domingo, 11 de maio de 2014

EBD Editora Betel - Combatendo a Depressão, o Mal do Século

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 06 – 11 de Maio de 2014
Revistaebd Revista escola bíblica dominical editora betel conamad Passagem bíblica trecho bíblico bíblia como estudar teologia bíblia escola dominical escola dominical betel escola biblica betel escola bíblica betel escola dominical conamad auxilio professor ajuda professor subsídio professor auxílio professor subsidio comentario ebd comentário bíblico ebd professor mestre comentário biblico escola dominical comentario biblico escola bíblica comentario bíblico pregação pregador palestra estudo bíblico bíblico


Olá!Graça e Paz

Permitindo Deus, terminaremos amanhã (sábado, 17/05) de manhã ou no meio da tarde. Ore por nós e volte aqui sem falta.

Shalom

R.S. Costa

Base para o Trimestre

Clique aqui e leia nossa lista de estudos, artigos, apostilas, teses e dissertações que irão te dar bases ministeriais, acadêmicas e clinicais para poder periciar as lições deste trimestre. Leia, releia, anote e assista aos vídeos tantas vezes quantas forem necessárias. Tente ler todos os livros indicados (ao menos os examinem).

Texto Áureo

“Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem”. Sl 142:7

O pedido. Livra-me. . . Tira a minha alma do cárcere. Apelando novamente por atenção às suas necessidades, o salmista declara que Deus é agora o seu único refúgio. A referência ao cárcere talvez seja a um verdadeiro confinamento ou a um estado desesperador. Fazendo um voto de louvar a Deus pelo seu livramento, ele expressa sua confiança em que outros se lhe juntarão em sua ação de graças.

Moody

Verdade Aplicada

A Depressão pode ser caracte­rizada por um sentimento de vazio existencial e abandono da parte de Deus.

Objetivos da Lição

Definir o que é depressão;
Mostrar como a Solidão pode ser resultado do Pecado e levar o Homem à Depressão;
Mostrar qual o caminho para encontrar a cura em Cristo.

Textos de Referência

Sl 51:1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a mul­tidão das tuas misericórdias.
Sl 51:5 - Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
Sl 51:14 - Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da mi­nha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.


Introdução

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a depressão é considerada a enfermidade da atualidade. Hoje mais de 350 milhões de pessoas sofrem desse mal, dentre as quais, cerca de 66% são mulheres. Tal enfermidade pode ser desencadeada por diversos fatores; entre eles, pode estar uma situação de constrangimento diante de uma condição pecaminosa. O indivíduo que tem fé firmada em Deus quando percebe que cometeu um pecado, pode desenvolver a depressão.

Quando vemos sinais de depressão, o que podemos fazer? Primeiro, precisamos aceitar o fato. Depressão é um problema real – e sério. Segundo, precisamos compreender que não deve haver nenhuma vergonha associada com depressão. Talvez a única vergonha seja ignorar o problema e deixar com que continue afetando a você e aos seus entes queridos. Terceiro, reconheça que você não está sozinho. Outras pessoas também têm que enfrentar problemas semelhantes. Quarto, procure ajuda quando você perceber que está com sintomas de depressão. Pastores, conselheiros treinados e médicos são capazes de oferecer conselhos que podem ajudar com alguns dos problemas e ansiedades que talvez surjam na vida.
Há um versículo na Bíblia que oferece conselho àqueles que estão batalhando com depressão: "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças" (Fp 4:6). Deus sabe pelo que você está passando e deseja muito que você fale com ele através de oração. Confissão faz bem à alma.

allaboutlifechallenges.org 



1. Depressão, o que é isso?

A Depressão é conhecida como estado mental mórbido, que se caracteriza por lassidão, frequentemente é acompanhado por ansiedade mais ou menos acentuada. É considerada uma forma mínima de melancolia (psicose caracterizada por depressão intensa). Os sentimentos de depressão podem ser disfarçados por outros males, tais como sonolência, anorexia, insônia, perda de peso, cansaço contínuo, baixa autoestima e outros (I Rs 19:4).
O mal-estar geral, irritabilidade e diversas outras enfermidades físicas também são sintomas que disfarçam a enfermidade. A depressão se desenvolve desde o estado normal até a psicose. Porém, a depender do estágio em que se encontra o indivíduo, uma depressão pode ser totalmente curada, podendo o mesmo voltar a ter uma vida normal.
Na obra “Introdução à Restauração da Alma” (Mundo Cristão, SP, 2008), lemos da dificuldade em se definir precisamente a Depressão (é todo um quadro comportamental, neurológico, social, espiritual e bioquímico). Alguns chegam a enquadra-la como um transtorno mental, vindo de complexa interação entre fatores orgânicos, psicológicos, ambientais e espirituais. Angústia, perda ou diminuição do humor, dos interesses pessoais conhecidos (alguns até vitais), prazer e energia diante da vida e etc.
Suas origens são amplas, como: eventos traumáticos, problemas de autoestima, pensamentos, personalidade, crenças, reações emocionais, constrangimentos, pressões e opressões contínuos, conflitos inconscientes, fatores socioculturais e ambientais, graves perdas ou iminência destas, neurotransmissores, nutrientes celulares, substâncias químicas, genes, hormônios e até vinculações espirituais formam uma complexa rede de intercomunicações, que podem gerar o quadro depressivo.

Enfrentando a Depressão

1. Confiando firmemente no Senhor.
Deus é soberano, nada ocorre sem a sua permissão (Dn 4.34-37). O crente que confia na soberania de Deus, mesmo nos momentos difíceis, como os vividos por Elias, não se deprime, mas descansa naquele que tudo pode (Mt 19.26). O Senhor jamais nos abandona. Ele não havia abandonado seu profeta, nem seu povo fiel.
2. Orando e jejuando.
O crente fiel pode deparar-se no seu dia-a-dia com situações que somente são resolvidas através da oração (Mt 9.15;Jr 29.12,13; Et 4.16). O jejum e a oração são armas espirituais poderosas para trazer cura e alívio aos corações abatidos.
3. Evitando a autocomiseração.
De acordo com a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, quando formos tentados a pensar que somos os únicos fiéis que restam para realizar algo, não devemos nos lamentar. A autocomiseração diluirá o bem que porventura fizermos. Elias considerava-se a única pessoa que ainda era autêntica para com Deus. Solitário e desanimado esqueceu-se de que outros permaneceram fiéis em meio à impiedade de sua nação (l Rs 19.18).
4. Entregando a vida e o futuro a Deus.
O deprimido deve, sem demora e pela fé, levar a Cristo o fardo opressor de sua angústia, convicto de que Ele o livrará e de tudo cuidará (Sl 42; Is 53.4,5; Mt 11.28,29). Ter convicção de que Deus nos ama e que Ele se importa conosco, fortalece e consolida a nossa fé, principalmente quando circunstâncias desagradáveis nos ameaçam e, por fim, nos atingem.

arautodecristo.com


1.1 Depressão Patológica

Existe uma depressão patológica quando a depressão é muito prolongada e muito intensa. O objeto depressígeno é também objeto desvalorizante, culpabilizante e controlador. Na tentativa de explicar a perda afetiva, o indivíduo tem tendência a desvalorizar-se e a culpabilizar-se (no caso de mal amado na infância), quando é bem amado, há sentimentos de revolta e sentimentos de culpabilização do outro. Nesta perda o sujeito sente que perde também um pouco de si mesmo, já que o objeto perdido é visto como um prolongamento de si próprio.

infopedia.pt

Winnicott (1964/1999) nos apresenta sua compreensão sobre o valor da depressão, ou seja, o aspecto saudável da depressão, a partir de um paradoxo: por um lado, as pessoas deprimidas podem se suicidar, sofrer transtornos psiquiátricos, enfim, viver toda uma série de riscos característicos; a capacidade para deprimir, por outro lado, encontra-se intimamente ligada ao conceito de força do ego, ao estabelecimento do self e à descoberta de uma identidade pessoal, ou seja, encontra-se próxima dos estados de saúde. Assim, embora nesse momento Winnicott apresente de forma reduzida uma proposta sobre a psicologia da depressão, já nos remete à necessidade de aprofundar nossa compreensão sobre ela não a partir de uma organização mental inconsciente, na qual encontraríamos seu significado ou determinado tipo de ansiedade, mas, sim, a partir da importância do significado de suas impurezas. Serão as impurezas da depressão que nos conduzirão ao terreno da psicopatologia, ou seja, que farão da depressão uma entidade mórbida.

pepsic.bvsalud.org

A aflição, o desespero, a ausência de prazer pela vida e uma sensação permanente de vazio, também são, juntos com sentimentos de fracasso, medo e desprezo, comuns em indivíduos com depressão patológica.


1.2 Depressão Neurótica ou Psicótica

(fr. dépression névrotique; ing. neurotic depression). Perturbações neuróticas caracterizadas por uma depressão desproporcionada, habitualmente consecutiva a uma experiência penosa reconhecida; não existem ideias delirantes nem alucinações, mas as preocupações estão muitas vezes centradas no traumatismo psíquico que precedeu a doença, por exemplo a perda de um ente querido ou de um bem patrimonial. A ansiedade é frequente. A distinção entre psicose e neurose depressiva pode ser feita não somente através do grau da depressão, mas também pela presença ou ausência de outros caracteres neuróticos e psicóticos e pelo grau de perturbações do comportamento. Sin. de depressão ansiosa, estado depressivo neurótico.

medicosdeportugal.saude.sapo.pt

A Distimia é uma doença do humor, como a Depressão, porém ocorrendo de uma forma crônica, com a persistência de tristeza por longo tempo (pelo menos dois anos), durando a maior parte do dia, na maioria dos dias.
Além do humor triste de forma prolongada, a pessoa pode sentir o apetite aumentado ou diminuído, insônia ou muita sonolência, sensação de baixa energia e cansaço, baixa auto-estima, com pensamentos de não ter valor ou ser incapaz, apresentando ainda dificuldade em concentrar-se ou em tomar decisões, além de ter sentimentos de falta de esperança. Não necessariamente todos esses sintomas deverão estar presentes, mas muitos são comuns.
Diferentemente da depressão, a distimia pode deixar o indivíduo com a sensação de que este é o seu jeito normal de ser, com dizeres como "sempre fui desse jeito". Há, portanto, uma perda de autocrítica quanto à doença, o que, somado ao baixo interesse em várias áreas da vida, pode levar ao isolamento ou a uma vida limitada, com poucos relacionamentos sociais, inclusive dificuldades profissionais e familiares. Normalmente não há um período mais agudo da doença, com os sintomas sendo mantidos de uma forma estável durante anos, porém é comum ocorrer a depressão propriamente dita em uma pessoa previamente com distimia, o que costuma ser chamado de depressão dupla. Em outros casos, pode ocorrer inicialmente um episódio depressivo, em que não ocorre remissão total dos sintomas, e que o quadro clínico residual caracteriza um episódio distímico.

abcdasaude.com.br

É importante ressaltar que as pessoas com o quadro de depressão psicótica sofrem com frequentes delírios (crenças falsas) e também com alucinações (falsas impressões sensoriais) relacionadas às funções orgânicas. Sendo assim, é importante investigar, pois o depressivo pode dar cunho espiritual a algo que teria visto ou ouvido, mas que, na verdade, não passa de fruto da sua imaginação.


1.3 Outros tipos de depressão

Existem muitas razões para a depressão, existindo igualmente várias formas e expressões da depressão. Para algumas pessoas a depressão é algo comum na sua família, tendo uma tendência para se sentirem infelizes. Outras ficam deprimidos porque sentem-se mal com eles próprios, têm um pensamento tremendamente pessimista, sente-se corroídos pela preocupação e problemas, ou ficam estressados pela discrepância entre as suas expectativas e a realidade da sua vida. A depressão pode manifestar-se depois de um acontecimento traumático ou após uma situação de elevado estresse, ou na perda de alguém ou alguma coisa significativa. Os tentáculos da depressão podem ser óbvios, quando a pessoa diz para ela própria que a sua vida só pode piorar. No entanto algumas pessoas afetadas pela depressão projetam um senso de cordialidade e bem-estar aparente para  disfarçar a sua dor. Disfarçar a depressão pode ser compreensivo. Torna-se funcional quando serve o propósito de manter uma relação positiva, quer com a vida quer com as pessoas. Mas, é inadequado quando a pessoa pretende evitar resolver o seu problema.

Miguel Lucas - escolapsicologia.com

No estudo, pesquisa e avaliações da Depressão temos classificações de acordo com a causa, presença ou não de componente genético (histórico familiar), sintomas e com a gravidade do quadro. Há tipos e subtipos.  Alguns estudos e obras especializadas citam: Pós-parto, Bipolar, Reativa e Sazonal. Em alguns outros, encontramos: Leve, Moderada, Grave, Reativa (Transtorno de Adaptação), Endógena (Transtorno Depressivo), Neurótica, Psicótica, Retardada, Distimia, Mascarada, Orgânica e Transtorno Afetivo Sazonal. Aconselhamos a que todos os alunos e/ou mestres pesquisem sobre todas elas, tanto quanto possível. Não há como sequer resumirmos metade delas aqui, infelizmente. Veja o artigo Stress e Depressão (link), onde há bastante orientações (o mesmo não tem autoria nem fonte. Use-o apenas como referencial simples).
As depressões são classificadas como exógenas e endógenas. Exógenas são quando o indivíduo sofre alguma influência de acontecimentos perceptíveis no meio ambiente, dependente das circunstâncias da vida e endógenas são as que não têm causa externa, não dependem da situação vivencial da pessoa, surgem de maneira espontânea. Alguns estudiosos, no entanto, defendem que as depressões ocorrem devido a algum transtorno no mundo real ou imaginário do indivíduo. Outros destacam a importância de fatores genéticos e constitucionais como determinantes das reações depressivas.



2. A depressão de Davi

De acordo com Palavra de Deus, Davi foi um homem segundo o coração de Deus (At 13:22). Dentre muitas de suas características, podemos destacar seu temor a Deus e sua condição de dependência constante dele. Seu caráter era pró-ativo, destemido e inteligente. Todas essas qualidades faziam dele o rei ideal para o povo de Israel. Contudo elas não foram suficientes para impedir a sua queda (I Cr 21:1-17; II Sm 11:1-4). A atitude impensada de Davi o levou a um buraco entre a solidão e o sentimento de total afastamento da presença de Deus, causando assim sintomas semelhantes a um quadro de depressão (Sl 51).

A “depressão” de Davi

A depressão de Davi é “constatada” não pelo fato de ele ter pedido a morte, mas dos seus ossos e humor terem sofrido seus efeitos. A questão é que esse sofrimento, visto como consequência da doença, era o tratamento de Deus ao rei, que não estava arrependido. Considerando estar Davi doente, a contextualização do Salmo deveria ser: “Enquanto não tomei Rivotril, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos noite e dia.”
Porém, como pode ser visto em Hebreus, a disciplina de Deus sobre os seus filhos no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza, mas ao final produz fruto de justiça (Hb 12:11). A tristeza causada pelo peso da mão de Deus constitui-se uma bênção e é parte do processo de reconhecimento do pecado por parte do crente.
Cada um dos casos citados acima, devidamente observados dentro de seus contextos, revela crentes sofrendo profundamente por não interpretar as circunstâncias pela perspectiva das promessas da Palavra de Deus, por não descansar no governo de Deus ou por ocultar o pecado.
Se fossem medicados poderiam até, por um tempo, ter o seu sofrimento aliviado, mas não teriam o pecado do seu coração tratado, o que só pode ser feito pela Palavra de Deus que “é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4:12).

bibliacomisso.blogspot.com.br

Consideramos seriamente a prevenção e tratamento de patologias, seu estudo, desenvolvimento de tecnologias e medicações (vacinas e outros). Particularmente, tenho formação em Prevenção D.Q. e já sofri de alguns males por falta de cuidados. Entretanto, não prestigiamos nem valorizamos a Química/Psicanálise mais que uma vida pautada no temor a Deus. Sabemos que há males, sim, porém a maior parte deles vem de maus-tratos sociais para com a Humanidade (inclusive pessoas contra si mesmas), falta de prevenção e descasos com indicadores (nem vamos falar em ações malignas, já que a Morte veio em troca do Pecado. Como também em que as doenças são os auxiliares contra a Vida).
Conclusão: todos podemos padecer de todos os males (mesmo sem termos pecado), mas o Aconselhamento, os Dons Espirituais, o Fruto do Espírito e a oração são mais eficazes do que ficarmos “diagnosticando” possíveis quadros, síndromes e doenças (todos hipotéticos, em essência) nesta ou naquela personagem da Bíblia. Além do fato de não demonizarmos tudo, não ignoramos os ardis do Maligno (II Co 2:11). Quem teria mais interesse na degeneração do corpo, intelecto, juízos e da Alma, senão nosso adversário?Sem pecado, podemos ficar doentes, tristes, depressivos e etc. COM PECADO, muito mais ainda.

Obs.: Preferimos muito mais dizer que Davi teve um grande sofrimento de amargura, melancolia e sentimento de abandono, culpa dele mesmo.

2.1 O resultado do Pecado

De repente, os acontecimentos trágicos começaram a se suceder na casa de Davi: primeiro, um de seus filhos estuprou sua própria meia-irmã. Esse ato horrível acarretou um fratricídio. Em seguida, Absalão se rebelou contra o pai; ele organizou um golpe de Estado, desrespeitou publicamente as esposas de seu pai e, no fim, acabou assassinado.
O Pecado pode ser comparado a uma pedra jogada em um espelho d’água. Muito depois que a pedra (o Pecado) desapareceu, os círculos (as conseqüências) ainda se espalham pela superfície. O trágico é que não apenas Davi foi atingido, mas também todos aqueles que o cercavam. Por isso, não permaneça na ilusão de que o pecado não tem conseqüências. Ele é perdoado, sim, quando há arrependimento, mas não é desfeito, e as conseqüências ficam.

Samuel Rindlisbacher - chamada.com.br

Em anos recentes, entretanto, surgiu dentro da Igreja um forte e bastante influente movimento que procura substituir o aconselhamento bíblico no corpo da Igreja pela 'psicologia cristã' - técnicas e sabedoria adquiridas a partir de terapias seculares e aplicadas por profissionais que recebem por seus serviços. Os que têm liderado esse movimento, via de regra, soam levemente bíblicos. Isto é, eles citam as Escrituras e misturam idéias teológicas aos ensinamentos de Freud, Rogers, Jung, ou qualquer escola de psicologia secular que, porventura, sigam. O movimento em si, entretanto, não está conduzindo a Igreja a uma direção bíblica. Vem, sim, condicionando os cristãos a pensar no aconselhamento como algo que deva ser reservado a especialistas bem treinados. Tem aberto a porta para uma variedade de teorias e terapias extrabíblicas. Na verdade, tem deixado muitos com o entendimento de que a Palavra de Deus é incompleta, insuficiente, obsoleta e incapaz de oferecer ajuda aos mais profundos problemas emocionais e espirituais das pessoas. Esse movimento tem impelido milhões de cristãos a buscar ajuda espiritual longe de seus pastores e irmãos na fé, introduzindo-os nas clínicas psicológicas. Ele tem dado a muitos a impressão de que se adapta a métodos seculares, o plano de doze passos por exemplo, pode ser mais útil que os meios espirituais que visam a afastar as pessoas de seus pecados. Resumindo, ele tem diminuído a confiança da Igreja nas Escrituras, na oração, na comunhão, e pregação como meios por intermédio dos quais o Espírito de Deus opera para transformar vidas.

Introdução ao Aconselhamento Bíblico – Ed. Hagnos

Davi, que andava segundo Deus, seria extremamente louco se houvesse calculado e previsto as conseqüências de seus atos em sua vida, família, Reino e na vida de outros. Obcecado por ardores, cobiça carnal e inconstância (possuía poder, fama, sucesso, dinheiro, comunhão com Deus e vários deleites – não necessitava de nada; era farto), decidiu tomar a “única cordeira” de um homem pobre (II Sm 12:1-7) para banquetear um viajante (possivelmente, o mal natural do próprio Davi). Ele mesmo se colocou sozinho amargando seus próprios pensamentos. O “sofrimento” do “mal” que ele enfrentou, não foi uma doençazinha: foi o sofrimento expurgador do Pai! (II Co 2:1-9, 7:10).
A Palavra de Deus relata histórias de diversos homens que viveram uma experiência de solidão José do Egito, Elias, entre outros. No entanto, no caso de Davi, a sua solidão foi provocada por um ato desastroso cometido por ele mesmo o que a tomava mais difícil de suportar.


2.2 O Pecado cega

A cegueira espiritual é muito pior em natureza e extensão, do que a física. É triste para o homem não poder ver as belezas naturais, mas é muito mais triste não poder ver as glórias da graça. É ruim não ter olhos para ver o campo com flores e frutos; ou o mar com suas ondas inspiradoras e sem descanso; ou a criação animal com a sua variedade enorme de tamanho, forma e cor; mas é muito pior ser cego ao Evangelho glorioso de Cristo, que é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê". A cegueira espiritual é muito mais predominante do que a física. Só alguns poucos habitantes da terra são fisicamente cegos, enquanto que cada homem, em seu estado natural, é cego ao Evangelho de Cristo e as outras verdades espirituais. Spurgeon disse que todos nós, em nosso estado natural, somos tão cegos às verdades divinas quanto morcegos. Paulo disse em Rom. 3:11. "Não há ninguém que entende; não há ninguém que busque a Deus".
A escuridão é um símbolo bíblico para a ignorância e o homem, em sua condição natural, é ignorante das coisas do Espírito Santo de Deus. O Senhor Jesus disse: "Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus", João 3:3. Ele não pode entender as coisas do reino. O Evangelho pregado por Paulo estava escondido para o perdido, isto é; ele não podia entender nem apreciá-lo. O Evangelho de Cristo é uma luz grande e gloriosa; e a luz da salvação. Ela mostra como o homem pode se tornar justo; aponta o caminho para o céu; mas o perdido não entende. Paulo pregou o Evangelho a todas as classes, para o judeu foi considerado um escândalo (uma história vergonhosa), e para o grego uma loucura. Nenhuma das duas classes o entendeu. Estava escondido porque a mente deles era cega. Paulo orou pela salvação de seus irmãos na carne. Eles tinham zelo de Deus, mas eram ignorantes em como se tornar justos pela fé em Cristo, e tentavam estabelecer sua própria justiça (Rom. 10.1-3). Esta é a condição de todos os que tentam ser salvos por suas próprias obras. Eles estão perdidos! O Evangelho está escondido para eles. São cegos!

C. D. Cole – palavraprudente.com.br

De que forma o Pecado cega? O pecado cega através do Moralismo. O Moralismo é manifestação por meio de palavras ou atos que demonstra exagerada preocupação com questões de moral e tendência para a intolerância e preconceito em relação aos outros. Davi foi moralista ao sentenciar o homem rico da parábola de Natã.
O Pecado cega através do falso senso de imunidade: Davi subestimou o seu pecado, talvez, pela sua autoridade como ungido de Deus, como Rei de Israel. Quando pecamos contra Deus e não confessamos os nossos pecados, nos tornamos cegos pelo Moralismo e pelo falso senso de imunidade. Este é um dos grandes sintomas do Pecado Oculto.

Renato Prates – ultimato.com.br

Cego pelo prazer, esqueceu-se Davi de seu principal projeto: a construção do Templo do Senhor. O Pecado obscurece os sentidos espirituais e físicos do homem de Deus (os afastados de Deus estão neutralizados e imersos, I Tm 4:1 e 2). Aqueles que possuíam algum vínculo com o Criador, passam a perde-lo, indo a um caminho e sentimento de abandono Divinos. Após pecar, um dos sintomas desenvolvido no indivíduo é o desejo de morrer.
“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias” (Sl 51:1). Nesse verso, o salmista percebe que precisa do perdão do Senhor, a falta de uma resposta divina o leva a uma profunda depressão causada pelo medo do castigo.


2.3 O reconhecimento do Pecado
Vivemos em uma cultura em que o conceito de pecado está envolvido em argumentos legalistas sobre o certo e errado. Ao considerar "O que é pecado?", pensamos em violações dos Dez Mandamentos. Mesmo assim, temos a tendência de enxergar homicídio e adultério como "grandes" pecados, em comparação com mentira, linguagem torpe ou idolatria.
A verdade é que o pecado, como definido nas traduções originais da Bíblia, significa "não atingir a marca". A marca, neste caso, é o padrão de perfeição estabelecido por Deus e vivido por Jesus. Avaliados neste contexto, é evidente que todos nós somos pecadores. 
Deus quer que reconheçamos os nossos pecados. Mesmo os que nunca assassinaram ou cometeram adultério serão condenados por mentir, ou por cultuar falsos ídolos, como os ídolos da riqueza ou de poder, ao invés de adorar a Deus apenas. 
Temos que resistir à tentação de agir como se fôssemos justos, especialmente ao tentar depender de nossas boas obras para alcançar justificação. 

allaboutgod.com

O encontro com o profeta Natã foi determinante na vida de Davi. Numa linguagem contemporânea, podemos afirmar que “a ficha caiu” para o rei. Ter seus atos revelados e descortinados pelo profeta, fez com que Davi pensasse em tudo o que havia feito e reconhecendo seu grande erro. O que o levou a mergulhar em uma profunda escuridão existencial. A partir daí, passou a enfrentar uma crise emocional com sintomas diagnosticados como de depressão.

Pecado, Como Reagir (com áudio)


3. O Arrependimento

Ao escrever o salmo 51, o rei Davi expressa claramente seu grau de arrependimento, diante da descoberta de seus atos desastrosos. Ele clama pela misericórdia e pede que suas transgressões sejam apagadas (Sl 51:1).

É um erro pensar que o Pecado não tem conseqüências. É freqüente que justamente pessoas com educação cristã pensem: “Que nada, não importa como eu vivo, o que eu faço e como brinco com o Pecado: isso não é tão trágico. A qualquer momento posso chegar até Jesus, Ele sempre está disposto a perdoar”. Bem, é totalmente correto e bíblico que Deus sempre perdoa, e faz isso com prazer: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo 1:9). Mas, atenção: essa medalha também tem o seu reverso: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). Esse versículo se dirige explicitamente a pessoas que se dizem cristãs – e mesmo assim brincam com o pecado. Deus incumbiu Paulo de nos advertir, e o sentido de suas palavras é o seguinte: “Elimine o engano a respeito do seu comportamento pecaminoso e errado, pois o seu pecado não ficará sem conseqüências”. Se estou infectado com o vírus da AIDS e me arrependo, Deus tem prazer em perdoar. Mas as conseqüências permanecerão comigo. Se eu ignorar todos os conselhos e casar com uma pessoa não-cristã, mesmo sabendo o que é correto, Deus terá prazer em perdoar – se eu reconhecer o pecado. Mas as conseqüências da desobediência não podem ser desfeitas.

Samuel Rindlisbacher - chamada.com.br

Muitos entendem que o termo “arrependimento” significa “tornar-se contra o pecado”. Essa não é a definição bíblica de arrependimento. Na Bíblia, a palavra “arrepender” significa “mudar de idéia/convicção”. A Bíblia também nos diz que arrependimento verdadeiro vai resultar em uma mudança de comportamento (Lucas 3:8-14; Atos 3:19). Atos 26:20 declara: “mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.” Uma definição bíblica e completa de arrependimento é mudar de convicção sobre algo que resulta em mudança de comportamento.
Qual é então a conexão entre arrependimento e salvação? O livro de Atos aparenta se focalizar especialmente em arrependimento em relação à salvação (Atos 2:38; 3:19; 11:18; 17:30; 20:21; 26:20). Arrepender-se, em relação à salvação, é mudar sua convicção sobre Jesus Cristo. Na pregação de Pedro no Dia de Pentecostes (Atos 2), ele conclui com um chamado para as pessoas se arrependerem (Atos 2:38). Arrepender-se de quê? Pedro está convidando as pessoas que rejeitaram a Jesus (Atos 2:36) a mudar seus pensamentos sobre Ele e reconhecer que Ele é realmente “Senhor e Cristo” (Atos 2:36). Pedro está convidando as pessoas a transformarem suas mentes deixando para trás sua rejeição de Cristo como o Messias e passar a ter fé Nele como Messias e Salvador.

gotquestions.org

Davi reconhece que a misericórdia, diferentemente da Graça, pertence ao Todo Poderoso e Ele só a usará se achar que a merecemos (SI 62:12), pois só a Graça nos é dada sem merecimento (Ef 2:8). Desse modo, o melhor é viver na Graça, isto é, fora da prática do pecado (I Jo 3:9), quando nos achegamos a ela a misericórdia se manifesta automaticamente (Hb 4:16).


3.1 A tristeza diante do Pecado

Existe diferença entre conflito e câncer?

Façamos um breve desvio de rota. Alguém pode perguntar, a esta a altura: "E o sofrimento que eu não escolhi? Câncer, por exemplo. Ou a morte de um filho num acidente de carro. Ou uma grande depressão. Esse capítulo tem que ver com algumas dessas coisas?" Minha resposta é que a maior parte deste capítulo é sobre o sofrimento que os cristãos aceitam como parte da escolha de serem abertamente cristãos em situações de risco. E todas as situações são de risco, de uma maneira ou de outra.
A diferença mais significativa entre doença e perseguição é que esta é uma hostilidade intencional de alguém porque nós somos conhecidos como cristãos, e a doença não. Por isso, em algumas situações, escolher ser publicamente cristão significa escolher um estilo de vida que aceita o sofrimento, se Deus quiser (I Pe 4:19). Mas o sofrimento pode ser resultado de viver como cristão mesmo quando não há hostilidade intencional da parte dos descrentes. Por exemplo, um cristão pode ir ajudar em um bairro atingido por uma epidemia e contrair a doença. Isso é sofrer como cristão, mas não é "perseguição". É uma escolha de sofrimento, se Deus quiser, mas não pela hostilidade dos outros.
Mas então, se você pára para pensar, toda a vida, quando vivida seriamente pela fé, buscando a glória de Deus e a salvação dos outros, é como a do cristão que vai para o bairro atingido pela epidemia. O sofrimento que vem faz parte do preço de viver onde você está, em obediência ao chamado de Deus. Ao escolher seguir a Cristo da maneira que ele dirige, optamos por tudo o que esse caminho inclui, sob sua providência soberana. Assim, todo sofrimento que encontramos no caminho da obediência é sofrimento com Cristo e por Cristo — seja câncer, seja conflito. E ele é "escolhido" — ou seja, nós assumimos espontaneamente o caminho da obediência em que o sofrimento nos acomete e não murmuramos contra Deus. Podemos orar — como fez Paulo — para que o sofrimento seja retirado (II Co 12:8); mas, se Deus quiser, no fim das contas, nós o aceitamos, como parte do preço de ser discípulo no caminho da obediência a caminho do céu.

Teologia da Alegria – John Piper

No palácio, não havia escolha para Davi. Ali estava ele diante de Bate-Seba, uma mulher grávida do filho concebido por intermédio de seu pecado. O que, certamente, atormentava-o dia e noite, permitindo-lhe uma angústia profunda por não poder voltar atrás (Sl 51:3).


3.2 Restaurado do Pecado

As pessoas erguem a mão para rebelar-se contra o Altíssimo, apenas para descobrir que sua rebeldia está, contra a sua vontade, a serviço dos maravilhosos desígnios de Deus. Nem mesmo o pecado pode frustrar os propósitos do Todo-poderoso. Ele não comete pecado, mas decretou que houvesse atos que são pecado — pois os atos de Pilatos e Herodes foram predestinados pelo plano de Deus.
As intenções malignas das pessoas não podem frustrar as determinações de Deus. Essa é a lição da história da humilhação e exaltação de José no Egito. Seus irmãos o venderam como escravo. A esposa de Potifar fez que fosse encarcerado. O copeiro do faraó esqueceu-o na prisão por dois anos. Onde estava Deus em todo esse pecado e desgraça? José responde em Gênesis 50.20. Ele diz aos seus irmãos culpados: "Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida".
A desobediência teimosa do coração das pessoas não leva ao fracasso dos planos de Deus, mas à sua concretização.

Teologia da Alegria – John Piper

A Bíblia nos diz que o ser humano caiu em Adão (Rm 3.23 e 5:12; I Co 10:12). Esta é a Primeira Queda. Todos que nasceram depois de Adão, nasceram já caídos (Rm 6:23 e 11:32; I Co 15:45). Para  a primeira queda do homem - em Adão, só existe uma Restauração - em Cristo! A este feito, a Bíblia o denomina de novo nascimento, regeneração (Jo 1:13; II Co 5:17).
 O homem depois de nascer de novo (ser salvo e redimido pelo sangue do sacrifício de Cristo) poderá  tornar a cair (apostatando, rebelando, ou blasfemando contra o Espírito Santo), no entanto, a ele não restará mais restauração (Hb 6:4-6), pois pisou o Filho de Deus e teve por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, fazendo agravo (denigrindo, blasfemando, jogando fora a oportunidade) ao Espírito da graça, e expondo o Filho de Deus de novo ao vitupério (Hb 10:29; 6:6).
 Se o homem cair é porque ele esteve em pé (I Co 10:12). Se esteve em pé, é porque Deus o alcançou, e ele experimentou a graça de Deus — “aquele pois que cuida está em pé olhe e não caia” (I Co 10:12). A graça foi manifestada, porém ela pode ser rejeitada — “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2:11).

Eronides da Silva – sepoangol.org

Davi esperava no Senhor, aquilo que o Senhor o fizera conhecer nos tempos de busca. Deus ama a verdade, abomina o erro e o Pecado e é capaz de fazer o homem conhecer essa verdade, fornecendo-lhe a sua sabedoria. Bom é não pecarmos; isso é essencial! Apesar de Deus poder tornar o imundo em puro e transformar a tristeza em alegria (Sl 51:7 e 8; Jr 31:13), não devemos usar isto como argumento para pecar, sob a alegação de “Deus sabe...”, “Deus controla tudo...”, “Deus transforma o mal em bem...”(Rm 6:1-23 e 9:13-28).
Deus não apenas é capaz de perdoar e restaurar um coração sujo e manchado pelo pecado bem como transformá-lo em um totalmente puro. Levando o homem a ter de volta um espírito reto diante Dele. A Soberania e poder ilimitado do Senhor não endossam uma vida errada e tortuosa.
Não importa a catástrofe que o pecado cometido pelo ser humano venha causar, o que importa é saber que o perdão está não mão do Senhor. Em seu diálogo com o Criador, Davi pede a Ele que não o lance fora da sua presença e que retorne a ele o seu Espírito, pois, desta forma, ele poderia reaver a sua condição anterior diante Dele. Podemos afirmar que a alegria da salvação que Davi pedia de volta seria cura para todos os sintomas desenvolvidos por ele quando do conhecimento do seu pecado.


3.3 Anelo pela comunhão com Deus

O perigo de um desprezo pelas Escrituras é reforçado pelo irmão J. Adams que, em seu livro Conselheiro Capaz, aborda com muita propriedade o assunto dos problemas da alma. Adams procurou respostas na psicologia a fim de aprimorar o ministério de aconselhamento, no entanto, grande foi sua decepção ao descobrir que a maioria dos conselheiros cristãos recomendava princípios e métodos antagônicos às suas convicções evangélicas. Como pastor, Adams não podia admitir tratar do problema do pecado como se fosse uma doença.
Um outro autor muito conhecido no meio evangélico, o irmão Dave Hunt, em seu livro Escapando da Sedução, escreve: 

“Vemos mais uma vez o triste resultado de interpretar a Bíblia com base em crenças pré-determinadas - e, infelizmente no caso da psicologia, de crenças a respeito das quais nem mesmo os "especialistas" conseguem concordar, e que não deram prova de funcionar (em muitos casos, na verdade, deram prova de não funcionar). A psicologia cristã é uma tentativa de realizar um ato de equilibrismo, com um pé na Rocha firme, Jesus Cristo, e o outro na areia movediça do Humanismo.”

O amado pastor Infante em seu livro O Pastor nestes Tempos Difíceis é enfático quanto à sutileza do pensamento do mundo que se faz de inofensivo e contamina a Igreja. Ele diz:

“Estamos exercendo o ministério em tempos difíceis, onde os valores invertidos na sociedade adentram em muitas igrejas. A música, moda, ecumenismo, maçonaria e tantas outras coisas mundanas são encaradas como coisas inofensivas à sã doutrina. Onde os Atalaias? A Palavra de Deus condena a imitação das coisas do mundo!”

Humberto Alcantara de Oliveira - http://solascriptura-tt.org

Reconhecer diante de Deus que temos conhecimento de nossa condição humana fraca, impura e inconstante, é o ponto inicial para nos permitir permanecer ou tentar voltar à comunhão com o Senhor. Muitas pessoas erram, mas não reconhecem tal fato. Oremos por força, determinação, coragem e desejo de usar tais capacidades em favor de ansiar por comunhão com o Pai.
É importante ressaltar, que durante todo o salmo, Davi deixa clara a sua tentativa de negociar com Jeová o seu perdão, o que faz com que ele cada vez mais se deprima, observando que o seu pecado o afastara da presença de Deus, porém é de nosso conhecimento que o Senhor não quer que nenhum dos seus se perca (II Pe 3:9), pois os que lhes foram entregues pelo Pai Ele não lançará fora (Jo 6:37).



Conclusão

A Depressão tem sido chamada por muitos cientistas como a doença da atualidade, e muitos servos de Deus têm passado por momentos difíceis acometidos por este mal. Cabe a nós Igreja do Senhor buscar identificar a causa do mal, se espiritual ou emocional e conduzir a pessoa ao melhor caminho na busca pela cura, lembremos sempre que o Senhor é suficiente em nos dar a solução de todos os problemas. “Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor” (Sl 51.15). Contudo é importante lembrar que Ele pode usar também profissionais especializados, pois a Ciência também é obra de suas mãos.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Enfermidades da Alma (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2014 – Lição 06
As Doenças do Nosso Século (revista EBD) – 3º Trim/2008 – CPAD
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento – Gary R. Collins – Vida Nova
Aconselhamento Cristão – Gary R. Collins – Vida Nova
Princípios Básicos de Aconselhamento Bíblico – Dr. Lawrence J. Crabb – Refúgio
Jesus, O maior Psicólogo que já existiu - Mark W. Baker – Sextante
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Em Busca de Deus (Teologia da Alegria) – John Piper – Ed. Shedd
Problemas Cruciais: Uma perspectiva bíblica (link)
A Responsabilidade Pessoal pelos Atos Humanos e o Destino (link)
A Bíblia tem Solução para os Problemas da Depressão, Tendências Suicidas, emocionais e outros problemas similares? (I) (II)
Restauração da Alma - O que é o que não é? (link)
Auto-confrontação (link)
Quadro Avaliativo: Terapia Psicológica x Aconselhamento Bíblico (link)
Introdução ao Aconselhamento Bíblico – John MacArthur , Wayne A . Mack – Ed. Hagnos
Tipos de Depressão – UNIFESP (link)
A Restauração de Deus (link)
Comunhão com Deus (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Depressão, o Mal do Século: De que século? (link)
Segundo Estudo, Médicos ainda Confundem Transtorno Bipolar com Depressão (link)
Comorbidade: Depressão e Fobia Social (link)

Questionário

1. O que é depressão?
R. Estado mental mórbido.
2. Que tipos de sintomas podem disfarçar o sentimento de depressão?
R. Sonolência, anorexia, insônia, perda de peso, cansaço, baixa estima e outros (I Rs 19:4).
3. Como uma pessoa se apresenta na Depressão Patológica?
R. Apresenta pouco comunicativo com uma condição extremamente melancólica.
4. Davi se mostrou deprimido com o seu pecado. Como Deus restaurou a vida de Davi?
R. Através do perdão, restaurou o coração pecaminoso e transformou em um coração totalmente
puro, levando-o a um espírito reto (Sl 51.6-10)
5. Em relação à depressão o que cabe à Igreja de Cristo fazer para os muitos cristãos acometidos por este mal?

R. Buscar identificar, orar por estas pessoas e conduzi-los a um profissional especializado.

Um comentário:

Colabore conosco: escreva seus pontos de vista, opiniões ou críticas. Contamos contigo neste trabalho