quinta-feira, 3 de abril de 2014

EBD Editora Betel - Vencendo o Medo da Rejeição

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 02 – 13 de Abril de 2014
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Base para o Trimestre


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Texto Aureo

“Então respondeu Moisés e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu”. Ex 4:1

Eis que não crerão. A terceira dificuldade de Moisés, como as outras, centralizava-se em si mesmo. Os sinais de Deus não só seriam um testemunho a Israel e ao Egito, da presença de Deus com o seu mensageiro, mas teriam também a finalidade de infundir confiança e fortalecer a fé de Moisés.

Comentário Bíblico Moody AT/NT

Verdade Aplicada

O medo da rejeição afeta a nossa tomada de decisão em relação à obra à qual fomos separados pelo Senhor.

Objetivos da Lição

Definir o que é medo da rejeição;
Mostrar o que pensa aquele que se acha rejeitado;
Apresentar como devemos nos comportar ante essa situação.

Textos de Referência

Ex 3:1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
Ex 3:2 - E apareceu-lhe o Anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
Ex 3:3 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
Ex 3:4 - Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
Ex 4:10 - Então, disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu não sou homem eloquente, nem de ontem, nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua.


Introdução

É muito fácil encontrarmos, no meio do povo de Deus, pessoas que receberam um chamado especial e, ainda assim, sentem-se incapazes de realizá-lo. O caso de Moisés nos leva a enxergar como essas pessoas se deixam levar por um sentimento negativo que acaba por impossibilitá-los de fazer o que o Senhor espera deles.
            Moisés sabia que fora deixado em um cesto entre a vegetação (junco) à margem do rio, que era de um povo rejeitado pela nação dominante, os egípcios, e que era filho adotivo da filha do Faraó, ou seja, ele possuía muitos incentivos naturais para sentir-se muito inferior. Não é o caso de estar certo ou errado ou não saber confiar em Deus, mas de fatos realmente enganadores da propriocepção (comparar sub-item 3.2).

A Rejeição é bastante poderosa. Deixamos de fazer muitas coisas pelo simples medo de ser rejeitado, até por pessoas que não têm nenhuma ligação emocional conosco. Isso você pode ver no dia-a-dia. Pessoas que têm dificuldades de pedir informação, de chamar alguém pra dançar, de vender algo... Vendedores que buscam clientes fora do seu ambiente de trabalho, que visitam empresas e a abordam pessoas para expor seus produtos e serviços, tem que ser mestres na superação do sentimento de rejeição. A grande maioria vai dizer não ao vendedor, outros vão tratar com indiferença, uns vão até ser grosseiros. Um pequeno percentual é que irá realmente se interessar e comprar no final das contas.
Racionalmente, não seria nada de mais oferecer um serviço ou produto a alguém. O pior que pode ocorrer é se ouvir um não. Mas... emocionalmente não é tão simples.
A Rejeição costuma deixar marcas na auto-estima. Ainda mais quando a pessoa é rejeitada na infância pelos pais. Nesse caso, as marcas podem ser bastante profundas e influenciar o comportamento pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento.
A Rejeição pode ocorrer de várias formas: Filhos que são abandonados pelos pais, levados para adoção, filhos que se sentem preteridos e percebem outro irmão como sendo mais querido, filhos que são criticados demais, não elogiados e comparados negativamente com outras crianças.

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1. O pensamento de Deus

Ao se apresentar a Moisés o Senhor já tinha em mente como iria agir em favor de seu povo. É fato e todos nós sabemos que Deus é o Todo Poderoso e é capaz de realizar qualquer coisa, porém em muitas passagens bíblicas, vemos o Todo Poderoso se utilizando de mãos humanas para realizar a sua obra. Por exemplo em I Sm 17:46, fica clara a intenção do Senhor que poderia ter matado o gigante, mas preferiu se fazer presente através da capacitação fornecida por ele a Davi (I Sm 17:40).

Eu sou o que sou. Outras traduções desta difícil frase incluem: Eu sou quem sou; Eu serei o que serei (Moffatt; Lutero); Eu sou Aquele que existe (Catholic Commentary); Eu faço acontecer aquilo que vai acontecer (Meek, op. cit., pág. 107; e Wm. F. Albright, From the Stone Age to Christianity, pág. 260). O nome expressa "não existência abstrata, mas manifestação ativa de existência. .. não o que Deus será em Si mesmo. . . mas o que Ele demonstrará de Si mesmo aos outros . . . Ele será para Moisés e Seu povo o que Ele será – algo indefinido, mas o que, ao descobrir-se mais completamente o todo de Sua natureza, pelas lições da história e ensinamentos dos profetas, provará ser mais do que as palavras podem expressar" (Cambridge Bible).
Um pensamento semelhante está expresso por Keil e Delitzsch: "A pergunta (v. 13) . . . pressupunha que o nome expressava a natureza e as operações de Deus e que Deus manifestaria em feitos a natureza expressa no nome... (Ele) designou-se por este nome como o Deus absoluto ... agindo com capacidade desagrilhoada e com auto-independência". Comentando o nome de Jeová em Gn. 2:4, os mesmos mestres dizem: "Ele é o Deus pessoal em Sua manifestação histórica na qual a plenitude do Ser Divino revela-se ao mundo ... o Deus da história da salvação. Isto não se mostra na etimologia do nome, mas na expansão histórica". Deus, então, revelou-se a Moisés não como o Deus Criador de poder Elohim, mas como o Deus pessoal da salvação, e tudo o que o "Eu sou" contém será manifesto através dos séculos vindouros, culminando naquele em cujo "Eu sou" ilumina as palavras do N.T.

Comentário Bíblico Moody AT/NT


1.1 É Deus quem escolhe a quem usar

Poderíamos pensar que, ao receber a incumbência divina, a resposta de Moisés fosse: "eis-me aqui", ou, "que queres que eu faça?" Mas não; ainda não estava preparado para isto. Sem dúvida, era a lembrança do seu primeiro fracasso que o impedia de responder assim. Quando se age sem Deus em qualquer coisa é certo ficar-se desanimado, mesmo quando Deus nos manda. "Então, Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?" (versículo 11). Este procedimento em nada se assemelha ao homem que, quarenta anos antes, cuidava que os seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar liberdade pela sua mão (At 7:25). Tal é o homem! Precipitado umas vezes, vagaroso outras. Moisés aprendera muito desde o dia em que matara o egípcio. Crescera no conhecimen­to de si próprio, e este conhecimento produzira modéstia e timidez. Contudo não tinha, evidentemente, confiança em Deus.

Estudos sobre o Livro do êxodo – C.H. Mackintosh

As ferramentas de Deus somos nós... uns são como a chave de fenda, outros como o alicate, outros são como os parafusos, e outros são como as buchas para os parafusos...
Mas, se Deus quiser apertar um parafuso, a chave de fenda não precisa ficar se gloriando, achando que somente ela é capaz de fazer isso.
Irmão, em se tratando de Deus, até a bucha pode apertar o parafuso... então, não se glorie.
É isso que diz o texto: Deus usa coisas “loucas”, coisas “fracas”, coisas “vis e desprezíveis”, coisas que “não são”, aos olhos humanos, para confundir, envergonhar, reduzir a nada aqueles que se acham o máximo.
Desta maneira, ninguém vai poder se gloriar diante de Deus, pois a capacidade humana nada pode realizar para Deus por si mesma, assim como uma ferramenta real não pode cumprir a sua função se não for usada por alguém.

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A Bíblia nos ensina claramente sobre termos fé em paciência, devoção, serviço, humildade e obediência. Não basta a fé sozinha ou um dos outros itens isoladamente; precisamos da harmonia, constância e desprendimento.
O Mundo e seus sistemas nos forçam a sermos impacientes. Assim, muitos odeiam ter de esperar. Seja um encontro, fila, ponto de ônibus ou até pelo Criador e seus planos “lentos”. A espera tenta fazer brotar ansiedade. Ficamos tentados a querer saber do futuro, ver se está chegando aquilo que esperamos.
Necessitamos crer que Deus nos aperfeiçoa: ele planejou e começou a boa obra em nós, assim como nos "aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo" (Fp 1:6). A espera não é um capricho divino, Ele nos coloca em espera para sermos preparados e treinados para lutar, já que a Vitória Final foi garantida na Cruz do Calvário!
Nem sempre o Senhor chama os capacitados, pois a Ele pertence o poder de capacitar o homem para realização de sua abra (Ex 35:30-31), entretanto, no caso de Moisés, o Senhor já o tinha separado desde a sua meninice, visto que o salvara de Faraó (Ex 2:3-4). Todos os acontecimentos que se seguiram na vida de Moisés estavam debaixo da supervisão Divina.


1.2 A excelência de Moisés

Existiu um homem que passou quarenta anos de sua vida sendo ensinado conforme a língua e os costumes da nação onde nasceu. Lá, ele aprendeu inclusive sobre história e administração pública, cresceu entre os príncipes e foi ensinado como eles. Esse homem foi Moisés e a nação era o Egito.
Durante quarenta anos, Moisés foi treinado para viver no palácio de faraó, porém sua vida mudou completamente quando matou um egípcio e fugiu para o deserto. Talvez Moisés pensasse que aqueles quarenta anos de intensos estudos não serviriam para nada, e realmente não serviram imediatamente. No deserto, Moisés teve que aprender na prática sobre agricultura e pecuária, para trabalhar e sustentar a família que veio a formar. Durante quarenta anos, ele se dedicou a essas atividades.

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Na casa de Faraó, Moisés foi extremamente habilitado para qualquer tipo de trabalho (At 7:22) que precisasse desempenhar. Sua criação/educação como príncipe se tornou num possível impedimento para realização do verdadeiro projeto de Deus para sua vida: a formação recebida em toda a ciência do Egito visava torna-lo o futuro Faraó. Deus permitiu que um desatino dele (Ex 2:12), para ficar longe dos planos dos egípcios.


1.3 O aperfeiçoamento de Moisés

Paulo, porém, acrescenta a segunda metade: “Sei ter fartura… sei ter abundância.” Ambas as coisas juntas – é isso que constitui a totalidade da liberdade. É verdade que também Paulo “aprendeu” isso e não o “sabia” simplesmente. Essa liberdade não lhe foi dada como mero presente. É uma palavra útil para nós, e que precisamos levar em conta. Nossos pensamentos equivocados sobre a graça divina e a incapacidade humana para o bem com freqüência geram em nós expectativas tolas, impedindo-nos no “aprendizado” e no necessário engajamento de nossa vontade. Agora, porém, Paulo “em tudo e em todas as circunstâncias está iniciado” – evidentemente uma “iniciação” muito diferente da iniciação nas solenes liturgias dos mistérios! Agora ele “é capaz” de “tudo”.

Comentário Esperança – Werner de Boor

... Quando vemos Moisés, à idade de quarenta anos, afastado de todas as honras e magnificência de uma corte, para passar quarenta anos na solidão do deserto, podemos esperar vê-lo empreender uma carreira de serviço notável; no que aliás não ficamos desapontados. Ninguém é verdadeiramente educado se­não aquele a quem Deus educa. Não está dentro das possibilidades do homem preparar um instrumento para serviço do Senhor. A mão do homem é incapaz de moldar um "vaso idóneo para uso do Senhor" (2Tm2:21). SomenteAquelequequerusá-lo pode prepará-lo; e no caso presente temos um exemplo singularmente belo do Seu modo de o fazer.
... Lemos em Gênesis, capítulo 46:34, que "todo o pastor de ovelhas é abominação para os egípcios" e no entanto, Moisés, que era "instruído em toda a ciência dos egípcios", é transferido da corte do Egito para trás do deserto para apascentar um rebanho de ovelhas e preparar-se para o serviço de Deus. Seguramente isto não "é o costume dos homens" (2 Sm 7:19) nem o curso natural das coisas: é um caminho incompreensível para a carne e o sangue. Nós havíamos de pensar que a educação de Moisés estava terminada logo que se tornou mestre de toda a sabedoria do Egito, gozando ao mesmo tempo das vantagens que oferece a este respeito a vida de uma corte. Poderíamos supor que um homem tão privilegiado havia de ter não apenas uma instrução sólida e extensa mas também uma distinção tal em suas ações que o tornariam apto para cumprir toda a espécie de serviço. Porém, ver um tal homem, tão bem dotado e instruído, ser chamado a abando­nar a sua elevada posição para ir apascentar ovelhas atrás do deserto, e qualquer coisa incompreensível para o homem, qualquer coisa que humilha até ao pó o seu orgulho e a sua glória, mostrando que as vantagens humanas são de pouco valor diante de Deus; mais ainda, que são "como esterco", não somente aos olhos do Senhor, mas aos olhos de todos aqueles que têm sido ensinados na Sua escola (Fp. 3:8).

Estudos sobre o Livro do êxodo – C.H. Mackintosh

Moisés não estava provado e aprovado por Deus. Ele havia de saber o que é viver exclusivamente debaixo da vontade do Criador (Fp 4:12). Torna-se (Deus o tornou) pastor de ovelhas (Ex 3:1). Conhece o que é cuidar de vidas (não mais apenas um alto oficial da corte), protegê-las (não mais um mediador assassino) e guiar aos que desconhecem o caminho a ser seguido (Ex 14:21-22).
Como sabemos, as ovelhas têm algumas características que as tornam vulneráveis, dentre tantas estão: a incapacidade de distinguir entre a boa e a má erva, o que muitas vezes leva algumas à morte por comerem ervas venenosas. Moisés, ao ser levado por Deus a cuidar de ovelhas, pôde aprender que esses animais também são extremamente teimosos e, em alguns casos, precisam ter uma de suas patas quebradas para não fugir à vontade de seu pastor. Quando vemos, em uma ilustração antiga, um pastor carregando uma ovelhinha no colo, logo pensamos que ela é a mais adorada pelo pastor, mas, de fato, pode ser ela a mais teimosa e fujona, que se afasta do grupo constantemente, colocando em risco sua vida, por isso o pastor quebra-lhe a pata e passa a carregá-la no colo, dando-lhe um nome para que, quando ele a chamar, identifique a sua voz e volte imediatamente para o rebanho.



2. Moisés e o medo da rejeição

Como já vimos, havia, em Moisés, tudo o que era necessário para que ele pudesse servir a Deus. Tinha o conhecimento secular adquirido na casa de Faraó e agora também tinha sido preparado pelo Senhor enquanto no trato com as ovelhas. Ao contrário do que era de esperar-se dele, ao invés de aceitar imediatamente o chamado, negou usando diversos motivos, que ele considerava impedimentos, para realização do projeto divino (Ex 3:11 e 4:10).

Superar o medo do fracasso é crucial para se obter sucesso. Não me refiro ao sucesso financeiro, a ser um campeão, ou o líder de vendas, mas sim a conseguir realizar, obter ou alcançar aquilo que pretende dentro dos limites da possibilidade e desejo. Para muitos homens e mulheres muito bem sucedidos e que têm realizado grandes coisas na vida, a falha/erro é percebido apenas como um degrau para alcançar o êxito. Homens como Henry Ford, Winston Churchill e Thomas Edison perceberam que não tentar é o fracasso “verdadeiro” e que não fazer nada, gera nada, não permite a possibilidade de conseguir vir a ser bem sucedido.
Porque provavelmente desconhecem o que realmente é preciso para terem sucesso. Uma razão, é que muitos de nós estamos tão focados no sucesso e na sua obtenção, que nos esquecemos do que é realmente necessário para alcançá-lo. Raramente pensamos sobre as falhas como sendo uma parte da vida e como muitas histórias de sucesso surgiram a partir de falhas ou erros. Ninguém fala quantas vezes Abraham Lincoln falhou nas eleições à presidência, antes de se  ter tornando presidente dos Estados Unidos da América, ou como Bill Gates deixou Harvard antes de se tornar uma celebridade no mundo da informática. Nestes tempos de fácil acesso aos meios de comunicação social e notícias instantâneas, muitas vezes vemos o lado glamoroso do sucesso ao invés dos obstáculos e trabalho árduo que é preciso para chegar lá.
Julgo que a facilidade de contacto que todos temos com o sucesso, a forma como o vemos no nosso dia-a-dia, pode conduzir-nos a uma falsa facilidade na sua obtenção. Pode condicionar-nos a querermos muito obtê-lo, mas sem termos a noção que o sucesso é muito mais um caminho que apenas um resultado.

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Continua...

2.1 Não vão acreditar que Jeová falou comigo

A terceira desculpa de Moisés mostra que ele continua preocupado com sua própria credibilidade. Eles não crerão na minha palavra, ele diz (4:1). Deus reconheceu que esta preocupação era válida, e ofereceu três sinais para confirmar a palavra de Moisés (4:2-9). O bordão se virou em serpente, a mão se tornou leprosa e a água tirada do rio se tornou em sangue. Esta é a primeira vez na Bíblia que Deus concedeu ao homem o poder para realizar milagres. O propósito dos milagres é bem explicado pelo contexto: para confirmar a palavra falada. Quando Elias e Eliseu introduziram a época de profecia do Velho Testamento, realizaram milagres. Quando Jesus e os apóstolos introduziram o evangelho, operaram vários sinais. Os milagres deles tinham o mesmo propósito: "...confirmando a palavra por meio de sinais..." (Marcos 16:20); "... a salvação, ... tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo..." (Hebreus 2:3-4). Quando Deus mandou pessoas com novas revelações, ele confirmou a palavra com sinais milagrosos.

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O Senhor é quem primeiro escolhe um homem para uma obra. O Espírito Santo, desde o nascimento de cada um, é quem vai mostrar aos outros homens se Deus está agindo e se ele é realmente um escolhido do Senhor. Muitos dos comissionados não são reconhecidos por sentirem-se ameaçados e com medo de não aceitações.
É importante ressaltar que existem situações em que algumas pessoas usam de artifícios na busca pela aceitação. Nesses casos, fica a cargo do Espírito Santo revelar a verdadeira intenção de cada um e fazer o que for necessário para que eles sejam cobrados pelos seus atos (At 5:1-10).


2.2 O resultado do medo da rejeição

Quantos de nós nos identicamos com Moisés ?
Temos medo hoje por causa de um fracasso no passado?
Temos medo porque nos sentimos pequenos e temos medo de fracassar ?
Como Moisés lidou com seu medo ?
Como Deus nos conduz afim de que possamos lidar com o Medo ?
Vamos então ao estudo da passagem ...

Ao lidarmos com o medo do fracasso precisamos entender que ...
Nossos fracasso não são o fim da nossa história Exodo 2:11-15
A . Moisés falhou em sua tentativa de ser um libertador
Agiu antes do tempo (2:11 e 12)
Agiu em sua própria força (2:12 e 13)
B . Agir em nossa própria força não gera sucesso mas fracasso
O fracasso leva-nos a experimentar rejeição (2:14)
O fracasso leva-nos a fugir do contexto real do sonho (2:15)
Aplicação
Fracassar não foi uma experiência somente de Moisés é de muitos como nós Tiago 3:2 – Todos nós tropeçamos de muitas maneiras ...
Ec.l 7:20 – Não há ninguém na terra que faz o que é certo todo o tempo e que nunca cometa um engano

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São muitas as situações que podem desencadear o sentimento de rejeição: relacionamento amoroso, familiar, no trabalho e nas amizades. Em casos mais intensos pode-se encontrar a humilhação, o preconceito, o desemprego. Ser rejeitado é um medo bastante comum à maioria das pessoas. Afinal, quem é que não quer sentir-se amado, admirado e querido?
Desde a infância encontram-se muitas situações de rejeição, quem nunca ficou de lado ou se sentiu menos preferido? Nem que seja numa situação como entrevista de emprego ou no início de um namoro. As pessoas têm medo de não serem aceitas em circunstâncias como estas, pois são desconhecidas.
Esse medo pode ser freqüente, no entanto, sua persistência e repetição são preocupantes, pois pode surgir independente da situação real que se vive. Acontece devido à presença de fantasias que sustentam a idéia de que não se é suficientemente bom para os outros.

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O medo da rejeição também pode levar o indivíduo a duvidar da ação divina, tornando mais difícil a sua caminhada na presença do Criador. Não é raro nos depararmos com pessoas, que, mesmo depois de terem uma experiência íntima e pessoal com Deus, ainda duvidem de Sua atuação (I Rs 18:36-39 e II Rs 19:1-4).


2.3 O risco do medo da rejeição

Algumas pessoas podem desaprovar comportamentos ou características suas e ainda assim gostar de você.
A Mente por vezes projeta os nossos sentimentos e emoções em outras pessoas. Alguns concluem que por sentirem ciúme é indicador de que seu cônjuge é infiel. Absurdo? Você pode estar fazendo idêntico: estar se sentindo rejeitada (o), não garante que outros estão te rejeitando.
        Só você e Deus sabem quem você é e do que é capaz (ele muito mais e sempre). Só estes dois determinam o seu real valor. Apenas o Senhor pode (e sempre) lhe mostrar o quanto você vale e é importante. Outros não teem competência, autoridade e nem propriedade para tal.
        Você não possui defeitos ou não tem que melhorar? De forma alguma! Em vários aspectos, quando se muda algo indesejado, mau ou fraco em si mesmo, você ama-se um pouco mais (vale a pena tentar)
        Medos e preocupações com rejeições podem estar relacionado a alguma trauma ou falha do passado, crenças psicológicas ou algo do tipo.  Busque ao Senhor, ore, jejue e faça aconselhamento pastoral (bíblico!).

Como Lidar com o Medo da Rejeição (instruções práticas)


3. Vencendo o medo da rejeição

O medo da rejeição também é conhecido como fobia social, essa fobia se caracteriza pelo medo, ou até mesmo horror, que a pessoa tem de apresentar-se em público. Em alguns casos, evoluem ao ponto de tornar a pessoa completamente incapaz de comunicar-se, mesmo que seja excelente naquilo para o que foi chamada a fazer. Diante de tudo que já estudamos nesta lição, podemos agora observar que a atitude de Moisés, embora tivesse muitos motivos para não a tomar, foi a de aceitar o mandamento do Senhor, uma vez que ele pôde ver as maravilhas feitas pelo Todo Poderoso (Ex 4:3-7). A Bíblia ainda nos fornece um grande exemplo de vitória sobre o medo dá rejeição quando nos fala acerca de Zaqueu, que deu passos importantes em direção àquilo que via como essencial para uma vida feliz (Lc 19).


3.1 O medo da rejeição dificulta o encontro com o Senhor

Devemos incluir Deus em nossas vidas diárias da mesma forma que faríamos com um outro membro da família, sendo que Ele é muito mais importante! Devemos orar a ele, ler Sua palavra e meditar nos versículos da Bíblia, com a intenção de conhecê-lo melhor e poder fazer Sua vontade. Devemos orar por sabedoria, que é a qualidade mais importante que podemos possuir. Devemos levar nossos pedidos a Ele, pedindo no nome de Jesus. Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (Jo 15:16). Jesus foi Quem nos amou tanto que deu Sua vida por nós, e Ele é o único que pôde construir uma ponte entre nós e Deus. Foi Deus quem enviou Jesus; Eles são um e os dois merecem nossa honra, adoração e louvor.
O Espírito Santo também é Deus. Ele é a “parte” que nos foi dada para ser o nosso Conselheiro. “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14:15-17). Jesus disse isso antes de morrer, e depois de Sua morte o Espírito Santo se tornou disponível a todos que estavam realmente procurando a Ele. É Ele quem mora nos corações dos crentes e nunca vai embora. Ele nos aconselha, ensina as verdades e muda os nossos corações. Sem o divino Espírito Santo, não teríamos a habilidade de lutar contra o mal e tentações. Mas já que O possuímos, começamos a produzir o fruto que surge quando deixamos o Espírito nos controlar: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22-23).

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O medo de rejeição causa excesso de desconforto ao sermos observados por pessoas, ou ainda, por única pessoa em eventos sociais ou quando dependam de seu desempenho (Mt 25:18 e 25). Este estado emocional também trás sintomas físicos, tais como: taquicardia, sudorese, boca seca, sensação de que vai desmaiar, pânico, confusão mental, gagueira entre outros.
Ao argumentar com Deus, Moisés apresenta um desses sintomas como desculpa para não atender o chamado de Deus “não sou eloquente, pesado de boca e pesado de língua” (Ex 4:10). Zaqueu foi logo ao encontro de Cristo. Mesmo com tudo que o povo podia ter contra si, (Lc 19:2), Jesus jamais o rejeitaria. Ele, Jesus, é quem realmente pode nos livrar de todo tipo de sentimento negativo (Mt 11:28).
Alguns teólogos afirmam que o pesado de boca e de língua a que se referiu Moisés (Ex 4:10) seria o fato de ele ser gago, já outros apresentam a possibilidade de, na verdade, ele ter dificuldade em falar a língua pátria, uma vez que há muito teria perdido o contato com sua língua nativa. Tais dificuldades podem também, ter-se originado pelo desconhecimento das mudanças sofridas na linguagem ao longo dos anos que ele estivera ausente, como por exemplo, novas expressões idiomáticas e neologismos que naturalmente surgem no vocabulário cotidiano.


3.2 Aceitar o convite do Senhor será benéfico

Todos nós somos um pouco tímidos, ansiosos e inseguros em certos ambientes e diante de estranhos. Esse grau de timidez varia de pessoa para pessoa de acordo com a situação. Embora seja normal ficarmos pouco à vontade nessas ocasiões, vencida a inibição inicial, a tendência é irmos-nos familiarizando com o ambiente e entrosando com as pessoas.
Entretanto, existem indivíduos que fogem dessas experiências como o diabo da cruz. Ficam apavorados só em pensar na possibilidade de viver tais momentos e chegam ao extremo de evitar qualquer contato social. Esse comportamento fóbico se reflete no campo afetivo e profissional e compromete a qualidade de vida. O transtorno pode começar na infância, arrastar-se pela adolescência e atingir a vida adulta. Quanto mais cedo for enfrentado, melhores serão os resultados e menos sofrimento trará para seus portadores.

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As prováveis causas da fobia social são medo da exposição, que, no caso de Moisés, pode ser explicado pelo fato de ele ser um fugitivo por assassinato. E a crítica? Essa ele temia por achar que os seus irmãos o desprezariam, visto que ele os havia abandonado como escravos quando poderia ter tentado livrá-los daquela situação. Rejeição por pensar que o povo hebreu pudesse se levantar contra ele por apresentar-se como um enviado do Senhor e ainda a depreciação por aquilo que ele mesmo reconhecia como uma dificuldade real, isto é, o manejo da língua ou idioma. Já Zaqueu, mesmo conhecendo que havia muitas pessoas que sentiam uma grande repulsa por ele, não se deixou levar por qualquer tipo de medo da rejeição que se pudesse fazer presente em sua alma, pelo contrário, desceu da árvore e recebeu a Jesus com um abraço, sabendo que, a partir daquele instante, as coisas começariam mudar em sua vida. Quando recebemos o Senhor, tornamo-nos participantes do seu amor e sentimos que o verdadeiro amor lança fora todo medo (Hb 2:15), assim sendo, somos revigorados para qualquer projeto que Deus tenha para nossa vida (I Jo 4:18). No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, assim o que teme não é perfeito em amor.


3.3 Buscar tratamento para medo de rejeição e reconhecer sua necessidade

É um grande equívoco assumir como pressupostos teorias científicas e interpretar os episódios de profunda tristeza de personagens bíblicos com lentes seculares. Essa será uma tarefa sempre impossível, pois para a medicina a depressão é caracterizada por um conjunto de sintomas e não pela presença de um ou dois apenas.
Não é objetivo deste texto minimizar o sofrimento humano, de forma alguma. Ele é real e deve ser sempre tratado. A questão aqui gira em torno do “como” tratar. No artigo “Uma crítica do DSM-IV à luz da Bíblia”, John Babler afirma acertadamente:
As Escrituras são o caminho apropriado para o entendimento dos assim chamados transtornos mentais: eles consistem em comportamentos derivados do pecado. Uma mudança verdadeira pode acontecer a partir do momento em que o pecado é admitido e há arrependimento. Quando o problema consiste em um coração perdido, a Palavra de Deus é o remédio mais seguro porque o Espírito Santo nos conduz a Cristo.

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Às vezes, quando a depressão ou a ansiedade é causada por razões não-psicológicas, a pessoa fica em uma situação tão prejudicial que a medicação é necessária para começar a realizar um tratamento. Mas, lembre-se, para a maioria das pessoas, não há medicamento que resolva o problema psicológico. O que o medicamento faz é “anestesiar” a pessoa da dor da depressão e da ansiedade.
Anestesia, quando parte de um plano maior, pode ser uma coisa boa. Quando eu tenho uma dor de dente, eu quero que meu dentista me dê um anestésico para acabar com o incômodo. Antes que o dente possa ser consertado, alguém precisa “desligar” temporariamente a minha agonia. Mas um dentista que simplesmente “trata” meu dente infeccionado com analgésicos não está me ajudando. No fim das contas, o dente precisa ser consertado.

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A ciência tem-se utilizado de diversas técnicas para o tratamento do medo da rejeição através de medicamentos que amenizam os sintomas da ansiedade¹. Esses medicamentos devem ser indicados unicamente por médicos e devem obedecer à individualidade de cada paciente. Existem também tratamentos com acompanhamento de psicólogos que atuam com a técnica conhecida como cognitiva comportamental. O remédio, para Zaqueu experimentar o gozo que é estar na presença do Senhor, foi a sua decisão de abrir mão daquilo que ele considerava como o mais importante em sua vida (Lc 19:8), pois havia descoberto algo de maior valor. A palavra de Jesus deu a certeza que esperava (Lc 19.9-10). Nenhum medo é motivo para que o homem abra mão das bênçãos do Senhor em sua vida.
O tratamento feito paralelamente com uso do medicamento e acompanhamento terapêutico aumenta, em muito, a possibilidade de melhora para quem sofre com os sintomas do medo de rejeição.


¹ Indicamos o artigo Depressão nos Personagens Bíblicos? que trata  muito bem sobre medicamentação, terapias e diagnósticos. Lembramos que é claro o estímulo da crença/prática   de diagnosticar os fortes sentimentos das personagens bíblicas sempre como problemas psicológicos ou similares neste trimestre, seguindo as correntes modernas. Veja também Cristãos Podem Tomar Antidepressivos?


Conclusão

Nosso estudo nos leva a descobrir que não é difícil alguém com tanta importância para Deus, como Moisés, ficar preso em seus medos. Todavia também descobrirmos que se entregarmos a Ele nossa vida inteiramente, ao exemplo de Zaqueu, estaremos livre de qualquer tipo de medo que possa tentar nos assombrar (Hb 2:15). Contar com ajuda de profissionais especializados pode fazer a diferença na hora da tomada de decisão.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Enfermidades da Alma (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2014 – Lição 02
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento – Gary R. Collins – Vida Nova
Aconselhamento Cristão – Gary R. Collins – Vida Nova
Princípios Básicos de Aconselhamento Bíblico – Dr. Lawrence J. Crabb – Refúgio
Jesus, O maior Psicólogo que já existiu - Mark W. Baker – Sextante
O Treinamento de Deus (link)
Problemas Cruciais: Uma perspectiva bíblica (link)
A Caixa de Ferramentas de Deus (link)
Enfrentando o Medo do Fracasso (link)
A Responsabilidade Pessoal pelos Atos Humanos e o Destino (link)
Aconselhamento Bíblico Aula 8 (link)
A Bíblia tem Solução para os Problemas da Depressão, Tendências Suicidas, emocionais e outros problemas similares? (I) (II)
Restauração da Alma - O que é o que não é? (link)
O Problema não Está no Crack – Está na Alma (link)
Auto-confrontação (link)
Quadro Avaliativo: Terapia Psicológica x Aconselhamento Bíblico (link)
Fobia Social (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Como Oração é Comunicação com Deus? (link)
Como Vencer a Insegurança e o Medo de Ser Rejeitado pelas Pessoas? (vídeo)
O Chamado de Deus (link)
7 Conselhos para Missionários (link)

Questionário

1. Todos nós sabemos que Deus é o Todo Poderoso. O que Ele é capaz de realizar?
R. Qualquer coisa.
2. O que capacitava Moisés para o serviço do Senhor?
R. O conhecimento adquirido na casa de Faraó e o preparo dado pelo Senhor no trato com as ovelhas.
3. Como também é chamado o medo da rejeição?
R. Fobia social
4. Qual foi o primeiro passo dado por Zaqueu?
R. Ir ao encontro do Senhor.
5. O que Zaqueu tinha como importante em sua vida?

R. O seu dinheiro.

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