terça-feira, 2 de julho de 2013

EBD Editora Betel - O Modelo de Deus para a Formação da Família



Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 01 – 07 de Julho de 2013
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II Seminário MDA de Criacionismo



Amado professor, aluno, irmão, amigo e visitante:

Releia nossos apontamentos, pois fizemos ajustes, incrementos e correções em vários locais. Inclusive você irá encontrar mais links, indicações bibliográficas e outras notas.

Uma excelente aula, bom final de semana e até breve!

R. S. Costa

Nota Introdutória MDA

Advertimos aos amados mestres, alunos, leitores e visitantes que deem muita atenção aos assuntos relacionados à Criação pois a introdução de teorias evolucionistas comprometem totalmente o entendimento da Salvação. A suposta “Teoria da Recriação” é uma delas: muitos mestres e teólogos no passado quiseram evitar atritos e trabalho mental junto aos evolucionistas (ouví-los e contra-argumentar) e juntos aos criacionistas (ouví-los e possivelmente abraçar seus entendimentos). Assim, evitaram ter que crer (isto mesmo: muitos cristãos não acreditam!) que os seis dias da Criação são literais e que a Terra não possui bilhões de anos, mas milhares apenas (menos de dez mil). O assunto é demasiado gigantesco e por si só poderia gerar um curso de Pós-Graduação.

OBS.: O MDA é parceiro da Sociedade Criacionista Brasileira

Texto Áureo

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era multo bom; e foi a tarde o a manhã: o dia sexto”. Gn 1:31

O Homem – A Coroa da Criação. Assim como um quadro revela seu autor, a Criação revela a natureza de Deus. Seu poder eterno e sua divindade são visíveis em suas obras (Ver Romanos 1:20). E todas as coisas e seres foram feitos por meio de Jesus Cristo (Cl 1:15 e 16). As mãos do Filho de Deus teceram as cortinas azuis que estão por cima de nós e as encheu de grandes luzeiros. Os mares são seus; ele os fez e os encheu de criaturas vivas. As florestas são produto de sua mente, e ele as encheu de flores e pássaros. Ele os ensinou a viver sem preocupação. Ele encheu o pequenino coração da fêmea do passarinho de amor para com seus filhotes. A ele pertence o gado aos milhares, sobre as montanhas. Ele modelou o barro vermelho à sua própria semelhança e fez o Homem. Nós fomos criados para ter domínio (ver Salmos 8:6-8). Peçamos a Deus para pôr todas as coisas debaixo de nossos pés, principalmente as coisas más de nosso coração. O Mundo é bom, e, se formos bons, constataremos que assim é.

Comentário Bíblico F.B. Meyer - F.B. Meyer - Betânia

Verdade Aplicada

O modo como o Criador cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra deve inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias.

Objetivos da Lição

Inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias;
Ensinar as preciosas lições que a Bíblia nos ensina sobre a formação da família através do relato da Criação;
Orientar os alunos para a vida, principalmente para que sejam pais bem sucedidos e exemplares.

Textos de Referência

Gn 1:26 - E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.
Gn 1:27 - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Gn 1:28 - E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar; e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
Gn 1:29 - E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento.


Introdução

Os primeiros capítulos de Gênesis são riquíssimos em moldes que podem e devem ser utilizados na formação da família. Afinal não há ali nenhuma ação humana, portanto, ninguém pode dizer que são apenas produtos de uma época que há muito está ultrapassada. Todas as providências foram tomadas pelo próprio Deus. O modo como o Criador cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra deve inspirar e orientar todas as ações dos cristãos na formação de suas famílias. Voltemos ao princípio de tudo:

O Gênesis e a Ciência. Se um estudante espera encontrar no Gênesis uma narrativa científica de como o mundo começou a existir, com todas as questões referentes à vida primitiva respondidas na linguagem técnica familiar ao professor ou estudante de ciências, ficará desapontado. O Gênesis não é uma tentativa de responder tais perguntas técnicas. Ele trata de assuntos muito além do reino da ciência. O autor procura nos colocar em contato com o Deus eterno e revelar o significado sagrado do seu ser, seu propósito e seu relacionamento com as suas criaturas conforme ele opera sua santa vontade. Este livro, tão notável por sua profundidade e exaltação moral, sua dignidade e grandeza, descreve o Deus eterno na tarefa de preparar um lugar onde suas criaturas amadas possam viver e crescer e revelar sua divina glória.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

O Berço da Doutrina Bíblica.

Toda doutrina bíblica tem seu fundamento no livro de Gênesis. Este livro é mencionado mais de duzentas vezes no Novo Testamento. Sem o livro de Gênesis seria impossível entendermos a Bíblia.
Em alguns aspectos a Bíblia é estruturada como um romance complexo:

A. Como no primeiro capítulo de um romance, Gênesis abre a história e nos dá toda a base necessária de informação.
B. De Êxodo até Judas os detalhes são expandidos e a história é contada.
C. O livro de Apocalipse, como no final de um romance, termina a história e liga todos os fatos que estavam em aberto. (Tem se notado freqüentemente, que em muitos aspectos o livro de Apocalipse termina com um novo começo. Gênesis começa com a criação dos céus e da Terra, enquanto o livro de Apocalipse termina com um novo céu e uma nova terra).

Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis – Ron Crisp

Se você procurar na Bíblia, não encontrará nenhuma passagem que relate um namoro, pois esse não era um costume do povo de Israel.
Na sociedade israelita, o pai era a figura de autoridade na casa. Sua esposa e seus filhos eram considerados sua posse, quase como suas terras e gados (Dt 5:21). Ele tinha o direito de vender suas filhas (Ex 21:7), e até tinha o poder de decisão de vida ou morte sobre a vida de seus filhos. A facilidade com a qual o marido podia acabar com seu casamento divorciando sua esposa mostra a medida de sua autoridade na família (Dt 22:13-21, 24:1-4).
Em geral, a noiva deixava seus pais quando se casava e ia morar com o clã de seu marido. Na verdade, a frase "se casar com uma esposa" vem da raiz da palavra que significa "se tornar mestre" (Dt 21:13). A esposa tratava o seu marido e se referia a ele como seu mestre.
Em Israel, o casamento acontecia com aqueles que eram da família imediata (primos, por exemplo). Uma razão para isso acontecer, era para que o casal tivesse a mesma crença. Mas é lógico que se a pessoa tivesse o parentesco muito próximo, aí seria considerado incesto. Deus deu então regras ao povo para desencorajar as pessoas a se casarem com pessoas com o parentesco muito próximo ou mesmo muito distante. Casamentos entre primos, tais como Isaque e Rebeca eram comuns. Esse tipo de casamento nunca foi condenado nas Escrituras.
Em geral, os jovens nos tempos bíblicos não escolhiam seus parceiros. O procedimento normal seria os pais do jovem ou da jovem arranjarem o seu casamento. Quando as crianças tinham idade suficiente para se casar, os pais do noivo e da noiva se encontravam para resolver a questão, geralmente sem consultar nenhum dos dois jovens.
Na sociedade atual, temos a figura do namoro, em que os próprios jovens tratam de escolher um ao outro e este é um dos principais assuntos deste estudo, pois essa escolha deve estar pautada na vontade de Deus para que não sejam tomadas decisões precipitadas que causem arrependimento e que desagradem a Deus.

Relacionamentos: Vida sentimental, Namoro e Casamento na Visão de Deus – http://www.viveremverdade.com.br


1. A Criação do Homem

A Bíblia registra três etapas no processo de concepção do homem na mente de Deus. A primeira se relaciona à área da vontade, do desejo, da intenção. A segunda faz referência ao modo como deveria ser o ente que Deus pretendia formar¹ e aponta para o projeto. A terceira se refere aos propósitos de Deus para aquele ser. Assim, vemos que:

¹ Nota MDA: Somente podemos entender que o comentarista quis se referir ao desejo de Deus, pois ele formou o que pretendia. Quanto ao fato do Homem não ter atendido “às espectativas”, não deve ser entendido como fracasso, planos frustrados ou possibilidades não pensadas ou mesmo descontrole. Deus sempre sabe o Passado, o Presente e o Futuro um tanto quanto o outro. Somente podemos nos aproximar disto, mas sem compreender totalmente pois envolve questões complexas e inalcançáveis completamente, como Soberania, Presciência, Onipotência e Vontade Permissiva.

1.1 Deus desejou fazê-lo

Conceitos orientadores: Plano Divino; desígnio; desejo do coração; existência do Cosmo;

Muitos são levados a crer que o desejo de Deus de criar o Homem tenha sido um capricho de puro exibicionismo: Se ele é o Criador de todas as coisas, para que alguém o servindo e adorando? Não entraremos neste tema, entretanto.
No Éden, lugar de indescritível beleza e sossego, o Homem desfrutava da comunhão e do companheirismo do Criador; agia e trabalhava conforme o plano  divino para a realização de sua vontade perfeita. Para o orientar moral e espiritualmente¹, Deus lhe deu ordens apropriadas e a proibição específica para governar seu comportamento, além do poder de escolha e mostrou-lhe o privilégio de crescer no favor divino. Começava a disciplina moral do homem.
O Criador não terminara ainda. Ele iria fornecer uma companheira que pudesse satisfazer os anseios incumpridos do coração do homem. Não havia um igual para Adão. É citado indiretamente a natural solidão do homem e a sua insatisfação em Gênesis. Ela teria de partilhar das responsabilidades do homem, corresponder à natureza dele com amor e compreensão, e cooperar de todo o coração com ele na execução do plano de Deus. Assim, Deus permitiu ao homem ter “uma auxiliadora... idônea”. Criado para a comunhão e o companheirismo, o homem só atingiria tais objetivos se pudesse partilhar o amor, a confiança e a devoção no íntimo círculo do relacionamento familiar. Jeová tornou possível literalmente, uma auxiliadora que o atendia.
Antes dos fundamentos da Terra, o Senhor visara fazer o homem. Além disso, o escolheu como alvo de seu amor, para o fazer completo e santo. Assim, enviou Jesus a concretizar o desejo interrompido de Deus por séculos e adotou os pecadores transformados em sua família.

¹ Muitos creem e ensinam que o Homem não estava em seu  total desenvolvimento.

1.2 Deus projetou em Sua mente como seria o Homem e a Mulher

Conceitos orientadores: Criação da Humanidade; Criação dos Seres; Trindade; Poder Criador

Façamos o homem (26). A criação do homem é, como vimos, o apogeu da obra criadora de Deus. É a Trindade quem delibera, sem qualquer intervenção ou consulta feita aos anjos. À nossa imagem, conforme à nossa semelhança (26). São sinônimos os substantivos, e compreendem-se à face do paralelismo da poesia hebraica. Trata-se duma semelhança natural e moral. E domine (26). É dessa semelhança com Deus que deriva todo o domínio do homem sobre as criaturas. Macho e fêmea os criou (27). Uma descrição mais pormenorizada vai encontrar-se no capítulo seguinte. Enchei (28). Heb. male, que, como no vers. 22, significa apenas "encher", mas não no sentido do encher um mundo que antes estivera vazio. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou (Gn 2.3). Em presença deste texto somos levados a concluir que a instituição do sábado é anterior a Moisés, talvez motivo duma revelação especial.

O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova

À nossa imagem (selem), conforme a nossa semelhança (demût). Embora estes dois sinônimos tenham significados separados, aqui não há necessidade nenhuma de se fazer algum esforço para apresentar os diferentes aspectos do ser divino. Está claro que o homem, como Deus o criou, era distintamente diferente dos animais já criados. Ele estava em um platô muito mais alto, pois Deus o criou para ser imortal, e fez dele uma imagem especial de sua própria eternidade.
O Homem era uma criatura que o seu criador podia visitar e ter amizade e comunhão com ele. De outro lado, o Senhor podia esperar que o Homem lhe correspondesse e fosse digno de sua confiança. O Homem foi constituído possuidor do privilégio da escolha, até o ponto de desobedecer o seu criador, ele tinha de ser o representante e mordomo responsável de Deus sobre a Terra, fazendo a vontade do seu criador e cumprindo o Propósito Divino. O Domínio do Mundo seria entregue a esta nova criatura (cons. Sl. 8:5-7). Ele foi comissionado a subjugar (kábash, "pisar sobre") a Terra, e a seguir o Plano de Deus e enchê-la com sua gente. Esta sublime criatura, com seus incríveis privilégios e pesadas responsabilidades, tinha de viver e movimentar-se regiamente.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Originalmente, tudo era o mais excelente possível, pois quando o Criador olhou para sua obra pronta (produto de sua vontade), viu tudo perfeitamente pleno e admirável; ficou satisfeito. Lemos esta declaração sete vezes. Atos criativos perfeitos, completos, agradáveis, satisfatórios. Todos e cada um destes relatam a mais antiga, “cara” e gigantesca Obra de Arte, Arquitetura, Engenharia, Poesia, Estética  e Glória conhecidos.
Deus, antes de fazer Adão, elaborou o modelo de como deveria ser toda a Criação. O projeto do Homem que ele, Deus, desejava fazer foi uma “cópia” de si. Somos sua imagem e semelhança (Gn 1:26) até ao máximo em que o ser criado (servo) pode se parecer com o Criador (Jo 13:16). Assim, poderíamos agradá-lo em tudo (Ef 1:6b). Nossa relação em família é um referencial à relação que o Criador definiu e quer que seja conforme expresso em sua Palavra, a Bíblia, com a Humanidade: amor, serviço, responsabilidade, respeito, cuidado, alegria e comunhão, para o louvor de sua glória.

1.3 Deus definiu os propósitos para o Homem

Conceitos orientadores: criação com desígnio; atos premeditados; acontecimentos previstos; missão da Humanidade; chamados, vocações e missões; liderança, obediência e finalidades.

O Homem, quando foi feito, foi criado para glorificar o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Nesse grande Homem somos batizados, pois a este grande Homem devemos o ser. É a Alma do Homem a que leva especialmente à Imagem de Deus.
O Homem foi feito reto (Ec 7:29). Seu entendimento via clara e verdadeiramente as coisas divinas; não havia erros nem equívocos em seu conhecimento; sua vontade consentia de imediato com a Vontade de Deus em todas as coisas; seus afetos eram normais e não tinha maus desejos nem paixões desordenadas. Seus pensamentos eram facilmente levados a temas sublimes e permaneciam fixos neles. Assim de santos, assim de felizes, eram os nossos primeiros pais quando tinham a Imagem de Deus neles. Porém, quão desfigurada está a Imagem de Deus no Homem! Queira o Senhor renová-la em nossa alma por sua graça!

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD

A Missão do Homem: Depois de estudarmos alguns detalhes sobre a criação e a morada do homem, estamos prontos para entender corretamente a missão do homem e, assim, ter uma correta visão sobre o trabalho. A missão do homem tem três características marcantes. Em primeiro lugar, trata-se de uma missão singular. Deus colocou o homem que ele havia criado para cuidar do jardim que ele havia plantado: O Senhor colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo (Gn 2:15). Uma missão singular! Deus podia fazer todo o trabalho sozinho, afinal, ele plantara o jardim. Mas, por iniciativa própria, humilhou-se, a fim de precisar de cooperação.
Em segundo lugar, trata-se de uma missão digna. A responsabilidade de Adão era “cultivar” o solo ou “trabalhá-lo”, como sugere o verbo abad, que aparece no texto hebraico original. Dessa forma, Gênesis ensina a dignidade do trabalho na Criação. Há quem pense que o Trabalho é parte da maldição; porém, a Bíblia não ensina isso. Adão já trabalhava, antes da queda. O que a Bíblia ensina é que a maldição, em decorrência da queda do ser humano, transformou o trabalho bom em algo difícil e com fadiga. Em Gênesis, capítulo 3, versículo 17, Deus amaldiçoa a “Terra” e não o Trabalho.
Em terceiro lugar, trata-se de uma missão agradável. Não podemos imaginar que, mesmo iniciando sua vida na Terra, o homem se sentiria feliz ficando inativo. A Ociosidade e a Preguiça nunca estiveram nos planos de Deus. Querer um paraíso sem trabalho é buscar algo diferente do propósito de Deus. Deus deu ao Ser Humano um trabalho que contribuiu para sua felicidade. As obrigações existiam, mas eram agradáveis. “Sem um trabalho construtivo o homem não pode obter da vida uma verdadeira satisfação”. Com isso em mente, vejamos, na segunda parte desta lição, como encarar o trabalho.

No Princípio – Lições Bíblicas 2º Trimestre de 2009 – www.portaliap.com

Deus disse: “...não é bom que o homem esteja só...” (Gn 2:18). Ele não disse “solteiro”! A companheira, Eva, não sacramentava uma obrigação (“todos devem casar”),  mas representava o plano maior, a vida em sociedade e a comunhão entre seus membros. Eva representa muito mais que uma esposa e/ou reprodutora. Primeiramente ela era uma companheira (“adjutora”). Deus podia (e pode) criar seres aos milhares de milhares sem existir a reprodução. Porém, o modelo relacional entre os seres nos é muito melhor ensinado e exemplificado assim. Sabemos que nem todos se casam (I Co 7:7-9 e 36). Contudo, a reprodução dentro do casamento é o único meio de nos mantermos em existência, perpetuarmos o discipulado universal e sermos cópias de Deus sem cometermos pecado.
Este propósito de Deus para a criação do homem não foi substituído por outro, nem cessou de existir por conta da queda. O profeta Malaquias diz que Deus fez somente uma mulher para um homem e vice-versa por que Ele buscava uma descendência para Si (Ml 2:15). O Apóstolo Paulo afirma que fomos eleitos “antes da fundação do mundo para que fôssemos santos e irrepreensíveis” diante de Deus. E que Cristo, o Filho de Deus, que não foi contaminado pelo pecado, veio ao mundo para tornar a congregar em Si mesmo todas as coisas, inclusive a humanidade desgarrada para que “conforme o propósito daquele que faz todas as coisas" tornássemos a ser para louvor da glória de Deus, ou seja, para cumprirmos o eterno propósito para o qual Ele nos fez. (Ef 1:4-12).



2. Deus construiu um mundo para o Homem

Deus desejou formar o homem, definiu como este deveria ser e estabeleceu para ele um grandioso propósito. Porém, antes de executar o projeto, era necessário preparar uma habitação para o homem, um lugar onde ele pudesse desenvolver todas as suas potencialidades e cumprir o propósito da sua criação. Vejamos as providências que Deus tomou neste sentido:
A Criação do Homem, não é o todo da Criação do Homem (apenas). Há planetas que funcionam como escudo de defesa da Terra; as idades dos astros, a velocidade dos movimentos da Terra e tantos outros valores tanto aqui, como na Atmosfera, no espaço e nas mais longínquas galáxias, passando às funções dos vermes e bactérias, o equilíbrio e controle das águas pela Lua, foram projetados fazendo parte do todo harmônico! Ou seja, criar um ‘local’ obviamente faz parte do projeto.

2.1 Recriou e reorganizou a Terra para receber o homem*

Conceitos orientadores: Teoria do Intervelo e da Recriação; Teologia e doutrinas regidas pela Ciência; Criacionismo; Evolucionismo; Apologética; Deus limitado

Deus restaurou a Terra¹ e fez todas as adaptações necessárias para que se tornasse adequada para receber o homem que Ele faria. O Criador poderia criar uma habitação completamente nova, mas preferiu restaurar a Terra que havia sido transtornada, possivelmente² pelo impacto da queda de Satanás sobre ela (Gn 1:2; Is 14:12; Lc 10:18), e transformá-la em um lugar belo, agradável e aconchegante. No decorrer deste estudo descobriremos preciosas lições que esta atitude de Deus nos ensina sobre a formação da família.

A Terra, porém, era sem forma e vazia. (tôhú wâbôhû). O inspirado autor rapidamente volta sua atenção para a Terra, pois sua história se relaciona com os planos e provisões divinas para a Vida Humana neste planeta. Ele descreve a Terra em seu estado incompleto. Havia plenitude de material à disposição para cada obra que Deus planejou criar, embora em estado caótico – ermo, vazio, escuro. Seis dias cheios de criatividade fariam mudanças fenomenais. O Propósito de Deus não poderia ser satisfeito até que seu toque milagroso fizesse algo com este caos. Até mesmo as trevas (freqüentemente associadas, nas Escrituras, com o mal) seriam subjugadas a sua vontade.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

Cada tópico desta lição faz um raro enlace entre acontecimentos relativos à Criação e à formação e existência da família (no estilo ‘sombra’, Alegorismo e Tipologia). O presente tópico, contudo, surge apenas como que para afirmar um ponto de vista, ou ‘reafirmar’ uma doutrina (muito cômoda, por sinal) e termina sem nenhum aspecto de tais comparações, como também nada diz sobre a Formação da Família. Deixamos artigos específicos sobre esta questão, lembrando que é um tema que envolve todas as questões de Deus, da Salvação e da Vida Eterna, porém alertamos que é muitíssimo extenso e que exige muito aprofundamento e exame.

¹ Nota: não deixe de observar nossa nota introdutória.
² Trata-se de uma teoria harmonizada com o Evolucionismo.
* Deixamos vasta bibliografia específica sobre Criacionismo: vídeos, sites, revistas, artigos e livros.


2.2 Criou condições de vida e de crescimento para a Humanidade

Conceitos orientadores: domínio e governo humano; vida inteligente e consciente; consciência ambiental e ecológica; recursos naturais; sustentabilidade;

Deus planejou o homem com capacidade de dominar, governar (Gn 1:26b) e também com uma mente imaginosa e criativa, que estaria em constante e ilimitado progresso. Era necessário, então, criar condições para que ele desenvolvesse estas habilidades e potenciais natos. Assim, antes de formar Adão, Deus reorganizou o Reino Mineral¹ e criou os animais e os vegetais. Lidando com a Natureza, a fim de descobrir as melhores e mais eficientes maneiras de utilizar os recursos naturais e obter deles o mantimento diário (Gn 1:29 e 30), o ser humano poderia desenvolver a mente, o pensamento e a agilidade física. No trato com a criação inferior, poderia recorrer a Deus sempre que desejasse compartilhar com Ele seus avanços e deleites ou simplesmente informar-se a respeito de algo, mantendo, assim, o desenvolvimento de sua relação com Ele.

Um jardim (gan) no Éden (bi'êden). O autor apresenta Deus plantando um lindo jardim para Suas novas criaturas. A palavra significa um cercado ou um parque. A LXX usa, aqui, um termo que dá base para a nossa palavra "paraíso". O trabalho do homem neste jardim era o de exercer domínio servindo – uma boa combinação. As obrigações provavelmente eram rigorosas mas agradáveis. O Éden, ou a Terra do Éden, ficava provavelmente na parte baixa do Vale da Babilônia. Embora tenha se reivindicado outras localizações para o Éden, as evidências parecem apontar para o setor entre o Tigre e o Eufrates como o berço da civilização. A palavra hebraica Éden provavelmente significa "encantamento", "prazer", ou "deleite".
Neste sossegado lugar(...) ...trabalhar de acordo com o Esquema Divino para a realização de sua vontade perfeita. Árvores magníficas forneciam alimento para o sustento, mas o Homem teria de trabalhar para cuidar delas. Um adequado suprimento de água era fornecido por um vasto sistema de irrigação, um emaranhado de rios que brotavam dentro e à volta do jardim, dando-lhe vida.

Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular

O Homem recebeu o direito de usar os frutos da vida vegetal para comida (herbívoro). Inicialmente, todos os seres viviam com uma dieta de vegetais (Gn 1:29 e 30). Isto não lhe deu o direito de explorar a natureza, deixando para trás estrago e desolação. O Homem era um tipo de guardião-agricultor (“...lavrar e guardar...” Gn 2:15). O uso apropriado dos frutos da vida vegetal exige necessariamente o cultivo, o uso devido (comer o necessário) e a conservação dos recursos naturais. Adão contava com a facilidade de não existir a Poluição!
Destaca-se aqui, que os animais, sujeitos ao controle do homem, também só comiam plantas (“...toda a erva verde...”). Isto demonstra ainda mais a responsabilidade que pesa sobre o homem desde então: somos responsáveis pela Natureza, Fauna, Flora e pelo uso de tudo o que existe. Somos responsáveis por controlar a natureza de maneira consciente para que ela mesma supra as necessidades que todas as criaturas vivas possuem e não apenas as do Homem. A Terra possui e produz tudo o que é necessário, somente para o que é necessário.

¹ Nota: vide, outra vez,  nossa nota introdutória.

2.3 Certificou-se de que tudo era de boa qualidade

Conceitos orientadores: Excelência da Cração; Sabedoria e Perfeição de Deus; Oniciência

Depois de restaurar¹ a Terra e tomar todas as providências criadoras² para que ela se tornasse habitável, Deus fez o que nós, em muitas ocasiões, negligenciamos: inspecionou a própria obra e certificou-se de que tudo era bom. Por ser perfeito em todas as Suas obras, Deus não precisava desta última ação, mas Ele a executou para exemplo nosso. Se quisermos honrar a Deus, nunca devemos dar nenhuma obra por acabada enquanto não tivermos certeza de que tudo está de fato bom (Mt 5:48).
Deus criou o Homem para ser santo, irrepreensível, filho de Deus, para agrado e louvor dele. Mas este ser não ficaria mecanicamente o louvando, sem personalidade e sem afazeres. Vemos que Adão possuía tarefas e sempre havia uma “reunião” com o Criador ao final do dia. Tudo o que foi criado recebeu a catalogação de bom, porém Deus cria colocando ordem no criado. Sua Obra criadora é magistralmente organizada. As reuniões referidas nos relembram que o Criador dialoga com a sua criatura humana, e isto é uma maneira de conceder-lhe um imenso respeito. Estes acontecimentos se dão em ausência total de violência, numa espécie de doçura poética, a base para o Sermão da Montanha (no NT) quando é decretada a Perfeição do Pai (Mt 5).

¹ Vide notas anteriores
² Se entendermos a Criação como uma reforma no que havia sido destruído, não vemos como também caber “providências criadoras”, visto estarmos falando em retoques, transformações e etc.: ou Deus criou ou reformou. Criar “reformando” é algo extremamente limitado.


3. Deus capacitou o Homem para viver

Seria impossível ao homem cumprir o propósito de sua formação se Deus não o capacitasse para isto. Assim, Ele tomou providências intrínsecas ao homem, que são aquelas relacionadas ao caráter, natureza e potencialidades. Dispôs também de um lugar adequado para o começo de tudo e de um plano de ação pelo qual o homem pudesse se orientar. Observemos as ações de Deus:


"Se Deus é amor, porque é que as pessoas sofrem tanto? Por que é que Ele não faz parar todo este sofrimento?"
Esta é uma pergunta difícil de responder. Há tanta coisa acerca de Deus que não conseguimos sequer começar a compreender,  simplesmente porque ele é muito superior em sabedoria e poder do que qualquer um de nós. Contudo, a Bíblia lança alguma luz sobre este assunto.
O Sofrimento pode ser a consequência do Pecado Humano. Um motorista bêbedo pode causar dor e sofrimento a um espectador inocente.  O Orgulho e a Ganância de Hitler trouxe sofrimento terrível a milhões de pessoas. Quando Deus nos fez, ele deu-nos o dom precioso da Livre Vontade.  É isto que nos torna humanos, capacitando-nos a amar e a odiar, a ajudar ou magoar outros. Mas este dom maravilhoso da Livre Vontade tem sido usado vez após vez para o mal. O que fazemos afecta os outros para o bem ou para o mal.
O Sofrimento pode ser a consequência da Imperfeição Humana.  Nenhum homem ou mulher é perfeito e por isso ficamos doentes, envelhecemos e morremos. É por essa razão que, por vezes,  nascem crianças deformadas. Isto não foi feito por Deus - Ele não deseja castigar os pais e Ele não envia a Doença. As doenças e as enfermidades fazem parte de um mundo pecaminoso, e nós estamos sujeitos a elas, tanto os cristãos como o resto de humanidade.
O Sofrimento pode ser a consequência do erro humano. Centenas de crianças nascem aleijadas porque as suas mães tomaram uma substância maléfica enquanto estavam grávidas. Não podemos culpar  a Deus pelos problemas que resultam de uma falta de conhecimento e de cuidado.
O Sofrimento pode ser a consequência dos Desastres Naturais.  O pecado que entrou no Mundo através da queda de Adão e Eva afectou a nossa Terra de um modo estranho e espalhou com o passar do tempo para todos e para tudo. Por esta razão, temos terremotos, cheias, tempestades e todo o tipo de desastres naturais.
Deus tem o poder para interferir e ordenar que todo mal seja destruído em qualquer momento, mas isto não é o método que Ele quer usar. Ele prefere deixar o mal andar, e quer trabalhar através destas coisas para glorificar o seu nome e mostrar o sua sabedoria e graça. Por vezes, Deus permite o sofrimento nas nossas vidas  para nos provar e para fortalecer os músculos da  nossa fé.  O modo de reagirmos ao sofrimento determina se estamos a crescer na fé ou se estamos a voltar às duvidas e ao Ressentimento. 

Ensino Bíblico - http://comcristo.com/ensino.htm


3.1 Fazendo o Homem semelhante Ele

Conceitos orientadores: Imagem inicial de Deus no Homem; Pecado Original; comunhão plena; Imortalidade; Inocência; Pureza; Perfeição

No primeiro tópico vimos que Deus planejou fazer o homem a Sua própria imagem e semelhança, Sabe por quê? Por causa da resolução do Criador para o homem: “Para que sejamos santos, irrepreensíveis, filhos de Deus, para o agrado e louvor de Deus” (Ef 1:4-6). Como seria possível atingirmos tão elevado propósito se Ele não colocasse em nós um pouco de Si mesmo? É maravilhoso constatarmos que Deus não pede de nós coisa alguma que primeiro Ele não nos tenha dado. Isto serve de modelo para aqueles que desejam formar uma família. "Dai e dar-se-vos-á” (Lc 6:38). É um princípio imutável estabelecido pelo próprio Deus.
Para que a esposa seja agradável ao marido, este deve dar a ela tudo o que ela precisar. Desde compreensão, companheirismo, amizade, proteção, aprovação, perdão e consideração, que não devem ser dedicados do mesmo modo a ninguém mais, até coisas materiais que possam tornar a vida dela mais confortável e menos desgastada e estressante. Precisa estar disposto a oferecer à mulher condições de vida tranquila. Deste modo, ela poderá estar sempre apresentável agradável e disponível para ele mesmo, para os filhos e para o Senhor. Também tem de cultivar qualidades e aptidões que doutro modo poderiam ficar submersas em trabalhos, preocupações excessivas, mágoas, desconfianças, ciúmes, sentimentos de inferioridade e instabilidades de toda natureza. O modelo do marido é o próprio Cristo (Ef 5:25-28), que mesmo dando tudo, jamais cobra nada. O altruísmo ainda é o melhor modo de amar. Paulo põe estas, responsabilidades sempre sobre o marido. Mas exorta a mulher a que responda ao amor e altruísmo do marido de modo consciente, respeitam e voluntário, ou seja, do modo como a Igreja responde ao amor de Cristo. Isto fecha as portas tanto para o machismo quanto para o feminismo e estabelece as bases para um casamento solido prazeroso e duradouro e para um lar donde irradia alegria, satisfação e bem-estar.


3.2 Preparando para Adão o lugar onde ele deveria começar a Vida

Conceitos orientadores: Preencher a Terra; primeiro casal; primeira família; trabalho suave; Missão Divina

Em Gênesis 2:5, lemos que Deus criou os embriões da vida na Terra, mas os deixou adormecidos, aguardando a presença e a ação da humanidade. Nos versículos 8 e 9, lemos que Deus escolheu um lugar, o Éden, e ali fez brotar tudo o que em outras regiões do planeta permanecia apenas como sementes. O jardim foi um presente de Deus, pronto para ser desfrutado (v 15). Seria o lugar onde Adão começaria a vida e onde aprenderia a se relacionar com Deus (Gn 2:16,17; 3:8), com a Natureza (Gn 3:19 e 20), com o outro sexo (Gn 3:23) e com os descendentes. O que temos preparado para dar aos nossos filhos quando chegar o momento de eles iniciarem um novo núcleo familiar?

O lugar fixado para que Adão habitasse não era um palácio, senão um jardim. Quanto melhor nos viremos com coisas simples e menos procuremos as coisas que comprazem o orgulho e a luxúria, mais perto estaremos da inocência. A natureza se contenta com um pouco e aquilo que for mais natural; a graça, com menos; porém a luxúria o deseja todo e não se contenta com nada. Nenhum prazer pode satisfazer a alma senão aquilo que Deus mesmo tem provido e indicado para isso. Éden significa deleite e prazer. Não importa qual tenha sido sua localização, tinha todas as comodidades desejáveis, sem nenhuma desvantagem, como nunca
jamais existiu nenhuma outra casa ou jardim na terra. Estava ornado com toda árvore agradável à vista e enriquecido com toda árvore que der fruto agradável ao paladar e bom para comer. Como Pai doce, Deus desejava não só o proveito de Adão, senão seu prazer; porque há prazer com inocência, melhor ainda, há verdadeiro prazer somente na inocência. Quando a Providência nos coloca num lugar de abundância e prazer, deveríamos servir a Deus com alegria de coração pelas coisas boas que nos dá. Éden tinha duas árvores exclusivas.
1) No meio do jardim estava a árvore da vida. O homem podia comer desta e viver. Cristo é agora a Árvore da vida para nós (Ap 2.7; 22.2) e o Pão de vida (Jo 6. 48,51).
2) Estava a árvore do conhecimento do bem e do mal, assim chamada porque havia uma revelação positiva da vontade de Deus acerca desta árvore, de modo que por ele o homem poderia chegar a conhecer o bem e o mal moral. Que é bom? Bom é não comer desta árvore. Que é mau? Mau é comer desta árvore. Nestas duas árvores Deus colocou diante de Adão o bem e o mal, a bênção e a maldição.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD

A morada do homem: “Três qualidades” desse lugar são evidenciadas no capítulo 2 de Gênesis e, com elas, aprendemos que, no Éden não havia espaço para a ociosidade. Em primeiro lugar, a morada do homem foi preparada. Além de criar o homem, Deus também preparou um lugar para ele viver, por certo, um dos cuidados que qualquer pai tem com seus filhos. Em Gênesis, capítulo 2, versículo 8, lemos que o Senhor Deus plantou um jardim na região do Éden (NTLH). O verbo “plantar” é tirado da linguagem agrícola e, aqui, é empregado metaforicamente em relação a Deus. O jardim do Éden era um presente vindo direto das mãos de Deus, o criador, para o ser humano.
Em segundo lugar, a morada do homem era formidável. Éden significa “deleite” ou “lugar de muita água” e indica que esse jardim, lugar da morada do homem, era um paraíso! Neste magnífico jardim, o Senhor Deus fez nascer do solo todo tipo de árvores (Gn 2:9a), umas para propiciar comida: boas para alimento (Gn 2:9c); e outras apenas para proporcionar beleza e torná-lo mais bonito: agradáveis aos olhos (Gn 2:9b). O lugar era formidável! Analisando esse relato, é impossível não concluir que Deus queria que a vida de Adão e Eva fosse de prazer e felicidade.
Em terceiro lugar, a morada do homem era cultivável. Nesse lugar de indescritível beleza, não havia lugar para a ociosidade. No versículo cinco, antes mesmo da formação do jardim, está implícito na frase: ...não havia homem para cultivar o solo (Gn 2:5 – NVI). O solo era cultivável. Depois de plantar o jardim, um vasto sistema de irrigação foi providenciado por Deus: Saía um rio do Éden para regar o jardim; dali se dividia e se tornava em quatro braços (Gn 2:10). As árvores forneciam alimento, mas alguém teria de cuidar delas.

No Princípio – Lições Bíblicas 2º Trimestre de 2009 – www.portaliap.com

3.3 Fornecendo ao casal um plano de ação

Conceitos orientadores: normas, conduta e obediência; limites, liberdade e auto-contole; mordomia; dispenseiros; objetivos, metas e alvos; responsabilidade

Deus apresentou ao primeiro casal todas as demais criações terrenas e disse-lhe: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gn 1:28). A frutificação e a multiplicação da espécie humana foram o meio planejado por Deus para que o homem pudesse dominar a Terra Deus garantiu em Seu plano que a humanidade teria livre acesso aos bens terrestres: “E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento (...) Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore em que há fruto que dá semente, ser-vos-á para mantimento” (Gn 1:29 e 30)*. Deus planejou também o modo de segurança: “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:17). Assim também devemos orientar nossos filhos para a vida, principalmente para que sejam esposos e pais exemplares.

Os propósitos do primeiro casamento - Deus tinha, ao menos, três propósitos ao instituir e concretizar o primeiro casamento. Em primeiro lugar, resolver o problema da solidão.
Em continuidade dos Planos Divinos o casamento resolveu o “problema” da solidão humana. Porém, seria um grave erro restringir: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18) ao contexto do casamento. A solidão não é boa. Fomos criados como seres sociais. A Amizade é um dom de Deus. Ao criar Eva, Deus deu a Adão alguém com quem se relacionar, conversar, dividir alegrias, descobertas, etc.
Em segundo lugar, Deus ofereceu, assim, companhia adequada para o homem. Todos os animais vieram diante de Adão para serem nomeados (Gn 2:19 e 20). Wiersbe supõe que os animais passaram aos pares;  talvez, Adão tenha se perguntado: “Por que eu não tenho uma companheira?”. Em vez de criar a fêmea do animal homem, com uma parte do corpo de Adão, Deus formou uma auxiliadora à altura dele (Gn 2:18), capaz de compreendê-lo e ajudá-lo; e ao Homem, sua fêmea em todos os aspectos (Eva foi a primeira mulher).
Em terceiro lugar, amor mútuo. A mulher foi o presente de Deus para o homem. Esculpida pelas mãos do próprio Deus! Adão declama o primeiro poema de amor (romântico) da história: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne. Esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada”(Gn 2:23). Ela foi feita dele, para ele. “Pertenciam” um ao outro e foram ordenados e feitos para sempre se amarem mutuamente. Apesar de Eva ter sido criada para Adão (I Co 11:9), não imaginemos uma importância menor da mulher, “...mas a mulher por cusa do varão”. Além do mais, a expressão auxiliadora idônea (Gn 2:18) não sugere sentido de inferioridade.

Algumas direrizes conjugais (como deve ser o Casamento):

- uma união heterossexual
- uma união monogâmica
- uma união exclusiva
- uma união indissolúvel
- uma união pública
- uma união física

* Nota MDA: os versículos foram trocados de ordem, 30 e 29.


Conclusão

Após estudarmos o modelo de Deus para a formatação da família, ou seja, o modo como Deus cuidou de cada detalhe na execução da Sua obra, poderemos encontrar inspiração e sermos orientados para seguir na direção que o Senhor deseja para cada um de nós. As lições que a Bíblia nos apresenta através do relato da criação devem ser colocadas em prática, com a sabedoria e humildade que o Espírito Santo ministrará em cada um, para que nossa família seja para glória e louvor do Senhor!


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH
Família Cristã (revista) – Editora Betel – 3º Trimestre 2013 – Lição 01
Comentário Bíblico F.B. Meyer - F.B. Meyer - Betânia
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD
Um Guia de Estudo do Livro de Gênesis – Ron Crisp (link)
Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento – Lawrence O. Richards – CPAD
Comentário Bíblico Esperança NT - Editora Evangélica Esperança
No Princípio (Lições Bíblicas 2º Trimestre de 2009) – www.portaliap.com


Bibliografia Criacionismo, Evolucionismo e Raciocínio/Lógica

Collucci, Eliana. Biologia: Darwin e a seleção natural. Extraído da Internet, em 16/04/04.
D’Araújo Filho, Caio Fábio. 1985. Viver: Desespero ou Esperança?: São Paulo: Mundo Cristão.
Geisler, Norman. 2002. Enciclopédia de Apologética: Respostas aos Críticos da Fé Cristã. São Paulo: Vida.
Grudem, Wayne. 2000. Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova.
Paula, Márcia Oliveira. 1999. Mutação e Seleção Natural: Fatores Evolutivos? Extraído da Internet, em 16/04/04.
Criacionismo: Verdade ou Mito? - Ken Ham  - CPAD
Examine as Evidências - Ralfh O. Muncaster - CPAD
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia - Myer Pearlman - Ed. Vida
20 Evidências de que Deus Existe" - Kenneth D. Boa & Robert M. Bowman Jr. - CPAD
Manual de Apologética Cristã " - Esequias Soares - CPAD
A Origem da Bíblia - Philip Wesley Comfort (editor) - CPAD
Gênesis 1&2 – Adauto Lourenço – Ed. Fiel
Como tudo Começou - Adauto J. B. Lourenço - Ed. Fiel
A Origem da Vida - Fernando de Angelis
Dicionário de Raízes Primitivas - Luiz Caldas Tibiriçá
Estudo Comparativo do Japonês com línguas Ameríndias - Luiz Caldas Tibiriçá
Como ensinar a seus filhos a harmonia entre o Criacionismo e a Ciência- Bill Parks
Inventando a Terra-Plana (Colombo e os historiadores modernos) - Jeffrey Burton Russel
Um Tronco Comum Para os Idiomas? Ruy Carlos de Camargo Vieira
A Torre de Babel e seus Mistérios - Guilherme Stein Júnior
Primórdios Criacionistas da Educação Adventista no Brasil - Ruy Carlos de Camargo Vieira
Relato da Criação nas Edições Católicas da Bíblia - Ruy Carlos de Camargo Vieira
A Origem Comum das Línguas e das Religiões - "O Tupi - Tomo I, 2ª Edição" - Guilherme Stein Júnior
Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa - C. H. Kang e Ethel R. Nelson

Obs.: livros sem especificação: todos são da Ed. SCB

Sobre os Supostos Elos Evolucionistas:

Aulas ministradas na Igreja Presbiteriana Central do Gama, nas manhãs de 04, 18 e 25/04/04. E-mail para Rev. Misael: misael@ipcg.org.br

Outras fontes utilizadas

Palestras do Prof. Adauto Lourenço

Outras fontes de pesquisas

http://www.criacionismo.com.br                

Yahya, Harun. El Engaño Del Evolucionismo. Extraído da Internet, em 16/04/04.

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