domingo, 11 de maio de 2014

EBD Editora Betel - Complexo de Culpa, o Tormento da Alma Humana

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 08 – 25 de Maio de 2014
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Base para o Trimestre

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Texto Aureo

“E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar.” II Co 12:7

Verdade Aplicada

Não se pode permitir que acontecimentos anteriores à conversão continuem punindo o Homem, uma vez que já somos purificados pelo sangue de Jesus.

Objetivos da Lição

Definir o que é complexo de culpa;
Explicar como este complexo atua no indivíduo;
Mostrar como Deus age na vida de quem sofre com o complexo.

Textos de Referência

II Co 12:6 - Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas deixo isso, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve.
II Co 12:7 - E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar.
II Co 12:8 - Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim.
II Co 12:9 - E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.


Introdução

Culpa: traz consigo uma acusação constante, a qual aponta ao erro e a falta de perdão. O sentimento de culpa responsabiliza a pessoa pelos sofrimentos que a aflige. A falta de perdão faz com que se sinta culpado pela ausência de comunhão com as pessoas, o que leva a sensação de pecado não perdoado por mais que se esforce em fazer coisas boas.
(Pr. Jessé - montesiao.pro.br)
Complexo de Culpa – Trata-se de uma sensação pessoal obsessiva de possuir ou ter maldade ou algum pecado (até mesmo desconhecido/insabido). Tendo esta sensação de culpa sem nos darmos conta, inconscientemente, procuramos a punição (nossa própria). Nisto, alguns chegam a se ferir (até fisicamente).

Esta lição irá abordar um tema recorrente no meio da Igreja: complexo de culpa. Esta é uma das enfermidades da alma que mais atinge o povo de Deus. Muitos de nós, devido a uma vida pregressa mergulhada no pecado, têm dentro de si motivos para achar-se responsável por algo ocorrido no passado. O que resulta numa constante cobrança interna, prejudicando o desenvolvimento e o bem estar da vida cristã. No entanto, à luz da Palavra de Deus, o homem encontra refrigério quando, através do arrependimento, supera o sentimento de culpa que o atormentava.

Assuma a responsabilidade pelos seus próprios erros. Segundo Wrosch, a amargura é consequência de experiências ruins (como falhas, decepções ou fracassos) que são considerados fora do controle. A pessoa se sente vítima do mundo e acha que é impotente frente às situações. Quando reconhecemos que a culpa por coisas assim terem acontecido às vezes é nossa, podemos nos sentir arrependidos e tristes por um tempo – o que é normal, mas passa e, se permitirmos, acaba nos ajudando a tomar decisões melhores no futuro. (Desde que você não pese a mão na autocrítica e comece a se condenar eternamente, como já dissemos anteriormente) Já quando jogamos a culpa em outra pessoa, podemos sentir uma raiva e/ou amargura que vai se acumulando com o tempo.

Ana Carolina Prado – super.abril.com.br



1. Arrependimento, uma decisão necessária.

Em muitos casos, é possível observar que nem todos os indivíduos conseguem passar pelo processo de arrependimento. Há casos em que, mesmo identificando o mal cometido, o sujeito não chega ao arrependimento, agindo como se nada houvesse acontecido. Tornam-se situações preocupantes quando a pessoa passa a nutrir contra si mesma sentimentos negativos relacionados com o complexo, resultando em uma mágoa tão profunda contra si que produzirá um sintoma semelhante ao de depressão, gerando a sensação de vazio ou, muitas vezes, de perda por não ter tomado a atitude no momento oportuno. O primeiro passo para superar o sentimento de culpa é reconhecer o erro (Pv 28:13).

Como, então, aprendemos "a ser perdoados"?

Aprendemos quando reconhecemos nossa incapacidade de fazer qualquer coisa por nós mesmos para obter ou merecer a graça de Deus. Aprendemos quando percebermos quão ruim está nossa situação moral e por que devemos cair diante de Deus com nada a implorar a não ser nossa própria grande necessidade de misericórdia. Aprendemos quando experimentamos verdadeira tristeza por nossos pecados e não simplesmente pelas suas conseqüências imediatas. Aprendemos "a ser perdoados" quando aprendemos realmente a nos arrepender.
Examine o texto de hoje no contexto do capítulo inteiro (veja também Mc. 2:17; Lc. 5:32). O que Jesus queria dizer quando afirmou que os justos não precisam de arrependimento, mas apenas os pecadores? Não somos todos pecadores? (Rm. 3:23).
Jesus chamou os pecadores ao arrependimento porque os justos já se arrependeram. Precisavam, porque esta é a única maneira como poderiam ser julgados "justos". Os "justos" são os que reconheceram seu pecado, que aceitaram o perdão de Deus ao seu pecado e assim têm a justiça de Cristo creditada como sua própria. Sob a convicção do Espírito Santo, confessaram os pecados, abandonaram os pecados e renderam-se a Deus, apoderando-se pela fé da promessa de perdão e justiça oferecida pelo sacrifício de Cristo. Os justos vieram ao arrependimento; em resumo, aprenderam a "ser perdoados".

      bibliaonline.net


1.1 Como age a Culpa?

A Culpa é a forma de Deus de nos dizer que não alcançamos seu padrão e concordar com o padrão de Deus é a forma certa de nos libertar dessa culpa. O que você pode fazer quando está sempre se sentindo culpado? Posso falar apenas baseado em minha própria experiência. Foi culpa que me ajudou a perceber que eu era um pecador (Rm 3:23). Eu também percebi que não podia cuidar do problema sozinho e com os meus próprios esforços.
Eu pude purificar minha mente ao dizer que sentia muito e ao pedir perdão às pessoas que eu tinha ofendido, mas isso não me ajudava a me livrar dos meus sentimentos de culpa. Então alguém me falou de uma cura para a culpa. Alguém me disse que eu podia viver sem qualquer condenação. Essa pessoa me disse que eu podia equilibrar meus sentimentos emocionais ao confiar em Alguém. Essa pessoa era o SENHOR Jesus Cristo. Foi então que entreguei minha vida a Ele ao acreditar nele e aceitar Sua graça, a qual me salvou.

      allaboutlifechallenges.org

O Sentimento de Culpa é dos piores sentimentos que podemos reter, este está necessariamente relacionado com o Passado.
Embora não seja em si só considerado uma patologia, pode dar origem a uma serie de sintomas e sinais, dando mesmo origem a uma patologia, isto se não for tratado e gerido de uma forma saudável.
Ambas as perspectivas contribuem para percebermos o Sentimento de Culpa. Pois muitas vezes as pessoas carregam pensamentos como: “deveria ter ajudado mais”, “ se eu tivesse comportado daquela forma, aquilo não tinha acontecido”, “se eu me tivesse esforçado mais, o futuro seria diferente”, etc.
Como podemos ver, todos os pensamentos remetem para o passado, especificamente para um momento em que se assume a responsabilidade de que as respetivas ações criaram um futuro pior para a própria pessoa ou para outras. Ao mesmo tempo que permanece a crença que se as ações fossem outras o futuro seria melhor.

Jorge Elói - psicologiafree.com

É possível nos sentirmos culpados por termos prejudicado alguém ou cometido omissão (a ação de “deixar quieto”) em coisas sérias conscientemente no passado. Tais sentimentos podem nos estar pesando na consciência até hoje. Temos dois lados a considerar: o Arrependimento, por termos procedido de tal maneira, ou um não-arrependimento, mesmo após constatar que praticamos o Mal. Assim, uma dor extrema começa a afligir a alma. Muitas vezes surge a crença que jamais nos livraremos deste sentimento e com tal crença, a incapacidade do indivíduo de sentir-se completamente feliz (I Sm 1:15a), fadado a viver uma vida miserável, já que não se esquece de seus pecados (Is 59:12).
O sentimento que a culpa provoca afasta cada vez mais o homem da presença de Deus. Por isso é necessário que haja um novo encontro com o Senhor, afim de que se possa desenvolver uma nova vida sem culpa e totalmente restaurada (Mt 11:28). No caso de Adão, Deus impôs um novo começo para que, em nova condição, pudesse se livrar da culpa e restituir a sua comunhão com Ele (1 Co 5:17).


1.2 Inerte ao arrependimento

A Inércia é contagiosa, se alastra de forma rápida e perigosa como uma doença fatal. A Inércia, geralmente, é como o Fermento, que mesmo em pouca quantidade, leveda toda a massa.
O que mais o Diabo quer: cristãos agindo ou inertes? Ativos ou passivos? Produtivos ou improdutivos? Obedientes ou desobedientes? Com certeza ele os quer inertes, passivos, improdutivos e desobedientes, pois estes não produzirão nada para o Senhor que os chamou e salvou, o Deus todo poderoso. Porém, devemos ter em mente que Deus nos chamou para trabalhar e não para ficar de braços cruzados vendo o tempo passar ou perdendo tempo com coisas desta vida (II Tm 2:4). Há uma obra, e enorme a ser feita em nome do Senhor, e não podemos ficar alheios a ela! Deus quer frutos e “frutos dignos de arrependimento” (Mt 3:8) pois “já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mt 3:10) e com certeza “a sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível” (Mt 3:12).

simplesmentecristao.com

Um dos meus melhores amigos passou anos fazendo terapia para livrar-se da culpa. Como meu amigo não era mais um cristão praticante ativo, quando o vi, gostaria de ter dito que “culpa é boa”, no sentido em que Deus incomoda nossos corações por causa de nossas atitudes e comportamentos. No final, meu querido amigo decidiu que o melhor caminho seria me remover de sua vida. O que você acha, a culpa é boa ou má? Apocalipse 12:10 chama Satanás de acusador dos irmãos. Eu estava desempenhando o papel de Satanás? Quando a consciência te incomoda, você consegue ignorá-la, como uma das tentativas de Satanás de te desencorajar? Ou é o Espírito Santo te chamando ao arrependimento? Vamos nos embrenhar em nosso estudo da Bíblia e ver o que ela nos ensina a respeito da culpa!

Bruce N. Cameron – adamsrsantos.wordpress.com

Em casos de inércia ao arrependimento, o indivíduo não demonstra que se arrependeu pelo que fez ou deixou de fazer. No entanto carrega em si uma dor extrema que faz com que ele não se esqueça da atitude tomada. Embora não tenha arrependido, a culpa produz uma série de sentimentos desagradáveis, o que acaba caracterizando o complexo de culpa (I Rs 21:27).
A princípio, Acabe não demonstrou culpa, pois sua ganância era tamanha que não percebeu o mal que havia cometido, talvez possa ter pensado que a culpa pela morte de Nabote era de Jezabel. No entanto, ao perceber seu erro através das palavras do profeta Elias, foi tomado de intensa dor e sofrimento causados pelo complexo de culpa.


1.3 Peculiaridades importantes do complexo de culpa

De acordo com o referencial cristão-católico, tem-se que pecado é um ato contrário à razão, à verdade, à consciência reta, que fere a natureza do homem e ofende a solidariedade humana. Do pecado, resultam inclinações perversas que obscurecem a consciência e corrompem a avaliação concreta do bem e do mal. Do ponto de vista da psicologia, a culpa significa aquilo que carece e falta, algo que sempre e perpetuamente falta na vida do ser humano. Neste estudo, consideramos a visão do mundo ocidental em relação ao pecado, portanto não foi analisado nenhum preceito oriental.

Deomara C. Damasceno – psicologia.pt

Os Efeitos do Sentimento de Culpa.

O Sentimento de Culpa traz dentro de si um tremendo poder desencadeador de efeitos altamente destrutivos da personalidade.
A culpa produz vergonha e medo. Foi exatamente isto que aconteceu com nossos primeiros pais ( Gn 3:8).
A culpa produz insegurança e medo. Foi isto que aconteceu no passado e tem acontecido no presente (Gn 3:9-10). A culpa produz transferência. O que vemos hoje é um reflexo do que aconteceu no passado (Gn 3:11-13).
A culpa produz outros males. Produz enfermidades físicas, problemas espirituais e emocionais, tornando as pessoas desorientadas, doentes e sem paz com Deus e consigo mesmas.

O Triunfo sobre o Sentimento de Culpa

Graças a Deus que existe vitória para qualquer que seja o sentimento de culpa! A vitória está nos seguintes caminhos:
Arrependimento. Em qualquer que seja o problema, Deus coloca o arrependimento como o ponto de partida para a solução (At 3:19).
Confissão. A confissão restaura a nossa comunhão com Deus, a nossa paz interior e com os outros ( I Jo 1:9).
Perdão. O perdão não é um sentimento, mas a decisão da nossa vontade, rendida ao Espírito Santo em submissão a ordem de Deus (Mt 6.14-15) não é fácil perdoar, mas, se voce estiver vivendo guiado pelo Espírito Santo mais cedo ou mais tarde, voce irá perdoar! A ausência do perdão é uma porta aberta para a entrada de demônios (II Co 2:10 e 11)
O Sangue de Cristo. Mediante o poder do sangue de Cristo, anulamos as acusações de Satanás e seus demônios (Hb 9:14).
A Busca do Crescimento. A presença do espírito Santo é fundamental para nos levar a crescer na graça e no conhecimento de Cristo (II Pe 3:18).

Manoel Nascimento – prelielsoares.blogspot.com.br

O complexo de culpa que mais encontramos (e que mais preocupa) é o que se nutre em relação a si mesmo. Mágoas profundas, sentimento de vazio e até depressão. Situações não resolvidas podem gerar alguns impulsos, neuroses e complexos. Frustrações não tratadas podem trazer muitos problemas para uma pessoa. Tudo o que prejudica psicologicamente deve ser considerado seriamente. Deve ser buscada a causa do problema e atitudes/posturas diferentes diante da Vida. Após descobertos os causadores, é preciso meter a mão na massa e lutar contra eles. Devemos ter a ciência que aquilo que nos prejudicou, se não foi bom, aconteceu num determinado período da vida e nem por isso se repetirá indefinidamente.
Exemplifique para os alunos destacando a diferença entre a atitude de Pedro, que se arrependeu de ter negado Cristo, e a atitude de Judas que sentiu remorso por ter traído Cristo. Destaque que o arrependimento produz alívio e salvação com pleno perdão (Rm 8:1) enquanto o remorso provoca desarranjo mental, resultando no suicídio ou na morte (Mt 27:5).


2. Detectando o complexo de culpa

Em muitos casos, pode não parecer que um sentimento ou uma tristeza caracterize algo grave, contudo, qualquer tipo de interferência em nosso comportamento natural deve ser levado em conta. Ao sentir-se frustrado por um motivo aparentemente fútil, o indivíduo pode ser acometido de graves consequências.
Quando há o conhecimento que um ser está sendo atingido psicologicamente, deve-se investigar as possíveis causas, afim de buscar o tratamento adequado. Dando-lhe a oportunidade de um novo direcionamento. Nesses casos, a busca pela mudança é imprescindível, pois é encarando a verdade que o indivíduo encontrará libertação do complexo de culpa.

Complexo de Culpa: Se origina do sentimento de culpa, que "nasce da reação psicológica contra impulsos violentos e até homicidas, agressivos ou pecaminosos". Segundo o grau de irritabilidade dos estímulos, surgem os reflexos ou reações, que provocam esses impulsos violentos de agressividade. Passada a irritação, sente-se a irracionabilidade desses impulsos e segue-se esse sentimento de ilógica, de estupidez e de culpabilidade. Quando o sentimento de culpa se torna quase permanente, obsessivo e irracional, estamos diante do verdadeiro Complexo de Culpa no sentido patológico ou psicanalítico.
De criança, por exemplo, amamos os pais, mas freqüentemente ficamos tremendamente irritados contra suas exigências, suas proibições e atitudes ao ponto de nos revoltarmos contra eles, odiá-los, ou mesmo agredi-los. Como também os amamos ao mesmo tempo, nos sentimos culpados de nossas atitudes.

pt.wikisource.org


2.1 O complexo em Paulo

O Apóstolo Paulo escrevera uma forte repreensão numa carta aos Coríntios – carta que provocou um profundo senso de culpa e de tristeza em seus leitores. Mas os coríntios reagiram e corrigiram o erro. A nova carta de Paulo muito nos instrui sobre a função correta da culpa: "Agora me alegro, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes contristados segundo Deus, para que de nossa parte nenhum dano sofrêsseis. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte." (II Co 7:9 e 10.). Deus, portanto, tencionava que a culpa levasse o homem ao reconhecimento de seu pecado, ao arrependimento, e à confissão que restaura a comunhão com ele.

Dr. David W. Smith – imensagens.ws

Algumas pessoas confiam muito em si mesmas, no seu potencial, na sua própria capacidade. Pensam que são tão fortes que podem enfrentar qualquer tipo de desafio, ou mesmo de tentações e saírem ilesas. Puro engano. O Apóstolo Paulo, homem experimentado e de profunda espiritualidade, aconselhou os coríntios a fugirem de certas situações (I Co 6:18). Também advertiu o seu filho na fé, Timóteo, a não defrontar com situações que poderiam ser mais fortes do que ele próprio (I Tm 6:11). Não se deixe levar pela idéia de que é muito forte. Corte o mal pela raiz. Fuja da aparência do mal enquanto é tempo. Certas intimidades podem se tornar laços com nó muito apertado, difícil de se desmanchar.

portalieqlimeira.com.br

No caso do Apóstolo Paulo, ele buscou, em Deus, o perdão pelos seus atos anteriores. A sua conversão ficou como um exemplo claro de que, se nos voltarmos ao Senhor para fazer a sua vontade, teremos os nossos pecados completamente esquecidos por Ele (Hb 8:12). Para tanto, é fundamental que saiamos da nossa idiossincrasia e caminhemos em direção à verdade para que a Palavra se cumpra em nós (I Jo 1:7) “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”.


2.2 O relato de Paulo

Uma passagem clássica. A magnitude das revelações de Paulo (sobre grandeza, veja 4-7) levaram o Senhor a lhe dar um estorvo divino (um espinho) para reduzir qualquer tendência de exaltação orgulhosa. Paulo precisava de um lembrete que lhe fizesse ver que, apesar do seu arrebatamento, ainda era um homem entre os homens.

      Comentário Bíblico Moody AT/NT

Sentimo-nos responsáveis por este Cristianismo, culpados desta deformação da qual participamos, culpados de demonstrar tão mal o poder de Jesus Cristo. Certo, nós somos fracos; talvez sem culpa desta fraqueza; mas o apóstolo Paulo não disse que precisamente da nossa fraqueza deveria eclodir a força de Deus? (II Co 12:10).
É perante Deus que nos sentimos culpados de não nos tor­narmos o que ele espera de nós, de nos deixarmos paralisar pelo medo, de nos deixarmos amoldar por nosso meio, petrificar pelo cotidiano, esterilizar pelo conformismo, não ser nós mes­mos; ser cópia dos outros em vez de tirar partido dos dons espe­cíficos que Deus nos confiou. Aqui eclode a oposição entre as falsas culpas sugeridas pela sociedade e a responsabilidade pes­soal diante de Deus. Um poeta me disse que não consegue escre­ver seus poemas sem um sentimento de culpa, porque se sente criticado por perder o seu tempo a rabiscar um papel em vez de ganhar a sua vida. Entretanto, ele sente uma culpa meio confusa, porém bem mais autêntica, em esconder o talento que lhe foi confiado (Mt 25:18).

Culpa e Graça – Paul Tornier

Ao nos mostrar a sua angústia (II Co 12:7) o Apóstolo demonstra que se encontrava, como podemos dizer, em um “beco sem saída”. Ao ser confrontado por aqueles a quem chamava de emissário de Satanás, Paulo não esconde o seu sentimento de culpa ao reconhecê-la como um espinho na carne em relação ao que cometeu no seu passado tenebroso (At 8:1 e 3). A personalidade forte do, então, líder dos perseguidores dos cristãos fazia dele um homem cruel capaz de realizar as piores de todas perversidades com aqueles que mais tarde se tomariam seus irmãos. Um fato importante e que deve ser observado é que Paulo teve o seu chamado direcionado aos gentios (Rm 11:13 e 14), no entanto sabemos que isso não tirou dele o desejo de alcançar os seus irmãos judeus, os quais com maior intensidade perseguia quando alguns deles se convertiam ao cristianismo (At 7:58).


2.3 O espinho na carne

Quando Ananias lhe revelou a verdade, Jesus disse a Paulo, que ele padeceria muito, mas certamente a presença do Senhor era com ele. Paulo lutou contra todas as formas de mal e nada externo pode separar o pregador do amor de Deus, e ele pode dizer isto com autoridade! Paulo citou tudo que ele passou, e afirma nada pode nos separar do amor de Deus!
Mas na relação de coisas, Paulo deixa de fora o pecado, um fator interno que pode levar o homem a separar-se de Deus, o apóstolo não cita o pecado, pois isso não fazia parte de sua vida, mas aqui quero registrar que nós podemos nos separar de Deus. De tudo que foi dito como fator que poderia separar o homem de Deus, o mais poderoso é o pecado, vamos ver na Palavra
Como o pecado separa o homem de Jesus. Damos ênfase a tantas coisas como motivo de desviar da fé ou inventamos todo motivo para não aceitar a Cristo, mas a Bíblia diz: só o que te separa de Deus é o pecado.

nelsonquadros.no.comunidades.net

A ilustração de fraqueza que Paulo escolheu foi de algum sofrimento que ele descreve como "espinho na carne". Ele não identifica o espinho, mas fala algumas coisas interessantes que nos ajudam quando enfrentamos diversos tipos de sofrimento em nossas vidas:
(1) O espinho servia para combater qualquer tendência de se ensoberbecer ou se exaltar. Nas fraquezas, lembramos da nossa dependência de Deus e do fato que somos insignificantes em comparação com ele.
(2) O espinho foi um mensageiro de Satanás. Embora Deus use nossas angústias para seu propósito, foi Satanás que pôs o espinho na vida de Paulo. Compare com o caso de Jó. Deus permitiu que o Diabo o afligisse.
(3) Paulo pediu três vezes, mas Deus recusou tirar o espinho de sua vida. As doutrinas de algumas igrejas hoje que sugerem que a vida cristã deve ser livre de sofrimento, ou que sofrimento é prova de pecado na vida da pessoa, são doutrinas erradíssimas. Paulo, um servo fiel e dedicado, sofreu na carne. Servos fiéis hoje podem sofrer pobreza, doenças e outras tristezas.
(4) A graça de Deus basta. Satanás mandou o espinho, mas Deus o usou para mostrar a importância de sua graça para com Paulo.
(5) O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza do homem.
(6) Paulo prefere gloriar em Cristo do que receber a glória dos homens.
(7) Uma vez que Paulo aprendeu entender as coisas desta maneira, ele sentia prazer nas fraquezas, injúrias, etc, pois nestes momentos ele viu o poder de Deus com mais nitidez. Veja Tiago 1:3-4.
(8) Quando Paulo era fraco em termos de circunstâncias desta vida, ele se sentiu mais forte por causa da força de Deus na vida dele.

Dennis Allan – estudosdabiblia.net

As lembranças das maldades cometidas feriam intensamente Paulo, causando nele uma dor intensa e profunda como que se um espinho o estivesse ferindo, podemos aqui exemplificar as palavras do emissário de Satanás em seu ataque ao Apóstolo. “Veja só, agora fica aí dando uma de bom moço, pregando a esse Jesus, andando lado a lado desse povo que se diz povo escolhido. Já se esqueceu de que fostes um dos maiores algozes deles?” Estas palavras certamente causavam-lhe uma tremenda dor, pois lhe traziam a lembrança dos seus atos cometidos no passado, reforçando, assim, o seu complexo de culpa. Paulo tinha certeza de que o Senhor lhe havia perdoado todo pecado, todavia sua alma continuava sofrendo sempre que lhe era lançado em rosto os seus feitos. A atitude de Paulo foi, após orar, contar a todos o que acontecia em seu interior e, assim, expulsar os maus sentimentos de sua vida (Tg 5:16a).
“Mas de mim mesmo não me gloriarei, senão das minhas fraquezas.” 2Co 12:5b; em suas palavras Paulo demonstra ter conhecimento de que o fato de ter tido um passado vergonhoso, fazia dele um alvo ideal para os ataques do inimigo, entretanto, ao reconhecer a sua fraqueza, o Espírito o fortalecia para resistir aos ataques do maligno.

Qual Era o Espinho na Carne de Paulo? [fórum]
Espinho na Carne (vídeo)


3. Ação de Cristo Jesus

A história de Paulo nos mostra como Jesus age na vida de quem ele tem um propósito. Às vezes, podemos pensar que o Senhor não está respondendo às nossas orações, no entanto vemos Paulo nos contando que já havia orado algumas vezes sobre esse problema e a resposta foi “a minha Graça te basta” (II Co 12:9). Não sabemos se essa era a resposta por que ele esperava, contudo o que sabemos é que no momento levou-o a uma importante conclusão e reflexão: a Graça é suficiente para nos curar de todos os males, porque é superior a qualquer culpa (Rm 5:20).

Já falamos sobre o erro de querermos usar a presença de Deus como um amuleto; sobre a diferença entre os feitos e os caminhos de Deus; sobre o propósito dos milagres e o juízo da rejeição. Em cada capítulo vimos princípios que devem reger nossa postura diante do mover milagroso de Deus. Podemos estar errados diante de uma manifestação de Deus que é totalmente correta.
Muitas pessoas acham que se Deus está operando milagres é porque esteja aprovando tudo o que fazem, mas não. Há igrejas que acham que os sinais que têm visto é um aval sobre tudo o que fazem, mas não! Cristo estava operando muitos milagres no meio dos judeus, mas reprovando a atitude deles.

      A Outra Facedo Milagre – Luciano Subirá

Até podemos (e devemos, conforme a situação) ir ao Senhor para pedir/receber bênçãos materiais. Entretanto, devemos priorizar tal busca (de Cristo) em prol da Vida Eterna! Sabemos que sendo o Pão da Vida, o Senhor deu e proveu comida (pão, propriamente) por vezes. Este mesmo Jesus nos disse que ele é o Pão que Desceu do Céu, muito maior e duradouro (eterno, na verdade) que o venerado Maná. Ele quer que desejemos mais comer “do Céu” que encher o ventre.

3.1 A ação do Espírito Santo

Mas este selo do Espírito significa mais que segurança, Significa também propriedade. Lemos no Antigo Testamento que Jeremias comprou uma propriedade, pagou por ela diante de testemunhas e selou o documento de acordo com a Lei e os costumes (Jer. 32:10). Agora ele era o proprietário.
A alusão ao selo como prova de compra deve ter sido especialmente significativa para os efésios. Éfeso era um porto marítimo, e havia intenso comércio de madeira com os portos vizinhas. O método usado na compra era este: o mercador, depois de escolher a madeira, carimbava-a com seu anel, seu sinete – uma prova reconhecida de propriedade. No tempo devido, o mercador enviava um encarregado de confiança, com o sinete; este localizava todos os troncos que tinham a mesma marca e os levava.
Matthew Henry resume a idéia assim: "Os crentes são selados por Ele (o Espírito Santo), ou seja, separados para Deus, colocados à parte, distinguidos com a Sua marca, pois pertencem a Ele."

O Poder do Espírito Santo – Billy Graham

Os marinheiros podem ser "guiados" pelas estrelas. Podemos ser consolados ao contemplar um belo pôr-do-sol. Mas o consolo derivado de tal contemplação baseia-se na suposição, consciente ou inconsciente, de que, por detrás do pôr-do-sol existe a pessoa do artista que o criou. Também podemos ser "ensinados" quando observamos objetos naturais, mas tão somente por meio de analogias.
A maneira como o Espírito Santo consola, guia, ensina, etc, é uma maneira pessoal. Quando ele realiza essas tarefas, a Bíblia as descreve como atividades do Espírito, que envolvem inteligência, vontade, sentimentos e poder. O Espírito também perscruta, seleciona, revela e admoesta. As estrelas e o pôr-do-sol não agem dessa maneira.

O Mistério do Espírito Santo – R. C. Sproul

Podemos concluir que a libertação do complexo se deu pelo fato de Paulo ter permanecido em comunhão com os irmãos; não dando ouvidos ao emissário de Satanás. A comunhão é também um eficaz remédio para cura das doenças apresentadas com enfermidades da alma.


3.2 O poder aperfeiçoado

Agora de posse do poder de Cristo, Paulo segue adiante com o propósito de Deus traçado para sua vida, o resgate de muitos para o Reino dos Céus (II Co l2:15). Ironicamente a culpa que lhe era imposta pelas lembranças trazidas a sua mente pelo emissário de Satanás agora funcionava como combustível para realização de seu trabalho em prol do Reino de Deus.


3.3 Como o Espírito Santo nos capacita

O Espírito Santo trabalha em nossos corações de acordo com a nossa fé na Palavra da verdade que foi escrita.
1) Ela dá testemunho de que a Palavra de Deus é verdadeira. 
2) O Espírito Santo está com os justos, e os faz testemunhar do Batismo da Água e do Espírito aos pecadores.
3) Ele nos faz crer em Deus e a clamar por ele.
4) O Espírito Santo nos leva a trabalhar com os dons que ele nos deu.
5) O Espírito Santo nos guia até entrarmos no Céu.

bjnewlife.org (editado)

O Espírito Santo reaviva seu espírito, enche-o com abundância de vida, amor e zelo, e inflama você de tal forma que passa a manifestar a vida radiante e vibrante de Deus. Ele renova sua devoção, acelera sua obediência e sopra seu zelo até fazê-lo uma chama ardente. Como cristão cheio do Espírito, sua marca deve ser intensa devoção, fervor espontâneo e disposição leal para servir, assim como são os anjos celestiais. Apolo era um homem aceso com esse fogo (At 18.25). A expressão “fervoroso de espírito” pode ser traduzida como “espírito ardente” ou “incandescente” com o Espírito.
Quando o Espírito arde dentro de você com liberdade e plenitude, sua vida interior torna-se radiante, seu zelo intenso e seu serviço dinâmico. Conforme Efésios 5.16, você irá “remir o tempo” ou “aproveitar ao máximo toda oportunidade”.
A necessidade de ter ardor e zelo espiritual foi muito enfatizada na igreja morna de Laodiceia (Ap 3.15-16). A temperatura espiritual de um líder cheio do Espírito deve ser mantida sempre num nível elevado. O Espírito deseja encher você de tal forma com seu amor ágape ardente e incandescente que sua vida seja sempre radiante com a presença dele. Indiferentemente de Romanos 12.11 ser traduzido como “inflamado com o Espírito Santo” ou “inflamado em seu próprio espírito”, o Capacitador é sempre o Espírito de Deus. Sua plenitude ativa precisa permear toda nossa personalidade e serviço.

Wesley L. Duewel – oarautodasuavinda.com.br

Podemos usar, nesse caso de Paulo, o termo resiliência, este é aplicado na ciência dos materiais que significa a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação. Atualmente as ciências humanas têm feito uso desse termo para explicar a capacidade que o indivíduo desenvolve para se recuperar das adversidades, transformando o mal sofrido ou praticado em força contrária em busca de uma nova realidade.



Conclusão

Ao orar por três vezes ao Senhor, Paulo estava tentando obter uma resposta do Criador por que não conseguia se livrar das lembranças que o atormentavam, ao receber a resposta “minha Graça te basta”, percebeu que já tinha tudo que precisava para realização da obra de Deus. Isso nos mostra que a Graça é suficiente para nos livrar de todo e qualquer mal que possa afligir a alma.


Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Enfermidades da Alma (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2014 – Lição 07
As Doenças do Nosso Século (revista EBD) – 3º Trim/2008 – CPAD
Princípios de Interpretação Bíblica – Vilson Scholz – Ed. ULBRA
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Marcos (Serie Cultura Biblica) – Dewey M. Mulholland – Ed. Vida Nova
Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento – Gary R. Collins – Vida Nova
Aconselhamento Cristão – Gary R. Collins – Vida Nova
Princípios Básicos de Aconselhamento Bíblico – Dr. Lawrence J. Crabb – Refúgio
Jesus, O maior Psicólogo que já existiu - Mark W. Baker – Sextante
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Em Busca de Deus (Teologia da Alegria) – John Piper – Ed. Shedd
Problemas Cruciais: Uma perspectiva bíblica (link)
A Responsabilidade Pessoal pelos Atos Humanos e o Destino (link)
A Bíblia tem Solução para os Problemas da Depressão, Tendências Suicidas, emocionais e outros problemas similares? (I) (II)
Restauração da Alma - O que é o que não é? (link)
Auto-confrontação (link)
Quadro Avaliativo: Terapia Psicológica x Aconselhamento Bíblico (link)
Culpa e Graça – Paul Tornier – Ed. ABU
É Tempo de Arrependimento (link)
Culpa (link)
Lidando Sabiamente com o Sentimento de Culpa (link)
Qual Seria o Espinho na Carne do qual o Apóstolo Paulo foi Acometido? (vídeo)
O Evangelho sem Vergonha (link)
O Poder do Espírito Santo – Billy Graham – Ed. Vida Nova
O Mistério do Espírito Santo – R. C. Sproul – Ed. Cultura Cristã

Bibliografia Indicada (estude mais)

Como se Livrar da Culpa (I) (II)
Transgressões Humanas: Pecado e Sentimento de Culpa (link)
Origem e Repercussões do Sentimento de Culpa (link)
O Sentimento de Vergonha como Regulador Moral (link)

Questionário

1. O que pensa o indivíduo que não consegue se livrar da culpa?
R. Que está condenado a uma vida miserável de pecado, Rm 8:24.
2. Como Deus se posiciona em relação aos nossos pecados quando nos convertemos?
R. Ele os esquece completamente, Hb 8:12.
3. O que acontecia com Paulo quando se lembrava de suas maldades?
R. Sentia uma dor profunda, como se um espinho o estivesse ferindo.
4. Qual foi a resposta de Deus a oração de Paulo?
R. A minha Graça te basta, II Co 12:9.
5. O que fazia de Paulo eficiente na realização da obra do Senhor?

R. O fato de permitir que o Espírito o usasse.

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