segunda-feira, 2 de setembro de 2013

EBD Editora Betel - O Modelo Bíblico para As Relações Familiares

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 10 – 08 de Setembro de 2013
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Texto Áureo
 
            Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”. Ef 4:13
 
A unidade da fé. A fé em si mesma já é uma porção limitada da verdade. Ao considerarmos isto, somos conseqüentemente unidos uns aos outros. À perfeita varonilidade. Não uma referência ao crente individual, mas ao homem composto; isto é, ao corpo do qual Cristo é a Cabeça.
 
        Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
 
Verdade Aplicada
 
            Para os filhos de Deus, a dou­trina bíblica da autoridade e submissão continua atual e praticá-la do modo bíblico é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão.
 
Nossa submissão à autoridade não se origina do medo ou da intimidação. A verdadeira submissão provém da revelação e do entendimento do caráter de Jesus Cristo. Trata-se de um meio de crescer rápido e receber graça...
...Por isso, pense na submissão como livre escolha de uma pessoa sábia que enxerga algo semelhante a Cristo na vida de outra pessoa e pede para recebê-lo. A submissão não nos diminui, mas nos duplica. Estende as fronteiras de nossa espiritualidade para a vida de outras pessoas que vemos ser transformadas por Cristo – e permite que o que elas receberam de Jesus seja concedido a nós também.
 
        Submissão Cristã – http://www.revistaimpacto.com.br
 
Objetivos da Lição
 
Contribuir para que os alunos da EBD obtenham maior pro­veito do estudo bíblico;
Ajudar a família cristã a al­cançar a unidade através do modelo de relacionamento familiar proposto pela Bíblia;
Promover, entre os alunos, o combate ao espírito de rebelião que se tem instalado no seio das Igrejas por conta de pessoas contaminadas por ideias machistas ou feministas.
 
Textos de Referência
 
Ef 5:22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
Ef 5:23 porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
Ef 5:24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mu­lheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
Ef 5:25 Vós, maridos, amai vos­sa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
 
 
Introdução
 
            Todo casal cristão, com um pouco de conhecimento bíblico, sabe de cor os deveres dos pais e dos filhos, listados em Efésios 5:22-24 e 6:1-4. Porém, a maioria, ou talvez todos, encontra grande dificuldade em viver o modelo de relacionamento familiar proposto pelo Apóstolo Paulo. Ao que parece, o problema reside em não conseguirem, entender e aplicar o princípio que rege a doutrina paulina destinada a “regulamentar” as relações domésticas. A constatação desta dificuldade é que fez surgir a lição que estudaremos agora.
 
 
1. Entendendo o modelo bíblico para as relações familiares
 
            A Bíblia é um  livro escrito por várias  pessoas,  algumas  separadas  por  período milenar de tempo;  possui  grande  diversidade de conteúdo, porém, nela não há nenhuma  informação  casual  ou isolada (II Pe  1:20).  Tudo na  Bíblia está  inter-relacionado:  uma  informação leva a outra, um ensino remete a um princípio, que por sua vez faz parte de um conjunto de preceitos fundamentados no tema central das Escrituras Sagradas. Para localizarmos o princípio que rege ou embasa qualquer doutrina, devemos conhecer o tema central e identificar o secundário, procurar a palavra chave, que é aquela capaz de traduzir o sentido global do texto que apresenta a doutrina, e remetê-lo aos seus contextos imediatos e remotos. Estes procedimentos clareiam o texto e o tornam plenamente compreensível Vamos fazer isto agora com Efésios 5:22 - 6.1-4?
 
O dever das esposas é a submissão no Senhor a seus maridos, o qual compreende honrá-los e obedecê-los por um princípio de amor a eles. O dever dos esposos é amar a suas esposas. O amor de Cristo pela Igreja é o exemplo, porque é sincero, puro e constante apesar das falhas dela.  Cristo se deu pela Igreja para santificá-la neste mundo e glorificá-la no vindouro, para outorgar a todos seus membros o princípio de santidade e livrá-los da culpa, da contaminação e do domínio do pecado, pela obra do Espírito Santo das quais seu sinal exterior é o batismo. A Igreja e os crentes não carecerão de enfrentar manchas e rugas até que cheguem à glória. Mas somente os que são santificados agora serão glorificados no além.
As palavras de Adão mencionadas pelo apóstolo são ditas literalmente acerca do matrimônio, mas têm também um sentido oculto nelas em relação com a união entre Cristo e sua Igreja. Era uma espécie de tipo, por sua semelhança. Haverá falhas e defeitos por ambos os lados, no estado presente da natureza humana, mas isto não altera a relação. Todos os deveres do matrimônio estão incluídos na unidade e no amor. Enquanto adoramos e nos regozijamos no amor condescendente de Cristo, os maridos e as esposas aprendam seus deveres recíprocos. Assim, serão impedidos os piores males e serão evitados muitos efeitos penosos.
 
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD
 
 
 
1.1 O tema central da Bíblia
 
Conceitos orientadores: assunto principal; protagonismo; pauta;
 
Walter C. Kaiser Jr. propõe uma solução para tantos assuntos incertos. Sugere que existe, sim, um centro unificador da teologia e da mensagem da Bíblia indicado e afirmado pelas próprias Escrituras. Esse centro é a promessa de Deus. De abrangência universal, esta promessa de vida através do Messias envolve toda a história de salvação do Antigo e Novo Testamentos, trazendo coesão e unidade às diferentes partes da Bíblia.
Uma vez esboçada sua proposta, Kaiser percorre cronologicamente os livros dos dois testamentos, demonstrando como a promessa é entendida ao longo do tempo, como os vários subtemas de cada livro se relacionam com a promessa, e como o plano de Deus para cumprir a promessa se desenvolve progressivamente. O plano da promessa de Deus, esta rica e esclarecedora teologia bíblica, impactará sua mente e seu coração.
 
Há um Tema Central na Bíblia? – http://www.vidanova.com.br
 
Cristo se revela como o tema principal da Bíblia. Mesmo que não saibamos isto encontrar ou decifrar, nos é mostrado por ele mesmo nos Evangelho de Lucas (24.44) e em algumas outras passagens, de forma explícita: Atos 3.18; 10.43; Apocalipse 22.16. Examinando a fundo, veremos que, em tipos, figuras, símbolos e profecias, nosso mestre ocupa o lugar-destaque. Além de tudo isto, sua manifestação e ações registrados em todo o Novo Testamento é o cumprimento das profecias constantes no AT. Logo, ele também dá razão de existência de todos os profetas anteriores: Emmanuel, Deus conosco!
 
            A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242) pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professora da Universidade de Paris, na França. A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamadas de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas a recitação e cópia das Escrituras, bem coma à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraica (do Antigo Testamento) em versículos, influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d' Etiénne. Dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D' Etiénne morava então em Gênova, na Itália.
 
 
1.2 O princípio regente e a palavra chave
 
Conceitos orientadores: diretrizes; norma principal; foco; autoridade de Deus; entendimento; subordinação
 
As três Pessoas da Divindade são mencionadas nestes versículos na ordem inversa da que geralmente é dada: somente ... um Espírito (v. 4); um só Senhor (v. 5), isto é, o Senhor Jesus; um só Deus e Pai (v. 6). O qual é sobre todos, etc. Temos aqui um relacionamento triplo de um só Deus e Pai com todos os que são Seus. Ele é sobre todos. Isto expressa Sua soberania, Sua transcendência. Ele age por meio de todos, "expressando a presença permeadora, animadora e controladora desse um só Deus e Pai" (Salmond). E está em todos. Esta é a constante habitação dEle em Seu povo – todas as Pessoas do Deus triúno, segundo diversas passagens das Escrituras, habitam o crente.
 
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
 
Efésios 4:6 e 6:1-4 nos falam do princípio da Autoridade de Deus. Iniciamos o estudo/compreensão em Ef 4.6. Por esta autoridade, todos os membros do Corpo de Cristo devem estar em unidade, pois são todos filhos de Deus e, portanto, irmãos. Para esta unidade se confirmar, acontecer e se manter, como no céu, são dadas instruções sobre a vida (dos filhos do Reino) nas sociedades terrenas. Temos várias declarações, comparações negativas e positivas entre o como eram, como são, como não podem ser e como devem ser os crentes, para alcançarmos a unidade comissionada e desejada pelo Pai. A chave que abre a porta à compreensão do nosso texto, se constitui o elemento aferidor das relações sociais dos cristãos.
Deixamos um excelente e gigantesco estudo sobre Efésios no link abaixo. Basta digitar “efésios” na caixa de busca que irá se abrir. São mais de cinquenta artigos que compõem quatro estudos seriados.
 
 
1.3 O contexto
 
Conceitos orientadores: ambientes; fatos históricos; grandes acontecimentos; marcos históricos;
 
...Outro problema relacionado à obsessão em descobrir o contexto histórico, ou talvez até mesmo um procedente dessa obsessão, é a tendência de pensar que tudo o que Paulo diz, ele o faz para abordar uma questão correspondente entre seus leitores. Ou, tudo o que ele afirma, ele o faz porque pelo menos alguns entre os seus leitores creem no oposto, e tudo o que ele diz que eles devem fazer, ele o faz porque eles não estão fazendo ou estão fazendo o oposto. Parece que Paulo nunca mencionaria algo, a menos que haja um problema relacionado a isso, ou pelo menos seus leitores estejam crendo ou praticando o oposto do que é defendido pelo apóstolo.
Essa suposição ridícula é extremamente comum em comentários bíblicos. Mas é inválida e enganosa, e deve ser descartada. Sem dúvida, ela é sempre aplicada inconsistentemente, ou teríamos que pensar que Paulo escreve somente a ateístas anti-cristãos, visto que ele menciona com muita frequência Deus e Cristo em suas cartas.
 
A Questão do Contexto Histórico – http://www.monergismo.com
 
 
 
2. Autoridade e submissão no sistema celestial
 
            Embora as comparações das coisas celestiais com as terrenas sejam terrenas, elas servem para nos ajudar a entender as doutrinas bíblicas. Portanto, pense no céu como o sistema governado pelo Deus Trino. O Pai, o Filho e o Espírito Santo em perfeita sintonia submetem-se voluntariamente e cooperam para que todas as partes que compõem o sistema celestial funcionem perfeitamente e cumpram a sua missão. Pense na Igreja como uma grande organização, um subsistema, pertencente ao sistema celestial, da qual Cristo é a cabeça. Pense na família cristã como a unidade representativa básica da organização (Igreja). Embora possuam esferas de atuação diferentes, os subsistemas e as unidades representativas possuem valor igual para o sistema e têm a mesma missão. Os sucessos e fracassos de qualquer dos dois refletem um no outro e no cumprimento da missão.
            Um sistema pode ser definido como um conjunto de elementos inter-relacionados que interagem no desempenho de uma função. Todo sistema possui um objetivo geral a ser alcançado. A este objetivo damos o nome de missão. Esta é comum a todos os componentes do sistema, aos quais chamamos subsistemas e unidades representativas. Por exemplo: O Ministério da Saúde (MS) é um órgão federal. Sua missão é "definir a política nacional de saúde, exercer as correspondentes funções normativas e promover a respectiva execução e avaliar os resultados (Decreto Lei, nº 212/2006, art. 1°)”. As secretarias de saúde são subsistemas do MS e, portanto, possuem a mesma missão nas esferas estaduais e municipais. Todas os profissionais e empresas ligados à saúde também são subordinados ao MS e por ele são avaliados e fiscalizados, direta ou indiretamente, a fim de que cumpram a Política Nacional de Saúde. Todo o sistema celestial e o Universo inteiro tem por missão declarar a glória de Deus e anunciar a obra da Suas mãos (Sl 19.1; I Co 10.31;1.5 e 6).
 
2.1 Como são definidas as autoridades no sistema celestial?
 
Conceitos orientadores: sistemas administrativos; mistérios divinos; hierarquias
 
Reconhecimento da Autoridade da Liderança
 
A carência das igrejas em ter um líder mais experiente começa em Deus. Deus é um e Ele existe eternamente em três pessoas: Deus Pai, Deus Filho, e Deus Espírito Santo. Mesmo com essa unidade temos uma ordem de trabalho (isso se refere a uma subordinação funcional). Em outras palavras, cada Pessoa da Trindade tem uma diferente função e responsabilidade. (Jo 6:44; Ef 1:13-14; I Pe 1:2). As igrejas devem fazer o mesmo para refletir um nível de organização.
Isso vai contra a nossa visão distorcida de igualdade.Tomemos os discípulos de Jesus por exemplo: eles eram conduzidos por Pedro (que era um Primus inter pares: primeiro entre iguais.A frase indica que uma pessoa tem maior dignidade (ou experiência) entre outros do mesmo nível ou ofício.) que representava o resto dos homens e servia assim como a maioria dos membros da Igreja Primitiva (Mt 10:2-4; Mc 3:16-19; Lc 22:32; At 1:13). A diferença entre Pedro e os outros discípulos (ou seu líder e pessoas que estavam sob sua autoridade) não é a diferença de valor individual ou importância. A diferença vem da diversidade de talentos e dons que eram e ainda são encontrados no corpo de Cristo. A bíblia desafia a liderança a exercer apropriadamente sua autoridade na igreja. Uma estrutura estabelecida de autoridade ajudará as habilidades da sua igreja a funcionar num alto nível.
Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo formam um único ser divino. Entretanto, diz a Escritura: Deus é a cabeça de Cristo (I Co 11:3). Este é o enviado de Deus (Lc 4:43; Jo 3:17) e o Espírito Santo é o enviado de Cristo (Jo 15:26). Mas, o próprio Jesus diz que o Espírito Santo o ungiu e enviou (Lc 4:18). Assim, vemos Cristo ora enviando, ora sendo enviado. Ora liderando, ora sendo liderado. Logo, entendemos que o critério aplicado é o da igualdade.
 
5 Lições para Líderes Sobre A Trindade – Jamies Munson, “Authority: The Leader`s Call to Serve” – http://pensemais.com (Trad. Yuri Pena)
 
Autoridade na Cabana (alerta sobre o livro “A Cabana”)
O Um e Os Muitos (excelente)
 
2.2. Como a autoridade é exercida no sistema celestial?
 
Conceitos orientadores: atribuições, delegações e responsabilidades; definições em projetos e planejamentos; estratégia
 
            Não é como nos sistemas autoritários terrenos, em que os governantes e detentores de cargos os exercem como um direito. Exigem o serviço dos governados e agem como se toda a comunidade existisse para promover o bem deles. Olham para o povo de cima para baixo, como se este fosse composto de seres inferiores e incapazes. No sistema celestial, entretanto, o exercício da autoridade é visto como um dever. Os detentores de autoridade são considerados servos (Lc 22.26). A autoridade é exercida como um serviço de amor (Jo 3.16). Exige renúncia, humildade e obediência. Jesus, sendo Deus e Senhor do sistema, cabeça (poder, autoridade e liderança) da Igreja e autoridade suprema do Universo, veio a este mundo para servir e não para ser servido, para dar e não para receber (Mt 20.28; Mc 10.45; F12.5-8).
 
2.3 Como se dá a submissão no sistema celestial
 
Conceitos orientadores: unidade; modelos; sombra; tipo; espelho
 
            Ela ocorre num ambiente de igualdade. Deus não escolhe quem deve se submeter baseado no critério de superioridade x inferioridade. Ele os escolhe em uma correspondência perfeita entre as partes de um todo. Assim, o sistema inteiro obedece a uma hierarquia pre–determinada por Deus, de modo que tudo e todos obedeçam e sejam obedecidos. Todos os filhos de Deus têm valor igual para Ele. A todos, em algum momento, é dada a oportunidade de liderarem e serem liderados. Por exemplo, o filho que hoje é submisso aos pais e por eles é servido, amanhã servirá aos próprios filhos e estes lhe serão submissos. Todos, liderados e líderes, são importantes e indispensáveis à boa ordem e funcionamento do sistema celestial. Nos sistemas e subsistemas terrenos, mesmo naqueles instituídos por Deus, como a família, liderados se sentem inferiores e injustiçados porque os relacionamentos foram contaminados pelo pecado, as funções são mal definidas e os papéis de cada um têm sido mal interpretados. Porém, quanto maior for o grau de conversão das pessoas a Cristo, tanto maior será a liberdade e a honra que perceberão haver na submissão cristã.
 
 
3. Aplicando os princípios celestiais à família
 
            Em meio à onda de feminismo que varre as sociedades atuais, a doutrina bíblica da autoridade e submissão parece ser, no entender de muitos, polêmica e ultrapassada. Porém, para os filhos de Deus, ela continua atual. Sua prática, subordinada ao elemento aferidor das relações familiares com o padrão utilizado no sistema celestial, é o único meio de salvaguardar a família e conduzi-la com êxito no cumprimento de sua missão. Segundo Paulo, o elemento aferidor é a palavra “como”, o padrão de autoridade é Cristo e o de submissão é a Igreja.
 
 
3.1 Como o marido deve exercer sua autoridade
 
Conceitos orientadores: machismo; iniciativas; proteção X protecionismos; acompanhar X oprimir; falta do pai
 
O Significado do Exercício da Autoridade pelo Marido
 
Temos que distinguir entre a autoridade a liderança. Autoridade é um “status” que se atribui a alguém num determinado contexto social. Na família, a liderança é uma ação do marido através da qual ele exerce influência sobre a mulher por meio da comunicação, com o fim de alcançar um certo objetivo. Suponhamos que uma esposa esteja muito deprimida. O marido poderá, por meio de comunicação própria, ajudá-la a vencer a sua depressão. Neste caso, um objetivo foi alcançado: o marido está exercendo liderança sobre a esposa.
Ao liderar, o marido não estará exercendo uma ação qualquer, mas uma ação consciente. Se um homem influencia a esposa ou os filhos sem ter consciência disso, ele não estará liderando, e sim sendo autoritário.
O marido também não lidera quando faz uso da força. Obrigar alguém a fazer algo não é liderar. O verdadeiro líder não usa a coerção, mas induz mudanças nas pessoas por meio da mensagem própria, como Cristo modifica as pessoas por meio de sua palavra.
É preciso ressaltar que a liderança é exercida através de uma certa interação. Por meio da liderança, o marido modifica a esposa e a esposa modifica o marido.
 
Autoridade na Família – Elias Coutinho de Macedo – http://www.ospardais.org.br
 
            O marido deve perguntar: Como Cristo ama a Igreja? Amo minha mulher desse mesmo modo? Por que Cristo se sacrificou pela Igreja? Sacrifico-me por minha mulher por esses mesmos motivos? Amo, trato, cuido e educo meus filhos como Deus faz aos Seus?
 
 
3.2 De que modo a esposa deve submeter-se ao marido
 
Conceitos orientadores: parceria, cooperação e submissão; sabedoria; edificação familiar; métodos de trabalhos; administração
 
A mulher é o elo que liga marido e filhos. Por esta razão ela é, por muitas vêzes, o ponto de equilíbrio do lar. Uma mulher virtuosa é capaz de fazer do seu lar um jardim de felicidade e alegria em Cristo, apesar das circunstâncias.
O primeiro nome que a mulher recebe na Bíblia é de auxiliadora. Auxiliadora para completar o homem, consciente de que em Cristo não há diferença. Gl 3:27-28; 1 Co 11.3.
Elizabete Elliot, uma escritora contemporânea, escreve o seguinte: " Nós fomos criadas para sermos mulheres. O fato de ser mulher, não me faz um tipo de cristã diferente, mas o fato de ser cristã me faz uma mulher diferente.
A mulher como auxiliadora - discípula, deve revelar o caráter de Cristo em seu viver diário, conservando sobre si a unção do Espírito Santo. Antes da submissão ao marido, já deve ser ao Senhor. Isso só é possível se a vida estiver centralizada em Cristo.
 
O Perfil da Esposa Ideal – http://amofamilia.com.br
 
 
3.3 Como os filhos devem se comportar nesta cadeia hierárquica
 
Conceitos orientadores: ensino; orientação; relacionamento familiar; amizade entre pais e filhos; reverencia; subordinação filial; exemplos; honra; ideologias; rebeldias
 
Aqueles a quem Deus coloca na posição de ser os pais, respondam diretamente a Deus. Os pais, ou os responsáveis pelos filhos, respondam a Deus se controlaram ou não os filhos.
A autoridade que Deus dá aos pais é o tipo que faz que eles tenham o direito a colocarem as suas vontades sobre a vontade de seus filhos e mandá-los a seguirem a sua liderança. Os pais também têm o direito de Deus de administrar justiça tanto para punir a desobediência quanto abençoar o comportamento correto.
Os filhos devem obedecer tanto pai quanto mãe. A palavra obedecer, como usada em Cl. 3.20, é um mandamento e significa “ouvir e obedecer, conformar-se à autoridade”. Em outras palavras, essa passagem instrui que os filhos devem fazer o que os pais os dizem. Isso significa que a palavra dos pais é lei. Quando o filho é desobediente à palavra dos pais, ele quebra tanto a lei de Deus quanto a lei dos pais. Esse mandamento não é complexo. Dita que os filhos devem fazer o que os pais instruem.
Mesmo que este mandamento é endereçado aos filhos, os pais, por ter a autoridade, respondem a Deus pelo seu cumprimento pelos filhos enquanto os filhos estejam na sua responsabilidade (I Sm 3.11-14). Deus sempre responsabiliza aqueles em autoridade pelas ações daqueles que estão sob a sua autoridade. Os pais são responsáveis a Deus pela a obediência dos seus filhos. Um paralelo a este princípio é que Deus manda o homem de não matar, mas Ele tem dado ao governo a responsabilidade e autoridade a administrar a pena da morte. O governo é responsável pelos seus cidadãos nesse caso. Na mesma maneira, Deus tem dado aos pais o poder de forçar a obediência dos filhos em tudo: vestimenta, alimentação, escolaridade, amizades, uso do tempo, adoração, comportamento, etc.
 
A Autoridade dos Pais e Os Seus Filhos – http://www.palavraprudente.com.br
 
 
 
Conclusão
 
            Portanto, a autoridade e a submissão no corpo social, chamado  Família  Cristã, serão  aplicadas  de  modo correto  e  eficaz  quando foram regidas pelo mesmo princípio que rege a igreja: a autoridade pertence a Deus e Ele “colocou os membros no corpo, cada um deles como quis” (1Co 12.15). É fundamental entendermos que Deus mesmo deu os maridos para liderar o lar; as esposas para cooperarem e em concordância com o marido e esposa possam juntos exercitar a liderança e o aperfeiçoamento da família ao padrão que nos foi dado.
 
 
Fontes:
 
Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH
Família Cristã (revista professor) – Editora Betel – 3º Trimestre 2013 – Lição 10
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry –  CPAD
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Quais São As Funções do Marido e da Esposa em Uma Família? (link)
Pastoreando O Coração da Criança (I) (II) (III)
A Soberania e Autoridade de Deus (link)
 
Bibliografia indicada (estude mais)
 
Cristo na Bíblia (link)
Cristo, O Mediador (link)
A Vida de Cristo (link)
A Doutrina Bíblica da Santa Trindade (link)
Princípios Divinos para Ter Uma Família Estável num Ambiente Hostil (link)
Princípios Divinos para A Família (link) [excelente]
 
 
Questionário
 
1. Como é composta a Bíblia?
R: Tudo na Bíblia esta inter-relacionado: uma informação leva a outra, um ensino remete a um principio, que por sua vez faz parte de um conjunto de princípios fundamentados no lema central das Escrituras Sagradas.
2.  Qual  é  o  tema  central  da Bíblia?
R: Jesus Cristo
3. Para que servem as comparações celestiais com as terrenas?
R: Para nos ajudar a entender as doutrinas bíblicas.
4.  Como são definidas  as autoridades no sistema celestial?
R: O  critério  usado é o da igualdade.
5.  Como  deve  ser  exercida  a autoridade do marido?
R: Imitando a  Jesus Cristo,  não imposta pela força, mas conquistada pelo amor.

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