domingo, 16 de março de 2014

EBD Editora Betel - Budismo e o seu Crescimento Sutil e Silencioso

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 12 – 23 de Março de 2014
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Texto Áureo

“Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam”. Is 64:6

Verdade Aplicada

A justiça própria é inimiga do Evangelho de Cristo; O homem que busca ser salvo por meio de suas boas obras, está enganando a si mesmo.

Objetivos da Lição

Levar ao aluno o conhecimento das Origens e História do Budismo;
Mostrar alguns termos da Teologia Budista;
Refutar as heresias do Budismo.

Textos de Referência

Is 64:5 - Tu sais ao encontro daquele que, com alegria, pratica a justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos. Eis que te iraste, porque pecamos; há muito tempo temos estado em pecados; acaso seremos salvos?
Is 64:6 - Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam.
Is 64:7 - E não há quem invoque o teu nome, que desperte, e te detenha; pois escondeste de nós o teu rosto e nos consumiste, por causa das nossas iniquidades.
Is 64:8 - Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obras das tuas mãos.


Introdução

Sem ortodoxia ou crença divina, o Budismo tem conquistado pobres e ricos mundo afora. Cada país ou região onde o Budismo foi difundido, ganharam contornos populares, novos rituais, mosteiros, templos e diferentes escolas; somando atualmente no mundo mais de 400 milhões de adeptos. Essa seita chegou ao Brasil através dos imigrantes japoneses, no início do século XX e, de forma silenciosa e sutil, dia a dia, registra crescimento assustador.

Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si.
O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, entre Índia e Nepal. Seu pai, era um regente e sua mãe, Maya, morreu quando este tinha uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Sidarta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula.

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Trata-se do sistema ético, religioso e filosófico criado na região da Índia pelo príncipe hindu Sidarta Gautama, o Buda, que viveu entre 563 e 483 a.C., aproximadamente. Buda, que é um título e não um nome próprio, significa “aquele que sabe” ou “aquele que despertou”, e deriva-se de Bodhati, que quer dizer “ele desperta-se” ou compreende”. Tal título é aplicado a alguém que atingiu um nível superior de entendimento e a plenitude da condição humana.

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1. Origem e História do Budismo

O Budismo parece ter sido um fenômeno marginal, pouco se conhecendo dos seus primeiros tempos. Dois importantes concílios tiveram lugar, embora o que sabe deles baseia-se em fontes posteriores.
O Primeiro Concílio Budista ocorreu em Rajagriha pouco tempo depois da morte de Buda, sob o patrocínio de Ajatashatru, Imperador de Magadha, tendo sido presidido por um monge chamado Mahakasyapa. O concílio tinha como objetivo registrar os ensinamentos orais do Buda (Sutra) e codificar as regras monásticas (Vinaya). A Ananda, primo de Buda e seu discípulo, foi pedido que recitasse os discursos do Buda e outro discípulo, Upali, recitou as regras da vida monástica. A recitação do Vinaya por Upali foi aceita como oVinaya Pitaka e a recitação do Dhamma por Ananda ficou estabelecida como o Sutta Pitaka. Estes dois elementos, constituem a base do Cânone Pali, referência de ortodoxia em toda a história do Budismo.
O Segundo Concílio Budista foi convocado pelo rei Kalasoka, tendo decorrido em Vaisali, na sequência de conflitos entre escolas tradicionais do Budismo e um movimento de interpretação mais liberal conhecido como os Mahasamghikas. Para as escolas tradicionais, o Buda tinha sido um ser humano que alcançou o estado de iluminação, e este poderia ser facilmente alcançado pelos monges seguindo as regras monásticas. Para os Mahasamghikas esta perspectiva era demasiado individualista e egoísta, propondo como verdadeiro objetivo o atingir do estado de budeidade. Tornaram-se proponentes de regras monásticas menos rígidas, que pudessem apelar a um maior grupo de pessoas.

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Na índia, os Brâmanes (casta dos sacerdotes), eram considerados legítimos intermediários entre a humanidade e os deuses. Os indivíduos pertencentes às castas inferiores não podiam realizar rituais e cultos. Por volta do século VI a.C., muitos indianos questionavam a tradição e a rigidez da religião existente: o bramanismo ou religião védica. Foi neste contexto de profunda indagação religiosa e filosófica que o Budismo surgiu.
            Chocado com a Doença, com a Velhice e a com Morte, Sidarta resolve sair de casa aos 29 anos, partindo em busca de respostas para o sofrimento humano. Junto com um grupo de ascetas, ao qual se associou, passou seis anos jejuando e meditando. Por dias, sua refeição diária total era um grão de arroz. Após este episódio, cansou-se dos ensinos do Hinduísmo. Ainda sem encontrar suas respostas, separou-se do grupo.
            Após sete dias sentado debaixo de uma figueira, disse ter alcançado a Iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao contar tal experiência a cinco amigos seus, estes o denominaram de Buda (iluminado, em Sânscrito); logo seguiu pregando sua doutrina pela Índia. Todos os desiludidos pela crença Hindu, especialmente os da Casta Baixa, ouviram atentamente tais heresias. Buda foi deificado pelos seus discípulos, após sua morte com 80 anos (como muitos fundadores de seitas e religiões heréticas).
O sistema de castas dividia a sociedade indiana em quatro classes principais: 1) os Brâmanes (sacerdotes); 2) Os Xátrias (guerreiros); 3) Os Vaixás (comerciantes, camponeses e artesãos); 4) Os Párias (servos). Essas classes, por sua vez, subdividiam-se em dezenas de outras. A classificação das castas era determinada pela hereditariedade, sendo proibida a mistura entre pessoas de castas diferentes. Ensinam que só é possível passar de uma casta para outra pela morte e reencarnação. Quem contrai matrimônio com pessoa de outras castas passa à condição de pária, sendo destituído de todos os direitos sociais. Em 1950, a Constituição Indiana dissolveu o sistema de castas no país, mas elas continuam tendo grande influência social na índia moderna, apesar de haver agora mais mobilidade social entre elas. O tal sistema de castas é reprovada na Bíblia (Gl 3:28).


1.1 O Fundador do Budismo

O Budismo não pode ser classificado como Religião, pois não há o culto de uma divindade; seria mais correto qualificá-lo como uma filosofia espiritualista. Buda não é uma pessoa, é um título que vários mestres já usaram, e significa “ aquele que sabe” ou “ aquele que despertou”, identificando alguém que atingiu um nível superior de compreensão do universo e transcendeu a condição humana. O Buda mais conhecido foi, sem dúvida, Sidarta Gautama, o Sakya Muni, o real fundador do Budismo. A filosofia derivada dos sermões de Buda foi levada a todo o  Oriente e, ao se mesclar com a cultura de cada região criaram-se correntes diversas de pensamentobudista, que diferem mais nos ritos do que nos conceitos básicos: o Budismo Indiano, o Budismo Chinês, o Budismo Japonês, e o Budismo Tibetano. 

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Por volta de 560 a.C., nascia na Índia Siddharta Gautama, um príncipe criado por seus pais cheio de cuidados e longe dos sofrimentos. Aos vinte e nove anos, passeando entre as pessoas comuns, viu um idoso, um doente e um cadáver humano; era seu primeiro encontro com a realidade fora dos muros do Palácio. Conheceu sofrimentos que nunca imaginara existirem. Chocado, deixou o Palácio e sua família para procurar uma solução a tudo isto. Após seis anos neste grande sacrifício e peregrinação, sentou-se embaixo de uma figueira para meditar. Após oito dias, finalmente sentiu-se iluminado. O Budismo diz que ele havia achado suas respostas: “Eu e todos os seres do Céu e da Terra, simultaneamente, nos tornamos o Caminho”. Isso significa dizer que o homem “depende apenas de si mesmo para ser salvo”. Com esta compreensão, tornou-se o primeiro “Buda” (Iluminado).


1.2 O Budismo e sua grande influência no Mundo

O Budismo hoje

Embora os preceitos budistas não tenham a pretensão de possuir uma validade absoluta, contempla-se entre seus adeptos um ardor missionário bastante expressivo. Esta filosofia propaga o próprio desejo de Buda, de que seu conhecimento seja transmitido ao Mundo e não restrito a um grupo específico no meio budista. Após a morte de Buda, o grupo religioso passou a se alastrar em regiões muito além de suas origens. Apresentando um discurso que versa sobre a libertação de todos os homens, o Budismo hoje possui um número de seguidores equiparável ao número de evangélicos, conquistando a simpatia de inúmeras pessoas no Ocidente.

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No Brasil, o Budismo foi introduzido por imigrantes japoneses no início do século XX e,  a partir de 1950, começaram a chegar missionários e foram fundadas as primeiras organizações no Estado de São Paulo.
Atualmente há comunidades de todas as correntes Budistas no Brasil em todo o Território Nacional. Estima-se que cerca de 800.000 pessoas professam o Budismo como opção religiosa- filosófica. 
O essencial do Pensamento Budista está nas Quatro Nobres Verdades, enunciadas por Buda, na crença de que os seres humanos estão presos a um ciclo de morte e renascimento (Samsara) enquanto as conseqüências de seus atos os prenderem (Karma). A existência humana está sujeita ao Sofrimento, Doença e Morte, ciclo este que só pode ser rompido ao se compreenderem e cumprirem as Quatro Nobres Verdades.

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No século III a.C. o Budismo chegou ao Sudeste Asiático e se difundiu no Sri-Lanka, Tailândia, Nepal e Butão. No primeiro século da Era Cristã, essa seita atingiu a China, a Mongólia, a Coréia e o Japão, estendendo-se para o Vietnã, Camboja e Indonésia. No Japão, adquiriu “status” de religião oficial. Atualmente, o Japão possui cerca de sete mil templos budistas, sendo hoje um dos principais centros budistas do Mundo.


1.3 Livro Sagrado do Budismo

Tripitaka. Em Páli - uma língua da Índia antiga, onde o Budismo nasceu -, Tripitaka significa "três cestas", numa referência às três partes do livro: o "Vinaya", com as regras de conduta, o "Sutta", que reúne os discursos de Buda, e o "Abhidhamma", que é mais filosófico. A história desse livro sagrado e do Budismo remonta à trajetória do indiano Sidarta Gautama (560-480 a.C.), que abandonou uma vida de luxo para buscar a sabedoria. Depois de meditar um bocado, ele concluiu que o sofrimento era causado pelos desejos que atormentavam a mente dos homens, como a Corrupção, o Ódio e a Ilusão. Para Sidarta, se o Homem aniquilasse esses desejos, atingiria o Nirvana, um estado de paz longe de todo o sofrimento. Por causa dessa descoberta, ele tornou-se Buda, que em Sânscrito significa "o Iluminado". Por mais de 40 anos, ele percorreu a Índia ao lado de discípulos disseminando suas doutrinas. "Ao longo de sua vida, os 84 mil ensinamentos de Buda foram transformados em sutras, espécie de regras para a vida cotidiana. São elas que compõem o Tripitaka", diz o Lama (sacerdote budista) Padma Norbu, do Templo Odsal Ling, em São Paulo.

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O principal livro sagrado budista consiste no Tripitaka, livro compartimentado em três conjuntos de textos que compreendem os ensinamentos originais de Buda, além do conjunto de regras para a vida monástica e ensinamentos de filosofia. A corrente do Budismo Mahayana ainda reconhece como códigos sagrados os Prajnaparamita Sutras (guia de sabedoria), o Lankavatara (revelações em Lanka) e o Saddharmapundarika (leis). A crença budista toma a reencarnação como verdade.

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A Doutrina Budista e sua filosofia estão escritas em um conjunto de livros denominados “Cânone”. Originalmente escrito no idioma Páli, tal obra é chamada de “Tripitaka” ou “Três Cestos”. Cada um deles possui um tipo de texto, falando sobre:
1) Autodisciplina e regras monásticas
2)Contém os sermões de Buda, as parábolas e histórias contadas para explicar os ensinamentos e a vida de Buda
3) Doutrinas e a filosofia Budista.

Escrito após a morte de Buda, o Tripitaka chegou ao Ceilão no século III a. C. Dali foi difundido para outras regiões, recebendo o acréscimo de novos textos. O “Cânone Tibetano” possui os sermões de Buda e das regras monásticas, além de tratados filosóficos, poemas, crônicas e textos de Medicina e Astrologia.



2. A Teologia Budista

A Teologia Budista é extensa e complexa; acredita-se que Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos. Veja alguns deles:

Teologia do Budismo
·     A Divindade: não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do Mal e do Sofrimento é uma refutação da crença em Deus. Os que querem ser iluminados, necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais.
·     Antropologia: o Homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária.
·     Salvação: as forças do Universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados (salvos).
·     A Alma do Homem: a Reencarnação é um ciclo doloroso, porque a Vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções.
·     O Caminho: o impedimento para a Iluminação é a Ignorância. Deve-se combater a Ignorância lendo e estudando.

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2.1 O Budismo e o ensino sobre Deus.

O Budismo ensina e crê em vários deuses, e afirmam que a existência deles é temporária, igualmente à Vida Humana. Ensinam que, como os homens morrem e tornam a nascer, os deuses também passam pelo ciclo do Renascimento. Devido a isto, os deuses são insignificantes. A Bíblia relata a Criação do Homem. Isto mostra Criador sua Criatura: Deus é superior à vida humana (Gn 1:27 e I Tm 6:16).


2.2 O Budismo e o ensino sobre a Salvação

DEUS - Tudo é Deus (Panteísmo). Cada homem possui uma energia vital. De um modo geral são ateístas (não crêem num Ser Supremo). Muitos budistas acreditam em Buda como um iluminado universal, com estado de consciência igual a Deus. Não acreditam num Deus imanente (sempre presente), pessoal e transcendente (superior, excelso).

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O Budismo também se baseia primeiramente em obras. Buda cria que a chave para se alcançar o Nirvana, que é alegadamente o estado de perfeição e de felicidade, é através de um entendimento das Quatro Nobres Verdades, e através da prática do Nobre Caminho Óctuplo.
Em essência, as Quatro Nobres Verdades declaram que nós suportamos o sofrimento por causa de nossos desejos ou de nossos anelos. Essas “Verdades” afirmam que o sofrimento cessará quando pararmos de tentar satisfazer aqueles desejos. De acordo com o Budismo, podemos atingir isso seguindo o Nobre Caminho Óctuplo, o qual possui os elementos da “visão correta, intenção correta, fala correta, ação correta, sustento correto, esforço correto, cuidado correto, e concentração correta”. Tudo isso é feito por meio dos esforços humanos, isto é, “por se fazerem as coisas corretas” a fim de se atingir o Nirvana.

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A Salvação ocorre com o fim da própria ignorância. Para tanto, seria necessário saber as “Quatro Nobres Verdades”:

1) Toda existência implica dor - no Nascimento, na Idade, na Morte e na Doença
2) A origem do Sofrimento é o desejo e o apego à busca dos prazeres
3) A solução para o Sofrimento está no controle e abandono desses desejos
4) Conhecer os oito caminhos que levam ao fim do Sofrimento: crença correta, sentimento correto, fala correta, conduta correta, maneira de viver correta, esforço correto, memória correta e concentração correta.

Os budistas seguem um conjunto de normas éticas (“Os Cinco Preceitos”). Paulo diz que a justiça ou retidão pessoal não são suficientes diante de Deus (Rm 3:20) e que Abraão não foi justificado pelas “obras” da Lei (Rm 4:2). As leis, estatutos, regimentos, regras ou normas, por mais benéficos e sublimes que sejam não conferem nem garantem a Salvação aos homens (Gl 3:21). Logo, observar rigidamente um “conjunto de regras” (Rm 3:28), não salvará o Homem.
Os oito caminhos, ou “Caminho do Meio” e ainda “O Nobre Caminho Óctuplo” como são também conhecidos, para o Budismo é uma espécie de guia para o desenvolvimento mental das habilidades benéficas que devem ser praticadas. Veja o que significam os oito caminhos: 1) Compreensão correta - entender os ensinamentos de Buda; 2) Pensamento e atitude corretos - pensar o bem; 3) Palavra correta - não mentir e não usar palavras agressivas; 4) Ação correta - não prejudicar nenhuma pessoa ou animal; 5) Modo de vida correto - não causar sofrimento aos outros; 6) Esforço correto - pensar antes de agir; 7) Atenção correta - manter-se alerta e consciente; 8) Concentração correta - manter a mente calma e concentrada A Bíblia afirma que a salvação é individual e obedece a três estágios: 1º justificação, 2º regeneração; 3º santificação. A salvação necessariamente precisa da justificação em Cristo, sem a qual, os outros dois estágios se tomam irrelevantes.


2.3 O Budismo e o ensino sobre o Pecado

O Pecado está ligado ao desejo. Disto todos sabem. Diz o Budismo que desejo que causa sofrimento e dor, deve ser eliminado para que o homem se liberte de sua ignorância. Se assim fosse, bastaria que fizéssemos mudanças comportamentais, mentais e preferenciais (desejos) para sermos livres do Pecado e salvos. Entretanto, a Escritura mesmo diz da cura: “onde o Pecado abundou, superabundou a Graça” (Rm 5:20). A Palavra de Deus prova que o Pecado não é apenas desejo, vontades ou sentimentos; ele penetrou na própria Natureza Humana (Sl 51:5). O princípio da herança pecaminosa com suas diversas manifestações entre os homens, que governa sobre eles qual um tirano também é explicado (Rm 5:12).



3. Os Principais Ensinos do Budismo

O Budismo ensina que para alcançar a Libertação ou a Salvação, o Homem não depende de nenhum deus ou autoridade transcendental, apenas de si mesmo.

Posição ética: existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo:

· proibição de matar;
· proibição de roubar;
· proibição de ter relações sexuais ilícitas;
· proibição do falso testemunho;
· proibição do uso de drogas e álcool.

No Budismo a pessoa pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior.

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3.1 O Nirvana

O que é Nirvana?

O Nirvana é a mais alta felicidade, um estado completamente além do sofrimento. Todos aqueles que atingiram algum grau de iluminação desfrutam da paz do Nirvana. Aqueles que atingem o Nirvana não estão mais sujeitos ao renascimento no Samsara — a existência cíclica — porque estão além do ciclo da Morte e Renascimento. O Samsara é condicionado, isto é, surge de causas e condições; já o Nirvana é incondicionado, não depende de causas e condições. Por isso, o Nirvana não é um lugar, pois transcende o espaço; e o Nirvana é eterno, pois transcende o Tempo. O Nirvana não é a "extinção do Ser", mas sim a "extinação do Sofrimento".

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O conceito básico do Budismo é a meta máxima de prática espiritual dos praticantes. O “Nirvana” seria um estado de paz e tranqüilidade alcançado através da Sabedoria, segundo a Monja Coen Murayama, da Comunidade Zen-Budista de São Paulo. O origem da palavra vem de nibbana ("extinguir”, “apagar" em Páli, língua morta semelhante ao Sânscrito. O conceito é usado em várias situações, como para designar a Morte. Diz-se, como exemplo, que Buda em pari-nirvana (tranqüilidade final), ao expirar. Uma pessoa ao chegar ao fim do Samsara (ciclos de renascimentos e sofrimentos) alcança o nirvana, segundo os ensinos.
Meditação e busca diária de vários ensinamentos que primam correção do modo de vida, como ser ético, paciente e generoso, visam os praticantes da religião para chegar a esse estado de total paz interior. A Bíblia ensina que a Libertação por meios próprios é ineficaz (Jo 1:29).


3.2 O Carma

Para se definir karma devemos primeiro saber o que o karma não é. Geralmente as pessoas confundem esse conceito ligando-o muito à um uso causal. Normalmente as pessoas falam resignadamente sobre uma situação em particular e fazem uso da idéia de Karma para se reconciliarem com ela. Quando as pessoas falam de Karma desta maneira, subentende-se que Karma é um veículo de escape assumindo todas as características de uma crença em predestinação, ou destino. E com certeza este não é o significado correto de Karma.
Em um nível mais fundamental, a Lei do Karma nos ensina que certos tipos de ação nos leva inevitavelmente à resultados similares. Se fazemos algo beneficente, cedo ou tarde obteremos um resultado beneficente, e se fazemos algo danoso nós inevitavelmente obteremos um resultado danoso. Isto é o que queremos dizer, no Budismo, quando nos referimos que certas causas nos trazemos efeitos particulares que são similares na natureza àquelas causas.
No ensinamento Budista, a lei do karma, diz somente isto: 'para todo evento que ocorre, seguirá um outro evento cuja existência foi causada pelo primeiro, e este segundo evento poderá ser agradável ou desagradável se a sua causa foi benfazeja ou não.' Um evento benfazejo é aquele que não é acompanhado por cobiça, resistência ou ilusão; um evento incorreto é aquele que é acompanhado por uma dessas coisas. (Eventos não são corretos por si só, mas eles são chamados assim somente em virtude dos eventos mentais que ocorrem com eles.)

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Carma: Ciclo ininterrupto de encarnações e desencarnações (Reencarnação). Nascimentos e mortes ocorreriam àqueles que se prendem às ilusões dos desejos. Na morte, a pessoa carregaria efeitos de todos seus atos e pensamentos. Aprisionada, retorna ao Plano Material com os vícios anteriores (impulsos, sensações, atrações e experiências de vida). O Carma estaria ligado à Lei de Causa e Efeito. Atitudes e atos negativos e positivos sendo transmitidos de uma versão (encarnação) para outra. Este ciclo constrói, em parte, a mente iludida. Atingindo o Nirvana (ao vencer o “eu individual”), a ilusão de renascimentos é desfeita. O Evangelho de Cristo ensina aos homens para que decidam o seu eterno destino em uma única vida (Mt 25:46). Paulo enfatizou: “... eis aqui agora o dia da salvação” (II Co 6:2).
Algumas seitas, como o Budismo, ensinam que doenças e outros males da vida, são consequências de atos cometidos em encarnações anteriores; e que, em uma nova encarnação, nasce com um “carma” (ver item 3.2). No texto de João 9:1-3, registra que Jesus curou um homem que havia nascido cego. Os discípulos de Jesus lhe perguntaram: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9:2). Jesus respondeu: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9:3). Se Jesus cresse na Lei do Carma, não teria dito isso; antes, teria dito que o homem nasceu cego por causa dos pecados cometidos em uma vida anterior. O ensino da reencarnação é contrário ao que é ensinado pelas Sagradas Escrituras como um todo. A doutrina da reencarnação e a Doutrina do Carma ensinam que as pessoas morrem várias vezes até que alcancem a perfeição (o Nirvana). O texto de Jo 3:3 também é mal interpretado e utilizado pelos defensores da reencarnação. O que Jesus está ensinando não é a reencarnação, mas sim o nascimento espiritual para o reino de Deus.


3.3 Os cinco Preceitos do Budismo

Pānātipātā veramaī sikkhāpada samādiyāmi
Eu tomo o preceito de abster-me de matar seres vivos.
Adinnādānā veramaī sikkhāpada samādiyāmi
Eu tomo o preceito de abster-me de tomar o que não for dado.
Kāmesu micchācārā veramaī sikkhāpada samādiyāmi
Eu tomo o preceito de abster-me de comportamento sexual impróprio.
Musāvādā veramaī sikkhāpada samādiyāmi
Eu tomo o preceito de abster-me da linguagem incorreta.
Surā-meraya-majja-pamādaṭṭhānā veramaī sikkhāpada samādiyāmi
Eu tomo o preceito de abster-me do Vinho, Álcool e outros embriagantes que causam a Negligência.

      http://www.sociedadebudistadobrasil.org

Os Cinco Preceitos (Pali: pañca-sīlāni; Sânscrito: pañca-śīlāni) constituem o código de éticas básico budista, realizado por seguidores leigos (upāsaka e upāsikā) do Buda Gautama no Teravada, bem como nas tradições maaiana. Os preceitos em ambas as tradições são essencialmente idênticas e são os compromissos de se abster de: prejudicar os seres vivos, roubar, má conduta sexual, mentir e se intoxicar. Aceitar os cinco preceitos faz parte da iniciação de leigos budistas e das práticas regulares da piedade leiga budista.
Eles não são formulados como imperativos, mas como regras de formação que os leigos se comprometem voluntariamente de cumprir, a fim de facilitar a prática.

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Além de obedecer às “Quatro Nobres Verdades”, (relacionadas no item 2.2 desta lição), os budistas devem seguir um conjunto de normas éticas denominadas “Os Cinco Preceitos”: 1) Não prejudicar ou matar nenhum ser vivo; 2) Não roubar ou pegar algo que não lhe seja ofertado livremente; 3) Controlar o Desejo Sexual; 4) Não mentir; 5) Não beber nem tomar drogas ou substâncias que embotem a Mente. Estes preceitos podem até ser louváveis, mas não salvam (Is 64:6).



Conclusão

Com um código ético, como pode ser percebido nesta lição, os budistas buscam o livramento da Pecaminosidade da carne, onde só conseguem, no máximo, reprimir a natureza do “velho homem” (Ef 4:22), pois a libertação do poder do pecado só é, alcançada pela graça salvadora que há em Cristo Jesus: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8:36).


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Religiões, Seitas e Heresias – Como identificar e refutar os Falsos Profetas e seus ensinos (revista EBD professor) – Editora Betel – 1º Trimestre 2014 – Lição 12
Seitas e Heresias, Um sinal dos tempos – Raimundo F. de Oliveira – CPAD
Seitas e Heresias (apostila) – Seminário SEMEADOR (link)
Seitas e Heresias DGCEC (link)
Herisiologia (link)
Manual de Apologética Cristã – Esequias Soares – CPAD
ICP http://www.icp.com.br
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Perguntas mais Frequentes sobre o Budismo (link)
Glossário Budista (link)
Os Cinco Preceitos (áudio em Páli)


Bibliografia Indicada (estude mais)

História do Budismo (link)
A Polêmica sobre Supostos “Empréstimos” do Budismo ao Cristianismo e sua Relevância (link)
Semelhanças entre o Budismo e o Cristianismo (link)
Questões Sobre a Ética Sexual Budista (link)
O Budismo e o Homossexualismo (link)
MATRIX: O Budismo Virtual de Hollywood (link)

Questionário

1. Para o Budismo, alcançar a libertação ou a salvação, o homem depende de quê?
R. Depende apenas de si mesmos.
2. Qual o significado da palavra Buda?
R. Iluminado.
3. Em qual país o Budismo adquiriu “status” de religião oficial?
R. No Japão.
4. Segundo o Budismo, quantos ensinamentos Buda deixou para os seus seguidores?
R. Acredita-se que Buda deixou oitenta e quatro mil ensinamentos.
5. Em Isaías 64.6, a que a Bíblia compara a justiça própria do homem?

R. É como trapo da imundícia.

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