segunda-feira, 23 de junho de 2014

EBD Editora Betel - O Prazer de Experimentar a Cura das Feridas da Alma

Assembleia de Deus CONAMAD
Lição 13 – 29 de Junho de 2014
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Base para o Trimestre

Clique aqui e leia nossa lista de estudos, artigos, apostilas, teses e dissertações que irão te dar bases ministeriais, acadêmicas e clinicais para poder periciar as lições deste trimestre. Leia, releia, anote e assista aos vídeos tantas vezes quantas forem necessárias. Tente ler todos os livros indicados (ao menos os examinem).

Texto Aureo

“Senhor, tu me sondaste e me conheces. Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.” Sl 139:1 e 2

A Onisciência de Deus. Senhor, tu me sondas e me conheces. O salmista está convencido por experiência que Deus sabe tudo a respeito dele. Ele sabe que o conhecimento perfeito de Deus vai além de seus atos individuais até suas motivações e propósitos. Enquanto ele permanece respeitosamente dentro do seu próprio conhecimento da Onisciência Divina, ele sabe que a total compreensão está além do Entendimento Humano.

        Comentário Bíblico Moody AT/NT

Verdade Aplicada

As enfermidades da alma podem ser devastadoras. Mas não incuráveis. Jesus é a cura!

            Glórias a Deus! Ao menos no final da revista, na última lição, colocou-se a Fé e os Recursos Sobrenaturais em primeiro lugar. O confiar em Cristo é em primeiro lugar individual (homem e Deus), depois dependente de homens (ministros e líderes). O uso da Ciência não pode vir em primeiro lugar, exceto em emergências ou casos agravados (onde se tentou o Aconselhamento Bíblico, Libertação, Cura Divina, mas não houve melhoras). Ela é muito útil, mas não é algo indispensável, como se só houvesse resultados bons com ela.

Objetivos da Lição

Mostrar que o fato de sermos servos fiéis não impede que possamos sofrer com as enfermidades da alma;
            O fato de sermos servos fiéis nos habilita a passarmos por vários dissabores e opressões (At 14:22, Rm 5:3 e II Co 4:8-10), mas o Senhor sabe de nossos limites e fragilidades (Sl 125:3).

Esclarecer que tais enfermidades não são suficientes para abalar nossa fé em Deus;
            Nem o Presente nem o Porvir nos separará do Senhor (Rm 8:35), pois nada do que vemos, sabemos, já temos passado ou ainda passaremos é comparável ao Porvir (Rm 8:35).

Fazer-nos entender que em algumas situações precisamos de ajuda profissional.
            Esta frase deveria ter sido citada tanto na capa da revista como em todas as páginas da mesma. O melhor remédio é o que se dá aos sadios: a Prevenção. Pode acontecer de ser necessário usarmos tanto os profissionais, como até mesmo medicamentos. Repito: nunca coloquemos estes em primeiro lugar, ou mesmo como indispensáveis.

Textos de Referência

Sl 139:11 - Se disser: decerto que as trevas me encobrirão; então, a noite será luz à roda de mim.
Sl 139:12 -Nem ainda as trevas me escondem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa.
Sl 139:14 - Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Sl 139:23 - Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos.
Sl 139:24 - E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.


Introdução

Chegamos à última lição de nossa revista. Estivemos falando acerca de diversas enfermidades que incomodam o Homem e, em muitas situações, que o impedem de realizar a vontade de Deus. No entanto, ao nos depararmos com o Salmo 139, começamos a entender muito da verdadeira alma humana. O sentimento do salmista aqui expressado nos mostra o seu desejo de servir e fazer a vontade de Deus, mas, com uma certeza, no coração, há de estar totalmente curado de todos os males que afligem seu interior.

A Obra da Tribulação

Se o propósito de Deus em salvar o homem fosse apenas levá-lo para o céu, provavelmente ele o levaria à glória de imediato após sua conversão. Mas Deus deseja prepará-lo para sua função de governo num universo infinito que requer caráter. O progresso na santificação, no desenvolvimento do caráter de Deus, e no amor ágape, é impossível sem tribulação e disciplina.
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (Rm 5.3-5).
Baseado nestas e em outras passagens semelhantes da Bíblia, fica claro que a tristeza, o sofrimento, a tribulação e a dor que acontecem ao crente não constituem, antes de tudo, castigo, mas treinamento de filho. Não são acontecimentos sem propósito. Os pais terrenos podem cometer erros na aplicação do castigo — e muitas vezes o fazem. Mas Deus, não. Ele está preparando o crente para participar do governo de um universo tão vasto que parece infinito.
Parece que Deus não pode descentralizar totalmente o homem, muito embora nascido de novo, santificado ou cheio do Espírito Santo, sem a colaboração do sofrimento. Watchman Nee disse que nunca aprendemos algo novo sobre Deus, a não ser por meio de adversidade. Alguns acham que seja uma afirmação exagerada, mas de fato parece que poucos buscam um andar mais profundo com Deus, a não ser sob a pressão da provação.

Paul E. Bilheimer – palavradaverdade.com

Quando feridos por alguém ou por uma situação, e damos margem para estes sentimentos, somos atropelados por danos piores, as chamadas doenças da alma. Estas enfermidades controlam tanto a vida das pessoas, que acabam prendendo várias outras juntas, numa espécie de corrente maligna. E em alguns casos somente o fato da aproximação de pessoas com este tipo de distúrbio outros familiares foram contaminados com outros tipos de doenças, com manifestações diferentes.

Arilson Barbosa – atosdois.com.br



1. Reflexos das experiências em nossas vidas

Muitas vezes nos pegamos imaginando como seria a nossa vida se fossem realizados nela todos os tipos de milagres. É fato que, servindo ao Todo Poderoso, o homem está sujeito à ação dele em sua vida, e essa ação inclui a realização de milagres, contudo sabemos que, ao longo da nossa existência, acumulamos uma série de experiências que são capazes de causar danos irreversíveis em nossa alma, atingindo diretamente a mente e refletido em nossas emoções.

Rm 5.3-4 – Nesse texto, Paulo afirma que o sofrimento é um meio que Deus usa para aperfeiçoar o caráter dos cristãos. Mas, diferentemente da versão Revista e Atualizada da Sociedade Bíblica Brasileira, há outras versões da Bíblia que traduzem o texto de uma forma diferente. A palavra “tribulações” é traduzida como “sofrimentos”, “perseverança” é traduzida como “paciência” e “experiência” é traduzida como “caráter provado”. Assim: Paulo diz que os sofrimentos produzem perseverança – Na língua grega, a palavra “perseverança” pode também ser traduzida por paciência, persistência, constância. Essas são algumas características que se apresentam no homem maduro, que se mantêm leal à sua fé e aos seus propósitos mesmo quando está debaixo das maiores tribulações ou sofrimentos. Em geral, não crescemos quando estamos em plena calmaria de problemas. Em todos os ramos, o desenvolvimento aparece em hora de crise ou sofrimento.
Paulo diz que a perseverança produz experiência – Essa é parte da reação em cadeia. Assim como os sofrimentos produzem a perseverança (ou paciência, ou constância, ou persistência), esta produz experiência. Na língua grega, a palavra “experiência” pode ser traduzida por “caráter provado”. A idéia é a de alguém que foi testado e saiu vitorioso no teste, tendo desenvolvido um caráter amadurecido pelos sofrimentos.
Paulo diz que a experiência produz esperança – O sofrimento do cristão o conduz à perseverança, à firmeza, à constância e à paciência porque eles são conectados à esperança. Há alguma coisa no final que os faz levantar os olhos e crer na mudança dos acontecimentos. Para o cristão, o sofrimento é o ponto em que o poder da esperança fica cada vez mais claro, ligando o nosso presente ao futuro de vitória, porque para o cristão “os sofrimentos do tempo presente na são para comparar com a glória a vir ser revelada em nós” (Rm 8.18).

estudos.gospelmais.com.br

Quando coisas ruins acontecem

As Escrituras falam de três categorias principais de "dificuldades" para aquele que crê: 1) disciplina, julgamento ou reprovação do Senhor; 2) testes, provações, e sofrimento; e 3) tentações ou ataques de Satanás. Então este problema atual é a mão do Senhor em repreensão direta, a provação de nossa fé prometida, ou será que estamos sendo enganados por Satanás? Nós deveríamos saber para podermos responder adequadamente.

Testes & Provações – acts17-11.com

A nossa alma se compõe de:
- Sentimento
- Vontade
- Consciência
- Pensamento
Nestas áreas somos feridos pela instrumentalidade de outros seres humanos, ficando assim com a mente ferida, doente.
A família é uma das fontes que pode levar a pessoa a ter uma enfermidade na alma. É a primeira agência socializadora do Ser Humano, é a espinha dorsal da estrutura da personalidade de qualquer indivíduo.
Antes mesmo de nascer, a criança já recebe como herança a influência de seus pais, e, com o tempo, outras influências se acumularão com a herança sociológica, a psicológica e a espiritual.
Isto significa que uma família pode transmitir cousas boas a uma pessoa tornando a sua personalidade estruturada. Como pode também acontecer o contrário, transferir cousas más, e a pessoa adquirir personalidade desestruturada. Inegavelmente tanto no aspecto genético como no espiritual, nós somos o reflexo dos nossos parentes, com os quais convivemos. Quando temos um lar desestruturado, com certeza enfrentaremos alguns problemas quando adultos.

Alcançando Cura Interior – pastorisaiasreis.com.br



Proposição: não existe uma batalha mais importante em nossas vidas, do que a batalha que se trava em nossos pensamentos.
Os pecados do pensamento atuam diretamente na alma a fim de influenciá-la para o Mal.  A característica de alguém que não é cristão, é uma mente impura associada a uma consciência corrompida: “ Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” Tt 1:15
Sentença interrogativa: O que deveria acontecer em nossa mente e em nosso coração? Qual deveria ser o segredo mais profundo da nossa alma ? A adoração a Deus.           
Proposição: Deus deseja que o louvemos do mais íntimo do nosso coração, que nossos pensamentos mais secretos sejam pensamentos de adoração. “Ame ao Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças”. Mc12:30
É interessante que o texto diz: Amar com todas as suas forças, e às vezes nós pensamos que se trata de força física, mas não é não. Quando estudamos muito para uma prova e quando essa prova termina nos sentimos exaustos. Precisamos despejar toda a nossa energia em concentração com muitas coisas que envolvem a mente. E é isso que muitas vezes fazemos em nossos trabalhos, despejamos toda nossa força em raciocínio e atenção para fazer algo bem feito, que não necessita necessariamente de força física. Jesus nos chama a despejarmos toda nossa inteligência , toda nossa força intelectual em amar a Deus.

igrejadecristo.com

Em sua exposição, o salmista não esconde a consciência de que Jeová é capaz de conhecer o seu interior, mesmo que não seja revelado verbalmente (Sl 139:4). Servimos a um Deus que tudo sabe e tudo conhece, no entanto fica claro para nós que um de seus desejos principais em relação ao homem é justamente vê-lo expressar os seus sentimentos para que possa intervir de maneira eficaz (Sl 38:9). Já no Éden o Criador procurava Adão na viração do dia para conversar e, mesmo sabendo do desatino cometido por sua criatura, não tomou nenhuma atitude até que este expusesse o seu feito (Gn 3:8).


1.2 Temos de ter cuidado com as enfermidades da Alma

Hoje, a não inclusão dos padrões impostos pelo individualismo contribui para a aquisição de doenças que se tornam individuais, doenças que surgem do olhar individual, as doenças psíquicas. As crises de identidade, os transtornos obsessivos compulsivos, a síndrome do pânico, a ansiedade, a depressão, etc., certamente são sintomas desse processo de individualização. O indivíduo, quando não consegue atingir padrões que o próprio individualismo impõe, passa a entrar em choque com o próprio individualismo contido em si.
Sabemos que o próprio homem não aceita o afastamento do seu eu-coletivo, pois, sozinho, não conseguiria sobreviver; entretanto, é necessário se interligar de tal modo que não perca a sua característica própria. Portanto, o equilíbrio dessa dicotomia é importante para uma caminhada individualizada com base coletivista. Mas como formar indivíduos sadios coletivamente?

construirnoticias.com.br

As enfermidades da alma, em sua maioria, tendem a agir de forma a nos afastar da presença de Deus, pois elas levam o indivíduo a um caminho obscuro e desconhecido capaz de promover dores profundas em seus sentimentos. Davi foi um homem que viveu e sobreviveu a muitas batalhas, tais batalhas se deram tanto na esfera material quanto na espiritual, elas, com certeza, provocaram cicatrizes profundas. Entretanto vemos Davi sempre disposto a permitir-se realizar verdadeiras catarses diante de seu Criador onde não se furta de exprimir seus mais profundos sentimentos. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? (Sl 139:7) nestas palavras, vemos que o salmista reconhece a sua incapacidade de lidar com seus medos e pavores e sabe que, nem mesmo em profunda depressão, estará fora do alcance dos olhos de Deus.


1.3 A gravidade do Sentimento de Culpa

Todo mundo tem pecado, e um dos resultados do pecado é culpa. Podemos ser agradecidos por sentimentos de culpa porque eles nos levam ao arrependimento. No momento em que uma pessoa se vira contra o pecado em direção a Jesus Cristo, seu pecado é perdoado. Arrependimento é parte da fé que leva à salvação (Mt 3:2, 4:17 e At 3:19).
Em Cristo, até mesmo os piores pecados são apagados (leia 1 Co 6:9-11 para encontrar uma lista de obras injustas que são perdoadas). Salvação é pela graça, e graça perdoa. Depois que uma pessoa é salva, ela ainda vai pecar. Quando isso acontece, Deus ainda promete perdão. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2:1).
Liberdade do pecado, no entanto, nem sempre significa liberdade de sentimentos de culpa. Mesmo quando nossos pecados são perdoados, ainda nos lembramos deles. Além disso, temos um inimigo espiritual, chamado de “acusador de nossos irmãos” em Apocalipse 12:10, o qual nos lembra de uma forma tão cruel todas as nossas falhas, erros e pecados. Quando um Cristão experimenta de sentimentos de culpa, ele/ela deve fazer o seguinte:
1) Confesse todos os pecados previamente cometidos que ainda não foram confessados e sobre os quais você tem conhecimento. Em alguns casos, sentimentos de culpa são apropriados porque confissão é necessária. Muitas vezes nos sentimos culpados porque somos culpados! (Veja a descrição de Davi de pecado e a sua solução em Sl 32:3-5).
2) Peça ao Senhor que revele qualquer outro pecado que precisa ser confessado. Tenha a coragem de ser completamente aberto e honesto diante do Senhor. “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau” (Sl 139:23-24a).
3) Confie na promessa de que Deus vai perdoar o pecado e remover a culpa baseado no sangue de Cristo (I Jo 1:9; Sl 85:2, 86:5 e Rm 8:1).
4) Nas ocasiões em que sentimentos de culpa surgem sobre pecados já confessados e abandonados, rejeite esses sentimentos como culpa falsa. O Senhor tem sido fiel à sua promessa de perdoar. Leia e medite em Salmos 103:8-12.
5) Peça ao Senhor para repreender a Satanás, seu acusador, e peça ao Senhor que restaure a alegria que acompanha a liberdade de culpa.

gotquestions.org

O Sentimento de Culpa possui duas categorias: Culpa Objetiva e Culpa Subjetiva. A primeira ocorre separadamente aos nossos sentimentos. Ocorre na violação de uma lei e alguém é declarado culpado, embora este não se sinta culpado. Na Culpa Subjetiva temos associações de sentimentos íntimos de remorso e autocondenação, gerados de nossos atos.
A angústia vivida por Davi em alguns momentos de sua vida se apresentava como se fosse constante, todavia ele tinha certeza da companhia de Jeová (Sl 139:8-10). Sabemos que o sentimento de culpa era o principal mal que assolava a sua existência; o medo da reprovação o levava a um choro secreto, só revelado ao Senhor em situações de extrema tristeza. Ao mesmo tempo em que Davi externava o seu temor a Deus, ele expressava a certeza da Sua misericórdia para com ele (Sl 139:14) e O louvava do mais profundo do seu íntimo, pois entendia a repreensão como expressão do amor do Pai (Pv 3:12).



2. Maldição Hereditária ou Reprodução de Neurose

Atualmente vemos alguns grupos religiosos “ditos evangélicos” difundindo uma doutrina voltada para o que eles chamam de “maldição hereditária”, em suas teorias, buscam afirmar que algo passado ou sofrido por um antepassado pode se manter como castigo ou maldição na vida do servo de Deus, tais doutrinas contradizem peremptoriamente a Palavra de Deus que afirma o contrário. O texto do livro do profeta Ezequiel 18:20 nos mostra que o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho, deixando claro este ato de justiça do Criador. Entretanto podemos tentar esclarecer algumas situações que ocorrem no âmbito da alma que chamaremos aqui de Reprodução de Neurose.
Os defensores da Teoria da Maldição Hereditária tentam apresentar experiências negativas, tanto na esfera espiritual quanto na natural, corno sendo herança. No entanto sabemos que grande parte de males sofridos por nossos descendentes são ocasionados por atitudes erradas que tomamos na criação de nossos filhos. Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional, diz que “alguns pais ignoram qualquer tipo de sentimento de seus filhos considerando sua perturbação emocional como algo banal; na verdade, deveriam aproveitar estes momentos para uma maior aproximação”, evitariam, assim, muitos problemas no futuro.

Quando Deus diz que visitará a maldade dos pais nos filhos (que é totalmente diferente da idéia de maldição), de duas a três gerações, Ele faz referência ao mau que reside na natureza do homem que foi herdado do pecado de Adão. Este mau que existe na natureza do Homem gerado segundo a vontade da carne, vontade do varão e do sangue não se extingue indefinidamente (duas a três gerações=não é possível contar as gerações que o mau adquirido em Adão alcançará), pois o mau que Deus visitará refere-se ao pecado de Adão que passa de geração a geração.
Deus repreendeu o povo de Israel acerca de um provérbio descabido que era proferido por eles, com uma pergunta semelhante a esta: Acaso Deus seria injusto, punindo os filhos em lugar dos pais?
A Bíblia é clara: “De que se queixa pois o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados” (Lm 3:39 ). Haveria como os filhos se queixarem dos pecados de seus pais?
As queixas dos homens são provenientes de seus próprios pecados, sem qualquer referência as ações de outrem (quer pais ou nação).
Jamais Deus trataria os filhos dos homens segundo a maldade dos pais "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18:4 ). Deus não imputa os pecados dos pais aos filhos.
Aqueles que acreditam em maldição hereditária falam segundo as mesmas palavras do povo de Israel, só que de um modo mais 'polido' e 'ameno': “Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito” (v. 29).
A vontade de Deus é que o ímpio se converta do seu mau caminho e tenha vida (v. 23), mas as opressões que os homens sofrem aqui neste mundo são conseqüências de seus próprios atos (Ez 18:17 ).
Muitos utilizam a passagem de Is 10:27 para falar em maldição hereditária, e os que defendem tal concepção fazem uma interpretação do versículo divorciado do contexto.

Maldição Hereditária – estudobiblico.org


2.1. Como funciona a Reprodução de Neurose

Para explicar o termo Reprodução de Neurose, vamos explorar algumas situações vividas por Davi. Em sua vida familiar, podemos perceber que não era o preferido de seu pai, visto que o mesmo sempre o procurava usar para serviços menores, pouco valorizados pela sociedade da época. Levar comida para seus irmãos (I Sm 17:17) era algo comum na vida dele e sempre que o fazia, voltava rapidamente para cuidar das ovelhas em Belém (I Sm 17:15). Tais acontecimentos ficaram registrados em sua mente e foram determinantes no processo de formação da sua personalidade, visto que, na criação de seus filhos, também deixou claro as suas preferências reproduzindo o que havia ocorrido com ele.

2.2 Como se Reproduz a Neurose

Mesmo já tendo sido ungido por Samuel, em um episódio de impressionante desprezo, demonstrado por Jessé, que deixou claro a sua preferência por Eliabe, Abinadabe, Sama e os outros (I Sm 16:8-10), Davi continuava a obedecer e fazer o que lhe era imposto. Os sentimentos de Davi certamente eram afetados por esse tipo de comportamento demonstrado por seu pai. Embora não se tenha rebelado contra sua família, não deu a seus irmãos nenhuma posição de destaque em seu exército, essa atitude aliada ao fato de demonstrar preferência por alguns de seus filhos comprovam a reprodução de neurose herdada de seu pai.
O dia de um pastor de ovelhas era de muitos riscos, os quais fizeram de Davi um homem preparado para enfrentar inimigos perigosos ao longo de sua vida. Em suas batalhas, usou conhecimentos adquiridos em sua lida diária como o uso da funda contra Golias. Em outras situações, também demonstrou ser um homem de sentimento duro. Essa forma de expressar seus sentimentos pode ter ocorrido por causa da maneira dura que foi tratado por seu pai.

2.3 O mal causado pela falta de diálogo com os filhos

A história do reinado de Davi foi marcada por algumas grandes tragédias, uma delas, talvez a mais importante, foi a rebelião de seu filho Absalão que não suportou o fato de seu pai não ter tomado nenhuma atitude em relação a seu irmão Amnon quando do estupro de sua irmã Tamar. A falta de um diálogo claro entre pai e filho pode sempre causar maus entendidos, pois vemos, com o desdobrar dos acontecimentos, que, ao contrário do que Absalão pensava, o seu pai o amava intensamente (II Sm 18:32 e 33). Vemos, mais uma vez, um exemplo de reprodução de neurose, Jessé não se colocava claramente em relação a Davi isso fez com que ele tivesse a mesma dificuldade em relação a seu filho Absalão.



3. Deus está sempre presente em nossas vidas

Os versículos 11 e 12 do Salmo 139 são, talvez, os mais impactantes, pois demonstram a certeza de que Davi tinha, que, mesmo em estado de profunda depressão, o homem de Deus nunca se sentirá desamparado por ele. Davi tomou algumas atitudes reprováveis aos olhos do Senhor, contudo, em momentos decisivos de sua vida, escolheu fazer a vontade de Deus.

3.1 Esperar pela ação de Deus

Jesus cura as nossas doenças físicas

Vemos no texto de Marcos mais um relato de cura realizada por Jesus. Desta vez, a cura foi na sogra do apóstolo Pedro (Mc 1:30 e 1). Ela estava sofrendo de alguma enfermidade que provocava febre alta e a impedia de trabalhar. Imediatamente após a sua cura, ela foi servir a Jesus. Vemos que cada cura realizada por Jesus tem um propósito. Sabemos que o ser humano vai passar pela morte e a manutenção da saúde física é temporária, pois com o passar dos anos, o corpo sofre o desgaste natural e morre.
Jesus é o Messias que viria para “levar sobre si as nossas enfermidades” (Mateus 8:16 e 17). Você precisa de alguma cura? Então faça o seguinte: Entregue a sua vida a Jesus, recebendo-O como seu Senhor e Salvador; Peça a sua cura com fé e diga para Ele que você quer ser curado para servi-Lo.

Jesus cura as nossas doenças da alma

O nosso corpo sofre com doenças que tem a sua origem em traumas e feridas da alma, são as chamadas doenças psicossomáticas. Essas enfermidades vão desde uma enxaqueca, doenças estomacais a vários tipos de câncer. Sabemos que uma alma enferma influencia diretamente em nosso humor e disposição para vencer os desafios da vida. E a maioria das nossas doenças são originadas por feridas da alma portanto, precisamos curar a nossa alma. Curando a nossa alma, “prosperaremos em todas as áreas da nossa vida e ainda teremos saúde total” (III João 2).
Jesus é o maior psicoterapeuta de todos os tempos. Jesus é o maior médico de almas que existe. Ele revela o mais profundo e escondido do nosso ser e cura as nossas feridas da alma. Entregue a sua vida a Jesus agora, receba a sua cura da alma e seja feliz!

Jesus cura as nossas doenças espirituais

Tem determinadas enfermidades que são de origem espiritual, maligna e demoníaca. Você crê nisso? Hoje, até os médicos começam a enxergar o corpo humano e conseqüentemente suas enfermidades com uma visão mais ampliada e sabemos que “existe muito mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia possa imaginar”. O exemplo clássico de enfermidades malignas está em Jó. Ele foi acometido de várias enfermidades colocadas pelo próprio satanás (Jó 2:4-7).
O homem, desde o seu nascimento, carrega uma grande chaga maligna em seu espírito pelo seu pecado e se ele não for curado por Jesus, enfrentará morte eterna. Por isso, ele precisa se converter a Jesus para ter o seu espírito curado e renovado, recebendo o perdão dos seus pecados e a vida eterna. Você deseja ter essa experiência com Cristo? Então, peça isso a Jesus agora.

mibac.com.br

Deus cura? Sim, ele cura. Os tratamentos e profissionais “são de Deus”? Sim, em grande parte. Reflitamos melhor: Deus pode estar permitindo (insistindo em continuar) nosso sofrimento? Sim, ele pode. Nossa visão de sofrimento (limites) é totalmente diferente da do Senhor. Tenhamos mais fé, paciência, aprendizado com as lutas e sofreres e usemos mais os recursos sobrenaturais, em primeiro lugar.

3.2 Como buscar cura

1. Não culpar ou questionar a Deus. Muitos crentes ao enfrentar uma enfermidade culpam ao Senhor e, martirizando-se, questionam: “Por que Deus?”. Assim agiu o rei Ezequias, mas Deus acrescentou-lhe mais quinze anos (Is 38.5). Contudo, durante esse período de sobrevida, ele cometeu um de seus maiores erros (Is 39.1-8). Não podemos nos esquecer de que somos pó e que um dia ao pó haveremos de retornar (Gn 3.19). Diante da vontade do Todo-Poderoso, portemo-nos humildes e não autossuficientes.
2. Confiar em meio à dor. A dor e o sofrimento não devem afastar-nos da presença do Pai Celeste; ambos devem servir para que aprendamos a confiar ainda mais no Senhor. Até mesmo diante da morte, o crente verdadeiro pode temer, todavia, não se assombra e continua a confiar: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo [...] (Sl 23.4 — ARA)”.
3. A espera de um milagre. Deus é imutável! Ele continua a operar milagres e maravilhas. Todavia, não podemos nos esquecer da sua soberania. Ele opera quando quer e a sua maneira de agir é única. Não desista, continue a confiar no poder do Altíssimo, pois sua esperança não será frustrada (Pv 23.18). O homem sem Deus desconhece o seu futuro, mas o crente tem a certeza da vida eterna e sabe que o Todo-Poderoso jamais nos deixará: “O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre” (Sl 37.18).

Vencendo as Aflições da Vida (Revista EBD) – 3º trim/2013 – CPAD

É impressionante a insistência que lemos e ouvimos sobre usar serviços (não com estas palavras) de profissionais qualificados. O Aconselhamento Bíblico Pastoral, a Oração, Renúncia e espera no Senhor (já que as tribulações, sofrimentos e etc. são para nos capacitar) são sempre colocados em último lugar.
É muito suspeitarmos de uma propaganda velada à venda de serviços? Junto aos serviços, há uma série de medicamentos viciantes, destrutivos e que trazem outros males piores. Tudo é vendido e durante muito tempo! Pedimos que os mestres e líderes estejam mais atentos a isto e menos suscetíveis às influências.


3.3 Deus tem sempre o melhor para nós

Quem está sofrendo com depressão, angústia, baixa autoestima ou complexo de inferioridade, deve investigar a razão, conscientizar-se de suas fraquezas e suprir suas deficiências, bem como descobrir seus pontos fortes e valorizá-los. Pode ser que, ao analisar a raiz do problema, a solução não seja encontrada de imediato. Mas a pessoa não deve desistir; antes deve insistir nessa autoanálise, pensando sobre o que a tem afligido e contando tudo o que está sentindo ao Senhor, sem medo ou vergonha. O desabafo por meio da oração trará leveza e alívio.
Talvez também seja necessária a ajuda de um terapeuta; alguém formado em psicologia, preparado para conduzi-la em uma análise. Por meio do processo da verbalização começará a desenhar-se a cura.
Para a terapia funcionar, o analisando deve falar o máximo que puder, para facilitar o processo de investigação terapêutica. Assim, por meio da verbalização, o paciente fala sobre todos os seus problemas e, por meio da transferência, lança sobre o terapeuta sua carga emocional. Este ouve o desabafo do paciente e, durante o tempo da consulta, aceita a carga. Mas, no final da seção, devolve tudo para aquele, fazendo uma contratransferência.
Contudo, é bom lembrar que, por mais perspicaz e eficiente que seja o terapeuta, ele não é onipotente nem onipresente, tampouco o dono da verdade. Ele pode formular hipóteses falsas sobre o problema, intervindo de forma errada na terapia. Isso provocará resistência e aversão da parte do paciente, em vez de empatia e cooperação.
A terapia divina é totalmente diferente da humana. Com Deus nunca há antipatia, só empatia, porque Ele é amor, bondade, misericórdia. E Ele ainda tem a capacidade de assumir tudo o que você lançar sobre Ele, fazendo uma contratransferência na hora e na medida certa e indo à raiz do problema.

Silas Malafaia – verdadegospel.com

O Criador sempre quer o melhor para nós, pois sempre está nos preparando algo especial (Sl 139:17). Em nenhum momento, o Senhor quer ver um servo com sentimento de culpa, angustiado, sofrendo com o medo, insegurança, dificuldade de dizer não, falta de reconhecimento de culpa entre outros sintomas que poderão produzir um afastamento do indivíduo de Sua presença e consequentemente a falta de intimidade com ele. O texto proposto por Paulo, em (II Co 5:17) nos dá a nítida noção de que, ao aceitarmos a Cristo, estaremos livres de tudo que nos fazia mal no passado, está totalmente correto, no entanto, em Rm 12:2, vemos o mesmo Apóstolo nos apresentando a necessidade da renovação de nosso entendimento. O que entendemos a partir daí? O versículo de segunda aos Coríntios nos garante uma mudança total em nossa estrutura espiritual, enquanto o texto da carta aos Romanos nos mostra a necessidade de mudança e cura em nossa estrutura emocional. Só depois de passarmos por essas duas transformações, poderemos gozar plenamente da perfeita vontade de Deus e experimentar totalmente as maravilhas de vivermos debaixo de sua Graça.



Conclusão

Amados, aprendemos que fatos ocorridos, cada vez mais, com maior frequência, nos mostram que muitos, embora busquem uma plena comunhão com o Criador, sofrem com sintomas que surgem, na maioria das vezes, alheios a própria vontade. Busquemos toda força que existe em cada um de nós, contemos com a ajuda dos profissionais da área e principalmente a maior e mais excelente, entre todas as ajudas: a do Espírito Santo, o qual não permite que as enfermidades da alma obscureçam a beleza das bênçãos que Deus tem para seus filhos.

Fontes:

Bíblia Sagrada ARC/ARA/ACF/TB/BV/RV/NTLH
Enfermidades da Alma (revista EBD professor) – Editora Betel – 2º Trimestre 2014 – Lição 13
As Doenças do Nosso Século (revista EBD) – 3º Trim/2008 – CPAD
Vencendo as Aflições da Vida (Revista EBD) – 3º Trim/2012 – CPAD
Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Ed. Hagnos
Enciclopédia Ilúmina
O Antigo Testamento Interpretado – Norman Champlin – Hagnos
O Novo Comentário da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova
Comentário Bíblico F. B. Meyer – F. B. Meyer – Ed. Betânia
Comentário Bíblico Matthew Henry (Conciso) – Matthew Henry – CPAD
Comentário Bíblico Moody – Editora Batista Regular
Comentário Bíblico Esperança NT – Editora Evangélica Esperança
Ajudando uns aos outros pelo Aconselhamento – Gary R. Collins – Vida Nova
Aconselhamento Cristão – Gary R. Collins – Vida Nova
Princípios Básicos de Aconselhamento Bíblico – Dr. Lawrence J. Crabb – Refúgio
Jesus, O maior Psicólogo que já existiu - Mark W. Baker – Sextante
O Líder que Deus Usa – Russell P. Shedd – Vida Nova
Em Busca de Deus (Teologia da Alegria) – John Piper – Ed. Shedd
Cura e Edificação do Líder – Marcos de Souza Borges – Ed. JOCUM
Problemas Cruciais: Uma perspectiva bíblica (link)
A Responsabilidade Pessoal pelos Atos Humanos e o Destino (link)
A Bíblia tem Solução para os Problemas da Depressão, Tendências Suicidas, emocionais e outros problemas similares? (I) (II)
Restauração da Alma - O que é o que não é? (link)
Auto-confrontação (link)
Quadro Avaliativo: Terapia Psicológica x Aconselhamento Bíblico (link)
Os Propósitos de Deus no Sofrimento do Homem (link)
A Verdade Sobre a Quebra de Maldições (link)

Bibliografia Indicada (estude mais)

Doenças e Causas Sentimentais (link)
Maldição Hereditária: Uma análise hermenêutica (link)

Questionário

1. O que faltava para Davi para que ele pudesse servir a Deus?
R. Ter a certeza de estar curado de todos os males que o afligiam.
2. Deus nos conhece. Mas o que ele espera de nós?
R. Que expressemos os nossos sentimentos.
3. Em Ez 18:20, qual é o ato de justiça de Deus?
R. O filho não levará a maldade do pai nem o pai a maldade do filho.
4. O que Absalão esperava de Davi?
R. Que tomasse alguma atitude em relação a Amnon.
5. O que é preciso para experimentarmos as maravilhas da Graça de Deus?

R. Transformação total no espírito e na alma (I Co 5:17 e Rm 12). convosco.

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