quarta-feira, 23 de abril de 2014

EBD Editora Betel - Efeitos Danosos do Complexo de Superioridade

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 05 – 04 de Maio de 2014
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico


Olá, amado! A Paz do Senhor.

Pedimos suas orações e jejuns por uma nova fase que indica despontar para nossos trabalhos. Tememos que não tenhamos mais tempo de elaborá-los. 
Os que verdadeiramente possuem dentro de si o chamado do Ensino, do Evangelismo e do Discipulado (a prática em vinte anos - quatro dos quais no ensino em massa, palestras e Internet - nos mostra que é menos de 5% das pessoas) podem nos escrever que entraremos em detalhes. HÁ VÁRIAS MANEIRAS DE NOS AJUDAR.

Volte aqui mais tarde, por favor.

Shalom

R.S. Costa

Base para o Trimestre

Clique aqui e leia nossa lista de estudos, artigos, apostilas, teses e dissertações que irão te dar bases ministeriais, acadêmicas e clinicais para poder periciar as lições deste trimestre. Leia, releia, anote e assista aos vídeos tantas vezes quantas forem necessárias. Tente ler todos os livros indicados (ao menos os examinem).

Texto Aureo

“Porque o dia do Senhor dos Exércitos será contra o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;” Is 2:12

O Dia do SENHOR (Jeová). Um termo muitas vezes repetido nos livros proféticos. Refere-se à intervenção divina especial na história humana de impor às nações e aos impérios juízos catastróficos. Como um processo, o Dia do Senhor ocorre sempre que Deus esmaga as pretensões e o poder da Sociedade Humana em revolta contra Ele; por exemplo a queda de Nínive e do Império Assírio em 612 A.C., a queda de Jerusalém em 587 e a queda da Babilônia em 539. Mas como uma ocorrência escatológica, o Dia do Senhor é aquele acontecimento final para o qual todos esses juízos anteriores e parciais apontam profeticamente, aquela derrota final de todo o poder humano que precederá a segunda vinda de Cristo (de acordo com II Ts 1:7 - 2:12; II Pe 3:12; Atos 2:20).

      Comentário Bíblico Moody AT/NT

Verdade Aplicada

A Soberba é um mal que precede à queda.

Objetivos da Lição

Definir complexo de superioridade;
Mostrar as consequências desse mal;
Explicar como esse mal se apresenta na igreja.

Textos de Referência

Dn 3:1 - O Rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia.
Dn 3:2 - E o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para que viessem à consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
Dn 3:3 - Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos os governadores das províncias, para a consagração da estátua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.
Dn 3:4 - E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó povos, nações e gente de todas as línguas:
Dn 3:5 - Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o Rei Nabucodonosor tem levantado.


Introdução

O assunto que vamos abordar nesta lição nos mostra o quanto uma pessoa pode ser atormentada por falta de autoconhecimento. O complexo de superioridade não é, na verdade, uma patologia. Ele se apresenta em pessoas que não conseguem lidar com o seu complexo de inferioridade.



1. O Complexo de Superioridade na Igreja

Na Igreja, como em qualquer outro lugar da sociedade, é possível perceber que algumas pessoas demonstram sentir uma incrível necessidade de auto-afirmação, apresentando-se como alguém altamente capacitado em todas as áreas. O sujeito credita ser o melhor em tudo e para todos. Esse tipo de comportamento pode ser um indicativo de que, na realidade, ele sofra do complexo de inferioridade, uma vez que esse complexo se manifesta maquiado como um complexo de superioridade.
O maior exemplo bíblico e teológico de alguém que sofreu deste terrível mal é o próprio Satanás (Is 14:13-15). Nabucodonosor é uma representação de Satanás (Dn 1:1-21).

O fato é que tem gente que se acha muito crente. E se vê superior nessa condição, tanto entre outros cristãos, como entre não cristãos. E sinceramente eu não entendo muito bem essa gente. Tenho observado três tipos de supercrentes que muitas vezes vem sofrendo esse complexo de superioridade de uma forma ou de outra. Analisando os três:

O Super Ungido

Sempre questionei o termo “unção”. Interpreto como algo que vêm de fora, de Deus, sempre pra dentro do crente. Até aí tudo bem. Mas me parece restrito só a isso: receber, receber, e receber. Receber poder, inspiração, palavra, enfim. Me pergunto, o superungido sabe que vida cristã é dar também? Aliás, nunca ouvi uma música que fale de unção usando a palavra “dê” em vez de “receba”. A Biblia não fala que aquele que “perde” é aquele que verdadeiramente “ganha”? (Mt 10.39, Mc 8.35, Lc 9.24).
Você é superungido? Então corra para o mundo e mova montanhas. Ficar na igreja o tempo inteiro cantando e falando sobre unção está longe de te fazer mudar alguma coisa nesse planeta.

O Super Conhecedor

O cara é doutor. Mestre. Leu algumas bibliotecas inteiras. Bacana. Mas há uma tendência em quem conhece demais. Normalmente essas pessoas ficam insensíveis à exortação e aversivas à correção também. Pior ainda: não sentem mais nenhum temor e preocupação em serem corrigidas. E aí nessa liberdade, a vaidade também toma conta, e na prática, acontece um comportamento tendenciosamente babeliano: a pessoa normalmente não consegue mais se relacionar bem com as pessoas por conhecer tanto, e se considera numa posição completamente desnivelada de altura entre si e as outras pessoas que sabem menos.

O Super Trabalhador

O cara é lider de trocentos ministérios. Mas vive mau humorado, cansado, correndo e urrando que nem um cão. Se for conversar com o cara, capaz de levar uma mordida. Existe aí também um problema: o cara tende a pensar que as pessoas impactadas pelo seu trabalho, não precisam mais da sua voz e do seu contato pessoal. O pensamento desse tipo de crente é: “já estou fazendo todo o trabalho para as pessoas serem abençoadas por Deus. Me deixe na minha, e de preferência, arranje um escritorio só pra mim na secretaria da igreja.” É claro que líderes não precisam de gente aos seus pés atapalhando seu trabalho. Mas peraí, tem o outro lado, do relacionar-se com aqueles que estão ao seu lado, e isso não pode ser esquecido.

Não existe supercrente. Nem por unção, nem por conhecimento, nem por dedicação. A Bíblia fala de cabo a rabo que todos nós somos iguais pelo espectro da realidade do Pecado, somos destituídos da glória de Deus, independente de quem somos e do que façamos (Sl 14:3 , Rm 3:10 e 11). Você não é pior que eu e nem ninguém aqui. Nem tampouco melhor.

crentassos.com.br

A igreja é um corpo e cada membro tem uma função. Todos os membros são importantes e para que o corpo cresça saudável é preciso que cada membro exerça o seu papel. Todos os crentes são capacitados por Deus com dons espirituais. Esses dons são distribuídos pelo Espírito Santo e visa à edificação de todo o corpo. Assim, não existe membro auto-suficiente nem membro desamparado. Não cabe na igreja o Complexo de Superioridade nem o Complexo de Inferioridade. O que deve existir na igreja é a Mutualidade.
Dados fidedignos revelam que na igreja vinte por cento dos membros trabalham e oitenta por cento assistem. Há mais expectadores do que trabalhadores. Poucos são os que entram em campo e muitos são aqueles que da arquibancada aplaudem ou vaiam o desempenho dos trabalhadores. Há aqueles que passam a vida toda se preparando e jamais entram em campo para trabalhar. São como aqueles atletas que vivem se aquecendo, mas jamais entram em campo para jogar. São crentes “promessa” e nunca crentes “realidade”.

batistaocaminho.com



Simplificadamente, é quando alguém (até pessoas, já que Satanás e muitos anjos se inflaram) possuem um complexo de inferioridade e tenta compensar tais pensamentos e sentimentos de forma a viver uma fuga (o subconsciente assume o controle sobre a consciência) a qual o leva a se sentir superior: em determinadas situações, vira uma “máscara social”, ocultando ou disfarçando aquilo que faz a pessoa se julgar inferior às pessoas à sua volta (é o conhecido Mecanismo de Compensação).
Uma pessoa ‘incapaz’ (total ou parcialmente, ainda que apenas em sua mente) de exercer habilidades perante grupos (habilidades coletivas de ambientes sociais) passa a agir se impondo soberbamente, como se fosse melhor ou superior em tais habilidades, comparando-se superlativamente com outras pessoas de seu convívio. Isso pode acontecer em ambientes domésticos ou profissionais; é um tipo de marketing pessoal compensador ou disfarçador de falhas e erros.
A falta do autoconhecimento pode produzir diversos sintomas, bem como um comportamento, no qual a pessoa é elevada, cada vez mais, a um patamar de superioridade idealizado por ela.


1.2 A falta de autoconhecimento induz ao erro

Chama-se de autoconhecimento o processo que vai da tomada de consciência do indivíduo em relação ao seu desconhecimento de si mesmo, passa pelo movimento interminável do enxergar a si próprio e da auto-educação e auto-aceitação, e chega até o momento da sua morte física. Em outras palavras, o autoconhecimento é um processo interminável que se inicia com a tomada de consciência do indivíduo, de que ele não vê a si, não se enxerga a si porque foi formado (condicionado) a não se autoconhecer e a viver na periferia de si mesmo.
Após esta tomada de consciência do desconhecimento de si mesmo o indivíduo compreende que, através do exercício do autoconhecimento, ele pode penetrar na jornada do conhecer-se, aprendendo em primeiro plano:
1.  A olhar para si mesmo e a se ver como ele é, como ele se apresenta ou como ele se manifesta.
2.  Ouvir a si mesmo, a perceber a si mesmo tal como ele acontece em todas as suas circunstâncias de vida, ouvindo seu corpo, suas sensações, suas emoções, pensamentos, sua presença, sua saudade de si mesmo sem preconceitos, sem adjetivos, sem dogmas.
3.  Tocar a si mesmo reconhecendo a sua textura e sua vocação de ser.
4.  Não mais temer a si mesmo.
5.  Confiar e valorizar a si mesmo assumindo o compromisso de ser autêntico consigo.

evolucaohumana.com.br

Robert Steven Kaplan tornou-se professor da escola de negócios de Harvard em 2005, depois de uma carreira de mais de 20 anos em Wall Street — a maior parte do tempo como alto executivo do banco Goldman Sachs, de onde saiu como vice-presidente do conselho (não confundir com o professor homônimo, criador da metodologia Balanced Scorecard).
Mesmo com um grande repertório em gestão de investimentos, na academia ele enveredou pela linha de estudos do comportamento profissional. Em seus livros, Kaplan trata da investigação profunda que os profissionais devem fazer em suas fontes de motivação — que, segundo ele, não são investigadas e por isso as pessoas não crescem. É nesse ponto que entra a experiência do mercado financeiro.
Todos nós, e aqui me incluo, temos “pontos cegos”, ou seja, características pessoais das quais não temos conhecimento, mas que são evidentes para quem nos observa. Os profissionais estão em diferentes estágios do processo de conhecimento íntimo.
Nunca conheci alguém que não precisasse de ajuda ou conselho para se desenvolver. Uma pessoa pode prescindir de ajuda durante algum tempo, mas em algum momento certamente precisará conversar. A situação é a seguinte: se você não precisa de conselho, não está produzindo nada. Está parado, não está crescendo.

exame.abril.com.br

Empenhar esforços para conhecer a si próprio e a suas emoções (e variantes). Sondar fraquezas, qualidades, capacidades, defeitos e pontos que devem ser melhorados (alguns talvez até eliminados, como os maus hábitos). Lidar com isso tudo e encontrar as oportunidades para se autodesenvolver é auto-conhecimento.
Percepções e conhecimentos do mundo ao seu redor, nunca esquecendo das pessoas que estão no entorno. Fazendo isto, as chances de sucesso aumentarão grandemente (em todas as áreas da vida).
Assim, devemos estar sempre procurando aprimorar habilidades e competências para poder conseguir contribuir de uma melhor forma dentro dos projetos ou empreitadas em que estamos envolvidos ou pensando em entrar. Este processo exige muita determinação, foco, paciência, perseverança e vontade de se desenvolver.
Podemos perceber através desse ato de Nabucodonosor que ele ainda apresentava os sintomas clássicos já citados como os responsáveis pelo diagnóstico daquele que sofre de complexo de superioridade, todos que incorrem nesse pecado sofrerão a mesma condenação do diabo (I Tm 3:6).


1.3 Sintomas mais comuns do complexo de superioridade

Os Sintomas de um Orgulhoso:

• Crítico
• Não consegue se sujeitar à Autoridade
• Alguém que tem facilidade de entrar em discussão
• Não gosta de pedir perdão
• Sempre tem razão
• Não sabe perder
• É uma pessoa de difícil convivência
• Não aceita opinião e nem conselho, ele está certo: “eu sei o que estou fazendo”. 
• Todos os filhos de Adão são orgulhosos – RM.5:12- Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.

igrejaemsaovicente.com.br

Observamos que tornar-se arrogante ou tratar as outras pessoas como feias, burras, ignorantes, incapazes ou usar a crítica destrutiva para se sentir superiores as outras pessoas, indica início ou avanço do quadro da superioridade. Isso pode incluir sentimentos de inveja além de muitos outros.
Muitos com esse complexo possuem excessiva falsa confiança em sua crença de superioridade, e em muitos casos cometem erros os quais foram gerados por essa crença. Assim, ficam cegos pelo sentimento de superioridade. Há determinadas pessoas que nem mesmo cogitam terem defeitos, ao invés de analisá-los, ignoram tudo referente a isso e os erros seguem e até evoluem (é um tipo de mente cauterizada).
Fatalmente cometerão diversos erros seguidos enquanto não enxergarem seus defeitos, erros e deficiências de forma franca (quem não os possui?). Acomodadas com o nível de suas habilidades - estão convictas de seu brilhantismo - não se preocupam em aperfeiçoamentos. Consertar certos aspectos, em casos mais graves, torna-se urgente já que o quadro pode evoluir para o surgimento do Egoísmo, Narcisismo, afastamentos sociais e outras conseqüências (muitos tornaram-se déspotas, ditadores e opressores devido a soma “Complexo de Superioridade+poder”).
Normalmente, quando a verdadeira face daquele que aparentava ser dócil, delicado, agradável e bondoso se mostra; cobra com veemência o que fez em favor dos outros ou da comunidade. O termo popular “jogar na cara” ou o mais erudito “lançar em rosto” é comumente usado por este tipo de pessoa que, em muitos casos, sente-se traído por aquele a quem ajudou ou praticou algum bem, assumindo assim um comportamento vingativo. O melhor exemplo a ser observado é do bom samaritano que fez o melhor por quem não conhecia e não cobrou nada por isso (Lc 10: 30-37).



2. Um mau exemplo

Sem dúvida alguma, poderíamos citar outros personagens bíblicos, que também ilustrariam bem o tema desta lição, todavia vamos nos deter em analisar a pessoa do rei Acabe. Ele era marido de Jezabel e seu enorme desejo de se sentir poderoso fez com que perseguisse os profetas do Senhor. Seu fim aconteceu tal qual como o Senhor havia dito, e os cães lamberam o seu sangue: “E, lavando-se o carro no tanque de Samaria, os cães lamberam o seu sangue (ora as prostitutas se lavavam ali), conforme a palavra que o Senhor tinha falado” (I Rs 22:38).


2.1 A ânsia pelo poder

O ser humano deseja o poder. Sua vontade de dominação sobre o próximo pode ser vista desde a infância, quando um irmão tenta manipular o outro. Este comportamento pode ser observado nas empresas, onde, por meio dos trâmites corporativos, as pessoas querem que seu próximo se submeta aos seus caprichos. A noção de equipe perde facilmente para este primitivo instinto humano. Para alcançar este objetivo, inúmeras estruturas e processos sociais foram criados. Em todas as instituições sociais existem mecanismos que preveem a manipulação do próximo para subjugá-lo à dominação daqueles que estão no topo da hierarquia. A Igreja não é uma exceção a esta regra.
Como toda instituição social, a Igreja também criou seus mecanismos de dominação. Algumas pessoas, quando assumem uma determinada função de liderança, visando o fortalecimento de sua posição e a inerrância de suas sugestões (que soam mais como uma ordem), usam o trecho de Efésios 5.21-23 para legitimar sua tentativa de dominação sobre seu irmão. Neste trecho, Paulo ensina que todos devem ser submissos uns aos outros.

milhoranza.com

No afã de assumir o poder, a qualquer custo, pessoas se desesperam e perdem totalmente a noção dos conceitos de cidadania, desenvolvimento, cordialidade, civilidade, respeito ao próximo, democracia e diversidade. 
Atitudes, discriminatórias, hostis e truculentas estão virando rotina em Pontal do Araguaia – MT, contra cidadãos de bem que produzem e contribuem para o desenvolvimento do município, inclusive contra mulheres, mães de família, que representam o esteio de nossa sociedade.

pontaldoaraguaianews.com

Ao suceder seu pai, o rei Onri, ao trono de Israel (Rs 16:29). Acabe toma uma atitude que desagrada, não apenas ao povo, mas também profundamente ao Senhor. Ao casar-se com Jezabel, filha do rei dos sidônios, ele deixa claro que, em seu reinado, não haveria lugar para o governo de Jeová. E um de seus primeiros atos foi construir um lugar de adoração ao deus Baal (lRs 16.31-32), esse comportamento demonstra sua intenção em provar que era poderoso.


2.2 Um homem fraco escondido sob a falsa superioridade

Portanto, a incapacidade de se basear nas figuras parentais, para se criar um ideal de desenvolvimento ou uma identidade condizente com a realidade produtiva brasileira, gera vergonha e mantém engessadas as articulações de um nacionalismo saudável. Tanto a vergonha quanto ao desamparo indica aqui um outro sintoma do mesmo complexo de inferioridade.
Alguns fogem da vergonha incorporando e reproduzindo o pai-bandido, assumindo uma persona bravata e arbitrária do tipo “comigo ninguém pode”, nem mesmo a lei. Reproduzindo inconscientemente o comportamento exploratório, imediatista e mercantilista paterno, o corrupto usa a terra e seu ambiente de modo predatório. Nada é para ser fixado ou produzido. Ele não respeita nem a história, menos ainda, suas construções. O objetivo é “tirar vantagem”, “ser esperto” – criar uma falsa superioridade.
Os discursos moralistas são engolidos pelo complexo paterno negativo e, portanto, são ineficientes. Não há nenhuma estima verdadeira pelo pai, tampouco há auto-estima suficiente para assimilar qualquer proposta meramente educativa ou moralizadora.

      pucsp.br

Com o passar do tempo, Acabe se revela um homem fraco e omisso diante das atitudes de Jezabel, que assumiu o comando do reino e mandou matar os profetas do Senhor (I Rs 18:4), intensificando e solidificando o culto a Baal (I Rs 118:19). As atitudes de Acabe em tentar se mostrar um homem cada vez mais poderoso e temido pelo povo, na realidade, escondiam sua incompetência e sua insegurança em relação ao domínio que sua mulher exercia sobre ele.
Na maioria dos casos, os indivíduos que apresentam sintomas do complexo de superioridade sofreram algum tipo de pressão por parte de alguém que consideravam superior e, em consequência disso, são levados a adquirirem tais atitudes que podem causar danos irreversíveis em suas psiques.
Através do perdão sentimos incrível e reconfortante liberdade. O Orgulho quase sempre é inútil e antipático, gera respostas ásperas diante da proposição/pedido de perdoar. Citamos os sentimentos e atitudes acima devido ao fato de que muitas situações nos revestem com uma falsa superioridade, até mesmo quando perdoamos. Primeiro condenamos para depois, “piedosamente”, concedermos o beneplácito do perdão (já pensou nisto alguma vez?). Somos bonzinhos, temos os mais nobres sentimentos, não é mesmo? Errados, estúpidos, insensíveis, grosseiros (quase uns babacas) sejam os outros; nós, perfeitos, magnânimos e etc. Equivocadamente massageamos nosso ego, enchemo-nos de ânimo, satisfação... De repente, começamos a nos “esvaziar” e (erradamente) concluímos: perdoar não vale à pena ...
Com o exemplo do Falso Perdão (só perdoamos genuinamente se não ignoramos, negarmos ou escamotearmos nossa raiva e ressentimentos originais), queremos mostrar como sentimentos ruins e enganadores são podem nos conduzir a absurdos destruidores.


2.3 Um forte desejo de se sentir superior

Um forte indício de que Acabe era acometido pelo complexo de superioridade, encontra-se no episódio em que ele cobiça a vinha de Nabote. Ele não admitia que alguém pudesse possuir algo de maior qualidade e de beleza, uma vez que ele era o rei. Então, revestido da autoridade que sua posição lhe conferia, ordenou a Nabote que lhe entregasse a sua vinha. Uma característica marcante do complexo de superioridade é a de que o indivíduo não respeita quaisquer instituições ou limites e pleiteia para si todos os direitos (II Rs 2:4). No entanto, diante da recusa de Nabote, Acabe logo revelou sua baixa autoestima, externando sua fraqueza e seu abatimento por não conseguir a realização do seu desejo. Na presença de Jezabel (I Rs 21:5 e 6), o rei revela o seu real sentimento de inferioridade, e mais uma vez, deixa-se influenciar por sua mulher para se sentir alguém superior.

A pessoa orgulhosa por não suportar a dependência, menospreza os sentimentos das pessoas, se colocando sempre como um "ser superior", como se estivesse num pedestal difícil de ser alcançado. Precisa fazer com que o outro se sinta diminuído para que ela se sinta superior. São pessoas mais preocupadas em ter do que em ser, e que não possuem autoconhecimento algum.
O conceito exagerado de si próprio, o amor-próprio demasiado, a necessidade de poder, são apenas máscaras que buscam compensar a falta de amor que sentem por si mesmas, pois possuem em geral uma necessidade de auto-afirmação. O orgulho está diretamente relacionado com a falta de amor-próprio, com a ambição pelo poder e com a aquisição de bens materiais, pode ser uma forma de compensar a sensação de vazio.
Esse impulso para o poder, essa necessidade de querer ter mais, pode ainda ser conseqüência do sentimento de inferioridade, e da sensação de desamparo, fragilidade e impotência, presentes em muitos de nós. Porém, esses sentimentos são mais intensos naqueles que, nos primeiros anos de vida, não encontraram junto aos adultos com quem conviveram o conforto, o acolhimento, e o amor que amenizassem esse desamparo.

uol.com.br/vyaestelar



3. Um velho conhecido da Igreja

A igreja do Senhor conhece bem um ser que, desde há muito tempo, tem tentado de todas as maneiras, parecer superior perante a humanidade. Estamos aqui trazendo ao nosso estudo a figura nefasta de Satanás, que, ao longo dos tempos, não tem poupado esforços para se mostrar superior em suas atitudes, levando muitos se perderem em seus planos ardilosos, inclusive utilizando sua mais poderosa arma: a mentira (Jo 8:44).
Mentira e soberba são pejorativo de quem sofre do complexo de superioridade. Satanás é o pai da mentira e originador da soberba. Por isso os que incorrem neste erro será condenados como ele. (II Tm 3:6)

A Soberba (vídeo)

3.1 Uma tentativa desastrosa

Ao se reportar a Eva, no Jardim do Éden, o Diabo não mediu esforços para tentar provar seu conhecimento acerca do Criador. Ele se apresentou como detentor do conhecimento e sobre a qual realmente seria a intenção de Deus em relação ao homem. Segundo Satanás, o Senhor teria interesse em manter um segredo, através do qual manipularia o homem com um fantoche em suas mãos (Gn 3:1-5).
Esse incrível desejo do inimigo, em fazer o homem pecar, indica o seu principal sentimento em relação à coroa da criação, isto é, a inveja; por sentir-se inferior. O fato de ter sido criado como anjo com a função específica de servir (Sl 91:11, Mc 1:13) colocava-o em posição inferior ao homem na hierarquia da criação, pois o homem foi criado para louvar e adorar o Criador (Sl 52:9).

A santidade original do homem não era imutável. A Mutabilidade é uma característica necessária da Natureza Humana. Imutabilidade requer infinidade de conhecimento e poder. A Infinidade é uma característica só da Divindade. Portanto, desde que Deus desejou criar o Homem e não um deus, Ele fez Adão mutável. Isto tornou possível a queda.
Algumas vezes uma explicação do problema da queda do Homem é tentada por representar-se o seu estado original como um de mero equilíbrio no qual foi tão fácil escolher o erro como foi escolher o direito. Em outras palavras, a vontade estava tal estado de indiferença e tão suscetível de agir de um modo como de outro. Uma noção como esta reduz o estado original do homem a uma condição de mera inocência em vez de santidade positiva. Já tocamos nisto e confiamos em que mostramos que, mera inocência, não satisfaz a afirmação que o homem foi criado na imagem de Deus.
A narrativa do Gênesis não faz diferença vital entre Adão e Eva na queda, mas uma distinção está claramente apresentada em 1 Timóteo 2:14, onde se diz que Eva foi enganada e Adão não. Isto quer dizer que Eva caiu em transgressão porque ela foi levada a pensar que o aviso de Deus não era verdade e que ela não morreria como uma penalidade por participar do fruto proibido. Mas com Adão foi diferente: ele não duvidou da Palavra de Deus; ele pecou porque preferiu ser expulso do Éden com sua esposa antes que ficar no Éden sem sua esposa.
Muita vez se pensa que os fatos acima ligam maior culpa ao Pecado da mulher do que ao pecado de Adão, ao passo que o reverso é que é verdade. O Homem pecou por meio da escolha voluntária e cônscia da amizade de sua esposa, antes que a de Deus. Nada disto foi verdade do pecado de Eva.
A noção comum que Satanás está agora no inferno não é correta. O mesmo é verdade da idéia de Satanás ficar sempre no inferno como o que inflige tormento sobre outros. Ele habita agora nos ares (Efésios 6:11,12), tem acesso a Deus (Jó 1:6) e é ativo sobre a terra (Jó 1:7; 1 Pedro 5:8). Mas, finalmente, Satanás será lançado no Inferno. Já notamos que o Inferno foi preparado para o Diabo e seus anjos. 

palavraprudente.com.br (trechos)

O Pecado Predileto de Satanás (vídeo excelente)
A Queda e a Redenção (I) (II)

3.2 O domínio exercido por Satanás

Pessoas que sofrem de complexo de superioridade se tornam alvo fácil ao domínio de Satanás, uma vez que ele próprio foi acometido desse mal. Quando os profetas o comparam ao rei da Babilônia (Is 14) e de Tiro (Ez 28), percebemos que isso está relacionado ao fato de esses reis terem exigido para si adoração como divindade, à semelhança da atitude do inimigo, o que lhes garantiu o mesmo fim, isto é, a queda.

O Diabo pode influenciar o pensamento de um crente, mas não pode possuí‑lo. É nossa mente carnal, o velho homem em nós, que está sempre receptiva às artimanhas do diabo. Por isso é preciso vivermos como manda Gálatas 5.16.
Os ataques do Diabo podem ser identificados por algumas particularidades. Quando ele tentou Eva, havia três coisas envolvidas: A árvore era boa para se comer (concupiscência ou desejo extremo da carne); agradável aos olhos (concupiscência dos olhos); e desejável para dar entendimento (Soberba). Compare Gênesis 3.6 com 1 João 2.16 e você entenderá melhor.
O mesmo o diabo fez na tentação do Senhor, tentando‑o a obedecer ao diabo, buscando alimento para a carne, tentando‑o com uma visão maravilhosa de todos os reinos do mundo para encher os olhos do Senhor e fazê‑Lo desejar aquilo tudo e tentando‑o a exibir poder sobre os anjos em um ato de soberba. (leia Lucas 4.1‑13). Mas o Senhor, que não podia pecar resistiu a tudo com a Palavra de Deus. Devemos usar a mesma espada.

respondi.com.br


3.3 O desejo desenfreado de querer ser adorado

Em sua frustrada intenção de tentar a Jesus após quarenta dias de jejum, o diabo expõe seu desejo em parecer poderoso e, em determinado momento do seu diálogo com o Mestre, coloca-se como dono do mundo, oferecendo algo que não lhe pertencia em troca de adoração. “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lc 4:5 e 6).

É fantástico, Nabucodonosor  personifica Satanás, e Jeová o qualifica de servo, e o envia para realizar suas guerras? Se Nabucodonozor é figura de Satanás e, em obediência a Jeová, cumpre seus propósitos, não é inimigo, mas aliado e servo. Se Nabucodonosor é a Serpente, ou o Dragão, ou Satanás, pois estes são nomes do mesmo demônio, as coisas que aconteceram a Satanás aconteceram também a Nabucodonosor. Por exemplo, Satanás, pela soberba, quer ser adorado como Deus, e Nabucodonosor construiu uma estátua de ouro de 30 metros de altura, e todos deveriam se prostrar diante dela em adoração (Dn. 3:5).
Outra comparação: Nabucodonosor reinava absoluto sobre as nações (Dn. 4:1). Como fosse um rei perverso, como castigo, foi tirado de entre os homens, e transformado numa besta, comia a erva do campo, até que se passaram sete tempos. Depois de passados os sete tempos, Nabucodonosor foi restaurado no seu trono, e voltou a reinar (Dn. 4:32-34). Satanás também tinha poder sobre os reinos deste mundo, mas pela sua perversidade, foi cassado e condenado a se alimentar de pó por sete tempos (Gn. 3:14). Os sete tempos são as sete dispensações que compõe a história do Homem neste Mundo.

verdadesbiblicas.com.br



Conclusão

Outros personagens poderiam colaborar com o nosso estudo como: Golias, Saul, Ninrode, etc. Porém, mesmo que alguns desses não tenham encontrado a resposta para os seus males, sabemos que todo aquele que se encontra com Jesus, descobre que o menor no Reino dos Céus é o maior na Terra (Mt 11:11). Em Cristo encontramos todas as respostas para usufruir de uma vida abençoada, sem necessidade de parecer superior a ninguém. Sentir-se interiormente inferior, pode levar o indivíduo a compensar tal sentimento com a superioridade e isso é um indicativo de que precisa procurar ajuda terapêutica.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Enfermidades da Alma (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2014 – Lição 05
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento – Gary R. Collins – Vida Nova
Aconselhamento Cristão – Gary R. Collins – Vida Nova
Princípios Básicos de Aconselhamento Bíblico – Dr. Lawrence J. Crabb – Refúgio
Jesus, O maior Psicólogo que já existiu - Mark W. Baker – Sextante
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Problemas Cruciais: Uma perspectiva bíblica (link)
A Responsabilidade Pessoal pelos Atos Humanos e o Destino (link)
A Bíblia tem Solução para os Problemas da Depressão, Tendências Suicidas, emocionais e outros problemas similares? (I) (II)
Restauração da Alma - O que é o que não é? (link)
Auto-confrontação (link)
Quadro Avaliativo: Terapia Psicológica x Aconselhamento Bíblico (link)
Supercrentes – O Complexo de Superioridade do Mundo Evangélico (link)
Dezenove Sintomas de uma Auto Imagem Negativa (link)
Antes de Amarrar Satanás (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Jezabel e Acabe (link)
Sede do Poder (link)
Falsa Superioridade (link)
Respondendo a Tentação (link)
Quais são Algumas Formas Modernas de Idolatria? (link)

Questionário

1. Qual a primeira atitude de Nabucodonosor na tentativa de parecer poderoso?
R. Sitiar e tomar escravos em Jerusalém (Dn 1:1-3).
2. Como demonstrava sua incapacidade em conhecer os caminhos de sua psique?
R. Ao não lembrar o que sonham (Dn 2: 5).
3. O que fez Acabe para provar que era poderoso?
R. Construiu um lugar de adoração a Baal (I Rs 16: 31 e 32).
4. Ao se mostrar fraco e abatido na presença de Jezabel, o que revelou Acabe?
R. Revelou a sua real condição, de se sentir inferior a Nabote.
5. Qual é a mais poderosa arma de Satanás?

R. A Mentira (Jo 5:44).

Um comentário:

  1. A paz do Senhor ! Como sou abençoada com seus estudos. Meu desejo é que Deus te dê saúde, disposição e sabedoria para continuar com este trabalho, que tanto auxilia a nós professores da EBD.
    Grande abraço e muito obrigada.

    ResponderExcluir

Colabore conosco: escreva seus pontos de vista, opiniões ou críticas. Contamos contigo neste trabalho