregou para ser crucificado pela redenção do mundo; e O dá a cada dia, quando pela Palavra do Evangelho se oferece e apresenta, para que participemos dEle, visto que foi crucificado por nós; e, por conseguinte, sela um tal participação com o mistério de Sua Santa Ceia; e quando interiormente cumpre o que externamente significa.

A Santa Ceia do Senhor, e os Benefícios Conferidos por Ela – www.monergismo.com

Alcançar misericórdia. Precisamos gravar na Alma, Mente e no Coração que ‘confessar’ é amplo. Temos uma tradição de crer que este confessar seja apenas dos fiéis. Mas, o que é ser fiel? Fiel é aquele que ouviu a Mensagem da Salvação, a aceitou, foi lavado e transformado, creu e passou a seguir a Cristo como seu único Senhor. Daí passou a ser fiel a estas bases. Ora, como crer e conhecer alguém que não nos é ‘apresentado’? Ainda que o conheçamos de ‘fama’, não confiamos nele apenas por isto. Eis aqui a importância do Testemunho Cristão (diário e de conversão). Todos os homens são dignos de terem a chance de assentar ou não à mesa, já que Cristo moreu por todos e chama a todos!
Não adianta querer exortar e corrigir os outros sem ter uma vida digna diante de Deus. A nossa obrigação não é atingir à perfeição, pois isso é impossível enquanto estivermos na terra. Porém a vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4:18; Fp 1:6). Temos, porém, a necessidade de buscar uma auto avaliação rigorosa diante de Deus. Não podemos fugir dos nossos pecados; precisamos encará-los de frente com o propósito de abandoná-los. Ficar livres de suas consequências nem sempre é possível, mas ficaremos em paz com Deus. Davi confessou o seu pecado e pediu misericórdia (II Sm 12:13; Sl 51). Mesmo pagando um alto preço, Deus o perdoou e foi chamado “homem segundo o coração de Deus”.


2. Quem participa indignamente se equipara a Judas, Pilatos e Caifás

Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e não há verdade em nós (I Jo 1:8). Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a Sua Palavra não está em nós (I Jo 1:10). Torna-se fácil fazer o que estes homens fizeram, não se comprometendo ou querendo passar por bonzinhos diante do povo. Porém nada pode tirar a culpa ou os pecados cometidos, a não ser pela confissão com pedido de perdão através do arrependimento e coração quebrantado diante de Deus.

O erro deles não é diferente do nosso

Os corintos estavam enganados quanto aos super poderes da Ceia do Senhor. Pensavam que podiam passar a semana inteira comendo comidas sacrificadas aos ídolos, praticando atos ilícitos, se unindo aos demônios e depois ao comer e beber da Ceia estariam perdoados, crendo que nenhum mal viria afetar suas vidas, e estariam com a salvação garantida.
“O fato de ser batizado na “nuvem” ou no “mar”, ou de ter bebido da rocha ou comido do maná, isso não garantiu salvação aos filhos de Israel.”
Da mesma maneira, o fato de sermos batizados nas águas, ou na nuvem da glória do Espírito Santo, ou ainda que tomemos parte do carne e do sangue de Jesus Cristo, representados no pão e no vinho, todavia isso não nos garante imunidade, não nos garante salvação.
Podemos vir aqui hoje, comer o pão e bebermos o cálice, mas se a nossa vida estiver associada aos demônios e aos seus sacrifícios lá fora, ficaremos prostrados neste deserto e não poderemos entrar em Canaã.
Beber o cálice, comer o pão não lhe garante perdão. A ceia não tem o poder de perdoar pecados. Ela não tem o poder de salvar. Como também não tem o poder de proteger a ninguém das conseqüências de seus atos pecaminosos.
Muitos comeram o maná e beberam da rocha, mas caíram no deserto, ficando prostrados para a perdição. Por isso, não façamos da Ceia do Senhor um ato de purificação. Não pensemos que ao comer e beber dela, Deus deixará de lado nossa vida mundana.
Não é a Ceia do Senhor que irá te salvar, mas uma vida comprometida com a santidade de Deus.
Nenhum de nós hoje aqui está seguro, nenhum de nós é salvo. Estamos salvos, e estar é diferente de “ser”. E só seremos salvos se não prostrarmos, se não cairmos da graça. Por isso a palavra alerta que pensa dessa forma:
“Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” 1 Coríntios 10.12

O Significado Real da Ceia – Moisés Carneiro – http://esperancaemdeus.org

2.1 Só jogar as moedas fora, não adianta, não tira o pecado

Conceitos orientadores: tirar fruto do pecado sem parar de pecar

O erro dos coríntios quanto à Ceia

No capítulo 10 de 1 Coríntios, Paulo aponta o erro dos coríntios quanto ao verdadeiro significado do memorial da Ceia do Senhor. E o erro era duplo, consistia na supervalorização e no menosprezo à ceia ao mesmo tempo.
Eles supervalorizavam a ceia ao acreditar que pelo simples fato de participar dela, estariam livres dos males das idolatrias praticadas por eles mesmos. Como se ela os imunizassem dos efeitos nocivos dos pecados da idolatria. Pelo simples fato de comer aquela ceia eles estariam isentos de suas responsabilidades como cristãos perante aquela sociedade idólatra. Comiam muito, porque criam que isso lhes traria alguma segurança espiritual independente da conduta que tinham lá fora na sociedade.
Por outro lado, menosprezavam a ceia por não entender o seu verdadeiro sentido. Por não entender que ela aponta uma comunhão com o Senhor com base no seu sacrifício vicário.
A ceia não é apenas um memorial
Ela não é apenas uma oportunidade de lembramos o dia da morte do Senhor Jesus. Ela é mais do que isso, é uma oportunidade de renovarmos a comunhão com ele, de renovarmos e reafirmarmos nossas convicções e esperanças em sua palavra.
Quando menosprezamos a ceia ao vê-la apenas como um memorial, ou quando supervalorizamos ao achar que comendo o pão e bebendo o cálice, estaremos imunes dos nossos pecados, cometemos um grave erro.

O Significado Real da Ceia – Moisés Carneiro – http://esperancaemdeus.org

O RESULTADO (5:16–18)

Até o momento da cura, o paralítico do tanque não tinha idéia de quem estava lhe dizendo: “Levanta-te, toma o teu leito e anda” (5:8). Depois disso, Jesus saiu rápida e discretamente e, infiltrando-Se na multidão festiva, desapareceu. Mas, após a controvérsia, Jesus encontrou o homem no templo e o advertiu a não pecar mais, ou outra coisa pior do que a paralisia conteceria com ele (5:14). Depois desse segundo encontro com Jesus, o homem foi até os líderes judeus e lhes disse que Jesus era o homem que o havia curado. Ao recontarmos essa história nos dias de hoje, as mesmas duas reações são vivenciadas por todos que a ouvem. Alguns são movidos a aprofundar a fé por causa do que está registrado nestas passagens, enquanto que outros ouvem as mesmas palavras mas se afastam mais ainda de Deus. Novamente, somos lembrados da afirmação de João sobre o propósito de escrever esse Evangelho:

Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome (João 20:30, 31).

João, a Jornada da Fé – Bruce Mclarty – A Verdade Para Hoje

Não iremos iniciar uma hipotética lista de “faça e não faça”, mas queremos trazer à nossa mente que não é um ato feito ou não, uma palavra dita ou não que nos torna dignos ou não: é o sangue do cordeiro! Ao nascermos, ele já estava à nossa disposição. Nossos antepassados já estavam nos planos de Deus quanto a esta provisão antes mesmo de Adão ser criado. Não é a Supervalorização ou o menosprezo para com a Mesa do Senhor que nos salva ou condena. Aliás, ambos são dois equívocos totalmente contrários, mas destruidores em si mesmos. Precisamos da confissão, desapego, libertação e da distância (abandonar) do Pecado! Isto é o que nos faz podermos estar cobertos pelo Sangue de Cristo e podermos crer e apregoar que estamos dignos de participarmos deste sangue inocente.

2.2 Só lavar as mãos, não adianta, não se inocenta

Conceitos orientadores: inocência X caráter; assumir responsabilidades e culpas; coragem para reconhecer indolência

Pilatos, desde o princípio, estava totalmente enganado: Não insistira sobre um procedimento legítimo e apropriado, exigindo acusações claras com testemunho suficiente. Também não contara com a influência sobre a massa, tendo sido superado pela liderança dos principais sacerdotes. A situação agora era tal que ele podia esperar um tumulto que poderia evoluir para uma insurreição. E ele, assim, vai pelo curso dos que fraquejam, tentando desviar a responsabilidade de sua pessoa. Pedindo um pouco d’água, lavou suas mãos diante do povo, como penhor de sua inocência. Queria ser considerado inatacável em toda esta questão. A culpa deste sangue inocente não devia pesar sobre ele. Afirmando isto, ele foi um hipócrita ou um covarde. Ou ele queria acalmar sua consciência, quando declarou publicamente que Cristo é inocente, ou ele declarou que, contra sua convicção sincera, foi forçado a uma condenação. Nos dois casos ele foi um culpado, mesmo colocando toda a culpa nos judeus. “Mas é assim que sempre acontece com o sangue de Cristo o Senhor, e com o de seus cristãos. O Herodes mais antigo massacra as crianças inocentes nos arredores de Belém. Seu filho assassina ao santo João Batista. Mas os dois pensaram que alcançariam alguns benefícios destes assassinatos. Agora Pilatos também não considera assunto sério que condene Cristo à morte. Ele afaga a idéia que, o que ele pensa do caso, Deus também pensará e o há de considerar inculpável. Fora de Dúvida, porém, a ira de Deus não hesitou em sobrevir, sendo que a casa, a geração e o nome de Pilatos foram aniquilados, e seu corpo e alma condenados ao inferno e fogo eternos. Lá ele descobriu quão inocente foi neste sangue”). A ação do governador unicamente trouxe à luz amais horripilante maldição por parte do povo: Venha o sangue deste homem sobre nós e sobre nossos filhos! Se este homem foi inocente, e nós exigimos sua morte como pessoa culpada, que a punição de tal crime seja visitado sobre nós, e sobre nossos filhos que vêm depois de nós! Um pouco mais do que uma geração depois, esta terrível maldição foi visitada neles. Então seu relatório lhes foi exigido com pesado ajuste de contas, por meio dum dos juízos mais pesados de Deus de que a história tem notícia.

Comentário Bíblico Popular –  Paul E. Kretzmann

Algumas pessoas levam muitos meses ajustando sua mente, coração e emoções sofrendo de remorsos, lamentos, pesares e outras questões após deixarem o pecado. De maneira paralela, apenas dizer que foi o Diabo, foi o Mundo ou foi o próprio Pecado que fez a pessoa andar na miséria espiritual é jogar o peso interior em alguma figura externa. Alguns dizem até que Deus as fez sofrer. Quando se dá o real crédito à Palavra de Deus, imediatamente vemos que o Fruto do Pecado traz o sofrimento e leva à morte. Nada mais ‘digno’: trabalhou-se em favor do erro, recebe-se o salário devido (Rm 6:23). É praticamente obrigatório notarmos uma “tristeza”(de Deus, II Co 7:10) após a conversão. Após algum tempo, o convertido irá exibir apenas alegrias. Aquele que vive no erro e se diz inocente, cedo ou tarde será desmascarado. Quando ele tiver a coragem de confessar, estará rumo a alcançar a misericóridia. Daí em diante estará com suas culpas anteriores ‘quitadas’.

2.3 Só rasgar as vestes, não adianta, não tira a culpa

Conceitos orientadores: encenações evangeliqueiras; ilícitos litúrgicos; escândalos culturais

Rasgou as suas vestes. Uma indicação de horror justificado, sem dúvida sincero (embora errado). A tradição judia especificava com alguns detalhes como esse ato tinha de ser praticado. Blasfemou. Acusação do mais grave ultraje religioso. Tendo Jesus abertamente confessado aquilo de que há muito o acusavam (Jo. 5:18) e tendo aplicado Dn. 7:13, 14 a si mesmo, foi declarado réu de morte (isto é, merecedor da morte), provavelmente por aclamação nesse julgamento noturno, e não por votação secreta formal.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Era sinal da maior tristeza, do luto mais profundo, para um judeu rasgar suas vestes de cima. Aqui, por isso, ocorreu um ato de afetação teatral que não continha verdadeira emoção. E, com esta ação, declara que está chocadíssimo com a blasfêmia que ouviu da boca de Jesus. Declara que já não há mais necessidade de julgamento nem de testemunhas. Ele se refere ao castigo da blasfêmia em Lv.24.15, e a Dt.18.20 ao fato de ser um profeta falso. Caifás, em sua ânsia, ignorou completamente o fato que não comprovara qualquer blasfêmia contra Jesus. Mas sua representação teve efeito. Não foi feita uma votação formal, mas os gritos de assentimento que vinham de todos os lados foram considerados como prova suficiente da concordância geral. Neste ponto seguiu uma cena, na qual não só os servos e os guardas do templo, mas também os membros do grande conselho perderam o último grão de sua assumida dignidade e humanidade, quando deram espaço para as maneiras mais vis de baixas para dar vazão ao seu ódio contra Jesus. Cuspir-lhe no rosto, esmurrá-lo com os punhos, dar-lhe tapas com as mãos, eram apenas algumas das maneiras com que se divertiram. Parecia uma orgia dos diabos. Tentaram ridicularizar sua capacidade de predizer o futuro. Em suma, ódio satânico corria a solto. Pois, na realidade, estavam frustrados, apesar de sua aparente vitória. Foi assim, que eles ocuparam as horas da madrugada daquela noite miserável. Semelhante a eles, os inimigos da verdade de Cristo, incapazes de achar uma acusação real contra os cristãos, vão buscar desculpas para dar vazão a seu ódio contra eles e tentar impedir seu trabalho.

Comentário Bíblico Popular –  Paul E. Kretzmann

Há um detalhe (mandamento legal) no AT que diz que mesmo diante da morte dos próprios pais não era lícito ao sacerdote rasgar suas vestes(Lv 21:10). Assim, vemos que diante de tantas arbitrariedades e ilegalidades no todo do julgamento de Cristo, ainda acrescentou-se isto. Deste modo, fez com que os incautos acreditassem nos algozes mentirosos. Se estivessem com o Coração de fato na Lei, veriam que Caifás é que estava sendo o profanador.
Em nome de um falso amor, do dízimo alto, da amizade, dos laços sanguíneos e do medo de perder membros importantes, muitos estão passando as mãos nas cabeças de pessoas que vivem em pecado. Outros procuram o perdão de forma geral. Alguns, no dia da ceia pedem para todos levantarem o pão e pedir perdão de todos os seus pecados sem nenhum tipo de aconselhamento e reconciliação. Normalmente, pecados que atinjam a igreja por serem do conhecimento de todos e que escandalizem o Evangelho precisam ser tratados com maior responsabilidade para que a igreja não fique prejudicada espiritualmente nem desacreditada.


3. Quem participa indignamente traz consequências para si mesmo

O texto diz que o risco é por conta da pessoa. Por isso, cada um deve examinar a si próprio. Se você participar indignamente estará procurando sofrimento contra si mesmo. Há riscos que não compensa correr. É melhor procurar a porta do perdão enquanto a mesma ainda está aberta. A decisão é sua! Paulo estava muito atento a esta situação. Ele dizia que precisava conservar-se puro para que, pregando aos outros, não viesse de alguma maneira a ficar reprovado (I Co 9:27).

Paulo se distancia nitidamente desse cristianismo acomodado ao dizer “Eu de minha parte”. Essa diferença está inequivocamente clara em toda a sua atitude de vida, que causava tanta espécie nos coríntios. Na seqüência Paulo formula com uma aspereza assustadora: “Esbofeteio meu corpo e o trato como escravo”. Será que, apesar de tudo, aparece aqui em Paulo a hostilidade ao corpo, comum no final da Antigüidade? Paulo, no entanto, permanece também agora na ilustração do esporte, no qual justamente o corpo é especialmente valorizado. Contudo, fazem parte do esporte o treinamento e a ascese. Afinal de contas, no esporte se “esbofeteia” o corpo com suas demandas e sua frouxidão; ele é transformado em ferramenta absolutamente obediente, em “escravo” do atleta. Paulo, porém, não é apenas “atleta”. Como apóstolo ele é até “arauto”, que “chama outros para a luta”. O que aconteceria se ele próprio fracassasse e fosse “desaprovado”, pessoalmente “desqualificado”? Isso não pode ocorrer em circunstância alguma. Por essa razão ele exercita o treinamento e a ascese com máxima dureza. Faz parte disso tudo aquilo que os coríntios estranham em Paulo. Quando, diferente de outros apóstolos, segue pelo mundo solitário, sem casamento, quando não aceita dinheiro das igrejas, mas ganha o sustento com o trabalho de suas mãos, além de realizar todo o serviço de apóstolo, então está levando uma vida exteriormente pobre e cheia de renúncias. Seu corpo inúmeras vezes se rebela e apresenta suas reivindicações de cuidado e descanso. Então, porém, ele esbofeteia esse mendigo inoportuno, mostrando a seu corpo que não lhe compete ser “senhor”, mas escravo servidor. É precisamente assim que sua vida deve ser. Quem chama outros “para a luta” tem de estar diante deles como lutador exemplar. Ao mesmo tempo, porém, está em jogo a salvação do próprio apóstolo. A frase final deixa mais uma vez claro o que Paulo havia dito no v. 23 com relação a todo o seu ministério: “Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar participante dele”.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

3.1 Fica sujeito a juízo e condenação

Conceitos orientadores: operações de Deus X operações internas; salvação de almas X perdição pessoal; amor ao Pecado;

“Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor" (I Co 11:29). "Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7:21-23). Não podemos esperar pelo juízo de Deus para ser condenado com o mundo, é melhor nos corrigir antes (I Co 11:32). Se você sabe que está errado, não espere ser chamado atenção, se antecipe e comece a fazer o certo.

Mesmo o juízo de Deus não é eterno; tem a intenção da disciplina familiar, disciplinados pelo Senhor, para evitar a condenação com o mundo. Aqui Paulo usa a forte palavra katakrino, que significa condenação eterna.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Entretanto, há mais a dizer. Novamente constatamos em Paulo aquela peculiar guinada para o positivo, oriunda do fato de estar compenetrado do evangelho. Até mesmo aqueles em quem já se realizou um juízo, sobretudo aqueles “fracos e enfermos”, não precisam desesperar, porém podem ter a certeza: “Julgados, porém, pelo Senhor, somos disciplinados, para não sermos condenados junto com o mundo” [tradução do autor]. O sentido da frase não muda substancialmente quando combinamos as palavras “pelo Senhor” com “julgados” ou com “somos disciplinados”. O importante é que os juízos sobre o crente visam ser um auxílio genuíno, a fim de que escape do juízo sobre o mundo. Paulo sempre considerou esse juízo como terrivelmente sério, cf. Rm 2.5; 5.9; 1Ts 1.10. Nesse juízo sobre o mundo prevalece a ira. Se os juízos disciplinadores de Deus preservam o crente de “ser condenado junto com o mundo”, então ele poderá aceitar com grata submissão esses juízos disciplinadores.

Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança

3.2 Fica fraco, doente e precisa de UTI espiritual

Conceitos orientadores: frieza e mornidão espiritual; perda do fervor; servir sem igreja; doenças da Alma X doenças espirituais; adoração vazia; mundanismo

Quantos irmãos estão enfermos espiritualmente dentro das igrejas?! Não sentem mais nada, vão aos cultos e voltam da mesma maneira, sem nenhuma mudança! A mensagem não arde mais nos seus corações (Lc 24:32); os hinos não fazem diferença: não exercitam os dons espirituais: não glorificam mais a Deus: não abrem a boca nem para cantar os hinos sacros. Alguns nem estão indo mais aos cultos, não têm força, porque ficaram fracos demais, outros são verdadeiros murmuradores e precisam de ajuda espiritual urgente.


3.3 Dorme espiritualmente

Conceitos orientadores: sensibilidade espiritual; vida devocional; Bíblia X descaso; Morte Eterna ; banalização do Pecado; vigilância; cristianismo nominal

Quantos irmãos estão dormindo espiritualmente dentro e fora dos templos! Quem dorme não enxerga, não escuta, não come, não anda, não vive com Deus. Em algumas passagens bíblicas, dormir significa estar morto (I Co 11:30; Ef 5:14). Quantas pessoas estão desviadas do Evangelho e nem se dão ao luxo de lembrar-se de seus erros! Frequentaram por um tempo as reuniões da igreja tomando a ceia regularmente estando em pecado e enfraqueceram-se. Atraíram consequências espirituais desagradáveis para suas vidas. Cuidado irmão! Indignamente nem pensar.
Deus quer que sejamos encorajados ao autoexame minucioso e ao arrependimento espontâneo para evitar consequência desastrosa ou castigo amargo. Precisamos ter cuidado para não cair na decadência espiritual, mantendo o bom senso diante das coisas sagradas. A Ceia do Senhor não pode ser tratada de qualquer maneira, sem a devida reverência, sem o devido valor. A responsabilidade recai sobre cada um de nós, o temor deverá estar ligado o tempo todo e a consciência boa em pleno funcionamento.



Conclusão

A Ceia do Senhor é algo sagrado de que não se pode participar com irreverência. É preciso ter cuidado para evitar sempre a indiferença, falta de conhecimento do seu real significado, de comunhão com os irmãos e de perdão dos pecados cometidos. Muitos descuidam e participam da ceia com exaltação espiritual como se fossem mais crentes do que os outros. A comunhão envolve santidade e simplicidade diante de Deus e da igreja.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH/NVI
Pontos Salientes da Nossa Fé (revista) – Editora Betel – 2º Trimestre 2013 – Lição 10
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Bob Utley – Lições Bíblicas Internacional, Marshall, Texas
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Comentário Popular da Bíblia – Paul E. Kretzmann (dom. públ.) (link)
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso– Matthew Henry – CPAD
A Controvérsia Teológica da Ceia do Senhor e o Entendimento Reformado – Jefté A. Assis – www.monergismo.com
A Santa Ceia, Reverenciada por Todos os Cristãos – Dr. Carl Joseph Hahn

Bibliografia Indicada (“estude mais”)

Sacramentos: O que é que eu tenho a ver com isso? – Kenneth Wieske – Ed. Os Puritanos
A Santa Ceia – Roberto R. Santos – CPAD
Cristo é o Nosso Perfeito Exemplo (link)
Dormir Pouco Afeta a Vida Espiritual? (link)
Esgotamento Espiritual (link)
Um Cristão Desviado Ainda é Salvo? (link)
25 Marcas de um Cristão Desviado (link)
A Santa Ceia do Senhor, e os Benefícios Conferidos por Ela (link)
O Cristão Pode Julgar? (link)

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