domingo, 10 de novembro de 2013

EBD Editora Betel - A Sabedoria de Abigail e a Justiça de Deus




Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 07 – 17 de Novembro de 2013
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Texto Aureo

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Rm 12:21

Em vs. 19-21, Paulo refere-se a Prov. 25:21-22 e Deut. 32:35. Veja também Heb. 10:30. A idéia aqui é que o crente já entregou tudo ao Senhor (12:1-2) e agora o Senhor tem a responsabilidade de cuidar do crente e até lutar no seu lugar nas batalhas da vida. Precisamos Ter sabedoria (Tg 1:5) para lutar contra os inimigos da cruz porque podemos perder o nosso testemunho ou cair no pecado de compromisso. Várias vezes Paulo usou a lei Romana para ajudar na sua luta contra os inimigos de Deus (Atos 16:35-40), mas ainda aceitou até a prisão e a morte para ganhar alguns a Cristo. Se praticarmos diariamente Rom. 12:1-2, temos certeza que Deus vai nos ajudar obedecer o que está escrito no vs. 3-21.

Romanos – Eduardo Kittle

O último versículo sugere o que é facilmente entendido pelo mundo: que em toda discórdia e contenda são vencidos os que se vingam, e são vencedores os que perdoam. Não se deixe esmagar pelo mal. Aprenda a derrotar as más intenções em sua contra, já seja para mudá-las ou para preservar a paz. O que tem esta regra em seu espírito, é melhor que o poderoso. Pode-se perguntar aos filhos de Deus se para eles não é mais doce, que todo bem terreno, que Deus capacite por seu Espírito de modo que seja esse seu sentir e seu agir.

Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry

Verdade Aplicada

O poder contagiante da gentileza aliado a força de um coração bondoso pode desarmar o mais perverso dos homens.

Objetivos da Lição

Ensinar que a ira pode nos tornar insanos, e nos levar a uma ação descontrolada e covarde;
Explicar que fazer justiça com as próprias mãos é uma atitude anticristã;
Mostrar que Deus ainda usa pessoas cheias de Sua graça para nos falar ao coração.

Textos de Referência

I Sm 25:10 - E Nabal respondeu aos criados de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos servos há hoje, que fogem ao seu senhor.
I Sm 25:11 - Tornaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde vêm?
I Sm 25:12 - Então os moços de Davi puseram-se a caminho e voltaram, e chegando, lhe anunciaram tudo conforme a todas estas palavras.
I Sm 25:13 - Por isso disse Davi aos seus homens: Cada um cinja a sua espada. E cada um cingiu a sua espada, e cingiu também Davi a sua; e subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.


Introdução

Davi é informado que Nabal estava tosquiando as ovelhas, isso significava que uma parte do lucro seria dividida entre aqueles que protegiam seu campo. Ele envia dez de seus moços a falar em seu nome com Nabal, que o ignora e se omite em recompensá-lo. Davi é informado e vem para matá-lo, mas é contido por Abigail, mulher de Nabal. Nesta lição, analisaremos essa nova fase da vida de Davi, e como ele é impedido de sujar as mãos de sangue inocente pela sabedoria de Abigail.


1. Davi, o protetor de Nabal

Ainda fugitivo, todavia, já com um exército de proscritos treinados em uma caverna, Davi se torna uma espécie de segurança patrimonial juntamente com seus homens. Saul ainda era rei, e Davi junto a seus homens lutavam contra as várias tribos no deserto de Parã. Nesse tempo, Davi estava por trás das cenas, e, em troca de alimento, ele e seu bando protegia os pastores dos ataques selvagens contra seus rebanhos e suas aldeias. Vejamos como era naquele tempo.

Duas personalidades opostas. Davi e seus homens tinham sido bons para os pastores de Nabal, quando apascentavam os rebanhos no campo entre eles, dando-lhes proteção de dia e de noite. Sabendo que Nabal havia vindo até Carmelo para a tosquia, Davi mandou dez dos seus homens até lá para pedir-lhe mantimento. Davi e seus homens haviam protegido os rebanhos e a propriedade de Nabal em troca de provisões, e o dia do pagamento havia chegado. Mas Nabal insultou Davi e os seus companheiros, fingindo não conhecê-los, e recusou dar-lhes qualquer coisa.

Nabal e Abigail – David Jones

1.1 Protegendo rebanhos

Conceitos orientadores: tradição; costumes; ingratidão; loucura; cooperativismo; generosidade; desonra; egoísmo; legalidade X justiça; contratos X solidariedade; usurpação, direito e meritocracia

Quando estivera anteriormente em Maom (que ficava ao lado do Carmelo), Davi e seus homens deram total proteção para os rebanhos de Nabal e para os que cuidavam de seus animais (“...De muro em ledor nos serviram, assim de dia como de noite, todos os dias que andamos com eles apascentando as ovelhas” I Sm 25: 15 e 16).
Era Nabal homem muito rico, porém, nada generoso (nem sábio ou recompensador). Ao retornar àquela localidade (próximo das terras de Nabal), era época da tosquia, que também era uma festa (II Sm 13:23) que durava toda a primavera e começo do outono, Davi tinha esperança de uma inadiável recompensa (necessidades vitais, seria o termo) para si e seus homens por seus serviços, pois mereceriam alguma coisa por terem trabalhado muito, protegendo o patrimônio de Nabal dos ladrões. Entretanto, Davi é afrontado e acusado de desertor (“...Muitos servos há hoje, que fogem ao seu senhor.” I Sm 25:10). A expectativa de recompensa era lógica: um fazendeiro que tenha três mil ovelhas e mil cabras poderia (deveria, neste caso) dar alguns animais para alimentar homens que arriscaram suas vidas para guardar parte de sua riqueza (na ocasião eram seissentos: “...e subiram após Davi uns quatrocentos homens, e duzentos ficaram com a bagagem.” I Sm 25:13).
Nosso mundo está cheio de pessoas da estirpe de Nabal. Pessoas que vivem plenamente a lei da selva, onde cada um deve se virar e lutar pelo que é seu. Pessoas que se consideram proprietárias de tudo: “minha, carreira, meus sonhos, minhas coisas'’; pessoas que acreditam que tudo tem que ser de seu jeito, de seu agrado e de acordo com sua agenda. Nabal era aquele tipo de pessoa que jamais evitou que alguém se irritasse com ele, que conseguia estragar qualquer relacionamento, que, embora, muito rico e abastado, viveu para justificar seu nome, que em hebraico significa: “tolo”. Para Nabal a pior coisa que existia, era ter que dividir algo com alguém, mesmo que esse alguém merecesse.


1.2 A grosseria de um homem rico

Conceitos orientadores: aconselhamento; gentileza; ganância; desacato à autoridade; fraude; alertas e advertências; hospitalidade; urbanidade

            Por cortesia, recompensa ou humanitarismo, Nabal deveria convidar Davi e seu grupo para a ocasião festiva, na qual a hospitalidade era ‘norma’. Alimentar seiscentos homens não seria fácil, tanto que Davi enviou dez de seus rapazes para falar do problema. Nabal recusou-se a ouvir.
            Homem de caráter "duro e maligno" (I Sm 25:3), Nabal era da tribo de Judá , da família de Calebe (um dos espias que insistiram para que Israel entrasse na terra prometida, cf. Nm 13-14; Js 14:6 e 7). O nome Calebe também significa "um cão"; o escritor pudesse desejar transmitir esse sentido.
“...E ele é um tal filho de Belial, que não há quem lhe possa falar.” (I Sm 25:17), “...Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele.” (I Sm 25:25). “Beliyaal” significa "indignidade". No AT é usado para pessoas que transgrediam a lei deliberadamente e que desprezavam aqueles que eram bons (ver Dt 13:13; Jz 19:22; 20:13; I Sm 2:12). No NT, tal o termo refere-se a Satanás (II Co 6:15). Na leitura dos vv 28-30, vemos que já era sabida da promessa acerca do próximo rei de Israel, o que torna mais ainda Nabal um afrontador do Senhor Jeová. (“...Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé?” I Sm 25:10)


1.3 Justiça com as próprias mãos

Conceitos orientadores: comunicação; menosprezo; desdenhar; juramentos, comprometimentos e hombridade; atrocidade; descontrole e ego X migalhas, vingança e temeridades; fruto do espírito

Lá estão os dez homens de Davi diante de Nabal aguardando sua resposta, ou melhor, sua oferta. Nabal tem várias opções: 1) Ele pode mandá-los de volta com uma palavra de agradecimento e uma oferta generosa; 2) Pode mandá-los de volta com uma oferta não tão generosa, simplesmente para cumprir sua obrigação; 3) Pode mandá-los de volta com uma desculpa (ou uma palavra de agradecimento), mas sem nenhuma oferta; 4) E pode mandá-los de volta sem nenhuma oferta, insultando-os junto com a recusa. Para seu total prejuízo, Nabal escolhe a última opção.

        Querida Abi – Robert L. (Bob) Deffinbaugh

No versículo 29 a figura de linguagem é extraída do costume de se amarrarem objetos valiosos num feixe para protegê-los de algum dano. Deus cuida dos Seus como um homem dos seus tesouros. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nos foi dado beber de um só Espírito (1 Coríntios 12:13). Todos os que cremos fazemos parte de um só corpo - o de Cristo - pela fé. Estamos em Cristo e não há condenação para os que estão em Cristo. Fazemos parte deste "feixe" com o Senhor Jesus Cristo.

Nabal e Abigail – David Jones

            Quando Nabal insultou os enviados de Davi, lacrou sua sentença. Sem dúvida, sua fala revelou um homem egoísta, arrogante e rebelde. Abigail reconheceu Davi como rei chamou de "meu senhor" (vv. 28 e 30), o oposto de seu marido (v. 10)! Talvez ele fosse um simpatizante de Saul; isto pode ser outra evidência de não ter apego às coisas espirituais.
            Os pronomes pessoais no vs. 11, mostram orgulho e presunção. Não há louvor/créditos a Deus por enriquecê-lo. Diante da resposta de Nabal, Davi se irou e jura vingança. O Davi perdoador (a Saul, que desejava matá-lo), agora sentencia e vai ele mesmo cumprir.
            Ingratidão e egoísmo não eram (e nem são) crimes capitais. Não vemos uma parada para consultar o Senhor, mas pressa em satisfazer uma sede de vingança. Se houvesse o cumprimento da sentença, teria sido um pecado terrível. Haveria estrago em seu caráter (e na sua carreira), mas, em sua misericórdia, o Deus o impediu, através da profeta Abigail (o fez lembrar assombrosamente das promessas).



2. Alimentando a ira de um rei ferido

É importante salientar como somos tão oscilantes em determinadas etapas de nossas vidas. Aquele mesmo Davi que nos ensina a preciosa lição de não revidar ao ataque inimigo, de deixar que Deus execute a justiça e que aprendeu a esperar no Senhor, agora está com quatrocentos homens armados de espada para matar um homem armado apenas com a insensatez (Pv 14:7a). Afinal, quem era realmente o insensato?

Raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. Joanna de Ângelis aponta o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a raiva é exteriorizada.
A raiva também pode ser um sentimento passageiro ou prolongado (rancor) e a expressão da irritabilidade e agressão humana. Outros nomes como fúria, ira, cólera, ódio, crueldade, etc. aplicam-se à distintas formas ou modulações desse sentimento que enquanto expressão do instinto de agressão é extensível aos demais vertebrados.
O desejo de vingança: Quando alguém foi de alguma forma insultado, ou prejudicado por outra pessoa, e sente o desejo que ela sinta o mesmo que está sentindo.
A raiva é como uma doença que vai corroendo de dentro para fora, e que causa diversos prejuízos físicos, mentais e espirituais para o próprio enfermo e para as pessoas que a este acompanham.
Como conseqüências da raiva podemos ter:
A violência verbal.
A violência física.
O Ódio, que consiste numa ênfase de raiva, que geralmente dura mais tempo e acompanha um desejo contínuo de mal a alguém.
O comportamento agressivo, que se dá quando o indivíduo assume uma postura contínua de mau humor e raiva, pode ter sua origem em pequenas frustrações que no decorrer da vida se acumulam, e que não foram superadas através de diálogos compreensivos e do perdão ao próximo e a si mesmo.
O perdão consiste em desistir de qualquer ressentimento quando se é, de alguma forma, prejudicado. Por isso existe quem considera o ato de perdoar como uma possível "cura" para a Raiva.
No corpo humano a raiva gera problemas no sistema nervoso central, disfunção das glândulas de secreção endócrina, distúrbios no aparelho digestivo e desequilíbrio psicológico.

        Raiva – Wikkipedia (trechos)


2.1 Abigail, uma pérola em meio ao deserto

Conceitos orientadores: parceria; conivência, convivência e conveniência; prudência; sabedoria divina; matrimônio; associações de socorrismo e humanitarismo

            Nabal nos parece que vivia para agradar a si mesmo. Não ousamos afirmar que ele era realmente assim o tempo todo; este é um relato pequeno sobre sua vida. Discordamos quando lemos afirmações generalizadas e taxativas sobre algum fato, episódio, personagens e etc. dos quais não há respaldos históricos, textuais e nem mesmo documentos comprovando tais afirmações, sentenças ou conclusões. Isto nos passa uma pseudo-firmeza, quase como se o seu autor fosse alguém que viveu naquela ocasião ou mesmo tenha a detenção única de fontes outras. Outrossim, temos nossas posições pessoais (todos podem tê-las), mas frisamos que é nossa posição, nossa conclusão e não a última fala. É preciso diferenciarmos fatos comprovados de suposições (ainda que da maioria), ou aparências indicativas e de entendimentos ou posições de alguém ou algum grupo ou linha de ensino/pensamento.
            No texto do relato em questão, notamos alguém corrigindo suas faltas: sua esposa, Abgail. Aqui, o texto nos dá (ele mesmo) algumas afirmações inequívocas: “... e era a mulher de bom entendimento e formosa, porém o homem era duro e maligno nas obras; e era da casa de Calebe.” (I Sm 25:3). Nabal agia duramente. Suas atitudes eram péssimas. Abigail era bela e inteligente, de decisões sensatas. As atitudes e comportamentos deles eram muito diferentes. Abigail não possuía somente beleza, tinha cérebro. Abigail não se governou por suas emoções, mas por ponderações sensatas e temor a Deus. Soube como e quando agir; sabia muito bem sobre seu marido, e também sua posição como mulher.


2.2. A atitude de uma mulher Sábia

Conceitos orientadores: lealdade X insanidade; agradar; culpabilidade; atos e consequências; fiadores; dádivas; conquistar confiança; honrarias; domínios e dominadores

            Os servos de Nabal buscaram a esposa deste, para solucionar o conflito, pois conheciam a ambos. Bem possivelmente o líder deles era inacessível. Ela conhecia as limitações e fraquezas de seu marido, mas com prudência o  protege (e aos empregados, à família e à fazenda; ela cuidou do futuro de todos!). Que mulher sábia! Ela se apressa, e leva consigo um banquete e ao chegar diante de Davi se prostra dizendo: “Ah! Meu senhor, caia a culpa sobre mim... não vi os moços de meu senhor que enviaste” (I Sm 25.24a; 25b). Ela não mentiu sobre as atitudes de seu marido (todos o conheciam), mas tomou sobre si a culpa. Eis uma lição de graça e sabedoria dentro e sobre o matrimônio


2.3. Para cada Davi, existe uma Abigail

Conceitos orientadores: acepção; prudência; empatia; intercessão; profecias; decretos divinos; intimidade com Deus; justiça, ira, vingança, intolerância e perdão; instrumentalidade; ministros

            Entendemos que Deus pode prover um auxiliador para nós, nos momentos de angústia, aflição ou desespero. Mas o que ele deseja é nosso crescimento, aprimoramento e amadurecimento. Quando passamos a ter mais experiências, bases e ‘casos anteriores’, precisamos nos livrar de nossas mancadas sozinhos, ou mesmo nem as criar! Cremos que Deus não se comprometeria a sempre nos tirar de enrascadas, como pode acabar sendo entendido o texto da revista. Uma leitura superficial já nos comprovaria que a causa da desavença não foi apenas alimento, mas quebra de contrato, desacato, infâmia e outras coisas, como o ego de Davi. Sugerimos aos leitores uma pesquisa sobre o exército de Davi a respeito de montarias e etc.
            Abigail prostra-se diante de Davi e chama a si mesma de serva seis vezes, e oito vezes chamou a Davi de “meu senhor” (I Sm 25.24-31). Ela o impede racionalmente de sua loucura e o recorda que será o sucessor no Reinado de Israel (I Sm 25.31). Deus pode usar instrumentos (quaisquer que queira) para nos livrar dos maus caminhos. Mas é uma decisão dele. Sejamos mais aptos, prudentes e tementes.
Como Deus tem caminhos tão avessos aos nossos! De onde ninguém esperava, surge uma mulher com uma mensagem profética exatamente na hora em que Davi colocaria tudo a perder, manchando suas mãos com sangue inocente. Se Abigail não estivesse ali, Davi certamente teria exterminado não somente Nabal, mas todo seu povo. Que maravilha saber que Deus envia pessoas tão inesperadas com uma mensagem do alto para redirecionar nossas vidas e nos impedir de errar.



3. Lições que devemos aprender

Abigail defendeu bravamente seu marido, colocando-se entre ele e a morte. Resolveu o problema sem que ele soubesse, pois o insensato estava tão bêbedo que ela não lhe pôde contar o que aconteceu. Mas, pela manhã, quando sóbrio, ao saber do ocorrido, teve literalmente um derrame, e aproximadamente dez dias depois, o Senhor o feriu (I Sm 25:36-38). Vejamos algumas lições desse episódio.
            “... Pois o insensato estava tão bêbado que ela não lhe pôde contar o que aconteceu.” Este trecho tirado do texto acima deve ser muito melhor visto e analisado. Da forma que está, nos afirma que ela teve que resolver sozinha por ele estar sob Álcool. Ela não quis contar; ele estava sóbrio (vs 19). No vs 36, sim, devido a embriagues, Abigail não contou de suas proezas (“... palavra alguma, nem pequena nem grande...”).
Pense em como estávamos embriagados (cegos) no pecado, pelo pecado e, muitas vezes, cometendo deliberadamente pecados e zombando de Cristo, do Evangelho do Pai e de seus ministros, os pregadores. O Senhor Jesus resolveu nossa dívida sem nós sabermos (a maioria nasceu sem saber de Jesus, mas já em débito). Glórias a Deus por termos tido a chance de, lúcidos, aceitarmos sua Obra Redentora, seu senhorio eterno, cósmico e pleno. Cada dia que passamos vivos é uma dádiva (compare com o caso de Nabal) que devemos utilizar para testificar, louvar, bendizer e servir ao Criador. Nabal teve ainda quase dez dias de vida (doente), mas não há relatos de arrependimento.

3.1 Davi aprendeu que a vingança pertence a Deus

Conceitos orientadores: reconhecer erros; livramentos; persuasão; argumentação; lucidez; equilíbrio; longanimidade; temperança; paciência

Para Israel, havia um só Deus verdadeiro; logo, o empre­go do nome genérico por outras religiões era vão e vazio, pois Israel tinha de crer em 'El 'Elohe Yisra'el: "Deus, o Deus de Israel" (ou, possivelmente: "Poderoso é o Deus de Israel") - Gênesis 33.20.
Na Bíblia, esse nome forma muitos termos descritivos compostos, tais como: "Deus  ['El] da glória" (SI 29.3), "Deus ['El] do conhecimento" (I Sm 2.3), "Deus ['El] da salvação" (Is 12.2), "Deus ['El] da vingança" (SI 94.1) e "Deus ['El] grande e terrível" (Ne 1.5; 4.14; 9.32; Dn 9.4).
A penalidade, ou castigo, é o resultado justo do pecado, infligido por uma autoridade aos pecadores e fundamentado na culpa destes. O castigo natural refere-se ao mal natural (indiretamente da parte de Deus) incorrido por atos pecami­nosos (como a doença venérea provocada pelos pecados sexuais e a deterioração física e mental provocada pelo abuso de substâncias). O castigo positivo é infligido sobrenatural e diretamente por Deus. O pecador é fulminado, etc.
Os possíveis propósitos do castigo são relacionados a seguir. (1) A retribuição ou a vingança pertencem exclusiva­mente a Deus (SI 94.1; Rm 12.19). (2) A expiação traz a restauração do culpado (esta realizada em nosso favor pela expiação vicária oferecida por Cristo).69 (3) O julgamento leva o culpado a dispor-se a restituir o que foi tirado ou destruído, e assim pode ser comprovada a obra que Deus realizou numa vida (Ex 22.1; Lc 19.8). (4) A correção influ­encia o culpado a não pecar no futuro. Esta é uma expressão do amor de Deus (SI 94.12; Hb 12.5-17). (5) O castigo do culpado serve para dissuadir a outros do mesmo comporta­mento. A dissuasão é usada frequentemente nas advertênci­as divinas (SI 95.8-11; 1 Co 10.11).

Teologia Sistemática – Stanley M. Horton (trechos)

É interessante que o vs. 39 atribui à mão de Nabal (diz que partiu de Nabal) a afronta feita a David. Jeová fez cair sobre sua cabeça a maldade que havia pensado. A Mão é o membro que leva a cabo a má ação, porém a cabeça á a fonte de sua origem, e portanto recebe a sentença de morte.
Ele teria tido um derrame cerebral, Deus havia tocado em sua cabeça, a origem da má obra que havia feito sua mão. Satanás estendeu a sua mão contra Jô (1:11), pois Deus feriu o Diabo na sua cabeça (Gn 3:15). Deus nos permite   aplastar a Satanás debaixo de nossos pés (Rm 16:20)
Davi tomou a Abigail como esposa (vs 40). Explica-se que Mical havia sido dada a Palti, oriundo de Galim, um povo entre Gibeá e Jerusalém (Is 10:30). Assim sendo, David privado de sua esposa, se casou com a viúva que havia sido tão sábia e que o havia livrado da Violência. Esta união gerou um filho chamado em II Samuel 3:3 Quileabe que quer dizer Perfeição ou “extamente como seu pai”. Não se sabe por que se chama Daniel em I Crônicas 3:1. Porém, Daniel é “Deus é meu juiz” e esse nome também expressa bem sua justificação dada por Deus ao julgar a Nabal por suas más ações.

Nuevo comentario biblico siglo XXI (Trad. Livre Doutores de Almas)

“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor.” (Rm 12:19) Mesmo diante de afrontas, intrigas, ataques e etc., não é uma atitude cristã agir como vingadores, justiceiros ou “ensinadores” (dando o “troco”, revidando ou armando situações). David foi despertado a tempo e compreende que Deus o está livrando de ser tão louco quanto Nabal (I Sm 25: 32-34). Neste caso, o futuro rei teria agido pior que Saul! Assim, ele aprendeu que Deus sabe fazer justiça a seus escolhidos, e nós aprendemos que ações, atitudes, palavras, desejos e sentimentos, decisões e projetos  baseados na ira poderão manchar para sempre a linda história que Deus está escrevendo sobre nós.


3.2 Aprendendo com Abigail

Conceitos orientadores: lições; amplitude; compreensão; alcance mental, visual e espiritual; atitudes práticas; decisões; necessidades vitais; experiência pessoal; mestres e tutores

            O que mais nos lastima é a ausência de atitude de algumas pessoas em relação aos conflitos que lhes surgem. Abigail nos ensina que, antes de tomar qualquer atitude, devemos observar o quadro da situação por inteiro. Ela examinou os dois lados, compreendeu a insensatez de seu marido e foi capaz de conter a ira de Davi. Ela foi direto ao alvo. Eles estavam com fome, não adiantava argumentar, chorar ou orar. Então ela levou comida. Ela tinha que resolver, não podia esperar pelo marido, então agiu. O que Deus espera de nós em momentos como esse? Apenas uma atitude e nada mais (Ec 11:4).


3.3. Davi se casa com Abigail

Conceitos orientadores: doenças psicossomáticas; instabilidade emocional; desejos e sentimentos destrutivos; amparo; gratidão; louvor, reconhecimento e retribuições; afetividades

Apoplexia. Este termo refere-se a uma ruptura ou obstrução de uma artéria do cérebro, causando derrame. Quando Abigail falou a Nabal de seu insulto a Davi e de suas horrendas consequências, "...se amorteceu nele o coração, e ficou ele como pedra"; dez dias mais tarde ele morreu (I Sm 25:37-38). Esses sintomas sugerem que ele sofreu um ataque de apoplexia. O mesmo pode ter acontecido a Uzá, que tocou a arca da aliança (II Sm 6:7), bem como a Ananias e Safira (At 5:5, 9-10).

        Vida Cotidiana nos Tempos Bíblicos

            O que parecia uma tragédia terminou de forma feliz¹ tanto para Davi quanto para Abigail. Nabal morreu de um ataque apoplético, provocado por sua devassidão e ira. Desse modo, Davi manda buscar a Abigail e a toma como esposa, reconhecendo não somente seus feitos e suas qualidades, mas acima de tudo grato a quem tanto devia. E, ela, graciosa e humilde, aceitou, declarando-se indigna. O versículo 35 é a resposta do Senhor a todos os que nele se refugiam, e assim cada um se casa com Ele, depois que o primeiro marido morre. Em um momento Abigail simboliza o Espírito Santo, que desce até nós para nos impedir de tomar atitudes drásticas. Em outro, Abigail representa a vida do pecador casado com insensatez.
A intercessão de Abigail por Nabal diante do rei, muito nos lembra o que fez nosso Senhor por nós. Ele enfrentou a morte por nós, e alcançou para cada um de nós o favor do Pai Abigail não implora por justiça, mas par perdão, aceitando uma culpa que nunca foi sua. As palavras de Abigail derretem o gelado coração de Davi, e quem mais teria palavras capazes de fazer o nosso coração falando conosco pelo caminho? (Lc 24:32b). Do mesmo modo que Abigail se ofereceu para ser punida pelos pecados de Nabal, Cristo o fez por nós. Abigail desviou a ira de Davi, e Cristo não fez o mesmo por nós, desviando a ira de Deus?

¹ Nota MDA: Notemos que este “feliz”, tem um sentido egoísta e romântico-cinematográfico: Deus não deseja a morte, perdição, mal nem sofrimento dos homens (de nenhum eles)! Davi ficou feliz: se livrou de uma morte covarde, arranjou comida e uma outra esposa. Abigail ficou também feliz: evitou todas as eminentes perdas que já citamos e não viu seu esposo ser chacinado (e não ficou viúva). Como ficou alma de Nabal? “Final Feliz” é algo muito simplista e pode ser até mesmo piegas.


Conclusão

É muito confortante saber que, mesmo em momentos como este, o mal domina as nossas mentes como dominou a de Davi, Deus é capaz de enviar alguém da qualidade e sabedoria de Abigail para falar ao nosso coração como fez com seu ungido. Abigail nos lembra muito ao Senhor a quem servimos. Pois quem seria capaz de assumir a culpa por algo que não fez, arriscar a vida por alguém que jamais reconheceu seu valor? Quem, senão Cristo?


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/NTLH
Davi, A Lâmpada de Israel (revista professor) – Editora Betel – 4º Trimestre 2013 – Lição 07
Davi, As vitórias e as derrotas de um homem de Deus (revista) – CPAD
Comentário Bíblico Matthew Henry Conciso AT/NT – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Romanos – Eduardo Kittler (link)
Comentário Bíblico Moody AT/NT – Editora Batista Regular
Costumes da Bíblia - O Trabalho dos pastores (link)
Teologia Sistemática – Stanley M. Horton – CPAD
Costumes e Culturas – Bárbara Bums, Décio de Azevedo e Paulo B. F. Carminati – Ed. Vida Nova
Modelo Social do Antigo Testamento – Landa Cope – Ed. Jocum Brasil
Vida Cotidiana nos Tempos Biblicos – Merril C. Tenney, J. I. Parker e William White, JR. – Ed. Vida
Nabal e Abigail (link)
Querida Abi (link)
http://www.wikipedia.org

Em Espanhol

Nuevo comentario biblico siglo XXI – editorial mundo hispano (El Paso, TX, EE. UU.)
Usos Y Costumbres de Las Tierras Biblicas (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

O Sofrimento do Justo (link)
O Drama do Homem, A Providência de Deus (link)
Costumes Hebraicos (link)
Costumes da Bíblia - O Mercado, coração da cidade (link)

Questionário

1. Por que Davi resolve exterminar Nabal?
R. Por causa de sua insensatez e injustiça para com ele e seus homens.
2. O que significa o nome Nabal?
R. Insensato, tolo.
3. Como se chamava a mulher de Nabal?
R. Abigail.
4. Que tipo de lição aprendemos com Abigail?
R. Que devemos nos tomar pessoas de atitudes.
5. A quem Abigail se assemelha em suas atitudes?
R. Ao Senhor Jesus.

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